sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Literatura/Escritor  Manuel da Costa lança mais uma obra literária intitulada “Clemência de Pau-de-Sangui”

Bissau, 17 Out 25 (ANG) – O escritor guineense Manuel da Costa vai lançar na próxima sexta-feira(24), a sua nova obra literária, intitulada “Clemência de Pau-de-Sangui”, de 260 páginas.

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), o escritor Manuel da Costa explicou que o título do seu mais recente livro “Clemência de Pau-de-Sangui”, chama a atenção sobre os “abusivos cortes de madeiras” registados durante o período do Governo de transição   2012/14.

“Penso que foi o ano em que a sociedade guineense testemunhou triste cenário de destruição das matas  nacionais, com abusivos cortes ilegais de madeiras, originando assim a extinção de várias espécies, Pau de Sangue, por exemplo,  uma das árvores de extrema importância, que oferece boa qualidade de madeira”, disse.

Manuel da Costa considera que essa prática terá contribuído para as alterações climáticas no país, com reflexo nas chuvas, aumento da temperatura e outras consequências.

Manuel da Costa já tem nove obras literárias lançadas na banca, nomeadamente, “Lembrança, Os Caminhos da Morte, Caço ao Fugitivo”.

“Para escrever a minha última obra tive apoio de Observatório Guineense de  Droga e Tóxico Dependência”, revelou da Costa que diz que o sector da literatura na Guiné-Bissau está num bom caminho, uma vez que os escritores guineenses, estão constantemente a trabalhar, lançando diferentes obras no mercado.

Lamentou entretanto  a falta de apoio aos escritores por parte de sucessivos Governos.

“A maioria dos livros lançados no país, se deve ao esforço do autor, ou de apoios  singulares de empresas ou pessoas de boa vontade, mas não do Governo”, disse.

Manuel da Costa criticou que o Estado da Guiné-Bissau nunca promove eventos culturais para premiar  escritores ou músicos, tal como acontece em  alguns países.

 “Os escritores  os músicos merecem ser motivados com prémios, para se sentiram honrados e dignificados pelos trabalhos feitos”, disse.

Sobre o poder de compra de livros, o escritor o considera de fraco, e diz que é por isso que as  produções de  exemplares são reduzidas.

“Estou a trabalhar com o grupo Amantes da Literatura, andamos de escolas à escolas, para partilhar com os alunos o nosso conhecimento no setor da literatura, desde poesias à  escrita, e   entendemos que é muito bom fazer isso. Era suposto ser o Governo a ter esta iniciativa , através do Ministério de Educação,  mas não foi o caso,” disse Manual da Costa.ANG/LLA/ÂC//SG

Política/”PAI-Terra Ranka e API-Cabaz Garande renovam compromisso de trabalharem juntos para salvar a democracia”, diz Domingos Simões Pereira

Bissau, 17 Out 25(ANG) – A Plataforma Aliança Inclusiva(PAI-Terra Ranka) e Aliança Patriótica Inclusiva(API-Cabaz Garande), renovaram o compromisso de trabalharem juntos de forma a salvarem os pressupostos da democracia no país.

Domingos Simões Pereira, líder da PAI-Terra Ranca foi quem fez esta declaração, esta sexta-feira, à saída de um encontro com Fernando Dias, candidato presidencial independente, numa das sedes do  PRS, ala Fernando Dias, integrante da Coligação API-Cabaz Garande.

As duas coligações foram entretanto excluídas das próximas eleições pelo Supremo Tribunal de Justiça.

 “Entendemos ainda estender convites à outras entidades políticas que estejam igualmente preocupados como nós, em salvar os pressupostos da democracia e restaurar liberdades fundamentais no país”, disse Simões Pereira, líder do PAIGC.

Domingos Simões Pereira disse que no encontro concluíram, sobretudo, que é preciso que a comunidade nacional e internacional compreendem que a democracia está em risco na Guiné-Bissau porque as eleições convocadas para o dia 23 de Novembro deve acontecer num quadro de inclusão.

“Foi neste aspecto que perto do final da nossa reunião, tivemos a informação de que o Supremo Tribunal de Justiça fixou aquele que estão a considerar a lista definitiva dos concorrentes” , referiu.

O líder da PAI- Terra Ranka disse que qualificam o ato de “fuga em frente” e tentativa de sonegar o direito do povo guineense de escolher, com total liberdade.

“Por isso, em conjunto, vamos manifestar a nossa condenação inequívoca a esta intenção de silenciar o voz do povo guineense”, disse.

Perguntado sobre as razões que estão por detrás do cancelamento da marcha que havia sido agendada para o passado dia 15 de Outubro, Domingos Simões Pereira respondeu que isso tem a ver com a necessidade de melhor preparar a participação das entidades políticas e sociais interessadas em participar no evento. ANG/ÂC//SG

Sociedade/Ex-Primeiro-ministro Artur Sanhá vítima de agressão por indivíduos desconhecidos

Bissau, 17 Out 25(ANG) – O ex-Primeiro-ministro e antigo secretário nacional do Partido da Renovação Social(PRS), António Artur Sanha foi, na noite de quinta-feira, vítima de agressões, por parte de indivíduos não identificados nas Zonas do cruzamento de Guimetal ,em Bissau.

