sexta-feira, 26 de junho de 2026

Venezuela/Número de mortos aumenta e buscas por sobreviventes continuam após terramotos

Bissau, 26 Jun 26 (ANG) - O número de vítimas no duplo terramoto que atingiu a Venezuela na quarta-feira (24) subiu para pelo menos 188 mortos e mais de 1.500 feridos, anunciou nesta quinta-feira (25) o presidente do Parlamento do país.

Estes números devem aumentar nas próximas horas. Equipes de resgate continuam as buscas continuam para retirar as pessoas presas nos escombros. 

“Atualmente, infelizmente, temos de informar que 188 venezuelanos morreram, 1.520 ficaram feridos e 157 estão desaparecidos”, declarou Jorge Rodríguez durante um pronunciamento na televisão, revisando para cima o balanço inicial de 164 mortos e 1.000 feridos divulgado na manhã de quinta-feira por sua irmã, Delcy Rodríguez, presidente interina.

Nesta quinta, muitos venezuelanos tentavam resgatar familiares presos sob os escombros de edifícios que desabaram. Muitos prédios ficaram em  ruínas ou inclinados na região do epicentro do terramoto, onde famílias angustiadas buscam localizar desaparecidos soterrados.

A área mais afetada é a região de La Guaira, ao norte da capital, Caracas, onde se localizam o Aeroporto Internacional de Maiquetía — fechado devido a graves danos — e a cidade costeira de Catia La Mar, onde vários edifícios desabaram e saques foram registados. Homens e mulheres foram vistos saindo de um mercado parcialmente incendiado carregando sacolas de alimentos nos braços, segundo a AFP.

Os esforços de ajuda internacional estão sendo mobilizados e exigirão um “enorme esforço coletivo”, alertou nesta quinta-feira o chefe de Assuntos Humanitários da ONU, Tom Fletcher.

Os Estados Unidos prometeram uma resposta “significativa”, “rápida e eficaz”, segundo o secretário de Estado, Marco Rubio, e enviarão “imediatamente” ajuda e equipes de resgate. China, Índia e até mesmo o Irã — tradicional aliado de Caracas —, além de diversos países da União Europeia e da América Latina, incluindo o Brasil, também ofereceram assistência, enviando equipes de busca e suprimentos médicos. Delcy Rodríguez, declarou estado de emergência.

Dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) indicam que o terramoto de magnitude 7,5 foi o mais forte a atingir a Venezuela desde 1900.

 Um primeiro tremor, de magnitude 7,2, ocorreu a uma profundidade de 21,9 quilómetros, cerca de 200 quilómetros a oeste de Caracas, e foi seguido, 39 segundos depois, por um segundo terramoto de magnitude 7,5 e profundidade de 10 quilómetros, com epicentro localizado a 45 quilómetros de distância.

Posteriormente, foram registadas cerca de vinte réplicas, segundo o USGS.

Em Caracas, onde vários edifícios desabaram, as ruas estão cobertas de vidro quebrado, e muitas pessoas passaram a noite ao relento ou dentro de seus carros.

Também foram relatadas interrupções no fornecimento de energia. O ministro do Interior, Diosdado  Cabello, afirmou ter ordenado o corte do abastecimento de gás para “prevenir acidentes”. Na manhã de quinta-feira, quase nenhum comércio estava aberto, e o trânsito era intenso, com muitos moradores procurando refúgio longe de edifícios instáveis.

“Mesmo antes desses terramotos, quase 8 milhões de pessoas na Venezuela precisavam de assistência humanitária”, observou Fletcher.

“Este desastre ameaça agravar as vulnerabilidades já existentes”, alertou o chefe de Assuntos Humanitários da ONU. “O apoio internacional contínuo às organizações humanitárias que atuam no local é essencial e urgente”, enfatizou.

Embora o Aeroporto Internacional de Maiquetía, que atende a capital venezuelana, tenha sido fechado devido a “graves danos à infraestrutura”, segundo Rodríguez, Caracas poderá utilizar o aeroporto militar de La Carlota, localizado na região metropolitana, para receber ajuda internacional.

ANG/RFIAFP

 

Ambiente/Europa vive auge de onda de calor histórica e vários países estão em alerta máximo

Bissau, 26 Jun 26 (ANG) - A Europa viveu na quinta-feira (25) o auge de uma onda de calor histórica, com pelo menos 101 milhões de pessoas expostas a temperaturas superiores a 35°C.

Mais de 380 milhões de pessoas devem enfrentar temperaturas acima de 30°C, o equivalente a quase dois terços da população do continente.

Os dados resultam de uma análise da agência AFP baseada em previsões do Serviço Meteorológico Alemão e em projeções populacionais para 2025 do Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia.

