quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Desenvolvimento Rural


              PADES recupera bolanha da povoação de Bissassema de Cima

Bissau,11 Dez 19(ANG) – O Projecto de Apoio ao Desenvolvimento Económico das Regiões do Sul(PADES), recuperou a bolanha da povoação de Bissassema de Cima, sector de Tite, de uma superfície de 1377 hectares e que beneficia 297 produtores de cinco tabancas.

Em declarações aos jornalistas após a visita efectuada no passado dia 10 do corrente mês àquela localidade, o responsável de Ordenamento Agrícola e Reabilitação de Pistas Rurais do projecto PADES, Arnaldo Augusto Sanca explicou que  a referida bolanha foi abandonada há muito tempo.

“Graças a intervenção do projecto, a bolanha foi recuperada em meados de Fevereiro do ano em curso tendo sido valorizada mais de 70 por cento da sua superfície total, com a reabilitação de duas barragens, sendo o primeiro com 650 metros de cumprimento e o segundo com  400 metros”, explicou.

Arnaldo Sanca informou que igualmente foi construído duas pontes descarregadoras de água, sendo o primeiro com funções de permitir a saída de água doce da bolanha e o segundo tem como papel entrada da água salgada de forma a combater as plantas daninhas nas bolanhas.

Sublinhou que depois da sua recuperação a bolanha precisa de um tempo para que a chuva lave as salinas no terreno para depois ser cultivada.

Disse que o projecto PADES investiu cerca de 64 milhões de francos CFA na reabilitação de duas pontes descarregadores de água, da bolanha de Bissassema de Cima.ANG/ÂC//SG

Registo de nascimentos


“Apesar do aumento significativo de registos , um quarto das crianças do mundo mantém-se invisível”, diz UNICEF 

Bissau, 11 dez 19 (ANG) – O número de crianças com  nascimento  oficialmente registado registou  um aumento de cerca de 20 por cento no mundo, contudo, 166 milhões de crianças, com menos de cinco anos, ou seja, 1 em cada 4, ainda continuam sem registo, revela  novo relatório do Unicef, lançado hoje, por ocasião do 73º aniversário da organização.

O relatório “Registo de Nascimento para Cada Criança até 2030: Estamos alinhados?” – que analisa dados de 174 países – mostra que a proporção de crianças com menos de cinco anos, registadas mundialmente aumentou cerca de 20%, quando comparada com a de os últimos  10 anos  – aumentando de 63% para 75%.

“Progredimos bastante, mas ainda há muitas crianças que escapam, não foram contabilizadas e não incluídas,” disse a Diretora-Executiva do UNICEF, Henrietta Fore.

Sustentou   que  uma criança não registada ao nascer é invisível – “não existe aos olhos do governo ou da lei”, e que sem prova de identidade, “as crianças são frequentemente excluídas do acesso à educação, cuidados médicos e outros serviços essenciais, vulneráveis à exploração e abuso.”

O processo global  regista avanços  na Ásia do Sul, particularmente no Bangladesh, India e Nepal, mas também em África Ocidental e Central, onde o registo de crianças com menos de cinco anos teve um aumento de 41% para 51% em 10 anos, apesar dos diversos desafios que a região está a enfrentar.

No país mais populoso de África, a Nigéria, a proporção de crianças cujo nascimento foi oficialmente registado aumentou de 30% em 2008 para 43% em 2018, o que demonstra o valor da integração do registo de nascimento nos serviços de saúde.

Segundo o relatório , países franco-africanos como o Benim, o Congo e a Guiné-Conacri também tiveram um progresso sólido no melhoramento das taxas de registo de nascimento nacional.

“O registo de nascimento na África Ocidental e Central manteve-se estagnado por muito tempo, deixando milhões de crianças sem o seu direito básico: a identidade legal. Esta situação tem vindo a alterar e mais de milhares de crianças são agora registadas ao nascer”, disse Marie-Pierre Poirier, a Diretora Regional do UNICEF para a África Ocidental e Central.

Com o apoio do UNICEF, e sob a liderança da União Africana e dos governos nacionais, os países investiram na integração do registo de nascimento em plataformas de saúde e imunização para estender a cobertura à acessibilidade de serviços e alcançar até as populações mais vulneráveis.

