sábado, 4 de fevereiro de 2023

              Governação/José Medina Lobato é o novo Presidente  da CMB

Bissau,04 Fev 23(ANG) - O Presidente da República, nomeou José Anastácio Medina Lobato para as funções do Presidente da Câmara Municipal de Bissau(CMB), tendo exonerado Fernando Mendes que passa a ocupar a pasta do Secretário de Estado da Administração Territorial e Poder Local, a nova estrutura orgânica do Governo.

O decreto presidencial enviado à imprensa na sexta-feira, informa que, é criada a Secretaria de Estado da Administração do Território e do Poder Local.

O comunicado do Conselho de Ministros, realizado na sexta-feira sob presidência de Umaro Sissoco Embaló, já referia a substituição do presidente da Câmara Municipal de Bissau, que agora ficará a cargo de José Anastácio Medina Lobato.

De acordo com o decreto,  a alteração à orgânica do Governo foi feita sob proposta do primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam.ANG/ÂC

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023


CEDEAO
/Presidente em exercício da organização defende  introdução de eleição direta dos deputados pelo povo

Bissau, 03 Fev 23 (ANG) - O Presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) pediu que os deputados do parlamento da instituição  passam a ser eleitos diretamente pelo povo.

Umaro Sissoco Embaló falava à imprensa, quinta-feira, de regresso ao país depois de  uma visita de dois dias ao Reino de Espanha e à França, no âmbito de cooperação bilateral com os dois  países.

“Uma das reformas que peço para introduzir no parlamento da CEDEAO é a questão de eleição dos deputados pelo povo, porque, na realidade, não devem ser designados apenas por partidos políticos tal como acontece actualmente, porque a democracia é dada sempre pelo povo. Devem ser eleitos na base da democracia que é dado simplesmente pelo povo”, disse Embaló.

Questionado se realmente existe a possibilidade da moeda única na Àfrica Ocidental entrar em vigor até 2027, o chefe e Estado  respondeu que, se existe boa vontade dos dirigentes será possível sim.

“Na base de consenso tudo será fácil uma vez que já existe oito Estados membros da CEDEAO que têm experiência em matéria de convergência monetária”, disse.

O Presidente em exercício da CEDEAO defendeu que  o acordo de  livre  circulação de pessoas e bens deve ser respeitada na prática tendo sustentado que  quando um país entra numa organização leva uma parte da sua soberania.

“No dia 06 de Fevereiro corrente o Presidente da República de  Senegal estará de visita à Guiné-Bissau, nessa ocasião abordaremos o assunto de livre circulação de pessoas e bens de modo a facilitar a situação”, disse o chefe de Estado, Sissoco Embaló.  ANG/AALS/ÂC//SG

Bélgica/UE quer assinalar aniversário da invasão com 10º pacote de sanções à Rússia

 Bissau,03 Fev 23(ANG) – A União Europeia conta adotar o décimo pacote de sanções à Rússia até 24 de Fevereiro, data em que se assinala um ano desde o início da invasão da Ucrânia, anunciou quinta-feira a presidente da Comissão Europeia em Kiev.

Numa conferência de imprensa conjunta com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, por ocasião da reunião entre o colégio da Comissão Europeia e o governo ucraniano  celebrada em Kiev, Ursula von der Leyen garantiu que a UE vai continuar a fazer o Presidente russo, Vladimir Putin, pagar pela sua guerra atroz, com a adoção de novas sanções ainda este mês.

“Antes de Rússia começar a guerra, alertámos muito claramente sobre os custos económicos enormes que iríamos impor em caso de invasão, e hoje a Rússia está a pagar um preço elevado, à medida que as nossas sanções estão a asfixiar a sua economia”, apontou a presidente do executivo comunitário.

“E vamos levar a pressão ainda mais longe. Vamos introduzir, com os nossos parceiros do G7, um limite de preço adicional aos produtos petrolíferos da Rússia e, a 24 de Fevereiro, exactamente um ano desde que a invasão começou, contamos implementar o décimo pacote de sanções”, anunciou então.

Von der Leyen acrescentou que “a Rússia também terá de pagar pela destruição que está a causar, e terá de contribuir para a reconstrução da Ucrânia”.

“Para tal, estamos a explorar com os nossos parceiros como usar os bens públicos da Rússia [congelados pela UE no quadro das sanções] em benefício da Ucrânia”, disse. ANG/Inforpress/Lusa

 

Diplomacia/ Presidente  do Senegal visita Guiné-Bissau na segunda-feira


Bissau, 03 Fev (Inforpress) – O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, anunciou quinta-feira que o seu homólogo do Senegal, Macky Sall, realiza segunda-feira uma visita a Bissau para abordar, entre outros temas, a livre circulação de pessoas e bens entre os dois países.

Umaro Sissoco Embaló falava no aeroporto internacional, em Bissau, à chegada ao país, após visitas de trabalho ao Senegal, França e Espanha.

O Presidente guineense explicou que um dos temas que vai abordar com Macky Sall é a questão da livre circulação de pessoas e bens cuja modalidade actualmente praticada não concorda.

“Não faz sentido dar autorização de apenas 15 dias a um guineense para entrar com o seu carro no Senegal, pelo menos uma autorização de seis meses”, afirmou Umaro Sissoco Embaló.

