quinta-feira, 26 de junho de 2025

        Médio Oriente/Irão e Israel observam um frágil cessar-fogo

Bissau, 26 Jun 25 (ANG) -  Irão e Israel observam um frágil cessar-fogo que colocou fim a uma guerra que durou doze dias e culminou no passado fim-de-semana com a intervenção dos Estados Unidos contra instalações estratégicas do Irão.


Na  quarta-feira, cada campo reivindicou a vitória.

Ao congratular-se quarta-feira por "uma vitória total" sobre o inimigo, o governo israelita estimou ter realizado "grandes feitos históricos e ter-se posicionado ao lado das superpotências mundiais".

Do outro lado, em Teerão, também reivindicou a "vitória", o regime vangloriando-se de ter forçado o seu inimigo a "cessar unilateralmente" a guerra.

Já em Haia, nos Países Baixos, à margem da cimeira da NATO, o Presidente americano estimou que o Irão e Israel estão "cansados, exaustos" pela guerra. "Falei com ambos e eles estão cansados, exaustos. Eles lutaram muito, muito duramente e muito cruelmente, e ambos estavam contentes de voltar para casa e sair", declarou Donald Trump ao igualmente afirmar que "o programa nuclear iraniano retrocedeu várias décadas".

O impacto da guerra no programa nuclear iraniano "pode ter sido severo, é o que sugerem os serviços secretos", disse o Presidente americano ao falar mesmo em "aniquilação", sendo que na sua óptica os iranianos "não poderão mais reconstitui-lo".

Este não é contudo o balanço feito pelos serviços de inteligência americanos, algumas fontes indicando que os bombardeamentos não terão completamente destruído as capacidades nucleares da República Islâmica.

Uma incerteza alimentada pelo próprio ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros que, em entrevista televisiva, reconheceu que as instalações nucleares tinham sido "consideravelmente danificadas", sem todavia entrar em pormenores.

Um mutismo que Teerão pretende firmemente manter, depois de o parlamento ter votado nesta quarta-feira a suspensão da cooperação com a Agência Internacional da Energia Atómica, isto precisamente na altura em que Rafael Grossi, director geral desta entidade, acaba de preconizar um reforço da cooperação com Teerão e uma visita das instalações nucleares iranianas para determinar o grau dos estragos causados pelos bombardeamentos israelo-americanos.

Refira-se que de acordo com um balanço oficial iraniano que contabiliza as vítimas civis, a guerra causou pelo menos 610 mortos, sendo que do lado israelita se contabilizam 28 mortos nos contra-ataques iranianos. ANG/RFI

 

 Moçambique/ Celebrado  50 anos de independência com desafios pela frente

Bissau, 26 Jun 25 (ANG) -  Moçambique celebrou 50 anos de independência, mas ainda enfrenta desafios em sectores como saúde, educação economia entre outros. 

Um sentimento manifestado pelos cidadãos e governantes que participaram das cerimónias oficiais no mesmo estádio onde a 25 de Junho de 1975 o então presidente da república popular Samora Machel , proclamou a independência do país. 

Festa da independência nacional , foi no Estádio da Machava, um local que passa a designar-se Estádio da Independência Nacional de Moçambique, um dia em que os cidadãos que se fizeram presentes neste evento destacaram alguns avanços mas também desafios com a independência de Moçambique. 

"Persistem alguns desafios ainda não é que devemos conseguir mas isso só se conseguirá com muito trabalho e dedicação de cada um de nós. Temos desafios na área económica, sao desafios em várias áreas.”

Continuemos como moçambicanos a valorizar essa conquista, a valorizar esta independência fazendo muito mais coisas, rumo à independência económica”.

Para já , para além de governantes e cidadãos comuns , a festa dos 50 anos da independência de Moçambique foi marcada pela realização de várias actividades culturais e não só, num dia em que Daniel Chapo, presidente de Moçambique, agradeceu a presença do chefe de estado português, Marcelo Rebelo de Sousa nas cerimónias. ANG/RFI

          ONU/Canábis é a droga mais consumida em África

Bissau, 26 Jun 25 (ANG) - O consumo de canábis é elevado na África Ocidental, Central e Austral e a presença da cocaína e de opioides, como o tramador, está a aumentar no continente, segundo um relatório das Nações Unidas. 

