quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Política



“PRS pondera abandonar governo se não for demitida a ministra da Administração Territorial”, afirma Sola Inquilin

Bissau,29 Nov 18 (ANG) – O dirigente do Partido da Renovação Social (PRS), Sola Inquilin Na Bitchita afirmou que que se até terça-feira o Presidente da República e o Primeiro-Ministro não demitirem a ministra da Administração Territorial, Ester Fernandes, esta formação política vai abandonar o actual executivo.

“Vamos avisar o Presidente da República e o Primeiro-ministro de que se até terça-feira não assumirem as suas responsabilidades, vamos igualmente sentar-se na presidência da República”, declarou Sola Na Inquilin durante uma conferência de imprensa organizada pelos renovadores, Madem-G15 e os partidos sem assento parlamentar, na qual disseram haver fraudes no processo de recenseamento eleitoral.

Na Bitchita apelou na ocasião ao Ministério Público no sentido de acionar mecanismos para meter na prisão os alegados infratores e criminosos que querem trazer a guerra no país.

“Queremos chamar a atenção à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) de que o povo guineense é soberano e para tal não é possível manipular eleições no país porque não vamos aceitar”, disse o dirigente do PRS, sempre aplaudido por  centenas de militantes e simpatizantes das referidas formações políticas presentes na conferência de imprensa.

O político disse que se a CEDEAO habitua a manipular eleições noutros países, devem saber que na Guiné-Bissau nunca vai acontecer, porque todas as eleições já realizadas, foram sempre livres, transparentes e justas e que  não será desta vez que nos vão impor “um recenseamento eleitoral fraudulento”.

“Repito.  Se o Presidente da República e o Primeiro-Ministro não tomarem medidas até terça-feira demitindo a ministra da Administração Territorial e metendo nos calabouços todos os infratores do processo nós vamos estar na Presidência da República”, reafirmou Sola Na Inquilin.

Abordado pelos jornalistas sobre como vão estar na presidência, o dirigente do PRS respondeu que numa sociedade onde a lei não é respeitada, impera a lei da força.

“Mas nós não vamos para o Palácio da República para uso da força mas sim fazer o Presidente da República respeitar a lei”, vincou.

A conferência de imprensa foi marcada por esclarecimentos técnicos dos representantes do PRS e Madem G-15  no Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral(GTAPE), Djuldé Camará e João Frederico Gomes de Barros respectivamente.

Frederico de Barros afirmou que existem séries de irregularidades e falta de transparência no processo de recenseamento eleitoral, frisando, a título de exemplo, que o servidor doado recentemente pela República de Timor Leste ao GTAPE foi instalado de uma forma clandestina pelos nigerianos sem conhecimento dos técnicos nacionais da GTAPE.

“Os técnicos nacionais não receberam nenhuma formação na matéria e o sistema montado no servidor está exposto e os dados são introduzidos clandestinamente pelos técnicos nigerianos na calada da noite e os técnicos nacionais são impedidos de ter acesso aos bancos de dados”, declarou Barros.

Para Djuldé Camará a solução passa pela aquisição de um novo servidor para introduzir de novo todos os dados de uma forma transparente. ANG/ÂC//SG

Recenseamento


GTAPE acusa políticos de estarem a desinformar a opinião pública sobre fiabilidade do processo

Bissau, 29 Nov 18 (ANG) - O Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE) disse em comunicado estar engajado em assegurar, de forma transparente, o registo dos cidadãos eleitores para as próximas eleições legislativas.

Ainda por via desse comunicado à que ANG teve acesso hoje, o GTAPE apela a opinião pública a  recorrer  aos meios legais existentes para todos os esclarecimentos decorrentes do processo, desviando-se da campanha de desinformação que alguns atores políticos têm estado a fazer  sobre a fiabilidade do processo eleitoral.

Refere  que os kits doados pelo governo da Nigéria contem o software utilizado pela Comissão Nacional Eleitoral Independente da Nigéria, mas em observância a Lei Eleitoral guineense, integrando a cartografia nacional.

No documento o GTAPE acrescenta  que Software é constituído por duas partes, nomeadamente, uma que é instalada nos Kits do recenseamento, que permite a colecta de dados dos eleitores e uma segunda parte, instalada no servidor, que permite fazer a consolidação dos dados, produção de listas provisórias e emissão de cadernos eleitorais.