Segundo uma fonte familiar contatada pela ANG , Artur Sanhá estava na sua viatura proveniente do Bairro de Quelelé e seguia para a sua residência e parou junto a retunda do Guimetal para comprar pão, numa padaria.

Ao sair da viatura, de acordo com a fonte, foi atacado por  indivíduos que empunharam  arma branca e que tentaram  roubar uma sacola que pendurava no pescoço.

“Durante a puxa-puxa, os malfeitores causaram  ferimentos ligeiros na cara de Artur Sanhá e conseguiram levar a sacola que continha alguns documentos e a chave da sua viatura”, informou.

A fonte disse a ANG  que a agressão não tem nada a ver com a política, tendo em conta que na referida zona, que liga a Retunda de Guimetal  ao troço de São Paulo, são frequentes as agressões de cidadãos por parte de malfeitores.

“Muitos cidadãos, principalmente as mulheres, já foram vítimas de agressões, e roubos de tele móveis por parte de malfeitores naquela zona, durante a calada da noite”,disse a fonte.

O caso já está entregue as forças policiais que já fizeram  as primeiras diligências para a captura dos suspeitos. ANG/ÂC//SG

       Portugal/ Nova Lei dos Estrangeiros promulgada por Marcelo Rebelo de Sousa

Bissau, 17 Out 25 (ANG) – A nova lei de estrangeiros em Portugal foi promulgada, quinta-feira, pelo  Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, após meses de discussão e um chumbo do Tribunal Constitucional.

 Rebelo de Sousa ficou satisfeito com as alterações ao diploma e, desta vez, deu luz verde à lei que aprova o regime jurídico de entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros do território nacional.

O diploma que foi revisto e aprovado na Assembleia da República no final de Setembro limita os vistos para procura de trabalho, altera as condições para concessão de autorização de residência a cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa(CPLP) e altera as regras para reagrupamento familiar.

O reagrupamento familiar foi um dos  grandes pontos de discórdia no parlamento e também atrasou a promulgação do diploma.

A 24 de Julho o Marcelo de Sousa submeteu a primeira versão do decreto do Parlamento ao Tribunal Constitucional, por considerar que as alterações em matéria de reagrupamento familiar pereciam “restringir .de forma desproporcional e desigual, o princípio da união familiar”, podendo não acautelar o superior interesse da criança, forçada a lidar com separações prolongadas".

Os juízes do Palácio Ratton deram-lhe razão, declarando inconstitucionais cinco normas do decreto sobre o direito ao reagrupamento familiar.

Com as alterações, mantém-se o princípio de que este direito só pode ser exercido pelo cidadão estrangeiro que tenha autorização de  residência, válida em Portugal ,“há pelo menos dois anos”.

O prazo de dois anos não se aplica no caso de filhos não se aplica no caso de filhos “menores ou incapazes nem ao “cônjuge ou equiparado que seja, com o titular de autorização de residência, progenitor ou adotante de menor ou incapaz a cargo”.

Para os casais sem filhos em comem, estabelece-se um prazo “de 15 meses” de residência legal em Portugal para reagrupamento com o “cônjuge ou equiparado que com o titular tenha coabitado durante, pelo menos, 18 meses no período imediatamente anterior `a entrada deste em território nacional”.

Além disso é necessário que a união cumpra os parâmetros legais reconhecidos em Portugal, excluindo por isso casamentos forçados, polígamos ou com menores.

Mantém-se os dois anos com condição para se pedir o reagrupamento com os restantes membros da família, filhos maiores de idade e ascendentes (que não sejam incapazes).

No entanto, a lei prevê algumas exceções. O prazo de dois anos pode” ser dispensado em casos excecionais devidamente fundamentados, por despacho do membro do Governo responsável pela área das migrações, tendo em consideração a natureza e a solidez dos laços familiares da pessoa e a efetividade da sua integração em Portugal, à luz dos princípios da dignidade da pessoa humana e a da proporcionalidade”.

Ficam ainda dispensados de tempo mínimo de residência vistos gold, profissionais altamente qualificados e os que têm o Cartão Azul da União Europeia (título de residência e trabalho destinado a profissionais altamente qualificados de países fora da UE).

Para poder trazer a família para Portugal, o cidadão estrangeiro tem de ter alojamento adequado e meios de subsistência suficientes (sem contabilizar as prestações sociais, como o abono de família ou subsídio de desemprego).

No diploma estão previstas medidas de integração para a família, designadamente, a aprendizagem da língua. Deverão ser apresentados certificados de proficiência emitidos por parte de entidades reconhecidas. No caso de cidadãos da CPLP, isto não é necessário.

No caso de menores que passem a viver em Portugal também é necessária a frequência do ensino obrigatório.

Os vistos de procura de trabalho que permitiam aos estrangeiros vir para Portugal à procura de trabalho estão agora restringidos a profissionais "com elevadas qualificações".

No entanto, a lista de profissões ainda não foi divulgada pelo Governo. De acordo com o texto da lei, será ainda publicada uma portaria conjunta entre vários ministérios para definir quais as profissões que se enquadram nesta categoria.

