terça-feira, 3 de novembro de 2026

Economia/ Primeiro-ministro defende estabelecimento de Novo Programa Económico e Financeiro com  FMI

Bissau, 03 Nov 26 (ANG) – O Primeiro ministro de Transição, Ilídio Vieira Té defendeu o início das discussões para a celebração de um novo programa económico e financeiro com o Fundo Monetário Internacional (FMI), para consolidar os progressos alcançados, aprofundar as reformas e reforçar a credibilidade internacional do país.

A posição foi manifestada hoje, em conferência de imprensa conjunta, no âmbito da 12ª e última avaliação do programa económico e financeiro com o FMI, iniciado em Janeiro de 2023.

O chefe do Governo disse que é positiva a avaliação do percurso do programa, apesar das dificuldades políticas, institucionais e económicas enfrentadas pelo país.

Destacou que os resultados alcançados constituem um mérito colectivo do Estado guineense, das instituições e dos parceiros internacionais que acompanham a execução do programa.

Relativamente as perspectivas económicas, o Primeiro-ministro indicou que as projeções apontam para um aumento real do Produto Interno Bruto (PIB) de 5,2 por cento em 2026 para  5,8 por cento em 2027.

Acrescentou  que as receitas fiscais deverão igualmente conhecer uma evolução, passando de 142,5 mil milhões de francos CFA em 2026 para 164,7 mil milhões em 2027.

Quanto ao défice orçamental, incluindo donativos, Ilídio Vieira Té afirmou que deverá diminuir de 7 por cento do PIB, em 2025, para 4,2 por cento em 2026, com uma previsão de redução para 2,8 por cento em 2027.

Apesar das perspectivas encorajadoras, o chefe do Executivo reconheceu que a dívida pública, estimada em 76, 9 por cento do PIB, continua elevada, enquanto a pressão fiscal, situada em 9,1 por cento, permanece insuficiente, exigindo prudência, disciplina financeira e continuidade das reformas.

Ilídio Vieira Té sublinhou que o crescimento económico só terá significado quando se traduzir na criação de emprego, aumentando os rendimentos, melhoria dos serviços públicos e das condições de vida da população.

Neste quadro, o Primeiro-ministro reafirmou o compromisso do Governo com a consolidação das finanças públicas,  modernização fiscal e aduaneira,  transparência na gestão pública e  mobilização de financiamentos concessionais.

Disse que  um eventual novo programa com o FMI deverá estar alinhado com o Plano Nacional de Desenvolvimento, incluindo investimentos prioritários nos sectores de educação, saúde, infraestruturas, energia, agricultura e diversificação económica.

O chefe do Governo esclareceu que a intenção não é de  estabelecer um programa orientado apenas para o cumprimento de metas financeiras, mas sim, criar um instrumento capaz de promover o crescimento produtivo, a criação de emprego e o desenvolvimento social.

Destacou a importância da continuidade das políticas económicas, do respeito pelos compromissos internacionais e da manutenção da confiança dos parceiros, considerando que a credibilidade do país se conquista através de resultados, transparência e cumprimento das responsabilidades assumidas.

Ilídio Vieira Té afirmou que o êxito do programa deverá ser medido pela capacidade de transformar a estabilidade macroeconómica em estabilidade social e o crescimento económico em melhores condições de vida para a população guineense.

Segundo o chefe da missão do FMI, Nico Hobdar , a conclusão da última avaliação do programa de crédito alargado(PCF) encerra assim os quatro anos de acompanhamento económico e financeiro do país.

O chefe da missão esclareceu que a conclusão do processo vai agora ser submetida a aprovação do Conselho da Administração do FMI.

Nico Hobdar referiu que antes deste programa, a Guiné- Bissau já tinha beneficiado de um programa de curto prazo, iniciado na sequência da pandemia da COVID-19.

O chefe da missão do FMI manifestou satisfação com os progressos económicos registados durante o período de implementação do PCF, e destacou a melhoria de vários indicadores macroeconómicos.

De acordo com o Nico Hobdar, no quadro desse programa, a Guiné-Bissau melhorou significativamente o nível de inflação, o défice orçamental e a sua dívida
pública, que apresentavam níveis elevados no início da implementação do PCF.

Destacou que, a inflação situa atualmente em zero, com uma ligeira tendência negativa, enquanto o crescimento económico mantém-se forte.

Acrescentou que, a evolução da conta corrente apresenta resultados muito positivos, com benefícios para os agricultores e para o consumo no país.

Nico Hobdar destacou os progressos registados pela Guiné-Bissau no domínio das infraestruturas, considerando que os resultados do programa económico não se limitam à melhoria dos indicadores macroeconómicos.

Segundo o chefe da missão do FMI, para além do crescimento económico e a redução da inflação, o país registou melhorias na construção e reabilitação de estradas, na expansão da rede elétrica.