De acordo com o Relatório Mundial sobre Drogas 2025, publicado hoje pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), cerca de 10% da população africana entre os 15 e os 64 anos consumiu canábis em 2023, com especial incidência na África Ocidental, Central e Austral.

Por sua vez, segundo o documento, África representou 44% da quantidade total de erva e resina de canábis apreendida a nível mundial no último ano.

A prevalência de consumo de opioides atingiu 1,4% no continente, sendo o uso não médico de tramadol uma das principais preocupações, sobretudo no Norte de África e na África Ocidental e Central.

Entre 2019 e 2023, "57% dos opioides farmacêuticos apreendidos no mundo tiveram origem em África", em grande parte devido ao uso indevido de tramadol, frisou.

Relativamente ao consumo de cocaína, este está a aumentar de forma consistente em África, apesar dos dados disponíveis sobre tratamentos serem escassos, lamentou.

A África Ocidental, Central e Austral registam os maiores crescimentos do uso de cocaína.

Segundo o relatório, a "África do Sul, Angola, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gana, Libéria, Marrocos, Moçambique, Níger, Senegal, Seicheles, Serra Leoa e Zâmbia têm observado um aumento nas admissões em tratamento por perturbações associadas ao uso de cocaína".

Paralelamente, África tornou-se um ponto estratégico no trânsito da cocaína sul-americana para a Europa, "com apreensões significativas perto da costa, sobretudo na África Ocidental".

A ONU alertou que os traficantes estão a tirar partido de uma vaga de produção recorde e a explorar novos mercados em África e na Ásia.

No relatório chama-se ainda a atenção para o aumento do consumo de novas substâncias psicoativas (NPS).

Enquanto o 'Khat' permanece comum na África Oriental, o uso de NPS sintéticas, como os canabinóides presentes no 'Kush', está a crescer rapidamente, em especial na África Ocidental e Central.

A combinação de drogas como 'Nyaope', 'Karkoubi' e 'Kush' representa uma ameaça crescente à saúde pública em países como a Guiné-Bissau, Serra Leoa e Libéria, sendo estas misturas muitas vezes compostas por substâncias perigosas como opioides sintéticos do grupo das nitazenas.

Segundo a agência da ONU, cerca de 1,33 milhões de pessoas consomem drogas por via injetável em África, das quais 204.000 (15,4%) viviam com HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) em 2023.

Por sua vez, a África Austral "tem a maior prevalência de VIH entre estes consumidores" (43,2%), enquanto a África Ocidental e Central regista a maior taxa de pessoas que injetam drogas (0,21%).

Outras tendências destacadas na investigação incluem a disparidade de género --- há uma mulher para cada nove homens a consumir canábis --- e a predominância de consumidores com menos de 35 anos entre os que procuram tratamento, sobretudo devido ao uso de canábis e opioides em África.

As apreensões de heroína aumentaram em 2023, com a heroína do Sudoeste Asiático a entrar na África Oriental e a circular pelas restantes sub-regiões rumo a outros mercados, como o europeu, mas também o próprio africano.

Também o tráfico de metanfetaminas está em expansão em África.

No entanto, apesar destes dados e do aumento das drogas e tráfico disponíveis em África, a cobertura de tratamento permanece ainda desigual.

Segundo as estimativas do UNODC, a cobertura do tratamento para perturbações relacionadas com o consumo de drogas em África ronda apenas os 3%.

De acordo com a ONU, estes serviços especializados são muitas vezes limitados às capitais ou grandes centros urbanos.

No relatório destaca-se igualmente o crescimento do uso não médico da pregabalina --- fármaco prescrito para epilepsia e transtornos de ansiedade ---, cuja utilização recreativa se disseminou em África, Europa e Médio Oriente.

Globalmente, 316 milhões de pessoas consumiram drogas ilícitas em 2023 (excluindo álcool e tabaco), o equivalente a 6% da população entre os 15 e os 64 anos. A canábis lidera com 244 milhões de utilizadores, seguida de opioides (61 milhões), anfetaminas (30,7 milhões), cocaína (25 milhões) e ecstasy (21 milhões).

ANG/Lusa

 

 CPLP/Secretário-executivo diz que deixa organização mais forte e organizada

Bissau, 26 Jun 25 (ANG) - O secretário-executivo cessante da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Zacarias da Costa, fez hoje um balanço positivo da sua liderança, considerando que deixa uma organização "mais forte" e "mais organizada".


