sexta-feira, 12 de junho de 2020

Diplomacia/Ministra dos Negócios Estrangeiros propõe encerramento das embaixadas da Guiné-Bissau na Indonésia e Irão

Bissau, 12 jun20 (ANG) - A ministra dos Negócios Estrangeiros propõe ao governo a reestruturação da rede diplomática que  implicará o encerramento das embaixadas da Guiné-Bissau na Indonésia e no Irão.

Segundo o comunicado do Conselho de Ministros, à que Agência de Notícias da Guiné teve acesso hoje, Suzi Barbosa propôs ainda a configuração da Embaixada da Guiné Bissau em Argélia, através da diminuição do nível de representação e redução do pessoal diplomático.

O comunicado de conselho de ministros justifica a medida com a necessidade de desenvolver uma diplomacia económica e o estabelecimento de uma maior ligação com a comunidade nacional radicada na diáspora.

Após a apresentação e discussão do Plano de Contingência do sector de Educação para a Ano Lectivo 2019/2020, o plenário governamental criou  uma Comissão Técnica composta de técnicos dos Ministérios das Finanças, da Economia e da Educação para uma análise mais aprofundada do diploma e sua posterior remissão ao Conselho de Ministros.

Em relação a eventual retoma das aulas, o Conselho de Ministros  institui uma Comissão Técnica que integra os Ministérios de Educação, da Saúde e do Alto Comissariado para a luta contra o covid-19, para, com maior celeridade possível, elaborar uma proposta a submeter ao plenário governamental para tomada de uma decisão.

O Conselho de Ministros aprovou  o projecto de Decreto que regulamenta a quinta renovação do estado de emergência na Guiné-Bissau, devido ao covid-19.

E aprovou com alteração, o relatório dos 100 dias de governação do executivo de Nuno Gomes Nabiam e felicita o primeiro-ministro pelo “excelente trabalho” de liderança e coordenação da acção governativa durante este período.

No capitulo das nomeações do pessoal dirigente da Administração pública, o conselho de Ministros deu a sua anuência  a que, por Despacho do Primeiro ministro, se efetua as seguintes movimentações.

No Ministério de Administração Territorial, Filipe Quintunda nomeado para desempenhar as funções do Director-geral da Administração do Território, e Alsana Negado, Director-geral do Poder Local.

No Ministério da Economia e Integração Regional, Mamadjam Djaló foi nomeado  Director-Geral dos Concursos Públicos.

Na Justiça, Degol Mendes, é novo Director-geral de Politica de Justiça, Julinho Braz da Silva, Director-geral de Administração de Justiça, Fernando Ié, Director-geral dos Serviços Prisionais e Reinserção Social, Ussainatu Djaló, Inspector-geral dos Serviços de Justiça,Teresa Alexandrina da Silva, Directora- geral da Policia Judiciaria, Melâncio Correia, Director Nacional do Gabinete Central da Interpol e João Mendes Pereira, Director do Centro Nacional de Formação Judiciária.

Segundo o comunicado, em consequência destas nomeações é dada por finda a comissão de serviço dos anteriores titulares.ANG/LPG/ÂC//SG

 



Covid-19/”Guiné-Bissau se prepara para os piores efeitos da pandemia”,diz PM   

 Bissau,12 Jun 20(ANG) - O primeiro-ministro, Nuno Nabiam, disse quinta-feira que o país está a preparar-se para "os piores efeitos da pandemia" e que precisa de apoio no setor da saúde, mas também para as consequências económicas.

 Em entrevista à Lusa, Nuno Nabiam afirmou que a pandemia do novo coronavírus vai ter na Guiné-Bissau um custo económico “pesado e duradouro”, que vai ameaçar o “progresso” e ampliar as desigualdades.

 “Estamo-nos a preparar para os piores efeitos desta pandemia, mas precisamos de apoio na preparação para a crise de saúde e para as consequências económicas”, sublinhou.

 Questionado  sobre os laços do seu Governo com os principais parceiros internacionais, o primeiro-ministro guineense disse estar “focado em aprimorar as relações” e que atinjam o “ponto ótimo”.

 “Herdei o Governo e deparei-me com a situação dos cofres do Estado depauperados pelo meu antecessor, portanto face a estas emergências latentes era crucial o apoio e amparo dos parceiros internacionais”, disse Nuno Nabian.

 Nuno Nabian foi nomeado primeiro-ministro pelo Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, que demitiu o Governo de Aristides Gomes, que saiu das legislativas de março de 2019.