O GTAPE diz  ainda que após ter recebido o Servidor, doado pela República do Timor-Leste, o mesmo está a ser operacionalizado nas instalações do GTAPE em Bissau, acrescentando que esta operacionalização passa, de um lado, pela instalação do sistema operativo e, por outro, pela instalação da aplicação do sistema de recenseamento eleitoral em curso.

Conforme o comunicado, essas operações têm sido realizadas pela equipa técnica do GTAPE, com apoio técnico e financeiro da Nigéria e de Timor-Leste, sendo que a sincronização dos dados globais será feita igualmente nas instalações do GTAPE, na presença dos observadores indigitados pelos partidos políticos.


“Além das acções acima referidas, e para assegurar maior transparência do processo, os dados recolhidos serão consolidados, e, ato contínuo, detectados e corrigidos os eventuais erros e duplicações de registos, através de informações biométricas, recolhidas através  das impressões digitais dos eleitores”, lê-se no comunicado. 

Segundo o GTAPE, as etapas percorridas de início à esta fase do processo, evidenciam a preocupação do GTAPE em conferir ao processo maior transparência, por forma a aumentar o nível de confiança dos cidadãos e diferentes atores envolvidos.

O GTAPE renovou o seu apelo à todos os cidadãos com  capacidade eleitoral activa que ainda não se recensearam no sentido de  exercerem este direito cívico.

 Os últimos dados anunciados pela Gtape dão conta do recenseamento de 700.000 eleitores. E prevê-se a inscrição de cerca de 900.000 eleitores. ANG/LPG/ÂC//SG


Investimentos


Empresários portugueses declararam existir ambiente favorável na Guiné-Bissau para  abrir negócios
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Bissau, 29 Nov 18 (ANG) – Empresários portugueses de diversas áreas que se encontram em Bissau no quadro da segunda edição da Feira Empresarial de Bissau, em curso, disseram que encontraram na Guiné-Bissau um ambiente favorável para investir e abrir negócios.

A saída da audiência hoje com o Presidente da República, José Mário Vaz, o secretário-geral de confederação empresarial de Comunidade de Países da Língua Portuguesa (CPLP), José Medina Lobato disse que o encontro serviu para informar ao chefe de Estado do interesse das empresas portuguesas em investir , fazer negócios e sobretudo para valorizar o produto nacional, exportar para  outros países e fortalecer a economia.

Lobato assegurou que a Confederação  servirá de ponte para criar confiança e facilitar as atividades dos empresários do CPLP que pretendem investir na Guiné.

Por sua vez, o vice-presidente de Confederação empresarial Jorge Pais, que faz parte da comitiva, disse estar satisfeito com a disponibilidade do Presidente José Mário Vaz em apoiar o investimento português na Guiné-Bissau, por isso, espera contar com este apoio para atrair outros empresários para virem investir na Guiné-Bissau.

Aproveitou para anunciar que a associação empresarial de Portalegre em Portugal, vai abrir um concurso na Guiné- Bissau para premiar os jovens empreendedores guineenses, facultando-lhes a capacitação através de uma bolsa de estudos e conceder um incentivo de mil euros para iniciarem as suas atividades.

Na mesma ocasião, o presidente de instituto de formação de CPLP, Laurentino Ferreira fez um balanço positivo da segunda edição da Feira Empresarial de Bissau, justificando a sua afirmação com presença de 50 empresários contra 35 da primeira edição.

Acrescentou que esta participação dos empresários mostrar confiança e prosperidade para o setor e que certamente  vai atrair mais investidores para a Guiné-Bissau. ANG/CP//SG

