terça-feira, 21 de abril de 2020


Covid-19/Presidente de Cruz Vermelha da Guiné-Bissau considera positivo os trabalhos de sensibilização

Bissau, 21 Abr 20 (ANG) – O Presidente da Cruz Vermelha da Guiné-Bissau (CV-GB), considerou hoje de positivo os trabalhos de sensibilização sobre Corovnavirus apesar de lamentar certos comportamentos “nocivos” e uma certa resistencia  por parte da população .
Presidente da Cruz Vermelha 
Sadna Na Bitã, numa declaração à imprensa ao fazer o balanço dos trabalhos em curso nos bairros de Bissau, disse que a dificuldade maior tem a ver com certas mentalidades que as pessoas têm em relação a doença, explicando a título de exemplo, que alguns afirmam que não chegaram de ver um doente infectado com o coronavirus,  duvidando mesmo da existência do covid-19.

“Por isso digo sempre que não é preciso ver pessoas com a doença ou a morrer, da mesma para começarmos a acreditar na sua existência, porque isso não é uma brincadeira. Estamos a tratar de coisa séria que já matou milhares de pessoas, em todo mundo, e mesmo nos países mais ricos com o sistema sanitários mais sofisticados do que o nosso”,avisou.

Na Bitã aconselha aos citadinos de Bissau para reforçarem as medidas de protecção para que realmente se possa evitar a contaminação, sublinhado que,  uma outra coisa tem a ver com a manutenção da distância entre as pessoas ,salientando que na realidade guineense não é uma coisa fácil uma vez que muitas pessoas partilham a mesma casa e única cama.

Por isso, segundo o Presidente da CV-GB, esta realidade não se pode mudar de um dia para outro, tendo por isso aconselhado a cada um a observar no máximo as medidas de prevenção pessoal ou familiar,  o que pode ajudar na minimização dos riscos de infecção “porque a vida de um membro de família depende do outro”.
Voluntários em acção de sensibilização

Por seu turno, o supervisor dos agentes sensibilizadores da Cruz Vermelha disse que estão a usar a estratégia de campanha porta-a-porta, mas de uma forma transversal, ou seja, como não podem fazer os trabalhos de casa em casa, devido ao elevado número da comunidade nos Bairros por isso aconselham aos moradores a compartilhar as informações entre eles.

Valèrio Candete disse que, no momento, com o apoio do Fundo da Nações Unidas para Infância (Unicef), têm 10 voluntários que estão a cobrir 11 bairros, onde transmitem a população os cuidados que devem ter, em termos de prevenção da  doença, os sinais e sintomas do coronavirus e  a não entrarem em pânico quando sentem sintomas identicas com a do Covid-19 .

“Se fizemos um balanço da reação das pessoas nos bairros nesta segunda fase dos trabalhos, posso considerar que o Bairro Militar e Hafia, como os mais difíceis, ou seja os seus moradores  quando os voluntários chegam para sensibilizar não colaboram e as vezes não saem do interior dos quartos e outros alegam que não existe essa doença por não terem visto nenhum doente”,explicou.

Ara Sonco, vendedeira no mercado improvisado no Espaço Verde de Bairro de Ajuda aconselhou aos colegas da gravidade da doença, tendo pedido a colaboração da população no sentido de se cuidarem  no máximo, usando máscaras, lavar frequentemente as mãos,  respeitarem a regras de distanciamento, o que segundo ela, não se  verifica naquele local, uma vez que as mesas estão quase juntas.

No âmbito da luta contra o Covid-19, a CV-GB estabeleceu parceria com o Unicef que está a cobrir a campanha da sensibilização a nível dos bairros periféricos de Bissau, passando mensagens igualmente na Televisão da Guiné-Bissau (TGB) e Rádio Difusão Nacional e também em  viaturas com ecrã gigantes e motorizadas em sons altos que percorrem os diferentes bairros de Bissau em campanha de prevenção junto das populações.

 O Presidente da CV-GB disse que os trabalhos de campanha de sensibilização sobre a prevenção do Covid-19, foi financiado pelo Programa Alimentar Mundial(PAM) em parceria com o Unicef e que decorre nos bairros de Bissau, nomeadamente, de Praça, Mindara e Reno.