Sublinhou que a avaliação do desempenho económico deve igualmente ter em conta os investimentos realizados nas infraestruturas e a melhoria do acesso ao fornecimento de energia elétrica.

Nico Hobdar disse que a expansão da rede elétrica e o desenvolvimento das infraestruturas rodoviárias e portuárias constituem progressos importantes para o desenvolvimento do país. ANG/LPG/ÂC//SG

Pescas/Ministro Fidélis Forbs defende parceria equilibrada e vantajosa para Guiné-Bissau

Bissau, 03 Nov 26 (ANG) - O ministro das Pescas e Economia Marítima defendeu no fim-de-semana a necessidade de estabelecer uma parceria mais equilibrada e vantajosa para a Guiné-Bissau no domínio das pescas.

Conforme a página do Ministério das Pescas e Economia Marítima no Facebook,  Fidélis Forbes falava na  reunião da Comissão Mista entre a Guiné-Bissau e a República Popular da China, representada pela  Empresa Estatal Chinesa, Zhongyu Global Seafood Corporation (ZGSC), sucursal da China National Fisheries Corporation (CNFC).

Trata-se de um reunião de  avaliação da implementação do Protocolo de Acordo de Pesca de 2022- 2027 entre as partes, a decorrer de 02 à 6 de Novembro  em Las Palmas, Reino de Espanha”.

Forbes reafirmou a importância das relações históricas de amizade e cooperação entre a Guiné-Bissau e a República Popular da China, defendendo o aprofundamento de uma parceria assente no respeito mútuo, na confiança e na partilha equilibrada dos benefícios.

O ministro das Pescas e Economia Marítima destacou igualmente a necessidade de reforçar a contribuição da atividade pesqueira para o desenvolvimento económico e social da Guiné-Bissau dando prioridade à valorização dos recursos haliêuticos, à industrialização do sector,  criação de emprego,  formação de quadros guineenses e ao abastecimento do mercado interno com pescado à preços acessíveis.

O governante sublinhou a importância da modernização e operacionalização da Unidade de Conservação e Transformação do Pescado do Alto Bandim, bem como da exploração sustentável dos recursos marinhos.

O titular da pasta das Pescas disse que o futuro acordo deverá constituir um verdadeiro instrumento de investimento, transferência de tecnologia, desenvolvimento industrial e criação de oportunidades para a população guineense.ANG/AALS/ÂC//SG

 

Migração irregular/Guarda Nacional apreende 25 indivíduos na madrugada do dia 01   

Bissau, 03 Nov 26 (ANG) – A Guarda Nacional apreendeu 25 indivíduos junto ao Porto de Pesca de Alto Bandim na madrugada do dia 01 deste mês , no âmbito do combate à imigração irregular na Guiné-Bissau.

A revelação foi feita através da  página da Guarda Nacional na Facebook.

“Os detidos são de diferentes nacionalidades africanas (10 são malianos, 10 senegaleses e 5 cidadãos nacionais, incluindo dois menores), que tentavam viajar irregularmente por via marítima com destino à Europa”, segundo essa comunicação da  Guarda Nacional .

A Guarda Nacional garante que, doravante, lutará para combater as redes organizadas de migração irregular e que, por isso, vai reforçar o patrulhamento nas fronteiras e águas territoriais.

“Esta importante ação soma-se à uma outra grande operação realizada na madrugada de 30 de Outubro, na localidade de Brene (arredores de Bissalanca), numa intervenção conjunta entre a Guarda Nacional (Unidade Territorial n.º 01) e o Regimento de Comandos das Forças Armadas, desencadeada após uma denúncia anónima, e que culminou na interceção de 143 cidadãos estrangeiros (141 senegaleses e 02 gambianos) ”, refere. A mesma fonte. ANG/AALS/ÂC//SG



 

 


Desporto
/ Presidente da República participa na abertura dos Jogos Olímpicos da Juventude Dakar-2026

Bissau, 3 Nov 26 (ANG) – O Presidente da República de Transição, Horta Inta-a, participou, no sábado, na cerimónia oficial de abertura dos IV Jogos Olímpicos da Juventude Dakar 2026, no Senegal, na qualidade de convidado de honra.

De acordo com o Gabinete de Comunicação e Relações Públicas da Presidência da República, o Chefe de Estado guineense foi recebido com honras de Estado pelo Presidente senegalês, Bassirou Diomaye Faye, e juntou-se aos vários Chefes de Estado e de Governo africanos, bem como a altas individualidades do Comité Olímpico Internacional (COI), na cerimónia realizada no Estádio Abdoulaye Wade, em Diamniadio, nos arredores de Dakar.

O evento reveste-se de particular importância por assinalar a realização dos primeiros Jogos Olímpicos em solo africano. Após a sua participação na cerimónia, o Presidente da República regressou a Bissau no mesmo sábado.

