segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Sindicatos



Centrais sindicais exigem pagamento de salários na Função Pública

Bissau, 22 Nov.13 (ANG) - As duas maiores centrais sindicais, nomeadamente a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (UNTG) e a Confederação Geral dos Sindicatos Independentes da Guiné-Bissau (CGSI-GB) ameaçam entregar um pré-aviso de greve de três dias caso o governo não pagar três meses de salários em atraso a função pública.

Em nota a imprensa enviada a ANG, a UNTG e o CGSI-GB mostraram-se indignados com o silêncio do executivo relativamente ao não cumprimento a já 3 meses da promessa feita em conselho de ministro de pagar salários a 22 de cada mês.

“O governo não tem tido diálogo com seus parceiros, ignorando por completo a existência do Conselho Permanente de Concertação Social (CPCS) ”, acusa as duas organizações sindicais.

Por isso, exigiram a convocação urgente do CPCS, órgão de resolução de todos os conflitos laborais, para a discussão da questão de subida de preços da primeira necessidade.

A criação de condições as empresas como Correios, EAGB, Guiné-telecom, Guinétel, Sotramar, APGB e FISCAP entre outros, para pagamento dos respectivos salários e Segurança Social.

As duas organizações de defesa dos trabalhadores, manifestaram-se desagradados com o Presidente da República de Transição Manuel Serifo Nhamadjo, pelo facto de, no seu discurso de abertura da sessão parlamentar, ignorar a situação dos servidores do estado, aquando do seu discurso na abertura da sessão parlamentar.  

ANG/JD

Mercado Financeiro



“Empresários guineenses devem estar à altura das exigências dos Mercados Financeiros da Sub-Região”, adverte o SET

Bissau, 22 Nov.13 (ANG) – O Secretário de Estado do Tesouro aconselhou hoje aos empresários nacionais para prepararem com vista a corresponder as exigências dos mercados da Sub-Região.

Braima Luís Cassamá que falava na abertura do seminário de Oportunidades de Ofertas de Mercados Financeiros Regional, destinado ao Sector Privado guineense, disse que as normas dos mercados são rigorosas.

“Infelizmente, a Guiné-Bissau não tem nenhuma empresa cotada na Bolsa de Valor da União, o que é pena”, lamentou para de seguida reconhecer que a culpa não cabe as empresas mas tão-somente o percurso da economia do país.

Aquele governante reconheceu que, mesmo ao nível dos oito países da União Económica Monetária Oeste Africana, são poucas as empresas cotadas na Bolsa de Valores, com excepção das da Costa de Marfim e Senegal entre os poucos países que constituem excepção.

“Existe fraqueza em tirar partido das potencialidades do nosso mercado. O comportamento do longo prazo é muito exigente, a título de exemplo, quando falamos da contabilidade organizada, as empresas não estão à altura, os balanços as vezes são pouco fiáveis”, esclareceu o SET.

Para o Presidente do Conselho Regional de Poupança Pública e dos Mercados Financeiros (CREPMF) da União Monetária Oeste Africana (UMOA), Jeremias Pereira, o mercado financeiro da UMOA, é um instrumento incontornável de médio e longo prazo da economia da união.

Declarou que, a Bolsa Regional de Valores Imobiliários está situa entre as dez primeiras do continente, acrescentando que os bens em títulos de espessos em investimentos estão em constante.

Jeremias Pereira disse que as cifras situaram-se no final do terceiro trimestre do ano em curso em 2,7 mil milhares, muito superior comparativamente ao mesmo período do ano passado.

Esta performance, de acordo com este responsável, vai ajudar no alcance  dos resultados das reformas iniciadas pelo Conselho de Regional de Poupanças Públicas e Mercados Financeiros desde 2005.

ANG/ÂC
 
  

   


Edilidade camarâria



     Funcionários da CMB não recebem salário há dois meses  

Bissau, 22 Nov. 13 (ANG) - O Presidente da Câmara Municipal de Bissau (CMB) confirmou hoje que os dois meses de atraso salarial que se verifica naquela instituição têm a ver com o desvio das receitas por parte de alguns funcionários da casa.

 Em declaração a ANG, Artur Sanha prometeu tomar medidas adequadas contra os infractores como forma de por cobro a praticas de género.

“Ao ser nomeado para o cargo, o presidente não traz consigo cofre de dinheiro, mas sim vem para organizar as pessoas a fim de trabalharem, e agora se estiverem a brincar e a desviar receitas, o presidente só tem que tomar medidas,” ameaçou o edil da capital.

