quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

Desporto/Reno vence Bairro D’Ajuda II Fase e está na final do Campeonato Inter Bairros 2023

Bissau,13 Dez 23(ANG) – A Formação do bairro de Reno é a primeira finalista do campeonato de defeso Inter-Bairros 2023, a decorrer no Estádio Lino Correia, em Bissau.

O Reno venceu terça-feira (12.12), o Bairro de Ajuda II Fase, por 4-3, na marcação de grandes penalidades, após empate 1-1, no tempo regulamentar.

Numa partida de futebol que o Bairro de Ajuda II Fase inaugurou o marcador pelo seu defesa central Issa, mas na reatar do jogo surgiu o golo do empate do Reno, aos 90+7 minutos, por intermédio de Nelo.

Com este resultado, o Bairro de Reno aguarda o adversário da final entre Cuntum e Caliquir, cuja partida está agendada para hoje, (13.12), quando forem às 16:30, tempo de Bissau.ANG/Golo GB

 

ANP/Forças de Ordem barram entrada ao hemiciclo aos deputados da Coligação PAI Terra Ranka

Bissau,23 Dez 23(ANG) – Os deputados da Coligação PAI Terra Ranka, foram barrados à entrada no parlamento, pela Policia de Intervenção Rápida, quando dirigiam para a retomada da sessão hoje quarta-feira(13), no plenário do hemiciclo guineense, fechado desde que o parlamento fora dissolvido à 04 de Dezembro.

De acordo com a RDP-África, os parlamentares estavam acompanhados de uma multidão que foi dispersada pelos agentes policiais que usaram gás lacrimogêneo, carregando sobre as pessoas.

O Presidente da Assembleia Nacional Popular(ANP), Domingos Simões Pereira, anunciou através de um comunicado datado do dia 09 de Dezembro, a retomada da sessão parlamentar hoje quarta-feira(13), tendo exortado o Governo de gestão a restabelecer a situação, ou seja a ordenar a retirada de militares que foram instalados ali para impedir o funcionamento do parlamento.

Em declarações hoje à imprensa, nas mediações da ANP,  o deputado Armando Mango da Coligação PAI Terra Ranka, disse que foram convocados para retomarem a sessão hoje, pelas 10 horas pelo lider do parlamento.

“E como deputados em cumprimento do regimento da ANP, saimos em direcção ao parlamento para ir responder a convocatória do Presidente da ANP Domingos Simões Pereira e estranhamente deparamos com as Forças de Segurança que nos impediram a entrada na nossa casa e do povo”, salientou Mango.

O deputado disse que, o assunto tem a ver com um decreto do Presidente da República que anunciou a dissolução do parlamento, frisando que, o referido decreto não cumpriu a ditames constitucionais.

“Como todos sabem, as eleições legislativas foram feitas no passado dia 04 de junho do ano em curso e a Constituição da República no seu artigo 94 diz que, a ANP não pode ser dissolvida nos 12 meses posteriores ao escrutínio”, frisou.

Armando Mango sublinhou que, por isso, o decreto presidencial que dissolveu o parlamento não tem nenhum efeito jurídico e por esse motivo o parlamento continua a funcionar normalmente e por isso os deputados devem continuar a cumprir com as funções dadas pelo povo.ANG/ÂC

Comunicação social/ SINPOPUCS exorta  Mama Saliu Sané  abandonar as instalações da RDN e pautar pela legalidade

Bissau, 13 Dez 23 (ANG) - O Sindicato Nacional dos Profissionais dos Órgãos Públicos da Comunicação Social, SINPOPUCS, exortou esta terça-feira, o autoproclamado director geral da Radiodifusão Nacional(RDN),   Mama Saliu Sané, à abandonar as instalações daquela estação emissora.


A exortação de SINPOPUCS consta numa nota de impensa, enviada hoje à ANG, na qual aconselha o Mama Saliu Sané à pautar pela legalidade e normas pré-estabelecidas em vigor no acesso à Função Pública, aguardando um despacho que o oficialize como diretor-geral da RDN, se vier a ser o caso.

No documento, aquela organização sindical  disse que acompanha com  atenção desde o passado dia 6 de dezembro do ano em curso a situação “estranha e inaceitável” que  a RDN, enquanto órgão de Estado, atravessa, motivada pela assunção da Direção do órgão, por Mama Saliu Sané, ex-diretor-geral, sem qualquer despacho que o nomeia ou exonera o atual diretor-geral, Baio Danso, das suas funções.

O SIMPOPUCS condena energicamente a ocupação ilegal e à força de Mama Saliu Sané à Direção da RDN com o cunho dos elementos das forças de ordem.

“Aconselharam-no a permitir imediatamente a todos os trabalhadores da RDN  a terem acesso aos seus postos de serviço e gabinetes”, exortou.