À margem do evento, a ministra da Juventude, Cultura e Desportos, Juelma Cubala, cumpriu, no dia 1 de Novembro, uma agenda diplomática marcada por três encontros  destinados ao reforço da cooperação internacional nos domínios da juventude e do desporto.

O primeiro encontro teve lugar com a presidente interina da República de Cabo Verde, Janira Hopffer Almada, que felicitou a Guiné-Bissau pelo seu envolvimento nos Jogos Olímpicos da Juventude.

As duas dirigentes abordaram o reforço da cooperação entre os países lusófonos nas áreas da juventude e da participação conjunta em iniciativas olímpicas.

Posteriormente, Juelma Cubala reuniu-se com Malick Maachi, presidente do Conselho de Reestruturação da World Sports Alliance (WSA), organização presidida pela Guiné-Bissau.

Na ocasião, foram analisados o processo de reestruturação da organização, a preparação do Leilão dos Direitos Globais de Denominação, previsto para 22 de Junho de 2027, em Genebra, e as prioridades para a próxima Assembleia Geral.

A governante reafirmou o compromisso com uma transição transparente e com a conclusão do processo de financiamento da Academia Desportiva de Bissau.

A jornada de trabalho da ministra Juelma terminou com um encontro com os ministros ivoirienses dos Desportos, Adjé Silas Metch, e da Promoção da Juventude, da Inserção Profissional e do Serviço Cívico, Mamadou Touré.

Durante a reunião, realizada na Embaixada da Côte d’Ivoire, em Dakar, as partes avaliaram a implementação do Acordo de Cooperação Desportiva, assinado a 15 de Setembro de 2025, em Abidjan.

Como resultado, foi confirmada a disponibilização de uma equipa técnica que deverá deslocar-se, brevemente, à Bissau para identificar as prioridades nos domínios das infraestruturas desportivas, formação de quadros e programas de juventude.ANG/MI/ÂC//SG

Côte D`Ivoire/Banco Mundial prevê aumento de até 18 por cento de preços de produtos alimentares até 2027

Bissau, 03 Nov 26 (ANG) – Os preços globais das commodities devem subir 23% em 2026, antes de caírem 7% em 2027, enquanto os de produtos alimentícios básicos devem registar um aumento acumulado de 18% ao longo dos dois anos, de acordo com as previsões do Grupo Banco Mundial publicadas na quarta-feira, 28 de Outubro de 2026.

De acordo com a última edição do relatório "Commodity Markets Outlook", esse desenvolvimento se explica pelo acúmulo de diversos choques globais, incluindo o conflito no Oriente Médio, interrupções no fornecimento de cereais e os efeitos esperados do fenómeno climático El Niño sobre as colheitas.

Após três anos consecutivos de queda, espera-se que os preços da energia subam 32% em 2026, antes de se estabilizarem em 2027. O preço do petróleo Brent deverá atingir uma média de US$ 91 este ano, em comparação com US$ 69 em 2025, e depois recuar para US$ 79 em 2027.

Prevê-se que os preços dos produtos alimentares básicos aumentem cerca de 10% em 2026 e mais 7% em 2027. Esta tendência está principalmente ligada às dificuldades no transporte de cereais, às ameaças às colheitas devido ao El Niño e ao aumento do custo dos combustíveis e fertilizantes, o que encarece os custos de produção agrícola.

Prevê-se também um aumento de 14% nos preços dos fertilizantes em 2026, enquanto os preços dos metais deverão subir 25%, impulsionados pela demanda de energias renováveis, veículos elétricos e centros de dados. Os metais preciosos, por sua vez, deverão registar um aumento de 40%.

O Banco Mundial, no entanto, alerta para uma possível piora da situação em caso de intensificação do conflito no Oriente Médio, novas interrupções no transporte de grãos no Mar Negro e um evento El Niño particularmente severo.

Nesse cenário adverso, o preço do petróleo Brent poderia atingir uma média de US$ 105 em 2027, enquanto os preços dos produtos alimentícios básicos excederiam as previsões iniciais em 12%, ultrapassando os níveis de 2022.

Segundo Ayhan Kose, vice-economista-chefe do Banco Mundial, esse acúmulo de choques ameaça agravar a inflação, a insegurança alimentar e desacelerar o crescimento económico, principalmente em países de baixa renda.ANG/Faapa

 

França/Crimes contra jornalistas: ‘ameaça evolui e impunidade persiste’, alerta campanha da Unesco

Bissau, 03 Nov 26 (ANG) - No Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, celebrado no dia 2 de Novembro, organizações de defesa da liberdade de imprensa alertam que assassinatos, agressões, ameaças e casos de assédio contra profissionais da mídia continuam, em sua maioria, sem punição judicial.

