segunda-feira, 14 de agosto de 2023

Finanças/Ministro cessante diz que deixou na conta do Tesouro Público mais de 10 mil milhões de franco CFA

Bissau, 14 Ago 23 (ANG) – O ministro cessante das Finanças diz que deixou na conta do Tesouro Público mais de 10 mil milhões de franco CFA ou seja estão criadas todas as condições para o pagamento do salário do mês em curso.

Ilídio Vieira Té falava hoje no acto de transferência de puderes e de dossiês ao ao novo ministro da Economia e Finanças, Suleimane Seide.   

"Deixamos na conta do Tesouro Público, mais de 10 mil milhões de francos CFA e por isso estão criadas todas as condições para o pagamento do salário do mês em curso em data habitual, dia dia 20”, salientou.

Vieira Té agradeceu aos trabalhadores pelos três anos e alguns meses que estão juntos , segundo diz, em  total colaboração no Ministério sem verem por outros aspetos sobretudo partidário.

Disse estar disponível para qualquer dúvidas que o novo ministro possa vir a ter, frisando que vai estar na Assembleia Nacional Popular (ANP) para acompanhar o desempenho de todos os ministérios e secretarias de Estado, em total colaboração, porque o seu partido é parte de acordo político nesta legislatura  e que têm por obrigação zelar para o bem estar do país.

Vieira Té pediu aos funcionários para cololaborarem com o novo ministro para o bem do país.

Por sua vez, o novo ministro da Economia e Finanças, Suleimane Seide promete  continuar tudo que foi feito de bom no Ministério e ajudar a melhorar o que está mal .

Disse que nos próximos 15 dias vão fazer um trabalho  para entregar um orçamento para os meses que restam do ano 2023.

Felicitou o ministro cessante e à todos que vão deixar suas funções no ministério e encorajou os técnicos a sentirem motivados e determinadaos, porque têm que continuar a trabalhar para o país.

Contrariamente ao Ilídio Vieira Té que apenas exercia as funções de ministro das Finanças, Suleimane Seide vai exercer num quadro de fusão dos ministérios das Finanças e da Economia. ANG/MI/ÂC//SG    



Economia/FNUAP e Governo ministram terceira formação sobre Dividendo Demográfico para técnicos nacionais

Bissau, 14 Ago 23(ANG) – O Fundo das Nações Unidas para População(FNUAP) em parceria com o Governo através do extinto Ministério da Economia, Plano e Integração Regional ministram uma formação destinada a  22 técnicos especialistas nacionais de diferentes ministérios sobre   conceitos de Dividendo Demográfico, bem como a elaboração de projetos  com duração de cinco dias.

Na cerimônia de abertura do evento,  o representante adjunto do FNUAP  na Guiné-Bissau lembrou que o país assumiu  sete compromissos na  Conferência  Internacional  da População e Desenvolvimento(CIPD) realizada em Nairobi /Quénia em 2019,  que permitirão acelerar a implementação da agenda do CIPD.

Vaz disse  que estes compromissos fazem parte da estratégia  nacional adotada pelo governo e o FNUAP para permitir o país, conseguir atingir a meta dos 3 resultados transformadores até 2030, que são zero mortes maternas evitáveis, zero necessidades não satisfeitas em Planeamento  familiar e zero violência  baseada  no género, incluindo a equidade de gênero.

“Esta terceira sessão de formação  está inserida nos esforços para implementação de uma das ações prioritárias que é de formar 220 especialistas  nacional em Programação de dividendo demográficos  até 2030.

Segundo o  Diretor-geral do Plano, Issa Jandi já foram formados 33 especialistas  no domínio de programação  de dividendo demográfico  e a meta é formar 55 especialistas .ANG/JD/ÂC//SG

 

Política/Nuno Nabiam  nomeado conselheiro especial do PR com direitos e regalias inerentes ao cargo de Primeiro-ministro

Bissau, 14 Ago 23 (ANG)- O Chefe do Executivo cessante Nuno Gomes Nabiam foi nomeado ao cargo de conselheiro especial do Presidente da República (PR) com direitos e regalias inerentes ao cargo de Primeiro-ministro.

A informação consta no Decreto Presidencial N 49/2023 divulgado pelo Gabinete de Comunicação e Relações Públicas da Presidência de República no sábado(12)v, à que a  Agência de Notícias da Guiné(ANG) teve acesso hoje.

Para além de Nabiam quatro outros antigos governantes foram nomeados Conselheiros pelo Presidente da República.

Soares Sambú, antigo vice-primeiro-ministro e ministro do Interior foi nomeado  Chefe da Casa Civil da Presidência da República, com direitos e regalias inerentes ao cargo, Suzi Carla Barbosa, ex-chefe da diplomacia guineense é agora conselheira Especial do Presidente da República para Política Externa, com direitos e regalias inerentes ao cargo de ministra de Estado.