“Eu creio que é um balanço positivo. Estou satisfeito porque creio que durante os quatro anos tivemos muitos desafios", disse Zacarias da Costa, quando questionado pela Lusa, no final de um encontro com a presidente do parlamento timorense, Fernanda Lay.

Entre os vários desafios enfrentados, o secretário-executivo da CPLP, que cessa funções em julho, destacou o "desafio da implementação do acordo de mobilidade, o desafio do início do objetivo geral, que é o pilar económico, o quarto pilar", e os "desafios de reestruturação do secretariado".

"Mas quero dizer que o balanço que faço é um balanço sinceramente positivo. Obviamente que outros farão outros balanços, terão outras perspetivas. Eu sei das dificuldades que encontrei, dos desafios que encontrei", afirmou Zacarias da Costa.

O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros timorense disse também que deixa uma "organização mais forte" e "mais organizada".

"Naturalmente somos todos continuadores do trabalho que outros fizeram e obviamente, estou confiante que também o próximo secretário-executivo irá continuar o trabalho que já fiz durante estes quatro anos", sublinhou. 

Questionado pela Lusa sobre o que vai fazer após cessar as funções na CPLP, Zacarias da Costa disse que vai regressar para Timor-Leste.

 "Eu regresso ao meu país com o mesmo sentimento de estar pronto para servir naquilo que for preciso e naquilo que as autoridades deste país me pedirem", afirmou. 

Zacarias da Costa foi nomeado secretário-executivo da CPLP em julho de 2021 na cimeira de chefes de Estado e de Governo, realizada em Angola, tendo sido reeleito para mais um mandato em agosto de 2023, na cimeira realizada em São Tomé.

Para substituir o timorense, foi proposta a diplomata e antiga ministra angolana Maria de Fátima Jardim, que deverá ser empossada no cargo na próxima cimeira da CPLP, que se realiza em 18 de julho, em Bissau. ANG/Lusa

 

quarta-feira, 25 de junho de 2025

Ambiente/Governo em parceria com a Empresa Common Seas promovem Workshop para elaboração de um Plano sobre poluição na Guiné-Bissau

Bissau, 25 Jun 25 (ANG) – O Governo através do Ministério do Ambiente, Biodiversidade e Ação Climática (MABAC), em parceria com a “Empresa Common Seas”,do Reino Unido, promoveram, hoje, um workshop para a elaboração de um Plano de Ação Nacional sobre poluição por plástico na Guiné-Bissau.

O referido workshop terá a duração de um dia, e durante o qual os participantes vão trocar ideias e realizar trabalhos práticos  que serão submetidos  à empresa Common Seas para produção de um documento final.

Ao presidir a cerimónia de abertura do evento, e em representação do ministro do Ambiente, Biodiversidade e Ação Climática, Isabel Evangelista disse  que a Guiné-Bissau ,conhecida pela sua rica biodiversidade e costa deslumbrante, enfrenta uma crise crescente, conhecida por, “Poluição Marinha e Costeira por Plástico”.

De acordo Isabel Evangelista, os ambientes costeiros e marinhos do país, que albergam diversos ecossistemas, incluindo o Arquipélago de Bijagós, uma reserva de biodiversidade da UNESCO, recomendado como sítio do Património Natural Mundial, estão cada vez  mais ameaçados por resíduos plásticos.

“Embora os resíduos urbanos de Bissau sejam a fonte mais significativa de poluição marinha por plásticos, os resíduos das zonas costeiras rurais e as fontes marinhas, como as atividades de pesca e as navegações, são também fontes de poluição marinha por plásticos, e a comunidade pesqueira que depende fortemente dos ecossistemas marinhos, é particularmente afetada”, alertou Isabel Evangelista.

Segundo a representante do ministro do Ambiente, Biodiversidade e Ação Climática, a luta contra a poluição plástica na Guiné-Bissau, exige uma abordagem multifacetada que envolve a ação do Governo, da comunidade e o apoio internacional.

A Evangelista disse que em resposta aos problemas e desafios colocados pela poluição plásticas, o Governo está empenhado em adotar medidas políticas, acompanhadas com campanhas de sensibilizações, e implementação de projetos impactantes para combater a poluição por plásticos em todas as suas fontes, além do plano de ação e da estratégia nacional que serão elaborados com o apoio da Common Seas.

Faryal Gohar, gestora de Projetos, Parcerias Governamentais da Common Seas, disse que   a empresa  trabalha para  travar o fluxo de poluição plástica do oceano, proteção da vida marinha e da saúde pública,  assim como na salvaguardagem do futuro de planeta.

