sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Solidariedade



STGB doa viaturas e fardamentos ao Protecção Civil

Bissau, 20 Fev 15 (ANG) – Um camião-tanque com capacidade de 3.600 litros de água, uma ambulância e fardamentos constituem o lote de materiais doados hoje pelo proprietário da Empresa “STGB” (Sociedade dos Transportes da Guiné-Bissau ao Serviço Nacional de Protecção Civil (SNPC). 

No acto de entrega, o Secretário de Estado da Ordem Publico, Doménico Sanca agradeceu ao empresário Charbel Saad pelo gesto e acrescentou que o Governo, através do Ministério da Administração Interna está determinado a melhorar o funcionamento dos Serviços Nacionais de Protecção Civil.  

“Desde que assumimos as funções no Ministério da Administração Interna, a nossa prioridade é o Serviço Nacional de Protecção Civil que, como sabem, foi criada em 2009 mas falta a sua regulamentação e, sobretudo, meios materiais necessários para poder cumprir a sua nobre missão “ disse Sanca. 

O governante afirmou que a Guiné-Bissau foi considerado um dos países mais vulneráveis no mundo no que diz respeito aos países vítimas de calamidades naturais, segundo o ultimo Relatório da ONU. 

Por sua vez, o Presidente do Serviço Nacional da Protecção Civil, Malam Djaura explicou que os donativos recebidos vão colmatar muitas dificuldades com que se confrontam e pediu à outros empresários a seguirem o exemplo de Charbel.

“Os materiais que acabamos de receber vão servir para ajudar a nossa população e será usada de acordo com a finalidade pelo qual fora concedido, sublinhou Djaura

O proprietário da Empresa STGB disse ser um orgulho estar a ajudar a Guiné-Bissau e revelou que os materiais ora doados foram conseguidos graças a colaboração do Presidente dos Bombeiros de Águida, Portugal, José Arrolem.

“Todos contribuímos para que hoje essa doação tenha lugar. Faço um apelo aos funcionários desta corporação para tratarem os materiais com máximo carinho “ disse Charbel Saad que adiante prometeu oferecer um camião auto-tanque e ambulância à cada uma das 8 regiões da Guiné-Bissau. 

“Já o fizemos nas cidades de Bissau e Gabú. Voltamos assim a reforçar a cidade de Bissau e dentro de oito meses será a vez de Bafatá “ concluiu.  


ANG /MSC/JAM/SG

Saúde Pública



Farmacêuticos pedem intervenção da CCIAS no diferendo com Governo

Bissau, 20 Fev 15 (ANG) – Os proprietários das farmácias pedem a intervenção da Câmara de Comercio, Industria, Agricultura e Serviços (CCIAS) na resolução do problema que os opõem ao Governo relativamente a exigência de melhoria das condições de funcionamento das farmácias.

 A saída do encontro com o presidente da CCIAS, a porta-voz dos farmacêuticos, Elsa Sampaio de Melo informou que em causa esta o incumprimento da Lei da Saúde Pública aprovada em 2010 pela Assembleia Nacional Popular (ANP), lei essa que exige a melhoria das condições de armazenamento de medicamentos, das prateleiras e do espaço.

Elsa de Melo disse que os farmacêuticos estão de acordo com as recomendações do relatório da inspecção-geral da saúde pública, mas alegam que a lei não deve ter efeitos retroactivos. 

Interrogado sobre as recomendações feitas pelo relatório da Inspecção-geral da saúde Elsa de Melo respondeu que o documento deu entre três e seis meses aos farmacêuticos para cumprirem essa exigência ou seja melhorarem as condições de armazenamentos dos medicamentos e das prateleiras.

A porta-voz dos farmacêuticos referiu que actualmente a maioria das farmácias funciona em casas construídas para habitação. 

Sobre o pedido dos farmacêuticos o presidente da CCIAS, Braima Camara prometeu trabalhar em conjunto com o governo para encontrarem uma solução, sem por em causa nem interesse dos cidadãos nem dos farmacêuticos. 

Segundo os serviços de Inspecçäo-geral do Ministério da Saúde Publica, várias farmácias funcionam em condições muito deploráveis, em termos de armazenamento de medicamentos, higiénicos, entre outros. 

ANG/LPG/JAM/SG

Campeonato Nacional de Futebol



Sporting e Bambadinca defrontam-se para abertura da 4ª jornada

Bissau, 20 Fev 15 (ANG) – O líder do Campeonato Nacional de Futebol guineense, Sporting recebe sábado os Lagartos de Bambadinca no jogo a contar para a 4/a jornada do campeonato.

Os Lagartos de Bambadinca ocupam o segundo lugar na tabela classificativa com uma diferença de dois pontos em relação ao Sporting Clube de Bissau com nove pontos.

 Este jogo considerado o “braço forte” da jornada vai ser disputada no estádio Lino Correia em Bissau.