 A data foi instituída em homenagem aos jornalistas da RFI Ghislaine Dupont e Claude Verlon, mortos no Mali em 2 de Novembro de 2013, e reforça a preocupação com a persistente impunidade desses crimes no mundo.

Neste ano, a campanha da Unesco tem como lema "As ameaças evoluem. A impunidade persiste", buscando chamar a atenção para as novas formas de violência enfrentadas pelos jornalistas, especialmente em zonas de conflito, e para a persistência da impunidade dos crimes cometidos contra eles.

Segundo o Observatório de Jornalistas Assassinados da Unesco, mais de 1.600 jornalistas foram assassinados no mundo nos últimos 20 anos, uma média de uma morte a cada quatro dias.

Neste ano, "a taxa global de impunidade pelos assassinatos de jornalistas aumentou um ponto percentual, a 86%", aponta o relatório, o que significa que seis em cada sete autores dos crimes escapam da Justiça.

Além disso, a Unesco aponta uma tendência preocupante: o número de assassinatos de profissionais da imprensa aumentou 20% no mundo nos últimos três anos.

Nove em cada dez vítimas são jornalistas locais, que frequentemente cobrem temas sensíveis em suas próprias comunidades e estão mais expostos a ameaças e represálias.

Sobre o Brasil, o relatório destaca que 31 jornalistas foram assassinados no período analisado.

O documento indica que o país informou à entidade a adoção do Protocolo Nacional para a Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, lançado em abril deste ano pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A iniciativa passou a integrar o repositório de mecanismos nacionais de proteção da Unesco.

Em entrevista à RFI, Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, destaca que o aumento dos assassinatos de jornalistas está diretamente ligado aos conflitos armados. 

"A situação se agrava sobretudo para os jornalistas em zonas de combate, e infelizmente há cada vez mais zonas de combate. Observamos uma certa redução dos assassinatos de jornalistas em países que não estão em guerra. Mas, desde 2006, mais de 1.600 jornalistas foram mortos. Esses são os dados da Unesco. E é provável que os números reais sejam muito mais altos."

Com a guerra na Faixa de Gaza,o território palestino tornou-se o maior número de profissionais da imprensa mortos, ao menos 32.

A Ucrânia, a Somália e o Sudão também figuram entre os locais mais perigosos para jornalistas nos últimos três anos.

O Oriente Médio permanece, de longe, a região mais arriscada do mundo para o exercício da profissão: segundo a Unesco, 97 jornalistas foram mortos nessa parte do mundo nos últimos dois anos.

"O que é terrível é que os jornalistas continuam pagando um preço exorbitante por dizer a verdade e por fazer seu trabalho. E o trabalho deles é nos trazer informações para que estejamos informados, para que saibamos o que está acontecendo ao redor do mundo", diz. "Nada deve impedir a capacidade dos jornalistas de exercer sua profissão. Porque esse trabalho é fundamental para todos nós, para a nossa liberdade, para os direitos humanos e para o direito à informação", reitera Dujarric. 

Nesses cenários de guerra, usar coletes ou capacetes identificados com a palavra "imprensa" já não garante proteção. Jornalistas são mortos não apenas nas linhas de frente, durante a cobertura dos combates, mas também dentro das redações e até em suas próprias casas. 

A Organização das Nações Unidas alerta ainda para uma nova e preocupante tendência. Profissionais da mídia passaram a ser alvo de ataques realizados com drones. Entre os territórios e países onde o fenómeno é mais recorrente estão a Faixa de Gaza, a Ucrânia e o Sudão, aponta Dujarric, que evidencia o fato de esse tipo de equipamento "não custar caro e ser fácil de usar".

"Isso também é um reflexo do aumento do uso de drones em todos os conflitos e, agora, frequentemente de drones autónomos, operados por inteligência artificial. Portanto, eu diria que, infelizmente, não é surpreendente ver um uso muito maior de drones no assassinato de jornalistas ao redor do mundo. E esse é um perigo que, infelizmente, só tende a crescer", lamenta. 

Das 14 jornalistas mortas entre 2024 e 2025, 93% perderam a vida enquanto cobriam conflitos, aponta a Unesco. Embora representem uma parcela relativamente pequena dos jornalistas assassinados, as mulheres continuam sendo alvo de níveis desproporcionais de abusos e assédio, tanto online quanto offline.

Um estudo publicado em 2025 pela ONU Mulheres e pelo Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ, na sigla em inglês) revelou que 75% das mulheres jornalistas já foram expostas a algum tipo de violência.

