segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Regiões/ Administrador de Prábis oferece 15 sacos de cimento à direção da escola de Pefine de Areia

Biombo, 27 Out 25 (ANG) – O administrador do sector de Prábis, região de Biombo, norte do país, ofereceu, no passado fim de semana,  quinze sacos de cimento à Direção da Escola de Pefine de Areia, para reabilitação de dois pavilhões, que se encontra, em avançado estado de degradação.

No ato da entrega, Mamadu Turé Vulgo Baba disse que que fez esse gesto para o bem da  comunidade de Prábis, frisando que todos os moradores serão beneficiários daquela infraestrutura , razão pela qual devem  conservá-la.

Por sua vez, o Diretor da Escola do Ensino Básico de Pefine de Areia, Malam Sani disse estar satisfeito com o gesto do administrador, e asegurou que a oferta será aplicada para a pavimentação das  salas de aulas e  do pátio, para se poder diminuir a poeira que invade as salas de aulas .

Sani agradeceu ao administrador do setor de Prábis pela prontidão em  resposta a dar ao  pedido e às necessidade dos alunos.ANG/MN/JD/ÂC//SG

 

 

China/Acordo à vista entre os Estados Unidos e a China sobre as negociações comerciais

Bissau, 27 Out 25 (ANG) - A China, através do representante do comércio internacional, Li Chenggang, anunciou ter alcançado um acordo “preliminar” com os Estados Unidos sobre as negociações comerciais entre os dois países.

Foram necessários dois dias de negociações na Malásia, à margem da cimeira da ASEAN - Associação de Nações do Sudeste Asiático -, para chegar a um acordo preliminar.

Li Chenggang avançou que vários temas foram abordados: a possível extensão da suspensão recíproca de taxas aduaneiras e a luta contra o tráfico e consumo de droga, nomeadamente o fentanil, entre outros temas.

Os dois países também abordaram a ampliação do comércio bilateral, bem como as taxas portuárias dos Estados Unidos contra as embarcações chinesas.

Este acordo, dito “preliminar”, ocorre alguns dias antes da reunião entre Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, e Xi Jinping, o seu homólogo chinês, a 30 de Outubro na Coreia do Sul.

As negociações comerciais entre Washington e Pequim decorrem num clima de tensãoAinda recentemente, a China impôs maior controlo sobre o comércio e a exportação de produtos que contenham até pequenas quantidades de terras raras. A China detém quase o monopólio da extracção das terras raras. As terras raras são importantes para a produção de produtos como 'smartphones', painéis solares, carros eléctricos e equipamentos militares. 

Em resposta, Donald Trump ameaçou aumentar as taxas aduaneiras sobre os produtos chineses para 100% a partir do dia 01 de Novembro.ANG/RFI

 

   Mali/ Ex-primeiro-ministro Moussa Mara condenado a dois anos de prisão

Bissau, 27 Out 25 (ANG) - O ex-primeiro-ministro do Mali Moussa Mara foi condenado hoje a dois anos de prisão, um com pena suspensa, por "prejuízo ao crédito do Estado e oposição à autoridade legítima", após expressar apoio a presos políticos.

Moussa Mara, primeiro-ministro do Mali por oito meses entre 2014 e 2015, foi acusado e detido em 01 de agosto, após afirmar, nas redes sociais, que visitava presos políticos, prometendo-lhes justiça.

Detido desde a acusação, Mara ouviu a leitura da sentença pelo Polo Nacional de Luta contra a Cibercriminalidade, em Bamako, capital do Mali, avançou a agência de notícias France-Presse (AFP).

O antigo chefe do governo do Mali também deve pagar uma multa de 500 mil francos CFA (760 euros) e um franco simbólico ao Estado, parte civil no processo.

"Isto não acabou", afirmou o advogado de Mara, Mountaga Tall, acrescentando que vai falar com o ex-primeiro-ministro para "decidir o que fazer a seguir".

O Mali é governado por uma junta militar desde que foi palco de dois golpes de Estado em 2020 e 2021. Os militares tomaram medidas repressivas contra a imprensa e as vozes críticas, e dissolveram os partidos e as organizações de caráter político.

Desde 2012, este país do Sahel enfrenta uma profunda crise de segurança alimentada, em particular, pela violência de grupos afiliados à Al-Qaida e ao Estado Islâmico (EI), assim como por grupos criminosos comunitários.