“Sabemos que embora a poluição plástica seja uma crise global, e os seus impactos são frequentemente sentidos de forma mais profunda em países costeiros como a Guiné-Bissau, onde o oceano é fundamental para a subsistência, o ambiente e a identidade nacional. É por isso que estamos aqui hoje para trabalhar convosco no desenvolvimento de solução práticas e eficazes que respondam ao contexto e às necessidades especificas da Guiné-Bissau”, sustentou a gestora de Common Seas

Para Faryal , ao investir neste processo agora, o Governo da Guiné-Bissau está a ajudar a garantir que o país esteja bem posicionada, para liderar e responder, eficazmente, ao tratado global sobre plásticos.ANG/LLA/ÂC//SG  

Regiões/Povoação de Tacanba de Lompate beneficia de primeiro reservatório da água

Canchungo, 25 Jun 25 (ANG) – A povoação de Tacanba de Lompate, sector de Canchungo, região de Cacheu, norte do país, vai beneficiar da construção de primeiro reservatório de água potável.

Segundo o correspondente da ANG na região de Cacheu,  satisfeito com a iniciativa o  Chefe de tabanca de Lompate, Manchinim Mendes, disse  que chegou o fim da crise de água potável que durou três  anos naquela povoação, graças as contribuições financeiras dos filhos de Lompate na Guiné-Bissau, no Senegal, Gâmbia e Portugal.

Manchinim Mendes disse que vão gastos oito milhões de francos cfa para a construção de dois  reservatórios de água potável, e que para tal, os filhos de Lompate na Guiné-Bissau, contribuíram com 3 milhões, os de Senegal com 2.500.000 xof, da Gâmbia com 2.500.000 xof e os da diáspora Europeu, com 5.000.000 xof, respetivamente.

A tabanca de Lompate tem 44 casas, um pouco mais de 600 habitantes e fica situada a cerca de 2 Km da cidade de Canchungo.

A obra de construção dos reservatórios deverá ser concutida no prazo de uma semana.ANG/AG/MI/ÂC//SG

Agricultura/Lançado Projeto P2P2RS-Componente Guiné-Bissau que visa melhoria de produção agrícola e reabilitação de infraestruturas socioeconómicas

Bissau, 25 Jun 25(ANG) – O ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural procedeu hoje ao lançamento oficial do Projecto 2 do Programa de Reforço da Resiliência a Insegurança Alimentar e Nutricional no Sahel(P2-P2RS) da Componente  Guiné-Bissau com o objetivo principal de melhorar a produção agrícola.

Queta Baldé disse tratar-se de  um projeto fundamental para a vida dos guineenses, financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento(BAD).

“Trata-se hoje, sem dúvidas, de um projeto que valoriza não somente a agricultura, florestas e outros sectores ligados à alimentação, à nutrição, as atividades geradoras de rendimentos, mas também os sectores das infraestruturas, energias renováveis, às vias e meios permissivos de um desenvolvimento durável e equívoco na Guiné-Bissau até 2030”, disse o governante.

O ministro de Agricultura frisou que o Projeto P2R2,  foi elaborado em conjunto entre o Governo da Guiné-Bissau , o Banco Africano de Desenvolvimento e o Comité Inter-estado de Luta contra a Seca no Sahel(CILSS), para implementação das ações estruturantes destinadas a reforçar a resiliência dos agregados familiares no espaço Sahel.

Disse  que  o projeto se inscreve numa abordagem regional participativa e inclusiva de longo prazo, com uma duração de 20 anos, e é implementado por fases sucessivas de cinco anos cada até 2035, com vista a cumprir  os compromissos assumidos e a visão global definida do Documento das Prioridades de Resiliência do país.

“Com um montante de 12,5 milhões de dólares, sob forma de donativo, a estratégia do P2P2RS-Componente Guiné-Bissau, alinha-se na estratégia alimentar nacional do país, que incide à volta de programas e das ações específicas dentro dos subsetores de cereais, principalmente a produção de arroz, base alimentar dos guineenses, bem como a horticultura sob sistema de irrigação solar”, disse.

Queta Baldé acrescentou que o projeto prevê a conexão de 1.500 pequenos agricultores ao programa de cantina escolar, que implica a compra de 1.378 toneladas de arroz, 600 de tubérculos e 525 toneladas de feijão para 76.700 alunos em  378 escolas.