O sindicato responsabilizou a entidade moral que terá patrocinado a violação flagrante, por parte de Mama Saliu Sané das instalações da instituição pública, histórica e de referência nacional  da Guiné-Bissau. 

De acordo com a organização sindical que defende os direitos dos trabalhadores, que cita os relatos de próprios funcionários, “Mama Saliu Sané chegou nas instalações da RDN, acompanhado de elementos das forças da ordem fardados e armados, invadindo e apoderou-se do Gabinete do diretor-geral e autoproclamou-se a reassunção da Direção da Rádio.

Informou que, esta situação revoltou a maioria dos trabalhadores, tendo motivado uma vigília destes à porta da rádio como protesto, à luz da lei, ao comportamento do ex-diretor-geral, Saliu Sané.

O SINPOPUCS criticou ao saber que ainda na terça-feira, dia 12, a boa parte dos trabalhadores foi impedida de ter acesso às instalações da RDN, por alegadamente ordem de Mama Saliu Sané.ANG/JD/ÂC

 

   Religião/Papa quer ser sepultado em basílica de Roma e não no Vaticano

Bissau, 13 dez 23 (ANG) - O Papa Francisco, que completa 87 anos no domingo, revelou hoje que quer ser sepultado na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, e não no Vaticano, e anunciou uma viagem à Bélgica em 2024.

“O lugar já está pronto. Gostaria de ser sepultado em Santa Maria Maior”, admitiu numa entrevista à televisão mexicana N+, hoje divulgada.

Jorge Bergoglio, que lá ia regularmente antes da sua eleição, em 2013, disse sentir uma “ligação muito grande” a esta basílica, localizada no centro da capital italiana, onde já descansam sete papas, segundo o Vatican News.

O bispo de Roma tem o hábito de rezar ali antes e depois de cada viagem ao estrangeiro, tendo também lá ido em junho, quando saiu do hospital após passar por uma cirurgia abdominal.

Francisco também revelou que preparou o seu enterro, simplificando o ritual fúnebre particularmente longo dos papas.

Na mesma entrevista, prestou homenagem ao seu antecessor Bento XVI por ter tido “a coragem” de renunciar ao seu cargo.

Em 2013, o teólogo alemão tornou-se o primeiro Papa desde a Idade Média a renunciar. Faleceu em 31 de dezembro de 2022 e foi sepultado na Basílica de São Pedro, como João Paulo II.

Francisco, que se diz “de boa saúde”, sempre afirmou que estaria disposto a renunciar ao cargo caso deixasse de poder exercer as suas funções, embora defenda que isso “não se deve tornar uma moda”.

O chefe da Igreja Católica anunciou ainda que visitará a Bélgica em 2024, sem especificar a data, e confirmou que ainda estão a ser consideradas viagens à Argentina e à Polinésia.

O Papa fez cinco viagens ao estrangeiro em 2023, mas teve que cancelar a sua viagem ao Dubai para a conferência climática COP28 no início do mês, devido a uma bronquite.ANG/Lusa

 

COP28/ Países aprovam acordo histórico para a transição dos combustíveis fósseis

Bissau, 13 Dez 23(ANG) - Os países que participam na COP28, a decorrer no Dubai, aprovaram esta quarta-feira, 13 de Dezembro, um acordo histórico para a transição dos combustíveis fósseis. No entanto, o texto não faz referência a uma “saída” do petróleo, do gás e do carvão, como tinha sido exigido por mais de uma centena de nações.


Os países que participam na COP28, a decorrer no Dubai, aprovaram esta quarta-feira, 13 de Dezembro, um acordo histórico para a transição dos combustíveis fósseis.

O Presidente da COP28, Al Jaber, fala num " acordo histórico", sublinhando o facto de pela primeira vez a saída dos fósseis constar de uma declaração final.

O secretário-geral da ONU afirmou hoje que o acordo alcançado na Cimeira do Clima do Dubai (COP28) reconhece, "pela primeira vez", a necessidade de abandonar os combustíveis fósseis. António Guterres, acrescentou que o acordo foi alcançado "depois de muitos anos em que o debate sobre esta questão esteve bloqueado".

Simon Stiell, o director executivo da ONU para as alterações climáticas, fez um apelo aos governos para transformarem "as promessas que foram feitas em directivas", reiterando que o mundo assiste " ao início do fim das energias fósseis", embora reconheça que o caminho não é fácil.

O director executivo da ONU para as alterações climáticas alertou ainda para o facto do desenvolvimento dos países, em matéria de consciência climática "ainda não é o suficiente", instando os países à aplicação efectiva do acordo de Paris.

A China declarou que os "países desenvolvidos devem assumir as responsabilidades" para a transição energética.

A França já reagiu a este acordo, afirmando que se trata " de uma vitória du multirateralismo e da diplomacia climática".

As autoridades franceses reconhecem ainda que o texto apela, pela primeira vez,para uma saída progressiva das energias fósseis "em acordo com o objectivo dos 1,5 graus centigrados".