O Mali enfrenta também uma grave crise económica.

A junta, liderada pelo general Assimi Goïta, prometeu entregar o poder aos civis até março de 2024, mas desde então não cumpriu a promessa.

Em julho, o regime militar concedeu a Goïta um mandato presidencial de cinco anos, renovável "quantas vezes forem necessárias" e sem eleição.ANG/RFI

 

      Moçambique/Juristas  pedem "proteção especial" face a intimidações

Bissau, 27 Out 25 (ANG) - A associação de juristas moçambicanos denunciou hoje intimidações aos magistrados judiciais e do Ministério Público (MP), pedindo ao Governo "proteção especial" na garantia da segurança a estes profissionais.

"Temos juízes e procuradores que são intimidados na sua atividade. Alguma intimidação nem é física, é por outros meios de coação moral, e isso tem que acabar, porque quando aqueles que têm que aplicar a lei não estão devidamente livres para o fazer, naturalmente que isso agrava os problemas de segurança", disse o presidente do Conselho de Direção da Associação Nacional de Juristas Moçambicanos (Anjur), José Caldeira.

O responsável falava em Maputo, à margem da Conferência Nacional da Anjur, que decorre sob lema "Construindo um futuro de justiça, inovação e desenvolvimento inclusivo", em que admitiu que as intimidações a juristas continuam, mas que o papel deste coletivo para travar a insegurança "é limitado".

"O nosso papel é no sentido de também consciencializar o Governo para dar uma proteção especial a esses agentes, porque sem um sistema de justiça forte nenhum país funciona, a economia não funciona, nenhuma área funciona", disse Caldeira, pedindo medidas concretas para proteger juristas.

"Fazemos apelos ao Governo, sabemos que a situação de insegurança não ajuda, nem para os advogados, nem para os juízes, nem para os procuradores para tomarem decisões, algumas delas mais pacificamente, com mais tranquilidade. Mas é o país que temos e o que temos que fazer é continuar sempre a lutar, continuar no sentido de que não podemos estar intimidados", acrescentou o presidente daquela associação.

A Anjur é uma organização que reúne jurista das diversas áreas, com destaque para juízes, procuradores e advogados, e que se dedica à promoção de debates, estudos e formações contínuas no setor.

Em junho, a Associação Moçambicana dos Juízes (AMJ) prometeu submeter ao Governo uma anteproposta de lei sobre a independência financeira do judiciário, uma questão levantada há anos pela classe em Moçambique.

Em agosto do ano passado, a AMJ chegou a convocar uma greve da classe - que depois foi suspensa - para exigir melhorias de trabalho e independência financeira, duas questões levantadas também pela Associação Moçambicana dos Magistrados do Ministério Público (AMMMP).

No caderno reivindicativo submetido naquele ano ao Governo, os magistrados exigiam independência financeira, melhorias salariais e segurança para os profissionais da classe e os juízes reclamavam de uma alegada "depreciação do seu estatuto" e falhas de enquadramento na aplicação da Nova Tabela Salarial (TSU), que foi alvo de forte contestação por parte de outras classes profissionais, como médicos e professores, que chegaram a convocar greves em protesto contra atrasos salariais e cortes.

Em agosto de 2024, o Governo abriu as linhas de diálogo para buscar soluções para os problemas levantados, desatacando-se, segundo a AMJ, "avanços" na reivindicação dos magistrados judiciais sobre a garantia de segurança aos juízes, com o Governo a assegurar que polícias da Unidade de Proteção de Altas Individualidades (UPAI) serão destacados para proteger magistrados com processos judiciais complexos.

Na altura, o executivo não se comprometeu com datas para o cumprimento da exigência legal de atribuição de uma arma de fogo a cada juiz, apontando a entrega destes meios às Forças de Defesa e Segurança no combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, como um impedimento para a satisfação dessa imposição. ANG/Lusa

 

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Vacinação contra raiva/Médico Veterinário  considera de “negativa” a campanha  realizada em Setembro

Bissau, 24 Out 25 (ANG) - O médico veterinário considerou de “negativo” o balanço da campanha de vacinação de animais contra a raiva, realizada no âmbito do Dia Mundial de Luta contra Raiva, que se assinalou a 28 de Setembro.

