segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Visita do Papa



                        Bispo afirma que convite chegou à Vaticano

Bissau, 26 Fev 18 (ANG) – O Bispo de Bissau revelou quinta-feira que o convite para a uma possível visita do Papa Francisco à Guiné-Bissau já foi enviado ao Núncio apostólico em Dakar, Senegal e que certamente já se encontra no Vaticano.

Dom Camnate Na Bissing que falava aos jornalistas depois do almoço oferecido pelo presidente da República aos doentes do hospital de Cumura disse que o documento está a seguir todos os trâmites legais e que Bissau está a aguardar a resposta do Vaticano.

Explicou que neste momento os cristãos católicos estão a celebrar o tempo de quaresma onde todos os fiéis são convidados a viver melhor o jejum, as orações e partilhar o tem com os mais vulneráveis. ANG/JD/JAM/SG

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

ONU



            Conselho de Segurança  critica desrespeito por direito a reunião

Bissau,23 Fev 18 (ANG) - O Conselho de Segurança das Nações Unidas afirmou-se quinta-feira profundamente preocupado com a crise política e institucional na Guiné-Bissau, criticando o desrespeito pelo direito a «reuniões pacíficas», e pediu eleições «livres e credíveis».

«Os membros do Conselho de Segurança expressaram a sua profunda preocupação em relação à prolongada crise política e institucional, devido à falta de disponibilidade dos atores políticos para alcançar a solução consensual e sustentável», considerou este órgão, numa declaração divulgada quinta-feira.

Na sua mensagem, o Conselho de Segurança «lamenta a relatada falta de respeito pelo direito a reuniões pacíficas, reconhecido pela Constituição da Guiné-Bissau», numa alusão ao cerco pela polícia, em janeiro, da sede do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, vencedor das últimas legislativas), atrasando em dois dias o congresso do partido.

Também deplora o desrespeito pelos «instrumentos legais» das Nações Unidas, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e da União Africana.

«Apelaram às autoridades da Guiné-Bissau para garantir um estrito respeito pelas suas obrigações à luz da lei internacional de direitos humanos», acrescenta o documento.

Na mesma posição, o Conselho de Segurança apela à realização de eleições legislativas e presidenciais, respetivamente em 2018 e 2019, que sejam «livres, justas, credíveis e transparentes, incluindo através da total participação das mulheres».

A declaração deste órgão da ONU surge depois de ter ouvido, no passado dia 14, o representante do secretário-geral das Nações Unidas para este país lusófono, Modibo Touré, e o responsável do Gabinete das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, o brasileiro Mauro Vieira.

Modibo Touré tinha defendido perante o Conselho de Segurança que o prolongamento da crise política guineense requer a presença contínua da ONU na Guiné-Bissau, acompanhando «o processo até ao fim».

O Conselho de Segurança também elogia, na declaração divulgada hoje, as instituições de defesa e de segurança da Guiné-Bissau pela sua «posição de não interferência no processo político», defendendo a reforma destas entidades como «uma prioridade chave».

Sobre as sanções decididas pela CEDEAO a 19 personalidades guineenses, pela obstrução ao cumprimento do Acordo de Conacri, o Conselho de Segurança afirma ter «tomado nota».

Para as Nações Unidas, o respeito por este acordo é o «único quadro consensual para encontrar uma solução duradoura para a crise» e cujo pré-requisito é a designação de «um primeiro-ministro de consenso e um Governo inclusivo».

Os membros do Conselho de Segurança expressaram ainda a intenção de continuar a acompanhar a «atual crise política» e manifestaram-se prontos para «tomar medidas adicionais para responder a um agravamento da situação» naquele país.

Na declaração, a ONU também elogia o trabalho de organizações regionais na procura de uma solução e encoraja «esforços continuados» da CEDEAO, da União Africana, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da União Europeia.

O Presidente guineense, José Mário Vaz, nomeou no mês passado Artur Silva para chefiar um novo Governo, mas o PAIGC já anunciou que o seu partido não iria aceitar qualquer nome que não fosse o do seu dirigente Augusto Olivais, proposto no quadro do Acordo de Conacri.

A Guiné-Bissau vive uma crise política desde a demissão, pelo Presidente José Mário Vaz, do Governo liderado pelo primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, em agosto de 2015.

Por falta de acordo entre as várias forças políticas, a CEDEAO elaborou o Acordo de Conacri, em outubro de 2016, que prevê a nomeação de um primeiro-ministro de consenso.

