sexta-feira, 13 de março de 2026

        Regiões/Homem de 44 degola criança de cinco anos na tabanca de Kabadá

Gabu, 13 Mar 26 (ANG) - Um homem de 44 anos de idade, alegadamente com perturbações mentais , é suspeito de ter degolado uma criança de cinco anos na tabanca de Kabadá, região de Gabu, leste do país, na terça-feira(10).

Segundo o despacho do Correspondente da ANG na região de Gabu, o chefe da tabanca de Kabadá, Sadja Camará, disse que após  o crime, o suspeito tentou fugir-se  mas acabou por ser localizado e detido por agentes de segurança, na localidade de Kabuca, também no setor de Gabu.

Aguarda-se que seja apresentado ao tribunal para efeitos de julgamento e consequente condenação, caso ficar provado a sua responsabilidade criminal sobre o caso.

Reagindo, em comunicado, à notícia, o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos na Região de Gabu, Samba Só disse ser lamentável a situação dos Direitos Humanos na região.

Só pede  a instalação de uma delegação da Polícia Judiciária na região e critica a morosidade dos processos judiciais , a impunidade e insuficiência de estabelecimentos prisionais  adequados na região.

Disse haver dezenas de casos de assassínios e homicídios ocorridos nos últimos dois anos na região que aguardam por investigações.

ANG/SS/MI/ÂC//SG

Aviação/Empresa turca OVIA  assume hoje a gestão do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira

Bissau, 13 Mar 26(ANG) - O Estado da Guiné-Bissau transfere esta sexta-feira, a gestão comercial do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, para a empresa turca Osvaldo Vieira International Airport SARL (OVIA), no âmbito do projeto de modernização e ampliação da principal infraestrutura aeroportuária do país.

De acordo com uma Nota Informativa do Gabinete do Primeiro-ministro de Transição enviada à ANG, a decisão resulta do contrato assinado em 28 de Março de 2023 entre o Governo guineense e a empresa turca SUMMA Turizm Yatırımcılığı A.Ş., que prevê a execução das obras no modelo Construir, Explorar e Transferir (BOT).

O acordo,  segundo o documento, é avaliado em cerca de 120 milhões de euros, concede à concessionária um período de exploração de 40 anos.

O Estado guineense já tinha celebrado em 01 de Dezembro de 2011, o contrato de delegação da gestão das Actividades Aeronáuticas Nacionais com a Agência para a Segurança da Navegação Aérea
em África e Madagáscar(ASECNA), ao abrigo do Artigo 10º da Convecção, contrato esse que entrou em vigor em Janeiro de 2012.

Segundo a Nota Informativa, o contrato estabelece que a gestão comercial do aeroporto deve ser transferida para a concessionária quando o nível de execução das obras atingir 75%. Neste momento, o projeto já ultrapassa 90% de execução, o que levou à marcação da transferência de gestão para 13 de Março, de modo a evitar incumprimento contratual.

O projecto, segundo o documento, inclui a construção de uma nova aerogare internacional, equipada com sistemas modernos de manuseamento de bagagens, balcões de check-in e controlo de passaportes biométricos, bem como áreas comerciais, lounges e lojas duty free.

As obras abrangem  a reabilitação das pistas de aterragem e descolagem, das placas de estacionamento de aeronaves, a construção de um terminal de carga, um pavilhão presidencial, novas vias de circulação no aeroporto e a instalação de sistemas modernos de iluminação, segurança e vigilância.

Com a modernização, de acordo com a Nota, o aeroporto passa a ter capacidade estimada para um milhão de passageiros por ano, além de novas infraestruturas de segurança, inspeção e rastreio alinhadas com os padrões internacionais da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) e da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

De acordo com a Nota, o objetivo do projeto é modernizar as infraestruturas aeroportuárias, reforçar a segurança operacional e preparar o aeroporto para o crescimento do tráfego aéreo internacional no país. ANG/ÂC//SG

 

Justiça/Ministério Público pede prisão preventiva para condutor envolvido no atropelamento mortal de   alunos do  Attadamum

Bissau, 13 Mar 26 (ANG) - O Ministério Público pediu ,terça-feira prisão preventiva para o condutor da viatura envolvido no atropelamento mortal de  três alunos do Centro Escolar Attadamum, ocorrido no passado dia 02 de Março, revela uma Nota do gabinete de Imprensa e Relações Públicas do Ministério Público.

