terça-feira, 5 de setembro de 2023

África do Sul/Inquérito  conclui como infundadas alegações dos EUA sobre envio de armas à Rússia

Bissau, 05 Set 23(ANG) – O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, disse que um inquérito independente concluiu que as alegações dos Estados Unidos sobre o envio de armas e munições para a Rússia para a guerra na Ucrânia são infundadas.

“Na sua investigação, o painel não encontrou evidência de que qualquer quantidade de armas tenha sido carregada para exportação no navio Lady R”, afirmou o líder sul-africano ao anunciar os resultados de um inquérito público sobre o caso do alegado armamento a bordo do navio russo Lady R que atracou no país africano há cerca de oito meses.

“O painel [de investigação] concluiu que não havia provas que apoiassem a alegação de que o navio transportava armas da África do Sul com destino à Rússia”, sublinhou.

Em maio, o embaixador dos Estados Unidos (EUA) na África do Sul, Reuben Brigety, alegou publicamente que Pretória tinha carregado armas e munições no navio russo Lady R, que atracou na base naval de Simonstown, próximo da Cidade do Cabo, em dezembro de 2022.

As acusações do representante diplomático de Washington em Pretória, a capital do país, desencadearam uma crise diplomática com a África do Sul, provocando a desvalorização da moeda nacional sul-africana, o rand, e um possível cancelamento da reunião anual dos chefes de Estado e de Governo dos países BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul) no país africano, o que acabou por não acontecer.

Na altura, as alegações do embaixador norte-americano colocaram também o foco na insistência da África do Sul em se manter “não-alinhada” com os países da Europa e do Ocidente que prestam apoio militar a Kiev como resposta à guerra da Rússia na Ucrânia, optando por encetar esforços diplomáticos de paz para a resolução do conflito.

“As alegações levantadas contra o nosso país tiveram um efeito prejudicial na nossa moeda, na economia e na nossa posição no mundo”, considerou o presidente sul-africano numa comunicação ao país na noite deste domingo.

Ramaphosa divulgou poucos detalhes das conclusões da investigação às acusações de Washington, afirmado que o painel liderado pelo juiz reformado, Phineas Mojapelo, visitou a base naval de Simonstwon, situada na província do Cabo Ocidental, sudeste do país, onde “obteve provas sob juramento de cerca de 50 pessoas em todos os setores relevantes do Governo, e mais de 100 documentos foram submetidos ao painel para análise”.

“Várias entidades e pessoas que afirmaram publicamente terem informações sobre este assunto foram convidadas a depor perante o painel. Muitos dos convidados não o fizeram ou afirmaram não ter conhecimento independente dos factos relevantes”, adiantou.

O Presidente Ramaphosa referiu ainda que o navio russo atracou na base naval sul-africana para descarregar equipamento militar destinado à Força de Defesa Nacional Sul-Africana (SANDF, na sigla em inglês).

“O painel estabeleceu que o navio atracou em Simonstown para entregar equipamento que tinha sido encomendado para a Força de Defesa Nacional da África do Sul em 2018 pela empresa de aquisição de armamento ARMSCOR, do nosso país”, explicou.

“Nos termos do contrato de fornecimento das armas, nem a Armscor nem a Força de Defesa Nacional Sul-Africana tinham qualquer controlo sobre os meios através dos quais o fornecedor do equipamento encomendado as transportaria para a África do Sul”, frisou o líder sul-africano.

Todavia, Ramaphosa salientou que não divulgaria o relatório completo da investigação do painel independente às alegações norte-americanas por motivos de segurança nacional.

“Dado que as provas apresentadas ao painel foram confidenciais e que a revelação dos detalhes do equipamento descarregado poderia pôr em risco o trabalho e a segurança das forças da África do Sul em vários destacamentos no continente, decidi não divulgar o relatório”, sublinhou.

“Revelar os detalhes dos equipamentos descarregados comprometeria importantes operações militares e colocaria em risco a vida dos nossos soldados. Nestas circunstâncias, quando vidas estariam em risco devido à revelação do tipo de equipamento utilizado pelas nossas forças armadas, a necessidade de confidencialidade é necessária e justificada”, vincou.

“O painel entregou-me um resumo executivo do relatório, que decidi divulgar publicamente”, afirmou Ramaphosa.

Em maio, ao assinalar o Dia de África, o Presidente da República da África do Sul afirmou também que os países ocidentais ameaçaram com sanções os Estados africanos que não se alinharam contra a Rússia na guerra na Ucrânia.

“Alguns países, inclusive o nosso, estão a ser ameaçados com sanções por seguirem uma política externa independente e por adotarem uma posição de não-alinhamento”, referiu Ramaphosa.

O embaixador dos EUA em Pretória, Reuben Brigety, não divulgou publicamente as provas do alegado fornecimento sul-africano de armas e munições à Rússia para a guerra na Ucrânia.