No caso dos vistos de trabalho para setores essenciais a lei estipula que o Governo celebre "acordos de mobilidade que correspondam a necessidades de setores estratégicos da economia".

Portugal está vinculado ao acordo da CPLP, pelo que se mantém a dispensa de parecer da AIMA para os vistos CPLP, mas passa a ser exigido um parecer da unidade de fronteiras do Sistema de Segurança Interna na atribuição destes vistos.

O pedido de autorização de residência CPLP fica limitado a quem disponha de visto de residência, deixando de ser possível pedi-lo em território nacional com vistos de turismo ou com isenção de visto.

Segundo o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, o objetivo do diploma é limitar os fluxos de entrada de imigrantes em Portugal. De acordo como relatório "Migrações e Asilo", divulgado nesta quinta-feira pela AIMA (Agência para a Integração, Migrações e Asilo), Portugal tinha a 31 de dezembro do ano passado pelo menos 1.543.697 cidadãos estrangeiros a residir em território nacional.

Quer isto dizer que a população imigrante praticamente quadruplicou em sete anos, passando de pouco mais de 420 mil cidadãos estrangeiros a residir em Portugal para mais de 1,5 milhões.

A população potencialmente ativa representa 85,5% dos cidadãos estrangeiros residentes, com destaque para o grupo etário entre os 18 e os 34 anos (42%). Já a população jovem entre os 0 e 17 anos representa 8,2%, enquanto que a população com mais de 65 anos situa-se nos 6,3%.

A nacionalidade brasileira mantém-se como a principal comunidade estrangeira residente em Portugal, com uma representação de 31,4% do total. Mas os indianos (98.616) já são a segunda nacionalidade mais representada entre os cidadãos estrangeiros. ANG/Euro News (Português)


                 Madagáscar/Coronel Randrianirina é o novo presidente

Bissau, 17 Out 25 (ANG) - O líder do recente golpe de estado em Ma
dagáscar, coronel Michael Randrianirina, comandante de uma unidade de elite, prestou hoje juramento como novo presidente.

subida formal ao poder de Randrianirina acontece três dias após o seu anúncio de que as forças armadas locais iam tomar conta do país, ilha-continente de África, ao largo da costa moçambicana, com cerca de 30 milhões de habitantes.

 

A iniciativa surgiu após três semanas de protestos contra o governo, sobretudo por parte de jovens, mas foi condenada pelas Nações Unidas e levou mesmo à exclusão provisória de Madagáscar da União Africana.

O presidente do país, Andry Rajoelina, está em paradeiro desconhecido, após ter fugido da ilha por temer pela própria vida durante a rebelião.

Randrianirina é comandante do Corpo de Administração de Pessoal e Serviços do Exército Terrestre (CAPSAT) e liderou a intentona na terça-feira, anunciando a suspensão da Constituição malgaxe.

Madagáscar sofreu três golpes anteriores, em 1972, 1975 e 2009, este último também com a participação do CAPSAT, que levou ao poder o próprio Rajoelina, então líder da transição e agora derrubado pelo mesmo corpo militar.ANG/Lusa

 

França/Quatro homens detidos em França por planearem homicídio de rival de Putin

Bissau, 17 Out 25 (ANG) - Os serviços secretos franceses detiveram quatro homens, de nacionalidades francesa e russa, suspeitos de planearem o assassínio em França de Vladimir Ossetchkine, opositor exilado do Presidente russo, Vladimir Putin, informou o jornal Le Parisien.

procuradoria francesa antiterrorismo abriu uma investigação por "associação criminosa terrorista com o objetivo de preparar crimes de atentados contra pessoas", noticiou o jornal na quinta-feira.

Os quatro detidos, com idades entre os 26 e os 38 anos, aguardam comparência perante um juiz antiterrorismo para confirmação das acusações de que são alvo.

O Le Parisien noticiou que investigadores franceses detetaram recentemente atividades suspeitas perto da casa de Ossetchkine em Biarritz, cidade no sudoeste de França onde está exilado desde 2015.

Ossetchkine ganhou notoriedade por denunciar num site a prática de tortura em prisões russas. ANG/Lusa

 

   Cote d´Ivoire/ Cinco países africanos se comprometem a financiar o ADF-17

Bissau, 17 Out 25 (ANG) – Cinco dos países economicamente mais vulneráveis ​​da África se comprometeram a contribuir rapidamente para a 17ª reposição do Fundo Africano de Desenvolvimento (FAD-17), marcando a crescente apropriação do continente por sua própria agenda de desenvolvimento.

Gâmbia, Gana, Libéria, Serra Leoa e Sudão, todos enfrentando vulnerabilidades significativas de dívida, anunciaram seu apoio financeiro ao ADF durante uma reunião na terça-feira, 14 de outubro de 2025, com o novo presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Sidi Ould Tah, à margem das Reuniões Anuais do Banco Mundial e do FMI em Washington.

Gana, que enfrenta desafios orçamentários significativos, causou um impacto particular ao anunciar que aceleraria o pagamento de sua assinatura e coorganizaria com o Reino Unido uma sessão de mobilização de recursos para a ADF-17, programada para ocorrer em Londres em meados de dezembro.