 A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, que tem mediado a crise política no país, tinha dado até 22 de maio para ser formado um Governo, que respeitasse os resultados das eleições legislativas.

 O parlamento da Guiné-Bissau, de onde emana o Governo, está dividido em dois blocos e ambos reclamam ter a maioria para governar.

 Contudo, o Presidente guineense decidiu dar um prazo até 18 de junho para que o impasse político seja resolvido no parlamento.

 Segundo o primeiro-ministro guineense, no início do seu mandato sentiu um “ligeiro constrangimento da comunidade internacional”, talvez devido à “desconfiança”.

 Esse é um “facto que estamos gradualmente a superar graças à nossa forma de dirigir assente numa estratégia muito simples: gestão transparente e prestação de contas”, afirmou.

 Nuno Nabian afirmou também que gestão da pandemia do novo coronavírus foi gerida no “início apenas com meios e dinheiros do Estado”.

 O que, disse, terá “despertado na comunidade internacional a confiança que necessitavam”.

 “Hoje, o quadro que temos tanto a nível bilateral como multilateral é bem diferente de há dois meses, ou seja, efetivamente temos recebido apoio de alguns parceiros como o Banco Mundial por exemplo”, salientou.

 O primeiro-ministro guineense disse também que recebeu sem surpresa o relatório do Programa da ONU para o Desenvolvimento sobre o impacto sócioeconómico da pandemia no país e que avisa para a possibilidade de um aumento da pobreza e do colapso do sistema de saúde.

 “Era previsível que o impacto da pandemia seria devastador a nível social e económico”, afirmou.


 
Segundo o chefe do Governo, feito um esforço “incomensurável e apenas com recursos internos” para combater a pandemia e garantir a segurança alimentar.

 “Adquirimos e estamos a distribuir a toda a nossa população, mais de 25 mil toneladas de arroz e 10 mil toneladas de açúcar. Esse esforço colossal representa para o Governo a certeza de que nenhum guineense irá passar fome ou deixará de ter uma alimentação adequada por força dos danos colaterais da pandemia”, sublinhou.

 Nuno Nabian disse também que estão a ser avaliadas medidas e ações a serem implementadas para “recuperar as finanças públicas, apoios e incentivos as empresas como forma de salvaguardar empregos e rendimentos” e recordou que o Estado já emprestou dinheiro aos bancos para capitalizar os operadores nacionais da campanha de caju.

 A Guiné-Bissau regista quase 1.400 casos acumulados de covid-19 e 12 vítimas mortais, sendo o terceiro país da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa com mais casos do novo coronavírus, a seguir ao Brasil e a Portugal.

 Em África, há 5.678 mortos confirmados e mais de 209 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

 Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a seguir à Guiné-Bissau está a Guiné Equatorial (1.306 casos e 12 mortos), que não atualiza os dados há quase duas semanas, Cabo Verde (616 casos e cinco mortes), São Tomé e Príncipe (632 casos e 12 mortos), Moçambique (472 casos e dois mortos) e Angola (113 infetados e quatro mortos).

 O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo número de infetados (mais de 772 mil, atrás dos Estados Unidos) e o terceiro de mortos (39.680, depois de Estados Unidos e Reino Unido).

 A pandemia de covid-19 já provocou mais de 416 mil mortos e infetou mais de 7,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP.

 A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.ANG/Lusa

 


Política/ Quatro deputados da APU-PDGB reafirmam fidelidade ao  acordo com PAIGC

 Bissau,12 Jun 20(ANG) - Quatro dos cinco deputados da Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) voltaram a reafirmar que continuam a respeitar o acordo de incidência parlamentar celebrado com o Partido Africano de Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), na qualidade do partido vencedor das eleições legislativas de 2019.

 A posição dos parlamentares foi revelada à imprensa pelo deputado Umaro Conté, na quinta-feira, no final da reunião entre o presidente do Parlamento, Cipriano Cassama e os líderes das diferentes bancadas parlamentares, na qual  Umaro representou o líder da bancada parlamentar do seu partido, Marciano Indi, que se encontra ausente do país, devido a questões de saúde.

 "Todos nós sabemos que há uma formação política que venceu as eleições legislativas, que é o PAIGC, e teve um executivo com o seu programa aprovado no hemiciclo, embora tenha sido interrompido o seu mandato, mas foi o povo que lhe confiou o mantado, através das urnas Por isso, nós vamos acompanhar o partido até ao fim da legislatura", vincou Conté.

