São Tomé/ MLSTP com mais
367 votos do que ADI, CEN recusa avançar número de mandatos
Bissau,29 Set 26(ANG) – O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP) conquistou mais 367 votos do que a Acção Democrática Independente (ADI) nas eleições legislativas de domingo, avançou hoje a Comissão Eleitoral Nacional (CEN).
Em
conferência de imprensa para divulgar os resultados preliminares, o presidente
da CEN, Jeudiger do Nascimento, recusou avançar o número de mandatos
conquistados pelos partidos nos respetivos círculos eleitorais, afirmando que
esta é uma competência do Tribunal Constitucional (TC).
O TC
demorou cerca de uma semana a validar os resultados nas presidenciais de Julho.
Um
par de horas antes, o líder do MLSTP já declarara vitória, também durante uma
conferência de imprensa, na qual Américo Barros anunciou para o início da tarde
uma passeata nas ruas da capital para celebrar a conquista, 24 anos depois de
ter sido a formação política mais votada numas legislativas.
Na
conferência de imprensa, o presidente do Movimento de Libertação de São Tomé e
Príncipe (MLSTP) declarou-se vencedor das eleições legislativas de
domingo com mais de 26 eleitos e prometeu não dececionar o povo,
aguardando o anúncio oficial e transparente dos resultados.
“Quero
agradecer ao povo de São Tomé e Príncipe por ter dado este voto de confiança ao
MLSTP. Não vamos dececionar o nosso povo”, declarou Américo Barros, na sede do
partido, em Riboque, na capital são-tomense.
“Os
resultados apontam que o MLSTP estava mesmo a roçar uma maioria absoluta”,
referiu o líder do MLSTP, que não vence eleições em São Tomé e Príncipe há mais
de 24 anos.
Na
presença de alguns militantes e dirigentes do partido, Américo Barros prometeu
que vai cumprir todas as promessas feitas durante a campanha eleitoral e não
dececionar o povo.
“Tudo
que constituiu o programa do MLSTP, a nossa visão estratégica de transformação
económica e social do país, visando eficiência e resultado, tudo faremos com a
contribuição de todos”, declarou Barros.
Durante
a campanha, Américo Barros fez várias promessas, sobretudo na área social,
incluindo o aumento do número de beneficiários do programa de apoio às famílias
vulneráveis de cinco mil para 25 mil famílias, instituição do acesso gratuito
às universidades, atribuição de cartas de condução gratuitas a cerca de sete
mil jovens mototáxis.
O
líder do MLSTP prometeu também o combate à corrupção, “Governo de ficha limpa”,
com quadros competentes e com pessoas que não são do MLSTP.
Durante
a declaração de hoje, prometeu começar a trabalhar e avisou o atual
primeiro-ministro que o Governo atual “está em gestão” e que “tudo que envolve
o país em termos [de contratos] estruturantes: o Governo, as direções públicas,
devem suspender até que o outro Governo tome posse”.
“Esperamos
tanto da Comissão Eleitoral como do Tribunal Constitucional uma transparência
total relativamente ao apuramento dos resultados. Quero deixar claro que,
a partir de hoje, as instituições públicas terão que funcionar com maior
lealdade e maior transparência possível”, referiu.
Américo
Barros declarou que foi felicitado hoje telefonicamente pelo atual
primeiro-ministro e líder da Ação Democrática Independente (ADI), Américo
Ramos, pelo presidente do Movimento Basta, Levy Nazaré, e do Movimento
Democrático Força da Mudança (MDFM), Moisés Viegas.
O
MLSTP agendou um cortejo de vitória durante à tarde.
Às
eleições legislativas, autárquicas e regional em São Tomé e Príncipe
concorreram quatro partidos com assento parlamentar: Ação Democrática
Independente (ADI); Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP); a
coligação Movimento Cidadão Independente/Partido de Unidade Nacional (MCI-PUN);
e o Movimento Basta.
Outros
três partidos sem assento parlamentar também foram a votos: o Partido de
Convergência Democrática (PCD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM)
e o recém-criado Movimento Político Nossa Terra.
Nas
legislativas estão em disputa 55 assentos da Assembleia Nacional e estão
inscritos 146.929 eleitores, mais quase quatro mil eleitores em relação às eleições
presidenciais de 19 de Julho, quando foi reeleito Carlos Vila Nova, à primeira
volta, registando-se então uma abstenção de 58,81%.
ANG/Inforpress/Lusa

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