“O Magistrado do Ministério Público afeto à Vara-Crime do Tribunal Regional de Bissau, titular do processo em causa, fundamenta o pedido de prisão preventiva com base em provas testemunhais e  elementos recolhidos pela Brigada de Polícia de Trânsito, que apontam para desatenção do motorista, excesso de velocidade e violação grosseira das regras de circulação rodoviária”, lê-se na Nota.

O suspeito deverá responder por crime de condução perigosa previsto e punível nos termos do artigo 212 do Código Penal,  e,  caso esses fatos venham a ser provados em julgamento, o arguido poderá ser condenado, e para além da indeminização às famílias das vítimas e pagamento de multa, a uma pena de prisão que varia entre 01 a 05 anos.

O acidente em causa terá provocado ainda ferimentos à 12 outras crianças da mesma escola que acabavam de sair das aulas.

Por outro lado, e relativamente ao caso de uma criança vítima de queimaduras infligidas pelo seu encarregado de educação, ocorrido no Bairro de Empantcha, o Ministério Público, após seu trabalho de investigação, requereu igualmente a aplicação de prisão preventiva  ao suspeito.

Num outro processo, segundo a Nota, esta instância judicial  apresentou ,quinta-feira(12)um  requerimento de prisão preventiva contra um cidadão suspeito de prática de homicídio, após alegadamente ter provocado a morte à outro cidadão com golpes de garrafa, no Sector de Prábis , Região de Biombo, norte da Guiné-Bissau, no dia 10 dia de corrente mês.

ANG/AALS/ÂC//SG

 

EUA/ONU denuncia nova legislação do Senegal que criminaliza a homossexualidade

Bissau, 13 Mar 26 (ANG) - A nova legislação do Senegal que duplica as penas para relações homossexuais viola os direitos humanos, denunciou na quinta-feira o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk.

"A aprovação pelo parlamento senegalês de uma nova lei que duplica a pena máxima de prisão para relações homossexuais consensuais para 10 anos, e que pune a chamada 'promoção, apoio ou financiamento' da homossexualidade, bissexualidade e transexualidade, é profundamente preocupante", disse Türk em comunicado.

Esta lei "viola os direitos humanos de que todos desfrutamos: os direitos ao respeito, à dignidade, à privacidade, à igualdade e às liberdades de expressão, associação e reunião pacífica", afirmou o Alto Comissário Ele reiterou que "estes direitos estão consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos, bem como nos tratados de direitos humanos dos quais o Senegal é signatário".

A nova lei prevê sanções penais, especialmente para a promoção da homossexualidade no Senegal. A lei agora aguarda a promulgação pelo presidente Bassirou Diomaye Faye, o que tornaria o país um dos mais repressivos da África contra pessoas LGBTQ+.

"Exorto o presidente a não promulgar esta lei prejudicial e as autoridades a revogarem a lei discriminatória existente", declarou Volker Türk.

"Esta lei expõe a população a crimes de ódio, abusos, prisões arbitrárias, chantagem e discriminação generalizada nas áreas da educação, saúde, emprego e habitação. Além disso, restringe o trabalho legítimo dos defensores dos direitos humanos, da mídia e a liberdade de expressão de todos os senegaleses", afirmou. A questão de penas mais severas para a homossexualidade tem ressurgido regularmente no debate público nos últimos anos no Senegal, um país predominantemente muçulmano e conservador, e particularmente nas últimas semanas.

No início de Fevereiro, 12 homens, incluindo duas celebridades locais, foram presos e acusados ​​de "atos contra a natureza", um termo usado pelas autoridades para descrever relações "entre duas pessoas do mesmo sexo". Desde então, uma série de prisões tem sido noticiada diariamente na imprensa senegalesa. Alguns indivíduos são especificamente acusados ​​de transmitir o HIV conscientemente, alimentando ainda mais os debates acalorados sobre a homossexualidade.

Diversas organizações de direitos humanos condenaram essas prisões. A homossexualidade é amplamente considerada um desvio no Senegal, e o endurecimento de sua repressão é uma promessa antiga do partido governante. ANG/RFI/ AFP

 

Cabo Verde/II Encontro Internacional de Mulheres Autarcas marcado pela criação da Rede Cabo-verdiana

Bissau, 13 Mar 26(ANG) – A criação da Rede de Mulheres Autarcas Cabo-verdianas e o reforço da participação feminina nos cargos de decisão marcam o II Encontro Internacional de Mulheres Autarcas de Cabo Verde, Moçambique e Galiza, que decorre hoje e sexta-feira, na Praia.