Os países participantes na COP28 aprovaram na quarta-feira por consenso um texto que apela à “transição dos combustíveis fósseis”, “acelerando a acção climática nesta década crucial” com o objetivo de alcançar a neutralidade carbónica em 2050.

No entanto, o texto não faz referência a uma “saída” do petróleo, do gás e do carvão, como tinha sido exigido por mais de uma centena de nações.ANG/RFI

 

COP 28/Guterres diz que países reconhecem pela primeira vez mudanças globais

Bissau, 13 dez 23 (ANG) - O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou hoje que o acordo alcançado na Cimeira do Clima do Dubai (COP28) reconhece, "pela primeira vez", a necessidade de abandonar os combustíveis fósseis.

Guterres acrescentou que o acordo foi alcança do "depois de muitos anos em que o debate sobre esta questão esteve bloqueado".

O acordo global da COP28 reafirma "claramente" a necessidade imperativa de limitar o aumento da temperatura global a 1,5 graus Celsius, exigindo reduções drásticas das emissões globais de gases com efeito de estufa, disse Guterres após a adoção do documento no plenário da cimeira.

"A ciência diz-nos que é impossível limitar o aquecimento global a 1,5 graus sem eliminar gradualmente todos os combustíveis fósseis dentro de um prazo compatível com este limite. Este facto foi reconhecido por uma coligação crescente e diversificada de países", afirmou Guterres.

Os países reunidos na cimeira do clima aprovaram hoje "por consenso" uma decisão que apela a uma "transição" no sentido de abandonar os combustíveis fósseis, anunciou o presidente da COP28, no Dubai.

Na abertura da sessão plenária de encerramento, os delegados adotaram a decisão preparada pelos Emirados Árabes Unidos, que foi aplaudida.

Trata-se de uma "decisão histórica para acelerar a ação climática", afirmou Sultan Al Jaber, presidente da conferência da ONU.ANG/Lusa

 

Guerra Medio Oriente/ Nove soldados israelitas mortos em emboscada num bairro de Gaza

Bissau, 13 dez 23 (ANG) – Militantes palestinianos emboscaram tropas israelitas num bairro denso da cidade de Gaza, matando pelo menos nove militares, noticiaram hoje os meios de comunicação social em Israel.

As tropas terrestres israelitas continuam a travar combates intensos com forças palestinianas na cidade de Gaza e arredores, mais de seis semanas depois de terem invadido o norte do território, segundo a agência norte-americana AP.

Os confrontos prosseguiram durante a noite e hoje em várias zonas, com especial incidência em Shijaiyah, segundo residentes.

A Rádio do Exército disse que as tropas que estavam a revistar um conjunto de edifícios em Shijaiyah, na terça-feira, perderam a comunicação com quatro soldados que tinham ficado sob fogo, provocando receios de um possível rapto.

Quando os outros soldados lançaram uma operação de salvamento, foram emboscados com tiros pesados e explosivos.

Entre os nove mortos estão o coronel Itzhak Ben Basat, 44 anos, o oficial mais graduado a ser morto na operação terrestre, e o tenente-coronel Tomer Grinberg, comandante de batalhão.

Os militares confirmaram as mortes, mas não responderam a um pedido de comentário.

Vários meios de comunicação social israelitas publicaram relatos semelhantes sobre a batalha, disse a AP.

A chuva intensa que caiu durante a noite inundou os campos de tendas na Faixa de Gaza, onde Israel pediu à população que procurasse refúgio.

Devido aos combates e ao bloqueio de Israel a Gaza, o sistema de saúde e as operações de ajuda humanitária entraram em colapso em grande parte do território.

Os trabalhadores humanitários alertaram para a fome e a propagação de doenças entre as pessoas deslocadas.

A guerra entre Israel e o Hamas, que entrou hoje no 68.º dia, foi desencadeada por um ataque sem precedentes do movimento islamista palestiniano em solo israelita a partir da Faixa de Gaza, em 07 de outubro.

Segundo Israel, 1.200 pessoas, na maioria civis, foram mortas no ataque e cerca de 240 pessoas foram raptadas e levadas para Gaza.

De acordo com o exército, 135 reféns permanecem em Gaza, incluindo cadáveres.

Cerca de cem reféns foram libertados no âmbito de uma trégua no final de novembro, em troca de prisioneiros palestinianos detidos por Israel.

Após o ataque de 07 de outubro, Israel prometeu aniquilar o Hamas, bombardeando o território palestiniano sitiado e levando a cabo uma vasta operação terrestre desde 27 de outubro.

