segunda-feira, 2 de março de 2026

Sociedade/Viatura atropela mortalmente quatro alunos do Centro Escolar Attadamuh em Bissau

Bissau, 02 Mar 26(ANG) - Uma viatura atropelou mortalmente quatro alunos do Centro Escolar Attadamuh, em Bissau, na manhã desta segunda-feira, informou a Rádio Pindfjiguiti.

De acordo com a emissora, para além  das vítimas mortais, muitas outras crianças vítimas sofreram ferimentos.

Segundo a Pindjiguiti , o condutor da viatura terá fugido  após o atropelamento, encontrando-se em parte incerta.

As circunstâncias do acidente  ainda estão a ser apuradas. As autoridades foram mobilizadas para o local, onde procedem ao socorro das vítimas e a recolha de elementos para identificar o condutor e es
clarecer as causas que levaram à perda de controlo da viatura.
ANG/ÂC//SG

Telecomunicações/Governo preocupado com situação financeira  da empresa Telecel no mercado nacional

Bissau, 02 Mar 26 (ANG) – O Governo de Transição mostrou-se hoje preocupado com a situação concorrencial da empresa de telecomunicações Telecel no mercado nacional.

A preocupação do Executivo foi manifestada pelo ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital após uma visita que o Primeiro-ministro Ilídio Vieira Té efectuou esta segunda-feira à sede da  empresa.

Florentino Mendes Pereira disse que depois da aquisição da MTN  até a data presente a Telecel está a ter problemas em termos de atracão de clientes no mercado, comparativamente ao seu concorrente nos serviços de telecomunicações.

“Esta queda vertiginosa representa uma preocupação para o Governo uma vez que a Telecel está igualmente com dificuldades para honrar os seus compromissos com a Autoridade Reguladora Nacional de Telecomunicações (ARN), casos de impostos e outras obrigações “,disse.

Mendes Pereira salientou que a situação constitui preocupação do chefe do Governo, e que , por isso, decidiu-se fazer a visita para constatar in loco a situação que, segundo explicou, se continuar pode levar a Telecel a declarar a falência.

O governante reconheceu a contribuição da empresa para as receitas tributárias do país, e diz que   não é  interesse do Governo  ver uma empresa que contribuiu bastante para o Orçamento Geral  do Estado estar nessa situação .

 “Após esta constatação o Primeiro-ministro vai criar uma comissão que vai recolher mais informações para apresentar uma proposta de solução para a situação da Telecel”, disse.

Questionado  se a referida situação não alarma os clientes da empresa, Florentino Pereira disse que não, uma vez que acredita  que a situação vai ser ultrapassada.

“Apelo a adesão das  pessoas à empresa. Apesar destas dificuldades está a empreender medidas com vista a encontrar uma solução para  continuar a satisfazer os seus clientes”, disse Mendes Pereira.

Por seu turno, em representação da empresa Telecel, Maria Cardoso da Silva disse que a visita do Primeiro-ministro e a sua equipa à sede da empresa demonstra   a importância que o Governo dá ao sector das telecomunicações..

Disse  estar convicta de que,  com o apoio do Governo, vão desenvolver várias ações para ultrapassar as dificuldades que a empresa enfrena, e manter  as  prestações  de serviços aos seus clientes.

“Os nossos serviços com os clientes vão manter como está e tem vindo a melhorar positivamente. Por isso, os clientes podem ficar à vontade usufruindo dos serviços da Telecel, tanto em termos de chamadas, internet, bem  como os serviços de Mobil Money”, disse Maria da Silva. ANG/MSC/ÂC//SG

Conflito Médio Oriente /Embaixada da Guiné-Bissau na Arábia Saudita exorta guineenses  acompanhamento das instruções emanadas pelas autoridades competentes

Bissau, 02  Mar 26 (ANG) - A Embaixada da República da Guiné-Bissau (GB) no Reino de Arábia Saudita exortou os guineenses o acompanhamento dos avisos e instruções emanados pelas autoridades locais competentes, bem como pela Missão Diplomática do país.

 A informação consta no Comunicado Oficial da Embaixada da República da Guiné-Bissau no Reino de Arábia Saudita publicado nas redes sociais, à que ANG teve acesso.

