quarta-feira, 5 de agosto de 2026

    Bélgica/ União Europeia pretende ampliar centros de retorno de imigrantes

 Bissau, 05 Ago 26 (ANG) - Os ministros do Interior da União Europeia concordaram , em reunião de emergência, em aumentar os esforços e investimentos contra a imigração ilegal, incluindo a intensificação de retornos e parcerias com países terceiros. 

A crise no enclave espanhol de Ceuta, no Marrocos, deve acelerar as políticas contra a imigração ilegal na União Europeia.

A decisão veio após reunião de emergência por videoconferência entre os ministros do Interior do bloco.

Em comunicado, a UE confirmou que houve um entendimento comum entre os estados-membros sobre a necessidade de continuar a combater as redes de tráfico de imigrantes, reforçar os retornos, fortalecer as fronteiras externas e construir parcerias com países terceiros.

O comissário europeu para Migrações, o austríaco Magnus Brunner, informou que seis governos da União Europeia estão trabalhando juntos para iniciar discussões com países terceiros sobre a criação de centros de retorno. 

Brunner também afirmou que Bruxelas ofereceu ajuda à Espanha, incluindo assistência financeira emergencial, para reforçar a proteção da fronteira externa em Ceuta.

Ele acrescentou que os eventos no enclave espanhol na semana passada, quando cerca de 60 mil pessoas cruzaram a fronteira do Marrocos, foram alimentados por redes criminosas de contrabando e desinformação nas redes sociais.

Atualmente, a Itália já possui um acordo bilateral com a Albânia em que prevê que imigrantes resgatados no Mediterrâneo possam ser levados para centros em território albanês para processamento de pedidos de asilo. A ideia é que pessoas com pedidos rejeitados possam posteriormente retornar a seus países de origem.

Esses mecanismos, porém, são alvo de críticas de organizações de direitos humanos, que questionam as condições oferecidas aos migrantes  e a protecção de seus direitos fundamentais.

Em Junho deste ano, o Parlamento Europeu e o Conselho Europeu chegaram a um acordo que abre a possibilidade legal para que países da UE criem esses centros desde que haja respeito às regras internacionais, incluindo o princípio de não devolver pessoas para locais onde corram risco. 

Bruxelas também confirmou que negocia um novo acordo de cooperação com o Marrocos.

A estratégia seguiria o modelo de parcerias já firmadas pela União Europeia com países africanos como a Tunísia para combater o tráfico humano e facilitar os retornos. 

“A UE está unida e pronta para apoiar a Espanha e proteger as nossas fronteiras externas da migração ilegal. As fronteiras externas da UE são uma responsabilidade partilhada e a migração exige uma resposta europeia unida”, afirmou o ministro do Interior da Irlanda, país que detém a presidência rotativa do Conselho Europeu. 

O ministro do Interior da Itália, Matteo Piantedosi, defendeu a aplicação de sanções comerciais contra o Marrocos e países que não cooperem com a política do bloco. “Se um país terceiro se recusar a cooperar na readmissão de seus próprios cidadãos, a União deve poder impor condições rigorosas em todos os setores, utilizando todos os mecanismos à sua disposição. Não podemos mais permitir que a diplomacia económica siga um caminho separado da cooperação em segurança e migração”, declarou.

Além dos ministros da União Europeia, a reunião contou também com a presença do serviço de diplomacia do bloco, liderado por Kaja Kallas, e com os outros países que integram o Espaço Schengen: Islândia, Noruega, Suíça e Liechtenstein. 

A pressão por uma resposta mais rígida ganhou força após uma carta assinada por 22 dos 27 líderes da União Europeia. Liderado por Itália e Dinamarca, o grupo criticou a flexibilização das regras migratórias adotadas pelo governo espanhol e afirmou que a medida teria criado um "fator de atração" para a imigração irregular.

 

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez refutou essa hipótese e criticou o bloco europeu por uma resposta “assimétrica” à crise. 

 

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, foi uma das vozes mais duras durante a crise.

Além de defender a exclusão temporária da Espanha do Espaço Schengen, a premiê determinou a retomada dos controles na fronteira entre Itália e Espanha, com verificação de passaportes e vistos dos viajantes.

Segundo as regras do Tratado de Schengen, é permitida a reintrodução temporária de controles fronteiriços em situações consideradas uma ameaça à segurança ou à ordem pública.

A iniciativa italiana, no entanto, foi alvo de críticas de analistas de direito internacional. Eles lembram que Ceuta e Melilla não integram o Espaço Schengen. Na prática, qualquer pessoa que saia desses enclaves em direção ao território continental espanhol já precisa passar por controles migratórios.

Antes mesmo da reunião, em carta enviada a Pedro Sánchez, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu o reforço dos controles nas fronteiras externas do bloco, com maior vigilância e a instalação de barreiras físicas em pontos considerados críticos. 

O número de migrantes mortos na tentativa de chegar a Ceuta na semana passada subiu para 75, segundo informou nesta terça-feira a prefeitura do enclave espanhol, revisando o balanço anterior de 72 vítimas, a maioria afogada no Mar Mediterrâneo. ANG/RFI

 

Brasil/Após rebaixamento diplomático, Argentina evita retaliação e atribui crise ao Brasil

Bissau, 05 Ago 26 (ANG) - A Argentina reagiu ao duro rebaixamento diplomático imposto pelo Brasil tentando inverter a narrativa da crise bilateral.