Marciano Silva Barbeiro, ex-ministro da Defesa foi nomeado conselheiro do Presidente da República para os assuntos internos, com direitos e regalias inerentes ao cargo de ministro de Estado, Viriato Luís Soares Cassamá, que foi ministro do Ambiente e da Biodiversidade vai a presidência da República como    conselheiro para assuntos climáticos e Ambientais, com direitos e regalias inerentes ao cargo de ministro e Fernando Vaz Mendes, ex-secretário de Estado da Administração Territorial é agora conselheiro de Umaro Sissoco Embaló, com regalias de um ministro. ANG/AALS//SG

 

Política/Presidente da República pede bom desempenho aos membros do novo Governo para o desenvolvimento do país

Bissau, 14 ago 23 (ANG) – O Presidente da República deseja ao elenco governamental chefiado por Geraldo João Martins,  um bom desempenho nas suas respetivas funções, para que o designo do desenvolvimento do país seja concretizado com envolvimento de todos.

Úmaro Sissoco Embalo falava no Domingo, na cerimónia de posse ao XI governo constitucional, realizado no palácio da República, em Bissau.

Na ocasião, o chefe de Estado defendeu uma liderança forte para que Governo seja eficaz, frisando que, para o efeito é preciso  uma concertação permanente de posições entre o primeiro-ministro e os restantes membros do Executivo.

“Não é preciso aplicar a força para ser respeitado, não, é com base na gestão. Das pessoas.Agora vocês não são representes dos partidos, porque a função de ministro e de secretário de Estado é de muita responsabilidade”, avisou.

 O Presidente da República manifestou a sua disponibilidade de apoiar o novo governo.

Aconselhou aos ministros para saberem lidar com a presidência e o primeiro ministro.

Por outro lado, pediu ao Presidente da Assembleia Nacional Popular(ANP)  Domingos Simões Pereira para  fiscalizar as ações do governo, e pediu ainda que  o Tribunal de Contas e a Procuradoria-Geral da República fizessem a mesma coisa, auditando  as contas das instituições do Estado.

O Primeiro-ministro, Geraldo Martins disse ser o  governo possível, porque não é fácil formar governo no quadro da coligação.

Martins diz estar convito de que  é um elenco que fará tudo para cumprir a sua missão nesta legislatura.

Reafirmou o interesse em resolver algumas situações que diz ser de emergência, tais como a evacuação  da castanha de caju ou seja a sua  comercializado, redução dos preços dos produtos da primeira necessidade, a necessidade de assegurar o normal funcionamento das instituições públicas, melhorar a prestação do  serviços de saúde, alargar o fornecimento da água potável às populações e repor a energia elétrica em várias localidades.

“Estas urgências vão constar num pacote do Programa  de Emergência, que será o foco da governação nos primeiros meses.

Disse que é um programa que se baseia no Plano Estratégico Terra Ranka apresentado aos eleitores, e que subdivide em seis eixos nomeadamente a Reforma e modernização do Estado, crescimento económico e a redução da pobreza, o relançamento do setor produtivo e a infraestruturação do país, valorização dos Recursos humanos, a política externa e preservação da biodiversidade.

Instado a confirmar  se há fundos para implementação prática do programa de Emergência, disse que serão em primeiro lugar as receitas tributárias  e depois ver-se-á se há necessidade de se recorrer aos parceiros.

Interrogado sobre a situação dos técnicos da saúde suspensos das funções, Geraldo Martins disse que a partir de segunda-feira vão começar a fazer o diagnóstico da situação, adiantando que na fase de preparação da governação, através da comissão de transição que liderou, identificaram problema e já tem um conjunto de ideias em  como vão  resolver a situação.

Tomaram posse os 19 ministros e os 15 secretários de Estado,entre os quais nove mulheres (quatro ministras e cinco secretárias de Estado).

A cerimónia decorreu na presença do Presidente da Assembleia Nacional Popular Domingos Simões Pereira, do Presidente do Supremo tribunal da Justiça, José  Pedro Sambu, do Presidente de Tribunal de Contas,Amadu Tidjane Baldé e do  Procurador Geral da República, Bacari Biai.ANG/LPG/ÂC//SG

Níger/Regime militar classifica sanções da CEDEAO de “ilegais e desumanas”

Bissau, 14 Ago 23(ANG) – Os militares que fizeram o golpe de Estado em julho no Níger dizem que as sanções da CEDEAO são “ilegais, desumanas e humilhantes”.

Num comunicado lido na televisão nacional do Níger, um dos membros do regime, o major coronel Amadou Abdramane, disse que as sanções da CEDEAO estão a “severamente prejudicar” a população do país.

Abdramane disse que as sanções impostas devido ao afastamento do Presidente eleito Mohamed Bazoum “chegam a privar o país de produtos farmacêuticos, alimentares” e do fornecimento de energia elétrica”.

No mesmo comunicado, o major coronel disse que o regime militar quer processar Bazoum “e os seus cúmplices internos e estrangeiros, por alta traição e atentado à segurança interna e externa do Níger”.

O golpe de Estado no Níger de 26 de julho foi liderado pelo autodenominado Conselho Nacional para a Salvaguarda da Nação, que anunciou a destituição do Presidente e a suspensão da Constituição.

Os militares justificaram o golpe com a “contínua deterioração da situação de segurança e má gestão económica e social” e sublinharam que “todas as instituições” da república estão suspensas.

O golpe foi condenado pela maioria da comunidade internacional.