O comunicado  foi emitido na sequência de retaliação com lançamento de mísseis do Irão à vários países do Golfo Pérsico onde os Estados Unidos têm bases militares, incluindo a Arábia Saudita.

De acordo com o comunicado, a Embaixada da Guiné-Bissau  no Reino de Arábia Saudita  exortou igualmente os cidadãos guineenses no sentido de manterem vigilantes e observar “com o máximo rigor” as orientações de segurança em vigor no Estado onde residem.

 A Embaixada informa que permanece em pleno funcionamento e continuará a acompanhar de perto a evolução da situação, emitindo atualizações e comunicações sempre que tal se revele necessário.

A retaliação do Irão,  acontece  na sequência dos ataques que sofreu por parte dos Estados Unidos de América e  Israel nas primeiras horas de sábado(28),e terá provocado entre as vítimas a  morte do seu líder político, Aiatola Khamenei, do seu genro, da sua neta e de altos responsáveis, nomeadamente de um conselheiro  religioso e do chefe dos Guardiões da Revolução. ANG/AALS/ÂC//SG

Desporto/Portos de Bissau derrota Cumura FC por 2-1 em casa e continua líder isolado da “Liga Orange” com 15 pontos  

Bissau, 02 Mar 26 (ANG) – O FC de Portos de Bissau recebeu e derrotou em casa por 2-1, a sua congénere de Cumura FC, vitória que permite aos Estivadores continuarem isolado na liderança  da “Liga Orange”, com 15 pontos.


As restantes partidas da 6ª jornada produziram os seguintes resultados: Sport Bissau e Benfica-3/Sporting Clube da Guiné-Bissau-1, Cupelum-1/Massaf FC Cacine-0, FC Canchungo-1/Flamengo de Pefine-0, Clube Desportivo e Recreativo de Gabu-0/FC Pelundo-0, Os Balantas de Mansoa-1/Hafia FC de Bafatá-0, Os Tigres de Fronteira de São Domingos-2/FC Cuntum-0, Arados de Nhacra-0/União Desportiva Internacional de Bissau-1.

Eis a tabela classificativa após a  6ª jornada da “Liga Orange” ,a maior da prova de futebol guineense :

1-Portos de Bissau-15 pts                    09-SC-Guiné-Bissau-09 pts

2-Cupelum-12 pts                                 10-Massaf de Cacine-09 pts

3-UDIB-11 pts                                        11-Hafia FC de Bafatá-07 pts

4-FC Canchungo-11 pts                        12-Cumura FC-06 pts

5-Os Balantas de Mansoa-11 pts          13-FC Pelundo-05 pts

6-Sport Bissau Benfica-10 pts               14-Arados de Nhacra-04 pts

7-FC Cuntum-10 pts                              15-São Domingos-02 pts

8-CDR Gabu-09 pts                               16-Flamengo de Pefine-01 pts.

ANG/LLA/ÂC//SG

  

Regiões/Fundação Fé e Cooperação capacita 25 professores do Liceu Regional “Hô-Chi-Minh” em leitura infanto-juvenil

Canchungo, 02 Mar 26 (ANG) – A Fundação Fé e Cooperação (FEC) promoveu uma ação de capacitação destinada à 25 professores do Liceu Regional Hô-Chi-Minh, em Canchungo, região de Cacheu, norte do país, com foco na promoção do gosto pela leitura infanto-juvenil.

Segundo o despacho do Correspondente da ANG na Região de Cacheu, a formação decorreu entre  os dias 28 de Fevereiro e 1 de Março e foi orientada pelo técnico e formador do Projeto Jovem Leitor da FEC, Ebreu Fernando Intchamna, que fez um balanço positivo da iniciativa.

Aquele responsável sublinhou que os participantes realizaram exercícios teóricos e práticos centrados em estratégias para estimular crianças e jovens a desenvolverem o hábito da leitura como ferramenta essencial para a aquisição de conhecimentos.

Intchamna recomendou aos docentes a multiplicação de  mensagens e partilha das técnicas aprendidas com colegas e alunos, de modo a aumentar o número de leitores em Canchungo.

Em representação dos formandos, Tchalino Gomes e Fatucha da Silva declararam o compromisso de aplicar, na prática, os conhecimentos adquiridos, nomeadamente o uso de diferentes estratégias para incentivar a leitura por prazer e de forma voluntária, contribuindo assim para o enriquecimento cultural e intelectual dos alunos.

