Irão/"EUA não estão em posição de restringir ainda mais relações comerciais" diz Irão
Bissau,
25 Ago (ANG) - O Presidente do Parlamento do Irão, Mohammad Bagher Ghalibaf,
desvalorizou o anúncio por parte dos Estados Unidos (EUA) de novas sanções
contra a República Islâmica.
“Os
Estados Unidos não estão em posição económica de restringir ainda mais as suas
relações com outros países”, disse Ghalibaf, numa mensagem publicada nas redes
sociais.
O
dirigente classificou como absurdas as ameaças de Washington contra os países
que não alinhem com a administração do Presidente norte-americano Donald Trump
na campanha económica contra Teerão.
“Os
norte-americanos sabem que ninguém acreditará nestes disparates”, enfatizou
Ghalibaf, que é também chefe da equipa de negociação do Irão.
O
líder do parlamento afirmou que os aliados da República Islâmica não vão
prestar atenção à retórica dos EUA.
“Os
parceiros comerciais do Irão deixaram-nos claro, tanto nos media como através
de mensagens, que não levam estas declarações a sério”, declarou Ghalibaf.
Na
segunda-feira, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, anunciou
a intenção do Governo dos EUA de “cortar todos os recursos económicos” que
“mantêm vivo o regime tirano iraniano”.
“O
Irão enfrenta uma escolha muito clara, com apenas dois caminhos possíveis: o
isolamento total e uma economia de subsistência, ou um regresso à normalidade,
com a oportunidade de se reintegrar na economia global”, advertiu Bessent, numa
conferência de imprensa destinada a apresentar um novo pacote de sanções de
Washington a Teerão.
Além
disso, o governante avisou também que os Estados que permitirem que entidades
suas “facilitem o branqueamento de capitais em nome do Irão” serão “expulsos do
sistema do dólar”, acrescentando que “a contagem decrescente começou”.
De
forma mais ampla, Bessent advertiu de que os países que não participarem nas
sanções norte-americanas “partilharão o isolamento do Irão”, depois de Donald
Trump ter apelado, no fim de semana, a vários países para se juntarem à sua
“guerra económica” contra a República Islâmica.
Num
comunicado, o Departamento de Estado norte-americano revelou que as sanções
irão afetar “uma ampla rede de transportadoras e agentes que movimentam
petróleo iraniano, bem como produtos petrolíferos e petroquímicos”.
A
nota alega que a rede envolve os Emirados Árabes Unidos, China, Singapura e a
Europa, “para financiar a Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica”,
designada como um grupo terrorista pelos EUA.
Em
resposta, o ministro da Economia iraniano prometeu “uma nova derrota” para os
Estados Unidos, após Washington anunciar novas sanções contra a República
Islâmica, garantindo ter um “plano de dois anos” para lidar com a situação.
Os
Estados Unidos “fizeram de tudo para testar a determinação do povo iraniano e
dos responsáveis do país, mas falharam sempre. Parece que queriam sofrer uma
nova derrota”, afirmou o ministro, Ali Madanizadeh, na televisão estatal.
“O
governo estava preparado e tem um plano de dois anos para gerir estes eventos“,
acrescentou.
ANG/Inforpress/Lusa

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