sexta-feira, 28 de julho de 2023

Comunicação social/Vice Directora de CICG destaca profissionalismo demostrado pelos jornalistas africanos durante seminário em Pequim

Bissau, 28 Jul (ANG) – A vice-diretora do Instituto de Estudos Internacionais e Informação Avançada da China(CICG),  destacou o profissionalismo demostrado pelos jornalistas africanos durante o seminário de capacitação que decorreu entre os dias 12 à 25 do corrente mês em Pequim República Popular da China.

Fang Fen falava no ato de encerramento do seminário dos Oficiais do Jornalismo e Jornalistas dos Países da Língua Portuguesa realizado na China de 12 à 25 de Julho em Pequim Capital Chinesa e patrocinado pelo Ministro de Comércio da República Popular da China.

Acrescentou que, no futuro o CICG vai continuar a realizar eventos com imprensa internacional e que o objetivo fortalecer intercâmbios e aprendizagem mútua entre países, pelo que contam com a participação de todo mundo para a amizade no futuro de forma a permitir a plantação de sementes cujo os seus frutos serão acolhidos no futuro.

 "A ideia era mostrar a China para mundo e vocês também mostraram como é o vosso país para nós e apesar da barreira de idioma, agente consegue sentir a sinceridade, a amizade e profissionalismo de todo mundo e as conversas eram amplas, profundas e promovendo o nosso entendimento, aprendizagem mútua e colaboração prelatícia”, disse.

Por outro lado disse, que um velho ditado na China afirma que,  “estão reunidos no seminário pelo destino e que os chineses gostam de falar pelo destino.

Afirmou que, acreditar no poder que tem é  muito especial no contexto da cultura da China e que para muitos é a primeira vez que estiveram na China e para as pessoas que encontraram durante a viagem também é a primeira vez que falam com alguém dum país da Língua portuguesa.     

Disse esperar que  vão levar para seus países o que viram e ouviram durante essa viagem e que sirva de uma inspiração para produzir mais matérias sobre China atual e histórias amigáveis entre o povo da China e países da língua portuguesa que  encurtou a distância entre os leitores.

"Eu gostaria de partilhar meus sinceros agradecimentos, nos últimos catorze dias, o apoio de vocês ultrapassou as diferenças no estilo de vida e jeito de comunicação e também estamos super abertos para comentários e sugestões para melhorar nosso trabalho” disse.

Por seu turno, o Representante da Delegação da Guiné-Bissau, Bacar Camara disse que aos jornalistas presentes no seminário têm um papel relevante na consolidação e na divulgação de estratégias suscetíveis de combater a pobreza dos seus países assim como disseminar os instrumentos internacionais para construção da paz e o desenvolvimento sustentável, designadamente a iniciativa lançada pelo Presidente da China Xi Jinping, "uma Fixa Uma rota".

Por outro lado, refere que devem sempre levar a memória dos seus povos tudo aquilo que diz respeito ao contributo da China para suas independência e do bem-estar das suas populações.

"Hoje a imagem que se deve ter do mundo deveria emergir duma observação com nossos próprios olhos, melhor com nossos próprios olhos e ouvidos como estamos a testemunhar neste lugar que se chama China”, disse.

Disse que, a responsabilidade dos Jornalistas num mundo caracterizado por excesso de informações falsas “feeck news” é dizer a verdade, ou seja, averiguar a virilidade das notícias veiculadas talvez em grande parte pela imprensa internacional sobre a China e que põe em causa em certas circunstâncias as determinadas civilizações e o caminho escolhidos pelos diferentes povos.

Ainda frisou que, o jornalista deve com rigor observar os contraditórios como seus princípios basilares e essencial para informar o mundo sem preconceitos, sem ingerências como propõe a governança da China.      

O seminário dos oficiais do Jornalismo e Jornalistas contou com a participação de seis jornalistas dos Países da Língua Portuguesa, nomeadamente a Guiné-Bissau, Angola, Portugal, Cabo Verde, Brasil e São Tomé e Príncipe. ANG/MI/ÂC

Cimeira Rússia-África/”Guiné-Bissau prioriza cooperação nas áreas de Educação, Juventude e Desporto”, revela Presidente da República Ùmaro Sissoco Embalo

Bissau, 28 Jul 23 (ANG) - O Presidente da República revelou que a Guiné-Bissau prioriza a cooperação com a Rússia, nas áreas de Educação, Juventude e Desporto, também na  exploração dos recursos naturais em particular os energéticos e na infra estruturação do setor das pescas.

Umaro Sissoco Embaló falava na Cimeira Internacional Rússia-África que decorre na cidade de São Petersburgo de 27 à 28 do Julho em curso.

“A Delegação da Guiné-Bissau está em nesta Cimeira de São Petersburgo com o seu trabalho de casa feito. Como se percebe, não será nesta minha breve intervenção que se tratará dos aspetos operacionais desta agenda de cooperação”, esclareceu Embaló.

O Chefe de Estado sublinhou que, por estes dias, dois eventos internacionais ganharam forma e  conteúdo na cidade de São Petersburgo e que o primeiro, foi o Fórum de Parceria Rússia-África e o seu Plano de Ação orientado para o período de 2023-2026, frisando que,  o segundo é a Cimeira.

“Ambos os eventos, o Fórum  e a Cimeira pretendem, de certa maneira, renovar e ampliar aqueles laços históricos e efetivamente estratégicos que, na segunda metade do século XX marcaram intensamente a marcha dos povos africanos rumo à libertação nacional e independência”, informou Umaro Sissoco.

Salientou que, fica, por conseguinte, o cargo do Governo da Guiné-Bissau na sua articulação bilateral com o Governo da Rússia, mas também vai depender das instâncias multilaterais decorrentes do Plano de Ação do Fórum de Cooperação Rússia-África a responsabilidade última de explorar todas as potencialidades das mencionadas áreas de  cooperação.

