sexta-feira, 25 de agosto de 2023

Comunicação Social/Novo Secretário de Estado promete melhorar as condições de trabalho nos órgãos

Bissau, 25 Ago 23 (ANG) -  O novo Secretário de Estado da Comunicação Social, Francisco Muniro Conté prometeu hoje encetar diligências para melhorar as condições de trabalho nos órgãos sob sua tutela.

A promessa de Muniro Conté  foi feita em declarações à imprensa depois de ter visitado  a Agência de Notícias da Guiné(ANG) o Jornal Nô Pintcha e a Imprensa Nacional (INACEP)no âmbito de visita as instituições sob sua tutela.

Aquele responsável informou que, nos anos 80 à 90  a ANG  era o fornecedor das notícias de todas as regiões do país à Radiodifusão Nacional, assim como outros órgãos de comunicação social , e diz que  o papel do órgão é de extrema importância na divulgação das notícias.

Muniro Conté acrescenta que,  pelo que constatou, a ANG é que vai precisar de mais  intervenção do Governo, uma vez que está a precisar tanto.

“Farei o meu máximo junto do governo para resolver problemas que afetam os órgãos públicos da comunicação social incluindo a INACEP. Mas só que, depois de criar as condições necessárias vou exigir  qualidade aos respetivos diretores-gerais ”, avisou Muniro Conté.

Salientou que apesar das dificuldades que os órgãos de Comunicação Social público da Guiné-Bissau enfrentam  há situações de  louvar, que é a entrega dos  seus funcionários ao trabalho.

Defende que a comunicação social  é tida como o  quarto poder  pelo que deve ser tratada como tal e promete mais atenção ao setor.

Muniro Conta anunciou que vai apresentar ao Executivo um “Microplano de Emergência”, que  refletem  propostas de  resoluções dos problemas mais urgentes das instituições afetas à Secretaria de Estado da Comunicação Social,  e que podem ser satisfeitas  sem o recurso à grandes parcerias, acordos ou aprovação do Orçamento Geral de Estado.  

“Continuaremos a reunir com os responsáveis para que, juntos, possamos eleger as prioridades das prioridades de cada instituição”,

Questionado sobre a situação dos diretores-gerais  da Radiodifusão  Nacional e da  Televisão  da Guiné-Bissau, Mama Saliu Sane a Amadú Djamanca respectivamente,   que entregaram, recentemente,  pedidos de demissão, Muniro Conté reiterou que vai haver mudanças nos órgãos   e diz que o procedimento dos dois pode até ser uma questão de cortesia ou de coerência na medida em que a Secretaria de Estado da Comunicação Social já não contava com eles.


Questionado na qualidade de Porta-voz do Governo sobre
 questão de novos preços de arroz anunciados pelo Governo mas que o presidente da Associação de Retalhistas dos mercados de Bissau pôs em causa, Muniro Conté  garantiu que a medida de redução do preço de arroz decidida  pelo governo irá vigorar na sua plenitude. ANG/AALS/ÂC//SG

 

Tráfico de drogas/PJ deteve cidadão luso-guineense com sete quilogramas de cocaína no Aeroporto Osvaldo Vieira de Bissau  

Bissau,25 ago 23(ANG) - A Polícia Judiciária (PJ) deteve,  quinta-feira(24), no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, um cidadão luso-guineense na posse de placas de cocaína com o peso bruto de sete quilogramas, dissimuladas no interior de uma mala de viagem.

Segundo site da PJ, o suspeito preparava-se para embarcar no voo da Transportadora Aérea Portuguesa (TAP) com destino à Lisboa (Portugal) quando foi interceptado pelos agentes da Célula Aeroportuária Anti Tráfico (CAAT), da Polícia Judiciária.

“A detenção do traficante desencadeou de imediato uma operação da Unidade Nacional de Combate à Droga (UNCD) que horas depois culminou com a detenção de um outro cidadão nacional cúmplice, à quem havia entregue as referidas drogas.

Os dois suspeitos serão apresentados ao Ministério Público nas próximas horas para o seguimento  de procedimentos judiciais.ANG/ÂC//SG

 

Tempo/Meteorologia prevê para esta sexta-feira ocorrência de chuvas fracas à moderada por vezes fortes

Bissau, 25 Ago 23 (ANG) – O Instituto Nacional da Meteorologia prevê para até as 18H00 de hoje a  ocorrência de chuvas fracas à moderada por vezes fortes acompanhada de trovoadas, vento variável  fraco com velocidade de até 15km/h no continente com rajadas que podem atingir 33km/h e moderado de Oeste (W) no mar até   24km/h.

A informação consta no boletim meteorológico de previsão do tempo número 235/2023 referente a quinta-feira(24),  valido até 18 horas desta sexta-feira, à que a ANG teve acesso hoje.

O boletim indica ainda que a visibilidade vai ser boa, mas reduzido no momento da chuva.

Prevê-se que as temperaturas máximas nas zonas Centro e Leste variasem  de  29°C em Bissau e 33ºC em Buruntuma, e as mínimas  entre  23ºC em Farim, Bafatá, Gabu, Pirada Cacheu, Pirada, Buruntuma e Madina de Boé à 25 °C em Bissau.

Nas Zonas Sul e Ilhas as temperaturas máximas vão variar  de 28°C em Bubaque à 32°C em Buba e as mínimas vão variar  de 23°C em Buba à 26 ° C em Bubaque e Bolama.