No mês passado, o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, decidiu não comparecer à 15ª Cimeira dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul), em Joanesburgo, devido ao mandado de prisão emitido em março pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia, nos Países Baixos, por alegados crimes de guerra na Ucrânia, e do qual a África do Sul é signatária.

A invasão da Ucrânia pela Rússia tem sido condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Quénia/Comunidade Económica da África Central dá ao Gabão um ano para restaurar “ordem constitucional”

Bissau, 05 Set 23(ANG) – A Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) deu aos autores do golpe de Estado no Gabão de 30 de agosto um ultimato de um ano para restaurar a “ordem constitucional”.

“Foi dado um prazo de um ano para que o processo político seja reativado para um rápido regresso à ordem constitucional”, anunciou na segunda-feira à noite o vice-presidente da Guiné Equatorial, na rede social X (antigo Twitter).

Teodoro NguemaObiang confirmou ainda que o país passará a assumir a Presidência e a sede da CEEAC na capital, Malabo, considerando que o Presidente do Gabão, Ali Bongo, que era o presidente em exercício da organização desde fevereiro, foi deposto pelos autores do golpe de Estado.

A decisão saiu de uma reunião extraordinária da CEEAC, realizada na segunda-feira na Guiné Equatorial.

Por outro lado, a CEEAC designou o presidente da República Centro Africana como facilitador das negociações, devendo se deslocar “imediatamente para Libreville para contatos, não só com o poder estabelecido, mas também com a oposição, sociedade civil e todas as partes envolvidas” na base de orientações previamente definidas na reunião, disse o primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe.

Patrice Trovoada disse que participaram na reunião extraordinária da CEEAC os Presidentes de Angola, da República do Congo, da República Centro Africana, da Guiné Equatorial, um representante do Chade e o representante especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a África Central.

Fazem parte da CEEAC Angola, Burundi, Camarões, República Centro-Africana, Chade, Congo, Guiné Equatorial, Gabão, Ruanda, São Tomé e Príncipe e República Democrática do Congo.

O general Brice Oligui Nguema, que derrubou na semana passada Ali Bongo, tomou posse na segunda-feira como presidente do Gabão durante um período de transição, no final do qual prometeu eleições sem especificar uma data.

No dia 30 de agosto, os militares golpistas anunciaram o “fim do regime” de Ali Bongo Ondimba, que governou o Gabão durante 14 anos, menos de uma hora após a proclamação da sua reeleição nas eleições de 26 de Agosto, alegando que estas tinham sido fraudulentas.

No dia seguinte, os golpistas proclamaram o general Oligui Nguema presidente de um Comité de Transição e de Restauração das Instituições (CTRI).

Os golpistas colocaram Ali Bongo em prisão domiciliária por “alta traição às instituições do Estado” e “desvio massivo de fundos públicos”, entre outros crimes, e anunciaram a nomeação do general Brice Oligui Nguema, comandante da Guarda Republicana, como novo “presidente de transição”.

A família de Ali Bongo Ondimba – que se tornou Presidente após a morte do seu pai, Omar Bongo, em 2009 – está no poder desde 1967.

O golpe de Estado no Gabão, uma das potências petrolíferas da África subsaariana, é o segundo a ocorrer em África em pouco mais de um mês, depois de o exército ter tomado o poder no Níger, em 26 de Julho.

O Gabão juntou-se assim à lista de países palcos de golpes de Estado bem-sucedidos nos últimos três anos, que, para além do Níger, inclui o Mali (Agosto de 2020 e Maio de 2021), a Guiné-Conacri (Setembro de 2021), o Sudão (Outubro de 2021) e o Burkina Faso (Janeiro e Setembro de 2022).

ANG/Inforpress/Lusa

 

Quénia/Comissária da UA aponta mudanças climáticas como “pandemia” para África

Bissau, 05 Set 23 (ANG) -  A comissária da União Africana, Josefa Sacko, apontou , segunda-feira, em Nairóbi, Quénia, às alterações climáticas como uma “pandemia “ e um stress a economia africana, por obrigar os governos a abandonar os processos de desenvolvimento e concentrar os recursos para responder aos desastres, construindo resiliências.


Intervindo na cerimónia   de abertura da plenária do segmento ministerial da Cimeira Africana do Clima, fez menção que muitos governos africanos usam cerca de 2% dos seus fundos para investir em desastres climáticos e projectos de adaptação no continente.

Josefa Sacko, que responde pela pasta da agricultura, desenvolvimento rural, economia azul e ambiente na União Africana, avançou ainda que alterações climáticas estão causar também perdas económicas na ordem de 5% do produto interno bruto (PIB) anual  no continente.

“ Os custos das alterações climáticas em África  são muito altos ”,  afirmou.