“As minhas palavras pretendem expressar um agradecimento profundo ao Presidente Vladimir Putin e ao seu Governo pelo acolhimento caloroso que nos foi reservado, a mim e à delegação que me acompanha à esta bonita e acolhedora cidade de São Petersburgo”, agradeceu aquele Chefe de Estado.ANG/AALS/ÂC

Educação/ Secretário-geral do Ministério pede mais atenção do Governo para sector

Bissau, 28 jul 23 (ANG) – O secretário-geral do Ministério da Educação Nacional pediu mais atenção do Governo para o sector da educação, porque o sistema do ensino não pode continuar  a funcionar só com apoio dos parceiros.


Bernardo Pinto Pereira  qua falava hoje na cerimónia de encerramento do ano lectivo 2022/2023, voltou a defender que o Governo, através do Ministério da Educação não pode continuar a pagar pessoas que não estão a prestar o serviços ao Estado.

Na ocasião, fez um balanço positivo do ano lectivo, por ter terminado sem greve.

Paulo Có, diretor-geral do Ensino Básico e Segundário do Ministério da Educação Nacional, manifestou a sua satisfação com fecho do ano, com pouca interrupção, graças ao diálogo permanente e descreto com sindicatos do sector.

Em termos de perspectiva, Paulo Có disse que pretedem iniciar as aulas no mês de setembro razão pela qual já iniciou o processo de matriculas em todas as escolas que irão decorrer até o meio do mês de agosto.

Para além disso, segundo Paulo Có, estão a trabalhar na melhoria de condições de infraestruturas e algumas escolas que precisam para que possam funcionar em condições normais.

O Presidente da Confederaçâo das Associações Estudantis da Guiné-Bissau(Conaiguib), Rosália  Djedju disse que  o ano foi concluido com grande esforços e sem paralizações.

Disse contudo estar preocupada com a falta de profesores nas escolas e  não conclusão da boa parte dos conteúdos programáticos, porque a educação se faz com o cumprimento dos conteúdos programados para que os alunos possam apreender.

Para o efeito, encoraja a ministra a prosseguir com os trabalhos levados a cabo para elevar qualidade do ensino.

“Propus ao novo Governo no sentido atribuir ou aumentar  a percentagem no orçamento ao sector da educação , porque os 11 por centos são insuficientes para atender as necessidades na ârea”, disse.

O Presidente da Associação dos Pais e Encarregados de Educação das escola públicas, Abu indjai destacou os esforços e os trabalhos que foram desenvolvidos durante o ano letcivo pelas diferentes direções do Ministério e com apoio dos parceiros do sector, tais como a reforma curricular e elaboração de novos manuais de primeiro à quarto ano entre outros.

Abu indjai se congratulou com decisão do Governo, através dos serviços dos Recursos Humanos do Ministério no levantamento do número real  dos quadros em função no terreno e ao serviço de inspeção na identificação das escolas privadas proliferadas em termos de condições ou não para funcionamento.

Pediu aos Pais, no sentido de acompanhar o processo de educação dos seus filhos, porque o professor não pode desempenhar a função de instrutor académico e educador ao mesmo tempo.

O Presidente do Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF), Domingos de Carvalho, disse que a insuficiência das infraestruturas escolares, o fraco investimento dos sucessivos Governo e de pouca capacidade de atrair investimentos no sector, por causa da falta da vontade politica, tem contribuído negativamente para desenvolvimento da educação e um ensino de qualidade gratuito e inclusivo.

“Na Assembleia Geral das Nações Unidas de  2000, os chefes de Estados e de Governo para além de declararem o seus apoios a democracia e aos direitos humanos, fixaram oito objectivos para desenvolvimento e erradicação da pobreza até 20215”, lembrou.

Acrescentou que, era para alcançar a parceria mundial para desenvolvimento, mas infelizmente a Guiné Bissau falhou  e não atingiu a metas, razão pela qual a taxa de analfabetismo continua elevada com 48 por cento.

 Disse que, o objectivo de desenvolvimento sustentável de 2015/2030 está a quem da expectativa na Guiné-Bissau, que ainda depara com a falta das infraestruturas e ausência de um plano de capacitação pedagógica dos professores e falta dos materiais dedáticos para os alunos.

Por isso, pediu as organizações internacionais parceira, no sentido de continuarem a apoiar o sector educativo com vista a responder as exigências impostas pela conjuntura atual para alcançar a meta definida pelos objectivos do desenvolvimento sustentável 2015 2030.

“A elevada taxa de analfabetismo, fraca capacidade dos professores, a degradação avançada da infraestruturas, greves constantes na educação constituiram preocupações das organizações sindicais do sector da educação”, afirmou Domingos de Carvalho.

Disse que, mais de 59 mil crianças de pré-escolar até 12 anos, ficaram sem professores desde outubro de 2022 até julho de 2023.

Por isso, disse ser urgente recrutamento e colocação dos professores de novos ingressos de acordo com vagas existentes, pagamento de todos os atrasados salarial aos professores que trabalharam durante o ano lectivo findo e a conclusão do processo de efetivação de todos os docentes entre outras exigências como forma de melhorar o nivel do ensino guineense.

O Representante do Fundo das Nações Unidas para Infância(Unicef),  wesley Galt, disse que o encerramento do ano lectivo é sempre uma ocasião de celebração por ter finalizado uma etapa, mas também deve servir de reflexão sobre os prinicipais conquistas e particularmente dos desafios.

“Esta análise acontece em diferentes níveis entre alunos, professores e diretores das escolas, é por isso que, com muito prazer que estou aqui para felicitar a todos pelo esforços feitos para conclusão de mais um ano lectivo”, afirmou. 

Disse que os parceiros congratularam-se com os esforços empreendidos para conclusão deste ano e que vão continuar apoiar o sector da educação.