Esta simples alteração no método de serviço, segundo o relatório, é não só de custo reduzido, mas também eficaz no aumento nacional das taxas de registo de nascimento, contribuindo para o progresso da região no seu todo.

Quanto a Guiné-Bissau, o relatório realça a integração gradual dos serviços de registo de nascimento nas estruturas de saúde, com o apoio do UNICEF e Fundo das Nações Unidas para a Consolidação da Paz.

Atualmente, 20 unidades de registo de nascimento encontram-se operacionais em todos os hospitais nacionais e regionais e também em alguns centros de saúde, e a extensão da iniciativa à novas unidades e centros de saúde continuará.

“Simultaneamente, as iniciativas de registo nas comunidades têm sido amplamente promovidas, por forma a levar os serviços de registo de nascimento às comunidades. Desde 2017, mais de 50,000 crianças Guineenses beneficiaram destas duas iniciativas”, refere o Unicef.

No entanto, prossegue o Unicef, é necessário que estes esforços continuem a fortalecer a colaboração com outros setores do governo, sobretudo o da educação, e que abordem os desafios que continuam a dificultar o registo de crianças após o seu nascimento, especialmente o facto de muitas famílias residirem em áreas rurais e remotas, onde os serviços não funcionam.

Apesar dos progressos verificados ao nível global, o Unicef revela que  a maioria dos países na África subsariana está atrasada em comparação com o resto do mundo e que algumas das taxas mais baixas de registo são encontradas no Chade (12%) ou na Guiné-Bissau (24%), onde o governo aprovou o Plano Nacional de Ação de Registo Civil e Estatísticas Vitais em 2019, e está a mobilizar parcerias e fundos para a sua implementação.

“Se quiserem realmente alcançar a meta do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável para fazer toda e cada criança contar, os governos devem aumentar soluções viáveis para melhorar o registo de nascimento”, salientou Marie-Pierre Poirier.

Os obstáculos globais ao registo identificados peça agência das Nações Unidas que protege as crianças, incluem a falta de conhecimento em como registar o nascimento da criança, custos inacessíveis do registo de nascimento ou para a aquisição da certidão de nascimento e a distância em relação ao centro de registo mais perto.

 Costumes e práticas tradicionais em algumas comunidades – tais como mães recentes manterem-se no interior, ou a impossibilidade de mães solteiras registarem as suas crianças – são também outros obstáculos.


Mesmo quando o nascimento das crianças é registado, a posse da certidão de nascimento é menos comum, com globalmente 237 milhões de crianças com menos de cinco - ou um pouco mais do que 1 em cada 3 –  a não dispor desta prova oficial de registo.

Em Registo de Nascimento para Cada Criança até 2030, o UNICEF apela a cinco ações para a proteção dos menosres: Providenciar a cada criança uma certidão após nascimento;
Empoderar todos os pais, incluindo pais solteiros, independentemente do seu género, a registar as suas crianças após nascimento e de graça no primeiro ano de vida;interligar o registo de nascimento a serviços básicos, particularmente à saúde, proteção social e educação, como um ponto de entrada para o registo; investir em soluções tecnológicas seguras e inovadoras para permitir a cada criança de ser registada, incluindo em zonas de acesso difícil e  engajar comunidades para exigir o registo de nascimento para cada criança.

“Toda a criança tem direito a um nome, nacionalidade e identidade legal, por isso qualquer progresso em relação ao aumento dos níveis de registo são boas notícias,” disse Fore.

 “Mas, como acabámos de celebrar o 30º aniversário destes direitos – tais como como consagrados na Convenção sobre os Direitos da Criança – não devemos parar até que cada criança seja contabilizada”, rematou. ANG//SG

Desenvolvimento rural


  “PADES  visa fazer o Sul voltar a ser o “celeiro” do país”, diz o Coordenador

Bissau,11 Dez 19(ANG) – O Coordenador do Projecto de Apoio ao Desenvolvimento Económico das Regiões do Sul do país(PADES), afirmou que o objectivo das suas intervenções naquela zona visa, entre outros, fazer o Sul voltar ser o celeiro agrícola nacional.