O estado do mar vai ser pouco agitado com ondulação do Oeste (W) de até 1, 5 metros de altura. ANG/JD/ÂC/
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          CPLP
/Portugal reafirma compromisso com acordo de mobilidade

Bissau, 25 Ago 23 (ANG) – O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros português afirmou hoje que o acordo de mobilidade entre os países lusófonos veio para ficar e prometeu o empenho de Portugal em ajudar todos os Estados-membros da CPLP a implementá-lo.

Em entrevista à Lusa em São Tomé, onde participa esta sexta-feira no Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), dois dias antes da cimeira da organização, Francisco André destacou que o acordo vai aumentar a coesão dos cidadãos lusófonos, rejeitando críticas baseadas na xenofobia ou no protecionismo.

O discurso anti-imigrantes na Europa, e em Portugal, é algo “sem qualquer sentido e não assente na realidade”, porque a mobilidade gera na “história da humanidade oportunidade de desenvolvimento, oportunidades económicas para todos os cidadãos do mundo e, neste caso, para os cidadãos que integram o espaço da CPLP”.

“Aquilo que nós sabemos é que, com a implementação deste acordo de mobilidade, irá haver cada vez mais oportunidades para todos os cidadãos destes Estados, para que cidadãos de Portugal possam ir trabalhar para outros países e também para cidadãos de outros países da CPLP procurarem oportunidades noutros países, seja em Portugal, seja em qualquer outro país-membro da comunidade”, explicou.

Trata-se de um “marco histórico que se conseguiu com este acordo da mobilidade assinado na cimeira de Luanda há cerca de dois anos”, disse, recordando que “Portugal já adotou as medidas necessárias na sua legislação interna para implementação desse acordo, tal como Cabo Verde e Moçambique, e todos os outros estão a fazer esse caminho”.

Angola estabeleceu em Luanda a aposta na economia como o vetor da sua presidência que agora termina e Francisco André faz um balanço positivo do esforço, mesmo que não existam resultados evidentes.

“O pilar económico da CPLP foi bastante valorizado durante a presidência angolana, mereceu sempre um total apoio e respaldo da parte de Portugal e muito se fez durante nestes dois anos para avançar no reforço do pilar económico”, afirmou o governante, que não quis especificar que tipo de avanços ou comentar a criação de um banco de desenvolvimento lusófono, proposto em Luanda.

“Há questões sempre técnicas, como a criação de novas instituições, que requer tempo”, justificou.

Para os próximos anos, a CPLP irá ter como foco a juventude e sustentabilidade, temas da cimeira são-tomense, e que “estão completamente interligados com a questão do reforço do pilar económico da CPLP para se criarem mais oportunidades comerciais, mais programas de cooperação económica, mais oportunidades de negócio e, com isso, ir respondendo ao essencial que é gerar mais oportunidades de emprego e desenvolvimento em todos os países da CPLP, e não num Estado ou noutro Estado”.

Sobre a Guiné Equatorial, país que aderiu à CPLP há nove anos, com promessas de promoção do português e fim da pena de morte, Francisco André não quis comentar a situação do país, considerado uma das ditaduras mais fechadas do mundo por várias organizações.

“Eu acho que o que é importante sinalizar neste momento é que a Guiné Equatorial tem dado passos para a sua plena integração na CPLP: tinha um calendário, um programa de trabalho que tem vindo a cumprir e nós reconhecemos os progressos que têm vindo a ser feitos”, disse Francisco André, que comentou também a possibilidade de novas adesões à organização por parte de países que não têm o português como língua principal, como é o caso do Gabão.

“O que posso dizer é que não está em cima da mesa nenhuma discussão sobre alterar a configuração institucional da CPLP”, afirmou o governante português, admitindo que outra coisa é a “participação de observadores associados e de países que encontram na CPLP um espaço atrativo”, um “espaço que comunga da língua portuguesa e uma plataforma internacional muito importante em termos de desenvolvimento, em termos de oportunidades económicas e de afirmação geopolítica”.

A CPLP, que integra Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, realiza a XVI conferência de chefes de Estado e de Governo, em São Tomé e Príncipe, no próximo domingo, sob o lema “Juventude e Sustentabilidade”.ANG/Inforpress/Lusa

Espanha-Futebol Feminino/ Polémico beijo de Rubiales a Hermoso pode levar a demissão do líder da Federação

Bissau, 25 Ago 23 (ANG) - A Seleção Espanhola conseguiu um feito inédito: venceu o Campeonato do Mundo de futebol feminino ao derrotar a Inglaterra por 1-0 no Stadium Australia em Sydney em território australiano.

A festa foi total em território australiano: a Espanha venceu pela primeira vez na história o Mundial de futebol feminino que decorreu na Nova Zelândia e na Austrália.

Sem nenhum título a nível continental, as espanholas conseguiram entrar na história sendo a quinta nação a inscrever o nome do país no troféu do Campeonato do Mundo.

Estaria tudo perfeito? Só na aparência porque a polémica bateu à porta da Federação Espanhola de Futebol.

O Mundial em si já foi conturbado visto que a relação entre certas jogadoras e o selecionador Jorge Vidal não era a melhor, aliás há um ano atrás 15 jogadoras tentaram derrubar o treinador que foi mantido, ainda assim, pelo Presidente da Federação, Luis Rubiales.

Entretanto para a fase final do Campeonato do Mundo, várias jogadoras regressaram, pedindo desculpas pela tentativa de ‘putsch’.

Isso não impediu um ambiente de cortar à faca em que, muitas vezes, após os diferentes apuramentos, as jogadoras festejavam entre si e não com o seleccionador.