No âmbito do projeto, a FEC já capacitou 25 professores em São Domingos, e tantos outros  em Cacheu , reforçando a promoção da leitura nas escolas da região. ANG/AG/MI/ÂC//SG

Regiões/União dos Citadinos do Círculo Eleitoral 20 realiza  Assembleia Constituinte

Canchungo, 02 de Mar 26 – A União dos Citadinos do Círculo Eleitoral 20, que integra os setores de Canchungo e Caió, realizou no passado sábado, em Canchungo, a sua Assembleia Constituinte, durante a qual foi eleito Henrique Gomes como presidente da organização, para um mandato de quatro anos.

A sessão de encerramento do  evento foi presidida pelo Secretário Administrativo do Setor de Canchungo, Babucar Cissé, que manifestou a disponibilidade da Administração local de colaborar com a nova direção da União.

Cissé garantiu que serão mobilizados recursos financeiros e materiais para apoiar iniciativas que promovam o desenvolvimento socioeconómico, cultural e desportivo na região de Cacheu.

Segundo o despacho do Correspondente da ANG para região de Cacheu o presidente eleito, Henrique Gomes, apelou à união e ao envolvimento de todos os naturais dos setores de Canchungo e Caió.

Falou da necessidade de se realizar esforços conjuntos para melhorar as condições de vida das populações, sobretudo nos domínios da saúde, educação, infraestruturas
, fornecimento de energia elétrica, acesso à água potável e segurança de pessoas e bens.

Em representação da presidente honorária da organização, Maria Adiatu Djaló Nandigna, Augusto Gomes assegurou que irá desempenhar a missão de aconselhar e apoiar iniciativas voltadas para o desenvolvimento das comunidades da região de Cacheu, com vista ao reforço do bem-estar social, económico e cultural.ANG/AG/MI/ÂC//SG

Líbano/Ataques do Hezbollah contra Israel provocam retaliação e arrastam Líbano para conflito

Bissau, 02 Mar 26 (ANG) - Bombardeios israelenses no Líbano mataram dezenas de pessoas nesta segunda-feira (2). O ataque ocorreu em retaliação a uma ofensiva do Hezbollah contra Israel, realizada em solidariedade ao Irã, arrastando o Líbano para o conflito regional.

Pela primeira vez desde o início da guerra, o Hezbollah lançou foguetes contra Israel. O sistema de defesa israelense utilizou com sucesso uma nova tecnologia a laser para interceptar os projéteis. O envolvimento da milícia xiita libanesa torna a situação regional ainda mais complexa.

O grupo armado pró-Irã havia prometido “confrontar a agressão israelense-americana, após o assassinato do aiatolá Ali Khamenei. A milícia cumpriu a ameaça ao afirmar, na segunda-feira, ter lançado mísseis e drones em direção à região de Haifa, no norte de Israel, pela primeira vez neste conflito, em uma ação que classificou como tentativa de “vingar” o líder iraniano.

“O Hezbollah vai pagar um preço alto”, declarou o chefe do Estado-maior do Exército israelense, Eyal Zamir.

Em resposta, forças israelenses bombardearam diversos pontos do sul do Líbano e também o bairro de Dahieh, em Beirute, considerado reduto do Hezbollah na capital.

Segundo o Ministério da Saúde libanês, 31 pessoas morreram e 149 ficaram feridas no balanço inicial dos ataques realizados nos subúrbios da capital e no sul do país.

Veículos da imprensa árabe confirmaram que os bombardeios israelenses mataram vários membros de alto escalão do Hezbollah, entre eles Haad Mohammed Raad, líder do bloco parlamentar do grupo e o número dois na hierarquia, subordinado apenas ao secretário-geral Naim Qassem.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, condenou a ação da milícia xiita ao afirmar que os disparos de foguetes contra Israel “colocam em risco a segurança” do país e oferecem aos israelenses o “pretexto” para continuar atacando o território libanês.

Ao longo da madrugada, o Irã manteve o lançamento de mísseis balísticos contra Osrael, acionando sirenes em todo o país. Pela primeira vez nesta guerra, o Irã mirou Jerusalém, deixando cinco feridos.

