sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Educação/Ministro defende prática de  gestão   responsável nas escolas públicas

Bissau, 21 Ago 26 (ANG) - O Ministro da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica, defendeu, quinta-feira,a prática de uma gestão mais organizada e responsável nas escolas públicas e nas diferentes comunidades da Guiné-Bissau.

Segundo a  página de facebook do Ministério da Educação, Barros Bacar Banjai, falava  no encontro de trabalho que com os delegados regionais, inspectores e coordenadores do sector da Educação, no qual foram analisados  o funcionamento dos serviços e questões relacionadas com o trabalho desenvolvido a nível nacional.

A iniciativa se enquadra na visão reformista de Bacar Banjai  assente na melhoria da qualidade dos serviços, no reforço da fiscalização, na disciplina administrativa e numa maior eficiência na execução das políticas públicas de educação.

O governante explicou que o referido encontro serviu  para fazer uma concertação, avaliação e apresentação de orientações para estruturas responsáveis pela implementação das políticas educativas nas diferentes regiões do país.

“Durante a reunião foram analisados os principais desafios que condicionam o normal funcionamento do sistema educativo, bem como a necessidade de reforçar a coordenação entre os serviços centrais e as estruturas regionais”, refere.

O ministro destacou ainda a necessidade de fortalecer o acompanhamento das escolas, identificação, atempada dos problemas  e de procura de  soluções coordenadas, de modo a criar melhores condições para professores, alunos e demais profissionais do setor. ANG/AALS/LPG//SG

 Cuba/Governo acusa EUA de bloquearem serviços básicos à população com sanções

 

Bissau, 21 Ago 26(ANG) - O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, acusou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, de ter como "propósito deliberado" impedir o governo de "garantir serviços básicos à população", na sequência de novas sanções de Washington.

Os Estados Unidos sancionaram na quinta-feira três autoridades cubanas e nove entidades estatais ligadas à mineração, comércio externo e metalurgia, incluindo o Ministério da Construção, no âmbito da sua campanha de pressão por mudanças políticas e económicas na ilha. 

 

"Em particular, as sanções obstruem o transporte de contentores com alimentos, medicamentos e equipamento médico, adquiridos principalmente por micro, pequenas e médias empresas (MPME) privadas cubanas", enfatizou o ministro cubano na rede social X. 

Rodríguez classificou estas sanções como uma "obsessão falhada" contra Cuba. 

 

As novas sanções juntam-se às dirigidas contra o atual Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e às acusações criminais contra o ex-presidente Raúl Castro, no âmbito da campanha do Presidente Donald Trump para estrangular o regime comunista já em crise. 

 

No início de agosto, Rubio avisou Cuba de que não haveria "válvula de escape" para a pressão de Washington por mudanças radicais na ilha e que o país não poderia ganhar tempo à espera do fim do segundo mandato de Trump. 

 

A pressão de Washington, incluindo o embargo petrolífero iniciado em janeiro e a nova vaga de sanções secundárias desde maio, que visam sectores-chave da economia, agravaram a situação precária da nação caribenha. 

Os meios de comunicação social estatais cubanos divulgaram na quinta-feira que as 136.214 mortes registadas em 2025 representam mais do dobro dos 68.064 nascimentos, refletindo a tendência de envelhecimento da população, onde as pessoas com 60 anos ou mais representam 26,7% do total nacional. 

 

A baixa taxa de natalidade reflete-se na taxa de fecundidade total, que se mantém nos 1,29 filhos por mulher pelo segundo ano consecutivo, a taxa mais baixa desde 1958. 

 

A taxa bruta de reprodução é de 0,62 filhos por mulher, muito abaixo dos 2,1 que marcam o nível de substituição geracional. 

De acordo com os dados divulgados, a população efetiva da ilha era de 9.434.593 pessoas no final do ano passado, sendo que destas, 74,7% (7.044.773) residem em cidades e aglomerados urbanos. 

 

Os restantes 2.389.820 habitantes da ilha vivem em zonas rurais, segundo dados do Centro de Estudos Populacionais e de Desenvolvimento (CEPDE) do Gabinete Nacional de Estatística e Informação (ONEI), citados num artigo da publicação `online` Cubadebate. 

