CEDEAO/ Baixa taxa de
implementação das recomendações é principal desafio – auditora-geral
"O principal desafio de antemão é a taxa de implementação que é baixa, portanto, o objectivo é aumentar essa taxa de forma a que a própria execução a nível das instituições seja de acordo com as recomendações”, referiu.
Neste sentido, afirmou que das recomendações, que vão ser discutidas no encontro, algumas provêm do Conselho de Ministros realizadas há três ou mais anos atrás, que ainda não estão implementadas e outras constam da 96.ª reunião do Conselho de Ministros, que teve lugar em Julho deste ano.
"Ainda há muito por ser feito a nível da nossa sub-região e das instituições que compõem a CEDEAO, portanto, vamos trabalhar sobre isso”, reconheceu a auditora-geral.
Segundo Carla Bettencourt, um dos pontos em destaque é fazer o acompanhamento das recomendações, ver até que ponto as instituições da CEDEAO estão a implementar as recomendações do Conselho de Ministros.
Explicou que as recomendações saem do Gabinete da Auditoria Geral ou dos auditores externos, que são apreciados a nível da Auditoria Geral, depois passam pelo Comité da Auditoria, que por sua vez também os apresenta, após adopção e discussão com os responsáveis, ao Conselho de Ministros.
Entretanto avançou que alguns responsáveis das instituições vão apresentar e fazer o ponto de situação da implementação dessas recomendações.
Acrescentou que o encontro constitui uma oportunidade para acordar metas para a implementação das mesmas, de forma a reforçar a prestação de contas, a transparência, a boa governação e a responsabilização dos altos dirigentes das instituições da CEDEAO.
A cerimónia de abertura foi presidida pela presidente do Comité de Auditoria da CEDEAO, Diane Holo Sacramento, que recordou que por trás dos orçamentos, das auditorias, das recomendações e das reformas, estão os povos da comunidade.
“A visão dos nossos países é precisamente ter uma comunidade construída para melhorar a vida de seus cidadãos e concretizar um destino compartilhado, e é essa ambição que deve continuar a nortear o nosso trabalho e responsabilidade”, apontou.
Esta é a última reunião do 4.º Comité da Auditoria e, em Novembro, será constituído o 5.º Comité na qual Cabo Verde fará parte, sendo que os membros são constituídos de forma rotativa entre os Estados-membros da CEDEAO. ANG/Inforpress

Sem comentários:
Enviar um comentário