No total, segundo a Estrela de David Vermelha, 12 pessoas morreram em Israel, a maioria em um ataque contra uma sinagoga que também funcionava como abrigo público em Beit Shemesh, cidade localizada a 20 quilómetros a oeste de Jerusalém.

No Irã, de acordo com a Sociedade do Crescente Vermelho, o número de mortos ultrapassa 200, e há cerca de 750 feridos. ANG/RFI

China/ Governo pede cessar de operações militares e destaca importância estratégica de Ormuz

Biissau, 02 Mar 26(ANG) – Pequim instou hoje ao cessar imediato das operações militares após a ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, alertando para o risco de escalada e defendendo que a segurança do estreito de Ormuz é de interesse comum.

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou em conferência de imprensa que os ataques iniciados a 28 de Fevereiro “não contaram com autorização do Conselho de Segurança” das Nações Unidas e “violam o direito internacional”, apelando à prevenção de uma nova escalada.

Relativamente às advertências iranianas sobre o trânsito marítimo no Golfo Pérsico, Mao declarou que “o estreito de Ormuz e as suas águas circundantes são canais internacionais importantes para o comércio de bens e energia”.

“Salvaguardar a segurança e a estabilidade nesta região serve os interesses comuns da comunidade internacional”, acrescentou.

A porta-voz expressou ainda a preocupação de Pequim com um eventual “alastramento” dos combates a países vizinhos e sublinhou que a soberania, a segurança e a integridade territorial dos Estados do Conselho de Cooperação do Golfo “devem ser plenamente respeitadas”.

Questionada sobre o papel da China enquanto membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, Mao indicou que Pequim e Moscovo promoveram uma reunião de emergência do órgão e apoiam a continuação do seu papel na manutenção da paz e da segurança internacionais.

A responsável acrescentou que a China “não foi informada com antecedência” sobre as ações militares norte-americanas.

No domingo, Pequim condenou a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, classificando-a como uma grave violação da soberania do Irão e dos princípios da Carta das Nações Unidas.

ANG/Inforpress/Lusa


Irão/Morte de Ali Khamenei provoca onda global de reações e acelera transição no Irã

Bissau, 02 mar 26 (ANG) - O Irã decretou 40 dias de luto neste domingo (1º), após a morte de seu Líder Supremo, o aiatolá Ali Khamenei, assassinado no sábado (28) no ataque israelense-americano.


Teerã retaliou com ataques de mísseis contra Israel e Estados do Golfo e afirmou que sua resposta é “legítima”. A morte do líder provocou reações de governos e grupos armados em várias partes do mundo, enquanto o processo sucessório dentro do regime já foi acionado.

Alireza Arafi, clérigo e membro da Assembleia de Peritos e da Guarda Revolucionária Islâmica, foi nomeado neste domingo para compor o triunvirato responsável por conduzir a transição “o mais rápido possível” após a morte de Khamenei.

O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, declarou que vingar p Líder Supremo é um “direito e dever legítimo” da República Islâmica. Em discurso transmitido pela TV estatal, classificou a morte da “mais alta autoridade política do Irã e proeminente líder do xiismo” como uma “declaração de guerra contra os muçulmanos, e em particular contra os xiitas, em todo o mundo”.

A Guarda Revolucionária condenou “os atos criminosos e terroristas” atribuídos aos governos dos Estados Unidos e de Israel.

O Hamas lamentou a morte do líder iraniano, chamando o ataque de “abominável”. Já o Hezbollah afirmou que irá “confrontar a agressão” dos EUA e de Israel. Segundo Naim Qassem, chefe do grupo libanês pró-Irã, “quaisquer que sejam os sacrifícios, não abandonaremos o caminho da resistência”. O grupo, no entanto, não interveio desde o início da ofensiva americana e israelense no sábado.

No Iraque, o líder xiita Moqtada al-Sadr anunciou três dias de luto oficial e lamentou o “martírio” de Khamenei. Em Bagdá, manifestantes tentaram invadir a área da embaixada dos EUA, mas foram contidos pela polícia.

O presidente russo, Vladimir Putin, condenou o assassinato e enviou uma carta ao presidente iraniano oferecendo suas condolências. Ele classificou o ataque como uma violação “cínica” da moralidade humana e do direito internacional.

