quarta-feira, 1 de julho de 2026

Ensino /Governo promete reforçar segurança nas escolas públicas após atos de vandalismo em Bissau

Bissau,01 JUL 26 (ANG)  – O Ministério da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica anunciou o reforço das medidas de segurança nas escolas públicas para prevenir novos atos de vandalismo, na sequência dos incidentes registados esta semana na Escola Amizade China–Guiné-Bissau, localizada na zona da Estrada de Volta, em Bissau.

Segundo  informações publicada na pagina de facebook do Ministério da Educação Nacional, consultada hoje pela ANG, o anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Barros Bacar Banjai, durante uma visita à instituição de ensino, que foi alvo de atos de vandalismo praticados por alguns alunos.

Na ocasião, o governante assegurou que o Executivo irá mobilizar todos os mecanismos necessários para garantir um ambiente escolar mais seguro, disciplinado e favorável ao processo de ensino e aprendizagem.

 Barros Bacar Banjai defendeu que a  escola deve ser um espaço de formação, respeito, civismo e responsabilidade, pelo que qualquer comportamento que comprometa o funcionamento das aulas, a preservação dos bens públicos ou a segurança da comunidade educativa deve merecer uma resposta firme, pedagógica e preventiva.

O ministro sublinhou que a segurança nas escolas públicas passará a constituir uma prioridade no quadro da organização do sistema educativo, defendendo um maior envolvimento das direções escolares, professores, alunos, pais e encarregados de educação, bem como das autoridades competentes, na proteção dos estabelecimentos de ensino.

Para o titular da pasta da Educação, garantir escolas seguras significa também criar melhores condições para a melhoria da qualidade do ensino.

“Não é possível alcançar um bom desempenho escolar num ambiente marcado pela indisciplina, destruição de materiais, intimidação ou ausência de responsabilidade colectiva”, disse.

O ministro apelou aos estudantes para preservarem o património escolar, respeitarem os professores, valorizarem os equipamentos disponíveis e adotarem uma postura mais responsável, lembrando que os bens das escolas pertencem ao Estado mas beneficiam toda a comunidade educativa.

Barros  Banjai defendeu ainda que o combate ao vandalismo deve assentar na responsabilização dos autores, na educação cívica e no reforço da vigilância, com o objetivo de transformar as escolas públicas em espaços de paz, disciplina, aprendizagem e preparação das novas gerações.

No encontro, o presidente da Associação dos Alunos apresentou um pedido de desculpas, em nome dos estudantes, pelos atos de vandalismo praticados.

Também o representante dos pais e encarregados de educação pediu desculpas ao ministro,  Governo e à Embaixada da República Popular da China na Guiné-Bissau, parceira da escola, lamentando o sucedido e defendendo a responsabilização dos envolvidos. ANG/LPG//SG

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