A resposta militar israelita já matou 18.412 pessoas na Faixa de Gaza, segundo números atualizados hoje pelas estruturas de saúde controladas pelo Hamas, que governa o território desde 2007, citadas pela agência francesa.ANG/Lusa

 

 Guerra Médio Oriente/ONU aprova resolução que exige cessar-fogo em Gaza

Bissau,13 Dez 23(ANG) - A Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou nesta terça-feira, 12 de Dezembro, com apoio esmagador de 153 países, uma resolução não vinculativa que exige um cessar-fogo humanitário imediato em Gaza. Com esta votação, aumenta a pressão dos Estados sobre Israel, nomeadamente com o Presidente dos EUA, a denunciar “bombardeamentos indiscriminados” na Faixa de Gaza.


Os Estados Unidos integram a lista dos países que votaram contra a resolução não vinculativa que exige um cessar-fogo humanitário em Gaza. No entanto, e de forma inédita, o Presidente dos Estados Unidos denunciou os “bombardeamentos indiscriminados na Faixa de Gaza”, onde a situação humanitária é catastrófica.

Joe Biden criticou o executivo do primeiro-ministro israelita que se opõe à criação de dois Estados, aconselhando Benjamin Netanyahu para que "reforce e mude" o Governo, para encontrar uma solução de longo prazo para o conflito israelo-palestiniano.

"Este é o Governo mais conservador da história de Israel", afirmou o Presidente americano.

Benjamin Netanyahu falou de "desacordos" com o líder americano sobre a sua visão a longo prazo, uma vez terminado o conflito na Faixa de Gaza.

O projecto de resolução, apresentado à Assembleia pelo Egipto, e co-patrocinado por cerca de 80 Estados-membros das Nações Unidas obteve 153 votos a favor, 10 contra e 23 abstenções dos 193 Estados-membros da ONU. Para além dos Estados Unidos, votaram contra este texto Israel, Áustria e entre os países que se abstiveram estão Ucrânia, Itália, Reino Unido ou Cabo Verde. São Tomé e Príncipe não registou o voto.

A resolução, que responde a um pedido sem precedentes do secretário-geral da ONU, António Guterres,  manifesta preocupação com a “situação humanitária catastrófica na Faixa de Gaza”, “exige um cessar-fogo humanitário imediato” e apela à protecção dos civis, ao acesso humanitário e à libertação “imediata e incondicional” de todos os reféns.

As resoluções da Assembleia Geral não são juridicamente vinculativas, ao contrário das resoluções do Conselho de Segurança. Todavia, como defendeu na segunda-feira, 11 de Dezembro, o porta-voz da ONU, Stepháne Dujarric, as mensagens da assembleia “também são muito importantes” e reflectem a opinião da comunidade internacional.ANG/RFI

 


Política/
Novo Primeiro-ministro promete dar toda energia   e capacidade ao serviço do povo

Bissu 13 Dez 23 (ANG) – O reconduzido  primeiro-ministro, Geraldo João Martins, prometeu dar toda a sua energia e capacidade ao serviço do povo, tendo agradecido a confiança depositada na sua pessoa pelo Chefe de Estado.

Geraldo Martins proferiu estas afirmações no acto da tomada de posse onde reafirmou ao Presidente da Republica tal como no passado a sua abosoluta lealdade, tendo igualmente agradecido ao PAIGC a sua direcção e os seus militantes pelo voto de confiança nele depositado.

“Mas é com o povo da Guiné-Bissau que quero sobretudo  renovar o meu compromisso de trabalhar abnegadamente colocando toda a minha e capacidade ao seu serviço e enquanto servidor público que sou e que sempre fui, nunca deixarei de o fazer e nunca deixarei de colocar os supremos interesses da nação guineense acima de quaisquer outro interesse”,afirmou.

Nesse sentido, segundo o político, as principais prioridades estabelecidas no Programa do anterior Governo deverão manter-se com os pilares direcionados para consolidação do Estado de Direito Democratico e a modernização da administracção pública, o crescimento económico e a redução da pobreza, o desenvolvimento do sector produtivo e a infraestruturação  do país.

A valorização a capital humana e a melhoria das condições de vida das populações, bem como o reforço e a consolidação da politica externa, a integração adequada da diáspora e a valorização da biodiversidade e de capital natural, foram outras prioridades elencadas por Geraldo Martins.

O primeiro-ministro enfatizou também que os sectores sociais casos da educação, saúde e as infraestruturas deverão continuar a ser as grandes prioridades, frisando que estes são apenas alguns aspectos daquilo que deverá nortear esta governação para qual estão a contar com apoio e a colaboração de todos.

Adiantou que, é com este espírito que volta assumir com humildade a função do primeiro-ministro com a esperança renovada de uma vida melhor para todos os guineenses e numa Guiné-Bissau de paz , estabilidade e do progresso.

Geraldo Martins enfatizou ainda as realizações do Governo demitido nomeadamente a redução do preços dos produtos da primeira necessidade, fornecimento de energia as algumas localidades do país, aprovação do Programa do Governo e o Orçamento Geral do Estado, resultados que considera de satisfatórios.