 

Havana apresenta a maior taxa de declínio populacional e o município de Plaza de la Revolución, na capital, apresenta a maior taxa de envelhecimento populacional da ilha, com 38,2% dos seus residentes com 60 anos ou mais. ANG/Inforpress/Lusa

 

 Nigéria/Mais de 50 mortos em naufrágio de barco no noroeste do país

Bissau, 21 Ago 26 (ANG) - Pelo menos 51 pessoas morreram na quinta-feira quando um barco virou no estado de Sokoto, no noroeste da Nigéria, enquanto as operações de resgate continuam, segundo relatos da mídia local.

A tragédia ocorreu perto da vila de Gorau, no distrito de Goronyo, quando um barco que transportava moradores para terras agrícolas do outro lado de um rio virou pouco depois de partir, disseram as mesmas fontes.

Segundo depoimentos recolhidos no local, a embarcação estava sobrecarregada e a maioria dos passageiros eram mulheres e crianças.

Inicialmente, cerca de 46 corpos foram enterrados, antes que outros cinco fossem recuperados do rio, elevando o número provisório de mortos para 51, de acordo com a mídia nigeriana, citando uma autoridade local.

O porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Emergências (NEMA) no estado de Sokoto, Dahir Kure, confirmou que equipes de resgate foram enviadas ao local, acrescentando que as autoridades continuam a coletar informações sobre as circunstâncias e o número de vítimas do acidente.

Os naufrágios são frequentes nos rios da Nigéria, principalmente devido à sobrecarga das embarcações, à má manutenção e ao descumprimento das normas de segurança.

O estado de Sokoto também está particularmente exposto a inundações durante a estação chuvosa, que geralmente se estende de maio a Novembro, tornando a navegação mais perigosa.

Em Julho passado, dezenas de pessoas morreram quando um barco virou no estado de Jigawa, no norte do país. ANG/Faapa

 

 Regiões/Equipa de Ulai Ubok tornou-se  primeira finalista do torneio de abertura do Campeonato de Defeso  de Canchungo deste ano

Bissau 21 Ago 26 (ANG) – A Equipa de Futebol  Ulai Ubok tornou-se a  primeira finalista do torneio de abertura do Campeonato de Defeso do Setor de Canchungo, ao vencer , quinta-feira, a sua congénere de Catacumba, por 3-1

Segundo o despacho do  correspondente da Agência de Notícias da Guiné (ANG) na Região de Cacheu, o encontro teve lugar no Estádio "Saco Vaz", em Canchungo

Os 03 golos de Ulai Ubok foram apontados por Malonis aos 34 minutos, Uguis aos 36 e Fausto aos 86 minutos, enquanto que o único tento da equipa de Catacumba foi marcado por Mamed Bangura, aos 58 minutos.

Em declarações  à Imprensa, o treinador da equipa vencedora, Danilson Paulo Mendes disse que os seus jogadores estão de parabéns pela vitória e promete ganhar a final deste torneio de abertura do Campeonato Defeso local, cuja a dfinal está prevista para o próximo dia  22 de Agosto.

Por sua vez, o Treinador da Catacumba   Seco Camará reconheceu a derrota e promete melhorar as falhas no Campeonato Defeso, contando com  apoios dos jogadores e moradores do Bairro de Catacumba.

Ulai Ubok, vai conhecer o seu adversário, depois do jogo entre a Equipa de Cachobar e Bara Mama, a se realizar, hoje, às 16 horas.  ANG/AG/MSC//SG

Regiões/ Diretor-geral do Ministério da Administração Territorial  e Poder Local recomenda aos administradores sectoriais diligências para estabelecimento de parcerias

Cacheu, 21 Agot 26 (ANG) – O Diretor-geral da Descentralização Administrativa do Ministério da Administração Territorial e Poder Local, recomendou aos Administradores sectoriais  da Região de Cacheu, diligências  para estabelecimento de  parcerias financeiras  para implementação dos Planos Estratégicos de Desenvolvimento Sustentáveis.

Undjon Mango fez essa recomendação, quinta-feira,  ao presidir o ateliê de avaliação dos resultados de implementação do Plano de Desenvolvimento do setor de Canchungo  2019/ 2025, e de definição da dimensão da paisagem Jeta, Pecixe e Cacheu para a criação da futura Reserva de Biosfera na Guiné-Bissau.

Undjon Mango, disse que os desafios da descentralização e futuro de governação territorial local exigem  responsabilidade  e transparência na gestão dos recursos, a participação dos cidadãos na tomada de decisões e a prestação de contas.