Wesley Galt exortou ao Ministerio da Educação a garantir que todas as crianças tenham acesso a uma educação de qualidade, por forma a garantir que o apreendizagem aconteça sem deixar ninguém para atrás.ANG/LPG/ÂC

Aviação civil/Director Geral da Asecna enaltece reforço da cooperação com a Guiné-Bissau

Bissau,28 jul 23(ANG) – O director geral da Agência de Segurança da Navegação Aèrea em África e Madagascar(Asecna), enalteceu o reforço da cooperação entre a sua organização com o Governo guineense.

Mohamed Mousa falava hoje à imprensa após uma visita de cortesia efectuada ao ministro dos Transportes e Comunicações, Aristides Ocante da Silva, no âmbito da visita de quatro dias à Guiné-Bissau.

“Estou de visita a Guiné-Bissau, à convite da ministra de Estado dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades para a assinatura de um acordo cujo teor será conhecido posteriormente”, disse.

O director Geral da Asecna sublinhou que, foi avistar com o titular da pasta dos Transportes e Comunicações, para passarem em revista, sobre as importantes decisões tomadas durante uma reunião dos peritos da organização, realizada em Brazaville(Congo) à favor do reforço dos estatutos internacionais da Asecna.

Por sua vez, o ministro dos Transportes e Comunicações Aristides Ocante da Silva sublinhou que o director geral da Asecna, Mohamed Mousa, é uma personalidade que tem contribuído para o estreitamento da cooperação entre a Guiné-Bissau e aquela organização continental.

O governante frisou que, o responsável máximo da Asecna encontra-se no país para rubricar um acordo no domínio que será revelado mais tarde.

“No âmbito da nossa cooperação temos muitas perspectivas no que toca com as questões ligadas à segurança aeroportuária e da navegação aérea no quadro das diferentes organizações do sector”, salientou.

Aristides Ocante da Silva disse que, recentemente o Governo inaugurou o projecto de ampiliação e modernização do aeroporto de Bissau, acrescentando que posteriormente irão precisar da sua certificação internacional e para o efeito terão que reunir todas as condições não só de formação de pessoal.

O titular da pasta dos Transportes e Comunicações, disse que, a titulo de exemplo, brevemente deve chegar ao país, 27 jovens quadros formados nos Centros Especializados da Asecna.

Disse que, um dos problemas sérios que o país enfrenta em diferentes domínios de Aviação Civil, tem a ver com os recursos humanos, frisando que, com apoio da Asecna nesse sentido vão aos poucos superar as referidas dificuldades.ANG/ÂC

Tempo/INM-GB prevê possibilidades de ocorrência de chuva fraca acompanhada de trovoadas fracas ocasionais

Bissau, 28 jul 23 ANG – A previsão meteorológica do Instituto Nacional da Meteorologia(INM-GB),  prevê para até 18 horas de hoje as possibilidades de ocorrência de chuva fraca por vezes moderada acompanhada de trovoadas fracas ocasionais.

A informação consta no boletim elaborado esta quinta-feira, 27 de julho e válido até esta sexta-feira 28 do mesmo mês, aponta o vento do quadrante Oeste (W), moderado com a velocidade de 19 km/h no continente, com rajadas que podem atingir 28 km/h e no mar até 33 km/h.

Aponta ainda a visibilidade boa, mas reduzida no momento da chuva.

As temperaturas máximas, de acordo com a previsão meteorológica, nas zonas Centro, Norte e Leste variam de 32ºC (em Bissau), a 35ºC (em Farim) e as mínimas variam de 23ºC (em Buruntuma), à 25ºC (em Bissau).

Nas zonas Sul e Ilhas as temperaturas máximas é de 30ºC (em Bubaque), à 32ºC (em Buba) e as mínimas variam de 24ºC (em Cacine e Buba) e a 26ºC (em Bubaque), segundo aponta o serviço meteorológico no boletim produzido 18 horas de ontem (27 de julho), e válido até 18 hora de hoje (28 de julho). ANG/DMG/ÂC   

      

Níger/ "Os militares golpistas não têm muitas condições e poderão ter que mudar de cenário", diz analista político Daniel Medina

Bissau,28 jul 23(ANG) - Dois dias depois do golpe de Estado no Níger, o Presidente deposto, Mohamed Bazoum, continua detido no palácio presidencial. O Níger, até agora aliado dos países ocidentais, tornou-se o terceiro país da região do Sahel, depois do Mali e do Burkina Faso, a sofrer um golpe de Estado desde 2020. 

O Presidente deposto, Mohamed Bazoum, democráticamente eleito em 2021, continua detido no palácio presidencial e o general Abdurahamane Tchiani, chefe da guarda presidencial, proclamou-se hoje "presidente do Conselho Nacional para a Salvaguarda da Pátria".

O golpe de estado foi condenado pela comunidade internacional e regional. Para Daniel Medina, analista político em Cabo Verdeos golpistas não têm muitas portas de saída e terão que procurar uma forma de negociação.  

[A junta golpista] não tem muitas condições. É considerado um dos países mais pobres do mundo e se a comunidade internacional, através dos canais diplomáticos, não apoiar esta iniciativa militar, poderão ter que mudar de cenário e de discurso.  A própria CEDEAO e os países vizinhos estão a condenar o golpe de Estado e quando os próprios vizinhos dizem não concordar, as coisas ficam mal colocadas para os militares do Níger.

Daniel Medina considera que os militares vão possivelmente "falar de negociações para que as coisas possam alterar-se", mas admite que a tensão irá continuar.

No mesmo dia, no outro lado do mundo, em São Petersburgo decorre a 28 de Julho o último dia da cimeira África-Rússia, onde Vladimir Putin recebe parceiros africanos de 49 países. Segundo o analista político Daniel Medina, a situação no Níger representa uma ocasião que a Rússia não irá perder. 