“Posso considerar de negativa a referida campanha, uma vez que conseguiram vacinar somente 208 animais dos 2000 previstos para Setor Autónomo de Bissau, Bafatá, Cacheu e Gabu”, frisou Carlos Mendes Silva em entrevista à ANG, em jeito de balanço da  campanha.

A campanha foi financiada pelos Médicos Sem Fronteiras de Itália em colaboração com a Clínica Madrugada e  durou dois dias, 28 e 29 de setembro passado.

"A raiva é uma doença "zoonose" e infeciosa que pode ser transmitida de animais para seres humanos. A iniciativa devia ser implementada a cada ano, em todo o território nacional, porque a raiva não só ataca todos os tipos de animais como também pode contaminar as pessoas”, salientou.

Carlos Mendes Silva apela ao Governo para que assuma a realização de campanha de vacinação, não só para animais de estimação,( cães e gatos) mas também para  restantes animais que existem, porque há muitas doenças originadas por contaminação de animais  para pessoas.

Pede ao  Estado para olhar para a veterinária, porque há necessidade desta instituição  desempenhar o seu papel, em prol, não só de saúde animal como de seres humanos.

Afirmou que “Carnes e peixes que as pessoas consomem precisam de ser examinados muito bem antes de serem consumidos”, disse .

Carlos Silva criticou  que nos serviços da  Clínica Veterinária não existe nenhum aparelho de raio X, para o diagnóstico de uma fratura da perna de um cão .”Não há mínimas condições de trabalho naquele serviço”, disse.

Pede ao Governo para disponibilizar meios para o equipamento dos serviços veterinários, para  acompanhar  as novas tecnologias.ANG/MI/ÂC//SG    

Eleições Gerais/Presidente da FREPASNA pede ao STJ para reconsiderar a decisão de excluir  candidatura do PAIGC e de Domingos Simões Pereira

Bissau, 24 Out 25(ANG) - O presidente da Frente Patriótica de Salvação Nacional (FREPASNA) pede ao Supremo Tribunal de Justiça(STJ) para reconsiderar a decisão que pôs a candidatura de Domingos Simões Pereira e do PAIGC fora das eleições gerais de Novembro próximo.

Baciro Djá falava hoje à imprensa, após  um encontro com Domingos Simões Pereira, realizado na residência oficial do presidente do PAIGC, situada no bairro de Luanda, em Bissau.

Djá disse que realizar as próximas eleições gerais sem a participação do PAIGC e do seu líder, Domingos Simões Pereira (DSP), constitui um “crime político” que está a ser cometido no país.

“Estou aqui hoje para  solidarizar-se com ele, pela injustiça que as pessoas cometeram no Supremo Tribunal de Justiça, porque não pode haver guineenses de primeira, nem de segunda e nem de terceira categoria”, afirmou Baciro Djá em declarações à imprensa no final de um encontro com Domingos Simões Pereira.

Baciro Djá que diz que ainda é tempo, pede ao  Supremo Tribunal de Justiça  para reconsiderarem a sua posição por uma questão de justiça e coesão social, acrescentando que se trata de um problema de responsabilidade social, “porque o PAIGC dispõe de maior número de eleitores  e é grave que fique fora  das eleições”.

Djá destacou que Domingos Simões Pereira é dos maiores intelectuais políticos que o país tem, e Presidente do maior partido político de África. “Foi o PAIGC  quem trouxe a democracia no país”, disse.

O encontro entre os dois dirigentes políticos serviu para análise da  atual conjuntura política do país, numa altura em que se aproxima para o  escrutínio eleitoral na Guiné-Bissau.

O STJ não incluiu Domingos Simões Pereira e a Coligação PAI–TERRA RANKA na lista definitiva de candidatos às eleições presidenciais e legislativas, agendadas para o dia 23 de novembro na Guiné-Bissau.


Desde a abertura democrática, é a primeira vez na história da Guiné-Bissau que o partido histórico, responsável pela luta de libertação nacional, é excluído da corrida eleitoral no país.
ANG/ÂC//SG

 ONU/Guterres assinala 80 anos  com apelo à reforma do Conselho de Segurança

Bissau, 24 Out 25 (ANG) - O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, assinalou hoje os 80 anos da organização com um apelo por paz, mas também pela reforma do Conselho de Segurança, insistindo numa representação africana e em limitações ao veto.

