segunda-feira, 26 de março de 2018

Novo preço de caju/reações


Presidente da Câmara de Indústria recomenda separação da política com assuntos da campanha de cajú

Bissau, 26 Mar 18 (ANG) - O Presidente da Câmara de Indústria da Guiné-Bissau recomendou hoje ao Presidente da República para não misturar questões da política com a de campanha de comercialização de castanha de cajú.

Fernando Flamengo, em declarações à Agência de Notícias da Guiné sobre   o preço básico declarado pelo Presidente da República no sábado último, afirmou que o chefe de Estado devia pensar antes na economia do país e não na política.

“Na Guiné-Bissau a campanha de comercialização de castanha de caju já não segue as leis do mercado. E tudo indica que está a ser utilizado apenas para os fins políticos. Digo isso porque fixar 1000 francos CFA como preço básico quando não existe condições para isso , só pode ser considerado de uma propaganda política”, afirmou.

O Presidente da Câmara de Indústria disse ainda que o preço base de castanha de cajú na Guiné-Bissau não pode ser de 1000 francos uma vez que a concorrência internacional não favorece isso,  tendo acrescentado que nos outros países o preço de castanha de cajú baixou.

“Acho que para fixar o preço base de comercialização de castanha de cajú a referência deve ser tirada nos países que também praticam a mesma actividade. Em alguns países produtores  os preços baixaram, a título de exemplo na Índia mais de 60   fábricas de transformação da castanha de caju fecharam as portas devido a falta de incentivo por parte do governo”, referiu Flamengo.

Flamengo acrescentou que do seu ponto de vista a presente campanha de Caju já está comprometida com o anúncio de 1000 francos CFA, como  preço básico.

“O Presidente da República não devia preocupar-se em anunciar esse valor, mas sim limitar  simplesmente a intervir nos assuntos de comercialização  quando é necessário”, aconselhou.

Questionado sobre o que pretendem fazer à respeito desse anuncio, respondeu que estão a reunir com os investidores a fim de encontrarem uma solução que irão anunciar nos próximos tempos.  

ANG/AALS/SG

Campanha caju/2018


Presidente da República anuncia mil francos CFA, preço base por um quilograma de cajú

Bissau,26 Mar 18(ANG) - O Presidente da República, José Mário Vaz, anunciou mil francos FCFA como preço base por um quilograma da castanha do caju durante a campanha de comercialização deste produto em 2018.
 
Ao presidir no sábado na cidade de Gabu, leste do país, a cerimónia oficial da abertura da campanha de comercialização da castanha de caju do presente ano, José Mário Vaz aconselhou os produtores a abrirem contas nos bancos comerciais, por forma a pouparem os dinheiros obtidos na venda da castanha e investirem nos projetos rentáveis.

O líder guineense exortou as autoridades e a população para que reforcem o controlo para que a castanha não seja contrabandeada.

Dados do Governo indicam que pelo menos 90 mil toneladas de castanha de caju guineense desaparecem anualmente do circuito oficial, devido ao contrabando.

José Mário Vaz, apelou o executivo para dar uma maior atenção a fileira do caju, dado que é um dos sectores importantes para o crescimento da economia guineense.

O Presidente da República informou  que a campanha do ano passado, teve impacto direto e indireto na economia familiar, ou seja, constatou-se um aumento significativo do poder de compra das famílias.

José Mário Vaz estima que, segundo as previsões de 200 mil toneladas, em 2018, os produtores de caju vão arrecadar qualquer coisa como 200 mil milhões de francos cfa que considera de muito dinheiro. Por isso apela colaboração dos produtores com as autoridades no sentido de cumprir com o lema da campanha deste ano: “Tolerância zero à saída clandestina do cajú guineense para o exterior”.
“Caju é o nosso primeiro produto, em termos de exportação. Nos últimos anos, apresentou-se como um dos produtos estratégicos e mais dinâmicos da nossa economia, acabando por substituir a mancara no período colonial. O valor das suas exportações tornou-se muito importante na formação do nosso Produto Interno Bruto, na entrada de divisas para o país e também para algumas famílias é oportunidade única na obtenção de rendimentos para o sustento da família”, notou o Presidente da República.


