segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Eleições gerais 2025/Candidatos, Coligações e partidos concorrentes  em campanha eleitoral

Bissau, 03 Nov 25(ANG) - A campanha eleitoral para as eleições legislativas e  presidenciais  de 23 de Novembro próximo decorrem  desde sábado ,em todo o território nacional.

Durante as próximas três semanas, os candidatos, partidos e coligações vão percorrer o país em busca do votos dos eleitores, apresentando as suas propostas e promessas para os próximos quatro e cinco anos.

De acordo com a
Lei Eleitoral a campanha decorrerá até ao dia 21 de Novembro, estando o dia 22 reservado ao chamado “dia
 de reflexão”.

O escrutínio está marcado para domingo, 23 de Novembro, e deverá contar com a participação de 12 candidatos para presidências e 14 partidos e coligação para as legislativas, aprovados pelo Supremo Tribunal de Justiça.

 

O Presidente da República cessante, ‎Umaro Sissoco Embaló, candidato a sua reeleição, abriu a campanha eleitora com  num comício popular realizado no espaço verde (Bairro Ajuda), em Bissau local onde igualmente a Coligação que o suporta, a Plataforma Republicana – Nô Kumpu Guiné também iniciou as suas atividades de campanha eleitoral para as legislativas

Umaro Sissoco Embaló afirmou no comício que chegou ao poder pelas urnas e que sairá através da vontade popular expressada nas urnas e não por golpe de Estado, que segundo a sua explanação, “algumas pessoas estão a preparar”.

“Estamos atentos e qualquer que seja tentativa terá uma resposta adequada”, disse Umaro Sissoco Embaló. 

Embaló pediu a população para renovar-lhe o mandato “para continuar a desenvolver a Guiné-Bissau, que segundo ele, “neste momento é reconhecida no concerto das Nações”.

Disse que em nenhum momento usará a colete ante balas durante campanha eleitoral para provar ao povo guineense que não é sanguinário.

Sissoco Embaló exortou à pessoas próximas do antigo Presidente da República e candidato às eleições presidenciais, José Mário Vaz para o aconselhar no sentido de se juntar a ele, porque, diz, “ não tem lugar no lado em que se encontra”.

No sábado, primeiro dia de campanha eleitoral, a  Plataforma Aliança Inclusiva PAI-Terra Ranka excluído pelo Supremo Tribunal de Justiça das eleições, declarou o seu apoio ao candidato independente Fernando Dias e José Mário Vaz  para as eleições presidenciais.

O anúncio foi feito pelo líder da coligação , Domingos Simões Pereira, após a assinatura  de um acordo  com os  candidatos José Mário Vaz, Fernando Dias da Costa e Herculano Armando Bequinsa, c

om o objetivo de "estabelecer um compromisso político". O acordo prevê um apoio dos outros candidatos a quem for a uma segunda volta.

Simões Pereira afirmou na ocasião que, o objetivo da luta em curso é restituir a esperança ao povo guineense.

“Este pacto simboliza a maturidade do nosso povo. Podemos divergir, mas quando chega o momento essencial, devemos nos unir para restituir a esperança. Devemos levantar para devolver às Forças Armadas o direito de fazer o certo, conforme a Constituição, que é a única ordem superior na democracia”, sublinhou.

O igualmente líder do PAIGC acrescentou que “o tempo da resignação chegou ao fim” e garantiu que, apesar dos riscos, não poupará esforços durante a campanha eleitoral.

Fernando Dias criticou que a justiça no país está banalizada e prometeu restaurar a ordem constitucional.

O candidato apelou às Forças Armadas para se manterem firmes na defesa da integridade territorial.

“Banalizamos a nossa justiça. Vamos restaurar a ordem constitucional como pilar principal, sem condições para adiar as eleições. Pedimos às Forças Armadas que permaneçam intransigentes na proteção da integridade territorial. Trabalharemos convosco depois da nossa vitória”, afirmou.


O candidato explicou que o acordo assinado visa definir o modo de cooperação entre os participantes, reforçando o compromisso com a estabilidade e o diálogo político.
ANG/ÂC//SG

Regiões-Campanha Eleitoral/Umaro Sissoco Embaló promete financiamentos para  Hospital Buota Na Fantchamna

Canchungo, 03 Nov 25(ANG) – O candidato à sua sucessão na Presidência da República, Umaro Sissoco Embaló prometeu, domingo, em Canchungo, resolver a falta de financiamento dos serviços de saúde do Hospital Regional “Buota Na Fantchamna” de Cacheu, em Canchungo, através da cooperação com a República Popular da China.