Em declarações à imprensa, Clara Marques destacou a importância do encontro, considerando que representa um momento histórico para o fortalecimento da participação das mulheres na política local, com a criação da rede de mulheres autarcas, que deverá servir de espaço de reflexão e articulação entre eleitas.

“O segundo encontro é muito importante, é um marco histórico para nós, porque realmente é pela primeira vez que a rede de mulheres autarcas é criada e foi nessa perspetiva que nós estamos a criar essa rede, que efetivamente vai apoiar-nos muito”, afirmou.

Para Clara Marques, esta rede permitirá promover o debate e definir estratégias que incentivem mais mulheres a assumirem cargos de liderança, sobretudo ao nível das autarquias.

A responsável defendeu ainda a necessidade de mobilizar mais mulheres para participarem ativamente na política, sublinhando que a união feminina pode contribuir para aumentar a presença de mulheres em posições de decisão.

“Temos de desmistificar essa situação e mostrar às mulheres que devem juntar-se às outras mulheres para poderem ocupar cargos de decisão”, afirmou, referindo-se à necessidade de maior confiança e apoio entre as mulheres na política.

O encontro reúne representantes de Cabo Verde, Moçambique e da Galiza, com o objetivo de partilhar experiências e promover uma maior participação feminina na governação local.

A representante do Fondo Galego de Cooperación e Solidariedade e vereadora da Câmara Municipal de Santiago de Compostela, Maria Rozas, manifestou a expectativa de que da iniciativa resulte uma rede forte de mulheres ativas na política.

“Espero que saia uma rede forte de mulheres empoderadas, de mulheres ativas na vida política, porque isso significará um maior desenvolvimento e um Cabo Verde ainda melhor”, declarou.

Maria Rozas sublinhou que, na Galiza, se tem apostado na promoção da perspetiva de género nas políticas públicas, sobretudo ao nível local, por ser nesse espaço que é possível transformar o quotidiano das comunidades.

Questionada sobre conselhos às mulheres cabo-verdianas interessadas na política, incentivou-as a manter firmeza e confiança.

Por sua vez, Helena Bandeira, presidente da Rede das Mulheres Autarcas de Moçambique e representante do Conselho Municipal da Ilha de Moçambique, partilhou a experiência do seu país no reforço da liderança feminina nas autarquias.

Segundo explicou, a rede moçambicana tem investido na formação de mulheres para incentivar a sua participação na política e nas estruturas municipais.

Helena Bandeira referiu que Moçambique registou progressos, passando de apenas uma mulher presidente de conselho municipal para seis entre as 65 autarquias existentes, além de contar atualmente com 19 mulheres presidentes de assembleias municipais.

“As mulheres são capazes de fazer muita coisa dentro das autarquias”, afirmou, deixando uma mensagem de encorajamento às mulheres cabo-verdianas para que não se sintam isoladas num ambiente político ainda dominado por homens.

Durante a entrevista, a responsável abordou igualmente a situação da província moçambicana de Cabo Delgado, referindo que a sua região foi afectada por ataques armados, mas que a segurança foi reforçada e que as autoridades trabalham atualmente na reconstrução das infraestruturas destruídas. ANG/Inforpress


 

quinta-feira, 12 de março de 2026

Desporto/Campeonato Nacional da II Liga começa no próximo dia 22

Bissau, 12 Mar 26(ANG) - A Liga Guineense dos Clubes de Futebol marcou para o próximo dia  22  o arranque do Campeonato Nacional da Segunda Divisão, com todos os jogos da primeira jornada agendados no novo formato da competição que será disputada esta temporada (2025/2026), em três séries.

Durante muito tempo pairaram dúvidas sobre a realização da divisão secundária do futebol nacional, mas, finalmente, a prova terá início, conforme anunciou a instituição responsável pela organização.