O reforço das capacidades institucionais em matéria de análise da situação alimentar e nutricional através de um Quadro Harmonizado, apoiar a implementação de atividades que envolvam a formação de jovens e mulheres sobre as práticas de agronegócio, são outros objetivos do projeto.

Adiantou que as atividades previstas deverão impactar cerca de 2.500 pequenos agricultores e beneficiar 76.700 crianças em idade escolar nas regiões de Cacheu, Oio, Bafatá e Quinara.

A representante do Banco Africano de Desenvolvimento(BAD), Igherha Gracia Kahasha, agradeceu as autoridades guineenses pelos engajamentos feitos e que permitem a implementação de diferentes projetos de desenvolvimento concebidos pelo BAD e igualmente este P2P2RS lançado hoje no país.

Garcia Kahasha disse que o Projeto P2P2RS-Componente Guiné-Bissau tem como objetivo principal, a melhoria da produção agrícola, reabilitação das infraestruturas socioeconômicas e contribuir no desenvolvimento e na melhoria dos componentes silvo-pastoral e haliêuticos da Guiné-Bissau.


Kahasha disse ainda que o projeto irá reforçar  as capacidades de adaptações das potencialidades e dos recursos regionais do sector agrícola.

Durante  dois dias, os participantes no ateliê do Lançamento Oficial do Projeto de Reforço da Resiliência a Insegurança Alimentar e Nutricional no Sahel, irão abordar temas sobre o Projeto P2P2RS-Componente Guiné-Bissau, apresentação do Componente Regional do Projeto, Formação de Gestão Financeira, entre outros. ANG/ÂC//SG


Sociedade
/Guiné-Bissau regista melhoria de 0,483 para  0,514 em 2025 no Índice de Desenvolvimento Humano, aponta Relatório do PNUD

Bissau, 25 Jun 25 (ANG) - O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) revela que a Guiné-Bissau registou uma melhoria no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), passando de 0,483 no relatório de 2023 – 2024 para 0,514 em 2025.

Os dados são do Relatório de Desenvolvimento Humano 2025, oficialmente lançado   terça-feira, em Bissau, sob o tema "Uma Questão de Escolha: Pessoas e Possibilidades na Era da Inteligência Artificial (IA) ".

 “Permitam-me começar com uma boa notícia. A Guiné-Bissau registou uma melhoria no seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), passando de 0,483 no relatório de 2023 – 2024 para 0,514 no relatório de 2025. Este progresso, embora modesto, é significativo, representa avanços em áreas como a esperança de vida, a escolaridade e o rendimento nacional bruto per capita. No entanto, a Guiné-Bissau continua entre os países com desenvolvimento humano mais baixo, e em que cerca de dois terços da população vivem em pobreza multidimensional”, reiterou a representante do PNUD Alexandra Casazza.

Aquela responsável disse que  o relatório também deixa um alerta para o progresso global no desenvolvimento, num ano que está a desacelerar, e que as desigualdades estão a aumentar.

Casazza ainda  referiu que os países com baixo Índice de Desenvolvimento Humano, como a Guiné-Bissau, continuam a enfrentar desafios estruturais que exigem atenção contínua e investimentos.

O ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Marciano Silva Barbeiro, em mensagem gravada, disse que o relatório oferece ao Executivo uma visão global sobre o progresso humano no país.

“Este relatório oferece-nos uma visão global sobre o estado atual do progresso humano, alerta-nos para desafios que enfrentamos, mas também iluminando caminhos de inovação como o da Inteligência Artificial”, disse Silva Barbeiro que acrescentou “o relatório convida a refletir sobre o papel da Inteligência Artificial e as suas implicações no avanço do desenvolvimento humano na Guiné-Bissau”. ANG/RSM

Regiões / COAJOQ pede mais tratores ao Governo e parceiros para reforçar sua capacidade de produção agrícola 

Canchungo, 25 Jun 25 (ANG) -  O operador de maquina da Cooperativa Agropecuária de Jovens Quadros de  Canchungo (COAJOQ) pediu, terça feira, mais tratores ao Governo e aos parceiros internacionais para aumentar a capacidade de produção agrícola da organização e melhorar as condições de pequenos produtores do sector de Canchungo.

Júlio Lima fez este pedido, em declarações exclusivas ao Correspondente regional da ANG, tendo em conta a crescente  solicitação de trabalho por parte da  população à cooperativa.