A China também condenou veementemente, no domingo, o assassinato do Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, reiterando seu apelo por "uma suspensão imediata das ações militares". Segundo Pequim, essa morte constitui "uma grave violação da soberania e segurança do Irã, um atropelamento dos propósitos e princípios da Carta da ONU e das normas básicas das relações internacionais", afirmou o Ministério das Relações Exteriores chinês, em um comunicado.

Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou a morte do aiatolá em sua rede social, chamando Khamenei de “uma das pessoas mais perversas da história” e afirmando que sua morte representa justiça para vítimas no Irã e no exterior.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que “a justiça foi feita” e que o “eixo do mal sofreu uma derrota esmagadora”, prometendo continuar agindo com firmeza para proteger o país.

Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, declarou que com a morte de Khamenei “a República Islâmica efetivamente chegou ao fim” e seria “relegada à lata de lixo da história”. Segundo ele, qualquer tentativa de sustentar o regime atual está condenada ao fracasso.

No Reino Unido, o secretário de Defesa, John Healey, afirmou que “poucas pessoas lamentarão” a morte do aiatolá e classificou o regime iraniano como “uma fonte de maldade”. Ele alertou que teme uma retaliação iraniana “cada vez mais indiscriminada”, possivelmente atingindo alvos civis.

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, também afirmou que a morte de Khamenei “não será lamentada”. Ele responsabilizou o aiatolá pelos programas nucleares e de mísseis balísticos do regime, pelo apoio a grupos armados e pela violência cometida contra a população iraniana.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou neste domingo que a morte do Líder Supremo Ali Khamenei em ataques aéreos conjuntos entre EUA e Israel no Irã constitui um "momento decisivo" na história do país, enquanto a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a considerou tanto uma "esperança" quanto um "risco de instabilidade que poderia mergulhar a região em uma espiral de violência". 

A França só pode "saudar" a morte do Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, porque ele era "um ditador sanguinário", disse a porta-voz do governo francês, Maud Bregeon, neste domingo. "O aiatolá Khamenei oprimia seu povo, degradava mulheres, jovens e minorias, e é responsável pela morte de milhares de civis em seu país e na região", declarou ao programa Grand Jury, da RTL/M6/Le Figaro/Public Sénat. ANG/RFI/AFP

 

Vaticano/Papa apela ao fim da "espiral de violência" no no Médio Oriente

Bissau, 02 Mar 26 (ANG). - O Papa Leão XIV apelou hoje ao fim da “espiral de violência” no Médio Oriente, após os ataques lançados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que ripostou com ataques aéreos.

“Perante a possibilidade de uma tragédia de enormes proporções, exorto as partes envolvidas a assumirem a responsabilidade moral de parar esta espiral de violência antes que ela provoque uma fratura irreparável”, disse o Papa perante milhares de fiéis presentes na Praça de São Pedro, no Vaticano, onde assistiram ao Angelus.

“Acompanho com profunda preocupação tudo o que está a acontecer no Médio Oriente e no Irão nestas horas dramáticas. A estabilidade e a paz não se constroem com ameaças recíprocas nem com armas que semeiam destruição, dor e morte”, disse o papa norte-americano da janela do Palácio Apostólico.

A estabilidade, sublinhou, só pode ser construída “através de um diálogo razoável, autêntico e responsável”.Assim, Leão XIV apelou aos países envolvidos nesta crise, sem os citar expressamente, para que assumam a “responsabilidade moral” de terminarem a escalada bélica.

“Que a diplomacia encontre o seu papel e promova o bem dos povos que anseiam por uma coexistência pacífica baseada na justiça”, disse o Papa, que em seguida pediu orações pela paz.

O apelo do pontífice ocorreu um dia após o ataque com o qual os Estados Unidos e Israel procuram derrubar o regime iraniano e que resultou na morte, entre outros, do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, após 36 anos no poder da República Islâmica.

Em Teerão, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, advertiu que o Irão responderá aos atacantes com uma contundência “nunca antes vista”.

 

Por seu lado, o Presidente norte-americano Donald Trump avisou que atacarão o Irão com “uma força nunca antes vista” se este cumprir a sua ameaça de responder à ofensiva para vingar o líder assassinado.

A Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) anunciou ataques contra 27 bases militares dos Estados Unidos no Médio Oriente e alvos de Israel.

Da mesma forma, o Irão atacou os Emirados Árabes Unidos, o Qatar, o Bahrein, o Kuwait e o Curdistão iraquiano, entre outros, aliados dos Estados Unidos e onde este país tem bases militares.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Irã/Pelo menos 555 mortos no Irão desde o início da guerra - Crescente Vermelho iraniano

Bissau, 02 Mar 26 (ANG) - Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques aéreos dos Estados Unidos e Israel, no sábado, afirmou hoje a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano.

Depois dos ataques “realizados em várias regiões, 131 cidades foram atingidas e, infelizmente, 555 dos nossos compatriotas foram mortos”, afirmou a organização, numa mensagem publicada nas redes sociais.

Face ao cenário, a Organização Mundial de Saúde pediu já que civis e instalações de saúde sejam poupados no Médio Oriente, apesar de o conflito estar a escalar e a abranger vários países e locais da região.

“A proteção dos civis e da saúde deve ser absoluta”, escreveu um dos responsáveis da organização, Hanan Balkhy, nas redes sociais.

“Todas as partes devem garantir que as instalações médicas se mantêm protegidas”, instou

Os Estados Unidos e Israel lançaram no sábado uma ofensiva militar de grande envergadura contra o Irão, que respondeu com ataques aos países vizinhos, sobretudo os que têm bases norte-americanas.

Na primeira onde de ataques contra Teerão, as forças conjuntas mataram dezenas de dirigentes iranianos, incluindo Ali Khamenei, de 86 anos, no poder desde 1989.

Estados Unidos e Israel alegaram ameaças iminentes do Irão para a ofensiva, apesar de estar a decorrer um processo de negociações entre Washington e Teerão sobre o programa nuclear iraniano.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, sugeriu que a ofensiva visava o derrube do regime da República Islâmica e apelou aos iranianos para que assumissem o poder após o fim da intervenção militar.

Teerão respondeu à ofensiva dos EUA e de Israel com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

Os Estados árabes do Golfo alertaram que podiam retaliar contra o Irão após os ataques que atingiram locais importantes e mataram pelo menos cinco civis, enquanto a França, a Alemanha e o Reino Unido admitiram poder juntar-se às forças norte-americanas. ANG/Inforpress/Lusa


Conflito Médio Oriente/CEDEAO preocupada com escalada de violência na região do Golfo

Bissau, 02 Mar 26 (ANG) - A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO),  associa-se à declaração da Comissão da União Africana que expressa profunda preocupação face à escalada das hostilidades na região do Golfo.

A informação consta num comunicado da organização sobre Desenvolvimentos recentes na Região do Golfo, à que a ANG teve acesso, através do gabinete de comunicação da Comissão da CEDEAO em Abuja(Nigéria).

O documento refere que  o Presidente da Serra Leoa e em exercício da CEDEAO,  Julius Maada, mostrou que a  intensificação das ações militares corre o risco de ampliar a instabilidade no Médio Oriente, com sérias consequências para a paz e a segurança internacionais em geral , e , em particular, para os mercados globais de energia,  comércio e as cadeias de abastecimento alimentar, especialmente para África e outras regiões vulneráveis.

Na nota a CEDEAO apela, por conseguinte, à todas as partes para que exerçam a máxima contenção e atuem em plena conformidade com a Carta das Nações Unidas e o Direito Internacional, em particular com os princípios da soberania, da integridade territorial e da resolução pacífica de litígios.

A organização regional oeste africana defendeu na missiva, a proteção das vidas civis e das infraestruturas críticas como prioridade absoluta, e apela  renovação dos esforços diplomáticos no âmbito dos mecanismos internacionais e regionais existentes, com vista a promoção do diálogo,  redução das tensões e ao restabelecimento da estabilidade.

“A CEDEAO endossa plenamente as declarações da União Africana sobre esta evolução e reafirma o compromisso da África Ocidental com o multilateralismo e com a resolução pacífica de conflitos”, lê-se no comunicado.. ANG/MSC//SG

EUA/Trump defende ataques ao Irã e sinaliza mais mortes de soldados americanos em meio à escalada

Bissau,02 Mar 26 (ANG) - No terceiro dia da operação militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, o conflito se estende ao Líbano e a outros países da região que abrigam bases militares americanas.