Segundo o  Encarregado do Programa de Wetlands Internacional na Guiné-Bissau, Abdoulaye Ndiaye, a sua organização trabalha na conservação e restauração dos tarrafes na região de Cacheu, há mais de 20 anos e quer que o Governo da Guiné-Bissau tenha em consideração a importância de todos os ecossistemas naturais para a proteção de vidas humanas.

Este ateliê foi organizado e financiado pela Wetlands Internacional, no quadro da sua parceria com a Administração do setor de Canchungo, contou com as presenças do Diretor-geral da Descentralização Administrativa, Administradores, Secretários, Presidentes dos Conselhos Consultivos de todos os setores administrativos da região de Cacheu e técnicos da Wetlands Internacional. ANG/AG/LPG//SG

Líbano/Sul  devastado por incêndios e moradores da região acusam Israel de queimadas deliberadas 

Bissau, 26 Ago 26 (ANG) - Enquanto o Exército israelense continua realizando ataques diários no sul do Líbano – os bombardeios do fim de semana deixaram 11 mortos, entre eles crianças –, a região também vem sendo devastada por numerosos incêndios.

Moradores, ONGs e integrantes da Defesa Civil acusam Israel de ser responsável pelas queimadas e de adotar uma estratégia de destruição sistemática.

No início desta semana, o Exército israelense bombardeou cerca de dez localidades, na segunda-feira (17), entre elas o vilarejo de Kfar Remmane, nos arredores de Nabatiyeh. Os ataques provocaram grandes incêndios, registrados pela ONG ambiental Green Southerners e por vários veículos de comunicação locais.

 

O vilarejo fronteiriço de Yaroun também foi atingido por grandes incêndios há algumas semanas. Segundo moradores, o Exército israelense teria provocado deliberadamente as queimadas depois de destruir praticamente toda a localidade: casas, locais de culto e sítios arqueológicos.

O prefeito, Hafez Ghasham, acompanha a situação por imagens de satélite. Segundo ele, não restou praticamente nada. As árvores que haviam sobrevivido foram queimadas, incluindo oliveiras e árvores frutíferas. Para o prefeito, a destruição busca transformar a região em uma terra “imprópria para a vida”, apagando os vestígios da população que vivia ali.

Segundo Hussein Fakih, chefe da Defesa Civil de Nabatiyeh, 90% dos incêndios são provocados pelo Exército israelense. Em áreas ocupadas, as equipes de emergência precisam obter autorização do mecanismo responsável pela supervisão do cessar-fogo – e, portanto, da própria parte israelense – para poder atuar.

Essa autorização, segundo Fakih, às vezes não é concedida ou demora várias horas, quando o fogo já se espalhou. Mesmo quando conseguem chegar ao local, os bombeiros podem ser obrigados a abandonar a área por causa de novos ataques.

“Às vezes ocorrem bombardeios em áreas próximas aos bombeiros para obrigá-los a deixar o local e impedir que avancem”, denunciou. Segundo ele, também são registados disparos e lançamento de bombas sonoras nas proximidades das equipes de emergência.

Em Kfarchouba, vilarejo de maioria sunita situado oficialmente na fronteira da área ocupada, moradores relataram um incêndio de grande intensidade que atingiu a parte norte da localidade no início do mês. Vários hectares de carvalhos foram destruídos depois que munições israelenses teriam provocado as queimadas.

Os moradores também denunciam a destruição de terras agrícolas. A agricultora Ferial Abdel Aal afirma que possuía uma área com 120 oliveiras, todas arrancadas durante o conflito.

“Com esta guerra, que já dura um ano e meio, eu tinha uma parcela de terra onde havia 120 oliveiras. Israel as arrancou, todas elas”, afirmou.

Entre incêndios e destruição, mais de 50 hectares de terras foram devastados por ações atribuídas ao Exército israelense no sul do Líbano, segundo as informações reunidas pela reportagem.

 

O governo libanês, moradores e organizações ambientais acusam Israel de adotar uma 'política de terra arrasada', método de guerra que visa destruir tudo em um território, inclusive recursos naturais, e esperam que o país seja responsabilizado pelos danos ambientais.

Procurado pela RFI, o Exército israelense não respondeu às acusações.

A ministra libanesa do Meio Ambiente, Tamara el-Zein, afirmou em meados de agosto que Israel teria queimado deliberadamente mais de 16 mil hectares de terras no Líbano desde Outubro de 2023. Segundo ela, foram 8 mil hectares entre 2023 e 2024 e outros 8 mil entre Março e julho de 2026. A estimativa inclui florestas, áreas arborizadas, terras agrícolas e plantações de oliveiras.