Guterres, que se encontra em viagem ao Vietname, discursou virtualmente numa reunião especial do Conselho de Segurança da ONU focada no 80.º aniversário da organização multilateral e denominada: "A Organização das Nações Unidas: Olhando para o Futuro".

Num discurso voltado para o Conselho de Segurança - o órgão mais poderoso da ONU, cujas decisões são vinculativas -, António Guterres recordou a primavera de 1946, quando a primeira urna do Conselho de Segurança foi aberta à inspeção antes da votação.

Para surpresa de todos, já tinha lá dentro um pedaço de papel, contou, referindo-se a uma mensagem do fabricante da caixa -- um mecânico local de Nova Iorque chamado Paul Antonio. 

"Ele escreveu: 'Posso, eu, que tive o privilégio de fabricar esta urna, dar o primeiro voto? Que Deus esteja com todos os membros da ONU e, através dos seus nobres esforços, tragam uma paz duradoura a todos nós, em todo o mundo'. Esta humilde nota recorda-nos porque é que o Conselho de Segurança existe: para as pessoas", afirmou o líder da ONU.

O antigo primeiro-ministro português recordou que, ao longo dos 80 anos de história, o Conselho de Segurança conseguiu cumprir a sua tarefa em muitas ocasiões, como quando ajudou o Camboja a emergir do genocídio e a África do Sul do 'apartheid', enviou missões que ajudaram a levar a paz à Serra Leoa, Timor-Leste, Libéria e outros locais, e construiu uma estrutura global duradoura contra o terrorismo.

"Acima de tudo, deram-nos 80 anos sem o caos de uma guerra entre grandes potências. O Conselho é uma necessidade vital e uma força poderosa para o bem. Mas, ao mesmo tempo, a sua legitimidade é frágil", observou o secretário-geral.

Com demasiada frequência, observou, membros do Conselho de Segurança agiram à margem dos princípios da Carta Fundadora da ONU.

Embora Guterres não tenha dado exemplos concretos, a Rússia - um membro permanente do Conselho - é o exemplo mais recente de um país em violação da Carta da ONU, com a invasão da Ucrânia.

"Quando isto acontece, (...) corrói a confiança em todo o projeto da ONU e coloca-nos a todos em grande perigo", lamentou.

O líder das Nações Unidas considerou a reforma do Conselho de Segurança como imperativa, defendendo uma expansão.

Guterres lembrou que quase metade de todas as missões de paz da ONU tem lugar em África. No entanto, o continente não tem uma voz permanente no Conselho de Segurança.

O secretário-geral, que termina em 2026 o seu segundo e último mandato, alertou também para a sub-representação da América Latina e das Caraíbas, enquanto a região da Ásia-Pacífico --- onde vive mais de metade da humanidade --- detém apenas um lugar permanente.

"A expansão do número de membros não se resume a justiça, trata-se também de resultados. Tem o potencial de desfazer impasses e oferecer estabilidade no nosso mundo cada vez mais multipolar", insistiu.

Guterres encorajou igualmente os 15 Estados-membros a examinar as propostas da França e do Reino Unido para limitar o exercício do veto.

Frequentemente considerado obsoleto, o Conselho de Segurança da ONU é um dos principais alvos de pedidos de reforma e expansão há décadas, com países emergentes como a Índia, África do Sul e Brasil a pretenderem juntar-se aos cinco membros permanentes.

Em geral, quase todos os países da ONU consideram necessário reformar o Conselho de Segurança, mas não há acordo sobre como fazê-lo, com diferentes propostas na mesa há anos, sendo que algumas englobam uma representação africana permanente no Conselho.

Ao longo dos anos, o poder de veto tem sido uma das questões mais polémicas e alvo de vários pedidos de modificação. Esse tem sido, aliás, o mecanismo usado pela Rússia para impedir que o Conselho de Segurança atue contra si face à guerra em curso na Ucrânia e usado pelos Estados Unidos para travar resoluções contra o seu aliado Israel.

"O Conselho de Segurança não se trata de hegemonias e impérios. (...) Em cada sombra desta Câmara, estais rodeados pelos fantasmas dos mortos. Mas, ao lado deles, existe algo mais --- as esperanças dos vivos", disse Guterres ao corpo diplomático presente no debate.