Ao revelar a comunicação recebida pelo embaixador argentino em Brasília, o governo de Javier Milei classificou a decisão como unilateral, afirmou que não responderá na mesma moeda e acusou o Brasil de "isolar-se" da região por razões ideológicas.

O governo argentino revelou que o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, informou ao embaixador Daniel Raimondi que Brasília reduziu a relação bilateral ao nível de encarregado de negócios e pediu seu retorno a Buenos Aires.

Em nota divulgada pelo ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, nas redes sociais, o governo de Javier Milei afirmou que manterá seu embaixador em Brasília e acusou o Brasil de "isolar-se do resto da região por questões puramente ideológicas". No texto, o chanceler argentino frisa que a decisão é unilateral.

Para o governo argentino, os ataques de Milei a Lula são meras diferenças políticas pessoais, desconsiderando o peso e a representação dos cargos que ocupam, além da gravidade das ofensas proferidas pelo presidente argentino. A Argentina entende que a decisão de levar os ataques ao campo institucional partiu do Brasil.

“Nos últimos anos, houve numerosos episódios de expressões e apoios políticos cruzados entre políticos dos dois países. Em todos esses casos, sem exceção, a Argentina elegeu não os tornar um incidente diplomático. Nunca respondemos a uma diferença política com uma medida institucional. Esse critério é o que a Argentina sustenta hoje”, diz o texto, indicando que a Argentina não escalará o conflito, mantendo o embaixador no Brasil.

“A política exterior argentina continuará a guiar-se exclusivamente pela defesa do interesse nacional”, indica o chanceler argentino, desconsiderando que os ataques de Milei são dirigidos ao presidente do maior sócio comercial da Argentina, aquele que mais compra produtos argentinos e que mais consome os bens industriais produzidos pelo país.

Enquanto o chanceler argentino se esforça como equilibrista, Javier Milei voltou a atacar o presidente brasileiro.

“Lula é um ladrão, um corrupto, esteve preso e foi tirado da prisão por um argumento administrativo”, repetiu Milei, nesta terça-feira (4), em entrevista ao canal La Casa Streaming.

Quando perguntado se acreditava que esses adjetivos poderiam mudar o rumo das eleições no Brasil, Milei disse esperar que sim.

“Esperemos que sim. Esperemos que o Brasil também se pinte de azul”, disse, referindo-se a uma onda de vitórias de candidatos da extrema direita ou da direita nos últimos anos.

“Pelo bem dos brasileiros, livrar-se dos corruptos ladrões sempre é bom. Livrar-se dos esquerdistas sempre é bom”, acrescentou, novamente em alusão ao presidente Lula.

O presidente Milei também recordou que Lula foi “uma das poucas pessoas que não lhe deu os parabéns pela vitória” em 2023, quando foi eleito.

“Imagino que isso tem a ver com o fato de ter intervindo ativamente para que o outro candidato na eleição ganhasse”, considerou Milei, em referência ao candidato Sergio Massa, apoiado por Lula, mas esquecendo que passou a campanha eleitoral chamando Lula de “comunista e corrupto”.

Assim, pela terceira vez em dez dias, Milei chamou Lula de “ladrão”, “presidiário” e “corrupto”. A primeira delas ocorreu em 25 de julho, durante o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, em São Paulo, num episódio sem precedentes de um presidente ofender outro no território do ofendido.

As reiteradas agressões levaram o governo brasileiro a adiar, por tempo indeterminado, a volta do embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, convocado em 26 de Julho para consultas em Brasília.

Bitelli já tinha indicação de Lula para regressar à Argentina nesta semana, mas, após os novos ataques diretos de Milei durante uma entrevista no domingo passado (2), o Itamaraty decidiu que, por enquanto, o Brasil seja representado apenas pelo encarregado de negócios, Eduardo Uziel.

“Diante das reiteradas agressões de Milei, comunicamos que, enquanto permanecer esta situação, o embaixador Júlio Bitelli não voltará. Decidimos que, enquanto isso, a relação seja rebaixada ao nível comercial, com o encarregado de negócios”, dizia a nota do governo brasileiro divulgada à imprensa local por diplomatas argentinos.

Os diplomatas brasileiros na Argentina prevêem que Milei, em modo campanha eleitoral brasileira, não pare de atacar Lula, fazendo com que as relações diplomáticas só voltem a ser de alto nível após as eleições no Brasil, a depender do resultado.

No direito internacional, o rebaixamento da relação bilateral ao nível de “encarregado de negócios” significa reduzir a diplomacia em dois níveis, abaixo dos embaixadores e dos ministros, os únicos a terem representação junto ao chefe de Estado. O encarregado de negócios limita-se ao chanceler devido à falta de peso político e diplomático. ANG/RFI

 

                     RDC/ OMS pede reforço no combate ao ébola

Bissau, 05 Ago 26 (ANG) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu  terça-feira (4) um aumento da ajuda da comunidade internacional em todos os níveis para combater a epidemia de ebola na República Democrática do Congo (RDC).


A doença está se propagando mais rapidamente do que a resposta sanitária. De acordo com um estudo recente divulgado pela revista Science, o surto pode ter começado quatro meses antes de quando foi detectado.

Declarada oficialmente em 15 de Maio — após um atraso de várias semanas —, a epidemia atual é causada pela variante Bundibugyo, para a qual não existe nem vacina nem tratamento no momento.