Ainda para a quarta jornada, foram marcados os seguintes encontros; Bubaque/Bolama-Bijagós, UDIB/SãoDomingos, FC.os Balantas de Mansoa/Bafata, Nuno Tristão de Bula/Portos de Bissau, Estrela Negra de Bissau/Cavalos Brancos de Cuntum, e Sport Bissau e Benfica/Futebol Clube de Canchungo. 

ANG/LLA/JAM/SG
    

Caju




Presidente da ANP propõe 300 francos CFA como preço base

Bissau, 20 Fev 15 (ANG) – O Presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, (ANP), propôs quinta-feira que a castanha de caju na próxima campanha seja comercializada, no mínimo, por 300 francos CFA  o quilograma. 

Cipriano Cassama que falava aos populares do Sector de Cossé região de Bafatá, leste do pais, no âmbito da visita que efectua àquela localidade realçou a importância da castanha de caju na economia nacional, por ser o principal produto de exportação  da Guiné-Bissau. 

 Cassama prometeu levar a proposta à ANP para sua eventual adopção pelos parlamentares.
O Presidente da ANP pediu aos populares daquela zona para evitarem de cortes desenfreadas de árvores e queimadas constantes das florestas, para se preservar as riquezas faunísticas do país.

Cipriano Cassamá afirmou que vai apresentar a sua  proposta ao parlamento bem como outras preocupações dos populares da Região de Bafatá.

A visita do Presidente da ANP, iniciado no  dia 18 termina no Domingo. 

ANG/AALS/JAM/SG


Economia



DG das Alfândegas defende continuidade das operaçöes da Bissau-Link

Bissau, 20 Fev 15 (ANG) – O Director-geral das Alfândigas considerou que o problema dos operadores economicos guineenses  reside em “obter lucros exorbitantes e, por isso mesmo, não querem ouvir falar em controle das facturas de origem”.

Em entrevista exclusiva à Agência de Noticias da Guiné-ANG, Francisco Rosa Cá, contrariou a opinião dos operadores econômicos que afirmam que os serviços da empresa Bissau-Link têm estagnado os seus negócios, por lhes exigir as facturas de origem dos produtos importados.

Rosa Cá disse que  a Guiné-Bissau é o país com a mais baixa  taxa de pressão fiscal na subregiäo e que cobra uma ínfima parte das potencialidades existentes.

“Algumas províncias dos países vizinhos arrecadam mais receitas  que a própria Republica da Guiné-Bissau e, isso é inaceitável”, afirmou o Diretor-geral das Alfândigas acrescentando que “o país não  pode se contentar com ao arrecadamento de 20 biliões de francos cfa por ano”. 

Segundo aquele responsável, o arrecadamento das receitas do Estado corresponde ao volume de negócios de um comerciante do mercado de Bandim.

 Cá explicou que  a empresa Bissau-Link, filial de uma empresa ganesa, quando recebe facturas de qualquer mercadoria faz uma prospecção através das suas representações no exterior trazendo um valor médio ou mais ou menos próximo da realidade e com uma insignificante margem de erros.

“Nos países organizados é o  Estado  que impõe um teto aos preços das mercadorias abalizando assim os preços nos mercados”, disse.

Contrariando operadores economicos que se batem pela  suspensao das actividades da Bissau-Link no pais, alegando cobrança injustas e exorbitantes,o Director-geral das Alfandegas defendeu a continuidade dos serviços da  Bissau-Link, empresa contratada pelo governo para controlar fluxo de importações e exportações de mercadorias no país.

“A Bissau Link não veio para maltratar os operadores, pelo contrário os operadores sim é que estão a causar danos à República da Guiné-Bissau”, denunciou.

No seu entender, o Estado tem o direito de solicitar os serviços de quem pode melhorar a sua performance e o seu nível de arrecadação de receitas por isso escolheu a Bissau Link com base nessas preocupações.

Para Rosa Cá, os custos da mercadoria mais transportes e seguros são normas obrigatórias da transação internacional impostas aos operadores por isso declaram as suas mercadorias num valor mínimo para fugirem ao fisco e no mercado aumentam os preços dos referidos produtos.

O DG das Alfandegas denunciou nessa entrevista à ANG que ultimamente tem sido adoptado no país uma nova forma de evasão fiscal justificada com facturas falsas. 

A Bissau LINK é uma companhia vocacionada em avaliação  de preços nas facturas das mercadorias apresentadas bem como os seus ajustes de acordo com o Código Aduaneiro.

Aquela corporação tem um banco de dados que é alimentado por preços existentes nas diversas zonas do mundo.

A empresa prevê a instalação de escâneres em diferentes pontos do país para permitir o controle do fluxo das mercadorias para evitar o tráfico de produtos não permitidos pela legislação da Guiné-Bissau assim como possíveis fraudes.

Os operadores economicos inclusive através das suas organizaçöes de classe têm estado a protestar a nova forma de taxaçäo das suas mercadorias aplicada pela Bissau-Link, alegando aplicaçâo de métodos desajustados que aumentam substancialmente as taxas alfandegarias.

ANG/FGS/JAM/SG