Apesar disto tudo, as atletas venceram o Mundial derrotando na final a Inglaterra, campeã europeia, por 1-0 com um golo de Olga Carmona, lateral do Real Madrid que soube poucos minutos após a conquista do título que o seu pai tinha falecido.

Como se isto não fosse suficiente, durante a cerimónia de entrega das medalhas, o Presidente da Federação, Luís Rubiales, abraçou todas as jogadoras de maneira efusiva, visto o momento até podia ser compreensível… até Jenni Hermoso.

Jennifer Hermoso Fuentes, avançada de 33 anos que jogou no Atlético Madrid, no Rayo Vallecano e no FC Barcelona em Espanha, bem como no PSG em França, no Tyresö na Suécia e agora no Pachuca no México, acabou por estar no centro das atenções porque para além de um abraço, Luís Rubiales beijou na boca a jogadora.

As imagens correram mundo, as dúvidas quanto a um relacionamento entre os dois apareceram e depois tudo foi desvelado pela jogadora: “Não gostei... Mas o que ia eu fazer?”, afirmou no balneário enquanto festejava o título.

Uma tentativa de desdramatizar que se prosseguiu em EspanhaFoi um gesto mútuo totalmente espontâneo devido à imensa alegria em ganhar um Campeonato do Mundo. O presidente e eu temos uma óptima relação, o comportamento com todas tem sido excelente e foi um gesto natural de afeto e gratidão. Ganhámos um Mundial e não nos vamos desviar do que é importante”, referiu Jenni Hermoso, isto num comunicado fornecido pela Federação Espanhola à agência de notícias EFE.

Isto foi acompanhado de declarações do próprio Presidente: É um beijo de dois amigos comemorando alguma coisa... não estamos para palermices. Mais idiotas, não. Beijo? Há idiotas em todo lado. Quando duas pessoas têm um gesto de carinho sem importância não podemos estar a ligar a idiotices. Espanha é campeã do Mundo e com isso me fico”, uma afirmação que foi atenuada poucas horas depois com um… pedido de desculpas: “Estamos perante um acontecimento histórico, mas há um facto que tenho de lamentar, que é tudo o que se passou entre mim e uma jogadora. Cometi um erro e tenho de o admitir porque num momento de máxima efusividade, sem quaisquer más intenções, sem qualquer má-fé, aconteceu o que aconteceu, muito espontaneamente. Vimo-lo como algo de natural, mas cá fora parece ter havido um tumulto. Claro que, se há pessoas que ficaram magoadas com isto, tenho de pedir desculpas. Lamento que, perante o maior êxito da história do futebol feminino, isto tenha manchado de certa forma a celebração. Acho que temos de dar crédito a estas mulheres e à equipa liderada por Jorge Vilda. Tem de ser celebrado em grande estilo”, frisou Luis Rubiales numa postura mais defensiva.

Vários ministros do Governo de Pedro Sánchez e o próprio Primeiro-Ministro condenaram este ato e pediram mais do que um pedido de desculpas, a demissão do atual presidente da Federação Espanhola de futebol.

Pedro Sánchez lembrou, no entanto, que o Governo espanhol não pode fazer nada visto que a Federação de futebol não depende das autoridades.

Mas o caso não deve ficar por aqui visto que houve uma reviravolta importante após o comunicado da Federação em que Hermoso afirmava que “foi um gesto natural de afecto e gratidão”. Num outro comunicado, desta vez do sindicato dos jogadores, a atleta afirma que “o meu sindicato FUTPRO, em conjunto com a minha agência TMJ, estão a fazer os possíveis para defenderem os meus interesses e para serem os interlocutores neste assunto”.

Uma postura diferente num comunicado que prossegue com palavras do Sindicato: Pedimos à Real Federação Espanhola de Futebol que implemente os protocolos necessários, que zele pelos direitos das nossas jogadoras e adopte medidas exemplares. É essencial que a nossa seleção seja representada por figuras que representem os seus valores de igualdade e respeito em todos os âmbitos. É necessário avançar na luta pela igualdade, uma luta que as nossas jogadoras lideraram com determinação, levando-nos à posição em que nos encontramos hoje. Chamamos também a atenção ao Conselho Superior do Desporto para que, dentro das suas competências, apoie e promova ativamente a prevenção e intervenção em casos de abuso sexual, machismo e sexismo. No sindicato estamos a trabalhar para que actos como os que vimos nunca passem impunes, para que sejam sancionados e para que se adoptem medidas pertinentes que protejam as futebolistas de acções que consideramos inaceitáveis”, concluiu o sindicato dos jogadores.

Perante toda esta polémica, a Real Federação Espanhola de Futebol - RFEF - convocou uma Assembleia Geral Extraordinária "com carácter de urgência" para esta sexta-feira, 25 de Agosto: “Com base nos últimos acontecimentos ocorridos na cerimónia de entrega de prémios do Mundial feminino, conquistada pela Selecção Espanhola no último domingo, em Sydney, gostaríamos de informar que os procedimentos internos da Federação, relativos a questões de integridade, estão abertos, bem como todos os outros protocolos aplicáveis”, explica a RFEF em nota oficial.

O caso não está encerrado e poderá ditar a saída do Presidente Luis Rubiales. ANG/RFI

São Tomé e Príncipe/Conselho de Ministros discute proposta de aumento das quotas da CPLP

Bissau, 25 Ago 23 (ANG)- O aumento de quotas dos países-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a entrada do Paraguai como observador são alguns dos pontos que os chefes da diplomacia lusófona discutem hoje em São Tomé, segundo informou hoje a Reuters.