São Tomé e Príncipe


            ADI vai indicar novo nome para chefiar próximo governo

Bissau, 29 nov 18 (ANG) - A Acção Democrática Independente (ADI), vencedora das eleições legislativas de São Tomé e Príncipe, vai indicar o ex-governante João Álvaro Santiago para chefiar um executivo, anunciou à Lusa o presidente do partido.
“O ADI vai levar esse nome ao presidente da República”, indicou Patrice Trovoada, presidente do partido e chefe do Governo cessante.
Segundo Patrice Trovoada, o nome de João Álvaro Santiago foi escolhido na terça-feira, numa reunião da comissão política da ADI, presidida pelo secretário-geral do partido, Levy Nazaré.
Álvaro Santiago faz parte da comissão política da ADI, foi ministro da Educação em governos anteriores e ocupou o cargo de vice-governador do Banco Central.
A decisão do partido surge depois de o nome indicado anteriormente - Olinto Daio, ministro da Educação, Cultura, Ciências e Comunicação do executivo cessante da ADI - ter declinado o convite para chefiar um eventual próximo executivo, após ter sido indicado, no início do mês, pela direcção do partido para esta função.
O presidente da República, Evaristo Carvalho, ouviu os partidos com assento parlamentar entre sexta-feira e sábado passados, a quem indicou que esta semana indigitaria o próximo primeiro-ministro, apesar de não revelar de que partido.
O ainda primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada, decidiu entretanto suspender as suas funções da liderança do seu partido ADI, anunciou hoje o próprio numa entrevista à Rádio Nacional de São Tomé e Princípe.
« Eu decidi que irei suspender as minhas funções como presidente do ADI », disse Patrice Trovoada, tendo acrescentado que  » espero que o partido vá rapidamente a um congresso para que saia mais fortalecido e com melhores ideias para os desafios dos próximos tempos ».
 » Penso que chegou o momento de eu recuar um pouco », disse Patrice Trovoada, tendo anunciado a realização já para o dia 09 de Dezembro de uma reunião do conselho nacional do partido para analisar a sua decisão.
.A ADI venceu as eleições legislativas de 07 de Outubro, com maioria simples – 25 em 55 deputados da Assembleia Nacional, enquanto o segundo partido mais votado foi o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe - Partido Social Democrata (MLSTP-PSD), que conquistou 23 mandatos, seguido da coligação PCD-UDD-MDFM, com cinco assentos parlamentares.
Estas duas forças da oposição assinaram um acordo pós-eleitoral com incidência parlamentar e com fins governativos, reclamando ter maioria absoluta (28 deputados) e garantindo assim sustentabilidade parlamentar para viabilizar um governo composto pelo que chamam de “nova maioria”.
Nas eleições foram ainda eleitos dois deputados independentes pelo distrito de Caué, no sul do país.
Na quinta-feira, os deputados à Assembleia Nacional foram empossados e elegeram Delfim Neves, vice-presidente do PCD, como presidente deste órgão.
Após as legislativas, o primeiro-ministro cessante, Patrice Trovoada, defendeu a necessidade de procurar acordos com outras forças políticas para formar um Governo de unidade nacional ou de base alargada, mas MLSTP e coligação recusaram dialogar com a ADI.
Trovoada anunciou, na altura, que não pretendia liderar um próximo executivo, considerando que o seu afastamento poderia facilitar o entendimento com outras forças políticas, mas afirmou que se manterá na presidência do partido até 2022.
MLSTP e coligação já garantiram que um Governo liderado pela ADI cairá no parlamento e pediram ao Presidente que "queime etapas", indigitando um Governo composto por estas forças, mas Evaristo Carvalho recusou, no mês passado, ceder àquilo que classificou de "pressões".
Já a ADI tem insistido que espera que o chefe de Estado são-tomense cumpra a Constituição, chamando o partido mais votado a formar Governo. ANG/Angop



Escolas públicas


Direcção da Escola “Patrice Lumumba”, suspende aulas após ameaças do Colectivo dos Estudantes

Bissau, 29 Nov 18 (ANG) – A Direcção da escola Patrice Lumumba de regime de autogestão, decidiu suspender as aulas naquele estabelecimento do ensino entre os dias 29 e 30 do corrente mês, depois de receber ameaças de vandalização e agressão por parte do Colectivo do Estudantes das escolas públicas.

“Ontem a tarde na minha ausência, alguns elementos do Colectivo de estudantes ameaçaram lançar  pedras e garrafas e quando cheguei recebi essa  informação  e logo reuni o Conselho Directivo de urgência e chegamos a conclusão de que devemos suspender as aulas hoje no sentido de se prevenir de  possíveis danos", explicou Aristóteles Soares da Gama.

Informou ainda que não haverá aulas igualmente sexta-feira por ser dia de realização de comissões de Estudos, instituido pelo Ministério da Educação.