ANG/RFI

Senegal/Crescimento económico da UEMOA previsto de 6 por cento no segundo trimestre de 2026

Bissau, 21 Ago 26 (ANG) – A taxa de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) deverá crescer 6% no segundo trimestre de 2026, após 6,1% no primeiro trimestre, de acordo com as últimas previsões do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO).

Este desenvolvimento será impulsionado, em particular, pelo dinamismo das atividades comerciais e de serviços, bem como pela boa campanha agrícola, indica o BCEAO em sua nota de perspectivas económicas para os países da UEMOA de Julho de 2026.

Com relação aos desenvolvimentos recentes da atividade económica, o Banco Central observa que os indicadores disponíveis no final de maio mostram uma tendência favorável na situação económica da União, com crescimento, em particular, no comércio, nos serviços financeiros e na construção e obras públicas (CTP).

O índice de volume de negócios do comércio a retalho subiu 3,8% em maio, após uma queda de 5,2% no mês anterior, enquanto os serviços financeiros registaram um aumento de 1,7%, após uma subida de 1% em abril. A atividade no setor da construção também continuou a melhorar, com exceção do Mali, Níger e Togo.

Em relação aos preços, a taxa de inflação na União Europeia situou-se em 0,8% em junho, em comparação com 0,4% em Maio. O BCEAO prevê uma aceleração para 1,1% em Julho e, posteriormente, para 1,3% em agosto de 2026, relacionada, em particular, às tensões geopolíticas no Oriente Médio e suas potenciais repercussões nos preços dos derivados de petróleo e nos custos de frete.

Além disso, a oferta monetária da União aumentou 19,9% em termos homólogos no final de maio de 2026, após um aumento de 19,6% no mês anterior, devido principalmente ao aumento dos ativos externos líquidos e dos créditos das instituições de depósito sobre as unidades residentes.

O BCEAO destaca ainda que, em Junho, o índice de preços dos principais produtos básicos exportados pelos países da UEMOA caiu 4,8%, devido, em particular, à queda dos preços do petróleo (-18%), do ouro (-7,7%) e do algodão (-6,5%). ANG/Faapa

    

 

Comunicação Social/ Ministro diz que Salvador Gomes se despede da ANG após 24 anos de liderança marcada por profissionalismo

Bissau, 21 Agot 26 (ANG) - O ministro da Comunicação Social, Abduramane Turé, prestou  homenagem ao antigo diretor-geral da Agência de Notícias da Guiné (ANG), Salvador Gomes, destacando o legado deixado por este após 24 anos ininterruptos à frente da instituição, numa cerimónia realizada pelos trabalhadores da agência.

Na mensagem de homenagem, o governante afirmou que o fim da liderança de Salvador Gomes, ocorrido a 1 de Junho deste ano devido à idade de reforma, encerra um percurso histórico no jornalismo guineense, marcado por diferentes contextos políticos e governativos.

Segundo Abduramane Turé ao longo de mais de duas décadas, Salvador Gomes dirigiu a ANG  com rigor, disciplina, sentido de justiça e profundo compromisso com o serviço publico.

O ministro sublinhou ainda que o antigo Diretor-geral concluiu a carreira sem qualquer advertência disciplinar, considerando esse facto um reflexo da sua integridade e responsabilidade profissional.

“Salvador Gomes não foi apenas Diretor-geral da ANG.  Foi uma referência para a comunicação social guineense e um exemplo de que dirigir uma instituição publica é, acima de tudo, servir o país”, afirmou.

Nessa mensagem gravada visto que o ministro se encontra numa missão na República Popular da China, Turé recordou o inicio da sua própria carreira jornalística, revelando que Salvador Gomes foi uma das primeiras pessoas a acreditar no seu potencial, oferendo-lhe o primeiro gravador que utilizou como repórter, instrumento que lhe permitiu aprender a ouvir, investigar e contar histórias.

Em nome do Governo da República da Guiné-Bissau e do Ministério da Comunicação Social, Abduramane Turé expressou profundo reconhecimento pelos serviços prestados à ANG e ao jornalismo nacional, defendendo que profissionais com a experiência e dedicação de Salvador Gomes constituem um património da comunicação social do país.

O governante destacou igualmente que o legado do antigo director-geral permanecerá vivo nos jornalistas que orientou e nas historias contadas pela agência sob a sua liderança.