 Segundo Conté, os quatro deputados da APU-PDGB só estão a defender a verdade eleitoral expressa nas urnas no último escrutínio para legislativas em março de 2019, onde PAIGC consegiu 47 mantados.

 Após imbróglio sobre os resultados das últimas eleições presidenciais, foi conhecida a posição crítica dos quatro deputados da APU-PDGB face ao atual poder do país, principalmente ao primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabian, igualmente líder do partido.

 Conté lembra aos seus adversários e dirigentes do seu partido, que o papel de política é trabalhar para o bem-estar da população e do  país.

 O líder do partido, Nuno Gomes Nabian, que assinou o acordo com o PAIGC, invalidou o comprimisso, firmando outro com o Movimento para Alternância Democrática (Madem G15) e o Partido da Renovação Social (PRS).


 
Apesar da nova aliança, quatro dos cinco deputados da APU-PDGB mantêm a sua lealdade ao acordo de incidência parlamentar com o partido liderado por Domingos Simões Pereira.

 Os dois blocos alegam ter a maioria no parlamento do país.

ANG//Rádio Jovem



Bruxelas/UE “muito preocupada” com decisão de Trump de sancionar funcionários do TPI

Bissau, 12 jun 20 (ANG) – O chefe da diplomacia eur

opeia disse quinta-feira estar “muito preocupado” com a decisão do Presidente dos EUA de autorizar sanções económicas contra qualquer funcionário do Tribunal Penal Internacional (TPI) envolvido na investigação das actividades das forças dos EUA.

“O anúncio da assinatura pelo Presidente Trump de uma ordem executiva que autoriza as sanções dos EUA contra os funcionários do Tribunal Penal Internacional envolvidos em qualquer investigação sobre as actividades das forças dos EUA, possivelmente crimes de guerra no Afeganistão, é motivo de grande preocupação”, afirmou o espanhol Josep Borrell.

“Analisaremos a decisão e avaliaremos todas as suas implicações e o Conselho Negócios Estrangeiros terá uma palavra a dizer sobre o assunto”, disse Josep Borrell.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE reúnem-se por videoconferência na próxima segunda-feira, 15 de Junho, estando prevista uma reunião com o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, de acordo com fontes diplomáticas citadas pela agência de notícias francesa AFP.

“A União Europeia é um fervoroso apoiante do Tribunal Penal Internacional de Haia, e creio que podemos reiterar o nosso apoio a esta instituição, uma vez que desempenhou um papel fundamental no estabelecimento da justiça internacional e na punição dos crimes internacionais mais graves”, salientou.

A medida do Presidente dos EUA é uma resposta directa à decisão tomada, em Março, pelo Tribunal de Haia de autorizar a abertura de uma investigação sobre crimes de guerra e crimes contra a humanidade no Afeganistão, apesar da oposição da administração Trump.

A investigação solicitada pelo procurador do tribunal, Fatou Bensouda, visa, entre outras coisas, os abusos alegadamente cometidos por soldados americanos no país onde os Estados Unidos estão a travar a guerra mais longa da sua história, desde 2001. Também foram feitas alegações de tortura contra a CIA.

Os Estados Unidos não são membros do TPI e não ratificaram o tratado internacional em que o TPI se baseia.

O Presidente Trump está empenhado numa escalada sem precedentes contra o TPI, que acusa de invadir a soberania nacional. Autorizou a prorrogação das restrições em matéria de vistos contra funcionários da ICC e os seus familiares.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, autorizou a imposição de sanções económicas a qualquer responsável do Tribunal Penal Internacional (TPI) que investigue militares norte-americanos ou os acuse “sem o consentimento dos Estados Unidos”, anunciou hoje a Casa Branca.

“Apesar dos apelos repetidos dos Estados Unidos e dos nossos aliados para uma reforma, o TPI não fez nada para se reformar e continua a fazer inquéritos motivados politicamente contra nós e contra os nossos aliados, como Israel”, afirmou a porta-voz do Presidente em comunicado.

Inicialmente, os juízes do TPI tinham recusado autorizar a investigação após uma ameaça de sanções dos Estados Unidos, que não fazem parte do TPI.