De acordo com o despacho do Correspondente da ANG na Região de Cacheu, Embaló fez a  promessa ao discursar  no comício popular de campanha eleitoral  em Canchungo, para as Eleições Legislativas e Presidenciais de 23 de Novembro próximos.

Ainda prometeu  a  construção de  uma Universidade Pública na Região, o fornecimento de energia elétrica e a alcatroamento de cinco quilómetros de estrada na Região.

Embaló disse que essas promessas serão honradas, dentro de três meses, independentemente dos resultados eleitorais que possa vir a ter depois dessas eleições.

Os candidatos à Deputados do Círculo Eleitoral 20, pela Plataforma Republicana “Nô Cumpu Guiné” Cipriano Mendes Pereira e Nelson Moreira, garantiram ao Umaro Sissoco Embaló, de que vão mobilizar os votos dos setores de Canchungo e Caió, para elegerem quatro  dos cinco Deputados elegíveis deste circulo eleitoral.

O Correspondente regional da ANG para Cacheu, disse que Umaro Sissoco Embaló, candidato independente que conta com apoios da coligação Plataforma Republicana- Nô Kumpu Guiné foi o primeiro a realizar  o comício popular de campanha eleitoral  na cidade de Canchungo. ANG/AG/ÂC//SG

Marrocos/Rei Mohammed VI saúda adoção de Conselho de segurança da ONU sobre Saara como “ponto de virada decisivo

Bissau, 03 Nov 25 (ANG) – O Conselho de Segurança das Nações Unidas adotou na sexta-feira uma resolução que, segundo o Rei Mohammed VI, marca um ponto de virada decisivo no processo de consagração da identidade marroquina do Saara.

Em um discurso proferido logo após a adoção desta resolução, o Soberano expressou sua satisfação com o conteúdo da decisão, que abre um "novo capítulo vitorioso no processo de consagração da identidade marroquina do Saara, visando encerrar definitivamente o dossiê deste conflito artificial, por meio de uma solução consensual baseada na Iniciativa de Autonomia".

Este é um passo crucial e um ponto de virada decisivo na história do Marrocos moderno, declarou o Soberano, para quem chegou a hora de "um Marrocos unido que se estende de Tânger a Lagouira e cujos direitos ninguém ousará desrespeitar, nem cujas fronteiras históricas ninguém ousará transgredir".

Nos últimos anos, prosseguiu Sua Majestade o Rei, o ímpeto gerado começou a dar frutos em todas as frentes, especificando que dois terços dos Estados-membros das Nações Unidas "consideram agora a Iniciativa de Autonomia como a única estrutura válida para alcançar uma solução para este conflito".

Além disso, o reconhecimento da soberania econômica do Reino sobre suas províncias do sul expandiu-se consideravelmente depois que grandes potências econômicas, como os Estados Unidos da América, a França, a Grã-Bretanha, a Rússia, a Espanha e a União Europeia, decidiram incentivar o investimento nessas províncias e promover o comércio com elas, argumentou ele.

Com tal recurso, essas províncias podem agora se afirmar em seu ambiente regional, incluindo a região do Sahel e do Saara, como um polo de desenvolvimento e estabilidade e um eixo central da atividade econômica, observou o Rei de Marrocos.

Em conformidade com a Resolução da ONU, Marrocos procederá à atualização e formulação detalhada da Proposta de Autonomia para posterior submissão às Nações Unidas, afirmou ele, acrescentando que "como uma solução realista e aplicável, ela deve constituir a única base para negociação".

O Soberano desejou agradecer a todos os países que, por meio de suas posições construtivas e esforços contínuos em prol da justiça e da legitimidade, contribuíram para o advento desta mudança, com menção especial aos Estados Unidos da América, sob a liderança do Presidente Donald Trump, cujos "esforços abriram caminho para uma solução definitiva deste conflito".

O rei Mohammed VI também expressou seus agradecimentos à Grã-Bretanha e à Espanha, e especialmente à França, "cujos esforços contribuíram para levar este processo pacífico a uma conclusão bem-sucedida".

O Soberano não deixou de expressar seus sinceros agradecimentos a "todos os países irmãos árabes e africanos que nunca cessaram de manifestar seu apoio incondicional à identidade marroquina do Saara, bem como aos diversos países do mundo que apoiam a Iniciativa de Autonomia".