O Presidente guineense evoca os textos da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO)para lembrar que são de cumprimento obrigatório por todos os países, “sobretudo no capítulo da liberdade de circulação de pessoas e bens”.

Umaro Sissoco Embaló é atualmente presidente em exercício da CEDEAO, que além da Guiné-Bissau, junta Cabo Verde, Costa do Marfim, Benim, Burkina-Faso, Libéria, Gâmbia, Guiné-Conacri, Gana, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra-Leoa e Togo.

Macky Sall é também presidente em exercício da União Africana.

ANG/Inforpress/Lusa

 

EUA/ Republicanos expulsam democrata da Comissão dos Negócios Estrangeiros do Congresso

Bissau, 03 Fev 23 (ANG) - A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos adoptou,  quinta-feira,  uma moção para expulsar a democrata Ilhan Omar da Comissão dos Negócios Estrangeiros.

Os republicanos acusam-na de ter feito declarações anti-semitas no passado, pelas quais ela já tinha pedido desculpa. Ilhan Omar considera que foi excluída por ser muçulmana, imigrante e africana.

Para os democratas, trata-se de uma vingança política por eles terem excluído de comissões parlamentares dois representantes de extrema-direita, há dois anos. O Presidente republicano da Câmara dos Representantes negou qualquer retaliação, ainda que há um ano tenha prometido expulsar alguns democratas de comissões, em caso de vitória republicana na Câmara.

Ilhan Omar é a terceira democrata retirada de uma comissão desde que os republicanos lideram a Câmara. Expulsa da Comissão dos Negócios Estrangeiros, a antiga refugiada da Somália é acusada de ter feito comentários críticos relativamente a Israel no passado, pelos quais pediu desculpa.

Em 2016, antes de entrar no Congresso, ela afirmou que Israel "hipnotizou o mundo" e disse para as pessoas abrirem os olhos para os "danos" provocados pelo aliado dos Estados Unidos. Em 2019, ela sugeriu que o apoio dos republicanos a Israel era alimentado por dons de um ‘lobby’ pró-israelita. Além de ter pedido desculpa, Ilhan Omar disse que não se tinha apercebido que as suas declarações poderiam ser interpretadas como anti-semitas.

Antes do voto que a excluiu da comissão, Ilhan Omar considerou que a sua expulsão não surpreende ninguém, tendo em conta que ela é muçulmana, imigrante e oriunda de África. ANG/Angop

Política/Partidos do “Espaço de Concertação” repudiam intervenção do Executivo em matérias reservadas ao “Governo legítimo”

Bissau, 03 Fev 23 (ANG) – O Espaço de Concertação dos Partidos Democráticos(ECPD) repudiou, quinta-feira, em comunicado, o que diz ser  iniciativas de “Governo inconstitucional” sobre matérias reservadas a um Executivo sufragado nas urnas e legitimado pela Assembleia Nacional Popular.

Em causa estão aprovação pelo Governo do Programa e Orçamento Geral de Estado(OGE) e sua aplicação sem aval do parlamento, que entretanto fora dissolvido desde Maio passado.

A manifestação de repúdio do ECPD, coordenado pelo líder da União para a Mudança, Agnelo Regala e integrada pelo PAIGC, Manifesto do Povo, PCD, MDG e PSD vem expressa num comunicado à imprensa à que a ANG, teve acesso, datado de 02 de Fevereiro deste ano, no qual os refridos partidos dizem  que “o governo não pode validar  o OGE e  Plano  Nacional de Desenvolvimento,  entabular negociações, assinar acordos  e tratados e legislar sobre assuntos relevantes para o desenvolvimento do país sem aval da ANP”.

Acrescentam que o atual governo continua a pratcar atos ilegais feridos de nulidade.

“Sem medir as  consequências dos seus atos, acaba de anunciar ao país, por um comunicado de Conselho de Ministros, do dia 26 de Janeiro de 2023, que validou o documento de Estratégia Nacional  sobre a Segurança Alimentar e Plano Nacional para a Alimentação e a Agricultura”, refere  comunicado.

O comunicado do ECPD refere ainda  que o executivo  criou igualmente a Comissão Nacional das Fronteiras da Guiné-Bissau e  aprovou com alterações o projeto  de decreto relativo à concessão Rural do direito de uso privado de terra à sociedade ”M.Y.A.GB” de uma área de 50 mil hectares, para fins agrícolas.

“O  Ministério dos Transportes e Comunicações do governo ilegal produziu um anúncio sem data, que consideramos de  uma autêntica aberração, na sua fórmula, a suposta privatização das empresas públicas Guiné Telecom e da sua subsidiária Guinetel, empresas criadas em Conselhos de Ministros, pelo Decreto nº15/1989, de 19 Julho e pela licença nº GNBOSTEL001 de 11 de Fevereiro 2005.

A propósito o grupo sustenta que o lançamento do projeto de privatização das empresas públicas, criadas em Conselho de Ministros de um Governo legal, cabe  unicamente a um Conselho de Ministros de um executivo legal, saído das urnas.

 O ECSPD considera o referido anúncio de mais um atropelo das regras elementares de fundamentos dos órgãos de um Estado de Direito.