Pelo menos três imunizantes, um deles descrito pela OMS como o “mais promissor”, estão em desenvolvimento por diferentes laboratórios.

Este é o maior surto de ebola já registrado na RDC. A doença afeta regiões onde a presença do Estado é frágil e a infraestrutura de saúde é extremamente precária. "Infelizmente, a epidemia continua a se espalhar a um ritmo que supera as capacidades de resposta", disse o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic, durante uma coletiva de imprensa em Genebra. 

"Precisamos de mais apoio financeiro, bem como de outros recursos para fortalecer todos os aspectos da resposta: capacidades de tratamento, equipes de investigação em campo, equipes de sepultamento seguro e agentes comunitários de saúde", explicou ele.

No total, foram registados 3.802 casos confirmados e 1.707 mortes na RDC. A doença é transmitida pelo contato com fluidos corporais e causa febre hemorrágica.

Nos últimos dois meses, epidemia em curso se espalhou para cinco províncias (Ituri, Kivu do Norte, Kivu do Sul, Haut-Uélé e Tshopo). No entanto, 87% dos casos foram registados em Ituri.

 

Quando o surto foi declarado oficialmente em 15 de Maio, as autoridades já haviam notado um atraso na detecção da doença. Agora, um relatório de uma investigação científica divulgado pela revista Science levanta a hipótese de que os primeiros casos ocorreram ainda em Janeiro.

Três pesquisadores passaram quase um mês em Mongbwalu. Foi nessa cidade mineira, localizada a cerca de 80 quilómetros de Bunia, que a epidemia surgiu. Os cientistas conduziram uma investigação, e suas conclusões preliminares apontam para prováveis ​​casos que remontam a Janeiro.

A hipótese deles concentra-se em um morador de uma área rural que viajou para Mongbwalu em busca de tratamento médico, levando o vírus consigo; inicialmente, a doença afetou os arredores da cidade. Consequentemente, quando as autoridades identificaram oficialmente o ébola em Maio, uma "epidemia generalizada e em expansão" já estava em curso.

A investigação também levou à descoberta de um caso específico: uma mulher de 50 anos que morreu em 25 de Janeiro após vomitar sangue. Posteriormente, vários membros de sua família e de seu círculo social adoeceram.

Para os autores do relatório, surge uma questão crucial: como a doença passou despercebida por tanto tempo? Vários fatores são citados: uma cultura de sigilo, crenças místicas, a consideração de outras possíveis doenças e sintomas atípicos que não despertaram alertas entre os profissionais de saúde.

Nesta terça-feira, Jean Kaseya, chefe do África CDC (Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças), é esperado em Bunia para se reunir com as equipes de resposta.  ANG/Faapa

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terça-feira, 4 de agosto de 2026


J
ustiça/Ministério Público  pede detenção do Presidente da FFGB Carlos Alberto Mendes Teixeira por alegada violação de medidas de coação

Bissau, 04 Ago 26 (ANG) – O Gabinete de Luta Contra a Corrupção e Delitos Económicos da Procuradoria-Geral da República ordenou a detenção do Presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau(FFGB),  Carlos Alberto Mendes Teixeira, por alegado incumprimento das medidas de coação que lhe haviam sido impostas no âmbito de um processo de investigação por suspeitas de falsificação, administração danosa e abuso de confiança.

De acordo com o mandado emitido em 31 de Julho de 2026, à que a ANG teve acesso hoje, o arguido foi  indiciado por factos suscetíveis de enquadramento nos crimes de falsificação e abuso de confiança, previstos no Código Penal.

Segundo o Ministério Público, durante a fase de inquérito foram aplicadas ao suspeito as medidas de obrigação de permanência e de Termo de Identidade e Residência (TIR), que o impediam de se ausentar do país sem autorização judicial, bem como de abandonar a cidade de Bissau ou alterar a sua residência sem comunicação prévia às autoridades.

O Ministério Público refere que  o Presidente da FFGB viajou no dia 16 de Julho de 2026, num voo da TAP, para assistir a final do Campeonato do Mundo de Futebol, nos Estados Unidos da América, sem autorização das autoridades competentes, violando assim as obrigações impostas.

Perante esta situação, o Ministério Público considerou que as medidas de coação anteriormente aplicadas se revelaram insuficientes para garantir as finalidades do processo, nomeadamente a presença do arguido nos atos processuais e a salvaguarda da investigação.

Em consequência, foi ordenada a detenção de Carlos Alberto Mendes Teixeira e a sua condução às celas de detenção provisória da Polícia Judiciária, onde deverá permanecer à disposição da justiça até novos desenvolvimentos do processo. ANG/LPG/ÂC//SG

Comunicação Social/Embaixador da China promete apoiar a modernização da Agência de Notícias da Guiné

Bissau, 04 Ago 26 (ANG) – O embaixador da República Popular da China na Guiné-Bissau, Yang Renhuo, manifestou disponibilidade para apoiar a modernização da Agência de Notícias da Guiné (ANG).

A promessa foi feita hoje  numa audiência concedida ao novo Diretor-geral da instituição, Bonifácio Malam Sanha, na embaixada.

No encontro, ficou acordado que a direção da ANG apresentará um ao diplomata chinês uma relação das necessidades da ANG para essa modernização em termos de equipamentos e formação, para o reforço das capacidades dos técnicos e jornalistas deste órgão estatal de Comunicação social.  .