Disse que neste  momento a Cooperativa Agropecuária de Jovens Quadros-COAJOQ  dispõe apenas de um trator, e não consegue atender os  pedidos dos camponeses.

Lima  acrescentou que a expectativa da COAJOQ é ampliar os atendimentos nos próximos anos, para atender as necessidades da agricultura familiar.

“Sabemos da importância do sector agrícola para a economia do nosso Estado e da família”, disse, sublinhando  que o pedido é um compromisso com os trabalhadores de campo.

Destaca  entre outras vantagens de lavoura com o trator, a redução das despesas de mão de obra, o aumento da produção e a perfuração do solo em cerca de 25 cm para facilitar a penetração de raízes do arroz e o seu desenvolvimento.

A COAJOQ cobra para cada hora de utilização do tractor, 12.500 fcfa, e Júlio Lima diz que de 05 de Maio à 23 de Junho satisfizera solicitações de 55 pequenos agricultores, beneficiando directamente cerca de 470 pessoas.

A cooperativa dispunha de quatro
tractores mas só um se encontra operacional, as restantes estão avariados ANG/AG/LPG//SG

EUA/Trump acusa CNN e NYT de tentarem distorcer sucesso do ataque ao Irão

Bissau, 25 Jun 25 (ANG) - O presidente norte-americano acusou a CNN e o New York Times de tentarem desvirtuar o bombardeamento a instalações nucleares iranianas, ao divulgarem um relatório que afirma que o programa nuclear do país foi atrasado em apenas alguns meses.

Uma análise preliminar dos serviços secretos dos Estados Unidos, divulgada pelos dois meios de comunicação social, aponta que o programa nuclear iraniano apenas sofreu um atraso de alguns meses, após a ofensiva, no fim de semana, contra as instalações de Isfahan, Natanz e Fordo.

"Notícias falsas da CNN, juntamente com o falhado New York Times, uniram-se para tentar desvalorizar um dos ataques militares mais bem sucedidos da história - as instalações nucleares do Irão foram completamente destruídas", afirmou na terça-feira Donald Trump, numa mensagem publicada na rede social que detém, a Truth Social.

De acordo com o líder republicano, que se encontra em Haia para a cimeira da NATO, tanto a emissora como o jornal estão a ser criticados pelo público.

O documento dos serviços secretos acrescenta que os bombardeamentos dos EUA destruíram apenas uma pequena parte do material nuclear, já que a maior parte das reservas de urânio enriquecido do Irão foi deslocada antes da ofensiva.

O secretário da Defesa, Pete Hegseth, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, e o enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente, Steve Witkoff, tinham-se pronunciado no início do dia para desmentir esta análise.

"Qualquer pessoa que diga que as bombas não foram devastadoras está apenas a tentar minar o presidente e o sucesso da missão", declarou Hegseth, enquanto Witkoff classificou a fuga de informação de traição e apelou a uma investigação para responsabilizar o autor desta fuga. ANG/Lusa

 

      Brasil/BRICS apelam ao "fim do ciclo de violência" no Médio Oriente

Bissau, 25 Jun 25 (ANG) - Os BRICS apelaram terça-feira a uma "rutura do ciclo de violência no Médio Oriente", na sequência dos ataques israelitas e americanos contra o Irão, país membro deste grupo de dez países de economias emergentes emergentes.

 

Numa declaração conjunta emitida pelo Brasil, que preside atualmente o grupo, os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Etiópia, Indonésia, Irão e Emirados Árabes Unidos) denunciaram os ataques contra instalações nucleares e apelaram ao estabelecimento no Médio Oriente de "uma zona livre de armas nucleares e outras armas de destruição maciça".

Os dez países manifestaram também a sua "grande preocupação com qualquer ataque a instalações nucleares pacíficas realizado em violação do direito internacional e das resoluções pertinentes da Agência Internacional da Energia Atómica" (AIEA).

"As salvaguardas nucleares, a segurança e a proteção devem ser sempre mantidas, incluindo em caso de conflito armado, a fim de proteger as populações e o ambiente", acrescentaram, afirmando "a necessidade de criar uma zona livre de armas nucleares e de outras armas de destruição maciça no Médio Oriente".

Esta declaração é emitida no mesmo dia em que soube que o Zimbabué está a negociar com o Brasil a entrada no grupo de economias emergentes, de acordo com a agência de notícias EFE.