O chefe de Estado disse que 2018 será o ano de consolidação do poder económico daqueles que sempre perderam tudo ao longo destes anos, acrescentando que a castanha de caju é do e produtor deve ser ele o primeiro beneficiário para o bem de todos.

“ A pedido dos régulos e o apelo da população em geral o preço para 2018 da castanha de caju é de mil francos CFA. Está oficialmente aberta a campanha de comercialização e exportação da castanha de caju 2018”, assegurou José Mário Vaz, declarando assim oficialmente aberta a campanha de comercialização da castanha de caju 2018 perante assistência de milhares de populares da cidade de Gabu.

De acordo com o Presidente em exercício da Câmara de Comércio Indústria, Agricultura e Serviços(CCIAS), Mama Samba Embaló, o país exportou no ano passado mais de 166 mil toneladas de castanha.  

ANG/ÂC/SG



Sociedade


Ministro da Juventude pede apoio para reforçar voluntariado


Bissau,26 Mar 18(ANG) - O ministro da Juventude e do Emprego, Doménico Sanca, pediu sexta-feira aos parceiros de desenvolvimento do país apoio financeiro para reforçar as capacidades do voluntariado no país para uma cidadania inclusiva, paz e desenvolvimento sustentável.

Doménico Sanca fez o apelo durante a cerimónia de assinatura do projeto de Reforço das Capacidades do Comité Nacional de Voluntários da Guiné-Bissau entre o Governo guineense e o Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD).

«O projeto está orçado em 1,5 milhões de dólares (1,2 milhões de euros), estando, até ao momento, assegurado não mais de um terço do valor, reputando-se necessário haver a disponibilização de meios de mais parceiros de desenvolvimento do país», afirmou o ministro.

O ministro pediu a `contribuição de mais parceiros´ para assegurar a execução de todos os eixos do projeto.

O projeto, que vai ser desenvolvido em conjunto com as Nações Unidas, prevê a criação de um quadro legal para o voluntariado, reforço da capacidade de organização dos jovens e transição para o mercado de trabalho, sensibilização e consciencialização do voluntariado como forma de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Lembrando que os jovens entre os 15 e os 35 anos representam quase 40% da população da Guiné-Bissau, o coordenador residente do sistema das Nações Unidas, David McLachlan-Karr, salientou que `nenhum processo de desenvolvimento pode ser bem-sucedido se não tiver a participação da juventude, pois esta possui um enorme potencial como força dinamizadora do desenvolvimento.´ 

 ANG/Lusa



Campanha de caju 2018


Governadores regionais prometem vigiar a venda da castanha a 1000 fcfa o quilo

 Bissau, 26 Mar 18 (ANG) – Os Governadores regionais, administradores, secretários sectoriais  e régulos do país prometeram vigiar a medida de aplicação do preço indicativo de mil francos CFA por cada quilograma de castanha de cajú anunciada no último fim de semana, em Gabú ,pelo Presidente da República.

Em nome dos Governadores regionais, Quintino Rodrigues Bone, da Região de Bolama Bijagós, destacou em declarações  aos jornalistas a saída do encontro com Chefe de Estado  que é a primeira vez que se estipula a quantia de mil francos por quilo como preço básico logo no arranque da campanha.

Garantiu que vão lutar, exigir e controlar para que o referido preço  se mantenha, salientando que também vão proteger os operadores económicos das cobranças das taxas, de que são alvos tanto do Ministério de Comércio, as Alfândegas e Finanças bem como a fraude praticada por muitos produtores para terem mais lucro,  dando como exemplo, a  não secagem da castanha para ter mais peso.

Advertiu aos operadores para não utilizarem o arroz inapropriado para o consumo humano durante a campanha, acrescentando que o infractor será severamente punido tendo prometido reforçar a campanha de sensibilização dos produtores para a melhor  conservação da castanha.