“Este é um forte sinal de confiança na governança do Banco”, disse o Ministro das Finanças de Gana, Cassiel Ato Forson. A Gâmbia também confirmou sua intenção de contribuir para o fundo, enquanto a Libéria e Serra Leoa se comprometeram com alocações orçamentárias específicas.

Essa mobilização de Estados africanos, frequentemente beneficiários do FAD, reflete uma mudança de paradigma no financiamento do desenvolvimento do continente. O presidente Ould Tah vê isso como prova da "crescente confiança na visão e na governança da instituição".

No entanto, os cinco países pediram ao BAD que intensificasse seu apoio às iniciativas de reestruturação da dívida e priorizasse no ADF-17 as questões de fragilidade, resiliência e emprego jovem, desafios com os quais estão intimamente familiarizados. ANG/FAAPA

   

             Etiópia/Madagáscar suspenso dos órgãos da União Africana

Bissau, 17 Out 25 (ANG) – A União Africana (UA) decidiu na quarta-feira à noite suspender, com efeito imediato, a participação da República de Madagascar em todas as atividades, órgãos e instituições da União, até o restabelecimento da ordem constitucional, segundo informações da organização pan-africana.


A medida ocorre um dia após o anúncio, em Antananarivo, da tomada do poder pelo exército e da dissolução de todas as instituições, com exceção da Assembleia Nacional, que havia votado anteriormente pela destituição do presidente Andry Rajoelina.


Madagascar vem sendo abalada desde 25 de setembro por um movimento de protestos, fruto de recorrentes cortes de água e eletricidade, e agora estendido a reivindicações mais amplas.ANG/FAAPA

 

Turquia/ Marrocos para fortalecimento de parceria estratégica África-Turquia

Bissau, 17 Out 25 (ANG) – Marrocos está comprometido em trabalhar para fortalecer uma parceria estratégica equilibrada e frutífera entre África e Turquia, impulsionada pelo codesenvolvimento e pela criação de valor agregado, disse quinta-feira em Istambul o Secretário de Estado marroquino para o Comércio Exterior, Omar Hejira.

Falando no 5º Fórum Econômico e Empresarial Turquia-África, o Sr. Hejira e
nfatizou que o Reino fez da cooperação Sul-Sul, particularmente com os países africanos, uma alavanca fundamental de sua política externa, com base na convicção de que o desenvolvimento sustentável no continente é baseado em parcerias responsáveis ​​e produtivas.

Ele observou, a esse respeito, que as relações entre a África e a Turquia estão em constante crescimento, com um comércio estimado em 33 bilhões de dólares, especialmente porque as perspectivas dessa parceria são promissoras em diferentes áreas.

Ele também acrescentou que a visão atlântica e africana do Reino abre caminho para a cooperação tripartite entre Marrocos, Turquia e África em grandes setores com alto potencial.

O Secretário de Estado marroquino aproveitou a oportunidade para destacar a resiliência da economia marroquina, a modernização da infraestrutura e o arsenal de grandes acordos comerciais que fazem do Reino uma porta de entrada privilegiada para empresas turcas nos mercados africanos.

Nesse sentido, ele citou a complementaridade entre Marrocos e Turquia como um modelo pioneiro de cooperação ao serviço do continente africano, com base na solidariedade, na confiança e no interesse mútuo.

Ele também garantiu que o Marrocos está disposto a trabalhar em conjunto com a Turquia e os países africanos para construir uma parceria estrutural e duradoura a serviço do povo.ANG/FAAPA

  

Saúde pública/DG do HNSM indignado com vigília dos técnicos de saúde afectos aquela instituição

Bissau, 17 Out 25 (ANG) - O Diretor-geral do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM) manifestou , quinta-feira, a sua indignação face a vigília efetuada pelos técnicos de saúde daquela maior instituição de saúde pública do país, por estar a decorrer negociações para se solucionar algumas das reivindicações do sindicato do setor.

José Henrique Mendes Pereira falava, em declarações à imprensa, em jeito de reação à vigília efetuada, quinta-feira, pelos técnicos de saúde do HNSM para exigir  a melhoria de condições de trabalho, o  pagamentos dos atrasados salarial e pagamento de subsídios entre outras reivindicações.

Mendes Pereira recomendou ponderação aos técnicos de saúde.

 “Sempre temos dialogado com a direção do Sindicato de Base,  só que temos as nossas limitações, provocadas pela própria conjuntura mundial. Assim sendo, será impossível resolver todos os problemas de uma só vez”, disse aquele responsável.

 Mendes Pereira disse não querer acreditar que  existe algo por detrás dessa iniciativa  dos técnicos de saúde do HNSM de fazer uma vigília, quando na realidade não existe  necessidade para tal.

Os funcionários do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM)  realizaram quinta-feira uma vigília à entrada principal daquele estabelecimento hospitalar, na qual denunciaram situações precárias com que se deparam.


Na voz do Presidente do Sindicato dos Funcionários deste maior centro hospitalar do país, Iburaimi Sambu, informam que nenhum dos serviços da unidade hospitalar está em condições de funcionar.

Denunciaram que  as infraestruturas se encontram em péssimas condições e que os doentes são atendidos em circunstâncias desumanas, e ameaçam paralisar os serviços a partir da próxima segunda-feira(20).