A ANG é atualmente dirigida por Bonifácio Malam Sanhá, colaborador de longa data de Salvador Gomes, a quem o ministrou desejou sucessos na  preservação do legado construído e na continuidade de missão da instituição de servir a Nação com profissionalismo e sentido patriótico.

ANG/LPG//SG

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Guerra/Rússia e Ucrânia fazem nova troca de prisioneiros de guerra com mediação de Dubai

Bissau, 20 Ago 26 (ANG) - A Ucrânia e a Rússia realizaram nesta quarta-feira (19) uma nova troca de prisioneiros de guerra, envolvendo 103 pessoas de cada lado, anunciaram os dois países, em uma das poucas áreas de cooperação entre eles.

“Hoje, 103 combatentes ucranianos voltam para casa depois de terem sido mantidos em cativeiro na Rússia”, declarou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Entre eles estão soldados que defenderam Mariupol, cidade portuária ucraniana conquistada pela Rússia no início da invasão, após um longo e sangrento cerco. Outros militares libertados combateram em diferentes setores das frentes Sul e Leste.

“Pensamos em cada homem e cada mulher que continua em cativeiro. Estamos fazendo tudo o que é possível para trazer todos os nossos cidadãos de volta para casa”, afirmou.

Mais cedo, o ministério da Defesa da Rússia havia anunciado a troca de 103 prisioneiros de guerra russos por igual número de ucranianos.

Os militares russos estão atualmente em Belarus, onde recebem atendimento “médico e psicológico”, segundo Moscou. Em seguida, serão transferidos para a Rússia.

O ministério da Defesa russo destacou que os Emirados Árabes Unidos, assim como em trocas anteriores, desempenharam “um papel de mediador” na repatriação.

As trocas de prisioneiros são uma das últimas áreas de cooperação entre Rússia e Ucrânia e o único resultado concreto das negociações entre os dois países.

Segundo Kiev, mais de 15 mil civis ucranianos estão detidos em prisões russas. Em fevereiro, Zelensky afirmou que cerca de 7 mil militares ucranianos também estavam em cativeiro.

Desde o inverno, várias novas trocas de prisioneiros foram realizadas, envolvendo, a cada vez, várias centenas de pessoas dos dois lados.

com AFP

 

 Irão/ Trump anuncia "guerra económica" inédita contra Teerão

 

Bissau, 20 Ago 26(ANG) - O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quarta-feira, 19, uma nova ofensiva económica contra o Irão, classificando-a como a "operação económica mais devastadora alguma vez empreendida contra qualquer país". 

Na sua rede Truth Social, TRump avisou que qualquer país que permita às suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais proporcionar "qualquer tipo de tábua de salvação" ao Irão enfrentará, por sua vez, consequências económicas. 

 

O líder norte-americano precisou que a medida contempla cortar as vias utilizadas para evitar as sanções e manter os fluxos financeiros para o Irão, entre as quais o contrabando de petróleo, as linhas de câmbio de divisas, as transferências de dinheiro vivo, as casas de câmbio, os registos de navios e as empresas-fantasma. 

 

Trump exigiu que todas estas operações "parem AGORA" e avisou que Washington vigiará os países e entidades que permitam a sua manutenção, apresentando a iniciativa como uma nova fase da pressão norte-americana sobre Teerão, após assegurar que as Forças Armadas iranianas ficaram gravemente debilitadas depois dos recentes confrontos e que a sua economia se encontra à beira do colapso. 

 

"Isto será um DIA D económico", afirmou, ao pedir aos aliados dos Estados Unidos que se juntem ao isolamento do Irão e ao reiterar que o seu Governo impedirá que o país obtenha uma arma nuclear. 

 

 

Anteriormente, Trump tinha indicado que "talvez a qualquer altura" Washington e Teerão possam retomar negociações para pôr fim à guerra, embora tenha assinalado que a atual situação no estreito de Ormuz "é muito boa" e que muitos petroleiros o estão a atravessar sem problemas. 

 

"Talvez em algum momento, embora neste preciso momento ache que a situação [no estreito de Ormuz] é muito boa. Mas sim, talvez em algum momento", respondeu Trump na Casa Branca ao ser questionado sobre o estado das conversações depois de o cessar-fogo bilateral assinado em Junho ter expirado esta última segunda-feira. 