A pesquisa também constatou que a proporção de profissionais que relataram ter sofrido violência física ou presencial como consequência de ataques recebidos na internet mais que dobrou desde o último levantamento realizado pela Unesco, em 2020, passando de 20% para mais de 40% em 2025. ANG/RFI

 


EUA/Autoridades exigem declaração sanitária obrigatória a passageiros em voos internacionais

Bissau, 03 Nov 26(ANG) - As autoridades norte-americanas passam a exigir, a partir de hoje uma declaração sanitária obrigatória a todos os passageiros com destino ao país ou em trânsito por aeroportos dos EUA, no âmbito das medidas de prevenção do ébola.

 

A informação foi divulgada pela Cabo Verde Airlines, que comunicou a entrada em vigor da nova determinação das autoridades de saúde norte-americanas, associada ao surto de ébola actualmente registado na República Democrática do Congo.

 

De acordo com a companhia aérea nacional, a declaração deverá ser devidamente preenchida e assinada antes do embarque, podendo ser apresentada em formato digital ou impresso.

 

O documento estará disponível no sítio eletrónico da Cabo Verde Airlines (www.caboverdeairlines.com) e poderá ser enviado por correio electrónico antes da viagem ou disponibilizado no momento do check-in. 

 

As agências de viagens também poderão facultá-lo aos respectivos clientes.

 

A exigência abrange todos os passageiros, independentemente da nacionalidade, da origem da viagem ou do motivo da deslocação, incluindo aqueles que apenas realizem escalas ou ligações através dos Estados Unidos.

 

No caso de passageiros menores de 18 anos, a declaração deverá ser preenchida e assinada pelos pais ou respectivos representantes legais.

Face à nova determinação, a Cabo Verde Airlines recomenda aos passageiros que consultem antecipadamente os requisitos aplicáveis à sua viagem e preencham a declaração antes de se deslocarem ao aeroporto, garantindo que dispõem de toda a documentação necessária para o embarque.

 

A companhia alerta que o incumprimento desta exigência poderá resultar na recusa de embarque, em conformidade com as orientações das autoridades competentes dos Estados Unidos.

 

A Cabo Verde Airlines assegura ainda que continuará a acompanhar a implementação da medida e a divulgar informações actualizadas através dos seus canais oficiais, com vista a evitar constrangimentos operacionais e facilitar a preparação das viagens. ANG/Inforpress

 

            RDC/Ébola mata mais de 5.100 em 10.467 casos conformados

Bissau, 03 Nov 26 (ANG) – A epidemia de Ébola na República Democrática do Congo (RDC) causou 5.103 mortes em 10.467 casos confirmados, de acordo com um novo relatório do Ministério da Saúde congolês.

De acordo com os dados do último relatório epidemiológico, a taxa de letalidade cumulativa é de 48,8%, enquanto 2.824 pacientes foram declarados recuperados e 980 pessoas estão hospitalizadas ou em quarentena.

A província de Ituri, no nordeste do país, continua sendo o epicentro da epidemia, respondendo por 70,8% dos casos confirmados acumulados e 60,4% dos novos casos notificados, segundo o mesmo relatório.

Kivu do Norte, no leste da RDC, responde por 34% das novas infecções e tem uma taxa de letalidade de 55,7%, superior à média nacional.

No total, 67 das 178 zonas de saúde, ou 37,6%, distribuídas por oito províncias, foram afetadas desde o início da epidemia.

Diante dessa situação, as autoridades de saúde apelaram para a manutenção de alta vigilância epidemiológica, o reforço da vigilância e a intensificação das investigações de casos suspeitos.

O Ministério da Saúde também destacou a necessidade de reforçar o rastreamento de contatos em zonas sanitárias com deficiências, a fim de interromper as cadeias de transmissão e prevenir novas infecções na comunidade. ANG/Faapa

   

 

sexta-feira, 30 de outubro de 2026


Educação
/ Primeiro-ministro destaca importância de “kits escolares” para  crianças vulneráveis 

Bissau, 30 Out 26 (ANG) - O Primeiro-ministro de Transição, Ilídio Vieira Té disse hoje que a  entrega de kits escolares às crianças vulneráveis representa um gesto de grande importância para a garantia do acesso à educação e criação de  melhores condições de aprendizagem no país.

 Vieira Té falava  na cerimónia de entrega de 4 000 kits escolares, doados pelo Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD) sob o lema " Proteger a Criança é Investir no Futuro da Guiné-Bissau" .

Disse  que os kits constituídos por mochilas, cadernos, livros, lápis e outros artigos escolares, vão permitir que as crianças tenham condições mais dignas para frequentar as aulas.

Na ocasião, apelou ao ministro da Educação para garantir que os kits cheguem efetivamente aos beneficiários, sobretudo às crianças  de famílias sem condições financeiras para adquirir materiais escolares.

Ilídio Vieira Té advertiu contra a eventual comercialização dos materiais doados no mercado de Bandim, e anunciou  o acompanhamento permanente da distribuição por uma comissão que deverá integrar elementos da Polícia Judiciária e do Ministério Público.