Aquele responsável disse que a sua direcção se depara  com algumas dificuldades tais como a vedação da escola para dar mais segurança aos alunos. ANG/DMG/ÂC//SG

ONU


  Guterres alerta líderes do G20 para necessidade de uma “globalização justa”
Bissau, 29 nov 18 (ANG) -  O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que vai pedir aos líderes na cimeira do G20 que avancem com uma “globalização justa”, defendendo medidas mais ambiciosas contra as alterações climáticas.
António Guterres, que parte hoje para Buenos Aires, na Argentina, para participar na cimeira, que decorre na sexta-feira e no sábado, alertou que o mundo enfrenta uma “crise de confiança”.
“Os abandonados pela globalização estão a perder a confiança nos governos e nas instituições. A desigualdade é generalizada e crescente, as disputas comerciais estão a aumentar e a corrente de tensões geopolíticas estão a colocar mais pressão na economia global”, disse.
De acordo com secretário-geral das Nações Unidas, os países devem trabalhar juntos para responder a estes problemas e promover uma “globalização justa”, utilizando os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável acordados em 2015 como base.
Ao mesmo tempo, Guterres enfatizou a necessidade de se actuar para evitar um grande desastre climático.
“Alguns dizem que não se pode lutar contra as alterações climáticas e ter uma boa economia, eu discordo, na verdade, é o oposto”, declarou.
Guterres sublinhou que os custos de não agir em face do aquecimento global serão muito maiores do que os investimentos necessários para reduzir as emissões de gases com efeito estufa e promover um crescimento mais ecológico.
Questionado sobre a posição do Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, que retirou o seu país do Acordo de Paris e reiterou que não acredita nas alterações climáticas, o secretário-geral das Nações Unidas disse ser necessário “olhar para além das acções dos governos”.
“Nós vemos uma reacção muito importante da sociedade civil, das empresas, das cidades, e eu acho que é perfeitamente possível que os Estados Unidos cumpram os compromissos do Acordo de Paris”, disse Gueterres.ANG/Inforpress/Lusa



Transportes terrestres


   Direção-geral de Viação reafirma uso obrigatório de “chips” nas viaturas

Bissau,29 Nov 18 (ANG) – A Direção-geral de Viação e Transportes Terrestres reiterou o uso obrigatório do sistema “chip” em todas as viaturas que circulam no país, de forma a controlar os seus processos com maior rigor a facilidade.

Em entrevista exclusiva à ANG, o director administrativo e financeiro da Direção-geral de Viação e Transportes Terrestres afirmou que é obrigatório o uso de chips, “porque permite aquela instituição ter todos os dados informáticos dos carros”.

Malansinho Dabó acrescentou u que a outra vantagem do sistema, é que permite detectar se o processo da legalização das viaturas está conforme ou não l, acrescentando que todos os dados a serem levados em conta estão inseridos dentro do verbete do despacho das viaturas e sem a qual o carro não está legal.

“Então, para o efeito é obrigatória qualquer viatura ter um chip de forma a fornecer ao serviço de Viação e Transportes Terrestres elementos e suportes para puderem quantificar o número de viaturas que circula ao nível nacional”, informou.

Segundo o director administrativo e financeiro da Viação, o processo foi instalado desde  2015 com o objectivo de fazer o registo de viaturas ao nível nacional.

Disse que ao longo dos anos, os serviços de Viação e Transportes Terrestres enfrentam  enormes dificuldades em apresentar um documento sobre o número exacto de viaturas que existem  no país.

 “Para o efeito foi introduzido o referido sistema de forma a podermos saber da quantidade de viaturas que existem no país. Além de mais, o sistema dispõe de um software com capacidade de desempenhar diferentes funções no  processo de legalização da viatura”, esclareceu.

Malansinho Dabó sublinhou que, a título de exemplo,  dantes para que os serviços de Viação disponha  de uma folha de homologação das viaturas os dados eram tratados de forma manual, o que agora está fora de uso.

“A introdução do chip nas viaturas fez substituir os trabalhos manuais que antigamente eram usados nos processos de legalização dos carros porque agora tudo é digitalizado”, disse.