Entretanto, Primeiro-ministro, Braima Camará convocou para hoje o sindicato de base do Hospital Nacional Simao Mendes, numa tentativa de encontrar soluções para os pontos de reivindicação apresentados.ANG/AALS//SG

 

Política/Diretor do PBF reafirma apoio às iniciativas de consolidação da paz no país

Bissau, 17  Out 25 (ANG) -  O Diretor do Fundo das Nações Unidas para a Consolidação da Paz (PBF), reafirmou, em comunicado, o apoio contínuo da organização às iniciativas de consolidação da paz e desenvolvimento inclusivo em curso no país.

Brian J. Williams esteve de visita à Guiné-Bissau entre 06 e 11 de Outubro, no decurso da qual manteve encontros com as autoridades guineenses, nomeadamente o Primeiro-ministro, Braima Camará e o ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades, Carlos Pinto Pereira, durantes os quais reiterou o compromisso do Fundo de continuar a apoiar iniciativas de paz na Guiné-Bissau.

Segundo o comunicado, o diretor Williams destacou o papel central das comunidades na consolidação de uma paz sustentável, sublinhando que é fundamental envolver as comunidades locais na consolidação da paz.

“Quando se fala de comunidades, refere à todos os seus elementos, nomeadamente líderes tradicionais, mulheres , jovens e líderes religiosos, porque  todos têm um papel a desempenhar. Um verdadeiro envolvimento comunitário significa incluir todos”, refere o comunicado.

A missão Williams incluiu uma visita de campo à cidade Bafatá, leste do país, onde a delegação reuniu-se com as autoridades regionais, beneficiários e parceiros de projetos apoiados pelo PBF.

O comunicado indica que esta vista permitiu a constatação dos  avanços no acesso à justiça, prevenção de conflitos e mecanismos de diálogo comunitário, com especial enfoque no empoderamento de mulheres, jovens e comunidades rurais.

A delegação visitou o Centro de Acesso à Justiça (CAJ), a construção da Direção Regional da Polícia Judiciária e os Clubes de Escuta comunitária, destacando progressos no Estado de Direito, coesão social e resiliência local. 

Em Bissau, Williams reuniu-se com a Força-Tarefa Conjunta de Interdição Aeroportuária (JAITF) e com a iniciativa Linha Saúde 24, demonstrando o apoio do Fundo à governação nas áreas da segurança e  saúde.

A nota refere  que as visitas permitiram observação de como as iniciativas apoiadas pelo PBF reforçam a governação local, a justiça e a coesão social, e como promovem, simultaneamente, o empoderamento de mulheres e jovens, e ainda as  articulações  entre os projetos apoiados pelo PBF e os esforços de desenvolvimento financiados pelo  Estado guineense e  parceiros internacionais. 

A missão culminou com dois dias de oficinas estratégicas, co-organizadas pelo Governo e o sistema das Nações Unidas, centradas na avaliação da carteira de projetos do PBF, nas prioridades nacionais de consolidação da paz, nas instituições do Estado de Direito e segurança (ROLSI), e na interligação entre clima, paz e segurança. Participaram nesses eventos representantes do Governo e da sociedade civil.

O comunicado indica que, desde o início da sua intervenção em 2008, no país, o Fundo das Nações Unidas para a Consolidação da Paz desembolsou mais de 68 milhões de dólares para o reforço da governação, justiça, coesão social e inclusão de mulheres e jovens.

 A organização pede a responsabilidade e transparência, para que a confiança do povo guineense nas suas instituições seja plenamente restaurada. “Queremos um país onde a autoridade do Estado se exerça com legitimidade e onde a justiça seja um bem público acessível a todos, especialmente aos mais vulneráveis, "lê-se na nota.

A atual carteira de projetos do Fundo centra-se em cinco prioridades principais: diálogo político e reformas fundamentais, combate ao tráfico de droga e ao crime organizado transnacional, reforço das instituições democráticas;, melhoria da justiça e da proteção dos direitos humanos e promoção de oportunidades socioeconómicas. ANG/MI/ÂC//SG

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Dia Mundial de Lavagem das Mãos/Ministro dos Recursos Naturais diz que a celebração da data é  momento de senilização sobre  a saúde pública

Bissau, 16 Out 25 (ANG) – O ministro dos Recursos Naturais disse que a celebração do Dia Mundial de lavagem das mãos é o momento de sensibilização e de assunção de compromisso coletivo com a saúde pública e o bem estar das comunidades.

Malam Sambú falava, quarta-feira, no ato  comemorativo do Dia Mundial de Lavagem de Mãos, realizado na escola do Ensino Básico de Cuntanga, na povoação de Cumeré, sector de Nhacra, região de Oio, norte do país, sob o lema: "Seja um Campeão de Lavagem de Mãos".

Na ocasião, o governante realçou que a lavar as mãos com a água e sabão é um gesto simples, mas extremamente poderoso.

Sublinhou que, no momento em que o país continua empenhado em melhorar os indicadores da saúde e acesso a água potável, a lavagem das mãos simboliza um ponto de encontro entre a água, educação e a saúde, três pilares que diz serem fundamentais para desenvolvimento humano.