Adelino Nunes Correia fazia  à imprensa  o balanço da visita que um grupo de jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social públicos e privados efectuou nos dias 9 e 10 do corrente mês ao  referido projecto, sediado no sector de Buba, região de Quinará, para se inteirar das acções que o projeto  desenvolver no terreno.

“A intervenção do  PADES é muito importante em parceria com o financiador e o Ministério de Agricultura, porque o nosso objectivo é, precisamente, melhorar as condições de vida das populações rurais e garantir-lhes uma segurança alimentar”, explicou.

Nunes Correia sublinhou  que uma das metas preconizadas é de trabalhar para reduzir o défice de arroz que se verifica na zona e, de facto, devolver  as regiões do sul, a proeza que outrora tinha, de ser o celeiro agrícola nacional.

Informou que o PADES foi instituído desde 2015, graças ao financiado do Fundo Internacional do Desenvolvimento Agrícola(FIDA), no valor inicial de 18,9 milhões de doláres.

Segundo ele, o projecto só veio a iniciar as suas actividades em 2017, com um atraso de dois anos.

Acrescentou que devido a esses estrangulamentos, o financiamento ficou reduzido à 13,4 milhões de dólares.

“Não conseguimos mobilizar os restantes cinco milhões que nos permitiria chegar  ao tempo estipulado para o fim do projecto que é o ano 2021”, disse.

Adelino Nunes Correia afirmou que já estão a procurar de  um financiamento adicional, no valor de três milhões de dólares e que esse montante já está quase a ser disponibilizado pelo FIDA para os próximos anos 2020/21.

Explicou que estão igualmente a procura de uma outra verba no valor de seis milhões de dólares para cobrir dois componentes do projecto, que são a reabilitação de bolanhas e pistas rurais.

“Estamos aqui na companhia de jornalistas na bolanha de São Miguel, concretamente na povoação de Cancumba, no sector de Empada, uma extensão de 401 hectares e que congrega mais de 200 agricultores. Esta bolanha estava abandonada há mais de dez anos”, frisou.

O coordenador do projecto PADES disse que graças a sua intervenção, conseguiram fechar a referida bolanha com a reabilitação da ponte descarregadora de água que comporta  10 tubos.

Afirmou que isso permitiu aos  agricultores locais fizerem uma boa gestão de água, salientando que hoje em dia os populares locais conseguem fazer uma boa lavoura na totalidade da superfície da bolanha.

Adelino Nunes Correia acredita que  após a colheita de arroz que pode acontecer daqui há duas semanas,  os populares locais ficarão satisfeitas com os seus  rendimentos.ANG/ÂC//SG

Conflito Ucrânia/Rússia


                     Zelensky e Putin acordam troca de prisioneiros
Bissau, 11 dez 19 (ANG) - Os presidentes russo, Putin e ucraniano, Zelenski, chegaram terça-feira a um acordo em Paris sobre a troca de todos os prisioneiros até ao fim deste mês, no quadro do conflito no leste da Ucrânia.
Os dois presidentes mostraram-se igualmente abertos à implementação do cessar fogo concluído no quadro dos acordos de 2014 em Minsk.
O presidente francês, Macron, que com a chancelar alemã, Merkel,  apadrinharam esta cimeira de Paris, declarou, durante uma conferência a 4 que "progressos foram feitos para a troca de prisioneiros, clarificação do cessar fogo e uma agenda sobre as evoluções políticas dos próximos meses".
Mas nada de concreto sobre o número exacto dos prisioneiros nem como essa troca vai ser feita e tão pouco o local.
De notar que não ficou resolvido estatuto de Donbass e eleições locais nem o controlo da fronteira entre essa região do leste ucraniano e a Rússia. 
O presidente ucraniano, Zelenski, declarou pelo contrário ter chegado a acordo com o seu homólogo Putin sobre a continuidade do trânsito de gás natural russo pelo território ucraniano. 
Numerosos ucranianos não vêem com bons olhos um compromisso com a Rússia vista como a agressora cinco anos depois da anexação da península ucraniana de Crimeia por Moscovo, que é tida como ilegal pela comunidade internacional.
Mas o presidente russo, Putin, mostrou-se firme na sua posição de que nada muda sobre a Crimeia e que há que cumprir o que está nos acordos de Minsk, negociados em 2014 e finalizados em 2015. ANG/RFI

Direitos Humanos


Ministra da Justiça pede tranquilidade nacional para  combate a violação dos Direitos Humanos

Bissau, 11 dez 19 (ANG)- A ministra da Justiça e dos Direitos Humanos  defendeu  terça-feira  a necessidade de a Guiné-Bissau ter  tranquilidade  para  que haja maior empenho  na luta contra a violação dos Direitos Humanos.

