terça-feira, 25 de agosto de 2026

Desporto-futebol/Guiné-Bissau defronta a Tanzânia na primeira jornada do grupo “L” da qualificação para CAN-2027

Bissau, 25 Ago 26 (ANG) – A Seleção de Futebol da Guiné-Bissau (Os Djurtus), deslocará no próximo mês ao solo tanzaniano, para o encontro referente a 1ª jornada do grupo “L”, da qualificação para o Campeonato Africano das Nações (CAN-2027).

Segundo  informações divulgadas na página do Facebook da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), a turma nacional defrontará a Tanzânia no  próximo dia 25 de Setembro, no Estádio “Amaam” na cidade de Zanzibar, quando forem as 16h00 local .

Este  encontro será dirigido pelo árbitro zimbabueano Brighton Chimene, que terá como assistentes Luckson Nhara (1º assistente), Edgar Rumeck (2º assistente) e Owen Manenda (4º árbitro) todos do Zimbâbue.  

Depois do jogo da primeira jornada com à Tanzânia, “Os Djurtus” estarão de regresso a casa, para a segunda jornada contra à seleção nigeriana no Estádio Nacional 24 de Setembro, jogo marcado, para o próximo dia 29 de Setembro.  

O encontro entre as duas seleções em Bissau está marcada para as 16h00 da tarde, no maior palco de futebol nacional - Estádio Nacional 24 de Setembro.

Para esse encontro, a equipa de arbitragem estará ao cargo do etíope Tewodros Mitiku, coadjuvado por Fasika Biru Yehualashet (1º assistente) Tigle Gizaw Belechew (2º assistente) e Manuhe Woldetsadik (4º árbitro) também todos da Etiópia.

O próximo Campeonato Africano das Nações (CAN-2027), será disputada em três países, nomeadamente, Quénia, Tanzânia e Uganda.

A Guiné-Bissau está inserida no Grupo L juntamente com as seleções da Tanzánia, Nigéria e Magagáscar.ANG/LLA/ÂC//SG   

Turquia/Governo saúda retirada da Síria da lista de terrorismo dos EUA após 47 anos

Bissau, 25 Ago 26 (ANG) - A Turquia saudou nesta terça-feira (25) a decisão dos Estados Unidos de retirar a Síria da lista de países que apoiam o terrorismo, medida que abre caminho para um possível alívio das sanções e pode favorecer investimentos no país.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores turco afirmou que a decisão dará “novo impulso” aos esforços para fortalecer os laços da Síria com a comunidade internacional e promover segurança e estabilidade duradouras.

O presidente sírio, Ahmad al-Chareh, também comemorou a decisão, afirmando que seu país se livrou de um “fardo pesado” e pode agora “virar a dolorosa página do passado” para se concentrar no desenvolvimento e na reconstrução. Ele agradeceu ao presidente americano Donald Trump e aos países que apoiaram a Síria.

Washington anunciou na segunda-feira a retirada da Síria da lista, na qual o país figurava havia 47 anos. A classificação representava um importante obstáculo aos investimentos estrangeiros.

Os Estados Unidos também retiraram o Hayat Tahrir al-Sham (HTS), antigo Front al-Nosra, da lista de organizações e indivíduos classificados como terroristas. O grupo, que já foi ligado à Al-Qaeda na Síria, rompeu com a organização em 2016 e passou a se chamar HTS. Ahmad al-Chareh foi seu líder.

Anunciada no início de Julho pelo governo americano, a medida é apresentada por Washington como uma forma de favorecer a recuperação económica e a reintegração da Síria à economia mundial.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que a decisão oferece aos sírios “um caminho para a prosperidade” e elimina os principais obstáculos aos investimentos privados no país.

As novas autoridades sírias consideram a decisão um importante avanço diplomático e económico. O ministro das Relações Exteriores, Assaad al-Chaibani, classificou-a como uma “etapa histórica”. O ministro das Finanças, Mohammed Barnieh, afirmou que a medida pode facilitar a integração da Síria ao sistema económico e financeiro mundial, atrair investimentos e tecnologia e apoiar a reconstrução de um país devastado por mais de uma década de guerra. ANG/RFI/AFP

 

 

Quénia/ Quatro pessoas foram presas após a morte suspeita de 18 elefantes em Amboseli

Bissau, 25 Ago 26 (ANG) – Quatro pessoas foram presas no Quénia como parte de uma investigação sobre a morte de 18 elefantes no ecossistema de Amboseli, no sul do país, anunciou a Ministra do Turismo e Vida Selvagem, Rebecca Miano.