"É uma das medidas de higiene mais eficazes para prevenir doenças e garantir uma vida mais saudável para todos. Gostaria de expressar o reconhecimento do Governo aos nossos parceiros internacionais, nomeadamente a Unicef, pela sua contribuição inestimável na promoção da prática de higiene e apoio às comunidades escolares”, disse.

Sambú agradeceu igualmente ao Ministério da Educação, a Secretaria de Estado de Gestão Hospitalar e todos os técnicos e professores que trabalham no terreno para melhorar as condições da vida das populações.

Para o ministro, ser um Campeão da Lavagem das Mãos é convite e ação individual e coletiva, bem como dar exemplo e ensinar aos outros o que é transformar pequenos gestos em grandes mudanças.

Malan Sambú recomenda  as escolas a manterem essa prática diariamente e às famílias para garantirem sempre sabão e água limpa à quem precisa.

O governante disse que o Ministério que dirige reafirma o seu compromisso com o acesso universal à água potável e ao saneamento básico, que diz serem pilares essenciais para o desenvolvimento humano e a dignidade da população.

O representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Inoussa Kaboré sublinhou que a celebração do dia tem um significado profundo, considerando que a lavagem das mãos com sabão é um dos mais poderosos meios para  proteger as crianças,  famílias e  comunidades das doenças.

Citando dados do Mics/2019, Kaboré indicou que  83 por cento da população da Guiné-Bissau não tinha acesso as instalações adequadas para lavagem das mãos com água e sabão, e que nas zonas rurais o número chegava a 87 por cento

"Reconhecemos os esforços do Governo da Guiné-Bissau para melhorar esses indicadores. Os dados do Programa Conjunto de Monitoramento (JMP), realizado pelo Unicef e pela OMS, indicam progressos significativos nas escolas, por exemplo, a proporção de escolas com instalações funcionais para lavagem das mãos com água e sabão passou  de 40 por cento em 2018 para 70 por cento 2024”, disse.

O Representante da UNICEF na Guiné-Bissau acrescentou  que o referido avanço é resultado do compromisso do Governo de garantir um ambiente escolar saudável e propício ao desenvolvimento de cada criança na Guiné-Bissau.

Disse que os  desafios persistem, e que a qualidade dos materiais utilizados e a disponibilidade de água e sabão continuam  alguns dos obstáculos que comprometem a prática contínua da lavagem adequada das mãos.

Aquele responsável realçou que a escola de Cuntanga é um exemplo inspirador de como a comunidade pode se mobilizar em prol da saúde e do bem-estar dos seus alunos.

Informou que desde 2016, a escola tem beneficiado de melhorias nas latrinas e dos sistemas de lavagem das mãos, criando um ambiente mais seguro e saudável para todos.

Reiterou que a  Unicef vai continuar a  apoiar os esforços Governo e dos seus parceiros para que cada criança, em cada escola da Guiné-Bissau, possa aprender, crescer e prosperar num ambiente saudável, seguro e digno.ANG/MI//SG

Eleições gerais/”Se a lei for cumprida ninguém ficará  fora do processo eleitoral”, diz Luís Peti

Bissau, 16 Out 25(ANG) – Um dos mandatários judiciais da coligação Plataforma de Aliança Inclusiva(PAI- Terra Ranka), afirmou estar convencido de que se a lei for cumprida, ninguém ficará  fora do processo eleitoral em curso no país.

Luís Peti  falava hoje em conferência de imprensa promovida pelo coletivo de advogados mandatários da Coligação PAI-Terra Ranka, sobre o recente pronunciamento do Supremo Tribunal de Justiça sobre a exclusão daquela coligação e do seu candidato presidencial, Domingos Simões Pereira das eleições gerais de 23 de Novembro.

“A razão principal do afastamento das coligações PAI-Terra Ranka e API- Cabaz Garandi, tem a ver, pura e simplesmente com a má interpretação de dizer que entregaram os seus processos fora de prazo, o que não existe, tendo em conta que a lei determina que  o prazo termina a 25 de Setembro”, frisou.

O advogado salientou que é compreensível que o Supremo Tribunal esteja sobrecarregado durante o período eleitoral mas que não deve apresentar a falta de tempo para não apreciar as candidaturas.

“São obrigações deles, se for o caso trabalhar até aos finais de semana, mas  têm oito dias para analisar os requerimentos de convenções da PAI- Terra Ranka e API-Cabas Garandi e notificá-las em caso de quaisquer irregularidades”, sustentou.

Luís Peti aconselha aos juízes do Supremo Tribunal de  Justiça para abdicarem de vender “falsas notícias” aos cidadãos  com alegações de que a Coligação não entregou os dossiês à tempo, o que diz não corresponder à verdade.

 “Se quisermos fazer uma justiça imparcial ou tomar uma decisão sem criar as desconfianças, devemos a fazer com base na lei, com consciência e pensando no compromisso com a estabilidade do país”, disse Luís Peti.

Pediu ao Supremo Tribunal de Justiça para informar se a candidatura de Domingos Simões Pereira foi ou não chumbada.