Depois dos documentos dos grupos técnicos terem sido aprovados quinta-feira pelo Comité de Concertação Permanente (CCP), agora é a vez de os governantes apreciarem as propostas, entre as quais eventuais candidaturas a suceder a São Tomé e Príncipe na presidência da organização.

O reforço do secretariado executivo com mais autonomia e verbas para promover ações de cooperação, é outra das propostas que será discutido.

O aumento das quotas poderá ser até 27 por cento, mas o valor não será igual, já que há um histórico de atrasos nos pagamentos das verbas atuais pelos países menos desenvolvidos.

De entre os vários pedidos, subirá a discussão na cimeira apenas a entrada do Paraguai como país observador na CPLP.

Os governantes vão ainda aprovar a declaração final da cimeira.

A reunião será presidida por Gareth Guadalupe, ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades de São Tomé e Príncipe que acumula a pasta com a presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares.

Gareth Guadalupe tomou posse há menos de um mês, depois de o seu antecessor, Alberto Pereira ter sido exonerado por ter feito críticas a Portugal e Angola sobre o ensino do português na Guiné Equatorial.

A promoção do português na Guiné Equatorial foi uma das condições do acesso deste país à CPLP em 2014, um processo muito criticado devido ao mau histórico de Malabo em direitos humanos e respeito da oposição.

A CPLP, que integra Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, realiza a 14.ª conferência de chefes de Estado e de Governo, em São Tomé e Príncipe, próximo domingo, sob o lema "Juventude e Sustentabilidade". ANG/Angop

Brasil/Substância extraída do veneno de peixe identificada  para tratar asma

Bissau, 25 Ago 23IANG) – Um grupo de investigadores do Instituto Butantan do Brasil anunciou hoje ter identificado uma substância extraída do veneno de uma espécie de peixe com propriedades anti-inflamatórias que é eficaz no tratamento da asma.

A proteína é capaz de reduzir em mais de 75% o número de células que, em decorrência da asma, causam inflamação e danos ao tecido pulmonar, informou a entidade científica ligada ao governo do estado de São Paulo.

Os resultados de um estudo para o tratamento da asma com a proteína TnP, derivada do veneno do peixe-sapo de pontas claras (“Thalassophryne nattereri”), foram publicados num artigo da última edição da revista científica Cells.

A proteína foi descrita em 2007 pelas imunologistas Carla Lima e Monica Lopes Ferreira, investigadoras do Butantan, e sintetizada em laboratório pela organização, que a patenteou nesse mesmo ano.

Desde então, vários projetos de investigação da organização têm apontado a partícula como potencial candidata ao sucesso no tratamento de algumas doenças inflamatórias crónicas.

No caso específico da asma, os investigadores testaram um grupo de animais com asma tratados com a partícula, outro grupo tratado com dexametasona, que é o medicamento utilizado para combater a doença, e um terceiro grupo que recebeu placebo.

Nos animais tratados com TnP, além de uma redução de 75% no número de células que causam inflação e danos ao tecido pulmonar, a substância reduziu em 100% o número de eosinófilos, responsáveis pela inflamação em metade dos pacientes com asma.

O tratamento com a proteína sintetizada também reduziu a hiperplasia das células brônquicas produtoras de muco, que os médicos acreditam ser a chave para aliviar os sintomas da asma.

Ao contrário das terapias convencionais para a asma, que podem causar sintomas como taquicardia, agitação e dor de cabeça, a TnP não teve efeitos adversos.

Este peixe, cujo veneno é estudado pelo Instituto Butantan desde 1996, é venenoso e habita a costa atlântica entre o nordeste do Brasil e o noroeste da Colômbia e, por se esconder em buracos na areia e sobreviver até 18 horas fora de água, costuma causar acidentes com banhistas.

O contacto com os seus espinhos provoca dor aguda, sensação de queimadura, inchaço e necrose dos tecidos. ANG/Inforpress/Lusa

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Comércio/Secretário-geral da Acobes diz congratular-se com redução do  preço de arroz decidida pelo Governo

Bissau,24 Ago 23(ANG) – O Secretário-geral da Associação de Consumidores de Bens e Serviços(Acobes), disse que congratula-se com a decisão do Governo de reduzir o preço de arroz tipo “nhelém simples” 100 por cento partido.

Em conferência de imprensa, realizada hoje, em reação a medida do executivo, Bambo Sanhá disse que antes da tomada dessa decisão, o Governo  reuniu com a Comissão dos parceiros, ao nível dos mercados tendo-lhes informado sobre as diligências em curso para atenuar a situação da população relacionada aos os preços de produtos de primeira necessidade no mercado nacional

Na primeira reunião do Conselho de Ministros, na terça-feira, o novo Governo guineense decidiu baixar o preço de um saco de arroz, da variedade “nhelém simples”, 100 ‘por cento partido, de 22.500 francos para 17.500 francos.

O presidente da Associação de Retalhistas de Mercados da Guiné-Bissau, Aliu Seidi, questionou quarta-feira de que forma será executada a decisão do Governo de baixar o preço do arroz, base da dieta alimentar dos guineenses.

                                                                  

Em conferência de imprensa, Seidi perguntou qual o mecanismo previsto pelo Governo para os comerciantes que já têm arroz nos armazéns e que os adquiriram por outros preços.