Rut Monteiro fez esta declaração na cerimónia alusiva  alusivo a comemoração do Dia Internacional de Direitos Humanos, assinalado terça-feira, 10 de Dezembro.

“Se a Guiné-Bissau não conseguir a  estabilidade, é óbvio que não vai existir os buracos para implementação das políticas públicas contra a violação dos Direitos Humanos à todos os níveis, quer na saúde, educação, alimentação, habitação, entre outros”, afirmou a governante.

A ministra da Justiça sublinhou que a situação dos Direitos Humanos na Guiné-Bissau está muito longe do  desejado, e que por isso, é fundamental ter a estabilidade no país de modo a dar continuidade aos pequenos projectos à favor desses  direitos.

Por sua vez, o Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) Augusto Mário da Silva disse que a violação dos Direitos Humanos no país aumenta cada vez mais, e que surgem novos casos diariamente.

“Assiste-se à escala nacional  violações    dos Direitos Humanos à todos os níveis. Lamentavelmente, continuamos a assistir espancamentos e assassinatos de cidadãos acusados de práticas de feitiçarias perante uma autêntica declaração de impotência das autoridades judiciais, em relação a responsabilização dos agentes de crime”, disse.

Augusto Mário afirmou que a  não responsabilização dos criminosos pelos actos cometidos, constitui  uma verdadeira ameaça a convivência pacífica nas sociedades, tendo sublinhado que a LGDH tem registos de vários casos remetidos ao Ministério Público cujo suspeitos continuam livres.

O Presidente da LGDH apelou às autoridades judiciais à colaborarem na luta contra violação dos Direitos Humanos, de modo a tornar os esforços das organizações da Sociedade Civil rentável , no que concerne ao respeito pelos direitos das pessoas. ANG/AALS/ÂC//SG

EUA


    Trump é formalmente acusado de abuso de poder e obstrução da justiça
Bissau, 11 dez 19 (ANG) - O presidente americano, Donald Trump, foi formalmente acusado de abuso de poder e obstrução da justiça.
 A oposição democrata apresentou suas conclusões contra o republicano nesta terça-feira (10). Se a Câmara votar a favor do impeachment de Trump, ele se tornará o terceiro presidente dos Estados Unidos a ser submetido a um julgamento político.
A Câmara de Representantes, controlada pelos democratas, se pronunciará na próxima semana no plenário sobre as duas acusações do processo de impeachment. Se forem aprovadas, o que é provável, o Senado, que tem maioria republicana, terá que organizar o processo, que deve ser aberto em janeiro.
O presidente Donald Trump chamou as acusações de “ridículas” e disse novamente que é vítima de uma “caça às bruxas”.
Segundo a porta-voz da Casa Branca, Stephanie Grisham, o presidente “espera ser absolvido porque não fez nada errado”.
Ainda que seja pouco provável que Trump seja destituído, o processo pesaria em sua campanha no caso de uma tentativa de reeleição.
A presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, disse, durante discurso para anunciar as acusações, que este era um “dia solene”.
“Hoje, em nome da constituição de nosso país, a comissão judiciária da Câmara apresentou duas inculpações contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por crimes e delitos importantes.”
O presidente da comissão para Assuntos Judiciais da Câmara de Representantes, Jerrold Nadler, disse que “ninguém, nem mesmo o presidente, está acima da lei”. Segundo ele, o Comitê Judiciário da Câmara se reunirá nesta semana para considerar as acusações apresentadas e espera-se que elas sejam levadas ao plenário na próxima semana.
 Após dois meses de investigações, os democratas alegaram que Trump condicionou uma ajuda militar à Ucrânia e uma visita do presidente ucraniano Volodimir Zelenski à Casa Branca, à abertura de uma investigação de corrupção sobre o filho de Joe Biden, seu potencial oponente nas eleições de 2020.
Adam Schiff, o congressista que chefia o Comitê de Inteligência da Câmara, disse que “os contínuos abusos de poder perpetrados pelo presidente não lhes deixavam escolha". Segundo ele, "as evidências sobre o comportamento do presidente são esmagadoras e incontestáveis”.
Os democratas também acusam Donald Trump de bloquear a investigação impedindo a transmissão de documentos e declarações de seus principais conselheiros, e também de intimidar possíveis testemunhas. ANG/RFI