Donald Trump anunciou hoje de madrugada que Israel e o Irão tinham acordado um cessar-fogo, informação que ambos os países confirmaram, embora pouco depois Telavive e Teerão se tenham acusado mutuamente do lançamento de mísseis.

A região tem vivido uma escalada de violência desde 13 de junho, quando Israel iniciou uma ofensiva contra instalações militares e do programa nuclear iraniano, numa série de ataques que foram retaliados por Irão.

A tensão aumentou quando os Estados Unidos se juntaram aos ataques contra o território iraniano no fim de semana, bombardeando três instalações nucleares no Irão, uma agressão à qual o país persa respondeu atacando na segunda-feira a base norte-americana de Al-Udeid, no Qatar, a maior que Washington mantém no Médio Oriente.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, proclamou hoje à noite uma "vitória histórica" contra o Irão e o seu programa nuclear.

"Destruímos o projeto nuclear iraniano. E se alguém no Irão tentar reconstruí-lo, agiremos com a mesma determinação, com a mesma intensidade, para frustrar qualquer tentativa", prometeu o primeiro-ministro israelita.

O Irão também declarou vitória e reafirmou os seus "direitos legítimos" de prosseguir o seu programa atómico civil, afirmando estar pronto para retomar as negociações com Washington.ANG/Lusa

 

     China/Governo pede que se evite "lei da selva" na economia global

Bissau, 25 Jun 25 (ANG) – “Aquilo que o mundo precisa não é da lei da selva, mas do sucesso mútuo através da cooperação", afirmou Li, numa referência implícita às tensões protecionistas e às medidas lideradas pelos Estados Unidos para reduzir a dependência da China em setores estratégicos.


Li discursava na sessão inaugural da Reunião Anual dos Novos Campeões, conhecida como o "Davos de Verão" e promovida pelo Fórum Económico Mundial, que decorre esta semana em Tianjin, no nordeste da China, e reúne líderes políticos e empresariais de mais de 90 países e regiões.

No seu discurso, o primeiro-ministro chinês alertou para "mudanças profundas" na economia internacional, impulsionadas por tensões geopolíticas, transformação tecnológica e reconfiguração das cadeias de abastecimento globais.

"O mundo não pode voltar a ser um conjunto de ilhas isoladas. Precisamos de mais pontes de cooperação em que todos ganhemos", defendeu.

Num contexto marcado pelo aumento de taxas alfandegárias, restrições ao investimento estrangeiro e apelos à 'dissociação' económica com a China, Li reiterou que o comércio e o investimento globais "não devem ser politizados nem transformados em instrumentos de confronto".

Sublinhou ainda que a China continua comprometida com o diálogo, a integração económica e a promoção de um sistema multilateral aberto.

"A globalização económica não vai parar. Pode passar por altos e baixos, mas continuará a avançar", declarou.

Li destacou também o papel crescente das economias emergentes como "novos motores" do comércio internacional, recordando que representam cerca de 70% da população mundial.

A China vai continuar a abrir-se ao exterior, assegurou Li, prometendo mais cooperação nas áreas da inovação tecnológica e da transição energética e melhoria no ambiente para investidores estrangeiros com regras claras e previsíveis.

A edição deste ano do "Davos de Verão" decorre sob o signo da incerteza geoeconómica e do aumento do protecionismo, colocando a tónica nas oportunidades oferecidas pelo empreendedorismo e pelas novas tecnologias para impulsionar o crescimento e a resiliência económica.

Entre os participantes contam-se os chefes de Governo de países como Equador, Singapura e Vietname. ANG/Lusa

 

        NATO/Instabilidade no Médio Oriente marca último dia da cimeira

Bissau, 25 Jun 25 (ANG) - A instabilidade no Médio Oriente vai marcar o debate entre os 32 aliados na cimeira da NATO, que hoje termina em Haia, após o anúncio do Presidente norte-americano, Donald Trump, de um cessar-fogo entre Israel e o Irão.


N
uma altura de contínua guerra na Ucrânia causada pela invasão russa e de fortes tensões no Médio Oriente, a reunião de alto nível da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) - a primeira organizada pelo atual secretário-geral da Aliança, Mark Rutte - arrancou na terça-feira com uma agenda centrada no debate dos acontecimentos mundiais e do seu impacto na segurança euro-atlântica.