Relativamente a data de construção do novo matadouro, o presidente da CMB respondeu que ainda não há financiamento para as obras deste empreendimento.

No entanto, admitiu que estão a negociar a possibilidade de obtenção de financiamento por parte de certas empresas que já manifestaram os seus interesses neste sentido.

ANG/BI, LPG

    
  

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Eleições gerais




Tcherno Djaló, Domingos Simões Pereira e Ramos Horta analisam andamento do processo eleitoral 

Bissau, 21 Nov 13 (ANG) – O candidato independente as presidenciais de 16 de Março do próximo ano e um dos concorrentes à liderança do PAIGC, mantiveram na Quarta-Feira, um encontro com o Representante Especial do Secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, com o intuito de analisarem os preparativos do processo eleitoral.

A saída da audiência com Ramos Horta, o candidato independente ao cargo de Presidente da República, Tcherno Djaló disse que o  encontro serviu para se esclarecer junto do Representante do Secretário-geral das Nações Unidas sobre  o andamento do processo eleitoral no país, face a sua ausência do país por algum tempo.

“ Sabemos que dentro de dez dias  iniciará o processo de recenseamento eleitoral, e até hoje não temos nenhuma informação sobre o procedimento prévio. Ainda não sabemos se os Presidentes da Comissões Regionais de Eleições foram ou não seleccionados e se  a cartografia eleitoral já está pronta, porque há uma série de informações que deviam estar já disponíveis”, disse Djaló.

Por sua vez, o candidato, Domingos Simões Pereira, disse que  foi uma visita de cortesia que efectuou ao José Ramos Horta, tendo aproveitado o momento para  a avaliação da actual situação político partidária do PAIGC, e o que estão a constatar no terreno.

“ Deixou-nos uma mensagem de confiança de que a Nações Unidas continuarão a  ajudar o país, no esforço de pacificação e criação de  condições para a normalidade na Guiné-Bissau”, afirmou Simões Pereira.

Abordado sobre as circunstâncias da não realização até presentemente do Congresso do PAIGC, respondeu  que a Comissão Nacional preparatória do evento está a trabalhar nesse sentido. 

“Espero que o Comité Central, órgão competente para tomar uma decisão final, anuncie uma data definitiva para a ida à Cacheu e para a concretização do 8º Congresso do Partido. ANG/LLA/SG    

  

Direitos das Crianças




Celebração do 24º Aniversário com atenções viradas aos países onde as violações passam despercebidas 

Bissau, 21 Nov. 13 (ANG) – A 24º aniversário da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos Universal das Crianças é celebrado esta quinta-feira em todo o mundo sob o lema “As crianças têm o direito de sobreviver, crescer e de ser protegida contra todas as formas de violência. 

De acordo com uma nota de imprensa do UNICEF enviada à ANG, no presente ano a efeméride coloca holofotes em todos os países e em todos os níveis da sociedade que são vítimas de violência e de abusos que continuam a passar despercebidas.

“Muita das vezes, o abuso ocorre na sombra e não é detectado e pior ainda muitas das vezes aceite. Todos nós temos a responsabilidade de fazer com que as coisas invisíveis se tornar visível desde o Governo até aos cidadãos comuns”, disse o Director Executivo do UNICEF, Anthosy Lake na referida nota de imprensa.
De acordo com o documento, Lake disse ainda que a violência contra as crianças prejudicam o tecido da colectividade e afecta a produtividade, o bem-estar e a prosperidade. Adiantou que, ainda por cima, as sociedades têm de viver pensando na violência contra as crianças. 

Sublinhou que existem abordagens para prevenir e responder aos cenários da violência contra crianças, acrescentando que isso incluem apoiar os pais, famílias e outras pessoas que cuidem das crianças para fortalecer as suas capacidades a fim de melhor poderem se proteger da violência e trabalhar explicitamente para mudar atitudes e normas sociais que toleram o acto.

 A nota de imprensa, afirma que, no contexto da violência contra as crianças, o Comité dos Direitos das Crianças, chama atenção no sentido de se adoptar um conjunto de medidas legislativas de assistência social, reforço de capacidades, mobilização e estabelecimento sinergias para uma articulação mais eficiente e eficaz no cumprimento deste direito.

Na Guiné-Bissau, em 2006 mais de 82% de casos de crianças com idades entre 2 e 14 anos foram relatados como expostas ao abuso e a violência.  

ANG/AALS/SG