Em 30 de julho, quatro dias após o golpe, os líderes da CEDEAO decidiram sancionar financeiramente o Níger e deram aos militares um ultimato de sete dias para restaurar a ordem constitucional, ameaçando um possível uso da força como último recurso.

No domingo, a junta militar no poder no Níger manifestou vontade de conversar com CEDEAO.

“A junta militar do Níger quer iniciar conversações com a CEDEAO para resolver a crise que o país atravessa e levantar as sanções que lhe são impostas”, disse à agência de notícias espanhola EFE o xeque Abdul Rahman Ahmad, imã chefe da Ansar Ud Society da Nigéria, uma organização muçulmana. ANG/Inforpress/Lusa

 

Mali/Missão da ONU deixa base antes do previsto devido a tensão na região

 Bissau, 14 Ago (ANG) -  A Missão da ONU para a Estabilização do Mali (Minusma) anunciou domingo que antecipou a retirada definitiva de um acampamento em Ber, na região de Tombuctu, devido à “degradação da segurança” na zona e aos “riscos elevados”.


“A Minusma antecipou a sua retirada de Ber devido à degradação da segurança na zona e aos riscos elevados que isso representa para os nossos Capacetes Azuis”, de acordo com uma publicação na plataforma X (antigo Twitter) citada pela AFP.

A missão exortou “os diferentes interessados a abster-se de qualquer ato que possa complicar ainda mais a operação”, sem dar mais detalhes.

O “campo 3” em Ber, que a missão da ONU ocupava, está atualmente sob controlo das Forças Armadas do Mali (FAM), disseram à agência EFE fontes da Minusma que assinalaram que a retirada foi feita em coordenação entre as duas partes.

Outras fontes locais disseram à EFE que o exército do Mali fez hoje patrulhas aéreas em Ber e em Tombuctu, nas quais participaram também “instrutores russos”.

A Minusma, que está há 10 anos no país africano, começou a abandonar as suas posições depois de em junho o Governo transitório maliano, liderado por uma junta militar, pedir a sua retirada “imediata”, solicitação que foi aprovada posteriormente pelo Conselho de Segurança da ONU.

A retirada antecipada da Minusma de Ber, que deveria ter lugar em 15 de agosto, ocorreu num contexto de aumento da tensão entre o exército do Mali e a Coordenação dos Movimentos do Azawad (CMA), antiga rebelião.

No sábado, a CMA acusou o exército do país e os aliados do grupo de mercenários russos Wagner de atacar no dia anterior as suas posições em Ber.

A junta militar no poder no Mali desde 2020 afastou-se da França para se virar política e militarmente para a Rússia, embora negue a presença do grupo de mercenários russos Wagner e fale de instrutores do exército russo destacados em nome da cooperação entre Estados. ANG/Inforpress/Lusa

 

   Sudão/Líder do exército promete vitória sobre as RSF "muito em breve"

Bissau, 14 Ago 23 (ANG) - O líder do exército sudanês prometeu acabar "muito em breve" com a rebelião das Forças de Apoio Rápido (RSF), acusando-as de crimes de guerra "inimagináveis", no mesmo dia em que pelo menos 25 pessoas morreram no conflito.

"Prometemos a todos que muito em breve celebraremos a vitória final sobre esta rebelião brutal, preservaremos este país e o seu povo e impediremos no futuro as aventuras de todos os imprudentes e aventureiros", disse o general Abdel Fattah al-Burhan, num discurso comemorativo do aniversário das forças armadas do país, citado pela agência de notícias EFE.

No dia em que foi noticiado que pelo menos 25 pessoas morreram em bombardeamentos nos arredores de Nyala, no sul do país, no domingo, o líder do Sudão acusou o grupo paramilitar das RSF de levarem a cabo "a maior conspiração da história moderna do Sudão", e responsabilizou o grupo pela prática de crimes "inimagináveis" em Cartum e no oeste do Sudão desde o início da guerra aberta entre as duas partes, em meados de Abril.

Al-Burhan referiu, entre outros, a "usurpação de bens, o assassínio e a tortura sem discriminação, a violação de mulheres e a prática de todo o tipo de crimes que uma mente possa imaginar".

O general, que preside ao Conselho de Soberania do Sudão, o mais alto órgão de governo controlado pela junta militar, comprometeu-se a trabalhar para uma "fórmula política justa e aceitável que conduza o país a eleições", apoiada por "um exército unificado e livre de distorções que ameacem a segurança nacional no futuro".

O exército e as RSF, aliados do passado que partilhavam o poder desde o derrube do antigo ditador Omar al-Bashir em 2019, estão envolvidos em violentos confrontos pelo poder desde 15 de Abril, que afectam principalmente Cartum e o oeste do Sudão, e que conduziram a uma das maiores tragédias da história moderna do país.

Até agora, a guerra causou entre 1.000 e 3.000 mortos, segundo diferentes estimativas, e obrigou quase quatro milhões de pessoas a deslocarem-se para dentro e para fora do país. ANG/Angop

 

   França/Autoridades investigam falsas ameaças de bomba à Torre Eiffel

Bissau,14 Ago 23 (ANG) – O Ministério Público (MP) francês confirmou, esta segunda-feira, à Agence France-Presse (AFP) que está a decorrer uma investigação para identificar os responsáveis pelas falsas ameaças de bomba, ocorridas no sábado, 12, que obrigaram à evacuação da Torre Eiffel, em Paris, duas vezes no mesmo dia.