O Presidente norte-americano “autorizou também a extensão das restrições de visto” para os responsáveis e seus familiares. ANG/Inforpress/Lusa

Cajú/ Movimento da Sociedade Civil e Câmara de Comércio exortam ao Governo para desbloquear a campanha de comercialização

Bissau,12 Jun. 20(ANG) – Os Presidentes do Movimento Nacional da Sociedade Civil e da Câmara de Comércio Indústria, Agricultura e Serviços(CCIAS), exortaram quinta-feira ao Governo no sentido de accionar  mecanismos junto dos bancos comerciais para o desbloqueamento do fundo destinado a financiar a campanha de caju.

Em declarações à imprensa no final da reunião entre as duas organizações, o porta-voz da comissão técnica de seguimento e avaliação  de campanha de caju 2020, da Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços, Lássana Sambú, disse que as preocupações das duas organizações têm a ver com a situação dos 15 mil milhões de francos CFA que o Governo disponibilizou aos bancos comerciais para apoiar os empresários na compra da castanha mas que não está a ser utilizada pelos destinatários.

Lássana Sambú criticou  que o executivo antes de colocar o dinheiro nos bancos devia ouvir a opinião dos responsáveis do sector privado.

“Agora que o Governo depositou os 15 mil milhões de francos CFA nos bancos e estes por sua vez definiram os seus critérios para o empréstimo ao sector privado, isso está a dificultar o processo de compra da castanha junto dos camponeses”, disse.

Perguntado sobre as decisões saídas na reunião, aquele responsável sublinhou que o Movimento da Sociedade Civil já fez um levantamento exaustivo da situação e que em breve terá um encontro com o Governo e os responsáveis dos bancos para encontrarem uma saída do impasse.

“Já estamos no período das chuvas e daqui há uma semana se o Governo não reagir as chuvas irão se intensificar, o que poderá complicar ainda mais a situação”, disse.

Lássana Sambú salientou que as condições de armazenamento de caju no interior do país não são das melhores, e sustenta que, com as chuvas o nível da humidade sobe e a castanha de caju perde a qualidade, e que isso irá reflectir no seu preço.

Lássana Sambú sublinhou que o Governo é a única entidade que pode fazer face a situação, diligenciando junto dos bancos no sentido de agilizar os critérios de concessão de créditos aos comerciantes para que possam comprar a castanha junto dos agricultores.

  “Os Intermediários de Negócios são os únicos que podem ir comprar a castanha junto dos produtores ao preço de 375 francos, mas,presentemente,  estão descapitalizados e não dispõe de meios para o efeito”, explicou.

  Sambú disse que as empresas sazonais estão actualmente a oferecer os melhores preços, mas não podem mandar os seu agentes para as matas comprar o caju.  ANG/ÂC//SG

        Covid-19/OMS alerta para aceleração do rítmo de contágio em África

Bissau, 12 jun 20 (ANG) - O ritmo de contágio do novo coronavírus “está a aumentar” em África, apesar do número pouco expressivo de casos naquele continente, o que obriga a manter uma “vigilância constante”, disse hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Por agora, África regista apenas uma pequena fracção de casos em todo o mundo. Mas o ritmo de contágio está a aumentar”, realçou o director regional para o continente africano da OMS, Matshidiso Moeti, em comunicado.

Para o responsável, “a acção rápida e atempada dos países africanos permitiu manter um número baixo de casos” de covid-19.

Matshidiso Moeti alertou, no entanto, que é necessário manter uma “vigilância constante” para travar a pandemia e evitar “sobrecarregar os sistemas de saúde”.

O director regional da OMS sublinhou ainda que as medidas tomadas para a população se manter em casa e o encerramento de comércios resultaram em “enormes custos” particularmente nas comunidades mais vulneráveis e marginalizadas.

“É fundamental nesta resposta atingir um equilíbrio entre salvar vidas e proteger os meios de subsistência, particularmente em África”, destacou.

O comunicado da OMS refere que nas últimas semanas os países têm levantado restrições ao confinamento imposto de forma a retomar actividades económicas e sociais.

O alívio destas medidas deve ser um processo controlado e precisa de ter assegurado uma capacidade de testagem alargada, acrescenta.

“Estes passos precisam de ser constantemente adaptados de acordo com a evolução dos dados e mantidas até que a pandemia esteja contida ou a vacina ou tratamento à covid-19 esteja acessível a todos”, destaca ainda.

A OMS lembra também que, conforme os países aliviam as restrições, as autoridades de saúde vão precisar de assegurar continuadamente serviços de saúde essenciais, enquanto retomam ao mesmo tempo as rotinas habituais nos vários serviços de saúde.

 A pandemia de covid-19 já provocou mais de 416 mil mortos e infectou mais de 7,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP.