“É escandaloso e queremos aqui manifestar o nosso repúdio por tais atos e práticas, do atual governo ilegal que no fundo é um governo de gestão, resultante da dissolução da ANP, a 16 de Maio de 2022.Deveria concentrar-se na organização e realização das eleições legislativas antecipadas, inicialmente marcadas para 18 de dezembro, contra o disposto na lei que fixa o prazo de 90 dias. Usurpando as competência e desleixando a missão, passou sete meses a ocupar-se de assuntos que não eram da sua alçada,” lê-se no  documento.

Os partidos  reunidos no fórum denominado “Espaço de Concertação dos Partidos Democráticos” alegam que,  com a dissolução da ANP, não há condições para fiscalizar a utilização dos fundos, assim como não será possível estacionar qualquer força sob a bandeira da CEDEAO ou de outros interesses, factos que, dizem, acabam por envolver a comunidade internacional como “cúmplice e corresponsável pelas vicissitudes de desfecho da crise”.

“Com argumentos falaciosos, imbuídos de má fé e com a intenção de perpetuar no poder com conivência do Chefe de Estado, que num autoritarismo abusivo adia  de novo ilegalmente a data da realização das eleições antecipadas para 4 de Junho de 2023, 13 meses após a dissolução da ANP, para sufocar os partido políticos da oposição e não lhes dar qualquer hipótese de sobrevivência”, refere o comunicado.

O grupo   acusa o Supremo Tribunal de Justica(STJ) de  “manobras dilatórias” com cumplicidade de alguns Magistrados,  e sustenta que “ao invés de o STJ se ocupar-se com a constitucionalidade dos atos praticados pelas autoridades atuais, na aplicação das leis , associa-se a elas na implementação de um plano estratégico maquiavélico  de exclusão, por via judicial, do PAIGC nas próximas eleições”.

 O grupo diz que  se o PAIGC não participar nas próximas eleições, legislativas, elas não terão lugar, e que as consequências imprevisíveis que dali possam resultar serão responsabilidade das atuais  autoridades e dos magistrados do STJ implicados. ANG/JD/ÂC//SG

África do Sul/EUA defendem segurança militar marítima em África para manter estabilidade

Bissau, 03 Fev 23 (ANG) - As Forças Navais dos Estados Unidos da América (EUA) defenderam quinta-feira, na África do Sul, o reforço da segurança militar conjunta nas águas do continente africano para manter a estabilidade global.

Falando numa videoconferência de imprensa sobre o Exercício Obangame Express, patrocinado pelo comando dos EUA para África e conduzido pelas Forças Navais dos EUA em África até sexta-feira na costa ocidental africana, o comandante militar norte-americano adiantou que a troca de experiências "não é suficiente" para combater os crimes marítimos transnacionais nesta região do mundo.

"Este ano incluímos várias oportunidades de formação para forças marítimas e policiais na recolha e tratamento adequados de evidências (de crime)", salientou o responsável do comando-geral das Forças Navais norte-americanas Europa-África, da Sexta Frota dos EUA, acrescentando: "O processo judicial ajuda a fechar o ciclo no trabalho árduo que tem sido feito no mar pelas nossas equipas".

Questionado pela Lusa sobre os principais riscos à segurança marítima na África Austral, o contra-almirante norte-americano destacou "o tráfico de narcóticos ou formas ilícitas de tráfico no mar e segurança marítima".

Participaram no exercício naval norte-americano nas proximidades de Angola, Benim, Cabo Verde, Camarões, Ghana e Nigéria, cerca de 33 países, entre os quais nove europeus - Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Holanda, Polónia, Portugal e Espanha -, segundo o comando das Forças Navais dos EUA Europa-África.

O Exercício Obangame Express 2023, de 23 de Janeiro até 03 de Fevereiro, contou ainda com a participação das forças navais lusófonas do Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.

A África do Sul, que decidiu organizar exercícios navais conjuntos com a Rússia e a China, este mês, e é um dos principais parceiros dos EUA no continente africano, não integrou o Exercício Obangame Express, indicou o contra-almirante Chase Patrick.

O exercício militar multilateral Mosi II, que se realiza no âmbito do Dia das Forças Armadas da África do Sul (21 de Fevereiro), está agendado para de 17 a 27 de Fevereiro em Durban e Richards Bay, província de KwaZulu-Natal, sudeste do país. ANG/Angop 


Cooperação
/Reino de Espanha promete doar à Guiné-Bissau  um apoio orçamental no valor de cinco milhões de euros

Bissau, 03 Fev 23 (ANG) - O Reino de Espanha prometeu doar à Guiné-Bissau um apoio orçamental no valor de cinco milhões de euros tal como já tinham feito Portugal e França, o mesmo valor que está sendo utilizado actualmente nas áreas sociais do país.

A revelação é do Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, em declarações à imprensa, quinta-feira, no seu regresso ao país depois da visita de dois dias  ao Reino de Espanha  e à França.

 “Depois do nosso encontro com o Presidente de França tivemos um encontro de trabalho também com Rei de Espanha e Presidente de Governo espanhol, e  prometeram dar um apoio orçamental no valor de cinco milhões de euros”, contou o Presidente da República.