De acordo com o MP parisiense, "este é um procedimento normal sempre que são feitas falsas ameaças de bomba, algo que, infelizmente, acontece com frequência" em monumentos, escolas e aeroportos.

As investigações estão a cargo da esquadra do 7.º distrito de Paris. Em causa, segundo a AFP, estão ameaças de crimes contra pessoas e divulgação de informações falsas "com o objectivo de fazer crer que vai ser ou foi cometido um ataque".

Este tipo de infracções são puníveis e podem chegar aos dois anos de prisão e 30 mil euros de multa.

Recorde-se que a Torre Eiffel é um dos monumentos mais visitados do mundo, com quase seis milhões de visitantes em 2022, mas também um dos mais afectados por falsas ameaças de ataques. ANG/Angop

 

Portugal/Amnistia Internacional denuncia discriminação das mulheres afegãs pelos talibãs

Bissau, 14 Ago 23 (ANG) – A Amnistia Internacional (AI) acusou os talibãs de terem transformado a esperança de emancipação da mulher no Afeganistão num “vendaval de restrições draconianas” desde que regressaram ao poder, há dois anos.

“O Afeganistão voltou a mergulhar num capítulo negro”, considerou a organização num texto divulgado a propósito do segundo aniversário do novo regime afegão, que se assinala na terça-feira.

Os talibãs, que praticam uma interpretação estrita do Islão, reconquistaram Cabul em 15 de Agosto de 2021, após uma ofensiva que levou ao colapso da administração patrocinada por uma força internacional.

Fundado no início da década de 1990, o movimento nacionalista sunita tinha governado o Afeganistão entre 1996 e 2001, quando foi derrubado por uma coligação liderada pelos Estados Unidos, após os atentados terroristas de 11 de Setembro desse ano.

Seguiu-se uma ocupação do país asiático por uma força internacional até agosto de 2021, durante a qual foram revertidas as regras mais restritivas que os talibãs tinham aplicado às mulheres, como a proibição do ensino.

“A esperança de progresso e de emancipação que tinha começado a ganhar forma transformou-se num vendaval de restrições draconianas que silenciam e subjugam as mulheres e as raparigas”, denunciou a AI-Espanha.

No texto, a AI enumera 10 actividades que foram sendo proibidas às mulheres desde 2021, a começar pela educação, que passou a ser uma “miragem inatingível”.

“Inicialmente, foi imposta uma segregação rigorosa entre homens e mulheres, mas, no final de 2022, um decreto do Ministério da Educação afegão expulsou completamente as mulheres dos espaços de aprendizagem”, denunciou.

O emprego também sofreu “uma transformação radical”, com a proibição do trabalho fora de casa a prejudicar “gravemente as economias familiares”, segundo a AI.

“Apenas um número limitado de médicas e enfermeiras está autorizado a trabalhar em certos hospitais de Cabul para tratar mulheres e raparigas”, disse a organização não-governamental (ONG) de defesa dos direitos humanos.

A AI referiu também o código de vestuário, que “foi objecto de uma regulamentação extrema”, segundo a qual “as mulheres devem estar cobertas da cabeça aos pés”.

“O uso de saltos altos foi proibido, com base no facto de poderem produzir um som de marcha que seria ouvido pelos homens. A escolha de calças largas também é proibida, mesmo que estejam escondidas por baixo da ‘burqa’”, segundo a AI.

Desafiar as regras de vestuário pode significar “açoites, espancamentos e abusos verbais”.

As afegãs estão proibidas de frequentar salões de beleza, de sair de casa sem um ‘mahram’ (um familiar próximo do sexo masculino), de praticar desporto, de usar transportes públicos com homens e de escolher um marido.

Também ninguém pode publicar imagens de mulheres em revistas e livros, o que, segundo a AI, “diminui a visibilidade e o reconhecimento das mulheres na sociedade, relegando-as para um papel secundário”.

A liberdade de expressão foi igualmente proibida, o que “deu origem a um movimento de resistência corajoso e pacífico, liderado por mulheres e raparigas de todo o Afeganistão”.

“As mulheres afegãs enfrentam um cenário sombrio sob o regime talibã”, considerou a AI, apelando para que a comunidade internacional não esqueça o Afeganistão.

Peritos da ONU alertaram em junho que a discriminação das mulheres no Afeganistão pode ser considerada um crime contra a humanidade por ter por base um ‘apartheid’ de género, criando uma segregação semelhante à da raça.

ANG/Inforpress/Lusa

 

sábado, 12 de agosto de 2023


Governação/
Pesidente da República anuncia o elenco governamental liderado pelo primeiro-ministro Geraldo João Martins

Bissau,12 ago 23(ANG) - O Presidente da República anunciou no princípio da noite de hoje, sábado,  através do decreto presidencial número 52/2023, o elenco governamental, a ser liderado pelo primeiro-ministro Geraldo João Martins.