Para o Soberano, Marrocos, para além destes desenvolvimentos positivos, mantém o compromisso com a necessidade de alcançar "uma solução que preserve a dignidade de todas as partes, sem vencedores nem perdedores", assegurando que o Reino "não ostenta estas mudanças como um troféu e não deseja inflamar antagonismos ou acentuar divisões".

Nesse contexto, ele fez um apelo sincero às populações dos campos de Tindouf (sudoeste da Argélia) para que aproveitassem essa oportunidade histórica de se reunirem com suas famílias e desfrutarem da possibilidade oferecida pela Iniciativa de Autonomia de contribuir para a gestão dos assuntos locais, o desenvolvimento de sua pátria e a construção de seu futuro, no seio de um Marrocos unido.

"Na minha qualidade de Rei, garante dos direitos e liberdades dos cidadãos, afirmo solenemente que os marroquinos, sendo todos iguais, não há diferença entre as pessoas que regressaram dos campos de Tindouf e os seus irmãos que se estabeleceram no resto do território nacional", declarou.

Além disso, convidou o presidente argelino Abdelmadjid Tebboune para "um diálogo fraterno sincero entre Marrocos e Argélia, para que, superadas as nossas diferenças, possamos lançar as bases para novas relações assentes na confiança, na fraternidade e na boa vizinhança", reiterando o compromisso de Marrocos em continuar a trabalhar para o renascimento da União do Magreb, com base no respeito mútuo, na cooperação e na complementaridade entre os seus cinco Estados-membros. ANG/Faapa

 

                Tanzânia/Oposição rejeita reeleição da actual Presidente

|Bissau, 03 Nov 25 (ANG) - O Partido para a Democracia e o Progresso (Chadema), principal formação política da oposição na Tanzânia, rejeitou a vitória da Presidente Samia Suluhu Hassan nas eleições gerais de quarta-feira, marcadas por protestos que causaram centenas de mortos.

A Comissão Eleitoral Nacional Independente (INEC) declarou no sábado Samia Suluhu Hassan vencedora, excluindo os principais rivais da oposição, com 97,66% dos votos.

Esses resultados são infundados, pois a verdade é que não foram realizadas eleições legítimas na Tanzânia, afirmou o partido da oposição em comunicado divulgado no final da noite de sábado.

Os cidadãos não participaram das eleições de 29 de outubro devido a um ambiente que não foi livre nem justo, e à ausência de igualdade de condições, enfatizou o Chadema, defendendo que os números foram manipulado e que as manifestações são prova irrefutável de que os cidadãos rejeitam qualquer candidato que surja desse processo eleitoral.

O Chadema, em declarações à imprensa internacional, estimou em mais de 700 o número de mortos nas manifestações em Dar es Salaam desde as eleições, em resultado da repressão da polícia, mas o Governo refuta estes números e fala em cerca de 150.

ANG/Inforpress/Lusa

 

 

Vaticano/Papa pede intervenção da comunidade internacional na crise do Sudão

Bissau, 03 Nov 25 (ANG)  - O Papa apelou hoje a uma intervenção generosa da comunidade internacional na situação no Sudão, que ofereça assistência e apoio aos trabalhadores da ação humanitária e àqueles que enfrentam um "sofrimento inaceitável" naquele país do Norte de África.

Leão XIV, no final da oração do Ângelus na Praça de São Pedro, expressou tristeza pela situação vivida no Sudão, com violência indiscriminada contra mulheres e crianças, ataques contra civis, e graves obstáculos à acção humanitária que disse estarem a causar grande sofrimento.

"Isto é inaceitável para uma população já exausta após longos meses de conflito. Rogamos ao Senhor para que acolha os mortos, console os que sofrem e toque os corações dos responsáveis", disse, apelando a um cessar-fogo e à abertura urgente de corredores humanitários.

O Papa Leão XIV instou também a comunidade internacional "a intervir com generosidade decisiva para oferecer assistência e apoio".

A oração também foi dedicada à Tanzânia, devido aos confrontos após as eleições políticas que resultaram em inúmeras vítimas, apelando o pontífice a que sejam evitadas todas as formas de violência por todos, e seja seguido o caminho da paz.