Quinze elefantes morreram entre 24 de Junho e 24 de Julho, e mais três mortes foram relatadas na semana passada, disse o ministro em um comunicado citado nesta segunda-feira pela mídia local, ressaltando, no entanto, que as investigações ainda não estabeleceram, nesta fase, a responsabilidade criminal dos acusados.

O Serviço de Vida Selvagem do Quénia (KWS, na sigla em inglês) intensificou suas investigações sobre as causas da morte, afirmando que extensas investigações de campo, análises laboratoriais e coleta de amostras ambientais já foram realizadas.

Segundo o ministro, os resultados iniciais dos exames laboratoriais sugerem possível envenenamento por cianeto. No entanto, esses resultados ainda são provisórios e requerem verificação científica adicional antes que a investigação seja concluída, visto que as autoridades ainda não estabeleceram um vínculo criminal entre os suspeitos presos e as mortes. ANG/Faapa

 

Colômbia/Presidente  ordena deportações de migrantes em situação irregular

Bissau, 25 Ago 26 (ANG) - O novo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, ordenou o início da deportação de migrantes que vivem em situação irregular no país.

As operações, coordenadas entre a autoridade migratória e a polícia, começam nesta semana.

O chefe de Estado de direita chegou ao poder em 07 de Agosto com uma agenda linha-dura, pausada após um forte terramoto que deixou mais de 300 mortos, milhares de residências destruídas e regiões inteiras em situação de emergência.

Segundo um vídeo vazado de um conselho de segurança, realizado no domingo (23) em Barranquilla, no norte do país, o presidente deu instruções pra identificar e deter em primeiro lugar os migrantes que cometeram crimes. 

"A ordem à imigração é clara (....) Primeiro, os que estão cometendo crimes, segundo os que não têm sua situação regularizada e que, no curto prazo, terão que ser deportados", disse ele. De la Espriella estabeleceu uma sede presidencial alternativa à de Bogotá.em Barranquilla, cidade caribenha  que considera como casa.

"Não vou aceitar a imigração ilegal. Primeiro, os colombianos, segundo os colombianos e terceiro os colombianos, para que fique claro para todo mundo", acrescentou.

Na última década, a Colômbia foi o principal destino de imigrantes venezuelanos que fugiram da crise em seu país.

A Acnur, agência da ONU para os refugiados, estimou em três milhões os venezuelanos vivendo na Colômbia em 2025. Tradicionalmente, a direita colombiana promove políticas de acolhida para a diáspora venezuelana com um forte discurso contra o chavismo.

"Deportados! É uma ordem presidencial que deve começar a ser cumprida esta mesma semana. Não vou aceitar migrantes ilegais, de onde quer que venham", disse o presidente. "É uma decisão política e eu a assumo. É uma decisão administrativa e eu a assumo", acrescentou.

Atravessada por seis décadas de conflito armado, a Colômbia não tem uma longa tradição de receber migrantes. Por outro lado, viu milhões de cidadãos colombianos fugirem da violência e da pobreza para Estados Unidos, Espanha e outros países. ANG/RFI/AFP

 

Irão/"EUA não estão em posição de restringir ainda mais relações comerciais" diz  Irão

 

Bissau, 25 Ago (ANG) - O Presidente do Parlamento do Irão, Mohammad Bagher Ghalibaf, desvalorizou o anúncio por parte dos Estados Unidos (EUA) de novas sanções contra a República Islâmica.

 

“Os Estados Unidos não estão em posição económica de restringir ainda mais as suas relações com outros países”, disse Ghalibaf, numa mensagem publicada nas redes sociais.

 

O dirigente classificou como absurdas as ameaças de Washington contra os países que não alinhem com a administração do Presidente norte-americano Donald Trump na campanha económica contra Teerão.

 

“Os norte-americanos sabem que ninguém acreditará nestes disparates”, enfatizou Ghalibaf, que é também chefe da equipa de negociação do Irão.

 

O líder do parlamento afirmou que os aliados da República Islâmica não vão prestar atenção à retórica dos EUA.