Segue o calendário completo da primeira jornada:

Série A

Fidjus di Bideras vs UDR Ondame

FC Safim vs EN Bissau

MEPA GB vs Bijagós FC de Bubaque

Ajuda Sport vs GDR Quelelé

Série B

Binar FC vs CDR Farim

NTFC Bula vs Académico de Ingoré

ADR Mansabá vs Atlético de Bissorã

Vitória FC Cacheu vs SC Pitche

Série C

EN Bolama vs FC Tombali

FC Buba vs SC Bafatá

FC Fulacunda vs Estrela de Cantanhez

Lagartos de Bambadinca vs FC Quinara

Segundo o comunicado citado pelo  Portal Desportivo FUT 245, a Liga de Clubes avisou que as credenciais dos jogos deverão ser introduzidas no sistema duas horas antes do início das partidas, a fim de facilitar os procedimentos normais.

Além disso, a entidade alertou que 15 minutos antes do início dos jogos o sistema FIFA Connect será automaticamente bloqueado para os clubes envolvidos, permanecendo acessível apenas aos administradores e gestores das competições. Caso a situação ocorra, a responsabilidade será exclusivamente do clube em causa.

De acordo com o Portal FUT 245, sobem de divisão apenas duas equipas, tal como  habitualmente. ANG/Fut245

 

    Irão/Mojtaba Khamenei garante que o Estreito de Ormuz vai ficar fechado

Bissau, 12 Mar 26 (ANG) - No seu primeiro discurso à nação, o novo Líder Supremo do Irão reiterou que o Estreito de Ormuz “continuará fechado como forma de pressão sobre os Estados Unidos e Israel” e avisou que o país “vingará os mártires e continuará a atacar bases aéreas norte-americanas.

O novo Líder Supremo do Irão dirigiu-se à nação na quinta-feira, 12 de Março,  numa mensagem escrita lida na televisão iraniana e pediu aos países da região que fechem as bases militares norte-americanas em território iraniano.

Mojtaba Khamenei reiterou que o Estreito de Ormuz deve permanecer fechado para pressionar os Estados Unidos e Israel, defendo que o bloqieuio é uma arma contra o inimigo. 

"O bloqueio do Estreito de Ormuz deve certamente continuar a ser utilizado como alavanca contra o inimigo", disse

O Irão decretou o encerramento do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do comércio mundial de petróleo, e ameaçou atacar os navios que o tentem utilizar em retaliação à ofensiva militar lançada contra o país por Israel e os Estados Unidos.

Mojtaba Khamenei garantiu que o Irão “vai vingar o sangue dos seus mártires" e que os ataques contas as bases militares norte-americanas no Médio Oriente vão continuar.

"Uma parte limitada desta vingança já foi implementada, mas até que seja levada avante por completo, continuará a ser uma das nossas prioridades", referiu.

Mojtaba Khamenei sucedeu ao seu pai, Ali Khamenei, como Líder Supremo. Ali Khamenei foi morto no primeiro dia da campanha de bombardeamentos israelita e americana contra o Irão, a 28 de Fevereiro.

A ofensiva conduzida por Israel e pelos Estados Unidos está a alastrar o conflito a toda a região, com possíveis repercussões globais. Ainda assim, Telavive e Washington asseguram que o conflito só terminará quando não houver mais alvos para destruir. O número de vítimas continua a aumentar: há já mais de 1.270 mortos e cerca de 10 mil feridos, além de milhares de deslocados.

A ONG americana Human Rights Activists (HRANA) anunciou que as autoridades iranianas detiveram quase 200 pessoas em todo o país sob acusações relacionadas com a guerra entre os Estados Unidos e Israel. Os detidos são acusados ​​de actividades nas redes sociais, envio de conteúdos para órgãos de imprensa estrangeiros, espionagem e perturbação da ordem pública. ANG/RFI

 

São Tomé e Príncipe/Elsa Pinto avança com pré-candidatura presidencial e apela à mobilização do MLSTP

Bissau, 12 Mar 26 (ANG)  – A antiga ministra dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe, Elsa Pinto, anunciou a sua pré-candidatura às eleições presidenciais marcadas para Julho, defendendo que o MLSTP deve assumir a responsabilidade histórica de participar no escrutínio.

A dirigente política sublinha a necessidade de melhorar as condições de vida da população e admite que a eleição de uma mulher para a Presidência poderia representar um sinal de renovação democrática no país.