Umaro Sissoco Embaló sustentou que pediu o Rei de Espanha que use a sua influência para ajudar a Guiné-Bissau no âmbito da cooperação com outros países monárquicos, e que o convidou  a visitar a Guiné-Bissau.

Acrescenta que  o monarca espanhol aceitou usar a sua influência para apoiar a Guiné-Bissau e que prometeu também efetuar uma visita ao país.

“Abordamos a situação de pesca, turismo, construções, transportes fluviais e agricultura. Ficou decidido que vai haver uma reunião brevemente entre a Câmara de Comércio da Guiné-Bissau e de Espanha no sentido de identificar as áreas de investimento”, revelou Embaló.

O chefe de Estado guineense disse que hoje em dia, a Guiné-Bissau está sendo vista como um país para se apostar, mas que  na realidade, a meta é de fazer com que seja um país simplesmente para seguir em frente.

O Presidente da República disse que ainda existe muito trabalho para fazer no sentido de tornar a Guiné-Bissau um país estável e livre de corrupção, tendo por isso reafirmado que o empenho de todos é fundamental .

Umaro Sissoco Embaló disse que, atuamente, o mundo está virado para o sector da agricultura por causa da crise provocada pela guerra da Ucrânia e Rússia e que a Guiné-Bissau  é um país fértil, que necessita  de maior empenho para torná-lo um país de agricultura.

“Penso que, brevemente, a Guiné-Bissau poderá ter o certificado da União Europeia para certificação do nosso pescado, o que é importante para exportação”, referiu Embaló.

Umaro Sissoco Embaló informou que  já existe uma equipa técnica francesa que vai dar  formação ao pessoal das Forças Armadas da Guiné-Bissau e sobretudo  os  fuzileiros navais.

“A Guiné-Bissau tem que preparar a sua Força Armada para estar ao nível das Forças Armadas de sub-região por questões de manutenção de paz e também para cumprir  as missões das Nações Unidas”, referiu o Presidente da República .  ANG/AALS/ÂC//SG

Diplomacia/Espanha e Marrocos acordam acabar com ofensas mútuas sobre territórios

Bissau, 03 Fev 23 (ANG) - Espanha e Marrocos assumiram quinta-feira o compromisso de acabarem com discursos e "práticas políticas" que possam "ofender" a outra parte, especialmente em temas relacionados com a soberania sobre alguns territórios, como o Saara Ocidental, Ceuta e Melilla.

"Assumimos um compromisso de respeito mútuo pelo qual no nosso discurso e na nossa prática política vamos evitar tudo aquilo que sabemos que ofende a outra parte, especialmente o que afecta as nossas respectivas esferas de soberania", afirmou o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, em Rabat, onde na quinta-feira terminou a primeira cimeira entre os dois países desde 2015.

Madrid e Rabat têm tido conflitos diplomáticos recorrentes ao longo dos anos, alguns deles, envolvendo o Saara Ocidental, antiga colónia espanhola ocupada por Marrocos há quase 48 anos, e os enclaves espanhóis de Ceuta e Melilla, que estão no meio de território marroquino e que o país do norte de África reclama, considerando-as "cidades ocupadas".

A cimeira que hoje terminou na capital marroquina selou, segundo os dois países, uma "nova etapa" nas relações bilaterais, iniciada em Abril do ano passado, quando Espanha e Marrocos assinaram uma declaração conjunta para pôr termo a mais uma crise diplomática que se arrastava há um ano.

Nessa declaração, Espanha mudou a sua posição histórica em relação ao Saara Ocidental e reconheceu que a proposta apresentada por Rabat em 2007, para que aquele território seja uma região autónoma controlada por Marrocos, é "a base mais séria, credível e realista para a resolução deste litígio".

Espanha defendia até então que o controlo de Marrocos sobre o Saara Ocidental era uma ocupação e que a realização de um referendo patrocinado pela ONU deveria ser a forma de decidir a descolonização do território.

Em troca, na mesma declaração de Abril passado, Marrocos reconheceu implicitamente ter fronteiras terrestres com Espanha, ao acordar a instalação de alfândegas em Ceuta e Melilla.

Hoje, no final da cimeira de Rabat, os primeiros-ministros dos dois países disseram que Marrocos e Espanha decidiram criar mecanismos para manter um diálogo permanente sobre todos os temas, "por mais complexos que sejam", e acabar com "actuações unilaterais", segundo as palavras de Pedro Sánchez.

A cimeira acabou com a assinatura de 19 acordos, que vão deste as "políticas migratórias", para abrir "vias de migração regular", até à "normalização" da passagem de pessoas e mercadorias pelas fronteiras partilhadas, o que inclui a abertura "ordenada e progressiva" das alfândegas de Ceuta e Melilla, ainda segundo o primeiro-ministro espanhol.

Madrid e Rabat acordaram também uma "nova parceria económica avançada", para abrir caminho a investimentos espanhóis em Marrocos em "sectores estratégicos" para "a modernização e desenvolvimento" do país, como a gestão da água, a ferrovia, o sector agro-alimentar ou o turismo, explicou Sánchez.

"Espanha quer ser um investidor de referência para Marrocos", disse o primeiro-ministro espanhol, numa declaração ao lado do homólogo marroquino, Aziz Akhannouch, sem direito a perguntas dos jornalistas.

