quarta-feira, 1 de julho de 2026

Sociedade/Representante de ONG Mani Tese diz  que casamento infantil continua a constituir “grave violação dos direitos das crianças” no país

Bissau, 01 Jul 26 (ANG) - A representante da Organização Não Governamental (ONG) Mani Tese disse, terça-feira, que o casamento infantil ainda constitui  “grave violação dos direitos das crianças” na Guiné-Bissau.

De acordo com a Rádio Sol Mansi, Martina Pizzolato falava durante a abertura do ateliê nacional de restituição dos resultados da reunião anual da Rede da África Ocidental para a Proteção das Crianças (RAO), realizada em Maio último, em Lomé, capital do Togo.

Disse que a pratica além de afectar diretamente as raparigas  compromete o acesso à educação, saúde e desenvolvimento pessoal..

‎Pizzolato disse que o casamento infantil é um fenómeno complexo, influenciado por fatores económicos, sociais e culturais, e pede para sua irradicação  uma resposta coordenada entre as diferentes instituições que atuam na proteção da criança.

‎Por sua vez, o Secretário-executivo da Associação dos Amigos da Criança (AMIC) e coordenador nacional da RAO, Laudelino Medina alertou para os desafios crescentes enfrentados pela sub-região africana, evidenciados  pela mobilidade humana, crises de segurança, vulnerabilidades económicas e transformações sociais.

Medina acrescentou  que os referidos desafios  têm impacto directo na vida das crianças, e que aumentam  os riscos de violência, exploração, negligência e abandono.

O representante do Instituto da Mulher e Criança (IMC), Nelson Freire Incopte, defendeu a necessidade de reforçar as medidas de proteção da infância, sublinhando que nenhuma criança deve ser forçada a abandonar a escola para assumir responsabilidades de adulto antes do tempo.

‎De acordo com os organizadores, o encontro realizado em Bissau visa promover um espaço de diálogo, partilha de experiências e construção conjunta de soluções adaptadas à realidade guineense, com vista ao reforço dos mecanismos de proteção das crianças em situação de vulnerabilidade.

‎A reunião anual da RAO, cujos resultados foram apresentados durante o ateliê, decorreu em Lomé sob o lema “A RAO face aos novos desafios e oportunidades: reforçar a proteção transnacional das crianças e jovens em situação de vulnerabilidade”. ANG/AALS//SG

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