Na ocasião, o diplomata chinês elogiou o trabalho desenvolvido pela ANG, destacando a cobertura informativa sobre a cooperação entre a Guiné-Bissau e a China, bem como o acompanhamento das atividades do Governo e da sociedade em geral.

Por sua vez, o Diretor-geral da ANG reafirmou o compromisso da instituição de continuar a seguir as orientações superiores que privilegiam o fortalecimento da cooperação entre a Guiné-Bissau e a República Popular da China.

Bonifácio Malam Sanhá, acompanhado do ex-Diretor-geral da ANG, Salvador Gomes,  agradeceu ao embaixador Renhuo pelo apoio em equipamentos que a China tem prestado à Agência de Notícias da Guiné e defendeu o reforço da cooperação entre a ANG e a Agência de Notícias da China-Xinhua, com maior fluxo de  trocas de informações entre as duas agências.

O responsável manifestou igualmente a intenção de assegurar um acompanhamento regular das atividades desenvolvidas pela Embaixada da Ch
ina na Guiné-Bissau. ANG/LPG/ÂC//SG

Amamentação”Nutrição saudável contribui automaticamente para produção de leite saudável para criança”, diz o nutricionista Jean Jaque

Bissau, 04 Ago 26 (ANG) – O nutricionista guineense Jean Jaque Sanca Malú afirmou esta terça-feira que uma nutrição saudável durante a gravidez e no período de amamentação contribui automaticamente para  produção de leite saudável para a criança.

Sanca Malú falava em entrevista exclusiva à ANG, no âmbito da Semana Mundial de Amamentação (01 à 07 de Agosto).

Referiu  que na Guiné-Bissau o mês de agosto é instituído actualmente como mês de amamentação.

“A Nutrição saudável é fundamental para qualquer indivíduo e muito mais para mulheres em processo de gravidez ou no período de amamentação. Porque, uma mãe que não alimenta bem com certeza não pode ter leite de qualidade. Também é fundamental ressaltar que, após sete meses de gravidez, a mulher deve iniciar o processo de preparação de leite, que consiste em fazer as massagens e limpezas nas mamas”, disse aquele nutricionista.

Acrescentou que existem  três grupos de alimentos saudáveis que são: energéticos (inhambi, arroz, mandioca, milho, entre tantos), construtores; (peixe, ovo, feijão, carne, entre outros) e protectores (legumes e frutas).

Disse ser importante que se coma um pouco destes alimentos em cada refeição para garantir uma boa alimentação.

 “É necessário consumir mais  produtos naturais, porque, os importados, as vezes, carecem de qualidade. O nosso país não dispõe de laboratórios para garantir a qualidade dos produtos importados. Evitar de consumi-los tanto é o melhor que podemos fazer”, disse Jean Jaque.

O nutricionista disse  que uma nutrição saudável durante amamentação é fundamental para garantir a energia da mãe, repor os nutrientes perdidos e manter o bem-estar físico e mental no pós-parto

“A recuperação rápida ajuda o corpo a cicatrizar e voltar ao normal, também dá força extra para cuidar do bebé”, disse.

Jaque Malú disse  que, durante o processo de amamentação exclusiva, a mãe deve manter  uma dieta equilibrada baseada em alimentos naturais, com destaque para frutas, legumes frescos, e beber muita água .

“Não existe uma lista restrita de alimentos mágicos, mas o corpo precisa de comida de verdade para recuperar-se do parto e produzir leite de qualidade”, referiu.

Acrescentou  que os alimentos devem ser bem cozidos, que os legumes e frutas devem ser desinfectados para  garantir uma alimentação saudável e se prevenir das consequências negativas.

“Temos dois órgãos do corpo da mulher que encarregam da produção de leite nomeadamente oxitocina e prolactina. Uma mulher deve alimentar bem antes da gravidez, durante e nos pós-parto com o objectivo de ter uma criança saudável e de garantir a sua boa evolução como pessoa no futuro”, disse.

Por outro lado, Jean Jaque chamou a atenção aos agricultores no sentido de evitarem o uso de insecticidas, em detrimento de   estrumes naturais para garantir melhor qualidade dos produtos cultivados no país.

Recomenda  o uso de tendas sobretudo nesta época da chuva para evitar o paludismo, limpeza das casas e das valetas nos arredores das habitações, destruição de lixos e cuidados especiais às  crianças. ANG/AALS/ÂC//SG

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Regiões/Governador de Biombo assina acordos de parceria com escolas profissionais de Porto para formação de secretários administrativos

Biombo, 04 Ago 26 (ANG) – O Governador da Região de  Biombo, norte do país, assinou recentemente acordos de parcerias com escolas técnico- profissionais de Porto/ Portugal, Coração da Jornada e Penacova, para formação dos secretários administrativos daquela região.

Em entrevista esta terça-feira ao correspondente da ANG na Região de Biombo, após seu regresso ao país de uma visita á Portugal, Aldo José Lima,  disse que o acordo assinado com os dois centros de formação técnico profissional deve beneficiar a  três administradores e três secretários administrativos.

O Governador informou ainda que os responsáveis dos dois centros de formação estarão em Bissau, brevemente, para finalizar o acordo de parceria com a administração da região de Biombo, tendo prometido a implementação de um centro de formação técnico profissional na região de Biombo.

