quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Guerra da Ucrânia/Bailado diplomático intenso em torno da Ucrânia sob fogo pesado da Rússia

Bissau, 03 set 25(ANG) - A Rússia lançou durante a noite passada um vasto ataque com mis de 500 drones e mísseis, privando 30 mil pessoas de electricidade no norte do país, precisamente numa altura em que o Presidente russo se encontra em Pequim com os seus aliados, os chefes de Estado chinês e norte-coreano, enquanto Volodymyr Zelensky está a preparar-se para o encontro desta quinta-feira em Paris com o grupo dos chamados "Voluntários" que apoiam o seu país.

De acordo com as autoridades ucranianas, a Rússia lançou durante a noite passada 502 drones e 24 mísseis nomeadamente contra Tcherniguiv, no norte, privando 30 mil pessoas de electricidade, sendo que responsáveis regionais do oeste deram conta de feridos e da destruição de habitações e de infra-estruturas, havendo igualmente quatro feridos contabilizados, na região de Kirovograd, no centro do país.

"Estes bombardeamentos são claramente uma demonstração russa. Putin ostenta a sua impunidade e isto exige, com certeza uma resposta por parte do mundo", considerou hoje o Presidente ucraniano que nesta quarta-feira mantém conversações com responsáveis dos países Bálticos e nórdicos na Dinamarca acerca de um apoio suplementar a ser dado a Kiev tanto na frente de combate como na mesa de negociações.

Em seguida, Volodymyr Zelensky é recebido no Palácio do Eliseu, em Paris, pelo seu homólogo francês, com quem vai ter uma reunião e um jantar de trabalho. O objectivo segundo a presidência francesa é "evocar a situação no terreno" e "reafirmar o apoio infalível da França à Ucrânia para alcançar uma paz justa e duradoira", isto em vésperas da cimeira amanhã, na capital francesa, juntando presencialmente ou em em videoconferência os 30 países, essencialmente europeus, que integram o grupo dos "Voluntários" que apoiam Kiev.

Durante este encontro, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, diz esperar que "se fique uma ideia clara do que se pode fazer colectivamente" para garantir a segurança da Ucrânia, o que na sua óptica "significa que podem aprofundar o seu envolvimento, juntamente com os americanos, para ver o que pretendem fornecer no que tange à sua participação".

Muito embora uma participação de Donald Trump não esteja prevista na reunião desta quinta-feira, o Presidente americano que ainda ontem se declarou "muito desiludido" com Vladimir Putin, prometeu recentemente que estaria do lado dos europeus no quadro das garantias de segurança a serem dadas à Ucrânia.ANG/RFI

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