Sociedade/Representante de ONG Mani Tese diz que casamento infantil continua a constituir “grave violação dos direitos das crianças” no país
Bissau, 01 Jul 26 (ANG) - A representante da Organização Não Governamental (ONG) Mani Tese disse, terça-feira, que o casamento infantil ainda constitui “grave violação dos direitos das crianças” na Guiné-Bissau.
De acordo com a Rádio Sol Mansi, Martina
Pizzolato falava durante a abertura do ateliê nacional de restituição dos
resultados da reunião anual da Rede da África Ocidental para a Proteção das
Crianças (RAO), realizada em Maio último, em Lomé, capital do Togo.
Disse que a pratica além de afectar diretamente
as raparigas compromete o acesso à
educação, saúde e desenvolvimento pessoal..
Pizzolato disse que o casamento infantil é um
fenómeno complexo, influenciado por fatores económicos, sociais e culturais, e
pede para sua irradicação uma resposta
coordenada entre as diferentes instituições que atuam na proteção da criança.
Por sua vez, o Secretário-executivo da
Associação dos Amigos da Criança (AMIC) e coordenador nacional da RAO,
Laudelino Medina alertou para os desafios crescentes enfrentados pela
sub-região africana, evidenciados pela
mobilidade humana, crises de segurança, vulnerabilidades económicas e
transformações sociais.
Medina acrescentou que os referidos desafios têm impacto directo na vida das crianças, e
que aumentam os riscos de violência,
exploração, negligência e abandono.
O representante do Instituto da Mulher
e Criança (IMC), Nelson Freire Incopte, defendeu a necessidade de reforçar as
medidas de proteção da infância, sublinhando que nenhuma criança deve ser
forçada a abandonar a escola para assumir responsabilidades de adulto antes do
tempo.
De acordo com os organizadores, o
encontro realizado em Bissau visa promover um espaço de diálogo, partilha de
experiências e construção conjunta de soluções adaptadas à realidade guineense,
com vista ao reforço dos mecanismos de proteção das crianças em situação de
vulnerabilidade.
A reunião anual da RAO, cujos resultados
foram apresentados durante o ateliê, decorreu em Lomé sob o lema “A RAO face
aos novos desafios e oportunidades: reforçar a proteção transnacional das
crianças e jovens em situação de vulnerabilidade”. ANG/AALS//SG

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