 

“Os parceiros comerciais do Irão deixaram-nos claro, tanto nos media como através de mensagens, que não levam estas declarações a sério”, declarou Ghalibaf.

 

Na segunda-feira, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, anunciou a intenção do Governo dos EUA de “cortar todos os recursos económicos” que “mantêm vivo o regime tirano iraniano”.

 

“O Irão enfrenta uma escolha muito clara, com apenas dois caminhos possíveis: o isolamento total e uma economia de subsistência, ou um regresso à normalidade, com a oportunidade de se reintegrar na economia global”, advertiu Bessent, numa conferência de imprensa destinada a apresentar um novo pacote de sanções de Washington a Teerão.

 

Além disso, o governante avisou também que os Estados que permitirem que entidades suas “facilitem o branqueamento de capitais em nome do Irão” serão “expulsos do sistema do dólar”, acrescentando que “a contagem decrescente começou”.

 

De forma mais ampla, Bessent advertiu de que os países que não participarem nas sanções norte-americanas “partilharão o isolamento do Irão”, depois de Donald Trump ter apelado, no fim de semana, a vários países para se juntarem à sua “guerra económica” contra a República Islâmica.

 

Num comunicado, o Departamento de Estado norte-americano revelou que as sanções irão afetar “uma ampla rede de transportadoras e agentes que movimentam petróleo iraniano, bem como produtos petrolíferos e petroquímicos”.

 

A nota alega que a rede envolve os Emirados Árabes Unidos, China, Singapura e a Europa, “para financiar a Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica”, designada como um grupo terrorista pelos EUA.

 

Em resposta, o ministro da Economia iraniano prometeu “uma nova derrota” para os Estados Unidos, após Washington anunciar novas sanções contra a República Islâmica, garantindo ter um “plano de dois anos” para lidar com a situação.

 

Os Estados Unidos “fizeram de tudo para testar a determinação do povo iraniano e dos responsáveis do país, mas falharam sempre. Parece que queriam sofrer uma nova derrota”, afirmou o ministro, Ali Madanizadeh, na televisão estatal.

 

“O governo estava preparado e tem um plano de dois anos para gerir estes eventos“, acrescentou.

ANG/Inforpress/Lusa

 

EUA/ONU deplora a “falta de vontade” da comunidade internacional diante da “tragédia” sudanesa

Bissau, 25 ago 26 (ANG) – O coordenador de ajuda humanitária de emergência das Nações Unidas, Tom Fletcher, lamentou na segunda-feira, perante o Conselho de Segurança, a “falta de vontade” da comunidade internacional para pôr fim à “tragédia” que se desenrola no Sudão, onde a crise humanitária continua a agravar-se.

"A tragédia no Sudão não é que não saibamos o que fazer", disse o Sr. Fletcher em Istambul durante uma coletiva de imprensa sobre a situação humanitária no país. "É que ainda não encontramos a vontade de fazê-lo", acrescentou.

A crise humanitária continua a agravar-se, sublinhou, salientando que mais de dois terços da população sudanesa necessitam de assistência vital. No que diz respeito à segurança, cerca de 1.400 civis foram mortos no primeiro semestre de 2026, incluindo mais de 1.100 em consequência de ataques com drones.

O Sr. Fletcher destacou, em particular, a escalada da violência em Kordofan do Norte, Kordofan do Sul, Estado do Nilo Azul e Darfur, onde os combates, os ataques com drones e as fortes chuvas estão causando deslocamentos populacionais em massa e dificultando as operações humanitárias.

Em El Obeid, os combates forçaram 15 mil famílias a buscar refúgio na cidade desde meados de julho, afirmou ele, acrescentando que o estado do Nilo Azul abriga agora mais de 370 mil deslocados internos. Outros civis fugiram para a Etiópia.

Referindo-se à ação humanitária da ONU e seus parceiros, o funcionário indicou que quase 11 milhões de pessoas receberam algum tipo de assistência, o que representa 52% da população visada.