Diante dos mais diferentes representes africanos e estrangeiros, a comissária falou da promessa dos 100 biliões de dólares norte-americanos feita pelos países desenvolvidos, cujo Acordo, o de Paris,  expira passados os cinco anos. 

Diante dos desafios, disse que o principal objetivo da Cimeira é impulsionar o esforço coletivo sobre às alterações climáticas e a sustentabilidade.

“Juntos pretendemos elevar o discurso em torno das mudanças climáticas e reunir apoio para uma arquitetura financeira que seja especificamente adaptada para África, tendo também em mente a resiliência e sobrevivência dos recursos abundantes do continente à medida  que acelera a transição para a economia resiliente às alterações climáticas”, sublinhou.

A agenda do evento, inclui a discussão, entre outras, questões relacionadas com a expansão do financiamento climático de elevado impacto em África, no quadro dos mercados de carbono para o Hemisfério Sul, as oportunidades de investimento para a transformação dos sistemas alimentares do continente, tendo em conta o potencial de continente berço em termos de minerais, produção e comércio.

De acordo com a agenda, os ministros vão  também abordar a aceleração dos investimentos no sector das águas  resilientes às alterações climáticas, um dossier que poderá  conduzir a pactos de investimento para a adaptação ao clima.

O sistema de aviso prévio, no âmbito do clima, paz, segurança e mobilidade faz parte, de igual modo, da agenda da plenária ministerial deste dia.

O diagnóstico interferacional com a juventude em África, também consta na agenda das prioridades. 

Sob o lema “ Impulsionando o crescimento verde e soluções de financiamento climático para África e o mundo”, o Fórum também vai centrar-se na apresentação de soluções inovadoras de crescimento verde e de financiamento do clima em África e no mundo.

Para o efeito, juntam-se ao coletivo representantes do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e do Banco Mundial (BM), parceiros regionais e globais desta Cimeira, respectivamente. ANG/Angop

 

 

  Quénia/Cimeira Africana traça nova arquitetura de financiamento climático

Bissau, 05 Set 23 (ANG) - Os países africanos traçam, esta terça-feira, em Nairóbi, Quénia, uma nova arquitetura de financiamento climático, depois dos incumprimentos por parte dos países industrializados.

No segmento de alto nível da Cimeira Africana do Clima, que junta chefes de Estado, de Governo, da União Africana, entre outros parceiros, os países  vão  criar as condições da "Agenda Global para o Clima".

Nesta sessão em que vão intervir alguns chefes de Estados e de Governo, incluindo Angola, será adoptado a Declaração de Nairóbi  e as de alto nível dos estados-membros  e dos convidados. 

O resumo e percurso de Nairóbi até a Convenção-Quadro das Nações Unidas para o Clima-COP28, agendada para Dezembro deste ano, período posterior, também será apresentado nesta sessão. 

As questão da promoção da economia azul, minerais verdes e indústria transformadora, a  transformação dos  sistemas alimentares de África, a expansão da adaptação em África, energias renováveis e transição são  outros aspectos a serem revistos neste segmento de alto nível.

Sob o lema “ Impulsionando o crescimento verde e soluções de financiamento climático para África e o mundo”, a Cimeira centra-se na apresentação de soluções inovadoras de crescimento verde e de financiamento do clima em África e no mundo.

O fórum vai decorrer no Centro Internacional de Convenções Kenyatta (KICC sigla em inglês), onde já  decorre uma mini-cimeira que junta técnicos de vários países, incluindo Angola. ANG/Angop

 

Quénia/África pode suprir todas necessidades energéticas- Presidente queniano

Bissau, 05 Set 23 (ANG) - O Presidente do Quénia, William Ruto, destacou  segunda-feira, em Nairóbi, o potencial de recursos renováveis de África que pode suprir todas as necessidades energéticas do continente.


“O continente tem potencial suficiente para ser totalmente autossuficiente com a combinação de energia eólica, solar, geotérmica e sustentável, biomassa e energia hidroelétrica”, destacou o Presidente na abertura da plenária de segmento ministerial da Cimeira Africana do Clima, da qual alberga.

Na verdade, acrescentou o Presidente queniano, África pode ser um centro industrial verde que ajude outras regiões a alcançar as suas estratégias de emissões líquidas zero até 2050.

Olhando para a luz,  presente quase todo ano, tal disponibilidade torna o potencial solar de África particularmente único, perfeitamente adequado às necessidades energéticas industriais – algo que  considera mais desafiador em climas temperados. 

Além disso, a restauração e expansão dos recursos naturais de África os sumidouros de carbono não são apenas um imperativo ambiental, mas sim, uma mina de ouro económico sem paralelo. 

