Ensino /Governo promete reforçar segurança nas escolas públicas após atos de vandalismo em Bissau
Bissau,01 JUL 26 (ANG) – O Ministério da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica anunciou o reforço das medidas de segurança nas escolas públicas para prevenir novos atos de vandalismo, na sequência dos incidentes registados esta semana na Escola Amizade China–Guiné-Bissau, localizada na zona da Estrada de Volta, em Bissau.
Segundo informações publicada na pagina de facebook do
Ministério da Educação Nacional, consultada hoje pela ANG, o anúncio foi feito
pelo ministro da Educação, Barros Bacar Banjai, durante uma visita à instituição
de ensino, que foi alvo de atos de vandalismo praticados por alguns alunos.
Na ocasião,
o governante assegurou que o Executivo irá mobilizar todos os mecanismos
necessários para garantir um ambiente escolar mais seguro, disciplinado e
favorável ao processo de ensino e aprendizagem.
Barros Bacar Banjai defendeu que a escola deve ser um espaço de formação,
respeito, civismo e responsabilidade, pelo que qualquer comportamento que
comprometa o funcionamento das aulas, a preservação dos bens públicos ou a segurança
da comunidade educativa deve merecer uma resposta firme, pedagógica e
preventiva.
O ministro
sublinhou que a segurança nas escolas públicas passará a constituir uma
prioridade no quadro da organização do sistema educativo, defendendo um maior
envolvimento das direções escolares, professores, alunos, pais e encarregados
de educação, bem como das autoridades competentes, na proteção dos
estabelecimentos de ensino.
Para o
titular da pasta da Educação, garantir escolas seguras significa também criar
melhores condições para a melhoria da qualidade do ensino.
“Não é
possível alcançar um bom desempenho escolar num ambiente marcado pela
indisciplina, destruição de materiais, intimidação ou ausência de
responsabilidade colectiva”, disse.
O ministro
apelou aos estudantes para preservarem o património escolar, respeitarem os
professores, valorizarem os equipamentos disponíveis e adotarem uma postura
mais responsável, lembrando que os bens das escolas pertencem ao Estado mas
beneficiam toda a comunidade educativa.
Barros Banjai defendeu ainda que o combate ao
vandalismo deve assentar na responsabilização dos autores, na educação cívica e
no reforço da vigilância, com o objetivo de transformar as escolas públicas em
espaços de paz, disciplina, aprendizagem e preparação das novas gerações.
No encontro,
o presidente da Associação dos Alunos apresentou um pedido de desculpas, em
nome dos estudantes, pelos atos de vandalismo praticados.
Também o
representante dos pais e encarregados de educação pediu desculpas ao ministro, Governo e à Embaixada da República Popular da
China na Guiné-Bissau, parceira da escola, lamentando o sucedido e defendendo a
responsabilização dos envolvidos. ANG/LPG//SG

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