Em África, há 5.678 mortos confirmados e mais de 209 mil infectados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné-Bissau lidera em número de infecções (1.389 casos e 12 mortos), seguida da Guiné Equatorial (1.306 casos e 12 mortos), Cabo Verde (616 casos e cinco mortes), São Tomé e Príncipe (632 casos e 12 mortos), Moçambique (472 casos e dois mortos) e Angola (113 infectados e quatro mortos).

O Brasil é o país lusófono mais afectado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo número de infectados (mais de 772 mil, atrás dos Estados Unidos) e o terceiro de mortos (39.680, depois de Estados Unidos e Reino Unido).ANG/Angop

 

 


Política/Comissão Permanente de ANP reúne-se em breve para confirmar  a próxima Sessão Ordinária da ANP

Bissau, 12 Jun 20 (ANG) – A Comissão Permanente de Assembleia Nacional Popular (ANP), deverá reunir em breve para confirmar a próxima  sessão ordinária da Assembleia Nacional Popular, revelou o líder da Bancada Parlamentar do PAIGC.

Califa Seide, em declarações à imprensa, na quinta-feira, no final da reunião dos líderes das bancadas parlamentares, disse  que propuseram ao Presidente da ANP o agendamento da sessão para o próximo dia 29 do corrente mês.

Questionado  se o agendamento, discussão e votação de programa do actual governo liderado por Nuno Gomes Nabian está entre os pontos discutidos, Califa Seidi afirmou que esta matéria está claramente explicado no último comunicado da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que exige a formação de um novo govermo.

“Não se pode falar de agendamento de programa de um governo que todos nós já temos o conhecimento de que já está caduco. Por isso, não se pode falar da formação de um novo governo, ao mesmo tempo legitimar programa de um governo que já está praticamente caduco”, sustentou o político.

Realçou por outro lado, que o seu partido está plenamente de acordo com a marcação da data para a abertura da próxima Sessão Ordinária, que permitirá aos deputados da Nação discutirem sobre os assuntos que afectam o país.

Para o líder parlamentar do Movimento para Alternância Democrática(Madem G15), Abdu Mané, foi uma reunião de rotina normal na democracia, na qual se discutiu com o presidente de ANP sobre os pontos que serão alencados na Ordem do Dia que será remetido à plenária, para depois ser discutido e aprovado pelos deputados da nação.

“E  entre os pontos discutidos, consta a aprovaçâo de agendamento do programa de actual governo e que constitui a preocupação de MADEM-G15 assim como do Partido da Renovação Sociual(PRS).Defendemos que ele deve ser agendado”, explicou.

Mané disse que, contudo, é muito normal que outras forças partidárias descordem com a posição do Madem G-15 PRS e Apu-PDGB.

Segundo o político, o bloco Madem G15, PRS e Apu-PDGB,  actualmente constituem a maioria no parlamento tendo em conta o Acordo de Incidência Parlamentar assinado entre as partes. “Ainda que a verdade será provada na Assembleia Nacional Popular”, acrescentou.

Por seu turno, o líder de bancada parlamentar do Partido da Renovação Social (PRS), Daniel Suleimane Embaló explicou que a data de abertura da próxima Sessão Ordinária na ANP ficou marcada para o dia 29 porque vai coincidir  com o fim de 5ª  vaga de estado de emergência decretado pelo Presidente da República (PR) Umaro Sissoco Embalo.

“Penso que a próxima Sessão Ordinária acontecerá em breve para desbloquear o país e a nova maioria de actual governo, será provado na referida sessão da ANP”, disse.ANG/LLA/ÂC//SG

B

               Mundo/África alberga nove dos 10 conflitos mais negligenciados

 

Bissau, 12 jun 20 (ANG) -  Nove das 10 crises mais negligenciadas, no Mundo, encontram no continente africano, declarou quinta-feira o Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC), uma organização humanitária caritativa.

Os Camarões, a RDC e o Burkina Faso albergam as crises ligadas à deslocação mais negligenciada à escala mundial, de acordo com a última lista anual do NRC divulgada na capital ganense, Accra.

Pelo segundo ano consecutivo, os Camarões ocupam a primeira posição dos conflitos mais negligenciados no Mundo, indica o NRC no seu site Internet.

"As crises profundas que representam os milhões de pessoas deslocadas das suas habitações e localidades são, no entanto, mais subfinanciadas, mais ignoradas, e que têm menos interesses prioritários à escala planetária.