Afirmou que o sistema chip, um pequeno dispositivo fixado junto à placa de matrícula das viaturas, permite ainda a identificação, com facilidade, de documentos e  carros roubados. ANG/ÂC//SG  

São Tomé e Príncipe


            Justiça liberta suspeitos de tentativa de golpe de Estado

Bissau, 29 Nov 18 (ANG) - A Justiça santomense libertou segunda-feira os três cidadãos espanhóis e dois santomenses detidos há quatro meses, acusados de tentativa de golpe de Estado.
Segundo a Lusa que cita uma fonte judiciária, o juiz substituiu a prisão preventiva por termo de identidade e residência, apreensão dos passaportes e proibição de saída do país..
Segundo a fonte, o juiz justificou a acção pelo facto de os argumentos esgrimidos, mormente o perigo de fuga e a possibilidade de perturbar o andamento normal das investigações foram rebatidos, pelo facto das investigações terem sido concluídas.
Em Agosto, o governo santomense dissera, em comunicado, que tinha impedido uma acção terrorista que visava, o sequestro do Presidente da República, do presidente da Assembleia Nacional e a eliminação física do Primeiro-ministro, Patrice Trovoada.
Em 08 de Novembro o Ministério Publico acusou 20 arguidos de crimes de alteração do estado de direito, atentado contra o presidente da república, associação criminosa, posse de armas proibidas, engenhos e substâncias explosivas e contrafacção de moedas.
Em comunicado enviado a Lusa, o MP acrescentou ainda três crimes de conjura atribuídos aos arguidos, sublinhando que aquelas acusações surgem no âmbito "das investigações de tentativa de golpe de estado desmantelado a 04 de Agosto" deste ano.
Segundo o comunicado, fazem parte dos 20 arguidos, os três cidadãos espanhóis e dois são-tomenses, detidos preventivamente desde aquela altura para investigação.
Se no debate instrutório a argumentação da defesa demonstrar que a acusação não tem fundamento, o juiz pode mandar arquivar o processo. ANG/Angop

Caju


“O país já exportou 147 mil toneladas  no presente ano”, afirmou o Inspector-geral do Comércio

Bissau, 29 Nov 18 (ANG) – O Inspector-geral do Comércio afirmou que o país já exportou até o momento 147.410 toneladas de castanha contra a previsão inicial de 130 mil.

Em declarações exclusivas à ANG, Alberto Mendes Pereira disse que esperam atingir uma cifra de 150 mil toneladas até o fim das exportações.

O Inspector-geral do Comércio qualificou  a campanha de comercialização da castanha de caju de positiva visto que ultrapassou as expectativas.

 Alberto Mendes Pereira disse que com toda a turbulência verificada no início da campanha deste ano, o país conseguiu exportar mais do que era previsto.

"Muitas pessoas pensam que não íamos atingir 100 mil toneladas mas com o grande esforço, empenho e dedicação de todos nós, conseguimos atingir a quantidade desejável", disse.

Afirmou  que não restou nenhuma castanha de caju junto dos agricultores, adiantando que há empresas que têm castanha nos seus armazéns que ainda não declararam, razão pela qual não podem anunciar a quantidade exacta da castanha que ainda resta no país.

Aquele responsável disse que ainda sobrou castanha para exportar, mas devido a exportação de troncos de madeiras ficou cancelado o embarque da castanha de caju para o estrangeiro, ou seja se exporta de vez enquanto no intervalo dos contentores de madeiras.

Chamou a atenção aos políticos para não misturar a política com a campanha de caju, acrescentando que o preço mais praticado na compra deste produto este ano é de 500 francos CFA por quilo.