“Eles têm o potencial para absorver milhões de toneladas de CO2 anualmente, o que deverá traduzir-se em milhares de milhões de dólares, melhores meios de subsistência

e milhões de oportunidades em todo o continente”, calculou William Ruto, sublinhando que tal ação concorre ao mesmo tempo para a proteção da biodiversidade.

Para si, os recursos energéticos renováveis ​​de África não são apenas uma necessidade ambiental, mas sim um catalizador final da prosperidade socioeconómica radical. 

Segundo o Presidente, podem alimentar o desenvolvimento, impulsionar o crescimento económico, criar empregos e tirar milhões de pessoas da pobreza energética – tudo isto ao mesmo tempo que reduz a nossa emissão de carbono pegada, continental e globalmente. 

A título de exemplo, traz o seu país como uma boa do que é possível, tendo uma rede nacional que opera atualmente a 3 Giga Watts, sendo 92% dessa energia é renovável. 

“ A nossa ambição é audaciosa, mas alcançável: 100% renovável até 2030 e uma rede de 100 Giga Watt, totalmente renovável, até 2040”, destacou Ruto.

Assim, para se colmatar a lacuna de investimento, a fim de permitir ao continente satisfazer as suas necessidades energéticas,  o Chefe de Estado defende a a criação de demanda em escala suficiente para fornecer incentivos para um investimento privado adequado em infraestruturas energéticas desenvolvidas.

Diante de uma plateia vasta, o Presidente do Quénia mostrou outras oportunidades geoeconômicas sem precedentes para África.

Destacando a intervenção importante de África na extração de minerais, lembra que grande parte precisa da adição de maior valor – fundição, refinação, montagem e até mesmo a produção de veículos eléctricos (VE), como acontece em outras geografias.

Ainda com base em cálculos para agregar as várias perspectiva, antevê que até 2025, estima-se que a mineração de minerais essenciais para baterias, como níquel, lítio e cobalto, gere cerca de 11 mil milhões de dólares em valor. 

No entanto, acrescenta, se for dado o próximo passo e  forem envolvidas atividades de valor acrescentado, como a refinação destes minerais em metais de qualidade industrial, esse valor poderá quadruplicar, para 50 mil milhões de dólares.

“ (…) E se considerarmos a cadeia de valor ponta a ponta dos veículos eléctricos, incluindo a bateria e todos os outros componentes, o valor de mercado dispara para surpreendentes sete (7) biliões de dólares”,  aponta, para quem estes números demonstram claramente que África já não pode permitir-se uma “abordagem minimalista de curto prazo baseada nas matérias-primas”. 

Para si, “chegou  a hora de nos libertarmos das amarras da baixa ambição”, apelo o presidente do Quênia, onde é possível a convivência Homem e animal. ANG/Angop

 

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Defesa e segurança/Presidente da República confere posse aos recém nomeados CEM-Particular e Comandante da Segurança Presidencial

Bissau, 04 Set 23(AN,G) – O Presidente da República disse hoje que reitera  confiança nos recém nomeados, o  Chefe de Estado-maior Particular (CEM-P) Horta Inta-A e o novo Comandante de Segurança Presidencial(CSP) Tomás Djassi  como oficiais exemplares.

Umaro Sissoco Embaló falava no ato de empossamento dos dois  generais recém-nomeados nas respectivas funções, depois de serem exonerados das funções de Comandante da Guarda Nacional e de Comissário Nacional da Polícia de Ordem Pública, respetivamente, pelo novo Governo.

 Na ocasião, o chefe de Estado disse que    depositou   grande confiança nos dois porque aquando do ataque ao Palácio de Governo,à 01 de Fevereiro de 2022 “defenderam-lhe com bravura”.

“No referido atentado, ouvimos muitas coisas através das janelas, e  os atacantes até mencionavam nomes de certas entidades durante as conversas”, disse.

Umaro Sissoco Embaló afirmou ter  dirigido  uma parte da operação durante o ataque,e diz que  o atual CEMP foi  quem estava a corrigir tiros.

Criticou  aos jornalistas porque, segundo diz,  colocam microfones em frente  à  qualquer “pessoa  falhada  ou marginal”, que ostenta o título de  comentador político, mas que não tem domínio sobre a  matéria que comenta. ANG/JD/ÂC//SG

 

 

 


Seguimento do preço arroz
/Secretário-geral da Acobes considera de “positiva” visita da Comissão Interministerial às regiões de Oio e Cacheu

Bissau,04 Set 23(ANG) – O secretário-geral da Associação de Defesa de Consumidores de Bens e Serviços(Acobes), considerou de positiva a visita da Comissão Interministerial sobre produtos da 1ª necessidade às regiões de Oio e Cacheu entre os dias 2 e 3 do corrente mês, para inteirar-se da implementação do preço de arroz.