Sánchez considerou que esta cimeira (designada oficialmente como uma Reunião de Alto Nível) é "um marco para Espanha e Marrocos", que assim consolidaram "a nova etapa" da relação bilateral, num "clima de confiança mútua e garantia de cooperação como nunca antes tinha existido entre os dois países".

Também Aziz Akhannouch falou num "novo impulso" das relações com Espanha e na consolidação de um "diálogo transparente e contínuo", baseado no "respeito" e nos "interesses mútuos".

O líder do Governo de Marrocos saudou a nova posição de Espanha em relação ao Saara Ocidental e o apoio à proposta marroquina para resolução de um "conflito artificial" naquele território.

Para Aziz Akhannouch, "o número e a natureza" dos 19 acordos hoje assinados pelos dois Governos "consolidam a parceria estratégica" entre Madrid e Rabat e mostram como "as relações económicas superam o que é conjuntural".

"As relações bilaterais nunca tinham alcançado este nível de cooperação", acrescentou, segundo a tradução simultânea oficial para espanhol da declaração em árabe do primeiro-ministro de Marrocos.

Em 2022, e com a recuperação das relações diplomáticas, as trocas comerciais entre os dois países aumentaram 33% em relação a 2021 e os fluxos migratórios ilegais que chegaram a Espanha desde Marrocos diminuíram 25%.

Para a cimeira de Rabat, o socialista Pedro Sánchez levou 12 ministros, nenhum do parceiro de coligação no Governo espanhol, a Unidas Podemos, que discorda da mudança de posição em relação ao Saara Ocidental.

A cimeira realizou-se também num momento de tensão de Marrocos com a União Europeia (UE), por causa do alegado envolvimento de Rabat no escândalo de corrupção "Qatargate", relacionado com alegados subornos de elementos do Parlamento Europeu.

O Parlamento Europeu aprovou recentemente uma resolução em que pede a Marrocos para respeitar a liberdade de expressão, contra a qual votaram os eurodeputados do Partido Socialista espanhol, liderado por Sánchez.

Espanha assume a presidência do Conselho da UE no segundo semestre deste ano e Sánchez disse hoje que será uma oportunidade para um "salto qualitativo" da relação de Marrocos com a Europa. ANG/Angop


Desporto-futebol
/União Desportiva Internacional de Bissau vence por 3-1 ao FC de Cuntum e  isola-se no comando da Guiness-Liga

Bissau, 03 Fev 23 (ANG) – A União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB), visitou e derrotou por 3-1 , a sua congénere de FC de Cuntum, e com esse triunfo, comanda isolada a Guiness-Liga.

As restantes partidas referentes a 6ª jornada produziram os seguintes resultados: Académica de Bissorã-0/Sport Bissau e Benfica-0, Sporting Clube de Bafatá-1/Portos de Bissau-4, FC de Canchungo-2/Massaf de Cacine-1, São Domingos-0/FC de Sonaco-1, BinarFC-0/Flam Pefine-1, CDR.Gabú-2/Os Balantas de Massoa-1, Sporting Clube de Bissau-0/FC de Pelundo-1.

Eis a tabela classificativa da 6ª jornada :

1º- UDIB-16 pts

2º- Portos de Bissau-13 pts

3º- SB Benfica-12 pts

4º- FC Pelundo-11 pts

5º- Flam Pefine-10 pts

6º-Sporting Clube da Guiné-Bissau-09 pts

7º- FC deCanchungo-09 pts

8º- FC de Cuntum-07 pts

9º- Binar FC-07 pts

10º- CDR Gabú-07 pts

11º-AC Bissorã-07 pts

12º-FC de Sonaco-06 pts

13º-Bal Mansoa-05 pts

14º-TF São Domingos-04 pts

15º-Mas.Cacine-04 pts

16º-SC de Bafatá-03 pts

Para a 7ª jornada estão previstos os seguintes encontros: UDIB/FC.Canchungo, SB Benfica/FC.Cuntum, FC Sonaco/BinarFC, OS Balantas de Mansoa/São Domingos, FC Pelundo/Massaf de Cacine, CDR Gabú/Atletico de Bissorã, Flamengo de Pefine/Sporting Clube de Bafatá, Portos de Bissau/Sporting Clube da Guiné-Bissau. ANG/LLA/ÂC//SG

 

 

        

Angola/ Observadores criticam Presidente por “promover” principal suspeito de envolvimento em tráfico de drogas

Bissau, 03 Fev 23 (ANG) - Analistas angolanos criticam o chefe de Estado por nomear o principal suspeito no envolvimento do tráfico de drogas ao cargo de director-geral adjunto do Serviço de Investigação Criminal (SIC).

Trata-se do comissário Fernando Receado, antigo delegado do órgão de Luanda, que tem contra ele um processo instaurado pela justiça angolana.

O Presidente angolano nomeou, há dias, vários responsáveis do Serviço de Investigação Criminal (SIC), entre os quais o comissário, este estando a ser investigado por liderar uma suposta “rede de tráfico de droga”.

