terça-feira, 25 de agosto de 2026

Turquia/Governo saúda retirada da Síria da lista de terrorismo dos EUA após 47 anos

Bissau, 25 Ago 26 (ANG) - A Turquia saudou nesta terça-feira (25) a decisão dos Estados Unidos de retirar a Síria da lista de países que apoiam o terrorismo, medida que abre caminho para um possível alívio das sanções e pode favorecer investimentos no país.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores turco afirmou que a decisão dará “novo impulso” aos esforços para fortalecer os laços da Síria com a comunidade internacional e promover segurança e estabilidade duradouras.

O presidente sírio, Ahmad al-Chareh, também comemorou a decisão, afirmando que seu país se livrou de um “fardo pesado” e pode agora “virar a dolorosa página do passado” para se concentrar no desenvolvimento e na reconstrução. Ele agradeceu ao presidente americano Donald Trump e aos países que apoiaram a Síria.

Washington anunciou na segunda-feira a retirada da Síria da lista, na qual o país figurava havia 47 anos. A classificação representava um importante obstáculo aos investimentos estrangeiros.

Os Estados Unidos também retiraram o Hayat Tahrir al-Sham (HTS), antigo Front al-Nosra, da lista de organizações e indivíduos classificados como terroristas. O grupo, que já foi ligado à Al-Qaeda na Síria, rompeu com a organização em 2016 e passou a se chamar HTS. Ahmad al-Chareh foi seu líder.

Anunciada no início de Julho pelo governo americano, a medida é apresentada por Washington como uma forma de favorecer a recuperação económica e a reintegração da Síria à economia mundial.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que a decisão oferece aos sírios “um caminho para a prosperidade” e elimina os principais obstáculos aos investimentos privados no país.

As novas autoridades sírias consideram a decisão um importante avanço diplomático e económico. O ministro das Relações Exteriores, Assaad al-Chaibani, classificou-a como uma “etapa histórica”. O ministro das Finanças, Mohammed Barnieh, afirmou que a medida pode facilitar a integração da Síria ao sistema económico e financeiro mundial, atrair investimentos e tecnologia e apoiar a reconstrução de um país devastado por mais de uma década de guerra. ANG/RFI/AFP

 

 

Sem comentários:

Enviar um comentário