O executivo liderado por Geraldo João Martins da Coligação PAI-Terra Ranka, é ainda integrado por elementos do Partido da Renovação Social(PRS) e do Partido dos Trabalhadores Guineenses(PTG).

De acordo com uma Nota Informativa do Gabinete de Comunicação e Relações Públicas da Presidencia da República, enviada a ANG, a orgânica do novo executivo conta com 19 Ministérios e 15 Secretarias de Estado contando com oito mulheres.

De acordo com o decreto presidencial número 52/2023, Domingos Quadé jurista e dirigente do Partido da Renovação Social, passa assumir a pasta da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares, o advogado Carlos Pinto Pereira, é o ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades.

Para as funções da ministra do Interior, foi nomeada Adiatu Djaló Nandigna, a pasta da Defesa Nacional foi confiada ao Nicolau dos Santos, o Ministério da Economia e das Finanças foi indigitado Suleimane Seide.

José António da Cruz Almeida foi nomeado ministro da Administração Territorial e Desenvolvimento Local, Tomásia Lopes Moreira foi nomeada ministra da Administração Pública, Trabalho e Modernização do Estado, Albino Gomes é o novo titular da pasta da Justiça e Direiros Humanos.

Ildefonso Duarte Pinto, nomeado ministro das Obras Públicas, Habitação e Urbanismo, Braima Sanha indigitado ministro da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Ciêntífica, Domingos Malú nomeado ministro da Saúde Pública.

Cadi Seide, ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Mamadú Saliu Lamba, ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Dionísio Reino Pereira, ministro das Pescas e Economia Marítima, José Carlos Esteves, ministro dos         Transportes e Comunicações.

Hotna Cufuk Na Doha, ministro dos Recursos Naturais, Issuf Baldé, ministro da Energia e Indústria, Jamel João Handem, ministro do Comércio, Indira Cabral Embalo, ministra da Cultura, Juventude e Desportos.

Para a secretária de Estado do Orçamento e Assuntos Fiscais, foi nomeado Augusto Menjur, na Secretaria de Estado do Tesouro foi indigitado António Monteiro.

Mussuba Canté foi nomeada secretária de Estado do Plano e Integração Regional, Marciano Indi, secretário de Estado da Ordem Pública, Ussumane Ianga, secretário de Estado da Cooperação Internacional, Maria Luísa Embalo, secretária de Estado das Comunidades.

Cadija Mané, nomeada secretária de Estado da Gestão Hospitalar, Hortência Francisco Cá, secretário de Estado do Ensino Superior e Investigação Ciêntífica, Valentina Mendes Djaló, secretária de Estado dos Combatentes da Liberdade da Pátria.

Faustino Mamadú Saliu Djaló, secretário de Estado do Turismo, Gibril Mané, secretário de Estado das Telecomunicações e Economia Digital, António Samba Baldé, secretário de Estado do Ambiente e Biodiversidade, Francisco Muniro Conté, secretário de Estado da Comunicação Social Abás Embalo, secretário de Estado da Juventude e Desportos e Edil Jaime Barbosa Katar, secretário de Estado do Património Público.ANG/ÂC


Saúde
/Enda Guiné-Bissau capacita actores das ONGs na melhoria da resposta nacional ao VIH-Sida

Bissau,12 ago 23(ANG) – O Director Nacional da Enda Guiné-Bissau, disse que a sua organização pretende melhorar as capacidades das Organizações Não Governamentais(ONGs) do país de forma a contribuirem para a melhoria da resposta nacional ao VIH-Sida.

Mamadú Aliu Djaló falava sexta-feira na cerimónia do encerramento de dois ciclos de formação, destinados aos técnicos das diferentes ONGs que operam no país, no domínio de Infecção Sexualmente Transmísíveis e VIH-Sida e os seus componentes.

Aquele responsável salientou que as referidas acções enquadram-se no âmbito do Programa Fronteiras e Vulnerabilidades ao VIH bna África Ocidental (FEVE), implementado em 10 países da África Ocidental incluindo a Guiné-Bissau.

Disse que, a formação visa ainda melhorar o Sistema Nacional de Saúde através da actividades que serão realizadas pelas referidas organizações junto das comunidades.

Mamadú Aliu Djaló sublinhou que, um dos eixos tem a ver com a parte da governação e que contempla vários actores e parceiros dentre as quais as ONGs que intervêm no terreno.

“Nós entendemos que, melhorar as capacidades destas organizações estamos a contribuir para a melhoria da resposta nacional ao VIH-Sida”, afirmou, frisando que, por isso foram feitos formações em aspectos operacionais em matéria de rastreio ao VIH, bem com em confeções que mais atingem as pessoas doentes com VIH que é a tuberculose.

O Director Geral da Enda disse que, entendem ainda que as ONGs necessitam de melhorar as suas capacidades de gestão e de implementação das suas actividades no terreno, a mobilização de recursos, o seguimento comunitário entre outros.