"Elas são vítimas duma falta de interesse e atenção, nos planos político e diplomático, duma cobertura mediática insuficiente e de ausências de ajudas humanitárias.

"Apesar do facto de elas estarem confrontadas com uma  miríade de emergências, os apelos a favor de ajudas para estas crises caem muitas vezes nos ouvidos de surdos”, sublinha o secretário-geral do NRC, Jan Egeland.

O NRC também prevê que estas cries humanitárias que abalam estes países africanos vão agravar-se durante todo o ano de 2020, e podem ser exacerbadas pela pandemia da covid-19 que já afectou vários milhões de pessoas, no Mundo.

"A Covid-19 está a propagar-se no continente africano, e a maioria das comunidades mais negligenciadas já estão abaladas pelos choques económicos ligados à pandemia.

"Nós devemos, mais do que nunca, demonstrar solidariedade com estas comunidades afectadas pelo conflito para o vírus não acrescentar uma catástrofe insuportável à miríade de crises com que elas já estão confrontadas”, insiste Egeland.

Os Camarões estão confrontados, segundo Egeland, com três emergências separadas, designadamente, uma exacerbação dos ataques da seita Boko Haram, no norte, um conflito violento na zona Ocidental anglófona e uma crise ligada a um fluxo de refugiados centroafricanos que se encontram no país.

Os Camarões que lideram a lista são seguidos por países como a RDC, o Burkina Faso, o Burundi, a Venezuela, o Mali, o Sudão do Sul, a Nigéria, a República Centroafricana e o Níger, segundo o NRC.

O NRC também sublinhou que a região do Sahel do continente africano é predominante na lista da classificação com a presença, na primeira posição, de países como o Burkina Faso, o Mali, a Nigéria e o Níger.ANG/Angop

 


quinta-feira, 11 de junho de 2020

Prevenção contra Coronavírus

Não permita que o Medo, Pânico ou a Negligência te entregue ao Coronavírus. Sair sem necessidade pode te levar a isso. Fique em Casa.

O Cronovírus anda de pessoa à pessoa. Não consegue viver para fazer estragos(matar) fora do ser humano. Evita a contaminação, lavando sempre as mãos bem com sabão.

Beba sempre água para evitar que sua garganta fique seca.

Garganta húmida leva o vírus directamente para o estômago, aí morre, por força de sucos gástrico produzidos pelo estômago.

Evite lugares onde haja muita gente. Afaste-se de alguém que tosse.

Recomendações médicas de Prevenção contra Coronavírus//ANG

EAGB/Ministro das Finanças diz ser “incompreensível” a dívida de 9,5 milhões de dolares à  KARPOWER

Bissau, 11 jun 20 (ANG) – O ministro das 

finanças disse ser incompreensível que a EAGB,na qualidade de empresa vendedora de energia, em 12 meses de contrato com a empresa KARPOWER(uma empresa estrangeira) consiga pagar apenas seis meses.

João Aladje Mamadu Fadia, que falava esta quinta-feira numa conferência de imprensa conjunta com ministro da Energia e o director-geral interino da  EAGB, revelou que o governo paga,anualmente, à Empresa de Eletricidade e Água da Guiné-Bissau (EAGB)  6 bilhões de francos cfa pelo  consumo de energia e água.

“EAGB recebe energia limpa para vender, mas é incompreensível que nos 12 meses a empresa pague só 06 faturas e não consegue pagar as outras 6 faturas, o que elevou a dívida com a empresa KARPOWER para 9,5 milhões de dolares”, disse.

Em relação ao serviço de águas, esclareceu que o contrato com o consórcio Águas de Portugal está suspenso, temporariamente, e com  conhecimento do Banco Mundial, devido ao regresso dos tècnicos portugueses á Lisboa, por causa da pandemia da Covid-19.

“Em 2017 assinei um contrato de empréstimo com o Banco Mundial para  apoio ao setor de energia, entre outras. Neste empréstimo está um contrato de serviço que era para permitir que venha uma assistência técnica para  gerir a EAGB. Desde diretor-geral até ao diretor comercial tudo é contrato de serviço. A empresa EDP e Águas de Portugal que trabalha no setor de água, iniciou as suas actividades em Fevreiro de  2020. É um contrato de  quase 4 milhões de euros”, disse Fadia.

Disse que participou na conferência de imprensa   porque a EAGB está a constituir um “peso enorme”  no Orçamento Geral do Estado.