Navegação aérea


Representante da ASECNA considera de positivo 13 anos de exercícios da organização na Guiné-Bissau

Bissau, 11 Dez 19(ANG) – O representante da Agência  para a Segurança da Navegação Aérea em África e Madagáscar(ASECNA) considerou  terça-feira de positivo os treze anos de exercícios desta organização no país, “porque permitiu um investimento imediato  em equipamentos modernos e  de capacitação efetiva dos recursos humanos”.

Vista da sede de ASECNA em Bissau
Marcos Alexandre Galina Lopes Correia que falava aos jornalistas na abertura do ato de celebração dos 60 anos  de  existência daquela organização africana de navegação e segurança  aérea, disse que, em todos os aeroportos em que ASECNA opera, existe a mesma qualidade de serviço e equipamentos e capacitação dos recursos humanos.

Informou que a missão principal da ASECNA é de garantir o controlo e a segurança aérea em todos os Estados membros,  desde a descolagem do avião da pista até a sua aterragem e parqueamento.

Acrescentou que neste momento o país dispõe de alguns equipamentos uniformizados  da última geração para segurança aérea nomeadamente um radar inaugurado recentemente no aeroporto internacional de Bissau.

Aquele responsável disse  ainda que a ASECNA tem sete padrões emanados pela Aviação Civil, nomeadamente a navegação aérea, gestão da informação aeronáutica, manutenção dos equipamentos de ajuda à navegação, infraestruturas aeroportuárias, metrologia aeronáutica e  investigações técnicas dos incidentes e acidentes da aviação civil.

Afirmou  que a contribuição da  Guiné-Bissau na ASECNA tem uma percentagem muito baixa, mas isso não implica que no orçamento global da organização  haja algum impacto, frisando que o que se faz é um saco comum onde entra todas as receitas.

Marcos Correia explicou que apesar  de algumas melhorias no volume de tráfico, a Guiné-Bissau  está muito longe da expectativa almejada em termos do potencial, “porque as infraestruturas e  as instabilidades políticas ainda pesam muito”.

Questionado sobre as possibilidade de  aumento de tráfico aéreo no país respondeu que isso não depende da sua organização, mas sim de questões políticas  e do Ministério dos Transportes e Comunicações. ANG/JD/ÂC//SG