Os participantes no curso que teve a duração de cinco dias, abordaram ainda a questão do cancro do colo de útero, causado pelo Panpelano de Virus Humanos(HPV), aspectos ligados ao Desenvolvimento Organizacional e a Liderança Transformacional entre outros.ANG/ÂC

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Desporto/Árbitira Guineense de Futebol “Blossan Vaz” promovida à categoria da elite mundial

Bissau, 11 Ago 23 (ANG) – A árbitra guineense de futebol “Blossan Vaz” foi promovida quinta-feira, pela Cofederação Africana de Futebol (CAF), a árbitra da elite mundial, depois de ter qualificado no curso de árbitras femininas no Cairo (Egito).

Segundo a Rádiodifusão Nacional da Guiné-Bissau (RDN), a ex-futebolista da Vitória de Cacheu entra assim com os seus 28 anos de idade para o grupo das árbitras da elite mundial, promovido pela CAF e FIFA no Cairo (Egito).

De acordo com a RDN, a promoção de “Blossan Vaz” à classe da elite mundial da arbitragem se deve a determinação e dinamização do Presidente do Conselho  de Arbitragem da Guiné-Bissau (FFGB),  Fidel Gomes.

Falando a secção desportiva da RDN, Gomes apelou as árbitras nacionais a seguirem os  passos de “Blossan Vaz”.

Acrescentou que  a conquista da ex-futebilista é uma prenda para a árbritagem nacional.

“Acredito que ela continuará a ser o espelho das suas colegas da classe. Anteriormente, o país contava apenas com sete árbitras da categoria mas agora crescemos e já  contamos  com 40 árbitras de boa qualidade, que ainda estão a espera da oportunidade que a  Blossan Vaz obteve”, disse Fidel Gomes.

Para o veterano e internacional árbitro guineense, o presente ano é o melhor comparativamente aos precedentes para a classe, tendo em conta as conquistas alcançadas.

Fidel anunciou que  na próxima época -  2023/24, os árbitros ou as árbitras que não apurarem nos testes físicos e outros exames não estarão em condições de dirigir nemhum jogo nas provas nacionais de futebol.

A classe de árbitros guineenses  se encontra num braço de ferro. Um grupo  subcreveu um abaixo assinado exigindo a destituição de Fidel Gomes,

O grupo reivindica o pagamento de subsídios referentes a mais de 10 jogos.

ANG/LLA/ÂC//SG

    

 

 

   


Reconciliação Nacional
/“Reativação da Comissão Organizadora é um grande passo na consolidação da confiança que os guineenses esperam”, diz Osíris Pina Ferreira

Bissau 11 Ago  23 (ANG) -  O membro da Comissão Organizadora da Conferência Nacional denominado “Caminho para Consolidação da Paz e Desenvolvimento “,afirmou hoje que a reativação desta comissão por parte da Assembleia Nacional Popular (ANP), é um grande passo e desafio  para não quebrar as espectativas da população relativamente ao processo em causa.

Osíris Pina Ferreira, numa entrevista exclusiva a ANG em reação à decisão parlamentar disse que a conferência em causa é uma iniciativa da ANP sob alto patrocínio do Presidente da República e do Governo da Guiné-Bissau, cujos  trabalhos iniciaram desde 2009 com o Presidente Malam Bacai Sanhá e depois retomado pelo Chefe de Estado Manuel Serifo Nhamadjo.

“É um processo muito complexo porque iniciou com   auscultação dos guineenses tendo sido ouvido mais de 3 mil cidadãos, em diversos pontos do país ,mais a diáspora África e Europa ou seja começou de baixo para cima ao contrário de outros processos de construção da paz que começaram de cima para baixo”, explicou.

Segundo Pina Pereira, este processo é inclusivo envolvendo todos os actores da vida social, visando encontrar qual é o melhor caminho para reforçar o diálogo, uma vez que a visão da comissão é construir pontes com os atores políticos e sociais nacionais para que possam relacionar de uma forma mais positiva, para se poder reforçar instituições democráticas, contribuindo no processo de construções de paz  e desenvolvimento da Guiné-Bissau e fazendo com que os cidadãos ganhem mais confiança entre eles fazendo com que  o Estado se torne mais forte .

Segundo Ferreira, o processo em causa culminou com um relatório final denominado “Em nome da Paz”, e o documento está dividido em nove capítulos que entre outros fala do Estado e Identidade como um Processo Complexo em construção, Democracia e Organização do Estado e suas Políticas, e o outro fala da Justiça como Elemento Central da Construção de Estado Democrático e Diáspora da Guiné-Bissau, como uma Politica de Transformação Sócio -económica .

Osíris Ferreira salientou que até aqui há uma confusão entre as pessoas ou seja, muitos pensam que é esta comissão que vai reconciliar as pessoas, o que não corresponde a verdade, uma vez que a comissão não tem este mandato, uma vez que o seu  papel é ouvir pessoas, trazer contributos, organizar a conferência para que os atores políticos possam identificar qual é a melhor solução para o problema.

“Por isso, a comissão fez um estudo dos diferentes processos existentes no Senegal, Guiné Conacri, Costa de Marfim e Timor Leste, para conhecer as  complexidades deste processo, e não para fazer uma cópia, mas sim  ver e escolher qual é a melhor forma adaptável à Guiné-Bissau”, disse.