O Sr. Fletcher, no entanto, lamentou que o plano de resposta humanitária da ONU, que necessita de US$ 2,87 bilhões até 2026, esteja financiado em pouco mais de 40% da sua capacidade. Já o plano regional de resposta aos refugiados recebeu apenas 17% dos US$ 1,59 bilhão necessários. ANG/Faapa

 

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

 

Regiões/ Governadora da região de Cacheu oferece 20 paletes de água ao Clube de Futebol Clube de Canchungo

Cacheu, 24 Ago 26 (ANG) – A Governadora da Região de Cacheu, ofereceu, no fim-de-semana, em Canchungo, 20 paletes de água potável e 01 saco de arroz de 50 quilogramas à Direção do Futebol Clube de Canchungo.

De acordo com o despacho do Correspondente da ANG na Região de Cacheu, a oferta fez-se no quadro de apresentação pública do FC de Canchungo na qualidade de  Campeão Nacional de Futebol da época 2025/2026, numa cerimónia que decorreu no Estádio "Saco Vaz".

Honorina Vasconcelos disse que o objetivo desse gesto é apoiar ao Clube Campeão Nacional de Futebol da 1ª Divisão da Guiné-Bissau, para minimizar as suas dificuldades.

Em nome da direcção do FC  de Canchungo, Humberto Tavares louvou a iniciativa da governante e prometeu um bom uso da água potável e arroz, justificando que o clube e os jogadores precisam desses bens preciosos para o consumo humano. ANG/AG/JD/ÂC//SG

 

 

Regiões/”A infeção respiratória  e  tifoide são  doenças mais frequentes em Biombo”, diz o  Diretor Clínico do Hospital Regional de Biombo

Biombo, 24 Ago 26(ANG) – O Diretor-clínico e igualmente Enfermeiro Chefe do Hospital Regional de Biombo, em Quinhamel, revelou  que a infeção respiratória e tifóide são as doenças mais frequentes naquela localidade, do norte do país.

Julião Cá fez essas revelações  em entrevista exclusiva no passado  fim de semana ao Correspondente regional da  ANG.

“”Realmente as mais frequentes são a infeção respiratória, seguida de febre tifóide que aparecem devido a  falta de condições sanitárias e o consumo de água potável sem  qualidade”, afirmou.

Cá salientou que, para ultrapassar essa situação a população local  deve se cuidar ou prevenir não permitindo que as crianças lavassem cada vez que chove, e que usassem  roupas adequadas nos períodos  frios.

Júlio Cá  recomenda tratamento com lixívia da água para consumo, sendo uma gota de lixívia por cada litro de água. ANG/MN/ÂC//SG

Regioes/CRE de Cacheu incinera materiais eleitorais utilizados nas eleições de 2025

Canchungo, 24 Ago 26 (ANG) - A Comissão Regional de Eleições (CRE) de Cacheu procedeu, no passado fim de semana, em Canchungo, a incineração dos materiais eleitorais utilizados nas eleições gerais realizadas em 23 de Novembro de 2025.

Segundo o Correspondente da ANG para a Região de Cacheu, o ato foi presidido pelo Chefe de Serviço da CRE de Cacheu, Eduino Felipe Baticã Ferreira, em representação do Presidente da referida instituição.

Na ocasião, aquele responsável disse que a iniciativa se enquadra no processo de encerramento das atividades relacionadas com o processo eleitoral do ano passado.

Eduino Felipe Baticã Ferreira considerou a incineração uma etapa importante para o encerramento do processo eleitoral, destacando-a como uma demonstração de transparência e responsabilidade institucional, bem como de respeito pelas normas que regulam a administração eleitoral.

Segundo aquele responsável, o ato constitui igualmente uma oportunidade para reconhecer o trabalho desenvolvido pelos diferentes intervenientes no processo eleitoral, contribuindo para a consolidação da democracia no país.

Entre os materiais incinerados constavam boletins de voto, atas de apuramento dos resultados eleitorais, sínteses constitutivas dos membros das mesas e minutas de protestos apresentados pelos candidatos às eleições presidenciais e legislativas de 23 de Novembro de 2025.ANG/AG/MI/ÂC//SG

CPLP/ Aprovado o estatuto de observador consultivo a 14 entidades dos Estados-membros

 

Bissau, 24 Ago 26(ANG) - O Conselho de Ministros da CPLP aprovou, durante a XXXI Reunião Ordinária, ocorrida em 19 de Agosto em Timor-Leste, a concessão de observador consultivo a 14 entidades dos Estados-Membros, anunciou hoje a organização.