Afirmou que o Alto Comissariado para os Refugiados (HCR), igualmente  ajuda na sensibilização nos mercados e disse que espera obter outros apoios dos parceiros para fazer o mesmo trabalho em todo o país.ANG/MSC/ÂC//SG




Covid-19/ Presidente Sissoco admite possibilidade de prorrogação de estado de emergência

Bissau,21 Abr.20 (ANG) - O chefe de Estado, Úmaro Sissoco Embaló, admitiu na noite de segunda-feira, a possibilidade de o estado de emergência, decretado na sequência da pandemia da Covid-19, que assola o mundo e a Guiné-Bissau, vir a ser prorrogado mais uma vez se a situação evoluir negativamente até o próximo dia 26 do mês em curso.

O Presidente da República falava à saída da reunião da Comissão Interministerial de Acompanhamento  de Prevenção de covid-19  alargada a alguns membros do govervo e o próprio chefe de executivo, Nuno Gimes Nabiam.
Úmaro Sissoco Embaló disse que foi convidado à reunião por Nuno Nabiam para se inteirar da evolução da situação de Covid-19 no país e de apoios que a Guiné-Bissau está a receber de pessoas de boa vontade e de empresários nacionais e estrangeiros.
Na sequência dessa preocupação do executivo guineense, Embaló lembrou que já há um plano definido pelas autoridades nacionais no concernente à distribuição de ajudas às populações.
Relativamente às pessoas infetadas por Covid-19, o chefe de Estado disse que os dados de infetados até aqui divulgados “são relativamente preocupantes em relação às informações da Organização Mundial de Saúde que apontavam para seiscentos casos e trezentos mortes nesta altura”.
Sissoco Embaló notou  que “não há motivos para  alarmismo, tendo em conta à forma como a situção está a ser gerida e à forma como a população tem-se comportado”.
Embaló afirmou que o trabalho desenvolvido pela Comissão Interministerial de Covid-19 “é positivo”.
“Estamos, as autoridades e a população, a lutar, sobretudo no capítulo de sensibilização”, realçou.
Apelou por isso à população a colaborar com as autoridades e seguir as orientações dadas no âmbito da prevenção e combate ao novo Coronavírus.
Às forças de segurança que se abstenham de uso de força, enquanto último recurso, e assegurou que estão a ser tomadas juntos dos ministérios da Defesa e do Interior medidas necessárias para evitar eventuais choques entre as forças de segurança e a população.ANG/O Democrata





Bissau,21 Abr.20 (ANG) - Os líderes das plataformas juvenis na Guiné-Bissau mostraram-se segunda-feira preocupados com o facto de o novo coronavírus estar a infetar mais a juventude que continua cética em relação à existência da doença no país, mantendo as rotinas diárias.

Aissatu Djaló
Em declarações à Lusa, Aissatu Djaló, líder do Conselho Nacional da Juventude (CNJ) e Seco Nhaga, presidente da Rede Nacional das Associações Juvenis (Renaj), mostraram-se apreensivos com “o comportamento dos jovens, mesmo perante os apelos das autoridades” sanitárias para que fiquem em casa.

Aissatu Djaló, que é medica, defendeu que das 50 pessoas infetadas até hoje na Guiné-Bissau pela covid-19, a maioria são jovens com idades entre os 25 e 34 anos.

“Infelizmente, os jovens não estão a seguir as recomendações das autoridades sanitárias guineenses e nem da OMS (Organização Mundial da Saúde), que lhes pedem para ficarem nas suas casas”, declarou a líder do CNJ.

A mesma preocupação é partilhada por Seco Nhaga, líder da Renaj.

“Preocupa-nos esta conduta errante dos jovens, que são a maioria da população guineense. O vírus não anda, não tem pernas, ele é movimentado, sobretudo pelos jovens, que também são os mais infetados até aqui”, sublinhou Seco Nhaga, enfermeiro de profissão.