“Estas proezas só foram possiveis graças a um trabalho árduo e abnegado de muitos a começar pelos membros dos Governo, passando pelos agentes da função pública dos mais variados escalões.

Martins que também é um dos vice-presidentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), foi reconduzido através do decreto presidêncial n.º 71/2023, depois da dissolução do Parlamento na semana passada, o que culminou com a queda do governo de inclusão da Coligação Plataforma Aliança Inclusiva – PAI Terra Ranka, da qual fazia parte o Partido da Renovação Social (PRS) e o Partido dos Trabalhadores Guineenses (PTG).ANG/MSC/ÂC


Política
/Presidente da República deseja maiores sucessos ao novo primeiro-ministro no desempneho das suas funções

Bissau,13  Dez 23(ANG) – O Presidente da República deseja os maiores sucessos ao primeiro-ministro de iniciativa presidencial, no desempenho das suas elevadas  funções de Estado, tendo prometido para breve nomear e empossar os restantes membros do novo Governo.

Ùmaro Sissoco Embaló falava terça-feira após ter conferido posse ao novo primeiro-ministro, Geraldo João Martins, vice-presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e membro da coligação Plataforma Aliança Inclusiva (PAI -- Terra Ranka), vencedora das últimas eleições legislativas com uma maioria absoluta

Na ocasião, o Presidente da República disse que, perante a grave crise politica que se instalou no país, decidiu, com base nas suas prerrogativas constitucionais, dissolver a Assembleia Nacional Popular no dia 4 de dezembro deste ano.

Afirmou que, os acontecimentos de fevereiro de 2022 e, agora, o golpe da Guarda Nacional de 30 de novembro de 2023, têm características que são muito semelhantes a resistência ao combate à corrupção.

Sublinhou que, os guineenses ainda se lembram dos acontecimentos de 1 de Fevereiro de 2022, frisando que, nesse dia trágico, um grupo armado assaltou o Palácio do Governo que resultou na morte de mais de uma dezena de jovens que serviam o Estado guineense e que o objetivo principal daqueles golpistas era assassinar o Chefe de Estado e alterar pela violência a ordem constitucional.

ʺNaqueles momentos dificeis de Fevereiro de 2022, não perdemos o rumo, aprendemos a lição e chegamos ao ano de 2023 mais fortes e muito mais confiantes. O Estado de Direito Democrático tem de saber defender-seʺ,disse

O Presidente da República referiu que recentemente organizaram as comemorações dos 50 anos da proclamação da independência nacional, na qual mostraram aos distintos hóspedes uma nova realidade guineense, uma outra Guiné-Bissau agora em construção.

Disse que, as forças do passado continuam ainda muito presentes, muito ativas e exemplo disso,  mais uma tentativa de golpe de Estado foi desencadeada no passado dia 30 de novembro pela Guarda Nacional, com um confronto que se prolongou até dia 1 de dezembro, e que resultaram em mortos e feridos.

“De novo, a Guiné-Bissau viu-se gravemente atingida na imagem positiva que vínham construindo”, lamentou o chefe de Estado.

Úmaro Sissoco Embaló disse que, com a recente denúncia de desvio de fundos públicos, o Ministério Público começou logo a fazer o seu trabalho e depois dos primeiros interrogatórios, deparou-se com fortes indícios da prática de crime, e com base nisso, ordenou a detenção de dois suspeitos.

Disse que, no momento crítico de investigação criminal, homens fortemente armados, invadiram as instalações da Polícia Judiciária, retiraram os dois detidos que, depois, foram conduzidos ao Aquartelamento da Guarda Nacional, salientando que, a intenção era evidente, impedir a continuação das averiguações em curso sobre o desvio de fundos públicos.

“A resposta militar enérgica que, entretanto foi desencadeada, conseguiu, depois de um intenso tiroteio, dominar a Guarda Nacional e reconduzir os dois detidos ao Ministério Público”, afirmou.

O Presidente da República dissolveu o parlamento no passado dia 04, na sequência do que considerou ser uma grave crise institucional em decorrência de trocas de tiros entre militares, que disse tratar-se de tentativa de golpe de Estado.ANG/MI/ÂC

 

terça-feira, 12 de dezembro de 2023


RDN
/Autoproclamado diretor-geral restringe à 10 pessoas, entradas de   técnicos e jornalista na estação

Bissau, 12 Dez 23 (ANG) – O autoproclamado diretor-geral da Radiodifusão Nacional(RDN),  Mamasaliu Sané só admitiu hoje a entrada de apenas dez trabalhadores nas instalações da estação emissora, na sequência de manifestação realizada, segunda-feira, pelos funcionários contra sua pessoa.