 

"Entre as novas entidades com estatuto de observador consultivo encontram-se organizações de Angola, Brasil, Moçambique, Portugal e Timor-Leste, abrangendo áreas como educação, ambiente, saúde, desporto, comércio exterior, desenvolvimento socioambiental, empreendedorismo e participação associativa", declarou a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), numa nota de imprensa.

 

Concretamente, passam a ter o estatuto "a Associação Internacional das Comunidades Luso-Asiáticas (APCA), de Timor-Leste; a Associação Internacional das Comunidades de Língua Portuguesa (CLPI), a Confederação do Desporto de Portugal, o Panathlon Clube de Lisboa e a Universidade de Lisboa/Colégio Tropical, de Portugal; e a Associação de Educação de Jovens e Adultos de Nampula (ASEJANA) e o Instituto Nacional de Saúde de Moçambique (INS)", começou por referir.

 

De Angola, foram aprovadas a Associação de Mulheres Marítimas e Portuárias e Atividades Conexas de Angola (AMMPACA - WIMANGOLA) e o Fórum Empresarial dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (FE-PALOP), prosseguiu.

 

 

Por fim, do Brasil, "foram aprovadas como observadores consultivos seis entidades: o Centro de Educação Ambiental e Preservação do Património da Universidade Federal do Paraná, o Fórum das ONG/Aids do Estado de São Paulo (FOAESP), o Fundo Brasileiro de Educação Ambiental (FunBEA), a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (FUNCEX) e o Instituto Espinhaço - Biodiversidade, Cultura e Desenvolvimento Socioambiental".

 

A organização lusófona explicou que a decisão tem por base os seus estatutos e o regulamento dos observadores consultivos, "adotado em 2009 e posteriormente alterado em 2016 e 2023". 

"A atribuição desta categoria decorre dos pedidos apresentados pelas entidades e do cumprimento das disposições regulamentares aplicáveis", indicou.

 

A CPLP é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, sendo que este país detém a presidência rotativa da organização desde que as novas autoridades militares retiraram a  Guiné-Bissau  da organização. ANG/Inforpress/Lusa

Venezuela/Dois meses após os terramotos , famílias ainda buscam por parentes desaparecidos em La Guaira

Bissau, 24 Ago 26 (ANG) - Nesta
segunda-feira (24), o terramoto duplo que devastou o estado de La Guaira, na Venezuela, completa dois meses.

Nas áreas mais afetadas, sobraram pilhas de concreto e entulho. O movimento diminuiu, mas algumas localidades ainda mantêm operações de busca por vítimas que permanecem soterradas sob os escombros.

Até o momento, o governo venezuelano indica que a tragédia deixou aproximadamente 6.500 mortos.

Em Caraballeda, um dos municípios mais atingidos pelos sismos de magnitude 7,2  e 7,5, famílias observavam, neste domingo (23), debaixo das sombras das barracas posicionadas às margens das montanhas de concreto que restaram dos edifícios que desabaram, o andamento dos trabalhos.

“Estou buscando minha irmã”, disse Deisy Rodríguez, que há dois meses deixou de procurar emprego para tentar encontrar Carmen Rodríguez, uma das tantas desaparecidas que não são contabilizadas pelos números oficiais divulgados pelo governo Venezuelano.

“Eu venho para cá todos os dias. Chego às seis da manhã e fico até umas seis da tarde. É terrível, mas vou ficar aqui até conseguir o corpo da minha irmã”, relata Deisy.

Não se sabe ao certo quantos corpos ainda permanecem debaixo dos escombros. Neste domingo, Hernán José Paredes, trabalhador vinculado ao Ministério do Poder Popular de Obras Públicas, tentava quebrar o concreto para acessar uma possível vítima.

Ao seu lado, agentes do serviço funerário venezuelano, vestidos com macacão de proteção descartável, aguardavam a remoção de um corpo encontrado mais cedo.

Para José Paredes, que diz estar trabalhando nas operações de busca e resgate desde o início da tragédia, os trabalhos de remoção dos corpos podem durar meses. “Vai levar tempo. Aqui se está retirando laje por laje.

Se a gente entrar com máquina, não vai ser possível reconhecer os corpos”, disse o trabalhador que contou já ter extraído nove corpos de vítimas da tragédia.

Nem todos os corpos localizados, no entanto, são identificados pelas famílias das vítimas.