Apesar de não constar da agenda oficial do encontro, a situação no Médio Oriente irá marcar as discussões deste último dia de cimeira, depois de Donald Trump ter proposto um cessar-fogo para pôr fim à guerra de 12 dias que abalou a região.

Telavive e Teerão aceitaram a proposta de Washington - que durante o fim de semana também se envolveu diretamente no conflito ao bombardear instalações nucleares iranianas - mas já se acusaram mutuamente de ter violado a trégua.

O principal objetivo da cimeira é, ainda assim, assegurar um novo compromisso entre os aliados para gastarem mais em defesa face à instabilidade geopolítica mundial.

Os aliados devem hoje chegar a acordo para gastar 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em gastos militares tradicionais (forças armadas, equipamento e treino) e 1,5% do PIB adicionais em infraestruturas de dupla utilização, civis e militares (como relativas à cibersegurança, prontidão e resiliência estratégica), um acréscimo face ao atual objetivo de 2%.

Esta é a proposta do secretário-geral da NATO, Mark Rutte, que chegou a suscitar reserva por parte de Espanha, Eslováquia e Itália, mas que deve ser aprovada pelos líderes da Aliança Atlântica na reunião de alto nível desta manhã, ficando decidida a meta temporal.

Certo é que a perceção de ameaça entre os aliados está mais acentuada, o que obriga a um maior investimento em defesa, como tem vindo a defender o presidente norte-americano, Donald Trump, que marca presença em Haia.

É a primeira reunião de alto nível da NATO do republicano desde que iniciou o seu segundo mandato na Casa Branca, em janeiro passado.

Em Portugal, o Governo anunciou que iria antecipar a meta de 2% do PIB em defesa para 2025.

Em 2024, Portugal investiu cerca de 4.480 milhões de euros em defesa, aproximadamente 1,58% do seu PIB, o que colocou o país entre os aliados da NATO com menor despesa militar - abaixo da meta dos 2% -, segundo estimativas do Governo.

Portugal está representado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, e pelos ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, Paulo Rangel e Nuno Melo, respetivamente.ANG/Lusa

    Itália/Sangue nas lágrimas da Virgem Maria era afinal de vidente italiana

Bissau, 25 Jun 25 (ANG) - As lágrimas de sangue que fluíam dos olhos de uma estatueta da Virgem Maria, que atraiu muitos peregrinos perto de Roma, eram falsas, pertencendo à autoproclamada vidente que fez um negócio lucrativo com o fenómeno, revelou uma investigação.

 

Em 2024, o Vaticano já tinha refutado a natureza sobrenatural das aparições relatadas por Gisella Cardia, que afirmou ter ouvido Maria e testemunhado os seus milagres em Trevignano Romano, uma cidade a noroeste de Roma.

Esta siciliana de cinquenta anos relatou que comunicava diretamente com a Virgem e o caso, amplamente divulgado, atraiu centenas de peregrinos que iam todos os meses rezar à estátua da Virgem nas alturas do Lago Bracciano, noticiou na terça-feira a agência France-Presse (AFP).

A ex-empresária, condenada em 2013 por falência fraudulenta, afirmou ter visto a estatueta da Virgem derramar lágrimas de sangue e ter assistido a uma multiplicação de pizzas e gnocchi, como no "milagre da multiplicação dos pães" descrito no Evangelho.

Na realidade, o sangue era dela, revelaram análises genéticas de quatro amostras, todas correspondentes ao seu ADN, segundo relatos publicados pela imprensa italiana, incluindo o diário romano Il Messaggero.

A diocese abriu uma investigação em abril de 2023 após denúncias de vários moradores de Trevignano Romano, que denunciavam uma "fraude gigantesca" e estavam exasperados com as romarias dos fiéis.

O Ministério Público de Civitavecchia também abriu uma investigação sobre fraude. Graças ao sucesso do passa-palavra, Gisella Cardia fundou uma associação que colheu os benefícios de um negócio lucrativo alimentado por donativos individuais.

Só as lágrimas da Virgem Maria em Siracusa, na Sicília, em 1953, foram oficialmente reconhecidas como milagrosas por um papa.

Desde então, inúmeros fenómenos semelhantes têm sido alegados como envolvendo estátuas de Maria, Cristo ou santos em Itália, onde 74,5% dos 59 milhões de habitantes são católicos.

Nestes casos, a Igreja Católica mantém-se muito cautelosa e deixa ao critério de cada diocese decidir caso a caso.ANG/Lusa