A antiga ministra dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe Elsa Pinto anunciou esta terça-feira, 10 de Maçro, em São Tomé, a sua pré-candidatura às eleições presidenciais previstas para Julho, defendendo que o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP) não deve abdicar de ter representação na corrida ao mais alto cargo do Estado.

Falando numa conferência de imprensa, Elsa Pinto sustentou que o partido histórico da independência tem responsabilidades políticas e institucionais que não podem ser ignoradas no momento em que o país se prepara para escolher um novo Presidente da República.

Segundo a dirigente, cabe aos órgãos do MLSTP definir o processo interno de escolha e apoio a um candidato. A antiga ministra defendeu que a comissão política deve reunir os potenciais concorrentes e apresentar ao conselho nacional uma proposta que permita assegurar a presença do partido no acto eleitoral.

Elsa Pinto afirmou ainda que aceita submeter a sua disponibilidade à decisão das estruturas partidárias. “Sou pré-candidata e respeitarei a vontade do meu partido”, declarou, sublinhando que a prioridade deve ser garantir a representatividade política do MLSTP nas eleições.

A antiga governante recordou o percurso que construiu em diferentes áreas do executivo; assumiu responsabilidades nos sectores da administração pública, assuntos parlamentares, defesa, justiça e negócios estrangeiros. Garantiu ter uma “vontade profunda de contribuir” para o futuro do país e para a melhoria das condições de vida da população.

A eventual eleição de uma mulher para a chefia do Estado foi destacada por Elsa Pinto como um sinal político relevante. Um cenário poderia representar uma mudança simbólica e prática na forma como o poder é exercido no arquipélago, reforçando o papel da liderança feminina em África e no espaço lusófono.

A dirigente lembrou que organizações internacionais, como as Nações Unidas e a União Africana, têm incentivado a promoção de mulheres em posições de liderança política. Países como a Namíbia ou a Tanzânia, acrescentou, já deram esse passo, pelo que São Tomé e Príncipe poderia igualmente afirmar-se nesse caminho.

Elsa Pinto é a segunda pessoa a manifestar intenção de concorrer às presidenciais. O primeiro anúncio partiu do advogado Miques João, que apresentou a sua candidatura no final de Fevereiro, defendendo um combate firme à corrupção e criticando aquilo que considera ser a degradação dos ideais que marcaram a independência do país.ANG/RFI

 

     Bélgica/Entradas irregulares na UE recuam 52% em janeiro e fevereiro

Bissau, 12 Mar 26 (ANG) - As entradas irregulares de pessoas na UE registaram uma queda homóloga de 52%, para 12.000, nos primeiros dois meses, mantendo-se a tendência de descida já registada em 2025, divulgou hoje a Frontex.

De acordo com a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, "o número de deteções diminuiu acentuadamente nos dois primeiros meses de 2026, registando uma queda de 52% em comparação com o mesmo período do ano anterior".

 A Frontex referiu terem sido registadas quase 12.000 passagens irregulares, atribuindo o recuo às condições meteorológicas adversas nas principais rotas migratórias para a UE.

A rota de África Ocidental apresentou a maior quebra, de 83%, comparada com os dois primeiros meses de 2025.

As rotas do Mediterrâneo Central, as mais concorridas, representaram 30% do total e, juntamente com a do Mediterrâneo Oriental, tiveram um recuo de 50% cada, enquanto a do Mediterrâneo Ocidental apresentou uma subida de 9%.

A dos Balcãs Ocidentais teve um recuo de 38%.

As travessias irregulares pela fronteira terrestre oriental caíram, por seu lado, 80%, sendo esta a menos utilizada, com 196 travessias. ANG/Lusa

 

                  Moçambique/ Mortes pela inundação sobem para 270

Bissau, 12 mar 26 (ANG) - Tempestades e inundações que atingiram Moçambique no início deste ano causaram 270 mortes, anunciou nesta quarta-feira o primeiro-ministro Benvinda Levi.

A Sra. Levi explicou ao Parlamento que 21.000 casas foram destruídas ou danificadas, juntamente com 302 unidades de saúde, 717 escolas e 53 sistemas de abastecimento de água.

No total, 8.100 quilômetros de estradas foram destruídos e mais de 440.000 hectares de plantações foram inundados, acrescentou ela.

Ela indicou que as ações de socorro e assistência humanitária do governo "foram complementadas por um amplo movimento de solidariedade interna" e pela ajuda de parceiros de cooperação, "o que contribui para reduzir o sofrimento das populações afetadas".