Argélia


                      Antigos governantes condenados por corrupção
Bissau, 11 dez 19 (ANG) - A justiça argelina condenou, na terça-feira, antigos dirigentes políticos – incluindo dois antigos primeiros-ministros - e empresários de renome a pesadas penas de prisão no âmbito de um processo por corrupção e abuso de poder.
A sentença é conhecida dois dias antes das eleições presidenciais na Argélia, um escrutínio considerado como uma farsa pela população que continua a reclamar, nas ruas, uma mudança dos dirigentes políticos depois de ter conseguido a demissão do antigo presidente Abdelaziz Bouteflika, em Abril.
Esta é a primeira vez, desde a independência em 1962, que foram julgados dirigentes de topo, considerados intocáveis há menos de um ano.
No banco dos réus estavam 18 personalidades acusadas de corrupção na indústria automóvel e de financiamento ilegal da última campanha eleitoral do antigo Presidente Abdelaziz Bouteflika, candidato a um quinto mandato em Abril antes de ter sido obrigado a renunciar face à pressão dos protestos populares.
Ahmed Ouyahia foi, entre 1995 e 2019, quatro vezes primeiro-ministro, três das quais durante a presidência de Bouteflika. Foi condenado a 15 anos de prisão efectiva.
Abdelmalek Sellal dirigiu o governo entre 2014 e 2017 e liderou quatro campanhas eleitorais do ex-presidente. Foi condenado a 12 anos de cadeia.
Também os antigos ministros da Indústria Mahdjoub Bedda e Youcef Yousfi foram condenados a 10 anos de prisão e uma ex-governadora civil Nouria Yamina Zerhouni a cinco anos de cadeia.
O antigo presidente da principal organização patronal argelina, o Forum dos Chefes de Empresa, e CEO do líder do sector da construção civil, Ali Haddad, foi condenado a sete anos de prisão efectiva.
Outros três destacados homens de negócios, Ahmed Mazouz, Hassen Arbaoui e Mohamed Bairi, todos proprietários de fábricas de montagem de carros, também tiveram penas de 7, 6 e 3 anos de prisão.
Um alto funcionário do ministério de Justiça foi condenado a 5 anos e o antigo director de um banco público argelino a 3 anos.
A sentença foi conhecida dois dias antes das eleições presidenciais na Argélia, um escrutínio denunciado como uma continuação do regime anterior pelos manifestantes, cujos protestos levaram à demissão de Abdelaziz Bouteflika, em Abril, após várias semanas de contestação.
O procurador denunciou que a indústria automóvel teve importantes vantagens fiscais e que é um sector dominado pelo “nepotismo e favoritismo”.
 O escândalo neste sector teria provocado um rombo de 975 milhões de euros nos cofres do Estado e o alegado financiamento ilegal da última campanha eleitoral de Bouteflika teria provocado uma perda no Tesouro de cerca de 830 milhões de euros, ainda de acordo com o procurador. ANG/RFI

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Sociedade


Associação Anticorrupção defende aplicação da  lei de Declaração de Bens pelos titulares de cargos públicos 

Bissau, 10 dez 19 (ANG) – O Presidente de associação Guineense Anticorrupção disse que, desde a sua aprovação, não está a ser cumprida a lei que obriga aos titulares de cargos públicos a declararem os seus bens antes de ocuparem os lugares para que foram nomeados.

 Joel Alo Fernandes manifestou esta preocupação no âmbito da celebração do dia internacional de luta contra a corrupção no mundo.

 Segundo a Rádio Sol Mansi, Fernandes disse que desde que o país aderiu à Organização da Convenção de Luta contra Corrupção, em 2007 nunca viu um “acto concreto” do Governo  nem da Assembleia Nacional Popular para lutar contra o fenómeno de corrupção.

“Estamos a assistir na Guiné-Bissau os gastos de sucessivos Governos com compras de carros, cujos usos não são controlados. Também a lei que obriga os titulares de cargos públicos a declarem os seus bens antes de ocuparem os lugares administrativos, não é aplicada, está morta”,disse Joel Fernandes.

Defendeu  que  os cidadãos não têm contribuído com  denúncias de actos de corrupção porque, segundo ele, “não existe lei de protecção das testemunhas”.

“Estamos a exigir que a Assembleia Nacional Popular crie uma lei de protecção das testemunhas. Nas últimas campanhas políticas, apesar da existência da lei eleitoral que diz que os candidatos devem declarar os bens usados nas campanhas,  habituamos a assistir campanhas de biliões de proveniências duvidosas, e que nem sabemos a origem destes dinheiros”, referiu.

Para a comemoração do dia internacional de luta contra a corrupção no mundo a Associação Guineense Anticorrupção realizou, esta manhã, uma marcha no itinerário  Espaço Verde, do bairro d´Ajuda / Assembleia Nacional Popular, com objectivo de chamar a atenção sobre a  necessidade do envolvimento de todos os cidadãos no combate à corrupção.  ANG/LPG//SG


JOGOS/Tóquio 2020


        Guiné-Bissau com esperança de marcar  presença em três modalidades

Bissau, 10 dez 19 (ANG) - A Guiné-Bissau "espera e está a trabalhar" para participar nos Jogos Olímpicos Tóquio2020, com atletas do judo, luta e atletismo, disse hoje à agência Lusa o secretário-geral do Comité Olímpico guineense.

Eugénio Lopes afirmou que está em marcha um "plano estratégico para possibilitar a qualificação direta" dos atletas das três modalidades que se encontram em treinos em centros de alto rendimento em Portugal e Marrocos.