Por sua vez, o régulo de Cossora, Mamadú Nene Baldé disse que durante o encontro abordaram com Presidente da República a questão sobre como os produtores podem guardar dinheiro adquirido durante a campanha nos bancos para se evitar de receber dinheiros falsos.

Disse estar satisfeito com a medida tomada por Chefe de Estado  de reduzir os custos das taxas de cobranças por parte do Estado relacionadas aos pagamentos  na balança, ao Guarda Nacional, Fundo Rodoviário entre outros.

ANG/JD/AC/SG


Catalunha/Espanha


Supremo acusa 13 separatistas de delitos de rebelião

Bissau, 26 Mar 18 (ANG), 23 Mar 18_______________________________________________________________________________________________________________ – O Supremo Tribunal espanhol acusou hoje de delito de rebelião 13 separatistas pela sua participação no processo de independência da Catalunha, entre os quais o ex-presidente do executivo regional Carles Puigdemont, refugiado na Bélgica.
O juiz responsável pela instrução do caso, Pablo Llarena, avança com as acusações quatro meses depois do início da investigação à tentativa de organizar a criação de uma República independente na Catalunha.
Foram ainda acusados do crime de rebelião o ex-presidente do Governo regional Oriol Junqueras, a ex-presidente do parlamento regional Carme Forcadell, e os independentistas Jordi Sanchez e Jordi Cuixart, assim como a líder da Esquerda Republicana da Catalunha Marta Rovira, que hoje faltou à audiência marcada e anunciou que se exilava.
O juiz afirma que os políticos separatistas catalães e os líderes independentistas de várias associações atuaram em conluio nos últimos seis anos para executar um plano que levava a uma declaração de independência da Catalunha, contra a Constituição espanhola.
Llarena considera que, ao todo, 25 independentistas vão ter de responder por delitos de rebelião, desobediência ou peculato (desvio de fundos públicos).
Os 13 acusados de rebelião podem ter de cumprir uma pena de prisão que pode ir até 30 anos de cadeia.
Carles Puigdemont é acusado de ter organizado o referendo de autodeterminação de 01 de Outubro de 20017 apesar de este ter sido proibido e de haver “o risco grave de incidentes violentos”.
O candidato à presidência que não conseguiu ser eleito na quinta-feira para o lugar, Jordi Turull é acusado pelo seu papel na gestão da publicidade e da coordenação informática do referendo, assim como no recrutamento de milhares de voluntários que realizaram a consulta.
Por outro lado, o juiz atribuiu o crime de “desobediência” e/ou peculato a outros 12 dos 25 acusados, entre eles três dos sete que estão fugidos à justiça: Anna Gabriel (CUP), Lluís Puig (PDeCat) y Meritxel Serret (ERC).
Entretanto, um dos seis convocados para se apresentarem esta manhã no Supremo, Marta Rovira faltou à audiência e anunciou que também abandona o território espanhol, segundo uma carta que escreveu aos militantes do seu partido.
“O exílio será um caminho duro, mas é a única forma que tenho para recuperar a minha voz política”, afirma na missiva a secretária-geral da Esquerda Revolucionária da Catalunha (socialista independentista).
O juiz ainda irá decidir hoje se algum dos cinco separatistas que se apresentaram esta manhã em tribunal vai ficar detido, como medida cautelar, à espera do julgamento.
Cinco dos separatistas catalães, entre os quais Puigdemont, estão na Bélgica, para onde fugiram em finais de Outubro de 2017 depois de falharem a tentativa de independência.
Outra independentista, Anna Gabriel, do partido de extrema-esquerda antissistema CUP, fugiu no início do ano para Genebra, na Suíça.
A 27 de Outubro de 2017, Madrid decidiu intervir na Comunidade Autónoma, através da dissolução do parlamento regional, da destituição do executivo regional e da convocação de eleições regionais que se realizaram a 21 de Dezembro último.
O bloco de partidos independentistas manteve uma maioria de deputados no parlamento regional e está a ter dificuldades para formar um novo executivo. ANG/Inforpress/Lusa