 Bambo Sanhá disse que o encontro entre o Governo e todos os parceiros do setor comercial foram realizados no Ministério do Comércio e que veio a culminar com a  assinatura d e um acordo entre o Executivo e duas empresas fornecedores do arroz nomeadamente a CR Trading e ADG.

“A Acobes, na pessoa  do seu Secretário-geral Bambo Sanhá testemunhou a assinatura do referido acordo e no ato estava igualmente o representante da Associação dos Retalhistas dos Mercados da Guiné-Bissau na pessoa do seu Presidente Aliu Seide”, frisou.

Bambo Sanhá disse que o acordo  abranje apenas o arroz, tendo afirmado que, a Acobes pediu  igualmente a Comissão para levar em conta  situações de preços de outros produtos, dentre os quais farinha de trigo, que motivou a subida de pão para 200 francos CFA.

O secretário-geral da Acobes lançou um apelo ao Estado no sentido de usar todos os mecanismos legais, enquanto autoridade, para fazer valer a medida de baixar o preço de arroz.

“A ausência da autoridade do Estado, resulta em anarquia em que cada qual faz o que lhe apetecer”, diz Sanhá. ANG/ÂC//SG

  África do Sul/”Bloco dos BRICS “vai ser uma alternativa ao G7”, diz analista

 

Bissau, 24 Ago 23 (ANG) - A cimeira dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), iniciada na terça-feira, termina esta quinta-feira em Joanesburgo.

 O bloco, que até agora representa mais de 42% da população mundial e 23% do PIB do planeta, vai contar com seis novos membros a partir de 1 de Janeiro: o Irão, a Arábia Saudita, a Argentina, o Egipto, a Etiópia e os Emirados Árabes Unidos.

O grupo “vai ser uma alternativa ao G7”, diz José Gama, analista político angolano radicado na África do Sul.

RFI: Cerca de 40 países tinham manifestado interesse em aderir aos BRICS. Agora há a confirmação do alargamento a mais seis, nomeadamente a Arábia Saudita que é o maior produtor de petróleo do mundo e o Irão que tem um quarto das reservas de petróleo do Médio Oriente. Até que ponto estas entradas vão abalar a ordem geopolítica e económica mundial?

José Gama, Analista político: Ela já altera praticamente a ordem mundial porque estamos a falar de países cuja combinação alcança cerca de 41% do PIB do globo. Embora o Presidente Lula [da Silva] tenha dito recentemente que o objectivo não é concorrer com o G7, na prática, estamos a ver aqui que se está a ir buscar uma alternativa e a distanciarem-se também daquela influência americana e também da velha Europa.

Tendo em conta que se avançou com o Novo Banco para o Desenvolvimento que é um banco que vai ajudar os países emergentes, sem necessariamente fazer ou impor questões políticas e outras burocracias, eu penso que este projecto vai conseguir atrair e alterar mesmo a geopolítica do globo e também exercer uma certa influência, sobretudo, aqui na parte do hemisfério Sul que é onde esses países todos, os cabeças, fazem parte.

Nesta questão de uma alternativa ao Ocidente, a Arábia Saudita é aliada dos Estados Unidos, ao contrário do Irão. Como é que avalia, por exemplo, a entrada destes dois países?

Sim, mas a Arábia Saudita vai acabar por ter uma certa visibilidade porque é o maior produtor de petróleo do mundo e estar num espaço privilegiado como este, o dos BRICS que, no fundo, vai ser uma alternativa ao G7, vai ser também uma alternativa económica face ao Conselho de Segurança das Nações Unidas em que o número é restrito. Então, esses países vão acabar por ter ali um aliado junto aos BRICS que se vai tornar numa alternativa ou alternância.

Os BRICS têm uma norma, também, em termos de solidariedade e, com isto, quando estiverem também presentes nas Nações Unidas, em certas discussões vão passar a ter a solidariedade dos Estados-membros dos BRICS. Eu penso que é por aí também que a Arábia Saudita tem o interesse de estar neste mecanismo e é uma forma também de distanciarem-se daquelas burocracias e imposições norte-americanas. Aqui também se está a discutir a possibilidade de haver uma moeda única, o que não vai acontecer para já, mas eles já estão a avançar com a possibilidade de começarem a fazer as transacções em três moedas: da China, da África do Sul e do Brasil.

Essa questão da “desdolarização”, ou seja, da emancipação progressiva do peso da moeda americana ou da criação de uma nova moeda não pode constituir também um perigo para os Estados mais frágeis economicamente? Há vantagens mas também algumas armadilhas?

Bom, isso vai ser uma forma de valorizar as suas moedas. Eu penso que, neste caso, a moeda chinesa está em melhor posição para ser mais valorizada, é uma moeda também estável, não tem estado a sofrer assim abalos. Isto é uma luta, no fundo, com duas moedas internacionais que são o dólar e o euro. Eles nem sequer estão a pôr em causa o euro, mas estão a excluí-lo praticamente. Portanto, é um combate anunciado ao dólar, a tal desdolarização da moeda americana nos mercados internacionais. É um distanciamento que procuram fazer do FMI e do Banco Mundial, é uma nova afirmação mundial na vertente económica.

Essa afirmação passa, como disse, pelo Novo Banco de Desenvolvimento que já tinha sido criado em 2015 pelos BRICS para ser justamente essa alternativa ao Banco Mundial e ao FMI. Mas, este “banco dos BRICS” não está agora a ser penalizado pelas sanções contra a Rússia? O Novo Banco de Desenvolvimento cumpriu a ambição? E vai ao encontro, por exemplo, das ambições de países como a Argentina que tem uma dívida colossal com o FMI? Pode ser, de facto, uma alternativa?