 

Após o ataque israelo-americano contra o Irão a 28 de Fevereiro, Teerão retaliou com ataques aos países vizinhos aliados de Washington e bloqueou o estreito de Ormuz, uma via de trânsito estratégica para os hidrocarbonetos. Os Estados Unidos, por sua vez, impuseram um bloqueio aos portos iranianos. 

 

Apesar de uma diminuição recente das hostilidades, as tensões na região permanecem elevadas no sexto mês de conflito, com as negociações diplomáticas num impasse. 

 

"Nenhuma conversa ou discussão está a ter lugar neste momento nem está programada com a República Islâmica do Irão", declarou Donald Trump na terça-feira. 

 

Segundo uma fonte americana contactada pela agência France-Presse, as conversações foram suspensas e Donald Trump pediu à sua equipa para não retomar o diálogo enquanto Teerão não se aproximar das posições americanas. 

 

Contudo Teerão deu poucos sinais nesse sentido, com o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, a declarar que o estreito não será reaberto enquanto Washington não cumprir os compromissos previstos no protocolo de acordo assinado em Junho. 

Esse texto, que estabelecia uma trégua de sessenta dias com vista a uma resolução duradoura, ficou sem efeito com a retoma das hostilidades em Julho. 

 

Mohammad Bagher Ghalibaf, em visita a Bagdad esta quarta-feira, denunciou também a "ingerência estrangeira", num momento em que Washington pressiona o Iraque a desarmar potentes fações armadas apoiadas por Teerão, e apelou ao "reforço regional". 

 

Ao mesmo tempo, o Irão e Omã, países limítrofes do estreito de Ormuz, debatem há várias semanas a futura gestão desta passagem. 

 

O Irão, que ataca navios que tentam atravessar o estreito sem pedir autorização, pretende impor taxas de navegação pelos serviços prestados aos navios em trânsito, algo que os Estados Unidos e alguns países da região recusam terminantemente.  ANG/Inforpress/Lusa

 

 

Espanha/ Governo realoca migrantes em Ceuta e prepara transferência de 500 menores para o continente 

Bissau, 20 Ago 26 (ANG) - O governo espanhol começou nesta quinta-feira (20) a transferir migrantes que permaneciam em acampamentos improvisados ou nas ruas de Ceuta para espaços temporários de acolhimento.

A ação acontece quase três semanas depois da entrada em massa registada nos dias 30 e 31 de Julho.

A primeira operação teve início com as pessoas que estavam na praia de El Trampolín e na região de Loma Colmenar e está sendo realizada de forma voluntária, segundo o Ministério da Inclusão, Segurança Social e Migrações.

Dois espaços foram habilitados nesta primeira fase, em Loma Margarita e El Embolsamiento, com capacidade conjunta para cerca de 1.800 pessoas. A Polícia Nacional, outras forças de segurança do Estado e autoridades de Ceuta participam do dispositivo, cujo objetivo declarado é retirar pessoas que estavam dormindo ao ar livre e oferecer condições de alojamento mais seguras.

Até o fim da manhã, cerca de 1.500 pessoas haviam sido realocadas, segundo a Radiotelevisión Española (RTVE). Durante a operação, os migrantes foram organizados de acordo com o idioma para receber informações, com o apoio de entidades que atuam no acolhimento. Fontes do dispositivo disseram ao El País que a retirada de grupos que estavam em El Trampolín também teve motivação humanitária, já que as pessoas que dormiam ao ar livre estavam expostas ao mau tempo.

A movimentação ocorre depois de semanas em que milhares de pessoas permaneceram espalhadas pela cidade autónoma. Ceuta, território espanhol situado no norte da África e na fronteira com Marrocos, também faz parte da fronteira externa da União Europeia.

 

 As estimativas mais recentes do governo espanhol apontam para cerca de 80 mil entradas nos dias 30 e 31 de Julho.

 

A maior parte dessas pessoas já retornou a Marrocos, mas milhares continuam em Ceuta. Segundo autoridades locais, entre 5 mil e 8 mil migrantes ainda permaneciam na cidade nos últimos dias. 

 

Uma das grandes dificuldades na gestão da crise é determinar quantas crianças e adolescentes ainda permanecem em Ceuta e definir as medidas de proteção para esse grupo. Na terça-feira pela manhã, a Polícia Nacional havia identificado 2.168 menores, segundo dados publicados pela RTVE.