O evento de hoje, convocado pela Rússia, contou com a presença de dezenas de Estados-membros, incluindo Portugal.

No início da reunião, a Rússia, que preside este mês ao Conselho de Segurança, leu uma declaração aprovada pelos 15 Estados-membros e na qual reforçaram o propósito de salvar as gerações futuras do flagelo da guerra.

 A ONU celebra 80 anos enquanto enfrenta uma grave crise multidimensional, tendo em risco a sua influência e orçamento.

Apesar dos esforços de António Guterres para tentar convencer o mundo de que a ONU é hoje mais vital do que nunca, a organização fundada após a Segunda Guerra Mundial tem na atualidade a sua influência desacreditada e o seu pleno funcionamento em risco devido aos cortes de financiamento de nações como os Estados Unidos, país que acolhe a sede da instituição, em Nova Iorque, e o seu maior doador.ANG/Lusa

 

Médio Oriente/Apesar do cessar-fogo, povo de Gaza continua a "sofrer imensamente"

Bissau, 24 Out 25 (ANG) - A organização Médicos Sem Fronteiras alertou hoje que as condições de vida de muitos habitantes no sul de Gaza continuam a afetar fortemente a saúde, podendo levar a bastantes mais mortes por causas totalmente evitáveis.

Mais de um milhão de pessoas continuam a ser forçadas a sobreviver numa minúscula área no sul de Gaza, sob abrigos improvisados, sem acesso adequado a água potável, alimentação ou saneamento, indicou a organização não-governamental (ONG) Médicos Sem Fronteiras (MSF), em comunicado.

 Apesar do cessar-fogo, o povo de Gaza continua a "sofrer imensamente", indicou a ONG de assistência médica, acrescentando que, com a aproximação do inverno e a descida de temperaturas, a "situação humanitária continua crítica".

Sem melhorias imediatas nas condições de vida da população da Faixa de Gaza, a saúde vai continuar a degradar-se gravemente, salientou.

Este ano, 70% das consultas externas realizadas nos centros de saúde dos MSF no sul de Gaza estão diretamente relacionadas com doenças provocadas pelas más condições de vida.

"Vemos muitas pessoas com feridas abertas extensas, queimaduras ou aparelhos ortopédicos a viverem em tendas sem condições adequadas de higiene, gestão de resíduos ou controlo de temperatura", disse o coordenador médico da ONG Adi Nadimpalli.

Também o coordenador de emergência dos MSF em Gaza Aitor Zabalgogeazkoa, indicou que no sul do território palestiniano "as famílias (...) estão amontoadas num mar de tendas improvisadas, entaladas nas poucas escolas que restam, ou a dormir ao ar livre, no meio dos escombros, montes de lixo, dejetos de animais e esgotos a transbordar. É absolutamente inaceitável".

"As infeções que normalmente seriam evitáveis são agora comuns, levando ao agravamento das condições de saúde e a hospitalizações repetidas", acrescentou Nadimpalli.

Desde maio, mas com um aumento mais acentuado a partir de meados de agosto, as equipas dos MSF observaram um crescimento significativo das infeções respiratórias, normalmente mais comuns nos meses de inverno.

Muitas mães enfrentam ainda grandes dificuldades para alimentar os bebés em segurança, visto que encontrar água limpa e materiais esterilizados para preparar o leite para as crianças é quase impossível.

Ferver água tornou-se um desafio, uma vez que a maioria das famílias não tem acesso a gás de cozinha e recorre à queima de madeira, bem escasso e caro.

Na mesma nota, os MSF defenderam que as autoridades israelitas devem permitir urgentemente a entrada maciça de ajuda humanitária em Gaza para dar resposta às necessidades da população. ANG/Lusa

 

Portugal / Comissão parlamentar aprova sanção de perda de nacionalidade

Bissau, 24 Out 25 (ANG) -  A Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais de Portugal aprovou nesta sexta-feira, na especialidade, a introdução da sanção de perda de nacionalidade no Código Penal.

Esta sanção é aplicável apenas a cidadãos naturalizados com dupla nacionalidade condenados a pena efectiva de prisão igual ou superior a quatro anos.