A indicação de Fernando Receado para director-geral adjunto do Serviço de Investigação Criminal está a causar indignação entre analistas, uma vez que se desconhece a conclusão da investigação que recai sobre o ex-dirigente do SIC-Luanda.

O advogado Agostinho Canando não ficou surpreendido com a promoção de Fernando Receado, ao alegar que a nomeação do comissário apenas comprova, mais uma vez, a interferência directa do chefe do Estado na justiça angolana.

É uma nomeação com propósito, se calhar de atrapalhar aquilo que são as investigações que estão a decorrer contra este mesmo indivíduo. A partir deste momento vai impedir que as investigações decorram nos seus trâmites normais. Quer dizer que é a justiça angolana a sair lesada, por conta daquilo que é a interferência directa ou indirecta do titular do poder executivo”, sintetizou o também professor.

Já o politólogo José Adalberto sublinha que o presidente ao nomear o comissário não teve boa postura, por estar a decorrer uma investigação sobre o alegado envolvimento do oficial de investigação criminal no tráfico de droga.

Havendo suspensão já não se nomeia a figura. Penso que o presidente andou mal, porque existe um inquérito aberto pela Procuradoria-Geral da República contra a figura nomeada, embora goze do princípio da presunção de inocência, mas é inquirido por ser suspeito de cometer crimes de tráfico de drogas”, comentou o analista.

Em Janeiro deste ano a Procuradoria-Geral da República anunciou a abertura de uma investigação para apurar o envolvimento de altos responsáveis do Serviço de Investigação Criminal no tráfico de droga, incluindo o antigo delegado provincial de Luanda.

Neste momento, ninguém quer se pronunciar e nem mesmo a procuradoria.ANG/Angop

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023


Infraestruturas rodoviárias
/Citadinos satisfeitos com obras de requalificação  das ruas  de Bissau Velho 

Bissau, 02 Fev  23 (ANG) – Alguns citadinos  manifestaram hoje as suas satisfações em relação a requalificação  das estradas do centro da cidade denominado “Bissau Velho”.

Em auscultações  feitas hoje pela repórter da ANG, o assistente despachante Mamadjan Djana considera de viável a reabilitação das ruas do centro de cidade(Bissau Velho).

“Além de ficarem mais bonitas, facilitam as movimentações dos veículos e transportes de contentores e evitam acidentes ou melhor a queda dos porta-contentores encima de pessoas, provocando acidentes mortais, devido aos buracos nas estradas”, disse.

Djana pediu que as obras não ficassem  apenas no centro da cidade mas que sejam extendidas aos  subúrbios da capital. Almeja que haja paz e estabilidade duradoura na Guiné-Bissau para que possa haver mais obras de género.

O jornalista Felipe Cardoso disse que as ruas e avenidas de praça estão bem reabilitadas e diz que até dá prazer  passear e morar ali. Contudo, salientou que é necessário conservá-las, e manter a ordem e desciplina para mantê-las limpas.

“Não é precisso dar paulada à ninguém, mas sim consciencilizar os cidadãos para manterem a higiene e saneamento da cidade através de programas radiofónicos”, disse.

Cardoso pediu ao Estado e a edilidade camarária de Bissau a vigiarem e fazerem os desobidientes cumprirem os seus deveres.

A Rosinha Biaguê, encontrada a vender água também elogiou os trabalhos que estão a ser feitos, mas disse lamentar  o fato de a Polícia Municipal ter acabado com vendas nos passeios da cidade, por causa de uma senhora que cozinhava com a lenha num dos passeios já reabilitado.

Entretanto, Rosinha aconselha  as vendedeiras de água para arranjarem sacos para colocar lixos para não sujar as ruas, frisando que  muitos não colaboram porque mesmo vendo tudo limpo deitam lixos nas ruas.

Ela pede à Câmara Municipal de Bissau para deixá-las vender e tomar medidas contra as infratoras.

Juvenal Correia, Praticante de Despachante disse estar satisfeito com  as obras de reabilitação porque vão facilitar os seus trabalhos, mas chama a a atenção ao governo para determinar as horas em que os porta-contentores podem se movimentar para evitar constrangimentos.

Correia pede aos citadinos para abandonarem o velho hábito de deitar lixos nas ruas porque “quando a cidade fica bonita todos devem  manter o saneamento e limpeza”.

Djucu Sani, estudante de Medicina considera louvável  a iniciativa de reabilitação do centro urbano, uma vez que facilita  a circulação dos meios de transportes. “Outrora o centro da cidade era a zona onde as estradas são  de péssimas condicões”, refere acrescentando que  almeja que obras semelhantes cheguem as regiões.

O Plano governamental de requalificação das ruas prevê intervenções noutras  áreas  de Bissau assim que as obras de Bissau Velho fossem concluidas. ANG/JD/ÂC//SG


Saúde
/Oito técnicos do sector que irão se especializar em Venezuela despedem-se do Vice Primeiro-ministro

Bissau 02 Fev 23 (ANG) – Os oito médicos que vão especializar-se em diferentes áreas da medicina na República Boliveriana da Venezuela despediram-se hoje do Vice Primeiro-ministro, com a promessa de regressarem ao país depois da formação para ajudar a melhorar o Sistema Nacional de Saúde(SNS).