Na Conferência segundo diz, será criada uma outra estrutura própria com o mandato específico para ver como se irá  trabalhar cada espeto, uma vez todos serão envolvidos no processo, desde pessoas com deficiências, militares crianças, jovens, adultos e  policias.

Ferreira considerou que, com a reativação da comissão foi dado um passo grande na consolidação  da confiança dada à  comissão .

“É um desafio e maior  responsabilidade que a comissão tem agora, porque não deve quebrar as espetativas da população. Por isso, deve pegar o relatório e organizar as pessoas para irem para a Conferência almejada”, salientou.

De acordo com ele, o processo deve ser inclusivo  e as pessoas devem ser auscultadas para ver qual é a melhor solução para que se possa buscar aquele caminho para o desenvolvimento que todos desejam, e diz que  é esse o, grande desafio da comissão nesta fase.

A comissão era presidida pelo Padre Domingos da Fonseca já falecido e neste momento está a ser substituído pelo Padre Domingos Cá.

A Conferência Nacional denominado “Caminho para Consolidação da Paz e Desenvolvimento tinha  três objectivos principais, nomeadamente assumir o passado, garantir a justiça e a reconciliação nacional, através da promoção de espaços para o perdão e o luto, organizar o presente, incentivando o diálogo e a verdade, contribuir para a restauração da confiança na sociedade guineense e preparar o futuro, desenhando um novo rumo que garanta a convivência pacífica que viabilize o desenvolvimento económico e que permita promover a unidade nacional.ANG/MSC/ÂC//SG

 

Justiça/Coletivo de 100 cidadãos guineenses acusa CEDEAO de cumplicidade nas violações dos Direitos Humanos no Senegal

Bissau, 11 Ago 23 (ANG) -  O Coletivo de100 cidadãos guineenses acusaram a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), de  cumplicidade nas sistemáticas violações dos direitos humanos perpetradas pelo regime do Presidente Macky Sal, devido ao seu silêncio com relação aos atos que ocorrem no Senegal.

O coletivo que através da Embaixada do Senegal na Guiné-Bissau, entregou hoje uma  carta  Aberta ao Presidente Maky Sal,  manifestaram as suas indignações contra os episódios de violência sem precedentes na história daquele  país enquanto Estado reputado por uma tradição democrática distinta.

Os cidadãos guineenses de diferentes esferas da sociedade, ativistas dos Direitos Humanos, Investigadores, Jornalistas, Advogados e Universitários  sustentam a acusação  com  perseguições permanente do líder da oposição Ousmane Sonko, que neste momento se encontra hospitalizado, em consequência da greve de fome que decidiu recorrer para protestar contra a sua privação de liberdade e demais dirigentes do seu partido e de vários jornalistas independentes entre os quais se destacam Pape Alé Niang, que também está no hospital em protesto contra a sua detenção.

Na Carta Aberta dirigida ao Presidente da República do Senegal, os  signatários apontaram  ainda a detenção arbitrária e abusiva de alguns advogados de Ousmane Sonko, detenção de diferentes presidentes de municípios, numa tentativa de intimidar os opositores e instaurar um regime ditatorial no Senegal, detenção abusiva de cerca de mil pessoas entre as quais jovens, ativistas políticos.

Para além disso, os signatários relataram ainda as restrições da internet, proibição sistemática das liberdades de manifestações, de reuniões e de circulação como violações da Constituição senegalesa e dos compromissos internacionais decorrentes dos tratados e convenções internacionais assinados e retificados pelo Estado senegalês.

Por isso, o 100 cidadãos guineenses de diferentes esferas da sociedade preocupados com esta situações exigem a revogação urgente do Decerto do ministro do Interior que determinou a dissolução do Pastef, partido de Ousmane Sonko, abandono de todos os procedimentos judicias contra os jornalistas independentes, tais como Pape Al[e Niang e demais profissionais de comunicação social arbitrariamente detidos e a cessação imediata da instrumentalização da justiça para fins políticos.

Pedem o respeito escrupuloso dos ditâmes da Constituição do Senegal e dos direitos civis e políticos consagrados, de forma a assegurar uma participação política igualitária de todos no processo eleitoral, enquanto pressupostos indispensáveis para assegurar a paz no Senegal.

O grupo Exige na Carta a cessação imediata de todos os atos de repressão policial contra os manifestantes e consequente restauração do livre exercício das liberdades de manifestações, de reuniões, de circulação e de expressão e reclama a abertura de um inquérito judicial transparente e conclusivo tendente a responsabilização criminal dos autores morais e materiais dos assassínios dos jovens manifestantes. ANG/LPG/ÂC//SG 

África do Sul/Ex-Presidente Jacob Zuma recebe perdão especial e não será novamente preso

Bissau, 11 Ago 23 (ANG) – O ex-presidente da África do Sul, Jacob Zuma, recebeu um “perdão especial” presidencial e não será reencarcerado para cumprir uma pena de prisão de 15 meses, anunciou hoje o governo sul-africano.

O anúncio foi feito hoje em conferência de imprensa, em Pretória, a capital do país, pelo ministro da Justiça e serviços Correcionais, Ronald Lamola, e pelo comissário nacional de Serviços Correcionais, Makgothi Thobakgale.

