quarta-feira, 27 de junho de 2018

ONU


Presidente do Comité do Sanções satisfeito com evolução política no país

Bissau,27 Jun 18 (ANG) – O Presidente do Comité de Sanções da ONU disse que o Conselho de Segurança desta organização está satisfeito com a evolução política na Guiné-Bissau, devido a aprovação do programa e orçamento geral de Estado, bem como do afastamento dos militares das actividades políticas.

Anatólio N´dong M´ba que falava hoje à imprensa após um encontro com o Presidente da República, José Mário Vaz, disse que a missão está no país para recolher  informações juntos das autoridades e sociedade cível sobre a evolução de atitude dos militares sancionados depois do golpe de 12 de Abril de 2012.

“Recebemos todas informações necessárias e que serão traduzidas em relatório a ser apresentado e debatidos pelos membros do Comité de Sanções das Nações Unidas”, explicou Anatólio N´dong M´ba.

Interrogado se as autoridades nacionais pediram o levantamento das sanções, o Presidente do Comité de Sanções da ONU disse que sim, salientando que isso cabe ao Conselho de Segurança tomar as decisões, se vai levantar ou não as sanções impostas à alguns militares envolvidos no golpe de Estado de Abril de 2012.

Por outro lado, encoraja o governo a empenhar-se para que haja um “Pacto de Estabilidade”, assinado pelos partidos para que haja condições apropriadas para a realização das eleições no dia 18 de Novembro deste ano.

ANG/LPG/ÂC//SG

terça-feira, 26 de junho de 2018

Saúde/greve


Ministra  confirma observância de serviço mínimo no Hospital Nacional Simão Mendes  

Bissau, 26 Jun 18 (ANG) – A Ministra de Saúde Pública, Família e Coesão Social, afirmou hoje durante uma visita efectuada ao Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM), que apesar da greve, o maior centro hospitalar do país está á prestar serviço mínimo à população em todos os seus serviços de atendimento.

Em declarações à imprensa, Maria Inácia Có Sanhá disse que a referida visita serve para se inteirar do impacto da greve no hospital nacional Simão Mendes.

“É de conhecimento de todos que pode existir atraso no pagamento dos funcionários públicos, mas no que tem a ver com a saúde, é totalmente diferente. Aqui, qualquer falha, a pessoa corre o risco de perder a vida.Estamos preocupados com a situação da greve, razão pela qual viemos aqui para verificar se está ou não a ser prestado o serviço mínimo no hospital nacional Simão Mendes”, disse a ministra.

De acordo com a titular da pasta de saúde, toda a atenção do ministério  está  virada  ao hospital nacional Simão Mendes (HNSM).

“Estou aqui com os Diretores Gerais de diferentes serviços de saúde , para seguir de perto se os médicos e os enfermeiros colocados em alguns serviços de atendimento de serviço minino, continuam presentes no local ou não.Quem não estiver no seu serviço, medidas serão tomadas contra essa pessoa”, assegurou Maria Inácia Có.

Aquela responsável, deixou  apelo para a população que estiver com qualquer problema de saúde se recorrer ao hospital nacional Simão Mendes, porque será atendida pelos enfermeiros colocados para prestar serviço mínimo.

Questionada sobre o que o governo está a fazer para pôr fim a situação, Inácia Có Sanhá destacou que as  negociações com o Sindicato estão em curso, acrescentando que ainda segunda-feira as partes estiveram em mais uma sessão de negociações.  

 ANG/LLA//SG  

   

Política


PAIGC acusa  Ministério Público de ser “instituição politizada”  

Bissau, 26 Jun 18 (ANG) - O Partido Africano da Independência de Guiné e Cabo-Verde (PAIGC) acusou  hoje o Ministério Publico de ser uma instituição politizada e orientada para injustiças.

A acusação vem expressa num comunicado à imprensa produzida em jeito de resposta ao comunicado da Procuradoria-Geral da Republica feita no passado 22 do corrente mês segundo o qual o PAIGC tem vindo a orquestrar “campanhas caluniosas e difamatórias contra o Ministério Público e contra o Procurador-Geral”.

No documento, o PAIGC lamenta e condena o acto de procurador-geral de República, tendo acrescentado que o seu procedimento conduz a fragilidade do Estado de direito democrático na Guiné-Bissau.

“A obrigação da salvaguarda dos interesses constitucionais e colectivos é maior do que qualquer plano individual que ponha em causa os alicerces construtivos do nosso Estado de Direito. O oportunismo, divisionismo e a calúnia jamais podem ser características de uma instituição detentora de acção penal”, referiu o comunicado.

Segundo o comunicado, o PAIGC apela a Procuradoria da República para fazer o seu trabalho com base no cumprimento da lei e da Constituição da República, e apelou igualmente à comunidade internacional para estar atenta às iniciativas que visam adiar as eleições legislativas, previstas para 18 de Novembro do corrente ano.

 “O PAIGC e a sua direcção têm não só o direito, mas também a responsabilidade de preservar as conquistas do Estado de Direito Democrático, por isso avisa que qualquer tentativa de amedrontar ou silenciar qualquer dirigente do  partido será respondido na sua justa medida”, refere o partido em comunicado. 

ANG/AALS/ÂC//SG