Pode ser, mas agora a questão é que estas medidas tomadas acontecem numa altura em que um Estado-membro dos BRICS que é a Rússia está a sofrer sanções económicas. Os BRICS aqui não conseguem fazer nada, mas já deram um passo que é a exclusão do rublo russo. Eles não estão a anunciar que as transacções podem ser feitas nesse sentido na moeda russa, penso que estão a procurar evitar a Rússia. E a própria Rússia também procura cooperar e não trazer constrangimentos aos seus parceiros. Basta ver que ela fez-se presente pelo ministro dos Negócios Estrangeiros. Vladimir Putin evitou ir à África do Sul.

Também não podia ir porque há um mandado de detenção internacional contra ele, não é?

Sim, mas ele poderia ter ido à revelia e aquilo seria criar um constrangimento enorme para a África do Sul porque a África do Sul já teve um problema no passado com o antigo Presidente Bashir, do Sudão, e não iria querer repetir porque aquilo iria afectar o prestígio também do país. Vamos aqui admitir que desde que começou esse conflito russo-ucraniano, o Presidente Putin não se tem estado a ausentar para fora da Europa e é uma questão compreensível, não é? Ele está num quadro de fragilidade, a sua liderança sofreu algumas ameaças. Portanto, o rublo russo não tem estado a ser invocado para as transacções até agora porque está-se a observar as sanções internacionais.

A Rússia precisa de trazer para o “clube dos cinco” os seus aliados, a China também é a favor da expansão apesar de a Índia ver com desconfiança as intenções da China. O Brasil e a África do Sul não querem perder influência no bloco. Quantos mais países estiverem a bordo, maior não será a turbulência? Os próprios equilíbrios geopolíticos dentro do bloco não serão abalados?

Não porque estamos diante das maiores economias do mundo: a China, a Índia, o Brasil que é uma das maiores economias no sul da América. Portanto, mesmo entre novos parceiros, estas maiores economias é que vão sempre mandar.Depois, são elas que vão ter também o controlo do Novo Banco de Desenvolvimento, que tem a ex-presidente brasileira Dilma Rousseff pela frente, e a primeira fase vai ser uma fase de readaptação com os novos membros que vão entrar. Então, ainda vão ser os Estados-membros fundadores a ter uma forte influência nesta estrutura que são os BRICS.

Os BRICS dizem querer um mundo mais igualitário, equilibrado, inclusivo, ou seja, o chamado “multilateralismo inclusivo”. Isto é mesmo assim ou é exactamente o oposto, ou seja, recriar um mundo bipolar em que se endurece o braço-de-ferro com os Estados Unidos e a União Europeia?

Na fase inicial, eles tinham três objectivos a alcançar que eram discutir a expansão do bloco, a discussão sobre o uso de uma moeda única local e a reforma do sistema de governação internacional, tal como o Conselho de Segurança das Nações Unidas. É justamente neste ponto que, no fundo, se querem impor, não necessariamente criar um sistema bipolar, mas, na prática, numa fase inicial vai ser assim. Vai ser uma estrutura paralela àquela que é a influência do G7 que também congrega as maiores economias da Europa e que muito influencia o mundo. Também vão querer aqui uma estrutura paralela ao Conselho de Segurança porque muitos destes países entendem que o Conselho de Segurança das Nações Unidas tem sido inoperante em muitas questões e muito dependente também das grandes decisões dos Estados Unidos. Agora, com os BRICS, querendo ou não, eles vão criar uma alternativa e uma estrutura paralela e aí podemos concordar que vamos ter doravante um mundo bipolar.ANG/RFI

África do Sul/ Presidente Ramaphosa insta países industrializados a honrar compromisso

Bissau, 24 Ago 23 (ANG) - O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, instou hoje a comunidade internacional a garantir um futuro de resiliência climática de baixo carbono justo, afirmando que os países industrializados devem honrar os compromissos de apoio à ação climática.

“Como nações do mundo que enfrentam os efeitos das alterações climáticas, devemos garantir que a transição para um futuro de resiliência climática de baixo carbono seja justa, e deve ser capaz de ter em conta as diferentes circunstâncias que prevalecem em todos os países", afirmou o líder sul-africano, após a reunião plenária da 15ª Cimeira de chefe Estado e de Governo dos BRICS, que decorre em Joanesburgo, África do Sul.

Nesse sentido, Ramaphosa insistiu que os países dos BRICS - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, "precisam de promover os interesses do Sul Global e de apelar aos países industrializados para que honrem os seus compromissos de apoio à ação climática, e ao desenvolvimento do progresso económico".

"Os compromissos de apoio assumidos e que ainda não foram cumpridos necessitam de ser cumpridos", frisou Ramaphosa.

Na sua intervenção, o chefe de Estado sul-africano sublinhou que a paz e a estabilidade "são pré-condições para um mundo mais equitativo".

"Como sul-africanos, a nossa posição continua a ser a de que a diplomacia, o diálogo, a negociação e a adesão aos princípios da Carta das Nações Unidas são necessários para a resolução pacífica e justa dos conflitos".

Ramaphosa referiu também que os BRICS "estão preocupados com o facto de os sistemas globais de pagamentos financeiros estarem a ser cada vez mais utilizados como instrumentos de contestação geopolítica". ANG/Angop

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Transportes marítimos
/Governo e  empresa “Consulmar” chegam a  acordo  para redução do preço das tarifas para ilhas

Bissau, 24 Ago 23 (ANG) – O Governo guineense através do Ministério dos Transportes e Comunicações e a empresa de transportes marítimo denominado “Consulmar” chegaram  quarta-feira à um acordo verbal que vai permitir a redução dos preço das tarifas do barco que liga Bissau/Bubaque e Intchude.

