quinta-feira, 3 de maio de 2018

Justiça


Sociedade civil pede declaração de bens aos titulares de cargos políticos

Bissau, 02 Mai 18 (ANG) – O Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz, Democracia e Desenvolvimento pede a Inspecção Superior Contra Corrupção, ao Supremo Tribunal de Justiça e a Procuradoria-Geral da República para exigirem aos titulares de cargos políticos o cumprimento da declaração de seus bens e rendimentos.
 
Em comunicado enviado à ANG, esta organização da sociedade civil sustenta que está “preocupada com sinais de desconfiança deixadas transparecer com a acumulação de funções de primeiro-ministro com as de ministro da economia e finanças”, por parte do actual chefe do governo, Aristides Gomes.

“Só assim se permitirá a fiscalização dos actos da governação e dos governantes”, refere o comunicado assinado pelo presidente desta organização, Fodé Carambá Sanhá, evocando a Lei nº7/99, de titulares de cargos políticos.

O Movimento da Sociedade Civil apela, por outro lado, ao povo guineense maior vigilância à governação e aos procedimentos conducentes a realização de eleições que se quer “livres, justas e transparentes”.

“O Movimento lamenta a participação mínima das mulheres no actual governo liderado por Aristides Gomes, tendo extinguido o ministério específico da Mulher, facto que evidência a pouca sensibilidade dos actores políticos na problemática de género, apesar de grande trabalho que as organizações femininas têm vindo a desenvolver no país”, lê-se no comunicado.

 ANG/SG

Dia Mundial de liberdade de Imprensa


SINJOTEC celebra data com uma conferência de reflexão 

Bissau, 02 Mai 18 (ANG) – O Sindicato Nacional de Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social da Guiné-Bissau (SINJOTEC) realiza amanhã, 03 de Maio uma conferência de reflexão, alusivo ao Dia Mundial de Liberdade de Imprensa.

Segundo um documento da Direção do SINJOTEC, enviada a Agência de Notícias da Guiné (ANG), o evento decorrerá sob o lema: “Manter a Vigilância sobre o poder: Media, Justiça e Estado de Direito”.

O tema Manter a Vigilância sobre o Poder: Media, Justiça e Estado de Direito vai ser orado pelo Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto Mário da Silva e o da “Liberdade de Imprensa e a Responsabilidade dos Jornalistas” vai ser apresentado pelo Jornalista, Mussa Baldé.

No evento, conforme o documento, vão participar jornalistas de deferentes órgãos de comunicação social públicos e privados.

Segundo o relatório da organização “Repórteres Sem Fronteiras”, a Guiné-Bissau ocupa o 92º lugar no que diz respeito a liberdade de imprensa, tendo caído 17 lugares em relação ao ano passado.

Entre os países de expressão portuguesa, Cabo Verde, figura em primeiro lugar nessa lista e Angola é o pior de todos. 

ANG/LPG/SG

Cajú


Agricultores e operadores econômicos preocupados com impasse na comercialização do produto

Bissau 02 Mai 18 (ANG) – O agricultores e operadores econômicos de diferentes regiões do pais manifestaram recentemente as suas preocupações em relação a paralização da campanha de comercialização da campanha de caju deste ano.

Em conferência de imprensa , Aladje Danso, em representação dos comerciantes da região de Oio disse que   estao a deparar-se  com grandes dificuldades e que a fome ameaça as populações sobretudo os camponeses que não têm comprador dos seus produtos.

“Na lei do mercado não existe obrigação ou seja não se pode estipular um preço e obrigar as pessoas a comprar, com a ameaça de prender quem não o fazer. Os que estão a portar dessa maneira, estão cientes de que estão a violar a lei do mercado contrariando a lei da oferta e da procura”, disse.

Danso pediu ao chefe de Estado para procurar  uma solução para o problema, e que passa pela disposição de fundos aos comerciantes nacionais para comprarem a  castanha.
Disse que discordam com a possibilidade de estrangeiros comprarem toda a castanha. “Se isso acontecer será a morte dos operadores nacionais, “sustentou.

“ O estado da Guiné-Bissau não tem um plano para ajudar os agricultores. Nós comerciantes é que damos aos camponeses empréstimos para limparem as hortas, construir casas, fazer cerimonias tradicionais e outras, para pagarem no momento da comercialização de caju. Se até agora ninguém vendeu nada e a chuva já está a chegar, o que será deles? questiona.

 Por seu lado, Mamadu Baldé, agricultor da região de Tombali disse que não vão permitir que os assuntos agrícolas sejam politizados porque se isso acontecer será um mal para todos:” donos da horta, comerciantes, receitas do estado e as famílias”.
Baldé lamentou a situação em que se encontram os agricultores uma vez que nem arroz para alimentar os seus trabalhadores possuem e muito menos o dinheiro para pagar os apanhadores da castanha.
“Agradecemos ao Presidente da República pelo preço estipulado (1000fcfa), mas é preciso que ele nos mostre o comprador dos nossos cajus e se não existir um comprador então que nos dê a  liberdade  de procurarmos um comprador.

Mamadu Baldé considerou de triste menosprezar intermediários nacionais em detrimento de estrangeiros.

Entretanto na terça-feira a empresa nacional Cuba Limitada e duas empresas senegaleses estabeleceram acordos para a compra de 120 mil toneladas da castanha  em diferentes pontos do pais.

O caju é o principal produto de exportação da Guiné-Bissau e a sua comercialização se encontra bloqueada devido a discordância com o preço de referência de mil francos cfa estipulado pelo Chefe de Estado para cada quilograma da castanha.
A Guiné-Bissau produz anualmente cerca de 200 mil toneladas de castanha.

ANG/MSC/SG