ANG/Inforpress/Lusa

África do Sul/ONU considera que desigualdade está a tornar pandemias mais prováveis, mortíferas e caras

 

Bissau, 03 Nov 25(ANG) - Elevados níveis de desigualdade económica tornam o mundo mais vulnerável a pandemias e alimentam um círculo vicioso que faz perigar saúde pública e economias, alertaram hoje economistas prestigiados e especialistas em saúde pública da ONU.

 

As conclusões encontram-se num relatório encomendado pela UNAIDS, fruto de dois anos de investigação realizada pelo Conselho Mundial sobre as Desigualdades, a SIDA e as Pandemias e liderada por especialistas como o prémio Nobel da Economia 2001, Joseph Stiglitz, a ex-primeira-dama da Namíbia Mónica Geingos e o epidemiologista Michael Marmot.

 

“Níveis elevados de desigualdade, tanto dentro como entre países, estão relacionados com a transformação de surtos de doenças em pandemias, e a desigualdade está a minar as respostas nacionais e globais, tornando as pandemias mais perturbadoras para a economia, mais mortíferas e prolongando a sua duração”, lê-se no documento.

 

O relatório mostra que, “por sua vez as pandemias aumentam a desigualdade”, alimentando um ciclo que pôde ser observado durante crises de saúde pública mundiais como a covid-19, mas também a SIDA, o ébola, a gripe, a varíola e outras doenças.

 

Por isso, os especialistas alertam que “a incapacidade para abordar as desigualdades fundamentais e as condições sociais desde a covid-19 deixou o mundo extremamente vulnerável e mal preparado para a próxima pandemia”.

 

A pandemia da covid-19, em particular, “empurrou para a pobreza 165 milhões de pessoas, ao passo que as pessoas mais ricas do mundo aumentaram a sua riqueza em mais de um quarto”, sublinham.

 

As desigualdades são “uma escolha política, e uma escolha perigosa que ameaça a saúde de todos”, sustentou Monica Geingos, citada pela UNAIDS em comunicado.

Os autores do relatório exortam os líderes mundiais a melhorarem a preparação para as pandemias, investindo em “mecanismos de proteção social” nos seus países e, simultaneamente, tentando minorar os problemas de desigualdade global, em especial através da reestruturação da dívida dos países em desenvolvimento.

 

“As pandemias não são apenas crises de saúde; são crises económicas que podem agravar as desigualdades, se os líderes fizerem as escolhas políticas erradas”, afirmou Stiglitz.

 

“Quando os esforços para estabilizar economias afetadas por uma pandemia são financiados por elevadas taxas de juro da dívida e medidas de austeridade, privam os sistemas de saúde, educação e proteção social de recursos. As sociedades tornam-se, então, menos resistentes e mais vulneráveis às epidemias”, argumentou o Nobel de Ciências Económicas de 2001.

Na opinião deste especialista, “quebrar este ciclo exige garantir que todos os países têm a capacidade orçamental necessária para investir na segurança sanitária”.


O relatório defende também um acesso mais equitativo aos tratamentos e tecnologias de saúde, apelando para a “suspensão imediata dos direitos de propriedade intelectual” a nível global assim que seja declarada uma pandemia.


Joseph Stiglitz irá igualmente apresentar nos próximos dias um relatório sobre a desigualdade e a pobreza globais aos líderes do G20, que representam as maiores economias do mundo e que se reunirão numa cimeira em Joanesburgo no final de novembro. ANG/Inforpress/Lusa

 

Portugal/Um em cada cinco médicos e enfermeiros são migrantes, diz relatório

Bissau, 03 Nov 25 (ANG) - Um em cada cinco médicos e enfermeiros a trabalhar nos sistemas de saúde dos 38 países-membros da OCDE, como Portugal, é migrante, avança um relatório hoje divulgado pela organização.

No total, os sistemas de saúde da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) albergam mais de 830.000 médicos e 1,75 milhões de enfermeiros nascidos no estrangeiro, refere o relatório anual "Perspetivas da Migração Internacional 2025".

Os números constatam a situação em 2020-2021, a última vez que foram contabilizados valores da área da saúde, mas os analistas da OCDE - que trabalharam em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta matéria do relatório - garantem que a integração de médicos e enfermeiros migrantes cresceu significativamente nas últimas duas décadas, ultrapassando o crescimento geral do emprego nestas profissões.

"O número total de médicos nascidos no estrangeiro aumentou 86% e o de enfermeiros 136%", avançam.