O anúncio do acordo foi feito pelo ministro dos Transportes e Comunicações, José Carlos Esteves, em declarações à imprensa, depois da visita ao referido navio que suspendeu as suas actividades desde 31 de Julho, devido a contestação dos populares das ilhas para redução  do preço praticado.

O governante confirmou a retoma ainda no decurso desta semana das atividades do navio e diz que vai contar com o apoio de todos.

Jose Carlos Esteves disse que a solução encontrada é o possivel e justa neste momento tendo em conta os custos inerentes a operação do navio da Consulmar.

Disse que, ficou acordado de que qualquer alteração futura do preço tem que ter o aval do Instituto Marítimo Portuário antes da sua aplicabilidade.

Carlos Esteves adiantou que fez-se um exercício durante  três dias e chegou-se a um consenso em relação ao preço, com  redução consideravel, não aquilo que os utentes reclamavam.

Os utentes das ilhas exigiam  que a empresa voltasse a praticar o preço de 3500 francos CFA para terceira classe, fixado no início da sua operação,  há cinco anos atrás, em que  o combustivel custava um pouco mais de 400 francos CFA,o litro contra os 700 fcfa por cada litro hoje praticado.

Segundo ele, o preço a ser publicado na tabela deve rondar  os 80 por cento do preço anterior ou seja o preço da terceira categoria de Bissau à Bubaque que era de 6500 francos CFA passou para 5000 mil e das crianças saíu de 3500 francos  para 2500fcfa e Bissau/Intchude na mesma categoria que custava 2500 francos, por pesso, desceu 1800 e crianças vão passar a pagar 900fcfa .

O governante prometeu  que o Estado vai fazer de tudo para possuir a sua própria embarcação para assegurar a ligação entre  Bissau e as ilhas, Cacheu São Domingos, e para as travessias para Boé e Farim,entre outras.

.ANG/MSC/ÂC//SG

Comércio/Comerciantes  querem saber como vai o governo aplicar a decisão  de baixar preço do arroz

Bissau,24 Ago 23(ANG) - O presidente da Associação de Retalhistas de Mercados da Guiné-Bissau, Aliu Seidi, diz que quer saber  de que forma será executada a decisão do Governo de baixar o preço do arroz, base da dieta alimentar dos guineenses.

Em conferência de imprensa, na quarta-feira, Seidi perguntou que solução tem o Governo para  comerciantes que já têm arroz nos armazéns e que os adquiriram por outros preços.

Na primeira reunião do Conselho de Ministros, na terça-feira, o novo Governo guineense decidiu baixar o preço de um saco de arroz, da variedade trinca partido 100%, de 22.500 francos cfa (cerca de 34 euros) para 17.500 francos cfa (cerca de 26 euros).

O presidente dos retalhistas afirmou que "não estão contra a decisão", mas apenas pretendem saber se serão autorizados a vender no preço atual o produto que têm já nos armazéns ou se serão reembolsadas das perdas que vão sofrer, caso vendam ao novo preço determinado pelo Governo.

"O Governo tem de dizer as coisas de forma clara, senão está a colocar-nos contra a população que, a partir de hoje, está a exigir comprar cada saco de 50 quilogramas por 17.500 francos cfa", observou Aliu Seidi.

O presidente dos comerciantes retalhistas notou que "até ao momento ainda não existe nenhum compromisso" com o Governo para baixar o preço do arroz que é vendido ao consumidor.

O responsável afirmou ter transmitido este facto ao primeiro-ministro, Geraldo Martins, que lhe disse que doravante uma empresa importadora de arroz vai passar a vender o produto aos retalhistas "num bom preço".

Aliu Seidi sublinhou que aguarda pela assinatura de um acordo nesse sentido.

"Para nós, não há problema. Se o grossista nos vender um saco de arroz de 50 quilogramas por 10 mil francos cfa, nós vamos vender por 10.500 francos cfa, se nos vender por 17 mil, nós vamos vender ao consumidor por 17,500 francos cfa", afirmou Seidi.

O Governo anunciou que vai colocar no terreno equipas de fiscalização para desencorajar os comerciantes que pretendem vender o arroz para além do novo preço.ANG/Lusa

 

Economia / FMI promete aumentar em 90 por cento o valor de financiamento inicialmente previsto para  Guiné-Bissau

Bissau, 24 Ago 23 (ANG) – O Fundo Monetário Internacional (FMI)  através da sua Missão Técnica prometeu  aumentar em 90 por cento o financiamento  ao governo guineense,  inicialmente fixado no valor  36 milhões de dólares, para fazer  face ao atual contexto de custo de vida.

Segundo  uma nota enviada à ANG, pelo  Assessor de Imprensa do Ministério da Economia e Finanças, o anúncio dessa medida foi feito pelo Chefe da Missão Técnica do FMI,José Gijon, depois de uma reunião por vídeo conferência,  esta quarta-feira, com o novo ministro da Economia e Finanças Suleimane Seide.

A nota informa que as reformas e riscos fiscais das empresas públicas  nomeadamente da Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau(EAGB) foram, entre outros, assuntos abordados, com a referida Missão , que estará  no país de 27 de Setembro a 2 de Outubro  próximo , mas que mantém contatos sob formato virtual com as autoridades financeiras da Guiné-Bissau entre 20 e 26 de Setembro.