Moscovo tem um papel extremamente importante. Estando vários representantes africanos reunidos em São Petersburgo, poderão fazer considerações muito determinantes e assertivas, que podem alterar a situação no Níger. E Moscovo não irá perder essa oportunidade, enquanto país que no xadrez geoestratégico das influências em África tem sempre uma palavra a dizer, mesmo que à distância.

Nessa mesma cimeira em São Petersburgo, Vladimir Putin anunciou que Moscovo irá fornecer gratuitamente cereais a seis países africanos, entre os quais o Mali e o Burkina Faso, países que têm vindo a estreitar laços económicos e securitários com a Rússia e a afastar-se do Ocidente. Esta decisão surge depois da saída da Rússia do acordo de exportação dos cereais, tornando-o caduco. 

Quanto a saber se o grupo paramilitar russo Wagner irá estender a sua presença no continente, investindo o Níger, "nada é certo", para Daniel Medina. O analista vê na recente rebelião do líder da Wagner, Evgueni Prigojine, e as consequentes tensões com o Kremlin, um factor de distância, pelo menos temporário, com novos movimentos em África: "Se o grupo Wagner fizer alguma intervenção no Níger será uma coisa muito cautelosa, para não colocar a Rússia em maus lençóis".

O Níger, aliado ocidental, era considerado como um 'estado-tampão', resistindo até agora às tensões no Sahel, região assolada por ataques de grupos ligados ao Estado Islâmico e à Al-Qaeda.ANG/RFI 

 

Cimeira Rússia-África/Putin disse que a Rússia deu armas e treino a mais de 40 países em África

Bissau, 28 jul 23 (ANG) - O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou hoje que já assinou contratos de armamento com mais de 40 países africanos, no âmbito da "cooperação militar e técnico-militar".

"Com o fim de fortalecer a capacidade defensiva dos países do continente, estamos a desenvolver a cooperação nos âmbitos militar e técnico-militar", disse Putin no discurso que proferiu perante dezenas de líderes africanos, no último dia da Cimeira Rússia-África, que terminou hoje em São Petersburgo.

Na intervenção, citada pela agência espanhola de notícias, a EFE, Putin destacou que parte dos fornecimentos foram feitos de forma gratuita, já que o derradeiro objetivo é garantir a soberania e a segurança nacionais.

"A Rússia assinou contratos de cooperação técnico-militar com mais de 40 países de África, aos quais fornecemos uma ampla diversidade de armas e equipamento de defesa", sublinhou o chefe de Estado russo.

Sem chegar aos níveis da antiga União Soviética, a Rússia assinou, desde a anterior cimeira com África, em 2019, contratos no valor de cerca de 10 mil milhões de dólares, o equivalente a perto de 9 mil milhões de euros.

No discurso, Putin disse também que que já perdoou cerca de 23 mil milhões de dólares aos países africanos, anunciando que quer conceder mais 80 milhões de euros para "reduzir o fardo económico" do continente.

"Até agora, a quantidade total de dívida que já cancelámos é de 23 mil milhões de dólares [21 mil milhões de euros] e, depois dos últimos pedidos dos países africanos, vamos alocar mais de 90 milhões de dólares [82 milhões de euros] para o desenvolvimento destes objetivos", disse o chefe de Estado em declarações à agência de notícias estatal russa, a TASS, citada pela homóloga espanhola, a EFE.

"A situação em muitos países africanos é instável, mas isso é o legado do colonialismo", disse o Presidente russo, durante o discurso.

O cancelamento de cerca de 20 milhões de euros surge na sequência de um aumento da dívida pública dos países africanos, confrontados ainda com os efeitos da pandemia de covid-19, mas também com a subida dos preços alimentares e da energia desde a invasão da Ucrânia pela Rússia.

"A situação em muitos países de África é instável, mas isso é o legado do colonialismo", argumentou, vincando que o continente "está a tornar-se num centro de poder" e "uma realidade a ter em conta".

África "está preparada para resolver problemas e, isto, por si mesmo, diz muito, porque antes qualquer iniciativa de mediação estava monopolizada por países pertencentes às chamadas 'democracias desenvolvidas' e esse monopólio terminou", disse Putin, referindo-se à tentativa de mediação do conflito Rússia-Ucrânia por parte de sete países africanos, liderados pela África do Sul.

Passando em revista vários temas importantes para África, Putin disse que o continente devia ter uma voz mais poderosa nas Nações Unidas e garantiu que a Rússia é uma "garantia da segurança económica" do continente.ANG/Lusa

 

RCA/Novo grupo de mercenários Wagner chega ao país antes do referendo de domingo

Bissau, 28 jul 23 (ANG) - Um novo grupo de mercenários russos do grupo Wagner chegou hoje à República Centro-Africana(RCA), dois dias antes do referendo de domingo, escreve a Comunidade de Oficiais para a Segurança Internacional (COSI) numa mensagem no Telegram.

"No âmbito de uma rotação programada, um outro avião com os nossos instrutores chegou à República Centro-Africana", declarou COSI no Telegram, citada pela agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP).

"Isto mostra que todos os rumores sobre uma retirada das nossas forças da RCA são infundados; durante algum tempo, a rotação foi dificultada, mas agora estão a chegar novas tropas ao país", acrescentou a organização na mensagem citada pela AFP, sem especificar por que razão as rotações tinham sido dificultadas.

"Os instrutores da COSI e os combatentes experientes da Wagner estão prontos para apoiar o governo da República com todo o seu empenhamento, tanto nas missões em curso como para garantir a segurança do próximo referendo", acrescentou a COSI, referindo-se à votação popular sobre a implementação de uma nova Constituição que permitirá ao atual Presidente candidatar-se a um terceiro mandato.

Segundo os Estados Unidos, a COSI é uma empresa de fachada do grupo Wagner na República Centro-Africana.

A 16 de julho, esta organização anunciou a chegada a Bangui de várias centenas de "experientes" combatentes do grupo Wagner para "garantir a segurança" antes do referendo de 30 de julho.