Para Jorge Malu, ministro dos Recursos Naturais e Energia,  a questão da energia  e água no país não deve ser politizada “porque, ao fim e ao cabo, é de interesse de todos, independentemente das cores partidárias”.

Malú sublinhou  que a EAGB, nos últimos 20 anos, passou por  uma administração desastrosa e danosa, o que justifica o ponto em que a empresa chegou, que diz ser grave, pelo que, na sua opinião, é preciso ter muita coragem para resolver os problemas da empresa.

Jorge Malú disse que a empresa corria o risco de desaparecer porque consome todas as receitas cobradas aos clientes com pagameno de funcionários.

 “A EAGB não dá energia mas sim é dada a energia para comercializar para poder pagar quem a deu  mas consome tudo o que cobra no pagamento dos seus funcionários”,revelou.

Afirmou que a referida empresa  conta com 595 funcionários dos quais 506 são efetivos e 89 contratados, acrescentando que metade dos funcionários efetivos está na idade de reforma e outros em tratamento.

O governante disse que a Empresa de Eletricidade e Água da Guiné-Bissau tem em dívida  2.26 milhões de francos cfa para com  a Segurança Social.

“Imaginemos que os funcionários estão a trabalhar e a serem descontados mas o desconto não chega a  Segurança Social . Se conseguimos liquidar essa dívida a Segurança Social vai estar em condições de nos receber os 113 funcionários aposentados”, sustentou.

Malú disse que há clientes que têm dívida com a EAGB que ronda quatro bilhões de francos cfa, e que  foi criada uma Comissão para a cobrança das dívidas, integrada por representantes do  Ministério Público, tendo sido já recuperadas 400 milhões de francos cfa.   

Considerou de grave a isenção de pagamento de facturas de luz e água aos funcionários do Ministério da Energia e da EAGB e promete acabar com essa prática.

Para Malú, os funcionários devem perceber que a EAGB não produz a energia, mas sim é lhe dada para vender para  depois pagar a empresa fornecedora.

Garantiu que os  guineenses não vão ficar sem luz e água. ANG/DMG//SG      


EAGB/Dívida com Segurança Social impede 113 funcionários irem à reforma”, diz Diretor-geral Interino da empresa

Bissau, 11 jun 20 (ANG) – O Diretor-geral Interino da Empresa de Eletricidade e Águas da Guné-Bissau (EAGB) revelou que a dívida com a segurança social tem impedido a ida à reforma à 113 funcionários da empresa.

Mamadu Baldé que falava esta quinta-feira nu

ma conferência de imprensa conjunta  entre os Ministérios da Energia e das Finanças,disse ainda que a situação financeira da EAGB até  05/06/2020 é caraterizada por dívidas de todo o tipo, totalizando cerca de 24 mil milhões de francos CFA, contra a disponibilidade de apenas 527 milhões de fcfa.

Acrescentou que se trata de dívidas ao Tesouro Público, à banca,   Segurança Social e  diversos fornecedores de bens e serviços.

Baldé revelou que no quadro da luta contra covid-19,com o financiamento do Banco Mundial, a EAGB já dispõe de doadores de cloro para iniciar os trabalhos de desinfeção de água em todos os furos desta empresa fornecedora de água e energia do país.

Acrescentou que a cidade de Bissau com uma população de 500.000 habitantes tem dado vários problemas no que concerne ao aprovisionamento de água potável.

O responsável prometeu priorizar o pagamento atempado das faturas ao produtor de energia contratado, denominado Karpower, sem acumulação de atrasados,e  assegurar a distribuição de eletricidade e água e aumentar a taxa da sua faturação junto dos clientes.

A negociação e restruturação da dívida da EAGB junto da banca comercial, solicitação  de uma auditoria independente abrangendo os aspetos financeiros e de gestão cobrindo pelo menos os 3 últmimos anos, são  outros projectos da nova direcção da EAGB.

Segundo Mamadu Baldé, a EAGB funciona nesta primeira fase, em parceria com a empresa Karpower, através de um contrato firmado em 28 de janeiro de 2019 com uma potência de 17 MW.

 O director interino da EAGB disse que existem perdas técnicas na distribuição de Média Tensão (MT) de aproximadamente 4% e perdas técnica comerciais  de 49,82%.

“Existe uma possibilidade da passagem para segunda fase (30 MW) desde que a rede de distribuição elétrica da EAGB tiver condições necessárias para absorção de mais clientes e aumento de demanda. O Parque da KARPOWER (barco flutuante) é constituido por dois geradores MAN com a potência instalada de 18 MW cada”, referiu.