Ela garantiu que a eletricidade havia sido restabelecida em todos os distritos afetados pelas inundações na província de Gaza e que as principais estradas haviam sido reabertas, permitindo a retomada do tráfego ao longo da principal rodovia norte-sul do país.

Nas províncias de Maputo, Gaza e Sofala, onde as salas de aula foram danificadas ou destruídas, o governo instalou escolas temporárias em tendas e forneceu kits aos alunos para facilitar a retomada das atividades educacionais.

Segundo ela, os serviços foram retomados em 205 das 302 unidades de saúde afetadas pelas inundações, enquanto as campanhas de vacinação contra a cólera abrangeram 1,7 milhão de pessoas nas províncias de Niassa, Cabo Delgado, Zambézia e Sofala.

A Sra. Levi afirmou que o governo está finalizando um plano de reconstrução pós-inundação "que visa, a médio prazo, garantir a recuperação da capacidade produtiva, a reconstrução definitiva e resiliente da infraestrutura econômica e social destruída, bem como a restauração dos meios de subsistência da população". ANG/RFI

 

Côte D ´IvoireAutoridades lançam com Gana operação para demarcação de fronteiras

Bissau, 12 Mar 26 (ANG) - Uma operação no âmbito das ações realizadas pela Costa do Marfim e pelo Gana para a delimitação das suas fronteiras terrestres foi recentemente iniciada, com a instalação de cerca de 78 novos marcos num trecho estratégico de 150 km.

Liderada por uma comissão conjunta que utiliza tecnologia de correção por satélite em tempo real, esta operação consiste na demarcação física da fronteira ao nível do trecho que liga as cidades fronteiriças "Nsiakrom/Yaou" e "Newtown/Afforenou", informa a imprensa da Costa do Marfim.

Graças a esse sistema, foi possível realizar a instalação dos 78 novos marcadores com rigor métrico, garantindo assim a confiabilidade do percurso, explica a mesma fonte, destacando que a operação foi um sucesso graças ao envolvimento das populações locais.

Simultaneamente, foram realizadas sessões de sensibilização com autoridades das prefeituras, líderes tradicionais e forças de defesa e segurança de ambos os países. O objetivo era prevenir conflitos territoriais e fortalecer a cooperação transfronteiriça, a fim de tornar essa fronteira um espaço de paz, coesão social e desenvolvimento socioeconômico.

Cabe lembrar que foi criada uma Comissão Técnica Conjunta com a missão de reafirmar a fronteira terrestre e implementar a decisão do Tribunal Internacional do Direito do Mar (TIDM) relativa à fronteira marítima.ANG/Faapa

    


           Regiões/ Jovem de 22 anos morto por apunhalamento em Prábis

Biombo, 12 Mar 26 (ANG) – Um Jovem de 22 anos de idade de nome Vitorino Nanque vulgo (Vicki),  foi morto por apunhalamento na clavícula com garrafa quebrada, pelo seu companheiro, de nome Cláudio Cá vulgo “Parapeito”, na terça-feira, no setor de Prábis, região de Biombo, norte do país.

Segundo o Corresponde da ANG naquela região, tudo começou com uma discussão depois de os dois terminaram o trabalho de limpeza no pomar de caju, onde estavam a falar sobre relacionamento de namorados.

Na  discussão, um afirmou que se um dia seu cunhado tentar violentar sua irmã ele não vai reagir e o agressor Cláudio Cá respondeu que se acontecer com a sua,  irá matar o seu cunhado. E de seguida foi-se urinar num lugar sagrado da tradição, pertencente à  família da vítima.

Segundo testemunhas não identificadas pelo Correspondente da ANG, ao urinar  no referido local sagrado,  a vitima o gritou perguntando porque está a mijar nesse lugar sagrado, e o Vicki mandou-lhe parar . 

A mesma testemunha contou que foi nesse  momento que Parapeito pegou numa garrafa  quebrou-a e partiu para cima de Vicky  e lhe enfiou a garrafa na clavícula , o  que lhe causou hemorragia, e, em consequência, veio a falecer  no Hospital de Cumura.

Em jeito de vingança,  familiares da vítima também atacaram o Parapeito  com catanas tendo o causado “graves” ferimentos no crânio.