Nesta quinta-feira, porém, o secretário de Estado de Juventude e Infância, Rubén Pérez Correa, apresentou uma referência mais atual e admitiu que o governo não conhece o número exato de menores migrantes que continuam na cidade autónoma. Em entrevista à rede Cadena SER, o secretário afirmou que os dados dos sistemas de proteção indicam entre 2.400 e 2.500 menores, mas ainda haveria outros menores nas ruas que não foram contabilizados.

A ministra da Juventude e Infância Sira Rego já havia chamado a atenção para uma mudança no perfil dos migrantes em comparação com a crise de 2021: desta vez, segundo a ministra, chegaram mais meninas desacompanhadas e também crianças muito pequenas sem acompanhamento adulto.

Dentro desse grupo, o governo trabalha em uma solução específica para os perfis considerados mais vulneráveis. Na quarta-feira, a RTVE, citando fontes do Ministério da Juventude e Infância, informou inicialmente que cerca de 500 menores, meninos e meninas, poderiam ser transferidos com urgência para a Espanha continental.

Outros meios, como a Cadena SER e o jornal El País, noticiam especificamente um plano para cerca de 500 meninas. Nesta quinta-feira, Rubén Pérez Correa confirmou à SER que o Ministério trabalha com o departamento de Infância de Ceuta em um plano para levar meninas à Espanha continental e afirmou que essa transferência é legalmente possível.

A cifra de 500 continua sendo uma referência aproximada, e a fórmula definitiva para a transferência ainda está sendo definida. Entre as alternativas estudadas estão a distribuição entre comunidades autónomas, o acolhimento familiar e o atendimento por organizações especializadas em proteção da infância.

A prioridade declarada pelo Ministério é a reunificação familiar quando ela for possível e compatível com o interesse superior da criança ou adolescente. A ministra Sira Rego defende que qualquer retorno seja feito com garantias, escuta do menor e respeito aos seus direitos, e rejeita a possibilidade de repatriações automáticas ou coletivas.

O plano abriu um confronto direto entre Governo central e o Partido Popular(PP) maior sigla da  oposição .

 

 

 

Em uma aparição conjunta em Ceuta, o líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, e o presidente da cidade autónoma, Juan Jesus Vivas, defenderam que as pessoas que entraram irregularmente nos dias 30 e 31 de Julho devem deixar Ceuta, incluindo adultos e menores, e rejeitaram o envio de parte das crianças para a Espanha continental enquanto a situação é resolvida.

 

Há, além disso, uma divergência pública sobre o próprio plano das 500 meninas. Vivas afirmou que não havia recebido uma proposta do governo central para esse traslado. O ministério da Juventude e Infância respondeu que havia mantido a administração local informada sobre as diferentes possibilidades e, nesta quinta-feira, Pérez Correa foi ainda mais explícito e disse que Ceuta “conhece o plano”.

A situação de meninas e mulheres desperta preocupação particular por razões de segurança. O ministério da Igualdade alertou durante a crise para o risco de violência física e sexual e de captação por redes de tráfico e exploração entre as mulheres migrantes que permaneciam nas ruas de Ceuta. A Reuters informou nesta semana que pelo menos 15 denúncias de agressões sexuais foram registradas desde a chegada em massa, a maioria envolvendo menores.

No caso específico das menores, fontes sanitárias disseram à Cadena SER que pelo menos seis meninas receberam atendimento após agressões sexuais. Entre os quatro primeiros episódios divulgados, duas relataram tentativas de estupro e, nos outros dois, foram observados indícios de que as menores haviam sido estupradas.

A permanência de milhares de pessoas em condições precárias também pressionou o sistema sanitário. O Colégio Oficial de Enfermagem de Ceuta considera que existe uma situação de colapso. Em entrevista ao diário Dicen, a presidente da entidade, Rosa María Fuentes Rosas, afirmou que os profissionais estão sustentando o sistema com uma “sobrecarga imensa” e que as equipes de enfermagem já estavam reduzidas antes da crise.

Segundo os registros apresentados por Fuentes Rosas, o Hospital Universitário de Ceuta recebe entre 252 e 356 atendimentos por dia, dependendo do dia da semana. A dirigente afirma que a sobrecarga leva as equipes a ter que concentrar a atenção nos casos mais graves e relata problemas relacionados à administração de medicamentos e à transmissão de informações clínicas entre os turnos.