A medida define que só se aplica a factos cometidos nos dez anos seguintes à aquisição da nacionalidade, depois de o PS ter mudado o seu sentido de voto, viabilizando assim a proposta do Governo. Inicialmente, o Chega defendia que o prazo fosse de 20 anos e o PS e o Livre tinham votado contra, mas a abstenção do PS permitiu a aprovação da alínea.

Durante o debate, o socialista Pedro Delgado Alves criticou a falta de diálogo do Governo e alertou que a lei cria “situações de discrepância entre cidadãos”, dado que pessoas que pratiquem o mesmo facto ilícito podem ser abrangidas de forma diferente.

O PSD e o CDS insistiram que a sanção não deve ser automática e que cada caso deve ser apreciado por um juiz, princípio que o Chega aceitou com abstenção. O diploma garante ainda que cidadãos exclusivamente portugueses não serão afectados, evitando ficarem apátridas.

A medida segue agora para o plenário na terça-feira 28 de Outubro, onde será debatida em detalhe e poderá sofrer alterações antes da votação final. O futuro da lei continua a gerar tensão política, com confrontos entre deputados do PS, PSD e Chega sobre constitucionalidade, critérios de aplicação e impactos sobre os cidadãos naturalizados, mas o Governo considera que a sanção é necessária para responsabilizar quem comete crimes graves e possui outra nacionalidade. O primeiro-ministro, Luís Montenegro pediu aos partidos para pôr de lado as diferenças politicas e trabalhar juntos :

“Eu desejo é que, de facto, a Assembleia da República possa aprofundar com a a diligência possível a sua reflexão, de maneira a nós poder concluir também esta modificação que, a par de outras que temos feito no ordenamento jurídico, nos confiram uma política migratória e uma política, também por via de assunção da nacionalidade, que possa traduzir aquilo que foi sempre o nosso princípio”, disse Montenegro.

Acrescentou : “Portugal é um país que acolhe, que acolhe bem, que quer acolher bem, mas não é um país de portas escancaradas. Tem uma regulação na sua imigração e que também tem uma exigência na atribuição da nacionalidade aos seus cidadãos. Não estamos interessados em discutir se o fazemos com o maior apoio, participação ou colaboração do partido A ou do partido B e muito menos nos queremos intrometer em algumas atitudes assim mais ciumentas de um e do outro. Sinceramente as pessoas estão cansadas disso.”ANG/RFI

 

Politica /Conselho de Ministros  aprova novos decretos e nomeações do pessoal dirigente da administração pública

Bissau, 24 Out 25 (ANG)  — O Executivo aprovou, quinta-feira, em Conselho de Ministros  diversos  decretos e mudanças do pessoal dirigente da administração pública, revela o comunicado do Governo sobre essa reunião.

Na parte deliberativa, segundo o comunicado, o Colectivos governamental aprovou, com alterações, o  Decreto relativo ao Regime Jurídico das Garantias Pessoais do Estado e de outras Pessoas Coletivas de Direito Público.

Aprovou igualmente  o  Decreto que cria o Comité Multissetorial de Institucionalização do Gênero na Administração Pública e o  Decreto que cria o Comité Interministerial para os Produtos de Saúde.

O governo  aprovou com alterações o  Decreto que aprova os Estatutos da Central de Compra de Produtos de Saúde (CECOP/GB) e adiou para próxima sessão a aprovação da Convenção para o Aprovisionamento e Distribuição dos Medicamentos Essenciais e Insumos Médicos Estratégicos.

O Conselho de Ministros autorizou o ministro dos Transportes a prosseguir com os estudos sobre o Projeto de Construção do Porto de Ponta Biombo (em Pikil), incluindo as recomendações técnicas da comissão Ad hoc criada para avaliar as propostas da empresa interessada.

No capitulo das nomeações, o Conselho deu anuência a diversas mudanças no quadro dirigente da administração pública, por despacho do Primeiro-ministro.

No Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, foi nomeado Braima Mané para o cargo de Diretor-geral das Comunidades.

O Conselho aprovou nomeações  no setor dos Transportes, nomeadamente na Autoridade da Aviação Civil da Guiné-Bissau (AACGB), onde Gregório Gomes  foi nomeado primeiro  Vogal e Mário Jauad, segundo Vogal do Conselho de Administração.