O caju é o principal produto de exportação da Guiné-Bissau. ANG/DMG/ÂC//SG

ONU


Alterações climáticas e esgotamento dos solos enfraquecem sistemas alimentares
Bissau, 29 Nov 18 (ANG) -  As Nações Unidas consideram que alimentar um planeta faminto é cada vez mais difícil, porque as mudanças climáticas e o esgotamento dos solos e outros recursos estão a enfraquecer os sistemas alimentares.
Um relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) divulgado hoje diz que são necessárias melhores políticas para alcançar a “fome zero”, acrescentando que o aumento da população exige o fornecimento de alimentos mais nutritivos a preços acessíveis.
Mas, prossegue o documento, o aumento da produção agrícola é difícil, tendo em conta o “estado frágil da base de recursos naturais”, uma vez que os seres humanos ultrapassaram a capacidade de carga da Terra em termos de solos, água e alterações climáticas.
Cerca de 820 milhões de pessoas estão desnutridas, refere o relatório, divulgado pela FAO e o Instituto Internacional de Pesquisas sobre Políticas Alimentares no início de uma conferência global destinada a acelerar os esforços para alcançar a fome zero em todo o mundo.
A segurança alimentar continua fraca para muitos milhões de pessoas que não têm acesso a dietas acessíveis e adequadamente nutritivas por uma variedade de razões, sendo a mais comum a pobreza.
De acordo com o relatório, a segurança alimentar está igualmente ameaçada por conflitos civis e outro tipo de disputas.
No Iémen, onde milhares de civis morreram em ataques aéreos perpetrados por uma coligação liderada pela Arábia Saudita, o grupo de ajuda ‘Save the Children’ diz que 85 mil crianças menores de cinco anos podem ter morrido de fome ou de doenças durante a guerra.
No Afeganistão, as secas severas e os conflitos desalojaram mais de 250 mil pessoas, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
O director-geral da FAO, José Graziano da Silva, observou que o número de pessoas famintas e subnutridas no mundo subiu para níveis de há uma década.
“Depois de décadas de ganhos no combate à fome, este é um sério revés e a FAO e as agências irmãs da ONU, juntamente com governos membros e outros parceiros, estão muito preocupadas”, disse Graziano da Silva, numa mensagem de vídeo transmitida durante a conferência.
A fome ainda é mais severa na África, mas o maior número de pessoas subnutridas vive na região da Ásia-Pacífico, segundo o relatório, que defende que melhores políticas públicas e a tecnologia são as chaves para melhorar a situação.
A FAO estima que a procura global por alimentos crescerá 50% entre 2013 e 2050. Os agricultores podem expandir o uso da terra para ajudar a compensar parte da diferença, mas essa opção é restrita em lugares como a Ásia e o Pacífico e a urbanização está a consumir ainda mais terras do que aquelas que poderiam ter sido usadas para agricultura.
Aumentar a produção agrícola além dos níveis sustentáveis pode causar danos permanentes aos ecossistemas, segundo o relatório, que sublinha a erosão do solo, a poluição com cobertura de plástico, os pesticidas e fertilizantes e a perda de biodiversidade.
De acordo com o documento, a China destrói 12 milhões de toneladas de sementes contaminadas por ano, com uma perda de quase 2,6 biliões de dólares. ANG/Inforpress/Lusa

Cultura


Associação Nacional de Promotores da Arte pede mais atenção do governo para o sector

Bissau,29 Nov 18 8 (ANG) – O Presidente da Associação Nacional de Promotores da Arte guineense (ANPA) pediu mais atenção do governo, sobretudo da direcção-geral de artesanato  ao sector da arte.


O apelo foi feito hoje em declarações á Agência de Notícias da Guiné (ANG) por Mamadu Conté no quadro da semana cultural em curso, organizada pela ANPA, sob o  lema: Bim djunbai ko nos, (vêm divertir connosco).

O evento, segundo Conté serve, por um lado, para se exibir ao público as diferentes peças que compõe o mosaico étnico cultural guineense e, por outro, incentivar aos cidadãos nacionais a adquirirem produtos artesanais.

Por isso, disse esperar que haja muita aderência das pessoas, “porque o preço é acessível para todos”.

Perguntado se  a organização chegou de participar numa feira sub-regional de arte, Mamadu Conté disse que sim, acrescentando que o primeiro foi em Dakar e segundo recentemente em Macau, considerando as duas participações de “espectacular”.

Justificou a sua afirmação com a venda de quase todas as peças culturais que levaram as respectivas feiras de arte em que tiveram a oportunidade de representar o país, razão pela qual prometeu fazer tudo para que os produtos artesanais da Guiné-Bissau sejam conhecidos no mundo da cultura através das feiras internacionais que em que possivelmente vão participar à semelhança de outros países.