Lima revelou  que o Centro Penacova financiou 10 bolsas de estudo para alunos da região de Biombo, com uma Idade compreendida entre os 16 e 19 anos, com o mínimo de 9º ano de escolaridade.

Acrescentou que este centro assumirá todas as despesas decorrentes dessa formação de alunos, desde passagem, até os custos de formação.

Aldo José Lima se deslocou a Portugal para  renovar a parceria ao nível administrativo com as escolas técnico-profissionais “Penacova e Coração da Jornada”, no Porto. ANG/MN/JD/ÂC//SG  

 

Espanha/Após crise em Ceuta, UE defende ‘resposta comum’ do bloco para reforçar fronteiras

Bissau, 04 Ago 26 (ANG) - A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu nesta segunda-feira (3) uma “resposta europeia comum” após a entrada ilegal de dezenas de milhares de pessoas em Ceuta, enclave espanhol no norte da África.

Os ministros do Interior da União Europeia se reunirão nesta terça-feira (4), por videoconferência, para discutir a situação.

A reunião foi organizada a pedido da Espanha e apoiada por um grupo de 22 países, entre eles Itália e Dinamarca.

Durante a crise, ao menos 72 migrantes morreram do lado espanhol da fronteira e outros 11 do lado marroquino.

A chegada em massa de jovens a Ceuta, na quinta-feira (30) e na sexta-feira (31), desencadeou uma crise diplomática entre a Espanha e alguns de seus parceiros europeus mais críticos da política migratória de Madri.

Itália e Dinamarca chegaram a defender a suspensão da Espanha do Espaço Schengen, embora Ceuta não faça parte da área de livre circulação da União Europeia devido a uma exceção jurídica. As declarações irritam Madri que pediu a organização de uma reunião dos ministros do Interior do bloco.

O episódio em Ceuta “mostra claramente que precisamos ir além para reforçar nossas fronteiras nos pontos mais sensíveis”, escreveu Von der Leyen em carta enviada ao primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.

Entre as medidas citadas estão “maior vigilância e, quando necessário, o uso de barreiras físicas”. A presidente da Comissão Europeia ressaltou, porém, que “a proteção das fronteiras externas é uma responsabilidade europeia compartilhada”.

O ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, descartou qualquer possibilidade de retirada da Espanha do Espaço Schengen. “Está absolutamente fora de questão”, afirmou.

Segundo ele, a França mantém uma cooperação “muito boa” com a Espanha. Questionado sobre o reforço dos controles na fronteira franco-espanhola, Nuñez respondeu que eles serão mantidos “pelo tempo que for necessário”.

Segundo o governo espanhol, a “quase totalidade” das cerca de 60 mil pessoas que cruzaram ilegalmente a fronteira, em sua maioria jovens marroquinos, já retornou ao país. No entanto, quase mil menores de idade continuam no enclave, de acordo com a ONG Save the Children.

No fim de semana, centenas de menores desacompanhados dormiam na rua em uma área industrial abandonada de Ceuta. Muitos ainda esperam conseguir chegar ao continente europeu. “Todos os menores aqui vieram para chegar à Espanha”, afirmou à AFP Aziz Dabch, um dos poucos adultos presentes no grupo.

Alguns migrantes disseram ter ouvido rumores de que a fronteira estava aberta. A informação se espalhou rapidamente pelas redes sociais. A Espanha atribuiu o fenômeno à atuação de “máfias de tráfico de pessoas”.

No Marrocos, as autoridades demoraram a se pronunciar sobre o fluxo migratório, descrito pelo governo de Ceuta como o maior já registado no enclave.

O Ministério do Interior marroquino informou apenas no domingo (2) que 11 pessoas morreram tentando alcançar Ceuta. Somadas às 72 mortes registradas oficialmente do lado espanhol, o número de vítimas chega a pelo menos 83. A maioria morreu afogada. Como as buscas continuam, onúmero de mortos pode aumentar.

A Associação Marroquina de Direitos Humanos (AMDH) cita quase 130 vítimas e dezenas de desaparecidos. A entidade pediu a abertura de uma investigação independente sobre as causas do fluxo migratório entre a cidade marroquina de Fnideq e o enclave espanhol.

A associação também criticou o que chamou de “silêncio preocupante” das autoridades marroquinas, argumentando que a falta de esclarecimentos contribuiu para a crise.

Uma fonte ligada ao movimento associativo afirmou que “a forma como os acontecimentos ocorreram” sugere o consentimento das autoridades marroquinas. A hipótese levantada é a de que Rabat tenha usado a questão migratória para pressionar o governo espanhol.

Segundo Matthieu Tardis, pesquisador especializado em migrações europeias, ao transformar o controle migratório em uma “questão central”, os países europeus dão a seus vizinhos um importante instrumento de pressão política.

“A instrumentalização das migrações não é nova e tende a se multiplicar à medida que a Europa transfere a países terceiros parte da gestão dos fluxos migratórios”, afirmou. Ele citou episódios semelhantes envolvendo Grécia e Turquia, além de Polônia e Belarus.

Especialista em migrações no sul da Europa, o jornalista Ignacio Cembrero afirmou à RFI que a tragédia em Ceuta tem dimensões históricas. “A cidade de Ceuta tomou medidas, com ajuda do Exército, porque está completamente sobrecarregada, para receber até 200 corpos. A maioria dos migrantes morreu afogada. É uma catástrofe humanitária, uma tragédia”, disse.