Na semana passada, os corpos de 40 crianças e adolescentes que estavam no necrotério improvisado montado em uma zona portuária de La Guaira foram encaminhados ao Cemitério da Esperança, onde foram sepultados junto a outras vítimas não identificadas.

Todas as lápides contêm informações que podem ajudar possíveis familiares a reconhecer os corpos posteriormente.

O volume de escombros deixado pelos terramotos de 24 de Junho em La Guaira chega a 2,1 milhões de toneladas, segundo estimativa do ministro do Ecossocialismo, Nelson Rodríguez. A remoção e o processamento desse material poderiam levar cerca de um ano.

“Estimamos que pode ser cerca de um ano de trabalho, de classificação, de trituração, para reduzir o volume [dos escombros]. Cada vez que trituramos reduzimos o volume em cerca de 80%. Fazemos essa estimativa de um ano para poder acabar [todo o trabalho]”, afirmou Rodríguez, em entrevista ao canal estatal VTV, na semana passada.

Segundo o ministro, em 57 dias de operação, mais de 500 mil toneladas foram retiradas dos locais dos desabamentos. Desse total, cerca de 40 mil foram trituradas. A operação recolhe atualmente entre 280 e 300 toneladas de escombros por dia.

Onde as operações de extração de vítimas já terminaram, resta o silêncio e montanhas de concreto. A paisagem é irreconhecível.

Nas primeiras semanas após os terramotos, esses locais eram ocupados por familiares em busca de notícias, equipes de resgate e, depois, máquinas pesadas que retiravam os escombros.

Com o fim das operações, também diminuiu a presença de voluntários e de equipes de assistência. Muitos voluntários que iam diariamente para essas áreas deixaram de aparecer. Até alguns pontos administrados por agências da ONU, onde havia distribuição diária de alimentos, foram desmobilizados.

Famílias que vivem em regiões mais afastadas dos locais dos desabamentos caminhavam todos os dias até os pontos de distribuição de alimentos. Desde os terramotos, parte dos moradores está sem emprego e passou a depender das doações. Com a redução da ajuda, a dificuldade agora é outra: encontrar o que comer. ANG/RFI

 

 

       Guiné/Várias mortes em desabamento de aterro sanitário em Conacri

Bissau, 24 Ago 26 (ANG) - Várias pessoas morreram no domingo em um deslizamento de terra em um aterro sanitário em Dar es Salaam, nos arredores de Conacri, após fortes chuvas, informou a mídia local, citando um funcionário local e testemunhas.

A tragédia ocorreu por volta das 3h da manhã, quando uma grande massa de lixo desabou sobre casas localizadas perto do aterro sanitário, disseram as mesmas fontes.

Segundo a imprensa guineense, 18 corpos foram retirados dos escombros e levados para o necrotério de um hospital na capital.

O Ministro da Administração Territorial e Descentralização, Djenabou Touré, que visitou o local, indicou que um relatório será elaborado ao final das operações de busca.

As equipes de resgate continuam as buscas por possíveis vítimas soterradas sob os escombros, enquanto a polícia foi mobilizada para a área.

O governo da Guiné anunciou nos últimos dias operações para garantir a segurança e evacuar as áreas ao redor do aterro sanitário devido ao risco de deslizamentos de terra. ANG/Faapa

 

Vaticano/Papa pede esforços contra a epidemia de Ébola na RDC, que completa 100 dias ainda fora de controle

Bissau, 24 Ago 26 (ANG) - Neste domingo (23), a epidemia de ébola na República Democrática do Congo (RDC) completou, no domingo, exatamente 100 dias desde que foi oficialmente declarada.

 O papa Leão XIV pediu que a comunidade internacional contribua para conter a propagação do vírus e encerrar o surto mais letal da história do país africano, com 2.557 mortes registadas entre 5.375 casos confirmados, de acordo com o relatório mais recente.

O papa encorajou a intensificação dos esforços contra a epidemia de ébola na República Democrática do Congo após a oração do Angelus, na Praça São Pedro, neste domingo. Ao lembrar que a propagação da doença tem causado muitas vítimas, Leão XIV pediu a ação da comunidade internacional, com o envolvimento das comunidades locais, "para salvar muitas vidas humanas".