O Primeiro-ministro defendeu que a educação deve constituir uma das prioridades da governação, tendo em conta  que as crianças de hoje serão os futuros dirigentes do país pelo que devem devem ter oportunidades iguais de acesso ao ensino.

O chefe do Governo disse que o Governo pretende orientar as suas ações para setores essenciais, nomeadamente infraestruturas, energia, saúde, educação e agricultura, sublinhando a necessidade de a Guiné-Bissau reforçar a sua capacidade de desenvolvimento.

Vieira Té destacou a importância da cooperação com parceiros internacionais, reconhecendo o apoio do BOAD à Guiné-Bissau através da doação desses kits escolares.

Ilídio Vieira Té reiterou   que 15 por cento do  Orçamento Geral do Estado para 2027 deverá ser afectado ao  Ministério da Educação, com o objetivo de melhorar as condições das escolas e proporcionar ambientes adequados de aprendizagem.

O chefe do Governo anunciou também a previsão de entrega de 20 mil carteiras escolares ao Ministério da Educação, para posterior distribuição pelas escolas que apresentam maiores necessidades.

No domínio da agricultura, anunciou a disponibilização de máquinas de descasque de castanha de caju, defendendo que o país deve apostar na transformação local dos produtos agrícolas, em vez de continuar a exportá-los em bruto.

Por seu turno, o ministro da Educação, Ensino Superior e Investigação Científica, Barros Bacar Bandjai, considerou que a entrega de kits escolares às crianças em situação de vulnerabilidade constitui um investimento no capital humano, na igualdade de oportunidades e na formação de futuras gerações da Guiné-Bissau.

Bacar Banjai agradeceu a Fundação BOAD pela solidariedade, sublinhando que, apesar de parecer um gesto simples, a oferta de um kit escolar representa para uma criança vulnerável, uma oportunidade de aprendizagem, um incentivo à educação e uma mensagem de esperança.

Disse que muitas crianças guineenses continuam a enfrentar dificuldades para aceder e permanecer na escola, devido as limitações económicas das famílias, a insuficiência de materiais didáticos e  outras barreiras que condicionam o seu percurso educativo.

Aquele responsável manifestou  o desejo de  a parceria entre o Governo e a Fundação BOAD seja consolidada e alargada à outras iniciativas, nomeadamente nos domínios da reabilitação das infraestruturas escolares, formação de professores, educação de raparigas e inclusão das crianças mais vulneráveis.

Banjai reafirmou o compromisso do Governo de promover uma escola mais inclusiva, acessível e de qualidade, capaz de garantir oportunidades de aprendizagem à todas as crianças, independentemente da sua condição económica, género ou localização geográfica.

O governante defendeu igualmente o reforço da colaboração entre o Estado, as famílias, os professores, as comunidades e os parceiros de desenvolvimento, sublinhando que a educação não deve ser considerada uma responsabilidade exclusiva do Governo, mas sim um compromisso coletivo e nacional.

"Educar uma criança é transformar uma vida. Educar uma geração é transformar uma nação”, afirmou, reiterando que não haverá desenvolvimento sustentável sem educação de qualidade e investimento contínuo nas novas gerações.

A cerimónia ficou marcada pelo reconhecimento da contribuição da Fundação BOAD e dos parceiros envolvidos na realização prática da iniciativa, considerada um passo importante para reforçar a cooperação em benefício da educação e das crianças em situação de vulnerabilidade na Guiné-Bissau. ANG/MI/ÂC//SG

Educação/ Fundação BOAD doa 4.000 kits para apoiar a escolarização de crianças na Guiné-Bissau

Bissau, 30 Out 26 (ANG) - A Fundação do Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD) disponibilizou cerca de 4.000 kits escolares, avaliados em aproximadamente 30 milhões de francos CFA, destinados a apoiar a escolarização de crianças em situação de vulnerabilidade na Guiné-Bissau, no  ano lectivo 2026/2027.

No ato de entrega de kits escolares, que decorreu  sob o lema " Proteger a Criança é Investir no Futuro da Guiné-Bissau", o Diretor-geral desta fundação Amara Kouyaté explicou que a iniciativa visa contribuir para a redução das dificuldades enfrentadas pelas famílias vulneráveis e garantir melhores condições de acesso e permanência das crianças no sistema educativo.

Segundo aquele responsável, os cerca de 4.000 kits escolares serão distribuídos aos alunos do ensino primário, em diferentes localidades do país, com particular atenção às raparigas em risco de abandono escolar precoce, às crianças órfãs e as que vivem nas zonas rurais.

Amara Kouyaté sublinhou que investir na educação significa formar cidadãos responsáveis, consolidar as nações e proporcionar à crianças oportunidades para desenvolverem as suas capacidades e contribuírem para o progresso dos seus países.