Parapeito se encontra hospitalizado sob cuidados médicos, e pessoas que o conhecem dizem que já terá agredido mais de 10 pessoas em Prábis e que desta vez matou.

O  caso está na origem de várias ondas de protestos familiares registadas em Prábis e  levaram as autoridades policiais a intervir, para acalmar os ânimos. MN/JD/ÂC//SG



 

 

Campanha de Caju/CCIAS sugere 500 francos CFA para compra de cada quilograma de castanha de caju junto do produtor

Bissau, 12 mar 26(ANG) – O Representante da Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços(CCIAS9,  disse  que o  Governo deveria ser mais ousado e desafiante para fixar o preço mínimo de castanha de caju em 500 francos cfa por quilograma.

Mamadu Iero Jamanca falava, quarta-feira, à imprensa, após a cerimónia oficial de abertura da campanha de comercialização e exportação da castanha de caju  para o ano em curso, realizada sob o lema “Tolerância Zero ao Contrabando di Nô Cadju”.

“Se no ano passado o preço era 410 francos e todos reconheceram que a campanha correu muito bem, podiam pedir ao Governo para abrir a presente campanha com 500 fcfa”, disse.

Aquele responsável afirmou que, no presente ano, a campanha de caju vai registar uma satisfação por causa de trabalho de casa que começaram a fazer muito cedo no espírito de parceria público /privado.

Jamanca disse ter a certeza de  que, não obstante a proposta estar já publicada oficialmente através de Decreto, vão continuar a  trabalhar junto do Ministério do Comércio para acompanhar e desenvolver pontos no terreno, porque cada ano de campanha é um ano específico, com seus problemas e desafios.

Afirmou que os desafios do presente ano são enormes, mas vão ter em conta lições de ensinamento dos anos que passaram para fazer face aos desafios.

Para  Iero Jamanca, fixar o preço nos 500 fcfa não é   mais do que ensaiar, tendo em conta de que  no ano passado, os 410fcfa adoptado como preço mínimo de  compra de um quilo de castanha junto do produtor correu bem, para o presente ano os 500 francos poderia igualmente correr bem, se todos trabalhassem nesse sentido.

O Governo anunciou quarta-feira a  fixação do valor de 410 fcfa para preço mínimo de compra da castanha de caju junto do produtor, para a campanha de comercialização e  exportação do produto do ano em curso, oficialmente aberta quarta-feira, em Bissau. ANG/MI/ÂC//SG   



Saúde
/Governo reforça Sistema Nacional de Saúde com novos equipamentos

Bissau, 12 mar 26(ANG) – O Governo através do Ministério da Saúde Pública, com apoio de parceiros, adquiriu 13 ambulâncias, sete geradores, cinco viaturas, três clinicas móveis e  diversos equipamentos hospitalares, destinados às áreas sanitárias regionais com objetivo de reforçar o Sistema Nacional de Saúde.

O conjunto de equipamentos foram adquiridos pelo Governo de Transição, com o apoio dos seus parceiros, nomeadamente as Nações Unidas e a Organização Mundial de Saúde(OMS),  para reforçar e melhorar a capacidade de resposta do Sistema Nacional de Saúde.

O acto de entrega dos referidos materiais foi realizado quarta-feira, na presença do Primeiro-ministro de Transição, Ilídi Veira Té.

Na ocasião, o chefe do executivo afirmou que os materiais doados são essenciais e que faziam muita falta nos centros de saúde do país.

O ministro da Saúde Pública, Quinhin Nantote, explicou que não se trata apenas da oferta de materiais, mas também da reabilitação de 16 estruturas de saúde, entre as quais cinco maternidades e 11 centros de saúde.

O governante disse que a entrega de medicamentos, equipamentos biomédicos e meios de transportes foi possível graças  a parceria entre o Governo e as Nações Unidas, para o reforço do Sistema Nacional de Saúde, em consonância com as prioridades do Quadro de Cooperação das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (UNSDCF).

Após a entrega, o representante da OMS na Guiné-Bissau, Walter Kazadi Mulombo, afirmou que a organização também contribuiu com clínicas móveis, um laboratório móvel e equipamentos para o reforço dos serviços de oftalmologia e de saúde materna. ANG/MSC/ÂC//SG

 

quarta-feira, 11 de março de 2026

Campanha de Caju/ANAG sugere criação urgente de fundos para renovação das plantações de caju

Bissau, 11  Mar 26 (ANG) – A Associação Nacional de Agricultores da Guiné-Bissau (ANAG) sugeriu a criação, urgente, de  fundos destinados à renovação  das plantações de caju no país, com o objetivo de garantir maior produtividade e sustentabilidade do setor.