A situação deve-se à escassez de profissionais de saúde em países com populações envelhecidas e com cada vez mais necessidade de cuidados médicos, salientam os analistas no documento sobre migrações.

"Em resposta, muitos países da OCDE reforçaram a sua capacidade de formação de pessoal de saúde, mas o recrutamento internacional de médicos e enfermeiros também continuou a aumentar", referem.

Os maiores aumentos em números absolutos de profissionais de saúde migrantes foram registados nos Estados Unidos, na Alemanha e no Reino Unido, detetaram os analistas.

O número de médicos nascidos no estrangeiro mais do que triplicou nas últimas duas décadas em vários países, incluindo na Finlândia, na Alemanha, no Luxemburgo, na Noruega, em Espanha e na Suíça.

No caso dos enfermeiros nascidos no estrangeiro, a Finlândia foi o país que registou maior subida, com um aumento de quase oito vezes, enquanto Alemanha, Irlanda, Nova Zelândia e Noruega também viram o número mais do que triplicar.

O relatório aponta ainda que a maioria dos profissionais de saúde migrantes é originária da Ásia, de onde proveem aproximadamente 40% dos médicos e 37% dos enfermeiros estrangeiros que trabalham na OCDE.

Índia, Alemanha e China são os principais países de origem dos médicos, enquanto Filipinas, Índia e Polónia são os três principais países de origem dos enfermeiros.

"Sete países de origem têm mais médicos a trabalhar na OCDE do que nos próprios países, e este número sobe para 15 países no caso dos enfermeiros", refere o documento, explicando que, na maioria, partem de pequenos Estados insulares e de países menos desenvolvidos da África Subsariana.

Embora as políticas migratórias estejam a evoluir, sobretudo devido à crise provocada pela pandemia da covid-19, ainda é preciso aumentar as respostas políticas, de acordo com os analistas da OCDE.

"O reconhecimento e o licenciamento", que "continuam a ser grandes obstáculos à integração dos profissionais de saúde migrantes no mercado de trabalho", devem ser melhorados, defendem.

A OCDE propõe também que os principais países recetores reforcem "a formação e melhorem a retenção dos profissionais de saúde, a fim de reduzir a escassez e a má distribuição a nível interno".

Criada em 1961 para gerir a ajuda do Plano Marshall depois da Segunda Guerra Mundial, a OCDE visa atualmente promover a democracia e a economia de mercado e tem como membros, além de Portugal, Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, Colômbia, Coreia do Sul, Costa Rica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estados Unidos, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Israel, Itália, Japão, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, México, Noruega, Nova Zelândia, Países Baixos, Polónia, Reino Unido, República Checa, Suécia, Suíça e Turquia.ANG/Lusa

 

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Forças Armada/EMGFA denuncia alegada tentativa de subversão da ordem constitucional no país

Bissau, 31 Out 25 ANG) – O Estado-Maior General das Forças Armadas(EMGFA), denunciou, hoje, uma  alegada tentativa de subversão da ordem constitucional, num momento em que o país se prepara para as eleições gerais, marcadas para o dia 23 de Novembro.

A denúncia foi feita durante uma conferência de imprensa, em Bissau, dirigida pelo Vice Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas, Tenente-General Mamadu “Nkrumah” Turé, e contou com a presença de oficiais superiores e subalternos.

Nkrumah" Turé, afirmou que o general Daba Na Walna, antigo presidente do Tribunal Superior Militar, se encontra detido, desde quarta-feira à noite, "devido ao seu envolvimento no golpe".

Turé apresentou alegados factos que segundo disse confirmam o envolvimento de Daba Na Walna na tentativa de golpe.

"Fez uma requisição de armas, viaturas e coletes antibala. Disse que era para dar aos formandos na Escola Militar de Cumeré, afinal era para fazer golpe de Estado", declarou o vice-chefe das Forças Armadas guineenses.


Mamadu Turé lamentou a detenção dos oficiais, que recusaram a cumprir com as orientações e dos conselhos do Estado-Maior General.

“ O nosso Chefe de Estado-Maior General desde  sua tomada de posse jurou se subordinar ao poder político, respeitar a Constituição da República e demais leis em vigor no país, reorganizar as forças armadas, criar mínimas condições para formação dos jovens militares”, lembrou.

