Cuba/Governo recebe novo
carregamento de ajuda humanitária do México
Bissau, 08 Jun 26 (ANG) - Um novo carregamento de ajuda humanitária do México chegou domingo (7) a Cuba, que vem sendo assolada por uma grave crise económica e social após os Estados Unidos anunciarem um bloqueio ao petróleo no país.
Este é o sexto auxílio enviado da Cidade
do México para a ilha desde Fevereiro. O navio cargueiro Asian Katra entrou no
porto de Havana pela manhã.
Desde o final de Janeiro, os EUA
impuseram bloqueios econômicos a Cuba, localizada a 150 km da costa da Flórida.
Donald Trump alega que a ilha representa "uma ameaça extraordinária"
à segurança nacional norte-americana e expressou repetidamente que pretende
"assumir o controle" do país.
Questionado na quinta-feira (4), no
Salão Oval da Casa Branca, se essas sanções visavam causar o colapso da
economia cubana, Trump disse que simplesmente queria "que fosse um país bem
administrado, capaz de alimentar seu povo". Apenas um petroleiro russo foi
autorizado a atracar desde então, e suas reservas já estão esgotadas.
Também na última quinta-feira, o
representante da ONU na ilha, Francisco Pichon, fez um alerta sobre a crescente
emergência humanitária que a ilha de 9,6 milhões de habitantes enfrenta,
descrevendo um "coquetel explosivo" no início da temporada de
furacões.
De acordo com ele, as condições
"deterioraram-se em quase todos os setores de Cuba" desde o
lançamento, há dois meses, do plano de ação humanitária da ONU, orçado em mais
de US$ 90 milhões (R$ 465,5 milhões), mas com apenas cerca de um terço
financiado.
Nesta
semana, o governo dos Estados Unidos intensificou ainda mais sua pressão sobre
Cuba e impôs sanções económicas a diversas figuras do regime , incluindo o
presidente Miguel Díaz-Canel e membros da família Castro.
O líder cubano já estava sujeito a
sanções impostas em julho de 2025 pelo Departamento de Estado dos EUA, que o
acusa de atos de repressão contra manifestantes em 2021.
Essas sanções "visam fortalecer o
bloqueio e o clima de conflito entre Cuba e os Estados Unidos", declarou o
chefe de Estado cubano.
"A agressão e a perversidade do
governo ianque irão colidir com nossa determinação de enfrentar
os piores cenários e resistir ao ataque imperial", acrescentou Miguel
Díaz-Canel, enquanto Trump reiterou sua intenção de, em breve,
"lidar" com Cuba. ANG/RFI/AFP

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