A sugestão foi apresentada por Mamadu Corca Só, representante do presidente da organização,  na cerimónia oficial de abertura da campanha de comercialização e exportação da castanha de caju da Guiné-Bissau para o ano de 2026, realizada sob o lema “Tolerância Zero ao Contrabando di Nô Cadju”.

Na ocasião, o responsável alertou que vários países africanos produtores de caju estão atualmente preocupados com a renovação das suas plantações, tendo em conta que muitos países compradores estão a desenvolver estratégias para alcançar maior autossuficiência no fornecimento de matéria-prima às suas indústrias.

Segundo explicou, a criação de um fundo específico permitiria apoiar os agricultores na substituição de cajueiros envelhecidos por novas plantas mais produtivas, garantindo assim a continuidade e a competitividade do setor no futuro.

Mamadu Corca Só sublinhou que o caju continua a ser a espinha dorsal da economia guineense, constituindo a principal fonte de rendimento para milhares de famílias que dependem diretamente desta atividade para a sua subsistência.

O representante da ANAG destacou ainda que o trabalho diário dos agricultores tem sido fundamental para sustentar uma parte significativa da economia nacional, razão pela qual considera essencial reforçar políticas públicas que apoiem os produtores.

Disse que, a ANAG pretende investir na renovação das plantações e no fortalecimento da cadeia de valor do caju, e diz que  permitirá aumentar a produção, melhorar os rendimentos dos agricultores e garantir maior estabilidade ao que considera ser o principa
l setor agrícola da Guiné-Bissau. ANG/MI/ÂC//SG

Regiões/Inspector de Educação da Região de Bafatá pede ao  Ministério da Educação  acompanhamento da colocação dos docentes nas regiões

 

Bafatá, 11 Mar 26 (ANG) - O Inspector e Coordenador de Educação da Região de Bafatá, leste do país, pediu esta quarta-feira ao Director-geral dos Recursos Humanos, do Ministério da Educação Nacional que encontrasse uma forma de acompanhar a colocação de professores nas regiões do país.

 

Adama Seide falava  ao Correspondente da Agência de Notícias da Guiné para região de Bafatá  sobre a  insuficiência de professores que se verifica  actualmente nas regiões do país.

 

“A falta de professores afecta as actividades, por isso é importante mudar a estratégia de colocação dos docentes, até porque  existem vários concorrentes que desejam ingressar no sistema educativo, e muitos desses concorrentes são nativos da região: Se forem colocados nas suas zonas de nascença, certamente não vão abandonar o trabalho e nem fugir”, disse Adama Seide.

 

Acrescentou que  é preciso acompanhar no terreno o processo de colocação dos professores para se confirmar e controlar os docentes que já estão a trabalhar após terem sido colocados.

 

“Até  preciso momento, alguns professores apresentaram as suas guias na delegacia regional da educação de Bafatá, mas não se apresentaram aos serviços dos recursos humanos para levantar os seus documentos orientadores e nem se apresentaram nas escolas onde foram colocados”, revelou Adama Seide.

 

Por outro lado, aquele responsável disse que, normalmente, neste período se verificam o aumento de casos de abandono escolar, por motivo da circuncisão e de recolha da castanha do caju.


Seide
 acrescentou  quem essas situações influência negativamente a aprendizagem de crianças do primeiro ciclo das escolas públicas da região de Bafatá.

 

“Para contornar esta tendência é necessário estabelecer uma estreita colaboração dos pais e encarregados de educação ou a adopção de  medidas por parte das escolas para responsabilizar os autores pelo  abandono escolar”, sugeriu.

 

Adama Seide contou que, apesar de vários esforços conjunto das organizações da sociedade civil, em colaboração com os serviços da educação de região de Bafatá, na sensibilização das comunidades  sobre as consequências da circuncisão e da retirada de crianças da escola no período de campanha de comercialização da castanha de caju, ainda não se verifica a mudança de mentalidade desejada. ANG/WP/AALS/ÂC//SG