Acrescentou que o Chefe de Estado-Maior General cumpriu com essas promessas e mesmo assim ainda há camaradas que aceitam colaborar com políticos para subverter a ordem criando instabilidade e morte para os próprios militares

De acordo com o comunicado lido pelo  Chefe da Divisão Central de Recursos Humanos do EMGFA, Fernando Gomes da Silva, o episódio envolve alguns oficiais das Forças Armadas, cujas ações, segundo as autoridades militares, colocam em risco a paz e a estabilidade nacional, consideradas essenciais para o desenvolvimento socioeconómico e para a atração de investimento externo.

“O processo de inquérito para apurar os factos e identificar todos os envolvidos já está em curso. As Forças Armadas garantem que todos os responsáveis serão levados à justiça, e os que se encontram em fuga serão localizados e detidos”, salientou.

 Durante a conferência foram ainda exibidos fragmentos, ou seja, áudios dos trabalhos da comissão de inquérito, com o objetivo de demonstrar à comunidade nacional e internacional a veracidade dos factos denunciados.

As Forças de Defesa e Segurança afirmaram que não permitirão distúrbios nem desordens durante o processo eleitoral e que estarão “vigilantes e intransigentes” perante qualquer tentativa de pôr em causa as eleições.

Informou que o Comando Conjunto para o Asseguramento das Eleições Gerais, já constituído, é composto por mais de 15 mil efetivos das Forças Armadas, da Guarda Nacional, da Polícia de Ordem Pública e das Forças de Estabilização da CEDEAO.

A missão desse comando, de acordo com o comunicado, é garantir a segurança dos candidatos, coligações e partidos concorrentes em todo o território nacional, além de dissuadir “de forma severa e intolerável quaisquer ameaças verificadas antes, durante e depois do escrutínio”.

As Forças de Defesa alertaram ainda que não será tolerada qualquer tentativa de interferência ou manipulação de pessoas individuais ou colectiva, através de redes sociais ou outros meios de comunicação social que visem “desestabilizar ou desacreditar a liderança militar”.

No comunicado as Forças Armadas apelam à unidade e disciplina de todos os elementos das Forças Armadas e de Segurança, desde os generais até aos soldados, pedindo-lhes que permaneçam fiéis aos ideais da República e se abstenham de qualquer ato que possa comprometer a paz e a estabilidade que tanto o povo guineense deseja. ANG/LPG/ÂC//SG

Eleições Gerais 2025/Presidente interino da “CNE” apela não uso de linguagens que incita ódio ou violência durante  campanha eleitoral

Bissau, 31 Out 25 (ANG) – O Presidente Interino da Comissão Nacional de Eleição (CNE), apelou hoje a sociedade guineense e as forças politicas do país e assim como aos candidatos às eleições de Novembro para não usarem   linguagens de incitamento ao ódio ou práticas  de violência, durante a campanha eleitoral que se inicia sábado, em todo o território nacional.

Npabi Cabi fez esse apelo em mensagem difundida esta sexta-feira, alusiva a abertura da campanha eleitoral.

Convida aos interessados no processo, a reforçarem a cultura de tolerância, de sâ convivência entre os guineenses, e de respeitarem  os princípios de ética e deontologia eleitoral.

“Peço-vos para se empenharem e contribuir para que a campanha eleitoral seja coroada de êxitos, num clima e ambiente de concórdia nacional”, referiu.

Segundo aquele responsável, o povo guineense delega o seu poder em cidadãos que o representa na tomada de decisões, interpretando a sua vontade e respondendo as suas aspirações.

“Por isso, de forma incontornável, os Partidos, Coligações de Partidos, Candidatos à Presidência da República e cidadãos em geral, estamos todos convocados para dar brilho à esse debate de ideias”, declarou Npabi Cabi.

Acrescenta  que o exercício de direitos políticos determina  que todos os atores devem respeitar e fazer respeitar os princípios e valores das democracias modernas, o pluralismo e o código da conduta eleitoral, enquanto pedra angular para a afirmação ativa, na construção do futuro coletivo sólido e resiliente.

“A missão que nos é aferida durante os próximos 21 dias e não só, deve estar revestidas de valores éticos-morais, que balizam as nossas condutas, na estrita observância da Constituição da República, Legislação Eleitoral, e demais leis complementares e código de conduta eleitoral”, disse.

Apelou , por outro lado, às Forças de Ordem Pública para que preservem o dever de imparcialidade ou seja a igualdade de tratamento, isenção e neutralidade, perante as forças políticas e candidatos concorrentes dos pleitos eleitorais.