Mamasaliu Sané se assumiu nos últimos dias, como novo responsável do órgão e  contra-ataca dizendo que  o diretor-geral Baió Dansó e os responsáveis de informação estavam a praticar a  censura, após o Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, ter dissolvido o parlamento e demitido o Governo eleito, no passado dia 04, na sequência de confrontos armados entre a Guarda Nacional e as Forças Armadas.

Numa conversa telefônica, um dos funcionários da RDN, Emerson Gomes Correia, confirmou à ANG a existência de uma lista com os nomes dos trabalhadores autorizados hoje a entrar na estação emissora.

Disse que, a Rádio Nacional conta com um pouco mais 90 funcionários entre técnicos, administradores e jornalistas.

Na segunda-feira os funcionários se manifestaram diante da estação contra Mamasaliu Sané que nos últimos dias se assumiu como novo responsável do órgão e que foi acusado pelos trabalhadores de  estar a impor censura.

Em declarações à imprensa, Filomena Tavares  disse que desde o passado dia 6 que Mamasaliu Sané, antigo diretor do órgão, se assumiu como novo responsável da estação “sem que tenha sido nomeado por ninguém”.

“Na passada quarta-feira, o senhor Mamasaliu Sané, antigo diretor-geral, chegou aqui com polícias e mandou reunir o ‘staff’ que o diretor-geral, Baio Danso, nomeou e disse-nos que a partir daquele dia ele é que é o diretor-geral da Rádio Nacional”, afirmou Tavares.

Falando numa vigília em que os funcionários empunhavam velas acesas, em “sinal de luto” na Rádio Nacional, Filomena Tavares disse que a manifestação visa  denunciar, não só a forma como Mamasaliu Sané assumiu a direção da RDN, mas  também pela  censura de informações que tem sido imposta no órgão.

“Entendemos que isso é um assalto à Rádio Nacional, uma falta de respeito aos funcionários desta rádio que acompanhou o processo da independência da Guiné-Bissau e que está a trabalhar para o desenvolvimento do país”, notou ainda Filomena Tavares.

Os funcionários pretendia manter  a vigília  até à tarde de segunda-feira mas a polícia os dispersou quando estavam a dar entrevistas para vários  órgãos de comunicação social.

Mamasaliu Sané fora nomeado em Conselho de Ministros pelo Governo de iniciativa presidencial que cessou funções com a realização de eleições legislativas antecipadas de Junho passado, ganhas pela Coligação PAI-Terra Ranca, coordenada pelo PAIGC.

O Governo resultante das eleições de Junho nomeou Baio Danso, Diretor-geral da RDN, dando por finda a comissão de serviço que Mamasaliu Sané exercia no órgão. Mal acaba de ser anunciado a dissolução do parlamento no dia 04 de Dezembro, e na ausência do Diretor-geral em exercício, Sane insurgiu-se com polícias na RDN e autoproclamou-se  novo DG da RDN. ANG/LPG/ÂC//SG

ANP/Ministro do Interior nega decidir sobre retirada de forças colocadas nas instalações do parlamento

Bissau,12 Dez 23(ANG) – O indigitado Ministro do Interior e da Ordem Pública, Marciano Indi, disse que a decisão da retirada de forças colocadas nas instalações do parlamento deve ser tomada ao mais alto nível, pelo Governo.

Marciano Indi falava em exclusivo à ANG sobre o comunicado divulgado pelo Presidente da Assembleia Nacional Popular(ANP), Domingos Simões Pereira, em que se anuncia a retomada da sessão parlamentar na quarta-feira(13), no salão do plenário no hemiciclo guineense, fechado desde que o parlamento fora dissolvido a 04 de Dezembro.

Para o efeito, o líder do parlamento,Domingos Simões Pereira exortou o Governo de gestão a restabelecer a situação, ou seja a ordenar a retirada de militares que foram instalados ali para impedir o funcionamento do parlamento.

Simões Pereira exigiu ainda a reposição do corpo de segurança sob a direção do presidente da ANP, de modo a garantir o normal funcionamento da instituição.

Abordado pela ANG sobre o assunto, Marciano Indí disse que, tendo em conta a situação que se registou  no passado dia 01 de Dezembro, a retirada de forças colocadas na sede da ANP  é um assunto que ultrapassa a competência apenas do Ministério do Interior, diz que  que deve ser tratado no plenário governamental.

“É um assunto que merece ser tratado com num diálogo entre todas as autoridades competentes”, disse o governante.

Tendo em conta esse posicionamento do ministro Indi, tudo indica que o parlamento não deverá reiniciar as suas ativiades na quarta-feira conforme previsto.

O Presidente da República reconduziu esta, terça-feira,Geraldo João Martins nas funções de primeiro-ministro e este vai ser empossado hoje a tarde. Não se sabe quando estará em condições de  apresentar ao chefe de Estado Sissoco Embaló o seu elenco governamental, para além de muitas outras situações que ainda estão por esclarecer.