Só se não conseguirem a qualificação direta, através dos mínimos exigidos por cada modalidade, é que a Guiné-Bissau admite participar através de convites por quotas continentais, assinalou ainda Eugénio Lopes.

Os atletas Taciana Baldé e Diogo Lacerda, ambos judocas, e Jéssica Inchudé, do lançamento e peso, que competem por clubes portugueses, "constituem as grandes esperanças" do país, observou o secretário-geral do Comité Olímpico guineense.

Em Marrocos, estão também dois atletas guineenses, no centro de alto rendimento, com bolsas da solidariedade olímpica, onde treinam e procuram mínimos exigidos para que possam estar nos jogos de Tóquio, referiu ainda Eugénio Lopes.

Eugénio Lopes exorta o Governo a comparticipar nos treinos e nas competições dos atletas que evoluem fora da Guiné-Bissau, lembrando que aqueles poderão ser "bons embaixadores do país se forem aos Jogos".

O responsável do Comité Olímpico guineense destacou ainda que a meta fixada "é estar ao mesmo nível ou melhor" do que a última participação nos jogos do Rio de Janeiro, no Brasil, em 2016, em que a Guiné-Bissau, pela primeira vez, esteve representada por três atletas qualificadas diretamente: Taciana Baldé, do judo, Augusto Midana e Blopasse, ambos de luta olímpica.

O velocista Holder da Silva e a lançadora Jéssica Inchude estiveram no Rio, mas a convite da organização.

A Guiné-Bissau participou, por convite, pela primeira vez nos Jogos Olímpicos, em 2004, em Atenas na Grécia, com o lutador Talata Balde, tendo estado, a partir daí, sempre representado, mas ainda não alcançou qualquer medalha. ANG/Lusa


Saúde Publica


“O bolo orçamental para o sector da saúde não é suficiente para financiar actividades”, diz Magda Robalo

Bissau, 10 dez 19 (ANG) – A ministra da saúde publica disse que os fundos  provenientes do Orçamento Geral do Estado para o sector sanitário não são  suficientes para financiar as actividades de saúde.

Foto Arquivo
 Magda Nely Robaldo Silva acrescenta que que, por causa disso,o sector  depende muito dos seus parceiros de financiamentos e de apoios técnicos e materiais dados à  Guiné-Bissau.

Afirmou que a nova dinâmica do governo  em relação ao sector está centrada em dar “mais e melhor saúde para todos os guineenses”, porque essa nova dinâmica “faz parte do plano Terra Ranka”,  que  valoriza o capital humano, sem distinção de raça, etnia, côr ou sexo,”.

A governante sublinhou que é importante falar com os parceiros para que a governação do sector possa ser transparente e eficaz,permitindo atingir os objectivos e, sobretudo, que a saúde chegue ao guineense  esteja ele onde estiver.

“ A minha visão sobre o sistema nacional de saúde é de fazer chegar os cuidados de saúde que  cada guineenses precisa, esteja ele ou ela onde estiver.“Ainda temos  muitos guineenses longe dos sistemas de saúde, guineenses que não recebem os cuidados com   qualidade, carinho e a dignidade de que precisam: Temos ainda muito trabalho a fazer para que as estruturas de saúde possam fornecer os serviços de que precisamos”, afirmou.

Para tal, de acordo com a Magda Nely Silva, é preciso muito boa gestão, e gerir bem o pouco que existe, “porque pode se fazer muito mais e melhor com o pouco que temos”.
. “Mas temos gerido muito mal e temos que melhorar a gestão para que,  pouco a pouco, o guineense não precisa mais de ir para fora do país”, referiu.

Por outro lado, reconheceu que as greves que se tem verificado no sector de saúde tem limitado as prestações de serviços e condicionado a qualidade dos serviços de saúde que o país tem conseguido prestar à população.

Segunda Magda Silva esses problemas são sistemáticos e afectam a estrutura não só do financiamento como também da prestação dos cuidados.

Salientou que não  são problemas novos,mas sim problemas que  vêm arrastando e que têm a ver com a forma como as pessoas são recrutadas para o sistema de saúde, com as cobranças do dinheiro e com a má utilização dos financiamentos e desvios de fundos  para outros fins.
A ministra assegurou que está-se a  trabalhar para pôr termo à essas práticas, para que as pessoas sejam recrutadas para o sistema com base na meritocracia e para que os financiamentos sejam geridos de forma transparente e que quando uma pessoa eventualmente for apanhada a desviar fundos de sistema de saúde, que seja punida conforme manda a lei.