O estatuto da empresa de Yevgeny Prigozhin e a continuação das suas operações suscitaram questões após o seu motim abortado na Rússia em 23 e 24 de junho.

No entanto, as suas intervenções no estrangeiro, nomeadamente na Síria e em vários países africanos, como o Sudão, a República Centro-Africana e o Mali) não foram publicamente postas em causa.

Logo que foi anunciado o fim do motim, Bangui declarou que as atividades de Wagner "continuariam".

O referendo de domingo vai permitir ao atual Presidente candidatar-se a um novo mandato.

Faustin Touadéra foi eleito em 2016 e depois reeleito em 2020, embora menos de um em cada três eleitores tenha podido ir às urnas por razões de segurança.

No final de maio, Touadéra anunciou a realização de um referendo sobre uma nova Constituição, marcado para 30 de julho, e foi acusado pela oposição e pelos rebeldes de pretender continuar a ser "Presidente vitalício" do segundo país menos desenvolvido do mundo, candidatando-se à reeleição em 2025, segundo a ONU.

"Não haverá um terceiro mandato, mas os contadores serão repostos a zero" com uma nova Constituição, "e haverá um novo mandato a que qualquer pessoa se poderá candidatar, incluindo o Presidente Touadéra, se assim o desejar", disse Fidèle Gouandjika, ministro especial e conselheiro do Presidente, citado pela agência France-Presse, imediatamente após o anúncio do referendoANG/Lusa

 

Niger/General Abdourahmane Tchiani é o líder da nova junta no poder do Níger

Bissau, 28 jul 23 (ANG) - O general Abdourahmane Tchiani apresentou-se hoje, na televisão estatal do Níger, como o líder dos soldados amotinados que detiveram o Presidente eleito democraticamente e levaram a cabo um golpe de Estado neste país africano.


Tchiani dirigiu-se hoje à nação, dois dias depois do golpe de Estado contra o Presidente Mohamed Bazoum, e explicou que, como o país precisava de mudar de rumo para evitar a "gradual e inevitável morte", ele próprio e outros decidiram intervir.

Enquanto falava, a televisão estatal identificou-o com o líder do Conselho Nacional para a Salvaguarda da Pátria, o nome do grupo de soldados que fizeram, na quarta-feira, um golpe de Estado neste país da região do Sahel.

Havia uma "retórica política" que queria fazer crer que "tudo estava bem", mas havia "a dura realidade com mortos, deslocados, humilhação e frustração", disse o novo homem-forte do Níger, para quem "a abordagem atual em matéria de segurança não permitiu garantir a segurança do país, apesar dos pesados sacrifícios feitos pelo povo do Níger e do apoio apreciado e valorizado dos nossos parceiros externos".

Classificado pela agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP), como um "discreto oficial superior", Tchiani é comandante da guarda presidencial desde a sua nomeação em 2011 por Issoufou Mahamadou, o antecessor de Mohamed Bazoum.

O general Tchiani estava ausente quando os golpistas anunciaram o golpe na televisão nacional, na quarta-feira à noite, mas foi representado pelo seu adjunto, o coronel Ibroh Amadou Bacharou.

O presidente deposto está detido desde a manhã de quarta-feira no palácio presidencial, na sua residência privada situada no interior do campo militar da Guarda Presidencial comandada precisamente pelo general Tchiani.

Depois do Mali e do Burkina Faso, o Níger, até agora aliado dos países ocidentais, tornou-se o terceiro país da região do Sahel, assolada por ataques de grupos ligados ao Estado Islâmico e à Al-Qaeda, a sofrer um golpe de Estado desde 2020.ANG/Lusa

 

 

Níger/Presidente da República Umaro Sissoco Embalo  condena golpe de Estado no Níger

Bissau,28 jul 23(ANG) - O Presidente da República, Umaro Sissoco Embalo, condenou quinta-feira "com maior severidade" o golpe de Estado no Níger, onde militares anunciaram terem destituído Mohamed Bazoum, eleito democraticamente líder daquele país, em 2021.

Numa mensagem na rede social X, Sissoco Embaló, atualmente a participar na cimeira Rússia/África, apelou à reposição da ordem constitucional no Níger e ainda a manutenção da segurança do "Presidente Bazoum e da sua família".

"Golpes nunca são solução e conduzem sempre ao declínio democrático, económico e social", concluiu o presidente da República, que terminou recentemente a presidência rotativa da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO).

A presidência rotativa de Embaló diante da conferência de chefes de Estado da CEDEAO ficou marcada por diligências pessoais para que fosse criada e instalada uma força militar anti-golpe na organização oeste-africana constituída por 15 países.

A situação ainda não é totalmente clara em Niamey, capital do Níger, onde, na quarta-feira, um grupo de militares anunciou, na televisão pública, ter tomado o poder e destituído os órgãos eleitos para instalar um Conselho Nacional para a Salvaguarda da Pátria (CNSP).

O grupo, constituído maioritariamente por militares da Guarda Presidencial em ruptura com o Presidente Bazoum, anunciou ainda o encerramento de todas as fronteiras do Níger com outros países.

Parte do exército, leal ao Presidente eleito, lançou um ultimato aos golpistas no sentido de libertarem Mohamed Bazoum e sua família sob ameaça de um ataque às suas posições em caso de recusa.

Em várias cidades do Níger realizaram-se hoje diversas manifestações de apoio aos militares revoltosos e outras a favor de Bazoum.ANG/Lusa

ANP/Novo Presidente promete servir os cidadãos e o Estado com base nos valores de direito democrático

Bissau, 28 Jul 23 (ANG) – O novo Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), promete servir os cidadãos e o Estado com base nos valores de direito democrático, condições primordiais do qual se pode medir a solidez das instituições políticas e públicas.

Domingos Simões Pereira fez estas afirmações  na sua primeira intervenção depois de ter sido eleito quinta-feira, como líder do parlamento guineense.