Os dois dirigentes juvenis propõem às autoridades a adoção de “outras medidas” e o reforço da sensibilização junto daquela franja da população, que dizem não ser só a juvenil, que ainda continua a afirmar que o novo coronavírus não chegou à Guiné-Bissau.

Aissatu Djaló observou que os jovens, foram os primeiros a iniciar ações de sensibilização sobre o novo coronavírus na Guiné-Bissau, mas também notou que “muitos jovens”, sobretudo de Bissau, continuam a não acreditar na existência da covid-19 no país.

Seco Nhaga disse ser triste “continuar a encontrar jovens nas ruas sem necessidade, a deambularem nos bairros, a visitarem-se entre si, a praticar desporto e a beberem do mesmo copo”, nos convívios, frisou.

“A Renaj intensificou o trabalho de se sensibilização através da Rádio Jovem de Bissau, que é património da Renaj”, afirmou Nhaga que vê o comportamento da juventude guineense como principal vetor de propagação do novo coronavírus no país.

As autoridades da Guiné-Bissau declararam estado de emergência até dia 26 no âmbito ao combate e prevenção do novo coronavírus e entre várias medidas limitaram a circulação de pessoas ao período entre as 07:00 e as 12:00 locais.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 164 mil mortos e infetou mais de 2,3 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 525 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.ANG/Lusa



     Covid-19/ Trump suspende temporariamente imigração para os EUA

Bissau,21 Abr.20(ANG)  - O Presidente norte-americano anunciou a suspensão temporária da imigração para os Estados Unidos para "proteger os empregos" no país, na sequência da crise económica causada pela pandemia da Covid-19.
"À luz do ataque do inimigo invisível e perante a necessidade de proteger os empregos dos nossos grandes cidadãos norte-americanos, vou assinar um decreto presidencial para suspender temporariamente a imigração para os Estados Unidos", escreveu Donald Trump na rede social Twitter.
O novo coronavírus, que Trump denomina de "Inimigo Invisível", já matou mais de 42 mil pessoas nos Estados Unidos, onde foram já registados 766.660 casos de infecção.
Cerca de 22 milhões de norte-americanos ficaram sem emprego devido às consequências económicas da epidemia.
Donald Trump não avançou qualquer pormenor sobre a forma de aplicar esta decisão e durante quanto tempo.
Em Janeiro, a administração norte-americana tinha restringido as deslocações com a China, onde a doença foi detectada em Dezembro, antes de proibir, em meados de Março, as viagens entre os Estados Unidos e a maioria dos países europeus.
Candidato à reeleição, o Presidente dos Estados Unidos fez campanha sobre medidas que visavam limitar a imigração.
Entretanto, a administração Trump começou na segunda-feira a entregar as primeiras ajudas ao emprego às companhias aéreas, depois de ter concluído um plano de apoio ao sector ameaçado pelas consequências da epidemia da Covid-19.
O Tesouro norte-americano adiantou a primeira tranche de 2,9 mil milhões de dólares do pacote total, a "duas grandes companhias aéreas e 54 transportadoras mais modestas", indicou em comunicado.
Ao todo, as empresas do sector que aceitaram beneficiar da ajuda, 25 mil milhões de dólares para manter postos de trabalho até 30 de Setembro, representam "95% da capacidade total das companhias aéreas dos Estados Unidos".
O sector do transporte aéreo emprega directamente mais de 750 mil pessoas nos Estados Unidos.
A pandemia da Covid-19 já provocou mais de 168 mil mortos e infectou mais de 2,4 milhões de pessoas em 193 países e territórios.
Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando sectores inteiros da economia mundial.ANG/Angop

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Prevenção contra Coronavírus

Não permita que o Medo, Pânico ou a Negligência te entregue ao Coronavírus. Sair sem necessidade pode te levar a isso. Fique em Casa.

O Cronovírus anda de pessoa à pessoa. Não consegue viver para fazer estragos(matar) fora do ser humano. Evita a contaminação, lavando sempre as mãos bem com sabão.

Beba sempre água para evitar que sua garganta fique seca.