Mamadu Baldé perspetivou com base na situação diagnoticada, empreender as ações para solucionar os diferentes problemas, nomeadamente, o saneamento financeiro que vai passar por um aumento de receitas , redução das despesas, alargamento dos prazos de reembolso da dívida com a banca acompanhado com baixa dos custos da mesma por via da redução das taxas de juro e racionalização de recursos.

Aquele responsável informou que, no que diz respeito a extensão da água, a Unidade de coordenação de projetos do Banco Mundial prepara para lançar um concurso para execução de novos projetos, como a construção de furo de água, reservatório e rede de água em Bor, Safim Antula Pime e reabilitação de dois reservatórios da Base Aérea,  extensão da rede da água para Brene e Bissalanca e reabilitação do furo, construção do reservatório e lançamento da rede de água em Prabis.

Por sua vez, o representante da empresa KARPOWER, Prince Lamptey Tetteh confirmou que o atual governo, em colaboração com Banco Mundial, pagou a dívida de 7 faturas correspondente a mais de 9 milhões de dolares, tendo negado a acusação veiculada nas redes sociais segundo a qual, a empresa vai abandonar o país por falta de pagamento.

Lamptey disse que a empresa vai  continuar a dar energia para toda a população do país, em colaboração com o governo.

 “Com ou sem dívida, a empresa está pronta para trabalhar no fornecimento da energia”, afirmou. ANG/DMG/ÂC//SG 

 

 



Covid-19/ UNICEF oferece  materiais para prevenção  ao Ministério da Justiça

Bissau, 11 jun 20 (ANG) -  A Direcção Geral de Identificação Civil, Registo e Notoriado do Ministerio da Justiça recebeu  hoje da parte do Fundo das Nações Unidas para Infancia (UNICEF) um conjunto de materiais para prevenção de coronavirus.

O donativo é composto por baldes, luvas e máscaras.

Os referidos materias foram entregues ao Director- Geral de Identificação Civil, Registo e Notoriado, Helder Romano Cruz Vieira, na presença do ponto focal do Ministério da Justiça junto do UNICEF.

No ocasião, Helder Romano Cruz Vieira agradeceu o UNICEF pelo apoio e disse que os materiais vão ser distribuidos à todas as delegacias de registos do país.

“Como viram, acabamos de receber estes materiais da parte do nosso parceiro UNICEF, na âmbito da prevenção da covid-19” nos serviços de registo” disse.

O Director-Geral de Identificação Civil, Registo e Notoriado disse que solicitou esse apoio ao Unicef  devido a vulnerabilidade dos  seus serviços face   a pandemia,  para garantir segurança e proteção aos  trabalhadores que diariamente atendem centenas de cidadãos. ANG/LPG/ÂC//SG

   



Covid-19/ Presidente da República renova  período do estado de emergência por mais quinze dias no país

Bissau,11 jun 20 (ANG) – O Presidente da República  renovou o  período do estado de emergência em todo  território nacional, por mais quinze dias, ou seja de 11 à 25 de Junho do corrente.

No decreto presidencial publicado quarta-feira, Umaro Sissoco Embaló justificou a  decisão com a necessidade de o país manter algumas medidas restritivas de direitos e liberdades dos cidadãos, mas necessárias   ao combate ao Covid-19, e que só podem ser tomadas  ao abrigo do Estado de Emergência

“Após uma análise ponderada da situação do país face ao Covid-19 e tendo ainda ouvido as propostas do Alto Comissariado de Luta contra o COVID-19, tomei  a decisão de renovar pela quinta vez, o período de vigência do Estado de Emergência”, disse.

Conforme o chefe de Estado,  apesar dos avanços e melhorias registados na prevenção, combate e consciencialização pública sobre o COVID-19,  a situação prevalecente é ainda, infelizmente, preocupante.

O chefe de Estado guineense renovou o seu apelo à  todos os guineenses e aos cidadãos de outras nacionalidades que vivem no país, para que cada um seja um soldado contra o novo coronavírus.

O Presidente da República disse ser sua firme convicção de que, juntos e unidos, o país estará mais forte e capaz de vencer esta batalha contra o COVID-19,  e pediu, mais uma vez, o cumprimento rigoroso das medidas higiénico-sanitárias, de distanciamento físico e outras que o Governo irá adotar para regulamentar esta quinta renovação do estado de emergência.ANG/LPG/ÂC//SG