Falando no acto de despedida, Soares Sambú disse que depois da visita do chefe de Estado à Venezuela, virou-se a nova página na relação entre os dois Estados, e segundo ele, se tudo correr como previsto, o Presidente Nicolas Maduro vai visitar a Guiné-Bissau,  numa data a indicar..

O governante aconselhou aos bolseiros a darem o seu melhor uma vez que já estudaram naquele país e agora vão fazer a especialização.

Exortou-os a pautarem pelo rigor e  disciplina  que devem caracterizar a conduta de cada um, frisando que já o fizeram como estudantes e que agora devem o fazer como profissionais de saúde que vão para especialização.

“A Guiné-Bissau necessita e muito, de médicos especializados, para poder fazer face as diferentes patologias que as vezes nos obriga a evacuar doentes nacionais para outros países”, salientou.

Sambú disse que a situação da saúde pública guineense é cada vez mais preocupante, acrescentando que, mesmo as questões que podiam ser resolvidas internamente, acabam por ser resolvidas no estrangeiro, devido   a falta de condições técnicas e humanas  .

O Embaixador da  Venezuela na Guiné-Bissau Eldan Rafael Dominguez Fortty, disse que está feliz, por estar ser  materializado “o sonho” do comandante Hugo Chaves, através do Presidente Nicolas Maduro, ou seja a diplomacia de paz , da irmandade e solidariedade entre os povos da África nesse caso da Guiné-Bissau .

“Depois da visita do Chefe de Estado  Umaro Sissoco Embaló à Venezuela os dois Chefes de Estados chegaram à um acordo para se  continuar com os laços de amizade iniciados em 2006  com o comandante Hugo Chaves, e hoje irão para Caracas oito médicos guineenses que formaram no nosso país, em 2015”, salientou.

Disse que, hoje irão de novo para fazer as especializações em diferentes áreas da medicina tais como pediatria, cirurgia geral, genecologia entre outras.

Dionísio Cumba, ministro da Saúde Pública frisou que o primeiro passo, dado hoje, demostra que nada é impossível e acrescenta que, por terem formado naquele país vão a frente para preparar o caminho para mais  97 outros que irão no próximo mês de Setembro .

O governante pediu aos bolseiros que representem a Guiné-Bissau de uma forma condigna e que voltem para ajudar o SNS a melhorar a sua qualidade, para que o Governo tenha  a capacidade de retensão de quadros dando-lhes uma compensação  condigna.

Dionísio Cumba declarou  que o Ministério vai continuar a lutar para qualificar em termos remuneratórios os seus técnicos sobretudo os especializados.

Em nome dos bolseiros, Hélder Pereira Gomes agradeceu a oportunidade que o Estado lhes deu através da cooperação com a Venezuela, e garantiu que irão dar o seu melhor para no futuro voltarem para contribuir para a melhoria das condições sanitárias.

Hélder Gomes pediu melhores condições de trabalho aos técnicos de saúde em geral,

Entre os oito médicos que vão hoje para a Venezuela, por um período de três à quatro anos, dependendo do tempo da especialização, figura uma única mulher. ANG/MSC//SG

 

 

Rep Popular China/Beijing exorta Washington a encontrar caminho para a recuperação global

Bissau, 02 Fev 23 (ANG) - A China e os Estados Unidos devem "encontrar um terreno comum para a recuperação económica global", defendeu quarta-feira o jornal oficial do Partido Comunista Chinês, a poucos dias de uma anunciada visita a Pequim do chefe da diplomacia norte-americana.

"Os Estados Unidos não abandonaram a sua obsessão em tratar a China como um suposto rival estratégico. Mas, o que o lado americano deve entender é que a competição serve para aprender uns com os outros, recuperar e progredir em conjunto", apontou o Diário do Povo, num editorial.

Apesar de Pequim não ter confirmado a visita, vários órgãos de comunicação social norte-americanos têm apontado, nas últimas semanas, que o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, poderá chegar a Pequim no próximo domingo e permanecer na capital chinesa até segunda-feira.

Trata-se da primeira viagem à China por um secretário de Estado norte-americano desde a deslocação realizada pelo então titular daquela pasta, Mike Pompeo, em 2018.

O Diário do Povo sublinhou que os dois países devem "encontrar forma de se darem bem", visando "desempenhar um papel mais decisivo na promoção da recuperação económica global, após a pandemia de covid-19".

O jornal apelou a que as duas partes se concentrem em tornar visíveis "políticas práticas e acções concretas", após o consenso alcançado em Bali, por ocasião da última reunião entre o líder chinês, Xi Jinping, e o homólogo norte-americano, Joe Biden, à margem da cimeira do G20 (o grupo das 20 maiores economias do mundo).

Os dois líderes concordaram então em definir 'linhas vermelhas' para evitar que as tensões conduzam a um confronto militar.

O jornal sublinhou que Washington vê a China como um "inimigo imaginário" e que, para "evitar conflitos e confrontos", os Estados Unidos devem "compreender a importância da questão de Taiwan" para Pequim.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Mao Ning, disse, esta semana, que Pequim está "pronta" para dialogar, mas que a "comunicação ou cooperação não pode ser exigida à China, enquanto o outro lado continua a interferir nos assuntos internos da China ou a prejudicar os interesses da China", referindo-se a Taiwan.