A epidemia de ébola é a mais letal da história da RDC. O surto atinge regiões do norte e do leste do país, onde a presença do Estado é limitada, a infraestrutura de saúde é precária e diversos grupos armados atuam há décadas.

A doença continua fora de controle. A marca simbólica de 2.500 mortes foi superada no fim da semana. O balanço dos primeiros 100 dias não é favorável. Ovírus avança mais rapidamente do que a resposta sanitária e continua a se espalhar.

"No dia 15 de Maio, quando declaramos a epidemia, havia apenas uma província e duas zonas afetadas. Neste momento, temos seis províncias atingidas e quase 55 zonas. Isso significa que a propagação do surto é um problema", explicou Jean Kaseya, diretor-geral do Africa CDC, agência de saúde da União Africana.

O fato de a RDC estar mais familiarizada com a cepa Zaire do vírus ajuda a explicar essa progressão acelerada. Atualmente, a cepa Bundibugyo é a mais disseminada na população. Por isso, a epidemia foi identificada tardiamente.

Segundo o diretor do África CDC, a resposta da comunidade internacional especialmente no aspecto financeiro, tem sido compatível com a gravidade da situação.

"Recebemos promessas de financiamento no valor de US$ 1 bilhão. Posso dizer que, neste momento, dos US$ 1 bilhão prometidos, o África CDC já contabilizou quase US$ 700 milhões disponibilizados pelos parceiros", afirmou.

Esses recursos precisam ser direcionados aos profissionais que atuam no terreno, especialmente às ONGs. Sobre a gestão desses fundos, Jean Kaseya cobra transparência e responsabilidade do governo da RDC.

"Essa não é uma tarefa do África CDC. Cabe ao ministro e à sua equipe saber onde os parceiros estão destinando os recursos. Como sempre digo, um governo não reclama, um governo age", declarou.

A mensagem é clara. O governo congolês e o África CDC não estão sozinhos nesse esforço. Eles contam com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em uma publicação na rede social X, no sábado (22), o Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom  Ghebreyesus, afirmou que todos os envolvidos precisam fazer mais para conter e erradicar a epidemia. ANG/RFI/AFP

 

RDC/Movimento Internacional da cruz Vermelha condena violência contra seus funcionários

Bissau, 24 Ago 26 (ANG) – O Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho condenou nesta segunda-feira os ataques contra seus voluntários e funcionários envolvidos na resposta à epidemia de Ébola na República Democrática do Congo, relatando 11 incidentes violentos nos quais 12 voluntários ficaram feridos, ambulâncias foram danificadas, incluindo uma que foi incendiada, e equipamentos de intervenção foram destruídos.

Em uma declaração conjunta, as sociedades da Cruz Vermelha da RDC e de Uganda, a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) e o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) indicam que a violência ocorreu particularmente em Beni, Kivu do Norte, onde três voluntários que participavam da resposta ao Ébola foram atacados e feridos em 19 de Agosto, e equipamentos foram destruídos.

No dia anterior, dois voluntários ficaram feridos durante um enterro digno e seguro na aldeia de Malikuti, na zona sanitária de Rungu, em Haut-Uélé, e dois veículos foram danificados.

Em 17 de agosto, um comboio da Cruz Vermelha ugandesa, envolvido na resposta transfronteiriça, foi atacado em Aru, Ituri, ferindo gravemente um membro da equipe e causando o apedrejamento e vandalismo de duas ambulâncias.

Organizações humanitárias consideraram esses ataques "inaceitáveis", salientando que eles comprometem a capacidade das equipes de fornecer atendimento e assistência emergenciais às populações afetadas pelo Ébola e outras crises.

Eles apelaram às comunidades, aos líderes locais e a todas as partes interessadas para que respeitem e protejam os voluntários, os profissionais de saúde e o pessoal humanitário, para que possam cumprir a sua missão sem violência, intimidação ou ameaças.

O Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho reafirmou seu compromisso com as comunidades vulneráveis ​​na República Democrática do Congo e sua disposição de continuar prestando assistência humanitária imparcial àqueles que necessitam. ANG/Faapa

    

 

Centenário de Vasco Cabral  /Casa das Letras e Artes – Vasco Cabra inicia cerimónia evocativa do legado literário, político e cultural do poeta

Bissau, 24 Ago 26 (ANG) – A ONG Casa das Letras e Artes-Vasco Cabral (CLAVC) em parceira com União de Escritores e Artistas da Guiné-Bissau (UNAE) iniciou, no passado fim de semana, a cerimónia evocativa da celebração do legado literário, político e cultural de Vasco Cabral .