“Nós como advogados não vamos aceitar notificações através de conferências de imprensa, porque querem fazer o povo entender que já fomos notificados através de conferência de imprensa que já deram. Estamos à espera que nos facultasse os documentos que comprovam  porquê que a candidatura de Domingos Simões Pereira não consta na lista provisória dos candidatos admitidos para as eleições de Novembro”, sublinhou.

O advogado alega que o Supremo Tribunal de Justiça não responde as partes através de conferências de imprensa, mas sim através de Mandados de Notificação.

O porta-voz do Supremo Tribunal de Justiça(STJ) nega que  esta instituição tenha recebido  a candidatura de Domingos Simões Pereira suportada pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC).

Mamadú Embaló que falava, terça-feira, em conferência de imprensa para esclarecer o impedimento da candidatura do Domingos Simões Pereira às eleições presidenciais e do PAIGC às legislativas de 23 de novembro do ano em curso, disse que, também não têm no arquivo do STJ a candidatura do PAIGC às eleições legislativas, mas sim, da Coligação Plataforma Aliança Inclusiva (PAI-Terra Ranka), que não foi analisada por alegada falta de tempo. ANG/ÂC//SG

Ambiente/ Reunião Ministerial dos Estados Insulares Africanos aberta em Bissau

Bissau, 16 Out 25 (ANG) – A 1ª reunião ministerial dos Estados Insulares Africanos iniciou hoje os seus trabalhos em Bissau, para, entre outros assuntos, proceder a apresentação  dos resultados e progresso da Comissão Climática dos Estados Insulares Africanos, apresentação dos Projetos Emblemáticos, em Curso e em Preparação, e   apresentação do Memorando de Entendimento entre países membros desta organização.

A abertura dos trabalhos previstos para durar dois dias, foi presidida pelo ministro guineense do Ambiente, Biodiversidade e Acção Climática, Viriato Cassamá.

Na ocasião,  sustentou que, a criação da referida comissão em 2016 refletiu na unidade dos países integrantes, na adversidade de luta pelo o mesmo objetivo, e que hoje já deram um passo crucial, para transformar essa unidade, em acções coordenadas e ambiciosas.

“O momento é de acção coletiva, reconhecemos que os desafios que enfrentamos são complexas, mas a nossa vontade coletiva de superar é maior. os Estados Insulares Africanos estão na linha de frente de uma crise que não desejamos, enfrentando ameaças com a elevação do nível do mar, erosão costeira que consomem o nosso território e o nosso património, "destacou Cassamá.

Acrescentou que perante essa realidade, o multilateralismo não é uma opção mas sim  uma necessidade, tal como referiu, recentemente, o Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, perante a Assembleia Geral da Nações Unidas.

“As Nações Unidas  são o fórum onde todas as Nações, grandes ou pequenas, só têm uma voz, e esta comissão é a materialização deste princípio dos nossos Estados Africanos”, disse o governante.

Para o Secretário de Estado das Finanças de Cabo Verde, Alcindo Mota, as alterações climáticas constituem hoje a maior ameaça ao desenvolvimento humano, e a estabilidade económica
dos países.

Mota sublinhou que a  África contribui com menos de 04 por cento das emissões globais de gases com efeito de estufa, mas  é um dos continentes mais afetados pelo flagelo.

“Esta conferência representa um momento decisivo, uma oportunidade para reforçarmos o compromisso político e estratégico, que dá corpo a nossa identidade coletiva para adotarmos decisões concretas que transforme a vulnerabilidade e a liderança, e a ambição em resultados concretos”, disse  Alcindo Mota.

Desta organização fazem parte Cabo Verde, Comores, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Ilhas Maurícias,Madagáscar, São Tomé e Príncipe,  Seicheles e Tanzânia. ANG/LLA/ÂC//SG        

       

 


EUA
/Trump reconhece ter aprovado operações secretas da CIA na Venezuela

Bissau, 16 Out 25 (ANG) – O Presidente americano admitiu , quarta-feira, ter autorizado ações clandestinas da CIA contra a Venezuela e estar a planear ataques terrestres naquele país, desencadeando a ira de Caracas que imediatamente encetou exercícios militares e se insurgiu contra "golpes de Estado fomentados" pela principal agência de inteligência externa dos Estados Unidos. 

Questionado por jornalistas sobre uma notícia do “New York Times” relatando que tinha autorizado ações clandestinas da CIA em território Venezuelano, Donald Trump reconheceu ter dado sua luz verde, tornando a acusar o regime de Nicolás Maduro de ser "narcoterrorista" e de estar a libertar criminosos para enviá-los para os Estados Unidos, o que Caracas desmente.

 

Ao admitir a possibilidade de ataques terrestres contra a Venezuela, Trump disse que os Estado Unidos "têm agora a terra em linha de mira, dado que controlam muito bem o mar", sem dar mais pormenores e escusando-se a explicitar se a CIA tem autorização para "neutralizar" o líder Venezuelano.

Estas revelações surgem pouco depois de Donald Trump ter anunciado na terça-feira que o seu país tinha bombardeado um barco ao largo da Venezuela, provocando a morte de seis presumíveis traficantes de droga.