“A ANP só será digna das suas funções constitucionais se for capaz de afirmar uma identidade própria e restabelecer a confiança do povo guineense”, disse.

Mas para isso, prosseguiu, para visar e atingir o cumprimento deste propósito têm de contar com esforço de todos a começar por ele próprio e juntar todos os colegas deputados, os funcionários daquela casa que deve estar aberto ao entendimento e a interação com o povo que representam.

Disse que irá privilegiar uma cooperação positiva com as demais instituições da República numa conjugação cabal de todas as sinergias.

A identidade parlamentar, segundo Simões Pereira se define no exercício efetivo da competência de legislar sempre que as soluções para os problemas do país recomendar em recurso a este instrumento, acrescentando que, não devem permitir ou contentar com a simples fixação de balizas sem um diagnóstico pormenorizado e rigoroso a montante e um acompanhamento e fiscalização da sua aplicação ajuizante.

O novo líder do hemiciclo guineense sustentou ainda que a ação de legislação deve ser seguida do fortalecimento da fiscalização de ação governativa para se chegar aos níveis pretendidos de eficácia e principalmente, alcançar o respeito de quem lhes confiou estas tarefas, que é o povo.

De acordo com Pereira, a expressão firme e contundente da vontade de mudança manifestada pelos concidadãos nas eleições que legitimaram a escolha dos deputados desta XI Legislatura que se inicia seus trabalhos, deve ser um despertar para a realidade que se vive no país e merecer toda atenção e cuidado e uma serena resposta da parte dos deputados.

Chamou atenção aos deputados para terem sempre em conta de que na democracia e conforme o sistema governativo guineense, o parlamento é o barômetro da confiança política para toda a sociedade.

“O parlamento é responsável pela tarefa de assegurar a boa distribuição e administração da riqueza nacional a favor dos interesses de todos”, frisou Domingos Simões Pereira, garantindo que as suas contribuições para credibilização da ação das mulheres em dos homens guineenses na política  tem de ganhar particular relevo e relevância a partir de hoje e obrigatoriamente crescer ao longo desta legislatura.

Aquele responsável salientou que a primeira preocupação no exercício desta nobre missão parlamentar é “moldar-nos os nossos espíritos e adequarmos a nossa conduta às exigências das nossas responsabilidades constitucionais independentemente da cor partidária que nos identifica”.

Segundo Simões Pereira, a instituição que ora dirige vai investir num política de maior  aproximação do parlamento aos eleitores, explicando que isso passa pela abertura de sessões e os trabalhos parlamentares às todas regiões do país atendendo desta forma a um comando constitucional e regimental de extrema importância, o dever de contato estreito e a prestação de contas regular aos cidadãos.

“Por esta via, os eleitores terão oportunidade de poder diretamente de apresentar suas preocupações e ver o real funcionamento do seu parlamento”, explicou, sublinhando que o parlamento só é o parlamento se o povo se rever naquilo que é atuação dos seus membros.

Domingos Simões Pereira disse ainda que o parlamento é o espaço de grandes debates políticos sobre as melhores opções para o país e com um papel muito importante reservado à oposição uma vez que a esta, cabe contrapor e produzir equilíbrio de ideias com base nas suas linhas ideológicas as quais permitirão a maioria no poder perceber melhor a limitação da sua solução e o vértice pelo qual abrange a todos.

Para o líder da ANP, o clima de instabilidade na relação entre os órgãos da soberania e o seu efeito devastador nas condições de vida de todos nós, constitui um mensurável entrave ao desenvolvimento económico e social do país.

“A partir de hoje que está reestabelecido o funcionamento pleno da ANP deve ser combatido e subsequente entrada em funcionamento do próximo governo”m salientou.

O político frisou que o caminho para erradicar a fome, a miséria e a insegurança que infelizmente, e mais do que nunca “graçam” a nossa sociedade, deve ser primeiro a trilhar por todos os deputados e todos atores desta sociedade estão convocados para esta missão.

“As nossas ações só serão válidas e validadas se baseando nos princípios da conjugação de esforços dentro dos limites da competência de cada um, onde o bom senso e boa fé devem ter o papel de conselheiros máximos”, sustentou Pereira.

Domingos Simões Pereira líder da Coligação Plataforma de Aliança Inclusiva (PAI-Terra Ranka) e igualmente Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC) é o novo Presidente da Assembleia Nacional Popular nesta XI Legislatura. ANG/DMG/ÂC

quinta-feira, 27 de julho de 2023



ANP/
Deputados da Nação eleitos para XI legislatura tomam posse para um mandato de quatro anos

Bissau, 27 Jul 23 (ANG) – Noventa e dois dos 102 Deputados eleitos nas eleições legislativas antecipadas de 04 de Junho do ano em curso, tomaram hoje posse, para um mandato de quatro anos, na 11ª legislatura da plenária de Assembleia Nacional Popular (ANP).

Dos 102 Deputados eleitos, somente 92 tomaram a posse devido a ausência dos 10 deputados.

O acto de empossamento dos referidos 92 Deputados da Nação, foi presidido pela Vice-Presidente da ANP na X legislatura, Adja Satu Camara, que na ocasião felicitou aos recém empossados, pelo novo desempenho confiado pelo povo guineense.

A mesma cerimónia, também contou com a participação, de diferentes representações diplomáticas acreditadas no país, ofíciais militares, assim como os Deputados parlamentares da África.

Convidado para usar de palavra, pela Predidente provisória da mesa da 11ª legislatura de sessão da ANP, Adja Satu Camará, o líder da Coligação Pai-Terra-Ranca vencedora das eleições legislativas do dia 04 de junho, Domingos Simões Pereira, felicitou ao povo guineense pela confiança demonstrada à Coligação Pai-Terra-Ranca.