No que tange ao órgãos de comunicação social, destacou que devem vincular-se ao dever de tratamento jornalístico, não discriminatório ou tendencioso, devendo para tal valer pelo o princípio e valores da deontologia profissional.ANG/LLA/ÂC//SG


Campanha eleitoral/Ministro das Telecomunicações pede a ARN para garantir acessibilidade de comunicação em todo o território nacional

Bissau, 31 out 25(ANG) – O ministro das Telecomunicações e Economia Digital, pediu a  Autoridade Reguladora Nacional das Tecnologias de Informação e Comunicação(ARN-TIC), para garantir acessibilidade de redes de comunicação em todo o território nacional durante o período da campanha eleitoral, que se inicia no sábado(01).

“Estou aqui hoje, para se inteirar do funcionamento da ARN-TIC e sobretudo transmitir a mensagem do Presidente da República para vossa instituição no que concerne o papel que devem jogar no processo tão importante para a vida do país que é as eleições de 23 de Novembro”, disse Júlio Baldé  na visita que efetuou hoje à ARN-TIC.

O governante acrescentou  que as próximas eleições vão determinar o futuro do país, nos próximos quatro e cinco anos, frisando que durante o período crítico da campanha eleitoral, a responsabilidade não cabe apenas ao Ministério do Interior em termos de garantia de segurança das pessoas, partidos e candidatos.

Júlio Baldé salientou que a ARN-TIC tem igualmente grande responsabilidade em termos de garantia de tudo o que toca com a comunicação, desde a capital Bissau até Madina Boé, de Varela às Ilhas Bijagós entre outras localidades.

“Então, a responsabilidade é enorme e a ARN-TIC deve estar à altura de cumpri-la, de acordo com as recomendações que o  Presidente da República me pediu para vos transmitir”, disse.

O ministro das Telecomunicações pediu aos responsáveis da ARN-TIC para redobrarem esforços para que durante o período da campanha eleitoral não haja falhas graves em termos de comunicações, em todo o território nacional. ANG/ÂC//SG

Costa do Marfim/BAD disponibiliza seis milhões de dólares para gestão de riscos de desastres em África no período 2025/2026

Bissau, 31 Out 25 (ANG) – O Conselho de Administração do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) aprovou na quarta-feira, em Abidjan, uma alocação excepcional de seis milhões de dólares americanos para apoiar a Iniciativa Africana de Capacidade de Gestão de Riscos (ARC, na sigla em inglês) em suas atividades de capacitação e financiamento de riscos de desastres no continente para o período de 2025-2026.

Este financiamento, proveniente do Programa Africano de Financiamento para o Risco de Desastres (ADRiFi), permitirá que a ARC continue a prestar seus serviços essenciais de apoio técnico e institucional aos países membros regionais do Banco.

Segundo o AfDB, o primeiro componente do projeto se concentrará no fortalecimento da expertise técnica e das capacidades institucionais das autoridades públicas nacionais para uma melhor gestão do risco de desastres. Isso incluirá o aprimoramento das estruturas de avaliação de riscos, a consolidação dos sistemas de alerta precoce e a capacitação dos tomadores de decisão com as habilidades necessárias para a implementação eficaz de políticas de prevenção.

O segundo componente visa ajudar os países africanos a passar de uma abordagem reativa para uma abordagem proativa em relação aos desastres naturais, fortalecendo o planejamento de emergência, a alocação de recursos e os mecanismos institucionais de resposta.

Por meio deste projeto, a ARC também pretende aumentar a participação de seus Estados-membros em seu fundo soberano de risco, propondo novos produtos de seguro climático e intensificando seu engajamento com os governos para apoiar a campanha pela ratificação de seu tratado fundador.

As atividades de implementação abrangerão todos os Estados-membros da ARC, com atenção especial às regiões mais expostas a secas, inundações, ciclones tropicais e epidemias.

Os beneficiários diretos incluem formuladores de políticas, especialistas técnicos e funcionários do governo, que receberão assistência na quantificação de riscos, planejamento de emergência, financiamento de desastres e inclusão de mulheres em estratégias de resiliência.