“Estamos a viver uma situação muito difícil,porque, de facto, há pessoas que estão onde não deviam estar e há pessoas que gastaram dinheiro indevidamente, quando não o deveriam ter feito, e nós vamos pôr cobro à essa situação, porque não podemos continuar a tolerar a impunidade no país”, assegurou.

Apesar dos acordos assinados com os sindicatos do sector,os trabalhadores de saúde continuam a exigir do governo o pagamento de salários e satisfação de outras  reivindicações.

Em reacção a essa questão, a ministra confirmou que chegou a sentar-se com os sindicatos e chegado ao acordo com os mesmos,porém lamenta que apesar dos acordos que o governo já tinha feito e pagamentos realizados como tinha sido acordado com os sindicatos,esses apresentam  cada vez mais reivindicações , sendo algumas delas, segundo Magda,  inaceitáveis”.

“ Já fizemos o pagamento de um mês e estamos em vésporas de fazer o próximo pagamento. Por isso, penso que os sindicatos devem ser mais razoáveis nas suas reivindicações,porque também sabem que as dívidas salariais já vêm de vários meses e que estamos a fazer esforços para poder pagar salários em atraso.Tambem sabem que os cofres do hospital Simão Mendes estavam praticamente vazios e que nós temos feito um esforço nos ultimos três meses para recolher receitas”, disse.

Magda Nely Robaldo Silva criticou a atitude dos sindicatos e presume que algumas das reivindicações desencadeadas estejam a ser levadas para o lado pessoal, individual, e que “injustamente” estão a ser introduzidas no pacote reivindicativo, e a  condicionar a prestação dos serviços no hospital Simão Mendes.

Garante que o Ministerio vai voltar a sentar-se à mesa com os sindicatos para negociar, e disse esperar  que se possa cumprir , quando os acordos são firmados.

Disse que a Guiné-Bissau está como está,porque o pouco que tem recebido dos parceiros para a saúde “não tem sido aplicado para a saúde”. ANG/ “ O Democrata”


Ensino público


      CONAEGUIB apela ao governo para evitar nova paralisação no sector

Bissau, 10 Dez 19 (ANG)- A Confederação Nacional das Associações Estudantis da Guiné-Bissau (CONAEGUIB) apelou esta terça-feira ao governo  no sentido de negociar com os sindicatos do sector de educação para evitar as paralisações  prevista para  16 à 20 do corrente mês.

foto ilustrativo
O apelo foi feito pelo Presidente da CONAEGUIB, Bacar Darame,   na conferência de imprensa  realizada hoje.

“O governo deve chamar os sindicatos para negociarem com a finalidade de evitar novas paralisações no sector educativo, porque os prejudicados com sucessivas ondas de greve são sempre os estudantes”, disse aquele responsável.

Acrescentou que a preocupação da CONAEGUIB singe mais no próximo ano lectivo, tendo justificado que, se os professores retomarem as ondas de paralisações, isso pode afectar o novo ano lectivo.

 O desenvolvimento de qualquer que seja país está na educação. Assim sendo, cabe aos governantes priorizarem a área educativa para que a Guiné-Bissau possa ter progresso.
“É grave quando os futuros dirigentes deste país ficarem parados alguns meses para depois retomarem as aulas. Isso provoca falta de vontade aos estudantes, provoca igualmente dificuldade na assimilação das matérias lectivas nas  diferentes escolas públicas do país”, considerou Bacar.

Questionado qual será o próximo passo  da CONAEGUIB, se o problema de constantes greves persistir no sector da educação, respondeu que farão de tudo para encontrar uma solução na base de dialogo e que, se isso veio a não surtir efeitos, vão  fazer  marchas e outros tipos de protestos como forma de exigir a escola para os que querem estudar.

Os sindicatos do sector do ensino já entregaram ao governo um pré-aviso de greve para levar a cabo mais uma série de paralisações no sector, em protesto a falta de pagamento de salários e de cumprimento do acordo para implementação da Carreira Docente.ANG/AALS/LPG//SG