Garganta húmida leva o vírus directamente para o estômago, aí morre, por força de sucos gástrico produzidos pelo estômago.

Evite lugares onde haja muita gente. Afaste-se de alguém que tosse.

Recomendações médicas de Prevenção contra Coronavírus//ANG

         Política/Governo de Nuno Nabian entrega programa no parlamento

Bissau,20 Abr 20(ANG) - Nuno Nabian, nomeado primeiro-ministro pelo Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, deposita hoje no parlamento no país o seu programa de Governo.

O anúncio foi feito pelo próprio numa mensagem na rede social Facebook, depois da realização de um Conselho de Ministros extraordinário, no domingo para aprovar a orgânica do Governo e o seu programa.

Segundo Nuno Nabian, o programa de Governo está dividido em duas partes, nomeadamente uma primeira dedicada ao combate à covid-19 e outra com uma estratégia de desenvolvimento até 2023, dividida em seis eixos.

"A elaboração deste programa de Governo acontece num dos momentos mais sombrios e delicados do mundo, estamos no meio de uma pandemia com consequências humanas, sociais e económicas sérias, facto que serviu de impulso e inspiração para transformar o combate à covid-19 numa oportunidade para desenvolver o país", salienta Nuno Nabian.

O comunicado do Conselho de Ministros, divulgado à imprensa, refere que a primeira parte do programa de Governo está baseada numa estratégia, denominada E.N.D. (Estancar, Neutralizar e Desenvolver).

Ou seja, o objetivo é estancar a progressão da covid-19 no país, neutralizar ou minimizar o impacto da pandemia na população e sobre o tecido económico e desenvolver um "setor económico resiliente e sustentável" através da promoção do crescimento económico e resolução das "questões sociais mais prementes", principalmente saúde e educação.

A segunda parte está focada em seis objetivos estratégicos, nomeadamente consolidar o Estado de Direito e modernizar as instituições públicas, promover o crescimento económico e combater a pobreza, desenvolver o setor produtivo e infraestruturas, melhorar a vida dos cidadãos, dar uma nova dinâmica à política externa e preservar a biodiversidade e combater as alterações climáticas.

A Guiné-Bissau registou até hoje 50 contaminações pela covid-19, três das quais já foram dadas como curadas. ANG/Lusa

     Covid-19/ Liga dos Direitos Humanos alerta sobre fome na Guiné-Bissau

Bissau,20 Abr.20(ANG) - A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) alertou este fim de semana que existem casos de fome e subnutrição em várias regiões do país e pediu às autoridades e aos parceiros internacionais para adotarem um plano conjunto de contingência.

"A LGDH lança um vibrante apelo às autoridades nacionais e aos parceiros internacionais no sentido de convergirem as sinergias com vista à adoção urgente de um plano de contingência contra a fome na Guiné-Bissau e o seu consequente e imediato financiamento", pede a organização, em comunicado divulgado à imprensa.

A Liga refere que as suas unidades locais de alerta registaram 650 famílias em "situação de insegurança alimentar grave em várias regiões do país".
"As regiões de Oio, Quinará, Tombali e Bafatá e alguns bairros periféricos de Bissau, havendo casos de famílias inteiras a passar vários dias sem comer", salienta a Liga.
Segundo a organização, as principais causas da insegurança alimentar estão relacionadas com o "impacto direto das medidas de prevenção da covid-19 no mundo e na Guiné-Bissau, em particular, afetando sobremaneira a campanha de caju, base da economia nacional".
A Guiné-Bissau tem 1,8 milhões de habitantes. Cerca de 80% da população do país depende direta ou indiretamente da comercialização e exportação da castanha de caju, que está parada por falta de compradores no terreno.

"Esta triste realidade com que a população guineense se depara, sobretudo nas zonas rurais, tende a agravar-se nos próximos tempos, caso não foram adotadas, com caráter de urgência, as medidas de mitigação dos efeitos da covid-19 na economia, tais como a concessão de apoio às famílias mais vulneráveis do país", sublinha.

