Colômbia/Presidente ordena deportações de migrantes em situação irregular
Bissau, 25 Ago 26 (ANG) - O novo presidente da Colômbia,
Abelardo de la Espriella, ordenou o início da deportação de migrantes que vivem
em situação irregular no país.
O chefe
de Estado de direita chegou ao poder em 07 de Agosto com uma agenda
linha-dura, pausada após um forte terramoto que deixou mais de 300 mortos,
milhares de residências destruídas e regiões inteiras em situação de
emergência.
Segundo um vídeo vazado de um conselho de segurança, realizado no domingo (23) em Barranquilla, no norte do país, o presidente deu instruções pra identificar e deter em primeiro lugar os migrantes que cometeram crimes.
"A ordem à imigração é clara (....)
Primeiro, os que estão cometendo crimes, segundo os que não têm sua situação
regularizada e que, no curto prazo, terão que ser deportados", disse ele.
De la Espriella estabeleceu uma sede presidencial alternativa à de Bogotá.em
Barranquilla, cidade caribenha que
considera como casa.
"Não vou aceitar a imigração
ilegal. Primeiro, os colombianos, segundo os colombianos e terceiro os
colombianos, para que fique claro para todo mundo", acrescentou.
Na
última década, a Colômbia foi o principal destino de imigrantes venezuelanos
que fugiram da crise em seu país.
A Acnur, agência da ONU para os refugiados, estimou em três milhões os venezuelanos vivendo na Colômbia em 2025. Tradicionalmente, a direita colombiana promove políticas de acolhida para a diáspora venezuelana com um forte discurso contra o chavismo.
"Deportados! É uma ordem presidencial que deve começar a ser cumprida esta mesma semana. Não vou aceitar migrantes ilegais, de onde quer que venham", disse o presidente. "É uma decisão política e eu a assumo. É uma decisão administrativa e eu a assumo", acrescentou.
Atravessada
por seis décadas de conflito armado, a Colômbia não tem uma longa tradição de
receber migrantes. Por outro lado, viu milhões de cidadãos colombianos fugirem
da violência e da pobreza para Estados Unidos, Espanha e outros países. ANG/RFI/AFP

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