A feira de arte da Guiné-Bissau fica localizada na Avenida Unidade Africana, ao lado do Prédio (SIDA), em Bissau. ANG/LPG/ÂC//SG

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Ucrânia


Presidente  declara estado de excepção no país
Bissau, 27 nov 18 (ANG) – O Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, assinou segunda-feira um decreto em que declara o estado de excepção em todo o país.
A medida vem na sequência do apresamento pela Rússia, no domingo, de três navios da Armada da Ucrânia no mar Negro.
O estado de exceção estará em vigor até 25 de Janeiro de 2019, embora possa ser levantado a qualquer momento, segundo explicou o Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia (CSNDU).
O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, já reagiu, criticando hoje a decisão da Ucrânia e pedindo aos parceiros ocidentais em Kiev para que “acalmem” as autoridades ucranianas.
O Ministério das Relações Exteriores russo expressou o seu “forte protesto” pelo comportamento da Marinha ucraniana, que acusou de encenar uma provocação para incitar tensões na área, que possam levar a novas sanções contra a Rússia.
O decreto presidencial ucraniano, que não se traduz na mobilização obrigatória de tropas, terá ainda de ser aprovado pelo Rada Suprema, o parlamento da Ucrânia.
Poroshenko, que assinou o decreto depois de conversar com o secretário-geral da Nato, Jens Stoltenberg, afirmou igualmente que o estado de emergência agora decretado não significa a introdução de restrições aos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos.
O responsável máximo do CSNDU, Alexander Turchinov, propôs o estado de emergência, com o argumento de criar as condições para repelir uma possível “agressão militar” e quaisquer ameaças à independência e integridade territorial por parte da Rússia.
Por sua parte, o ministro do Exterior da Ucrânia, Pavlo Klimkin, que apelidou a apreensão dos navios de “ato de agressão”, disse que “a Ucrânia vai procurar uma solução pacífica para a disputa (…), mas reserva-se o direito de autodefesa, nos termos do artigo 51 da Carta da ONU”.
A Rússia já admitiu ter aberto fogo na tarde de domingo contra os navios ucranianos que, na sua versão, estariam estacionados nas suas águas territoriais, perto de Crimeia, para forçá-los a parar.
A Ucrânia afirma que o ataque ocorreu em águas neutras, depois de Moscovo decidir fechar o Estreito de Kerch, para impedir o acesso de navios ucranianos no Mar de Azov.
O Presidente da Ucrânia Poroshenko exigiu hoje aos líderes russos a libertação “imediata” da tripulação dos três navios apreendidos que estão a ser interrogados pelas forças de segurança russas.
A Provedora de Justiça russa, Tatiana Moskalkova, informou que três dos tripulantes feridos, quando a guarda costeira russa abriu fogo sobre os navios ucranianos, foram hospitalizados. ANG/Inforpress/Lusa


Feira /CPLP


Chefe de Estado convidado para participar na 2ª Edição da Feira empresarial

Bissau, 27 Nov 18 (ANG) – O Vice-presidente da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CE-CPLP) convidou esta terça-feira o Chefe de Estado guineense, José Mário Vaz a participar na segunda edição da Feira Empresarial denominada (Feira das empresas de Bissau) que terá início esta quarta-feira com duração de dois dias, em Bissau.
 
Laurentino Ferreira que falava aos jornalistas após o encontro com José Mário Vaz disse que, tendo em conta o êxito que a primeira edição teve, apesar do evento contar com apenas 35 empresas, decidiram renová-la este ano com o objectivo de organizar para o ano uma feira que traga mais de uma centena e meia das empresas.

Afirmou que este ano vão participar no evento cerca de meia centena de empresas dentre as quais 15 nacionais e 35 estrangeiras, acrescentando que todos os empresários que tomarão parte no evento mostraram interesse em investir na Guiné-Bissau.

Questionado sobre a data para a realização da feira do próximo ano, respondeu que isso será definido em conjunto com as instituições presentes no país,  adiantando apenas   que será no segundo semestre de 2019.

Ferreira esclareceu que a CE-CPLP não tem plano de investimento no país, mas sim apoia um conjunto de empresários interessados em investir na Guiné-Bissau e havendo entre eles os que  já montaram empresas no país.

Por sua vez, o secretário-geral da CE-CPLP, José Medina Lobato disse que, no proximo ano a sua organização vai realizar a primeira edição da Feira Internacional de Bissau denominada (FIBA), explicando que  o evento será marcado com apresentação das potencialidades empresariais  guineense, valorização dos “nossos” produtos nacionais, de toda a sub-região,  e ao nível do espaço da CPLP e mundial.

Lobato disse que, o que  a Confederação pretende com esses eventos é  mostrar que realmente os guineenses não são aquilo que muita gente pensa que é, acrescentando que, infelizmente “o passado é passado”  o que importa  é o presente e perspectivas para o futuro. ANG/JD/ÂC//SG