Na Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB), Fodé Darame primeiro vogal e Augusto Poquena segundo  Vogal do Conselho de Administração.

ANG/LPG/ÂC//SG

           Cultura/ Escritor guineense lança nova obra literária em Bissau

Bissau,24 Out 25 (ANG) – O escritor guineense Rosário Nhaga apresentou  quinta- feira, em Bissau, perante um público composto por jovens  escritores, estudantes, académicos e amantes da literatura, uma nova obra literária intitulada “Fala de Alma”.

Em declarações à imprensa, Rosário Nhaga  disse que pretende com abra emocionar, inspirar e mergulhar nas profundezas de alma humana, explorando sentimentos, memórias e reflexões sobre a identidade e a realidade social da Guiné-Bissau.

Acrescentou que a “Fala de Alma” é uma conversa íntima com o leitor, onde cada palavra é um eco da experiência humana.

Rosário Nhaga disse que o lançamento do livro representa não apenas um marco na sua  carreira literária, mas também um contributo significativo, enquanto jovem, para valorização da literatura guineense.

No livro, segundo o escritor, constam poemas refletivos capaz de promover mudança  e da construção da consciência coletiva para o bem estar social.

Rosário Nhaga diz acreditar que a literatura tem um papel transformador  da sociedade, por isso exorta o governo apoios para a  ONG Casa das Letras e Artes Vasco Cabral, para que possa desenvolver mais  as suas actividades de promoção da cultura guineenses e de descoberta de jovens escritores.

Em declarações à imprensa, a Diretor-geral da Cultura, Cíntia Cassamá afirmou que a literatura tem um papel transformador social.

Reiterou o empenho do Ministério da Cultura, Juventude e Desportos no apoio aos  escritores e instituição ligados a cultura.

Felicitou a ONG Casa das Letras e Artes Vasco Cabral pelo trabalho que tem vindo a fazer em prol da cultura.

Cíntia Cassamá disse que a presença do público jovem no ato de lançamento, demonstra que cada vez mais os jovens se interessam  pela leitura.

Para a Diretora-geral da ONG Casa das Letras e Artes Vasco Cabral, Suaila Fonseca Cá, o ato demonstra o interesse ou o despertar da consciência sobre a importância da leitura.

“É necessário que haja politicas públicas de incentivo a leitura e de  promoção cultural
, com realizações de actividades de género,  colóquios e festivais literários”, disse Suaila Fonseca Cá.

O lançamento de “Fala de Alma” contou com a animação dos artistas Néstor Lendji, Mano-b e Bubex conquistador, bem como a participação das vozes poéticas da Guiné-Bissau.ANG/LPG/ÂC//SG

   Agricultura/Governo quer maior intervenção de atores para dinamizar o setor

Bissau, 24 Out 25 (ANG) – O Governo, através do Ministério de Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADR), pede mais  intervenção dos atores do sector, como forma de dinamizar a agricultura  e atender as necessidades comuns.

Um  pedido para o efeito foi quinta-feira, feito  por Quintino Alves  ao presidir, em representação  do ministro de Agricultura e Desenvolvimento Rural,  a cerimónia de abertura do Seminário sobre a “Advocacia para a Segurança de Sementes e Valorização do Papel da Mulher na Soberania Alimentar, que se realiza no âmbito do  Projeto  Género através da Agroecologia Liderada pelas Mulheres na África Ocidental.

Alves apelou aos intervenientes do setor para trabalharem em estreita ligação com as mulheres camponesas ao nível nacional  e da sub-região para  ajudá-las a combater as dificuldades que enfrentam no terreno.

De acordo com Quintino Alves, “As ONGs e outras entidades que labutam no setor agrícola devem proporcionar às mulheres  e às suas redes,  oportunidades para puderem  aumentar o  poder político, advogando para os seus direitos e promovendo a igualdade de género e uma agricultura sustentável.

O  Diretor Executivo da ONG Tiniguena, Miguel de Barros, reafirmou na ocasião os objetivos da Tiniguena de trabalhar para a garantia da soberania alimentar, em que se poderá ter o controlo das sementes, das terras, dos consumos, das produções , das vendas efetuadas, e do que vão ser armazenado ou guardado  para casos de emergência.