Bambo Sanhá, em entrevista exclusiva hoje à ANG, disse que a Comissão constatou a presença em quantidade do arroz tipo “nhelem”, 100 por cento partido, cujo preço o Governo mandou recentemente baixar para  17500 francos CFA por saco de 50 quilos.

“A nossa visita começou na região de Oio, concretamente nos sectores de Mansabá, seguindo-se  para Mansoa e Bissorã”, disse.

Aquele responsável disse que foram informados da parte dos delegados regionais do comércio, governador regional, mulheres vendedeiras, jovens, régulos, associações de comerciantes e de consumidores de que a decisão do Governo está a ser respeitada.

“Todas as entidades abordadas foram unânimes de que o preço de arroz estipulado pelo governo está a ser cumprido, facto que agradou a Comissão”, frisou.

Sanhá afirmou que, de igual modo, ao nível da região de Cacheu, a visita foi positiva pelo facto de haver grande quantidade de arroz nos mercados e os comerciantes estão a respeitar os novos preços.

Disse contudo, que a Comissão se deparou com a situação de alguns comerciantes retalhistas que se deslocam até Bissau para adquirir arroz para irem revender localmente, reclamando os seus lucros.

O secretário-geral da Acobes disse que, os referidos comerciantes não precisavam de deslocar até Bissau porque poderiam comprar o produto a partir do sector de Canchungo tendo em conta que não eram grandes quantidades.

“Aconselhamos aos  referidos retalhistas para se organizarem em grupos faturando o arroz em grande quantidade a partir de Bissau e o governo vai assegurar o transporte até o interior, como forma de minimizar o custo de transporte e para que possam ter uma certa margem de lucro”, disse.

Bambo Sanhá disse que a região de Oio e Cacheu estão de parabéns em termos de cumprimento das medidas.

Sublinhou que, a presença dos membros do governo na referida missão, demonstra toda a seriedade e responsabilidade na implementação da medida.

Informou que a Inspeção Geral do Comércio deixou uma linha verde para efeitos de denúncias sobre a especulação dos preços de forma a punir os infratores.

O secretário-geral da Acobes disse que, dentro em breve, o Executivo irá igualmente estudar mecanismos para  baixar, paulatinamente, outros produtos da 1ª necessidade dentre os quais, a farinha, óleo alimentar, açucar entre outros.

A Comissão Interministerial é integrada pela ministra do Interior, o ministro  da Economia e Finanças, o Secretário de Estado da Ordem Pública e  do Inspector-geral do Comércio. ANG/ÂC//SG

 

Finanças/ Novo Representante do FMI reitera  continuidade do “reforço institucional” com a Guiné-Bissau

Bissau, 04 Set 23 (ANG) – O novo representante Residente do Fundo Monetário Internacional (FMI) na Guiné-Bissau, Babacar Sarr reiterou,hoje , a continuidade do “reforço institucional” com o país.

Sarr fez estas afirmações num encontro de apresentação  ao ministro da Economia e Finanças, Suleimane Seidi.

A informação consta numa nota à imprensa do Ministério da Economia e Finanças enviada hoje à ANG, segundo a qual, o referido encontro ocorreu numa altura em que a equipa técnica do FMI se prepara para realizar a terceira Avaliação, no âmbito do Programa de Facilidade de Crédito Alargado,  à Guiné-Bissau.

Neste encontro, o ministro da Economia e Finanças  traçou o quadro das contas públicas encontrado, e prometeu melhorias para se manter o Programa com FMI.

Suleimane Seidi informou ao novo Representante Residente do FMI das relações de cooperação entre a Guiné-Bissau e aquela organização, enaltecendo  aprovação da segunda avaliação ao país, no âmbito do programa financeiro.

O ministro da Economia e Finanças referiu-se também à situação da EAGB, prometendo sentar-se a mesa, de novo, com a direção da empresa turca, Karpower, que fornece energia a cidade de Bissau, visando  uma solução mais consentânea.

O novo representante residente do FMI, Babacar Sarr, da nacionalidade senegalesa, substitui no carg,o Patrick Gitton, que dei
xa a Guiné-Bissau no próximo dia 08 . ANG/DMG/ÂC//SG

Tempo/Serviço de Meteorologia prevê para 24 horas vento fraco de Oeste com velocidade até 19 km/h no continente

Bissau, 04 Set (ANG) – O Serviço de Meteorologia Nacional prevê para 24 horas, a contar de domingo,  vento fraco de Oeste (W) com a velocidade de até 19 km/h no continente e com rajadas que podem atingir 40 km/h e moderado no mar até 30 km/h.

A informação consta no boletim meteorológico elaborado as 18 horas de domingo (03 de setembro) e válido até 18 horas desta segunda-feira (04).

Ainda se prevê  ocorrência de chuva  moderada, por vezes forte acompanhada de trovoadas.