Criada em 2012 como uma agência especializada da União Africana, a Capacidade Africana de Gestão de Riscos (African Risk Capacity) fornece aos Estados-membros ferramentas de modelagem de riscos, planejamento de emergências e financiamento soberano para desastres. Desde a sua criação, já desembolsou mais de US$ 230 milhões para 14 países africanos, protegendo milhões de pessoas vulneráveis ​​por meio de mecanismos de financiamento rápidos e previsíveis.ANG/Faapa

Ucrânia/Europol identifica mais de 650 mercenários russos acusados de crimes de guerra

Bissau, 31 Out 25 (ANG) - A Europol identificou hoje cerca de 654 alegados combatentes das companhias militares privadas russas Wagner e Redut acusados de crimes de guerra, incluindo execuções de civis e violência sexual durante a invasão russa da Ucrânia.

operação, levada a cabo pelas polícias moldava e ucraniana com o apoio da Equipa Central de Crimes Internacionais da Europol, permitiu reconstruir parte das redes de recrutamento e de comando dos dois grupos, que também estiveram presentes noutros conflitos, como o da República Democrática do Congo.

 Os suspeitos incluem cidadãos da Ucrânia, Moldávia, Cazaquistão, Uzbequistão, Tajiquistão, Turquemenistão, Azerbaijão, Arménia e Bósnia-Herzegovina, indicou ainda a agência europeia.

Uma das empresas militares, o grupo Wagner ficou totalmente sob o controlo do Governo russo após a morte do seu líder, Evgeny Prigozhin em 2023.

O grupo foi desmantelado depois de Prighozin ter liderado em junho de 2023 uma revolta em que reuniu os seus mercenários com o objetivo de marchar até Moscovo.

Embora tenha sido desmantelado, no continente africano o grupo foi substituído pelo chamado 'Africa Corps', mantendo as suas tropas e respondendo diretamente ao Kremlin.

Na Ucrânia, os mercenários foram acusados por diversas vezes de crimes de guerra.

Já o Redut é outro grupo de mercenários que recruta sobretudo ex-militares russos para as suas fileiras e faz parte das organizações militares alvos de sanções por parte da União Europeia.ANG/Lusa

 

França/Anunciada ajuda de mais de 1,5 bilhões de Euros às populações afectadas pela guerra no leste da RDC

Bissau, 31 Out 25 (ANG) - O Presidente francês anunciou ,quinta-feira, no final do dia uma ajuda internacional de mais de 1,5 mil milhões de Euros e a abertura de corredores humanitários para encaminhar a ajuda aos civis bloqueados no meio do conflito no leste da RDC.

Este anúncio foi feito em Paris, no final de uma conferência internacional sobre os Grandes Lagos organizada pela França e o Togo, país mediador, que contou com a presença de 60 países e organizações, mas sem os M23, parte directamente envolvida no conflito.

"Tenho o orgulho de anunciar que mobilizaram colectivamente mais de 1,5 bilhões de Euros de assistência para as populações mais vulneráveis", foi deste modo que Emmanuel Macron anunciou esta ajuda às populações afectadas pelo conflito vigente no leste da RDC, mencionando nomeadamente o envio de medicamentos e alimentos.

O plano de resposta humanitária das Nações Unidas, avaliado em 2,5 mil milhões de Euros, tinha sido até então financiado apenas em 16% do seu valor.

Ainda antes deste anúncio, a ONU tinha tecido advertências sobre o agravamento da insegurança alimentar na RDC, com 26 milhões de pessoas em risco severo até o começo do ano que vem, na sua maioria nas províncias do norte e sul Kivu, as zonas em conflito, sendo que ainda de acordo com as Nações Unidas, quase 4 milhões de pessoas estão neste momento em situação de "urgência alimentar".

A agravar este cenário, "as rotas humanitárias são por vezes controladas e os recursos desviados", denunciou Faure Gnassingbé, Presidente do Togo, país mediador da União Africana para os Grandes Lagos.

Durante o encerramento da conferência internacional de ontem, o Presidente francês ainda anunciou a reabertura do aeroporto de Goma para voos humanitários "nas próximas semanas" e corredores humanitários seguros para o encaminhamento da ajuda.

Uma notícia acolhida com cepticismo pelo chefe da diplomacia ruandesa, Olivier Nduhungirehe, que não deixou de sublinhar que os M23 não foram convidados para a conferência, apesar de serem uma das partes interessadas.

"Paris não pode reabrir um aeroporto, uma vez que os primeiros envolvidos não estãona conferência, disse o governante do Ruanda, país acusado por Kinshasa e pela ONU de apoiar os rebeldes M23 que controlam o norte e o sul Kivu.ANG/RFI