 “Caso conseguirmos controlar todos esses aspetos, é difícil colocarmos na situação de pobreza, porque o maior problema que afeta os camponeses guineenses se  distingue em dois desequilíbrios: o primeiro tem a ver com a falta de um Banco de Sementes, onde os camponeses podem comprar sementes com a garantia de que não foram  manipulados”, disse Barros.

Criticou  que a Guiné-Bissau importa mais o arroz que consome,  em vez de apoiar a produção local.

No seminário sobre a Advocacia para a Segurança de Sementes e Valorização do papel das mulheres na Soberania Alimentar”, de um dia,  os participantes  assistiram  a  apresentação da experiência, planos de ação e implementação dos resultados da avaliação de segurança de sementes em cada país, e do  documento da política e avaliação da segurança de sementes.

ANG/LLA/ÂC//SG     

               Moçambique/Agente da polícia  morta a tiro em Maputo

Bissau, 24 Out 25 (ANG) -  Um grupo de homens armados, em número não identificado assassinou na última noite a comandante distrital da polícia no distrito de Marracuene.

Leonor Inguane, Superintendente da Polícia foi crivada de balas, no interior da sua viatura, ao longo da estrada circular, na província de Maputo, sul do país.

Mais um crime violento que volta a chocar a sociedade moçambicana, confirma a porta-voz da policia na província de Maputo, Carmínia Leite: 

"Cerca das 18 horas e 25 minutos no bairro Tchumene, na Estrada Circular tomamos conhecimento que indivíduos desconhecidos que se faziam transportar numa viatura ligeira, balearam mortalmente uma cidadã de nome Leonor Célia Inguane, membro da PRM e comandante distrital de Marracuene”.   

Carmínia Leite, não avançou mais detalhes mas garantiu que a polícia já trabalha para esclarecer este caso. 

"Ha diligências estão em curso. A polícia está no terreno em coordenação com o SERNIC para o esclarecimento do caso. Informação preliminar que a policia tem neste exacto momento é esse” , disse.

Só este ano, foram mais de cinco agentes da polícia mortos por baleamento cujas motivações e os respectivos autores não foram até aqui, publicamente revelados.ANG/RFI

 

Inglaterra/ Vinte e seis países reunidos em Londres para debater sobre futuro das ajudas à Ucrânia

Bissau, 24 Out 25 (ANG) - Os aliados da Ucrânia reúnem-se em Londres esta sexta-feira 24 de Outubro sob a liderança do primeiro-ministro britânico Keir Starmer e do presidente francês Emmanuel Macron. Objectivo, debater sobre o reforço militar a Kiev e o uso de activos russos congelados no financiamento da defesa ucraniana.

A “Coligação dos Voluntários”, composta por 26 países principalmente europeus, reúne-se em Londres com a presença do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, num momento em que Kiev enfrenta um aumento dos ataques russos contra infra-estruturas energéticas.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer quer pedir aos parceiros que se coloque a Ucrânia na posição mais forte possível à medida que o inverno se aproxima”. O chefe do governo britânico, que co-preside a coligação com o presidente francês Emmanuel Macron, planeia pedir um reforço das entregas de mísseis de longo alcance.

A Ucrânia produz armamento próprio, como os mísseis Flamingo e Neptune, e recebe dos aliados europeus sistemas de Scalp e Storm Shadow, ainda que em volumes limitados.

Por seu lado, a Alemanha recusou o envio dos mísseis Taurus, enquanto Washington mantém a decisão de não fornecer mísseis de cruzeiro Tomahawks, medida que Moscovo consideraria uma “nova escalada”.

No plano financeiro, Londres propõe concluir o trabalho sobre a utilização dos activos russos congelados cerca de 210 mil milhões de euros para financiar a defesa ucraniana. “Devemos garantir que a Ucrânia resista e prevaleça. O custo da inacção seria incomparavelmente maior”, declarou Keir Starmer em Londres

A Comissão Europeia estuda a possibilidade de um empréstimo de 140 mil milhões de euros com base nesses fundos, opção que Paris qualifica como “a mais promissora”.

Entretanto, os Estados Unidos anunciaram novas sanções contra as empresas russas Rosneft e Lukoil, proibindo qualquer transacção de empresas americanas com os dois grupos petrolíferos. A Rússia reagiu, classificando as medidas como “contraprodutivas”.ANG/RFI