ANG/Lusa

Corrupção



                              Guiné-Bissau no topo da lista da CPLP

Bissau,23 Fev 18 (ANG) - A Guiné-Bissau é o país mais corrupto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e um dos piores classificados no mundo, revelou esta quarta-feira a organização Transparency International no seu índice 2017 da percepção da corrupção em 180 países e territórios
Vista do Palácio do Governo da Guiné-Bissau

Na mesma classificação a Guiné-Bissau, para além de ser o mais corrupto na CPLP, está entre os 10 países mais corruptos do mundo posicionando-se em 171º lugar dos 180 países, disputando a mesma posição com a Guiné Equatorial e a Coreia do Norte.

Portugal, no quadro da CPLP, é o país melhor classificado com a 29ª posição em 180 países, seguido de Cabo Verde com a 48ª posição, São Tomé e Príncipe em 64º lugar, Timor-Leste com a posição 91, o Brasil na 96ª posição, Moçambique está em 153º lugar nos 180 países e Angola em 167º lugar.

A Nova Zelândia, Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suíça estão posicionados no ranking da Transparency International como os cinco países menos corruptos do planeta, enquanto o Iémen, Afeganistão, Síria, Sudão do Sul e Somália são os mais corruptos.   
ANG/LUSA

Solidariedade



“No Djunta Mon pa Fidjus di Tchom Riba Casa “ anuncia fim de actividades

Bissau, 23 Fev 18 (ANG) – O Coordenador do Movimento Cívico denominado de “Nô Djunta Mon Pa Fidjus di Terra Riba Casa”, anunciou hoje o fim das suas actividades de fazer voltar ao país  guineenses exilados por motivos politicos.

Fernando Gomes falava em conferência de imprensa em jeito de balanço das actividades realizadas nos 18 meses da vigência da organização civica, e declarou que todos os cidadãos que manifestaram o desejo de regressar a Guiné-Bissau já se encontram entre nós.

“Estou a falar dos cidadãos, Iancuba Djola Injai, que voltou ao país no passado dia 17 de Dezembro de 2017 e Carlos Gomes Júnior ,que o fez no dia 18 de Janeiro do ano em curso. Com isso o Movimento tem a honra de comunicar que dá por finda a sua missão e a partir de hoje vai cessar todas as suas actividades”, informou.

Contudo, Gomes frisou que, se por ventura, no futuro,  um cidadão que se encontra numa situação idêntica manifestar o desejo de regressar a sua pátria vão tudo fazer para facilitar o seu regresso.

Fernando Gomes disse que ao longo do percurso encontraram muitos obstáculos, nomeadamente a falta de recursos financeiros e logístico e que sofreram inclusive  ameaças as suas próprias vidas.

“Começamos em 2016, criando os núcleos do movimento em todo o território nacional e em Janeiro de 2017 lançamos a campanha nacional de subscrição pública, em todo o país e em seguida fizemos os contactos com os responsáveis dos órgãos da soberania, líderes políticos, instituições religiosa, organizações da sociedade civil, líderes das centrais sindicais entre outros”, recorda.

O Coordenador do Movimento Cívico” No djunta Mon pa fidjus de Tchom riba casa” disse ainda que depois lançaram uma ofensiva diplomática junto de alguns Chefes de Estados da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO)
Gomes disse que internamente, infelizmente alguns líderes dos partidos políticos, não identificados, recusaram  receber o Movimento, e que  outros consideraram inoportuno o regresso de certos cidadãos ao país.

Segundo Fernando Gomes considerar de inoportuno o regresso de imediato dos cidadãos em exílio, só pode ser entendida como desrespeito pelos direitos mais elementares da pessoa humana.

 “Nós encarramos este tipo de afirmações como um sentimento, oportunista de quem para se afirmar, precisa de afastar o seu irmão e revela uma ganância desmedida e sem pudor transmitindo uma péssima imagem da classe política nacional”,referiu.

Agradeceu a todos quanto deram apoio  para o sucesso do Movimento, salientando que a vitória é de todos, reafirmando que o Movimento jamais vai transformar-se numa força política.

ANG/MSC/ÂC/JAM/SG






quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

CAF/Liga dos Campeões

 Benfica empata sem golos em Bissau com El-Jadida

Bissau,22 Fev 18 (ANG) - O Sport Bissau e Benfica empatou a 0-0, quarta-feira em casa, com El-Jadida de Marrocos, na partida a contar para a segunda mão da pré-eliminatória para a fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos em futebol.

