quarta-feira, 1 de agosto de 2018

CEDEAO

                           Levantadas sanções contra 19 cidadãos da Guiné Bissau  
 
Bissau, 01 Ago (ANG) – Os líderes da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) levantaram as sanções impostas contra 19 personalidades guineenses, entre políticos, magistrados e o filho do chefe do Estado, informou o Presidente do país, José Mário Vaz.
Em declarações aos jornalistas, à chegada a Bissau, vindo do Togo, onde participou em mais uma cimeira de líderes da CEDEAO, José Mário Vaz afirmou que a organização decidiu levantar as sanções, na sequência dos consensos que têm sido alcançados ultimamente pela classe política.
O Presidente da Guiné-Bissau anunciou que “já não há mais ninguém sancionado”, depois de um trabalho que considerou “duro e difícil” para convencer os seus pares da organização sub-regional africana a levantarem o castigo.
No passado mês de Fevereiro, a CEDEAO aplicou sanções, restrições de viagens e congelamento de contas bancárias, a 19 personalidades guineenses, acusadas de dificultarem a resolução do impasse político que vigorou no país durante três anos.
Aquelas personalidades sempre contestaram as sanções que consideravam injustas.
O Presidente guineense considerou que o país “voltou a ter uma outra imagem”, mas defendeu ser fundamental “arregaçar as mangas”, trabalhar e “fazer da Guiné-Bissau um bom país”.
A meta agora é preparar o país para, no dia 18 de Novembro, organizar eleições legislativas, escolher novos deputados ao parlamento, para desta forma, criar um Governo saído das urnas, defendeu José Mário Vaz.
Ainda segundo o líder guineense, duas organizações da sub-região prometeram cobrir parte do orçamento que falta para pagar as despesas com as eleições de Novembro.
A CEDEAO anunciou a ajuda de 1,5 milhões de dólares (cerca de 1,2 mil euros) e a União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) de um milhão (cerca de 855 mil euros). ANG/Inforpress/Lusa

Exportação de caju


 Empresários do sector queixam-se de estrangulamento da greve de funcionários aduaneiros 
Fernando Flamengo





Bissau,01 Ago 18(ANG) - Os empresários guineenses que operam no setor do caju queixaram-se terça-feira do impacto da greve dos funcionários aduaneiros na exportação para a Índia daquele que é o principal produto agrícola do país.

Agnelo Gomes e Fernando Flamengo, também membros da associação de importadores e exportadores da Guiné-Bissau revelaram que "há mais de 20 dias" que os contentores carregados com castanha de caju aguardam por ordens de embarque em navios no porto de Bissau.

Os exportadores queixam-se da "falta de respostas" de funcionários das Alfandegas que aderiram uma greve geral, de oito dias, convocada pela central sindical UNTG (União Nacional dos Trabalhadores da Guiné).

Para serem embarcados nos navios, os contentores têm que passar por "um cordão aduaneiro", precisou Agnelo Gomes, dando cumprimento às formalidades perante o Estado guineense.

Segundo Gomes, até ao momento foram exportadas 48 mil das cerca de 170 mil toneladas que o Governo conta escoar para Índia.

"Todas as empresas apenas só conseguiram exportar 20/30 por cento de toda castanha", observou Agnelo Gomes, sublinhando que o produto que está no porto deveria estar na Índia desde maio.

O empresário afirma que há o risco de o comprador indiano impor um preço mais baixo aos exportadores guineenses.

Por ficar parado durante mais de 20 dias no porto de Bissau e durar mais 42 dias de viagem até Índia, o caju guineense está assim em risco de perder valor do mercado, assinalou Fernando Flamengo.

De acordo com Flamengo, perante todos esses condicionalismos, o comprador acaba por impor pagar menos ou então descontar 300 dólares (cerca de 256 euros) por cada contentor.

Os dois empresários alertam ainda para o facto de que mais de 70 mil toneladas do caju se encontrarem ainda nas mãos dos produtores. ANG/Lusa