O governante sul-africano indicou que o Presidente da República, Cyril Ramaphosa, aprovou um “perdão especial” a infratores “não violentos” no país.

Ramaphosa chegou à presidência em 2018 para substituir Jacob Zuma, obrigado a renunciar ao cargo antes do fim do mandato pelo seu partido, o Congresso Nacional Africano (ANC), após nove anos de governo envoltos em escândalos e acusações de má gestão da coisa pública.

No mês passado, o Tribunal Constitucional da África do Sul, a mais alta instância da justiça do país, indeferiu um pedido de recurso do Governo sul-africano contra o reencarceramento de Zuma, ordenado pelo Supremo Tribunal de Recurso sobre a liberdade condicional médica concedida a Zuma.

Jacob Zuma, 81 anos, estava em liberdade condicional médica desde 06 de agosto de 2021 fora da prisão onde estava a cumprir uma pena de 15 meses por se recusar a comparecer perante uma comissão de inquérito sobre corrupção pública no período em que foi Presidente, entre 2009 e 2018.

Em julho de 2021, a África do Sul viveu uma onda de violência durante mais de uma semana no seguimento da detenção do ex-presidente Jacob Zuma, que causou mais de 300 mortos e originou mais de 2.500 detenções, segundo a Presidência sul-africana.

O antigo chefe de Estado sul-africano foi preso na sua residência em Nkandla, na província sul-africana de KwaZulu-Natal, sudeste do país, para ser encarcerado no renovado Centro Correcional de Estcourt.

Esta foi a primeira vez na história da África do Sul que um ex-Presidente foi condenado a uma pena de prisão.

Pelo menos 40.000 empresas sul-africanas, entre os quais 161 centros comerciais, foram saqueadas, queimadas ou vandalizadas nos violentos protestos durante duas semanas.

Em termos económicos, o governo sul-africano estimou que a violência custará à economia 50 mil milhões de rands, ou 3,4 mil milhões de dólares (cerca de três milhões de euros).

Zuma enfrenta outros problemas legais, nomeadamente, acusações relacionadas com subornos, que alegadamente terá recebido durante um negócio de aquisição de armas pela África do Sul em 1999. ANG/Lusa

 


       China Popular
/Inundações fazem 29 mortos na província  de Hebei

Bissau,11 Ago 23 (ANGLusa) – O número de mortes provocadas pelas inundações ocorridas na província de Hebei, norte da China, aumentou para 29, informou hoje a imprensa estatal, após níveis recorde de chuva terem atingido a região nas últimas semanas.

“Desde 10 de agosto, 29 pessoas morreram, como resultado dos desastres ocorridos na província de Hebei”, informou a televisão estatal CCTV.

Dezasseis pessoas continuam desaparecidas, acrescentou a mesma fonte.

Pelo menos 33 pessoas, incluindo dois membros de equipas de resgate, morreram em Pequim, no final do mês passado, quando a capital chinesa registou as chuvas mais intensas dos últimos 140 anos.

Também a província de Jilin, no nordeste do país, registou mais de uma dezena de mortos, na semana passada, após chuvas torrenciais.

Milhões de pessoas em todo o mundo foram atingidas por fenómenos de clima extremo, incluindo ondas de calor prolongadas, nas últimas semanas. Os cientistas dizem que estes eventos estão a ser exacerbados pelas alterações climáticas.

Durante uma visita a pessoas afetadas pelas inundações, na semana passada, o secretário do Partido Comunista na província de Hebei, Ni Yuefeng, disse que os reservatórios de águas pluviais de Hebei deviam “ser bem aproveitados” para “reduzir a pressão sobre Pequim em termos de controlo de enchentes”, servindo como um “fosso”.

A imprensa estatal chinesa elogiou os esforços do governo para mitigar os danos causados pelas enchentes e destacou histórias de ajuda mútua entre vizinhos e autoridades altruístas que trabalharam incansavelmente em operações de resgate.

Partes inteiras de Zhuozhou, uma cidade de Hebei, situada na fronteira com Pequim, ficaram submersas. Campos, comércio e casas foram cobertos por dois metros de água.

Acredita-se que a gestão dos reservatórios de retenção de águas pluviais pelas autoridades locais, que prometeram limitar as inundações em Pequim, aumentou o fardo para a província.

Na quarta-feira, o Governo chinês disse que vai alocar mil milhões de yuans (126 milhões de euros) em compensação para as vítimas.

Este fundo vai cobrir “danos sobre plantações, fazendas de animais e aves, florestas, casas e máquinas agrícolas”, segundo a imprensa estatal.

As seguradoras de Pequim pagaram pelo menos 380 milhões de yuans (48 milhões de euros) pelos prejuízos causados pelas chuvas recentes.

Chuvas fortes são esperadas novamente este fim de semana, quando a tempestade tropical Khanun se aproximar da China, depois de atingir o Japão e depois a Península Coreana.

Os meteorologistas alertaram para o risco de inundações nas regiões montanhosas do sudoeste da China, especialmente na província de Sichuan.

Pelo menos sete pessoas morreram na sequência de uma inundação repentina a sudoeste de Chengdu, a capital de Sichuan. ANG/Lusa