Acrescentou por outro lado que, contrariamente a eleição anterior, o povo confiou a Coligação Pai-Terra Ranca um mandato sólido no parlamento, juntando assim com o acordo político de incedência parlamentar e governativa que a Coligação Pai-Terra-Ranca-.

Disse que, o referido acordo foi igualmente estabelecido com as outras forças política, de forma a fazer com que o próximo Governo, se concentre na acção governativa, trabalhar para a garante da estabilidade e bem estar do povo guineense.

Por sua vez, o líder do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15) segunda força política do país, Braima Camará, reconheceu que na última legislativas do dia 04 de junho, o povo expressou claro que pretende ver o partido que lidera, como segunda força política do país, frisando que, enquanto partido que pauta para o bem estar da pátria de Amilcar Cabral, concordam com a decisão.

“Mas quero chamar atenção a Coligação vencedora das eleições neste caso a Pai-Terra Ranca, que nós, enquanto segunda maior força política do país ao mesmo tempo opositores do regime e fiscalizadores de acção governativa, que não vamos ficar de olhos fechados, faremos a nossa oposição lembrando sempre o vencedor que governar é contruir as enfraestruturas, garantir saúde e educação ao povo sem queixas”, alertou Braima Camará.

Segundo o líder de Partido da Renovação Social(PRS), Fernando Dias, o líder da Coligação Pai-Terra Ranca Domingos Simões Pereira, pode esperar muito dele, e do seu partido PRS.

“Estamos despostos a acompanhar a Coligação neste novo desafio, como forma de ajudar a resgatar o país das ondas de corrupções, e ondas de violência que o povo enfrenta nos últimos tempos”, prometeu.

Dias disse que uma das preocupações do PRS, que pretende apelar ao próximo Governo, é colocar nas suas agendas prioritárias de governação, o problema da detenção de acusados de falhado golpe de Estado de 01 de Abril, que o Ministério Público já tinha ordenado a soltura de alguns detidos, mas não foi o caso, por motivo que ninguém querer.

Para Orlando Dias, representante de Parlamento da CEDEAO, a pátria de Amilcar Cabral é um país histórico, com um povo lúcido, que recentemente demostrou o seu lucidez na escolha ordeira dos seus representantes parlamentar e governamental.

Desejou por outro lado, um bom entendimento aos recem parlamentares, manifestando assim a sua vontade de ver o próximo Governo a poder trabalhar para o bem estar do país.

Por seu turno, a Presidente de Assembleia Nacional de São Tomé e Principe, Celmira Sacramento, disse que o momento vivido, é de extrema importância para o povo guineense.

“Os esforços empreendidos nos últimos tempos pelo Parlamento guineense, mostra claramente, a continuidade de colaboração, com a do seu povo, já que os dois fazem parte da mesma organização que é a Comunidade dos Países da Lingua Portuguêsa (CPLP)”, sustentou a Deputada.

Entretanto, os deputados da Bancada Parlamentar da Coligação PAI-Terra Ranka propuseram os nomes de Domingos Simões Pereira para o cargo do Presidente da Assembleia Nacional Popular(ANP) e do Fernando Dias, líder do Partido da Renovação Social(PRS) para as funções do 1º vice presidente do parlamento.

Para o cargo da 2ª vice presidente da ANP, foi proposta o nome de Adja Satu Camará, deputada do Madem-G15, da deputada Dam Yala e Gabriela Fernandes ambas deputadas da Coligação PAI-Terra Ranka para as funções da 1ª e 2ª secretárias da ANP respectivamente.

A proposta de Domingos Simões Pereira para a Presidência da ANP, foi  submetida a votação secreta pelos deputados, tendo sido eleito com 89 votos à favor, 03 contra e zero abstenção, num total de 92 votos.

Os restantes membros que irão constituir a Mesa da ANP, nomeadamente Fernando Dias, para o cargo do 1º vice da ANP, Adja Satu Camara, 2ª vice presidente, Dam Yalá, 1ª secretária e Gabriela Fernandes 2ª secretária, foram votados em simultânio igualmente com 89 votos a favor, 03 contra e zero abstenção.ANG/LLA/ÂC


Política
/líder da Coligação PAI-Terra Ranka  pede atores políticos a concentrar no essencial e não nas “batalhas”

Bissau,27 jul 23 (ANG) – O líder da Coligação PAI-Terra Ranka  pediu, no final da tarde da quarta-feira, aos atores políticos a concentraram-se no essencial  não nas “batalhas”, pois elas se fazem durante as campanhas eleitorais.

Domingos Simões Pereira que falava à imprensa depois da assinatura  de um  acordo de incidência parlamentar e governativa entre a Coligação PAI-Terra Ranka com o Partido da Renovação Social(PRS), válido por um período de quatro anos, caso não for denunciado por uma das partes assinantes.

“Mas, com publicação da vontade soberano do povo guineense é chegado ao momento de construir o país, deixando de lado as ambições pessoais”, aconselhou Domingos Simões Pereira.

Lembrou, neste particular, que as batalhas fazem-se durante as campanhas eleitorais e que uma vez feita o pronunciamento soberano do povo guineense é chegado ao momento de construir o país, fazer reformas necessárias, colocar de lado as ambições pessoais e particulares e priorizar aquilo que une os guineenses. 

Para o líder da Coligação PAI-Terra Ranka, a assinatura do acordo não é sinónimo da celebração das vitórias, mas sim um comprometimento com o futuro, pensar no povo e dia-à- dia a melhorar a sua condição de vida.

Disse que, com a proclamação dos resultados, a Coligação PAI-Terra Ranka criou uma comissão de diálogo que endereçou correspondências a todos os partidos com assento no próximo parlamento. 

Informou que, alguns destes contatos estão a resultar em acordos concretos e específicos, outros eventualmente poderão não chegar, mas só pode dizer alguma coisa, quando resultar ou não resultar num acordo.