Segundo uma nota publicada na página do Facebook da Casa das Letras e Artes-Vasco Cabral, as comemorações do centenário do nascimento de Vasco Cabral, uma das mais marcantes figuras da história literária, intelectual e política da Guiné-Bissau, decorreram no Instituto Guimarães Rosa e reúne escritores, artistas, diplomatas e representantes da sociedade civil para homenagear o percurso do poeta, ensaísta, revolucionário e homem de Estado.

A nota salienta que ao longo do ano serão promovidas iniciativas de reflexão, divulgação e valorização da obra de Vasco Cabral, para destacar o seu contributo para a literatura e  a memória cultural e histórica da Guiné-Bissau.

Promovida pela Casa das Artes e das Letras Vasco Cabral, em parceria com a União de Escritores e Artistas da Guiné-Bissau (UNAE), a iniciativa conta com o apoio de Portugal, através do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua Portuguesa.

O documento indica que um dos momentos centrais foi  o painel "Um olhar sobre Vasco Cabral: Poeta, Ensaísta, Revolucionário e Homem de Estado", que contou com a participação do presidente da Sociedade Guineense de Autores, Guilherme Sá Filipe, do escritor e artista plástico Ismael Hipólito Djata, e do secretário nacional da UNAE, Francisco Conduto Pina.

O debate aproximou a obra de Vasco Cabral das novas gerações e destacou o o seu contributo para a identidade cultural guineense.

As celebrações incluem ainda a exibição do documentário "Casa do Poeta", realizado por Jacinto Mango Atchos dos Santos, além de testemunhos da viúva de Vasco Cabral, Teresa Cabral, e da escritora e investigadora Odete Costa Semedo.

A programação foi enriquecida por um momento musical protagonizado pelas Vozes Femininas, com a participação de Juca Delgado.

A mesma nota indica que ao assinalar os 100 anos do nascimento de Vasco Cabral, a Guiné-Bissau reafirma a importância de transmitir à nova geração o legado de uma das vozes mais influentes da sua história, cuja poesia, pensamento e luta continuam a inspirar o presente.

ANG/LPG/ÂC//SG

Referendo 30 de Agosto/Presidente do Conselho Nacional de Transição visita região de Biombo para se inteirar do funcionamento das estruturas locais

Biombo, 24 Ago 26 (ANG) - O Presidente do Conselho Nacional de Transição, Major-General Tomás Djassi, efetuou no domingo uma visita de trabalho à Região de Biombo, onde percorreu os três setores que compõem a região, nomeadamente Quinhamel, Safim e Prábis.

Segundo o despacho do Corresponde regional da ANG  de Biombo, a visita teve como objetivo acompanhar e inteirar-se dos trabalhos desenvolvidos pelas estruturas locais encarregues de preparar o Referendo de 30 de Agosto.

A visita iniciou no setor de Quinhamel, tendo posteriormente passado pela secção de Reino de Tor, Ondame, e seguido para os setores de Safim e Prabis.

Durante a visita, Tomás Djassi elogiou o empenho dos jovens envolvidos nas ações de sensibilização, destacando os esforços realizados no terreno, mesmo perante condições meteorológicas adversas.

O Presidente do Conselho Nacional de Transição felicitou ao Governo pelo apoio disponibilizado pelo Governo para permitir a criação de brigadas  de sensibilização  das populações para o “Voto Sim” no dia 30.

Tomás Djassi ouviu do Governador da região de Biombo, Aldo José Lima, a declaração de  empenhado das autoridades regionais no acompanhamento e fiscalização dos trabalhos de preparação do referendo.

Segundo aquele responsável, a estrutura de acompanhamento integra um coordenador regional, três coordenadores setoriais e respetivos mandatários, que acompanham as atividades desenvolvidas durante a campanha de sensibilização para o Referendo.

"As autoridades regionais esperam uma votação favorável ao Referendo, associando o “voto sim” à paz, à estabilidade e ao bem
do país", disse, Aldo José LimaANG/MN/MI/ÂC//SG