Alguns analistas interrogam se Martins vai chefiar um governo de iniciativa presidencial ou se terá um elenco formado com base em  orientações da Coligação PAI-Terra Ranca, vencedora das legislativas de Junho passado, em respeito as orientações da cimeira da CEDEAO, de domingo passado, que apela ao respeito a Constituição da República, e a retoma imediata do funcionamento das instituições. ANG/ÂC//SG

Economia/Preços das moedas para terça-feira, 12 de dezembro de 2023

MOEDA

COMPRAR

OFERTA

Euro

655.957

655.957

dólares americanos

604.750

611.750

Yen japonês

4.150

4.210

Libra esterlina

761.000

768.000

Franco suíço

690.750

696.750

Dólar canadense

445.250

452.250

Yuan chinês

84.000

85.750

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

164.250

167.000

 Fonte: BCEAO


    
Irão/Família de Mahsa Amini impedida de receber Prémio Sakharov

Bissau, 12 Dez 23 (ANG) - O Parlamento Europeu entregou esta terça-feira,  o Prémio Sakharov a Mahsa Amini, a jovem de 22 anos morreu depois ter sido detida pelo mau uso do véu. A cerimónia decorreu sem a presença dos familiares que foram impedidos pelas de viajar pelas autoridades iranianas.

O Irão proibiu familiares da jovem curda, que morreu depois ter sido detida pelo mau uso do véu, de viajar para receber o Prémio Sakharov que lhe foi atribuído a título póstumo.

A família foi representada em Estrasburgo pelo advogado Saleh Nikbakht, que leu uma mensagem da mãe, Mozhgan Eftekhari, durante a cerimónia.

«O luto por Jina é eterno em mim e ela é imortal para pessoas em todo o mundo. Acredito firmemente que o seu nome, ao lado do de Joana d’Arc, continuará a ser um símbolo de liberdade. Desde o local de nascimento da eterna Jina, transmito-vos a gratidão infinita da minha família e espero que se mantenham firmes e orgulhosos pela vossa escolha. Esperemos que nenhuma voz tenha medo da proclamação da liberdade», leu o advogado da família.

Mahsa Amini morreu em 16 de Setembro de 2022, três dias depois de ter sido detida pela polícia de costumes iraniana por usar um véu que não lhe assentava bem.

A morte da jovem de 22 anos deu origem a meses de manifestações em grande escala contra os líderes políticos e religiosos do Irão, cuja repressão resultou em centenas de mortes e milhares de detenções.

A Presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, afirmou que as jovens tiranias não estão sozinhas prometeu mais sanções contra os líderes iranianos e colocar a Guarda Revolucionária na lista de organizações terroristas.

O Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, criado em 1988, em honra do físico e dissidente político soviético Andrei Sakharov, é atribuído anualmente pelo Parlamento Europeu para distinguir pessoas e organizações que se dedicam à defesa dos direitos humanos e das liberdades fundamentais.

ANG/RFI

 

Moçambique/Vitória da Frelimo nas eleições autárquicas contestada pela oposição

Bissau, 12 Dez 23 (ANG) –  O partido no poder em Moçambique, a Frelimo, conquistou o maior número de votos nas autarquias de Marromeu, em Sofala, Gurúe e Milange na Zambézia e Nacala-Porto em Nampula, segundo dados avançados pelas comissões  distritais de eleições.


A oposição não reconhece os resultados e denuncia irregularidades. 

 Os partidos da oposição não reconhecem os resultados avançados pelo órgãos eleitorais em Marromeu por exemplo onde o cabeça de lista Marcelino José, considera que não houve eleições.

"O que houve foi um terrorismo eleitoral que culminou com aquilo que podemos classificar de assalto a democracia, declarou Marcelino José. Mas nos ja prevíamos isso , porque um dia antes nos dissemos que aqueles senhores que perpetraram ilícitos eleitorais que declararam a Frelimo vencedora eram os mesmos que estariam a dirigir o processo eleitoral".

A representante da Renamo, Maria Enoque, reivindica a vitória do seu partido na autarquia de Marromeu, "com 59% dos votos, contra 32% do partido Frelimo e 9% do MDM", segundo ela.

Os resultados preliminares da repetição da votação em quatro autarquias e divulgados pelas comissões distritais dos órgãos de gestão eleitoral STAE e CNE dão vantagem a Frelimo em Gurúe com 1681 votos. Em Nacala, a Frelimo arrecadou 3150 votos. Em Marromeu, o partido no poder conquistou 8452 votos, maior número de votos também conseguidos segundo dados oficiais, em Milange. ANG/RFI

 

 Política/Jovens detidos  em manifestação em Bissau foram soltos mas denunciam violências

Bissau, 12 Dez 23 (ANG) - Foram soltos todos os jovens que foram detidos no domingo durante uma
manifestação junto da delegação da CEDEAO em Bissau, organizada pela Juventude Africana Amílcar Cabral (JAAC), a vanguarda juvenil do PAIGC.