Acrescentou que a iniciativa representa o compromisso da Fundação BOAD com a promoção de uma educação inclusiva e equitativa, defendendo que as dificuldades económicas das famílias não devem comprometer o futuro escolar das crianças.

Koyaté agradeceu ao Governo da Guiné-Bissau, particularmente ao Primeiro-ministro pela colaboração e pelo envolvimento na concretização da iniciativa, destacando igualmente o contributo dos serviços ligados à educação, das instituições escolares, dos professores, das comunidades educativas e da missão residente do BOAD no país.

Dirigindo-se aos alunos beneficiários, o representante da Fundação BOAD afirmou que os materiais escolares disponibilizados representam mais do que simples instrumentos de aprendizagem, constituindo uma demonstração de confiança nas capacidades e no futuro das crianças.

Apelou  aos pais, professores e às comunidades educativas para acompanharem os alunos ao longo do ano lectivo, incentivando-os a estudar e a superar as dificuldades.

Citando Amílcar Cabral, o fundador da nacionalidade guineense, referiu:”
as crianças são as flores da nossa luta e a razão principal do nosso combate”.

Disse que a  Fundação BOAD reafirma com essa doação o seu compromisso de transformar a solidariedade em oportunidades duradouras, contribuindo para melhorar as condições de aprendizagem e as perspectivas de futuro das crianças guineenses.ANG/MI/ÂC//SG

Política /Primeiro-ministro manifesta solidariedade à Espanha na sequência de tragédia ferroviária

Bissau, 30 Out 26 (ANG) – O Primeiro-ministro de Transição Ilídio Vieira Té apresentou condolências ao Governo e ao povo do Reino de Espanha, na sequência de uma colisão entre dois comboios de alta velocidade naquele país, provocando 69 mortos e dezenas de feridos.

Numa mensagem oficial, partilhada hoje à imprensa pelo Gabinete de Assessoria de Imprensa e Comunicação do Primeiro-ministro, o chefe do governo guineenses manifestou a sua “profunda consternação” perante a dimensão da tragédia, expressando a solidariedade da Guiné-Bissau às autoridades espanholas e às famílias das vítimas.

Ilídio Vieira Té sublinhou que o Executivo guineense acompanha com preocupação e sentimento de solidariedade os acontecimentos que mergulharam a Espanhola num momento de profunda tristeza e luto.

¨Neste momento de grande tristeza que abala a nação espanhola, o governo da Guiné-Bissau, atento à excelência das relações entre a Guiné-Bissau e o Reino de Espanha, manifesta a sua plena solidariedade ao povo e  Governo de Espanha¨, refere  na mensagem.

Por outro lado, o chefe do Governo apresentou as suas “mais sinceras condolências” às famílias enlutadas e desejou rápidas melhorias e plena recuperação à todos os feridos.

Na mensagem, o primeiro-ministro associa o Governo e  povo guineenses ao luto nacional espanhol, transmitindo uma expressão de fraternidade, proximidade e solidariedade humana para com todas as famílias atingidas pela tragédia.

ANG/LPG//SG

 

 

Reconhecimento/”Atribuição do nome de Serifo Nhamadjo à uma Rua de Mansabá, representa um “marco indelével”, na história daquela cidade”, diz José Carlos Macedo

Bissau, 30 Out 26(ANG) – O cidadão José Carlos Macedo Monteiro,  filho do sector de Mansaba, região de Oio, norte do país, considerou de  “marco indelével”, a atribuição do nome de Manuel Serifo Nhamadjo, à principal artéria de circulação daquela cidade.

“Hoje  é o dia mais feliz na minha vida,  quando soube da notícia de que o Governo da Guiné-Bissau liderado por Ilídio Vieira Té, atribuiu, pela primeira vez, o  nome de Serifo Nhamadjo à uma Rua do sector de Mansabá”, disse José Carlos Macedo Monteiro ,atual Diretor-geral dos Serviços de Migração e Fronteiras em entrevista exclusiva concedida hoje à ANG.

Disse que  esta decisão que considera “sábia”, dá-lhe para perceber que, afinal o Governo está a preocupar-se com um  sector chamado Mansabá, tendo por isso agradecido ao Chefe do Governo e o Presidente da República, porque de facto pela primeira vez, “reconhecem que  este sector merece algo”.

O Conselho de Ministros, reunido na Sessão Ordinária do dia 27 do corrente mês , aprovou a proposta de atribuição do nome “Avenida Manuel Serifo Nhamadjo” à principal artéria de circulação localizada na entrada e saída da cidade de Mansabá, Região de Oio, norte do país.

A medida, de acordo com o comunicado do Conselho de Ministros,  representa uma homenagem ao antigo Presidente de Transição Manuel Serifo Nhamadjo, dando o seu nome a uma das principais vias de acesso à cidade.