A Guiné-Bissau registou até hoje 50 contaminações pela covid-19, três das quais já foram dadas como curadas.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 164 mil mortos e infetou mais de 2,3 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 525 mil doentes foram considerados curados.ANG/Lusa



Covid-19/ADPP doa materiais sanitários aos populares de Dungal no sector de Farim

Bissau,20 Abr.20(ANG) – A ONG, Associação de Ajuda de Desenvolvimento do Povo para Povo(ADPP Guiné-Bissau), procedeu a entrega de diversos materiais sanitários de prevenção de Covid-19, aos populares da tabanca de Dungal, no sector de Farim, região de Oio à escassos quilómetros da fronteira com o Senegal.

Em declarações à imprensa no acto de entrega dos referidos materiais, o representante da ADPP-Guiné-Bissau, Armando João da Silva disse que o donativo orçado em cerca de 5 milhões de francos CFA, é constituído, entre outros, de caixas de lixívia, detergentes, baldes de lavagem de mãos e tendas de acampamento.

Aquele responsável explicou que o referido montante foi retirado do Fundo de Contrapartida das Actividades Comerciais da ADPP Guiné-Bissau através de uma Comissão de Gestão constituída pelo governo regional de Oio e a Direcção Geral do Plano.
Disse que, 65 por cento do referido fundo é retribuído para os projectos sociais da ADPP, 10 por cento para a sua administração e os 18 por cento para as diferentes associações e agrupamentos de base da região de Oio.

“Tendo em conta a situação de pandemia de coronavirus que assola o mundo, a Comissão de Gestão do fundo reuniu-se na semana passada e concluiu que devia fazer um gesto de apoio às populações no âmbito da prevenção de coronavirus, através de aquisição de materiais sanitários”, explicou.

Armando João da Silva sublinhou que os membros da Comissão de Gestão de Fundo decidiram escolher a vila de Dungal para a entrega do donativo tendo em conta a sua vulnerabilidade em termos de prevenção de Covid-19.

Por sua vez, o director de região sanitária de Farim, Ernesto da Silva Có disse que a problemática da saúde é transversal e por causa disso necessita de uma atenção especial.
“Devo agradecer o apoio do Fundo de Gestão da ADPP, pela iniciativa e escolha da povoação de Dungal para a entrega do donativo. Todos sabemos da vulnerabilidade das populações das zonas fronteiriças e vamos envidar esforços para que os materiais oferecidos cheguem aos seus destinatários”, frisou.

O secretário regional de Oio, em representação do Governador local, Faustino Paulo Mango, louvou o gesto da ADPP-Guiné-Bissau, acrescentado que no mundo inteiro ainda não existe medicamento para o combate ao coronavirus e que a única forma de o combater é através de prevenção.

Adiantou que a prevenção da doença deve ser intensificada nas linhas fronteiriças de forma a estancar os casos importados, frisando que as populações das referidas localidades enfrentam enormes dificuldades em termos de meios de comunicação, e, por isso, as autoridades sanitárias devem priorizar acções de sensibilização sobre  como prevenir o coronavirus junto das zonas fronteiriças.

Até domingo(19) a Guiné-Bissau tem confirmado 50 casos de covid-19.
No âmbito do combate ao novo coronavírus, as autoridades guineenses declararam o estado de emergência, que foi renovado até 26 de abril, bem como o encerramento das fronteiras aéreas, terrestres e marítimas , medidas acompanhadas de uma série de outras restrições.
Por exemplo, a partir desta segunda-feira passa a ser proibida a circulação de pessoas e viaturas entre as 17H00 e as 6 horas da manhã.
Uma das restrições só permite que as pessoas circulem entre 07:00 e as 12:00 locais, para aquisição de bens de primeira necessidade.ANG/ÂC//SG




Bissau,20 Abr. 20(ANG) - O presidente do Partido de Renovação Social (PRS), Alberto Nambeia recomendou no passado fim  de semana as estruturas regionais do partido a disponibilização das suas viaturas  às equipas médicas no âmbito do combate à pandemia do novo coronavírus
Presidente do PRS

“Por necessidade urgente e imperiosa de contribuir para a prevenção e combate da covid-19, o presidente do PRS vem através desta circular instruir todos os responsáveis regionais do partido a colocarem as viaturas à disposição das equipas regionais de vigilância epidemiológica do Ministério da Saúde”, refere-se na circular divulgada à imprensa.