Num jogo disputado no Estádio Nacional “24 de Setembro”, sob uma fraca assistência do público , os encarnados realizaram uma exibição inteligente, pois, apesar do ligeiro domínio dos marroquinos, a equipa da águia criou boas jogadas e algumas oportunidades de marcar pelo menos um golo. 

A supremacia demostrada na primeira mão pelos marroquinos em El-Jadida, não foi tão nítida em Bissau. Mas é fato para dizer que os visitantes pouparam a maior parte dos jogadores titulares, pensando em outros embates do campeonato marroquino e da Liga dos Campeões.

O técnico do Benfica, João Na Tchigna, apontou a falta de experiência como o fator que jogou contra a equipa que comanda, na primeira mão, em Marrocos, resultando num expressivo 10-0.

Na Tchigna realça, contudo, que Benfica cresceu bastante com a sua participação nestes dois jogos pré-eliminares. E diz acreditar que a formação encarnada crescerá nas próximas participações.

O treinador de El-Jadida, Taleb Abderrahim, justifica a utilização dos futebolistas da segunda linha, tendo em conta os próximos calendários que terá que cumprir, ou seja, um jogo logo na próxima quarta-feira e outro no sábado, além dos jogos internos.
Apontou o resultado de 10-0, na primeira mão, em Marrocos, como um dos motivos para não arriscar lesões dos jogadores importantes, tendo em conta que o apuramento já estava assegurado. 

Apesar de garantir a continuidade na prova, o técnico de El-Jadida reconhece que a equipa do Benfica cresceu bastante no jogo da segunda mão.
 
 CAF/ANG/O Democrata




quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Sanções da CEDEAO



Advogados  entregam petição pedindo suspensão imediata da medida

Bissau,21 Fev 18(ANG) - Os advogados portugueses do escritório João Nabais e Associados entregaram terça-feira uma petição à CEDEAO em Bissau pedindo a anulação das sanções contra as 19 personalidades guineenses que dão assistência jurídica.

Imagem Ilustrativo
A petição assinada pelo advogado João Nabais foi entregue na representação da  CEDEAO em Bissau pedindo a “suspensão imediata” das sanções” com todas as consequências legais e políticas”.

Na argumentação invocada pelos advogados portugueses, o grupo de 19 cidadãos guineenses foi alvo de medidas sancionatórias “inéditas por nunca terem sido aplicadas na comunidade internacional, mesmo em situações de golpes de Estado ou genocídio”.

Os visados, entre os quais se incluem dirigentes políticos, magistrados e o filho do Presidente guineense, não entendem como foi possível abranger os seus familiares diretos sem que se defina o grau de parentesco ou afinidade de pessoas a sancionar.

“Assim, pais, filhos, netos, cônjuges dos agora visados (…) são abruptamente atingidos por medidas discriminatórias que atentam contra os seus direitos humanos”, como é o caso de liberdade de circulação e contra os seus bens, lê-se na petição a que a Lusa teve acesso.

Alertam ainda para os “incómodos” que esses familiares vão passar a sentir de cada vez que queiram viajar, com receio de serem abordados nos aeroportos, ainda que possam estar a viver em países onde “dificilmente recebem ecos do que se passa na Guiné-Bissau”.

Consideram o facto de “uma intolerável incerteza” que abrange centenas de pessoas de forma injusta, alegam ainda.

Os subscritores da petição classificam as sanções da CEDEAO de “incompreensíveis” por terem sido decretadas sobre cidadãos de um país “onde reinam a ordem e a tranquilidade públicas”, com todos os direitos e liberdades garantidos aos cidadãos, dizem.

Pedem aos líderes da organização oeste africana que apreciem, com caráter de urgência, os fundamentos da petição assinada por João Nabais, alegando, desde já que a decisão “padece de vícios de forma e de substância”. Assim sendo, defendem que as sanções devem ser suspensas imediatamente.

Com as sanções, os visados ficam impedidos de participar nas atividades da CEDEAO, não podem ter vistos para os 15 países da comunidade, assim como os seus familiares, e os seus bens financeiros e dos familiares também ficam congelados.

A organização sub-regional africana quer que as outras instâncias internacionais, nomeadamente a Comunidade de Países de Língua Portuguesa, União Europeia e Nações Unidas apoiem e apliquem as sanções. A União Africana já manifestou o seu apoio ao pacote de sanções aplicado pela CEDEAO. 

ANG /Lusa