Desde Agosto, Washington destacou oito navios de guerra e um submarino com propulsão nuclear junto do litoral daquele país da América do Sul e atingiu cinco embarcações em águas internacionais, com um balanço de pelo menos 27 mortos, no âmbito de uma operação apresentada como tendo por objectivo lutar contra o narcotráfico.

Em reacção, ontem, Nicolás Maduro, para quem isto é apenas um pretexto para Washington "impor uma mudança de regime" e apoderar-se das importantes reservas de petróleo da Venezuela, ordenou manobras militares em todas as zonas importantes do país e clamou num discurso a sua "recusa de uma guerra nas Caraíbas".

Ao recordar as dezenas de milhares de mortos e desaparecidos durante os golpes de Estado atribuídos à CIA na Argentina e no Chile nos anos 70, o líder Venezuelano vincou ainda rejeitar os "golpes fomentados pela CIA".ANG/REFI

 

Afeganistão/Pelo menos 40 mortos em confrontos fronteiriços entre Afeganistão e Paquistão

Bissau, 16 Out 25 (ANG) - Quarenta civis foram mortos e 170 ficaram feridos na quarta-feira em confrontos na fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão, antes da entrada em vigor de uma trégua temporária, informaram hoje autoridades de saúde afegãs.

Obalanço foi divulgado por Karimullah Zubair Agha, diretor de Saúde Pública da província fronteiriça de Spin Boldak (no sul do Afeganistão), que confirmou que todas as vítimas reportadas eram civis que foram atingidos durante combates violentos registados na quarta-feira.

Após dias de trocas de fogo e ataques aéreos que agravaram a tensão entre os dois países vizinhos, Islamabad e Cabul acordaram uma cessação das hostilidades por 48 horas na noite de quarta-feira, com o objetivo de desanuviar a crise e retomar o diálogo.

A ONU apelou a um fim imediato dos confrontos e à proteção da população civil, avançando números preliminares inferiores --- pelo menos 17 a 18 mortos e mais de 340 feridos do lado afegão --- e alertando para o risco de desestabilização regional.

Os incidentes concentraram-se no eixo Spin Boldak (província de Kandahar, Afeganistão) e Chaman (província do Baluchistão, Paquistão), uma das principais passagens fronteiriças para o comércio bilateral e frequentemente palco de tensões.

Os dois lados trocam acusações de responsabilidade pelo agravamento da violência.

A recente trégua levou ao abrandamento dos combates, mas postos fronteiriços permaneceram parcialmente encerrados e o tráfego de mercadorias registou fortes condicionamentos, com as autoridades locais à espera de avaliações adicionais e de novos contactos políticos.ANG/Lusa

 

Bangladesh/Procurador pede pena de morte para primeira-ministra deposta

Bissau, 16 Out 25 (ANG) - Um procurador de um tribunal especial do Bangladesh pediu hoje a pena de morte para a primeira-ministra deposta, Sheikh Hasina, num processo em que é acusada de crimes contra a Humanidade.

procurador-geral Tajul Islam, nas suas alegações finais perante o Tribunal de Crimes Internacionais na capital, Daca, apelou também a que o antigo ministro do Interior, Asaduzzaman Khan, fosse condenado à morte devido à gravidade dos seus crimes.

Durante os protestos, que ocorreram entre julho e agosto do ano passado, centenas de pessoas, entre elas estudantes, agentes de segurança e ativistas políticos, foram mortas durante as semanas de violência no país.

Nas suas alegações finais, o procurador deixou ao critério do tribunal a decisão sobre a pena a aplicar ao antigo chefe da polícia Chowdhury Abdullah al-Mamun.

Al-Mamun, que se encontra detido, tornou-se testemunha do Estado contra Hasina e já se tinha declarado culpado.

O regime de Hasina foi marcado por numerosas violações dos direitos humanos, incluindo detenções arbitrárias e execuções extrajudiciais de opositores políticos.

A primeira-ministra deposta está exilada na Índia, depois de ter fugido do país a 05 de agosto de 2024, onde se estima que também esteja Khan.

Hasina não nomeou nenhum advogado para a representar e já tinha rejeitado o processo de julgamento qualificando-o como um "tribunal canguru", ou seja, um tribunal de fachada.

A próxima sessão terá lugar na segunda-feira. O advogado de Hasina, nomeado pelo Estado, pediu uma semana para apresentar os seus argumentos.

O vencedor Prémio Nobel da Paz Muhammad Yunus assumiu a chefia de um Governo provisório três dias após a queda de Hasina.

Yunus prometeu castigar Hasina e proibiu as atividades do seu partido, a Liga Awami.

O líder interino anunciou também em agosto novas eleições no país, marcadas para fevereiro de 2026, as primeiras desde a queda do regime de Hasina que esteve 15 anos no poder do país asiático.

Na sua argumentação, o procurador referiu-se a Hasina como a "mentora e principal arquiteta" dos crimes contra a humanidade cometidos durante a revolta.

As Nações Unidas, num relatório de fevereiro, afirmaram que cerca de 1.400 pessoas poderão ter sido mortas durante a violência, enquanto o conselheiro de saúde do país, sob o Governo provisório, afirmou que mais de 800 pessoas foram mortas e cerca de 14.000 ficaram feridas. ANG/Lusa