A Guiné-Bissau regista 50 casos de covid-19, três dos quais recuperados.

Em termos de distribuição geográfica, 31 casos foram registados em Bissau, 10 em Canchungo, na região de Cacheu, e cinco na região de Biombo.

No âmbito do combate à pandemia, a Guiné-Bissau já prolongou o estado de emergência até 26 de abril e endureceu algumas das medidas para combate à prevenção da doença, à semelhança do que aconteceu em alguns países do mundo.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 145 mil mortos e infetou mais de 2,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 465 mil doentes foram considerados curados.ANG/Lusa



      Covid-19/China doa  equipamentos de protecção e combate a pandemia

Bissau, 20 Abr 20 (ANG) – A República Popular da China doou na semana passada no quadro de apoio aos países africanos, equipamentos de protecção pessoal contra o Coronavírus, constituídos de  2.000 máscaras de protecção,10 mil máscaras cirúrgicas, 2.000 macacões descartaveis, 500 termómetros infravermelhos e 2.000 óculos de proteção .
De acordo com um comunicado do Programa Alimentar Mundial (PAM), à que a ANG teve acesso, a organização informa que oferece apoio técnico e logístico para receber os suprimentos em Acra(Gana) e organizar o seu transporte para Bissau e quando a embaixada da China finalizar os trâmites da doação o PAM vai entregar os materiais ao Ministério de Saúde e confirmar as quantidades recebidas.

Entre os materiais doados de acordo com a missiva, contam ainda 10 mil pares de luvas de nitrito descartáveis e 10 mil pares de sapatos descartáveis.

“Não é a primeira vez que o Governo da China e o PAM colaboram para apoiar países onde o Programa Alimentar Mundial desenvolve acções de desenvolvimento e programas humanitárias. Desde 1981, a China começou a ser doadora do PAM e numerosos países tem recebido do Governo da China doações em dinheiro que são combinados com recursos técnicos e financeiros da organização para implementar programas de segurança alimentar e nutrição nos países em vias de desenvolvimento ou em crise humanitária “,lê-se na nota.

No comunicado as duas instituições frisam que foi com prazer que estão a realizar esta acção trilateral especialmente no contexto do Covid-19, para ajudar os profissionais de saúde e as populações mais vulneráveis a prevenirem-se contra a doença.

Salientou que espera-se que a doação seja utilizada de maneira eficaz e eficiente, maximizando o uso pelas instituições de saúde pública ,que necessitam desses materiais para atender os pacientes que tenham a confirmação do covid-19, os suspeitos e as pessoas que tiveram contacto com os infectados .

“A embaixada da China e o PAM  estão a espera do plano de distribuição dos materiais ,que o centro de Operações de Emergências em Saúde preparará em devido tempo”,refere o documento.ANG/MSC/ÂC//SG




Bissau,20 Abr.20(ANG) - O número de casos confirmados com covid-19 na Guiné-Bissau aumentou para 50, disse sexta-feira aos jornalistas o porta-voz do Centro de Operações de Emergência de Saúde guineense, Tumane Baldé

“O número de casos confirmados na Guiné-Bissau é de 50”, afirmou o médico guineense, na conferência de imprensa diária para fazer o balanço da evolução da doença no país.

Segundo Tumané Baldé, os novos quatro casos confirmados são três homens e uma mulher com idades compreendidas entre os 29 e os 51 anos.

“Três casos são de Canchunho e um caso é de Bissau”, salientou.

O setor autónomo de Bissau, que estava sem registo de novos casos há uma semana, volta assim a ter mais um caso.

Em termos de distribuição geográfica, 32 casos foram registados em Bissau, 13 em Canchungo, na região de Cacheu, e cinco na região de Biombo.

Dos 50 casos, três já foram dados como recuperados.