Citando o ministro da Economia e Finanças a nota avança   que  o Governo vai adotar, brevemente,  uma proposta de Orçamento Geral de Estado  ajustado ao Programa de Emergência elaborado pelo novo Governo.

Suleimane Seide  ressaltou que o programa de emergência  do governo exige medidas  excepcionais  para fazer face ao contexto de custo de vida.

Seide reiterou   a determinação  do atual executivo  de respeitar  os compromissos  com o FMI e salvaguardar a sustentabilidade fiscal.ANG/JD/ÂC//SG

          Rússia/Confirmada morte de Evgeni Prigozhin, líder da Wagner

Bissau, 24 Ago 23 (ANG) Falta ainda identificar formalmente o corpo de Evgeni Prigozhin, líder das tropas paramilitares Wagner, após a queda do avião em que seguia, a 23 de Agosto, de Moscovo rumo a São Petersburgo.


Dez pessoas morreram, incluindo Evgeni Prigozhin e o seu braço direito Dmitry Outkine, quando o avião se despenhou em circunstâncias ainda por esclarecer.

Evgeni Prigozhin, cabecilha da influência russa em África, morreu quarta-feira após o avião privado em que seguia se ter despenhado.

A aviação russa confirmou que o fundador da Wagner constava da lista das nove pessoas a bordo do aparelho.

De acordo com os serviços de busca e salvamento não há sobreviventes.

Evgeni Prigozhin era conhecido pela sua companhia de mercenários: o grupo Wagner, uma organização bem presente em vários países do continente africano como a RCA, o Mali ou a Líbia. 

A morte do oligarca russo de 62 anos acontece num momento sensível. Há dois meses Prigozhin protagonizou um “assalto falhado” ao Kremlin, uma declaração de guerra que azedou por completo as relações com o líder russo Vladimir Putin.

Até ao momento, o Kremlin não se pronunciou sobre a morte de Prigozhin. Porém,  considerando o canal de Telegram Grey Zone, ligado ao Grupo Wagner, “Prigozhin, morreu em resultado das ações dos traidores da Rússia”, uma vez que garantem que o avião foi abatido pelas defesas aéreas russas.

O mercenário mais poderoso da Rússia foi um dos rostos de várias vitórias de Moscovo na guerra da Ucrânia, nomeadamente na batalha de Bakmut.

 A invasão da Ucrânia e a participação do grupo Wagner na operação, abriu horizonte a Prigozhin que, se considerando “intocável, sonhava chegar à chefia do exército russo.

As forças da Wagner protagonizaram há dois meses uma rebelião contra o poder central russo e estão muito presentes em vários terrenos africanos, caso do Mali ou da República centro-africana. Uma presença que também aconteceu em Moçambique, embora tenha sido uma operação curta depois de inúmeras perdas. 

O continente africano foi palco de grandes vitórias políticas que acabaram por marcar o regresso da influência russa ao continente. Evgeni Prigozhin afirmava trabalhar por uma Rússia “ainda maior” e uma África “ainda mais livre”.

Foi, de resto, em África, precisamente, que o líder da Wagner fez a sua última aparição, há poucos dias.

A história da companhia de mercenários confunde-se com a personalidade de Prigozhin e a mega estrutura financeira que montou, nomeadamente através da profunda implementação em África.

Deslocou-se secretamente e assumiu posições estratégicas na Síria, Líbia, Sudão, RCA e Mali. Os homens da Wagner aprenderam a dominar os terrenos e a tornarem-se indispensáveis tanto aos regimes autoritários - como forma de garantir a longevidade desse regime - como ao Kremlin, ao espalharem a influência russa no continente.

A progressão fulgurante da influência russa em África é obra de Prigozhin e uma das suas grandes vitórias.

O grupo soube aproveitar os erros da diplomacia francesa e a grande frustração social das antigas colónias. Bastou a este “cozinheiro do Kremlin” atiçar o fogo em alguns pontos e influenciar outros, para a baixo custo recolher os frutos de maneira oportunista e oferecer as vitórias geopolíticas a Moscovo.

Com a morte de Prigozhin a questão que agora se levanta é sobre o futuro do Grupo Wagner em África. ANG/RFI

Índia/Primeiro país a colocar sonda no polo sul da Lua

 Bissau,24 Ago 23(ANG) – A índia tornou-se quarta-feira o primeiro país a colocar uma sonda espacial na superfície da Lua junto ao polo sul, com a alunagem bem-sucedida da nave não tripulada Chandrayaan-3.

Quatro anos depois de uma tentativa falhada, a Índia juntou-se agora aos Estados Unidos, à Rússia e à China como os países que chegaram à superfície da lua. A Índia foi o primeiro a alunar no polo sul.

A Chandrayaan-3, que foi lançada em 14 de julho, pousou junto ao polo sul da Lua cerca das 13:30, hora de Lisboa.

Esta foi a segunda tentativa do programa espacial indiano, depois de uma tentativa falhada em 2019 e é um sucesso apenas dias depois de a nave russa Luna-25 se ter despenhado.

A Chandrayaan-3 deverá manter-se funcional durante duas semanas, tendo levado consigo material para uma série de testes, entre eles um espectómetro para análise mineral à superfície lunar.

Vai tentar também determinar-se se há água congelado neste lado do satélite da Terra, o que contribuiria para o estudo geológico da Lua.

ANG/Inforpress/Lusa