Segundo ele, as forças de segurança marroquinas deixaram de impedir as travessias. “Se agiram assim, só há uma explicação: receberam ordens de alto escalão. Como consequência, muita gente atravessou. É um recorde mundial em tão pouco tempo”, afirmou.

Cembrero destacou ainda que chegar a Ceuta não significa automaticamente entrar na Europa continental.

“Quando alguém sai de Ceuta, enfrenta controles alfandegários e policiais. Quem não possui a documentação necessária não pode embarcar nos navios com destino à Península Ibérica. Chegar a Ceuta está longe de significar colocar os pés no continente europeu”, afirmou. ANG/RFI com agências

 

 


Gambia
/ MOTIE Highlights Major Progress in Trade, Investment and Economic Development

Bissau, 04 jul 26 (ANG) - The Ministry of Trade, Industry, Regional Integration and Employment (MOTIE) has highlighted significant achievements in trade, employment, industrial development, investment promotion, regional integration, standards and consumer protection during the Mansa Kunda Bantaba.

In his opening remarks, the Minister of Information, Media and Broadcasting Services, Dr Ismaila Ceesay, underscored the pivotal role of the Ministry of Trade in advancing the Government’s national development agenda. He said the Government remains committed to transforming The Gambia into a middle-income country through strategic investments in human capital and critical infrastructure, noting that substantial investments are being made in key sectors, including health, energy, water, roads, sports and social infrastructure, alongside strengthening education and skills development to equip Gambians with the knowledge and competencies required for employment.

Presenting the Ministry’s report, the Minister of Trade, Industry, Regional Integration and Employment, Hon. Mod K. Ceesay, said the engagement reflects the Government’s commitment to transparency, accountability and keeping citizens informed about progress in implementing national development priorities. He noted that since the Ministry’s previous appearance at the Mansa Kunda Bantaba, several strategic reforms and initiatives have been accelerated to foster a more competitive, industrialised and investment-driven economy, while creating greater opportunities for trade, investment and employment.

The Minister further highlighted the important role of the private sector in wealth creation and employment generation, saying the Government continues to promote private-sector investment, particularly in labour-intensive sectors, through the Gambia Investment and Export Promotion Agency (GIEPA). The country, he noted, is witnessing increased domestic and foreign investment, contributing to economic growth and the creation of employment opportunities. The industrial sector was also identified as a key driver of job creation, with the Government committed to providing the necessary infrastructure and enabling environment to encourage private-sector investment.

The Minister acknowledged that migration is a global phenomenon but stressed the importance of promoting safe, orderly and regular migration, encouraging young people to acquire relevant education and marketable skills to enhance their employment prospects both within The Gambia and abroad. He said the Government continues to expand legal pathways for overseas employment through initiatives such as the Spain Circular Migration Programme and bilateral labour agreements with countries including Saudi Arabia.

The Minister further noted that government interventions to create employment opportunities are yielding positive results, revealing that the Government had exceeded its target of creating 130,000 jobs, achieving the milestone one year ahead of schedule.

On the rising cost of living, the Minister acknowledged that increasing prices remain a global concern but noted that prices of some essential commodities in The Gambia have declined in recent months despite international economic pressures, rising overseas prices and logistical challenges. He attributed the reduction in prices partly to government interventions aimed at easing the cost of essential commodities and supporting businesses and consumers.

The Minister also highlighted the Government’s efforts to boost local agricultural production and reduce the country’s reliance on imported food commodities, noting that despite The Gambia’s agricultural potential, the country continues to import significant quantities of onions, potatoes and other produce that can be cultivated locally. To address this, the Government has introduced seasonal restrictions on the importation of selected agricultural products to protect local producers and improve their access to markets.

He explained that the measures are designed to ensure farmers receive fair and competitive prices for their produce while encouraging increased domestic production, adding that the Government is also facilitating dialogue between farmers’ marketing federations and importers to strengthen market linkages and promote fair pricing for locally produced commodities. He acknowledged that challenges remain, particularly where buyers negotiate directly with farmers, but said the Ministry of Trade is working closely with the Ministry of Agriculture to strengthen farmers’ marketing structures and improve their capacity to negotiate better prices.

ANG/ Gambia Daily

 

Argentina/Milei redobra os ataques diretos a Lula e aprofunda a crise diplomática com o Brasil

Bissau, 04 Ago 26 (ANG) -  Javier Milei voltou a chamar Lula de “ladrão”, “corrupto” e “presidiário” e disse que “pior do que chamar Lula de ladrão é que o ladrão tenha roubado”.

Também acusou o presidente brasileiro de “ter investido um bilhão de dólares” na campanha presidencial argentina de 2023, afirmou que as suas críticas a Lula são “em defesa do povo brasileiro” e que a prisão de Bolsonaro foi “teledirigida por Lula”. 

Os novos ataques acontecem quando o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, estava a ponto de retornar a Buenos Aires. Q

uando as tensões diplomáticas pareciam afrouxar, o presidente argentino elevou o tom das declarações feitas no sábado (25), durante o lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, em São Paulo. Na noite deste domingo (2), reforçou as acusações e os adjetivos dirigidos a Lula.