As temperaturas máximas, de acordo com o boletim, nas zonas Centro, Norte e Leste devem variar de 27ºC(em Buruntuma), à 32ºC (em Cacheu, Farim e Bissorã), e as mínimas variam de 22ºC (em Pirada e Buruntuma), à 24ºC (em Cacheu e Bissau).

O boletim refere ainda que nas zonas Sul e Ilhas, as temperaturas máximas vão variar de  29ºC (em Bubaque e Cacine), à 32ºC (em Bolama e Buba), e as mínimas variam de 23ºC (em Buba), à 25ºC (em Bolama e Bubaque).

ANG/DMG/ÂC//SG

    Comércio/Citadinos de Bissau satisfeitos com baixa de preços de arroz

Bissau, 04 Set 23 (ANG) - Os Cidadinos da Cidade de Bissau se sentem satisfeitos com as baixas dos preços de arroz e combustíveis decididos  pelo novo governo.

A satisfação dos cidadãos foram reveladas  hoje numa auscultação feita por uma  repórter da ANG para se conhecer a opinião dos cidadãos sobre a decisão governamental .    

Na opinião do Técnico Informático,  Braima Seide, a redução do preço de arroz é muito bom e é bem-vindo para a população, porque quando se baixa o preço de qualquer que seja produto, seja da primeira necessidade ou outro qualquer num país economicamente frágil, é um apoio que se está a dar aos mais carenciados.

ʺTomar essa decisão, mesmo na Europa neste momento não é  fácil, e neste momento se o governo conseguiu negociar e baixar o preço , para nós é bem-vindo”, elogiou.

Seide pediu ao governo para fazer mais esforços, porque há alguns anos na Guiné-Bissau o arroz era vendido a 12.500 francos, por saco de 50 quilogramas. Diz que desde que o preço do arroz disparou nunca mais desceu.

Para este cidadão, o Ministério de Comércio não tem feito seu trabalho r, porque há produtos que subiram de preço e nunca desceram para seu preço normal por alegações da crise mundial.

Sublinhou que os comerciantes nunca baixam os preços, mesmo não havendo nenhuma situação, frisando que o pão que era vendido no valor de  75 francos CFA  actualmente custa 200 francos CFA e o preço de transporte urbano “toca-toca” que era 100 francos subiu para 150.

Nair Raimundo Oliveira considera de bom a baixa de preço de arroz e combustível e agradece pela dedicação do governo para esse  feito.

Pede ao executivo para  pensar em outros produtos de primeira necessidade que estão muito alto em termos de preço no mercado.

Disse que, o sabão que era 550 francos  CFA,  agora custa 1000 francos por barra e a cebola também que custava 500 à 600 francos por quilo agora está sendo vendido por 1200 francos cada quilo, entre outros produtos.

Para Fodé Djaura, o custo de vida no país está muito alto, pelo que estas baixas de combustível e arroz são bem vindos, de modo que vai permitir a população viver duma forma tranquila e à vontade.

O Governo, em Conselho de Ministros, realizado no passado dia 22 de agosto, decidiu baixar o preço de um saco de arroz, da variedade “nhelém simples”, 100 ‘por cento partido, de 22.500 francos para 17.500.ʺANG/MI/ÂC//SG             

                   Desporto/Selecção Nacional Sub 20 Feminino vence em Togo

Bissau,04 Set 23(ANG) - As comandadas de Romão dos Santos venceram a seleção do Togo por 1-3, no Stade Kégué, em Lomé(Togo), numa reviravolta, na partida da primeira mão das pré-eliminatórias de acesso à fase final do Campeonato do Mundo da categoria.

No minuto 40, a formação caseira abriu o ativo por intermédio de Tatiana Kayaba contra a corrente de jogo, e no segundo período do encontro, as meninas guineenses deram a volta ao resultado.

Aos 62′ e 74′, a ponta de lança, Fidélia da Costa bisou e, aos 90+6 minutos, a extrema, Djará Djata fechou a contagem em 1-3 a favor das Djurtus.

Na próxima sexta-feira, 08 de Setembro, a segunda mão será disputada no Estádio Nacional “24 de Setembro”, no Alto Bandim, em Bissau.ANG/ÂC//SG

ONU/Representante Especial de Secretário-geral da Organização para África Ocidental efetua visita de dois dias à Guiné-Bissau 

Bissau, 04 Set 23 (ANG) - O Representante Especial do Secretário-geral das Nações Unidas (ONU) para África Ocidental Leonardo Simão visita à Guiné-Bissau entre esta segunda-feira e terça-feira (04 e 05) e manterá encontros com diferentes entidades do país. 

Foto Arquivo

Segundo o programa de visita à que a ANG teve acesso , Leonardo Simão deverá ter  um Briefing com o Coordenador Residente do Sistema da Nações Unidas Anthony Ohemeng Boamah, para depois ser recebido pelo  Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, e mais tarde com o  Primeiro-ministro Geraldo Martins, antes de se sentar com o  ministro dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades Carlos Pinto Pereira.