No âmbito do combate à pandemia, a Guiné-Bissau já prolongou o estado de emergência até 26 de abril e endureceu algumas das medidas para combate à prevenção da doença, à semelhança do que aconteceu em alguns países do mundo.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 145 mil mortos e infetou mais de 2,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 465 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Por regiões, a Europa somava hoje 94.021 mortos (mais de um milhão de casos), Estados Unidos e Canadá 34.499 mortos (701.335 casos), a Ásia 6.751 mortos (154.943 casos), o Médio Oriente 5.357 mortos (115.745 casos), a América Latina e Caribe 4.001 mortos (85.237 casos), a África 965 mortos (18 mil casos) e a Oceânia 79 mortos (7.730 casos).ANG/Lusa




Bissau,20 Abr.20(ANG) - A diretora-nacional do Banco Central dos Estados da África Ocidental para a Guiné-Bissau, Helena Nosolini Embaló, considerou no último fim de semana que o "choque" económico da crise sanitária no país pode ser mais profundo do que em outros países da sub-região.

“No conjunto das oito economias da sub-região, na Guiné-Bissau o choque poderá ser muito mais profundo porque a nossa economia tem suas especificidades ou se quisermos ser mais precisos, as suas debilidades que a tornam muito vulnerável”, afirmou Helena Nosolini Embaló, em entrevista à Lusa.

A Guiné-Bissau, que faz parte da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA), que inclui também o Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Mali, Níger, Senegal e Togo, tem uma forte dependência do processo de comercialização e exportação da castanha de caju, que representa mais de 90% das exportações do país.

“Ora, sendo as incertezas e os riscos quanto à campanha deste ano enormes, haverá consequentemente implicações graves, sendo certo que esta atividade dinamiza quase todos os setores da vida económica nacional”, disse Helena Nosolini Embaló, salientando que a campanha de comercialização de caju é uma “forte alavanca para as finanças públicas do país”.

Segundo a diretora-nacional do BCEAO na Guiné-Bissau, ao cenário de incerteza em relação à campanha de comercialização de caju acresce o facto de quase tudo o que é consumido na Guiné-Bissau vir do exterior.

As restrições no comércio internacional terão um forte impacto e vão afetar um grande número de famílias, sobretudo as que vivem abaixo do limiar da pobreza”, sublinhou.

Helena Nosolini Embaló destacou também que o peso “muito significativo” do setor informal no país pode “dificultar o monitoramento e a aplicação de medidas de mitigação”.

“Com as medidas de contenção implementadas e necessárias todas as atividades serão impactadas e a escala poderá ser maior para as pessoas com empregos precários, principalmente no setor informal”, disse.

Para a responsável, em todas as economias a “perda de empregos será muito significativa e constituirá um grande desafio” para os países da UEMOA.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) considerou na quarta-feira a covid-19 como uma “crise sem precedentes” para o continente africano, prevendo uma diminuição do rendimento ‘per capita’ em 3,9%.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 157 mil mortos e infetou mais de 2,2 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 502 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos, como Dinamarca, Áustria ou Espanha, a aliviar algumas das medidas.

Por regiões, a Europa soma mais de 100 mil mortos (mais de 1,1 milhões de casos), Estados Unidos e Canadá mais de 39.165 mortos (mais de 750 mil casos), a Ásia 6.882 mortos (mais de 160 mil casos), o Médio Oriente 5.465 mortos (mais de 121 mil casos), a América Latina e Caribe 4.384 mortos (mais de 92 mil casos), África 1.052 mortos (mais de 20 mil casos) e a Oceânia com 86 mortos (mais de sete mil casos).

Entre os países africanos lusófonos, Cabo Verde lidera em número de infeções, com 56 casos e uma morte.

A Guiné-Bissau contabiliza 50 pessoas infetadas pelo novo coronavírus e Moçambique tem 34 casos declarados da doença.

Angola tem 24 infetados e já registou dois mortos. São Tomé e Príncipe, o último país africano de língua portuguesa a detetar a doença no seu território, tem quatro casos.

Na Guiné Equatorial, que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), estão confirmados 51 casos positivos de infeção.ANG/Lusa