“Eu menti?”, perguntou Milei, para, na sequência, disparar: “É ladrão! É ladrão! É um ladrão, é um corrupto. Foi condenado (...) Foi preso. Portanto, também presidiário. E o libertaram por uma falha administrativa do procedimento; não por ser inocente. Portanto, é ladrão, é corrupto”, acusou Milei numa entrevista ao canal LN+, gravada neste domingo (2) na Casa Rosada, sede do governo argentino.

Perguntado se a forma de se referir ao presidente brasileiro não era “agressiva”, Milei respondeu que “é muito mais leve chamar de ladrão o ladrão do que o próprio ato de roubar”.

A entrevista foi exibida na noite deste domingo, quando o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, já tinha a indicação do presidente Lula de retornar a Buenos Aires, depois de ser chamado a consultas, há uma semana, a Brasília.

Na linguagem diplomática, uma “chamada a consultas” traduz-se num elevado descontentamento de um país com outro, sinalizando uma grave crise nas relações bilaterais, a partir de uma atitude considerada hostil.

Porém, uma semana depois, Milei não apenas reforça os ataques como também cita o presidente Lula pelo nome. Se, no lançamento da candidatura do seu aliado regional, Flávio Bolsonaro, Milei se referiu a Lula como “ladrão” e “presidiário”, sem mencionar o nome do presidente brasileiro, agora, a alusão tornou-se ofensa com nome próprio.

“Eu respondo com a verdade ao senhor Lula que se sente ofendido se o chamo de “chorro” (gíria argentina para “ladrão”), de ladrão. Mas é um ladrão! Quando digo que é um presidiário, é porque foi presidiário e só saiu por um recurso administrativo; não por ser inocente”, insistiu Milei.

O presidente argentino replicou uma acusação, sem provas, de Eduardo Bolsonaro de que Lula investiu um bilhão de dólares na campanha presidencial argentina de 2023 para apoiar o candidato Sergio Massa, que disputava o segundo turno contra Milei.

“Eduardo Bolsonaro contou que o senhor Lula pôs um bilhão de dólares na Argentina na campanha de Massa para me atacar. Além disso, (Lula) pôs um grupo de assessores brasileiros (na campanha de Massa).

Então, a esses que me acusam de interferência política digo que, se há alguém que interfere politicamente na região, é Lula, contaminando, com as ideias imundas do socialismo, todos os lugares”, acusou Milei.

De forma cada vez mais enfática e direta, Milei tem atacado Lula desde a campanha eleitoral argentina de 2023. Há uma semana, ultrapassou um limite não apenas por chamar Lula de “ladrão” e de “presidiário” como por fazê-lo em pleno território brasileiro. Não há precedentes na história de um presidente que insulte o outro no país do vizinho.

Apesar de ter atacado Lula primeiro, Milei inverteu a acusação, dizendo que respondeu aos insultos de Lula.

“Ficam zangados porque eu disse algo a Lula, que é a verdade, mas omitem os insultos de Lula e dos seus ministros”, retrucou Milei.

Na quinta-feira passada (30), Javier Milei emitiu um decreto que modifica a atual Lei de Migrações, estabelecendo novas penas de proibição para entrada na Argentina e para o cancelamento de residência de estrangeiros, com a sua consequente expulsão em casos de mensagens que incitarem ao ódio, à violência contra o povo argentino e que ultrajarem os símbolos pátrios.

Constitucionalistas e opositores advertiram que, se o Brasil tivesse um decreto semelhante, Milei não poderia mais entrar no território brasileiro.

Indagado se a atitude de Milei, ao criticar o presidente Lula (representante do Poder Executivo do Brasil), não seria equivalente, o presidente argentino teve uma interpretação própria, insultando novamente Lula e acusando-o de dirigir o ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Alexandre de Moraes, a condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

“Não é a mesma coisa porque eu fui ao Brasil, mas não ataquei os brasileiros. Fui em defesa dos brasileiros de bem. Eu falei sobre Lula, o corrupto, o ladrão, o presidiário. E falei do juiz que mete preso pessoas com as quais não comunga ideologicamente, que faz uma perseguição teledirigida por Lula”, diferenciou Milei, em tom exaltado, ignorando que a maioria dos brasileiros elegeu Lula.

Questionado se não atacava Lula para contentar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Milei negou essa hipótese.

“Eu faço isso porque sou um defensor das ideias da liberdade”, defendeu.

No dia seguinte aos ataques de Milei a Lula, o presidente argentino acusou o governo brasileiro de impulsionar uma campanha “anti-Argentina” na qual os argentinos eram acusados de racismo.

O presidente argentino disse que 25% dos recursos (financeiros) saíram do governo do Brasil” e que, dessa “conspiração anti- Argentina”, teriam participado também o governo do México, dirigido por Claudia Sheinbaum, de esquerda, e o Partido Democrata dos Estados Unidos, opositor a Donald Trump.

Agora, Milei redobrou a acusação e ainda incluiu a Espanha, governada pelo primeiro-ministro de esquerda, Pedro Sánchez.

“Toda a campanha contra a Argentina foi motorizada pelo Brasil”, acusou Milei. “Com dinheiro para ‘influencers’, atores e outros. Foi o Brasil. O Brasil em primeiro lugar. Em segundo lugar, o México. Em terceiro lugar, os Estados Unidos, o Partido Democrata. E a Espanha de Pedro Sánchez. Usaram a estrutura do Mundial (de futebol) para dizerem essa barbaridade de racismo”, apontou Milei, dizendo que os envolvidos depois viajam à Argentina e usam os serviços públicos do país.

