Justiça/LGDH defende instalação de tribunal no sector para reforçar segurança em Quinara
Bissau, 19 Ago 26 (ANG) -O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) para região de Quinara, defendeu a instalação de um tribunal no setor de Tite, para reforçar a segurança em Quinara e aproximar os serviços de justiça às populações e evitar a transferência de processos de uma esquadra de polícia para outra.
Formozinho da Costa falava à Rádio Sol
Mansi, sobre os principais problemas que afetam a região sul do país.
Apontou a necessidade de reforçar os meios da esquadra
de polícia local, nomeadamente com viaturas para facilitar a realização das suas
atividades.
Segundo aquele responsável regional da
LGDH, as autoridades policiais enfrentam dificuldades no cumprimento das suas funções, e
tem havido casos em que pessoas notificadas pelas forças de segurança
ignoram as convocatórias.
Formozinho da Costa manifestou ainda
preocupação com o estado das estradas na região de Quinara, particularmente a situação
da via que liga Enxudé à Nova Sintra, bem como da estrada entre a rotunda de
Buba e a residência do governador da região.
Da Costa apontou igualmente a prática
de roubo e a violência como outras preocupações na região, identificando o setor
de Tite como uma das zonas onde se mais se registam essas práticas.
Em relação ao casamento forçado e
precoce das raparigas, Formozinho da Costa, revela que cerca de 25,7% das raparigas na Guiné-Bissau
casam antes dos 18 anos, sendo que nas
zonas rurais, essa taxa chega aos 36,1%.
Considerou preocupante o impacto deste
fenómeno sobre as crianças e adolescentes, afirmando que algumas vítimas são obrigadas
a abandonar os estudos para se casarem.
O fenómeno, segundo a análise
apresentada, está associado a uma combinação de fatores, entre os quais
práticas culturais, casamentos negociados por familiares, gravidezes precoces e
vulnerabilidade económica.
Para a LGDH, o combate aos casamentos
forçados e precoces exige maior proteção das crianças e adolescentes, reforço
da presença das instituições do Estado nas zonas rurais e maior sensibilização
das comunidades sobre os direitos das raparigas. ANG/RSM

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