Para o período da tarde está prevista que Simão mantenha encontros de trabalho com o  Coordenador Nacional do Movimento para Alternância Democrata (MADEM) Braima Camará, para depois se entreter via telefone com o  Presidente da Assembleia Nacional Popular Domingos Simões Pereira, de seguida uma reunião com o primeiro Vice-Presidente da ANP Fernando Dias e com o segundo Vice-Presidente Adja Satu Camará. 

No segundo dia de visita, às 08h30  terá encontro com o Vice-Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde e com o líder parlamentar da mesma formação política do país Califa Seide. 

Leonardo Simões vai completar a sua agenda com partidos políticos com reuniões com  o Presidente do Partido de Trabalhadores Guineense (PTG) Botche Candé, com o Presidente interino e líder de Bancada do Partido da Renovação Social (PRS)  Fernando Dias e  Mário Fambé, respectivamente, e seguidamente  reunirá  com o corpo diplomático acreditado em Bissau . ANG/AALS/ÂC//SG

 

 

Angola/João Lourenço acusa  políticos de sabotarem investimento estrangeiro para o país

Bissau, 04 Set 23 (ANG) - O Presidente João Lourenço acusou alguns políticos de desencorajar instituições financeiras estrangeiras para não investirem em Angola, sabotando os interesses do país.

A estes adversários, João Lourenço apelidou-os de “vende-pátria”, durante um encontro, onde também lançou balizas para o processo de recuperação da economia.

Recomendações para se encontrarem caminhos para a diversificação da economia angolana marcaram  sábado, 2 de Setembroa abertura da reunião do Conselho Económico e Social, órgão de consulta do Presidente João Lourenço.

Ao tomar a palavra, o Chefe de Estado angolano reconheceu que os resultados económicos obtidos pelo país ainda não são animadores, mas acredita que, com mais trabalho, o quadro há de mudar também com a ousadia dos empresários.

Precisamos de alargar o leque de produtos de exportação, de preferência manufacturados, com valor acrescentado, para vender a melhor preço e garantir emprego local, sobretudo para a nossa juventude. O Executivo tem feito tudo, em termos de políticas, para criar um bom ambiente de negócios, para atrair investimento privado direto estrangeiro, para incentivar a Banca e o sector empresarial privado a fazerem a sua parte. Os resultados ainda são tímidos. Precisamos de maior ousadia, que os empresários aceitem correr o risco inerente a qualquer negócio”, lembrou João Lourenço.

O Presidente da República lamentou, ainda, a postura de alguns políticos angolanos que desencorajam o financiamento estrangeiro em Angola. 

Enquanto trabalhamos para o desenvolvimento económico e social do país, alguns políticos da nossa praça, que nunca quiseram o bem de Angola e dos angolanos, vêm realizando trabalho contrário junto das instituições financeiras internacionais, dos credores e investidores a desencorajar o investimento em Angola”, denunciou João Lourenço.

Ainda assim, João Lourenço considerou, igualmente, que esta acção dos seus adversários está condenada ao fracasso, porque espelha falta de patriotismo e sabotagem contra os interesses do próprio país.

Mais uma vez, esta ação que espelha bem a falta de patriotismo, sabotagem contra os interesses de seu próprio país, está condenada ao fracasso, porque, felizmente, os financiadores, credores e investidores, guiam-se por critérios objetivos de análise dos mercados, e conhecem a nossa seriedade no que diz respeito a honrar os nossos compromissos para com os credores, por isso os 'vende-pátria' não serão bem-sucedidos”, avistou o também líder do MPLA.

O chefe de Estado, avaliando a redução do Imposto de Valor Acrescentado (IVA) sobre os bens alimentares essenciais, explicou que os governos vivem dos impostos para projetarem o Orçamento Geral do Estado, construir infra-estruturas, pagar salários, apetrechar e manter permanentemente operacionais as forças de defesa e segurança, custear as despesas das missões diplomáticas, realizar a tempo o serviço da dívida, honrar os compromissos internacionais e outro tipo de despesas.

Por isso, João Lourenço almeja que Angola tenha de ser um importante destino turístico nos próximos anos, mas para isso acontecer, precisa de contar com os empresários, agentes e fazedores da cultura. ANG/RFI

 

             Níger/Manifestantes exigem retirada das tropas francesas

Bissau, 04 Set 23 (ANG) - Milhares de manifestantes reuniram-se em Niamey a 2 de Setembro para exigir a saída dos militares franceses do país. 

A manifestação foi organizada pelo M62, uma coligação da sociedade civil que apoia o golpe militar de 26 de Julho. Algumas tensões fizeram-se ressentir nomeadamente quando alguns manifestantes tentaram forçar a entrada da base militar. 