Essas localidades passaram a ser alvo de retaliações do regime islâmico e de aliados como o Hezbollah. No domingo (1), Donald Trump tentou justificar os ataques ao Irã, criticados por um terço dos americanos, afirmando que a ofensiva aérea busca garantir a segurança de longo prazo dos Estados Unidos.

Trump também preparou o terreno para a possibilidade de novas mortes de militares americanos e prometeu reagir às primeiras baixas. Em entrevista ao New York Times, o presidente declarou ter “três boas opções” para direcionar o Irã, sem revelar quais seriam. Em outra entrevista, à CBS News, afirmou que os bombardeios foram eficazes e abriram espaço para a diplomacia. Segundo ele, um acordo agora seria “muito mais fácil” porque, em suas palavras, o Irã estaria sendo “duramente atingido”. O presidente classificou os ataques como “um grande dia para os Estados Unidos e para o mundo” e disse que os iranianos demonstraram interesse em dialogar.

Teerã, porém, descarta qualquer negociação com Washington para encerrar o conflito. O chanceler Abbas Araqchi rebateu a narrativa americana, afirmando à Al Jazeera que o Irã sempre esteve aberto ao diálogo, mas acusou os Estados Unidos de atacarem justamente durante negociações em andamento. Ele lembrou que, em 2015, Teerã firmou um acordo nuclear com grandes potências globais, posteriormente abandonado por Washington. Segundo Araqchi, esse histórico coloca em dúvida a credibilidade dos EUA quando se trata de negociações.

O governo americano informou que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine,concederão uma entrevista colectiva nestea segunda-feira pela manhã em Washington para detalhar a operação militar contra o Irã. A coletiva ocorrerá às 8h (10h no horário de Brasília).

Na terça-feira, Hegseth e Caine se reunirão com parlamentares do Congresso, acompanhados do secretário de Estado Marco Rubio e do diretor da CIA John Ratcliffe, para prestar esclarecimentos sobre os ataques. Rubio, inclusive, cancelou uma viagem que faria a Israel nesta semana devido à escalada do conflito.

Além dos protestos contrários à ação militar americana, ocorreram manifestações em apoio à ofensiva e à morte do líder supremo do Irã. No sábado, iranianos-americanos foram às ruas em cidades como Los Angeles e Nova York para celebrar a morte do aiatolá Ali Khamenei, atribuída a ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel. Para parte da diáspora iraniana, o episódio representa um momento histórico que pode abrir caminho para uma mudança profunda no regime em Teerã.

Em Los Angeles, manifestantes exibiram bandeiras da era monárquica, cartazes agradecendo Donald Trump e slogans pedindo a libertação do Irã. Em Nova York, centenas se reuniram perto da sede da ONU e marcharam até a Times Square. Muitos relataram emoção e esperança de que a morte do líder supremo marque o início de uma nova fase política no país.

O governo britânico confirmou no domingo que autorizou os Estados Unidos a utilizarem bases militares do Reino Unido para ações de defesa contra o Irã. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Keir Starmer, que afirmou que a medida busca impedir o lançamento de mísseis iranianos, proteger civis e evitar riscos a vidas britânicas e de países não diretamente envolvidos no conflito.

Pouco depois, o Ministério da Defesa do Reino Unido informou que um drone suspeito atingiu a base aérea de RAF Akrotiri, no Chipre, principal centro de operações britânico na região. Não houve vítimas. O secretário da Defesa, John Healey, declarou que mísseis balísticos teriam sido disparados em direção ao Chipre, informação negada pelo governo cipriota.

O impacto mais imediato ocorreu no mercado de petróleo. Diante do temor de interrupções no Estreito de Hormuz — rota de cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente — o barril do Brent chegou a subir 13%, ultrapassando US$ 82, o maior nível em mais de um ano.

A tensão também atingiu os mercados financeiros. As bolsas asiáticas abriram em queda nesta segunda-feira, com investidores reagindo ao risco de um conflito prolongado no Oriente Médio, após Trump declarar que os ataques podem continuar por semanas. ANG/RFI