“São os que vêm para cá para fazer terrorismo. Gente que vem de fora, usa os serviços da Argentina e que se dedica a uma campanha anti-Argentina”, sugerindo uma conspiração internacional.

Milei se baseia num balanço da empresa Monitor Digital, entre Dezembro de 2022 e Julho de 2026, sobre países estrangeiros que mais publicam sobre a Argentina nas redes sociais.

 Em momento nenhum, o estudo menciona que se tratam de mensagens de ódio nem que, por trás, haja governos nem que tenham sido apenas durante o recente campeonato mundial de futebol. Apenas menciona os países de origem das conversas.

A lista é liderada pelo Brasil, com 22%, seguido por México (15%), Estados Unidos (13%), Espanha (11%), França e Reino Unido (5% cada), Nigéria e Colômbia (4% cada), Chile, Índia e Indonésia (3% cada) e Peru (2%).

O presidente argentino confirmou que é contra estrangeiros usarem os hospitais públicos argentinos e estudarem gratuitamente na Argentina.

“Não somos contra a imigração. Este é um país formado por imigrantes. O problema é que, se temos um estado de bem-estar, todos pagam. Se alguém de fora usar os seus serviços, você está pagando a conta do outro. Isso não está bem”, criticou.

ANG/RFI

Nigéria/Pelo menos 52 pessoas foram sequestradas por homens armados no noroeste

Bissau, 04 Ago 26 (ANG) - Pelo menos 52 pessoas, incluindo crianças, foram feitas reféns por homens armados durante um ataque realizado no fim de semana em uma aldeia no estado de Zamfara, no noroeste da Nigéria, informou a mídia nesta segunda-feira.

“Homens armados em motocicletas invadiram uma aldeia (...), atacando primeiro uma base militar nos arredores da cidade”, acrescentaram os meios de comunicação, citando fontes locais. Continuaram, afirmando que os agressores apreenderam fuzis e incendiaram um veículo de patrulha militar antes de atacarem a aldeia de Kasuwar Daji e sequestrarem dezenas de pessoas.

Por sua vez, um porta-voz do exército nigeriano, Olaniyi Osoba, indicou que as tropas repeliram "com sucesso" o ataque à base militar, acrescentando que os agressores, no entanto, mataram um soldado e um policial e "sequestraram um número indeterminado de habitantes" da aldeia.

Em declaração emitida, Osoba não deixou de atribuir o ataque a "terroristas".

É importante lembrar que os sequestros se tornaram uma importante fonte de renda para grupos armados na Nigéria, sejam eles terroristas presentes principalmente no nordeste ou gangues criminosas conhecidas como "bandidos", também ativas no nordeste, assim como no centro do país mais populoso da África.

Segundo um relatório da SBM Intelligence, uma empresa de consultoria sediada em Lagos, os sequestros renderam aos seus autores aproximadamente 1,66 milhão de dólares em resgates entreJulho de 2024 e Junho de 2025.ANG/Faapa

 

Senegal/Autoridades interceptam 173 pessoas que tentavam migrar irregularmente

Bissau, 04 Ago 26 (ANG) – Cerca de 173 candidatos à emigração irregular foram interceptados nos dias 31 de Julho e 1º de Agosto durante duas operações realizadas pela Gendarmaria Senegalesa no centro do país, informou a mídia local na segunda-feira.

Em um comunicado à imprensa, a Gendarmaria Nacional indicou que uma primeira operação, conduzida pela brigada territorial de Sokone na floresta de Bossinkang, levou à prisão de 36 pessoas que planejavam um embarque clandestino para a Europa.

Uma segunda operação, realizada pela brigada local em Nioro, resultou na interceptação de uma piroga escondida no mangue, bem como na prisão de seus três capitães e 137 passageiros.

Entre os interceptados estão 104 senegaleses, 14 gambianos, 12 guineenses e sete malianos, especifica a mesma fonte.

A Gendarmaria também apreendeu uma piroga de 18 metros, dois motores de popa de 40 cavalos de potência e 238 galões de combustível, cada um contendo 20 litros de combustível.

Segundo o Comité Interministerial de Combate à Migração Irregular (CILMI), o número de cidadãos senegaleses que chegaram às Ilhas Canárias diminuiu significativamente em 2025, passando de 9.554 em 2024 para 4.918.

Essa diminuição é atribuída ao fortalecimento das operações de vigilância e dos mecanismos de controle implementados pelas autoridades senegalesas.

O litoral do Senegal continua sendo um dos principais pontos de partida para migrantes que tentam chegar às Ilhas Canárias por via marítima.ANG/Faapa

    

 

 Uganda/ Quatorze mortos em acidente de trânsito a estrada Kampala-Masaka

Bissau, 04 Ago 26 (ANG) – Quatorze pessoas morreram em um acidente de trânsito na noite de segunda-feira na rodovia que liga Kampala a Masaka, no sul de Uganda, informou a polícia nesta terça-feira.

O acidente ocorreu após uma colisão entre um táxi e um caminhão carregado de areia, informou a polícia em sua conta no Google.

Quatro pessoas feridas, incluindo dois ocupantes de cada veículo, foram internadas no Hospital Regional de Masaka para receberem os cuidados necessários, acrescentou a mesma fonte.

A polícia compareceu ao local e foi iniciada uma investigação para determinar as circunstâncias exatas do acidente.ANG/Faap