 Nesta manifestação convocada no próprio dia em que os líderes da sub-região estavam reunidos em cimeira, em Abuja, pretendia-se chamar a atenção da CEDEAO sobre a crise política vivenciada pela Guiné-Bissau desde os acontecimentos de 1 de Dezembro e reclamar o “respeito da Constituição” do país.

Após denunciar  em comunicado "a detenção arbitrária dos dirigentes em pleno exercício do seu direito de manifestar junto da representação da CEDEAO", o Secretariado Nacional da Juventude Africana Amílcar Cabral (JAAC) dá conta hoje de violências durante estas detenções. 

Ao indicar que os jovens detidos eram oito e não quatro contrariamente ao que foi inicialmente indicado pela JAAC, Sabino Gomes Júnior, porta-voz desta organização, esclarece que as suas reivindicações não continham "nenhuma menção à violência" e pede que seja garantida a segurança desses jovens "para que possam seguir uma vida normal".

"Todos os jovens que foram levados já foram soltos. No entanto, nós lamentamos a violência que foi usada pela polícia ou pelos militares, ainda não sabemos explicar bem, porque temos três meninas que foram violentadas. Uma ainda nem sequer consegue andar, foi batida várias vezes nas pernas e ao nível das nádegas. Também temos um dos nossos colegas, que estava a tocar tambor, que partiu o braço. Tem mais uma menina de 16 anos que levou uma bofetada quando já estava lá", refere Sabino Gomes Júnior.

"Foram levados para a segunda esquadra, foram levados na parte da manhã e foram soltos apenas no final do dia. Confirmamos que todos foram soltos, mas lamentamos e condenamos esse uso da violência nos jovens, incluindo essa menina de 16 anos", vinca o porta-voz da JAAC ao mencionar igualmente a vandalização da residência de um dos membros da organização. "Nesse caso, estamos a falar do Sidónio que está no secretariado do sector autónomo de Bissau, que é membro da JAAC. Lamentavelmente, informou que a sua casa foi vandalizada por pessoas desconhecida até agora. Foram lá à procura dele, a perguntar por ele. Ele não estava em casa, estava num lugar seguro. Como não o encontraram, vandalizaram a casa dele. Ele está com medo, mas num lugar seguro que não podemos mencionar aqui", informa o responsável.

Questionado sobre a segurança dos jovens membros da JAAC, o porta-voz da organização refere que "neste momento, todos os colegas não estão a dormir em casa, por precaução". Ao argumentar que "são jovens guineenses que estão apenas a exprimir aquilo que pensam e acreditam que o país deve seguir no caminho da democracia e pelo respeito da lei e da Constituição da República. Não fizeram nenhuma menção à violência, não foram usadas nenhumas palavras abusivas, ou de agressão, ou de insulto", Sabino Gomes Júnior pede "que seja garantida a segurança aos jovens e que possam seguir a sua vida normal".

Relativamente ao resultado da cimeira ontem da CEDEAO durante a qual se apelou ao diálogo, bem como ao respeito pela Constituição, e se recomendou uma investigação transparente dos vários acontecimentos, este membro da JAAC considera que "que a deliberação está a exigir claramente que seja respeitada a Constituição". Neste sentido, "esperamos que o Presidente da República possa dialogar também com os partidos que foram eleitos pelo povo. Tanto os partidos que estão na governação, como o próprio Presidente da República, foram eleitos pelo povo. Então, têm que dialogar. Não queremos que haja violência, mas queremos que se respeite a Constituição", preconiza Sabino Gomes Júnior.

Recorde-se que na madrugada do passado dia 1 de Dezembro, registaram-se dois mortos durante confrontos entre forças da guarda nacional e membros do batalhão do Palácio Presidencial, aquando da retirada à força do ministro da Economia e Finanças e do secretário de Estado do Tesouro das celas onde tinham sido colocados em detenção preventiva, depois de terem sido interrogados pelo Ministério Público no âmbito de um processo relacionado com pagamentos a empresários.

Depois destes acontecimentos que qualificou de “tentativa de golpe de Estado”, o Presidente da República decidiu no passado dia 4 de Dezembro dissolver o Parlamento e acusou o Presidente da Assembleia Nacional Popular e líder do PAIGC, o seu mais direto adversário político, Domingos Simões Pereira, de estar por detrás do sucedido. Este último desmentiu essas acusações e apontou, por seu turno, o dedo a Umaro Sissoco Embalo a quem acusou de estar a conduzir um “Golpe de Estado Constitucional”. .

Entretanto, neste fim-de-semana, Domingos Simões Pereira, convocou para esta quarta-feira a sessão plenária do parlamento, apesar da ordem de dissolução do Presidente da República que, por sua vez, reconduziu, esta terça-feira, Geraldo Martins, nas funções de primeiro-ministro. ANG/RFI