José Carlos Macedo, ex-
deputado da Nação
 disse que Manuel Serifo Nhamadjo merecia mais do que este reconhecimento, frisando contudo que já é um sinal forte do Governo.

“O Serifo Nhamadjo fez muitas coisas para o sector de Mansabá, no exercício de várias funções. Iniciou no Fundo Rodoviário, Deputado da Nação, até ao Presidente da República de Transição”, salientou.

Acrescentou  que no domínio do  desporto, foi o Serifo Nhamadjo quem fez com o sector de Mansabá fosse conhecido, acrescentando que, não obstante não fazer parte dos fundadores do FC de Mansabá.

Disse que, nenhum filho do sector de Mansaba pode pagar o Serifo Nhamadjo pelo o que fez para Mansabá, porque sempre disponibilizou tudo o que tinha para o Clube .

“Enquanto Cabeça de Lista, a candidatura para o cargo de deputado, sempre ganhou naquele circulo, em todas as eleições em que participou. Serifo construiu escolas em  várias povoações de Mansabá, dentre as quais a de Mambonco, de forma a diminuir o sofrimento do povo Oinca, sublinhou.

José Carlos Macedo disse que Serifo Nhamadjo deu emprego à muitos filhos de Mansabá, quando era Director-geral do Fundo Rodoviário, para além de construção de muitas  Igrejas.

Perguntado sobre o momento mais alto que sentiu na sua convivência com Manuel Serifo Nmadjo, afirmou que, foi sem dúvida quando este foi nomeado Presidente da República de Transição, tendo em conta que é o primeiro filho de Mansabá a conseguir atingir esse patamar.

“Por isso, peço a Deus para que todos os filhos de Mansabá, seguissem a obra de Serifo Nhamadjo e agradeço ao  Presidente  da República e o Primeiro-Ministro pela coragem que tiveram de atribuir o nome de Serifo Nhamadjo a principal artéria de Mansabá”, salientou Macedo.ANG/ÂC//SG

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Regiões/ AFAMA pede água potável ao Governo de Transição para sector de Mansabá  

Bissau, 30 Out 26 (ANG) – A Associação dos Filhos e Amigos de Mansabá (AFAMA) na pessoa do seu representante da Juventude e da Comunidade solicitou hoje água potável ao Governo de Transição para a população do setor de Mansabá. 

Demba Seidi, reagia, em declarações à imprensa,  sobre a aprovação na reunião do Conselho de Ministros da iniciativa de baptizar a Avenida Principal de Mansabá com o nome do falecido Presidente da República, Manuel Serifo Nhamadjo.

Seidi considerou a decisão governamental de   ato de justiça e diz que o ex-presidente da República merece essa homenagem.

Contou  que Serifo Nhamadjo possibilitou aos jovens do setor de Mansabá a obtenção de bolsas de estudos, além de unir muitas pessoas que estão na diáspora para o projeto de desenvolvimento do setor .  

Questionado  se a iniciativa da Mansabá (AFAMA) foi reconhecida por toda a comunidade respondeu que sim, e diz que tudo aconteceu depois de a AFAMA ter laborado e submetido o projeto à comunidade e foi aceite.

Demba Seide disse que um dos maiores problemas que o sector enfrenta é a precariedade  das estradas que ligam as tabancas e revelou que já está em curso a reabilitação da estrada que liga Mansabá a Gã Mamudo. 

Referiu que antes, para as raparigas irem á escola era um grande problema no setor, mas que felizmente neste momento  muitas meninas já frequentam as escolas, desde ensino básico até o terceiro ciclo.

“Em relação a segurança neste momento não temos esquadra de polícia, o que tínhamos caiu há mais de uma década e o espaço contínua vazio. O centro de saúde que temos atualmente não está a responder ao número da população atual do sector. Precisamos de um centro de maior dimensão e de infraestruturas desportivas, pois só temos campos de futebol, “ disse Demba Seidi.

Por sua vez, o porta-voz da comunidade Daniel Lopes agradeceu ao governo de Transição pela aprovação da iniciativa dos populares de baptizar a Avenida Principal do setor de Mansabá com o nome do falecido Presidente da República Manuel Serifo Nhamadjo, no Conselho de Ministros de 27 de Outubro deste ano.

Os familiares de Serifo Nhamadjo agradeceram ao Governo através de uma carta .

Na carta os familiares lembraram que o gesto e carinho não só honram a história de um filho da terra que serviu a Nação, como também fortalece os laços de união, fraternidade e preservação da memória coletiva da  comunidade.

O troço entre Mansôa e Farim, com 55 km de extensão, cujo o lançamento da primeira pedra ocorreu  em 15 de Outubro de 2012,foi inaugurado  a 17 de Janeiro de 2014 por Manuel Serifo Nhamadjo. ANG/JD//SG