Nos últimos anos, as relações entre Pequim e Washington deterioraram-se rapidamente, devido a uma guerra comercial e tecnológica e a diferendos em questões de direitos humanos, mas também por causa do estatuto de Hong Kong e de Taiwan ou da soberania do mar do Sul da China.

Os Estados Unidos são o principal fornecedor de armas de Taiwan e seriam o principal aliado do território insular, em caso de guerra contra a China.

Em Agosto passado, a visita a Taipé da ex-presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos Nancy Pelosi gerou fortes protestos por parte do Governo chinês, que considerou a viagem uma provocação e lançou exercícios militares em torno da ilha, numa escala sem precedentes. ANG/Angop

 


Obituário
/Restos mortais do ex-Presidente do PRS chegam ao país na sexta-feira

Bissau, 02 Fev 23 (ANG) – Os restos mortais do ex-Presidente do Partido da Renovação Social (PRS), Alberto Nbunhe Nambeia, que no passado dia 25 de janeiro faleceu em Portugal, vitima de doença prolongada, chegam ao país na sexta-feira, para  cerimónias fúnebres.

Em conferência de imprensa promovida hoje pelo PRS, o Presidente da Comissão Organizadora de cerimónia fúnebre do malogrado, Mário Siano Fambé confirmou que os restos mortais do ex-Presidente do PRS, chegarão as  12h30, TMG.

Segundo Fambé, os restos mortais de Alberto Nambeia sairão do aeroporto Osvaldo Vieira para a residência do falecido, no Bairro de Cuntum, em Bissau, onde permanecerá pelo menos uma noite.

“E já no sábado, os restos mostais serão levados para a sede do partido que presidiu até o momento da sua doença prolongada, para a última despedida  dos seus irmãos dos renovadores”, explicou o Presidente de Comissão Organizadora.

De acordo com as explicações daquele responsável, os restos mortais do malogrado serão ainda conduzidos ao Palácio de Justiça, para a cerimónias de honras do Estado.

Alberto Nbunhe Nambeia, ex-deputado da nação, político de carreira, casado e pai de seis filhos,  morreu aos 59 anos, e os seus restos mortais serão sepultados no Cemitério Municipal de Bissau.ANG/LLA/ÂC//SG     

Portugal/Associação de Hotelaria pede aplicação efectiva do acordo de mobilidade da CPLP

Bissau, 02 Fev 23(ANG) – A presidente da Associação de Hotelaria de Portugal pediu que o efectivo funcionamento do Acordo sobre a Mobilidade entre os Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para facilitação da atribuição dos vistos aos trabalhadores.

Cristina Cisa Vieira falava  terça-feira no programa “Tudo é Economia” na RTP3, tendo afirmado que a taxa de ocupação dos hotéis e alojamentos para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acontece de 01 a 06 de Agosto, em Lisboa, com a presença do Papa Francisco, ronda já os 100 por cento (%).

Segundo essa presidente, o sector tem capacidade de resposta, mas terá que contratar os cerca de 45 mil trabalhadores que foram despedidos durante a pandemia, frisando que essa ocupação “traz também uma pressão grande sobre a operação hoteleira”.

“Temos capacidade de resposta, mas isso vai exigir, ainda assim, umas questões logísticas importantes, o reforço dos recursos humanos e daí, também, a Associação da Hotelaria de Portugal ter vindo a reforçar a extrema necessidade de que o acordo da CPLP para a facilitação de vistos de trabalho, etc, esteja efectivamente a funcionar”.

O Acordo sobre a Mobilidade entre os Estados-Membros da CPLP foi assinado em 17 de Julho de 2021, em Luanda, durante a 13.ª Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP e visou criar e facilitar a mobilidade entre os países da comunidade, através da adopção de um regime mais simples de emissão de vistos.

O acordo estabelece um “quadro de cooperação” entre todos os Estados-membros de uma forma “flexível e variável” e, na prática, abrange qualquer cidadão e em Portugal, entrou em o novo regime de entrada de imigrantes em Portugal, que prevê uma facilitação de emissão de vistos para os cidadãos da CPLP, no âmbito do Acordo sobre a Mobilidade entre Estados-membros nomeadamente para procura de trabalho.

Para além desse novo regime, assinou com Cabo Verde o acordo laboral, com consequência imediata na vinda de trabalhadores de vários sectores de actividade, nomeadamente construção civil, transporte, hotelaria e turismo.

A CPLP integra Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

A JMJ 2023, promovida pela Igreja Católica, deve contar com a participação de mais de um milhão de jovens de todo o mundo, entre Loures e Lisboa, para além de 20.000 e 30.000 voluntários para acompanharem os participantes que se vão distribuir, em termos logísticos, pelas dioceses de Lisboa, Setúbal e Santarém.

A primeira edição aconteceu em 1986, em Roma, tendo depois passado pelas cidades de Buenos Aires (1987), Santiago de Compostela (1989), Czestochowa (1991), Denver (1993), Manila (1995), Paris (1997), Roma (2000), Toronto (2002), Colónia (2005), Sidney (2008), Madrid (2011), Rio de Janeiro (2013), Cracóvia (2016) e Panamá (2019). ANG/Inforpress