O periódico El País informa que foram registados mais de 200 casos de gastroenterite aguda, 20 de sarna, 21 de impetigo (infecção bacteriana superficial e muito contagiosa da pele) e quatro de tuberculose. Profissionais que trabalham no terreno também relatam doenças respiratórias e agravamento de condições crónicas, como diabetes e asma.

O ministério da Saúde rejeita a existência de colapso sanitário e afirma que, apesar da forte pressão gerada pela crise, o sistema manteve sua atividade. Entre 31 de Julho e 14 de agosto, o Instituto Nacional de Gestão Sanitária realizou 5.801 atendimentos.

Segundo o ministério, mais de 60 profissionais foram incorporados como reforço e a pressão assistencial caiu 72%, de 1.149 atendimentos em 31 de Julho para 322 em 14 de agosto. Com essa redução, a prioridade passou a ser melhorar as condições fora do hospital, especialmente água, higiene, saneamento e alojamento. ANG/RFI

 

Senegal/Mais de 230 pessoas foram presas durante uma operação contra a mendicância

Bissau, 20 Ago 26 (ANG) - A polícia senegalesa anunciou na quarta-feira a prisão de 234 pessoas em Dakar, no âmbito de uma operação de combate à mendicância e à obstrução de vias públicas.

A operação, que ocorreu durante a noite de terça para quarta-feira em vários distritos da capital, envolveu 58 homens, 66 mulheres e 105 crianças, incluindo 22 bebés, além de cinco pessoas com mobilidade reduzida, informou a polícia em um comunicado.

Segundo a mesma fonte, as pessoas detidas estavam em áreas onde indivíduos praticam a mendicância e costumam passar a noite na rua ou em abrigos improvisados.

A operação visa garantir a ordem, a segurança e a tranquilidade na capital senegalesa, afirmou a polícia, sem fornecer qualquer informação sobre a nacionalidade dos detidos.

Isso ocorre num contexto marcado por diversas operações de despejo e controle realizadas recentemente em Dakar, que envolveram, principalmente, pessoas de nacionalidade estrangeira, suspeitas de pertencerem a redes de mendicância.

Na terça-feira, diversas organizações de direitos humanos apelaram às autoridades para que tomassem medidas em resposta ao que descreveram como um aumento da retórica xenófoba contra as comunidades estrangeiras que vivem no país. ANG/Faapa

Alemanha/ Registado  recorde de 14 mil mortes ligadas ao calor no verão mais letal da história

Bissau, 20 Ago 26 (ANG) - A Alemanha vivenciou o verão mais letal de sua história, com aproximadamente 14 mil mortes associadas à onda de calor sem precedentes, que atingiu a Europa Ocidental nas últimas semanas. A estimativa foi divulgada nesta quinta-feira (20) pelo Instituto Robert Koch (RKI), agência de saúde pública alemã.

O número recorde contabiliza as mortes relacionadas às altas temperaturas estimadas até 9 de Agosto. As ondas de calor estão se tornando cada vez mais intensas e frequentes devido às mudanças climáticas causadas pela atividade humana.

A marca anterior de 8,9 mil óbitos, registada em 2018, foi superada faltando ainda um mês para o início do outono na Alemanha, nação mais populosa da União Europeia, com 82 milhões de habitantes.

De acordo com o RKI, 9,6 mil das 14 mil mortes totais deste ano ocorreram durante a semana de 22 a 28 de Junho, quando o calor foi mais intenso no país. Temperaturas recordes foram registadas nesse período, ultrapassando 41°C em alguns locais.

Assim como em outras nações europeias, as pessoas com 75 anos ou mais foram as mais afetadas na Alemanha, observou o Instituto Robert Koch em seu relatório semanal.

Nesta quinta-feira, a Espanha também divulgou dados sobre mortes relacionadas ao calor, contabilizando 4,5 mil.A França, que também sofreu com o clima externo recentemente, registou 7,3 mil, segundo dados divulgados na quarta-feira (19).

O balanço de óbitos ligados às altas temperaturas é calculado utilizando métodos estatísticos que comparam o número de mortes ocorridas durante as semanas de verão com e sem ondas de calor.

Essa abordagem é necessária porque o calor intenso não pode ser listado como causa do óbito nas certidões e, consequentemente, não aparece nas estatísticas.

Na maioria dos casos, a morte resulta de uma combinação de altas temperaturas e condições preexistentes, como doenças cardiovasculares, pulmonares ou renais. Por esse motivo, elas são classificadas como "mortes relacionadas ao calor". ANG/RFI/AFP