 Questionado sobre a presença do líder do Partido dos Trabalhadores Guineenses (PTG), Botche Candé, acompanhado de Fatumata Djau Baldé, dirigente do Partido, no hotel,  momentos antes  da assinatura do acordo de incidência parlamentar e governativa com PRS, disse que o  PTG, como um dos partidos com assento parlamentar também foi incluído nas notas de contato.

“O que vai resultar não posso dizer, por não saber”, salientou.

Por sua vez, o Presidente do Partido da Renovação Social (PRS), Fernando Dias, justificou a assinatura do acordo com a necessidade de garantir estabilidade política no país e de criar as condições para o combate à fome que está a fustigar a população guineense, assim como o respeito pelo sentido de voto do povo guineense à Coligação PAI-Terra Ranka. 

Neste sentido, Dias manifestou a determinação do PRS em poder dar à sua contribuição para o bem estar do povo, esperando que haja o cumprimento do acordo hoje rubricado entre as partes. 

O líder dos renovadores reconheceu algum erros que é normal que o PRS cometeu no passado, mas a tendência é evoluir. Por isso, disse esperar que o povo volte a confiar no partido, porque aquela formação política conta  hoje com uma liderança jovem que tem uma nova forma de fazer política.

 O referido acordo, lido  pelo vice-presidente do PAIGC, Califa Seide ressalva o mecanismo de acompanhamento que será assegurado, através do diálogo permanente entre as lideranças políticas de ambas as partes, assim como será instituída a comissão de concertação que deverá reunir-se três vezes por ano.

“O acordo de incidência parlamentar serve para  juntar forças por forma realizar reformas estruturais “inadiáveis”, de modo a tirar “definitivamente” o país da situação em que se encontra”, salientou. 

Informou que, as reformas visadas no acordo incluem a Revisão Constitucional, a reestruturação e a dignificação do setor judiciário, a modernização da administração pública, a luta contra a corrupção, a promoção das autarquias locais, a promoção de políticas públicas voltadas para o crescimento económico e a redução da pobreza, a valorização dos recursos humanos com ênfase na educação de qualidade e na saúde de qualidade, na proteção civil e social e a preservação do meio ambiente. 

No que concerne ao parlamento, as partes comprometeram-se em alinhar e concertar posições e sempre que possível o sentido de voto no Parlamento em matérias primordiais, tais como o Programa do governo, o Orçamento Geral do Estado, assim como votar favoravelmente a moção de confiança ao Governo.

No documento, no âmbito governativa, as partes decidem formar um Governo de Inclusão liderado pela Plataforma Aliança Inclusiva, fixar o número de membros do Governo para cada partido em função da proporção de mandatos  no Parlamento.

 No que se refere à ética política, as partes comprometem-se no documento evitar ataques entre si durante toda a legislatura, enveredando pela via do diálogo e da mediação para a resolução de quaisquer diferendos que possa surgir.

“Repartir de forma equilibrada as pastas na administração pública, respeitando os critérios de competência e de equilíbrio de género. Adotar o programa eleitoral PAI-Terra Ranka, como base do programa de governação e nomear governadores e administradores em função do peso eleitoral relativo de cada partes nas respetivas áreas” lê-se no documento. 

A coligação PAI-Terra Ranka e o PRS entendem que há contínua fragmentação do espaço político nacional,  com sérios riscos para a estabilidade governativa. Por isso, é necessário dar garantias a uma solução governativa de longo prazo que preserve a paz social e a estabilidade política, que promova o desenvolvimento do país.

Os novos deputados eleitos no escrutínio de 04 de junho foram hoje investidos.

A Coligação PAI –Terra Ranka, conta com 54 mandatos, Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15)  29 mandatos, Partido da Renovação Social (PRS)  12 mandatos, Partido dos Trabalhadores Guineenses (PTG) 6 mandatos e Assembleia do Povo Unido(APU-PDGB) com  1 mandatos.ANG/LPG/ÂC


Comunicação social “Jornalismo de Soluções busca evidências de dados qualificativos dos problemas sociais”, diz jornalista Nuno Mota

Bissau, 27 Jul 23(ANG) – O jornalista português e coordenador do seminário sobre “Jornalismo de Soluções”, disse que o referido tema,  busca evidências de dados ou resultados  qualificativos que vai da  resposta às necessidades e identificar os problemas  sociais nas comunidades, cidades e países.

Nuno Mota Gomes que orava na quarta-feira, o tema principal do seminário “Jornalismo de Soluções”,  organizado pelo projeto “Terra África”, que decorre entre os dias 24 e 28 do corrente mês em Bissau, disse  que o tema reflecte soluções na prática que já existe e questões a ser implementadas por uma comunidade, ou uma pessoa ou organização.

Informou que, de uma os jornalistas podem replicar isso para não cometer erros e no  final encontrar soluções para dar resposta aos problemas que dizem respeito a nossa comunidade.

Sublinhou que o Jornalismo de Soluções baseia-se em quatro pilares, o primeiro é dar uma resposta a um problema a questões sociais através de evidências  e de grandes exemplos que podemos comparar com outros países, para reforçar esse projeto e apresentar as sua limitações.

O segundo, encontrar as  melhores matérias  de soluções  que condensam lições  que tornam a resposta relevante e acessivel  para outras pessoas.

O terceiro tem a ver com a busca de evidências e dados ou resultados qualificativos que mostram eficácia ou falta dela matérias de soluções  vão direto ao ponto sobre essas evidências.

O último trata-se de  matérias de soluções que  revelam os defeitos de uma resposta, frisando que, nenhuma resposta é perfeitra, e algumas   podem funcionar  bem para uma determinada  população e falhar em outras.

Participam no seminário, os jornalistas representantes da Agência de Notícias da Guiné(ANG), Rádio Sol Mansi, Rádio Pindjiguiti, Rádio Comunitária de São Domingos e do Grupo de Comunicação online CAP-GB.ANG/JD/ÂC