As imagens e vídeos que circulam nas redes sociais, publicadas pelos próprios manifestantes, revelam alguma dificuldade por parte das forças policiais em acalmar o ânimo da multidão e impedir as tentativas de alguns manifestantes em entrar na base militar. 

De cartazes erguidos na mão, a multidão gritava slogans desfavoráveis à França, exigindo a saída "imediata" e "incondicional" dos militares franceses, cerca de 1.500 no país.

Antes do golpe de estado de 26 de Julho, forças nigerinas e francesas colaboravam na luta contra o terrorismo jihadista. No entanto, no início do mês de Agosto, a junta militar que tomou o poder denunciou os acordos de defesa e o "estatuto" dos soldados franceses.

Paris mostrou até agora uma posição de firmeza, não reconhecendo o poder legítimo dos militares de Niamey e portanto, recusando cumprir as suas ordens.

O ministro francês da Defesa, Sébastien Lecornu, voltou a afirmar, a 2 de Setembro, nos meios de comunicação, que a saída do contingente francês do Níger não está de todo prevista. 

A junta militar nigerina deu 48 horas ao embaixador francês para sair do país, um ultimato que chega ao fim, este domingo 3 de Setembro à meia noite, e que as autoridades francesas ignoraram até agora. ANG/RFI

 

Guatemala/Manifestação de rua contra “golpe de Estado” denunciado por Presidente eleito

 

Bissau, 04 Set 23 (ANG) – Cerca de 4.000 guatemaltecos manifestaram-se no sábado contra o “golpe de Estado” denunciado pelo Presidente eleito, Bernardo Arévalo de León, que acusa a Procuradoria-Geral de levar a cabo um plano para impedir que tome posse em Janeiro.

O protesto decorreu na praça central da capital da Guatemala, em frente ao Palácio Nacional da Cultura, sede do Governo liderado por Alejandro Giammattei.


Gritando “Fora golpistas!”, a maioria dos manifestantes exigiu a demissão da procuradora-geral, Consuelo Porras.

A manifestação ocorreu depois de Arévalo, eleito à segunda volta das eleições presidenciais, realizada a 20 de Agosto, ter advertido na sexta-feira publicamente de que estava em curso “um golpe de Estado” contra ele, para impedir que assuma a Presidência da República no próximo dia 14 de Janeiro.

Em algumas faixas, liam-se palavras como “Se não houver reformas, haverá revolução” e “O meu voto é para respeitar”, enquanto outras tinham como alvo Consuelo Porras e também Alejandro Giammattei.

Bernardo Arévalo apontou na sexta-feira, numa conferência de imprensa, Consuelo Porras como uma das principais promotoras do referido “golpe de Estado”, juntamente com o procurador Rafael Curruchiche, a Junta Directiva do Congresso, um juiz criminal e “outros actores corruptos”.

A denúncia do Presidente eleito, do partido social-democrata Movimento Semente, surge na mesma semana em que a Junta Directiva do Congresso, presidida pelo partido no poder, o Vamos, de Giammattei, suspendeu o seu partido político.

Também esta semana, o Registo de Cidadãos do Supremo Tribunal Eleitoral suspendeu o Movimento Semente de forma provisória e, em ambos os casos, foi por ordem do juiz criminal Fredy Orellana, a pedido do Ministério Público que Consuelo Porras dirige.

A manifestação deste sábado foi convocada por vários sectores da sociedade, na maioria associações que pretendem que seja respeitada a votação nas eleições gerais de 25 de Junho e da segunda volta das presidenciais, a 20 de Agosto, da qual Bernardo Arévalo saiu vencedor.

De forma independente, o filho do antigo presidente Álvaro Arzú Irigoyen (1996-2000), Roberto Arzú García-Granados, convocou também para sábado uma manifestação dos seus apoiantes contra as actuais autoridades.

Arzú García-Granados, cuja candidatura eleitoral foi suspensa “ilegalmente”, na sua opinião, durante a corrida eleitoral, afirmou há algumas semanas que existia um plano para impedir a tomada de posse de Bernardo Arévalo.

Segundo a mesma fonte, a estratégia para não investir o Presidente eleito consistiria em confirmar a suspensão do seu partido e criar, assim, as condições para que Giammattei entregasse o poder ao Congresso, onde o seu partido, Vamos, detém a maioria.

Por seu lado, o Ministério Público negou no sábado as acusações feitas na sexta-feira pelo académico e sociólogo de 64 anos que venceu as eleições pelo partido Movimento Semente.

A cerimónia de posse do novo chefe de Estado da Guatemala está agendada para 14 de Janeiro de 2024, para um mandato de quatro anos, o primeiro na história do país com um Governo social-democrata.

ANG/Inforpress/Lusa