O pico dessa onda de calor histórica é esperado para esta quinta-feira na França, antes de uma leve trégua prevista para a noite na costa atlântica. Em Paris, os termômetros ultrapassaram os 40°C pela quarta vez em 150 anos de registros.

O primeiro-ministro francês anunciou a mobilização máxima do sistema de saúde para garantir atendimento diante de uma onda de calor excepcional, que “não dá sinais de enfraquecimento”,e de uma crise sanitária que “continua a se intensificar”.

 

No país, três reatores nucleares foram desligados em razão das temperaturas extremas.

 

Na Alemanha, algumas regiões podem registar temperaturas acima de 40°C, com possibilidade de quebra de recordes históricos.

Diversos eventos esportivos e culturais ao ar livre já foram cancelados, entre eles a Meia Maratona de Hamburgo, no norte do país.

A companhia ferroviária Deutsche Bahn recomendou que os passageiros evitem viagens e informou que reembolsará passagens adquiridas até 30 de junho devido ao elevado risco de interrupções causadas por calor extremo, incêndios, chuvas intensas e tempestades.

Na Espanha, as autoridades registaram pelo menos 212 mortes entre domingo e quarta-feira possivelmente relacionadas à onda de calor.

No Reino Unido, o Met Office, serviço nacional de meteorologia, prorrogou o raro alerta vermelho para calor extremo por mais um dia em Londres e em partes do sudeste da Inglaterra.

“As temperaturas máximas à sombra podem superar os 36°C, chegando possivelmente a 38°C em algumas áreas”, informou a agência em comunicado.

O aviso ocorre um dia após o registro do recorde de temperatura para o mês de Junho no país: 36,1°C na costa sul da Inglaterra.

Na Croácia, toda a faixa litorânea ao redor de Split está sob alerta vermelho, com máximas acima de 35°C e mínimas de 26°C, de acordo com o serviço meteorológico nacional. Já a Dinamarca estará sob alerta laranja, o segundo nível mais alto, na sexta-feira.

Segundo o Instituto Meteorológico Dinamarquês (DMI), as temperaturas podem atingir 35°C até o fim da semana, principalmente nas regiões sul e leste do país.

Na Áustria, o nível máximo de alerta para onda de calor foi decretado até segunda-feira em Viena, no leste do país e em diversas cidades do sul.

 As autoridades recomendam que a população permaneça em ambientes fechados durante os períodos mais quentes do dia.

A situação é consequência de uma extensa massa de ar quente proveniente da África, retida sobre a Europa Ocidental por sistemas de alta pressão em altitude.

Para os climatologistas, a frequência crescente das ondas de calor é um dos sinais mais evidentes das mudanças climáticas, provocadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis. Fenómenos extremos como os observados atualmente no continente tendem a se tornar mais frequentes, duradouros e intensos.

Com impactos cada vez maiores sobre a economia, a Confederação Europeia de Sindicatos (CES) pediu nesta quinta-feira à União Europeia a adoção de “pausas para resfriamento” obrigatórias para trabalhadores expostos ao calor extremo.

A proposta segue modelo semelhante ao utilizado na Copa do Mundo de 2026, em que as equipes têm direito a interrupções durante as partidas para hidratação e recuperação.

A CES, que representa cerca de 45 milhões de trabalhadores, solicitou à Comissão Europeia que assegure aos profissionais o “direito a pausas sem perda salarial” durante episódios de calor extremo.

Segundo a entidade, o risco de acidentes de trabalho aumenta em até 7 por cento quando a temperatura ultrapassa 30°C e pode chegar a 15% quando os termómetros atingem 38°C. ANG/RFI/AFP

EUA/Comissão da ONU acusa Israel de visar crianças palestinas e denuncia 'genocídio' em Gaza

Bissau, 26 Jun 26 (ANG) - Uma comissão internacional de inquérito mandatada pela ONU acusou Israel de ter como alvo crianças em Gaza.

Em um relatório de cem páginas, os especialistas documentam violações e crimes cometidos por Israel contra menores palestinos no território desde 7 de Outubro de 2023 até 31 de Março de 2026 e concluem, com base em "fundamentos razoáveis", que Israel está cometendo genocídio.

Mais de 20.000 crianças foram mortas na Faixa de Gaza entre 7 de Outubro de 2023 e 7 de Outubro de 2025, cerca de 40.000 ficaram feridas e mais de 58.500 perderam pelo menos um dos pais ou ficaram órfãs.

No relatório, os especialistas destacam que “o ataque deliberado às crianças é um dos principais elementos que estabelece a intenção genocida das autoridades e forças de segurança israelenses de destruir o ‘grupo palestino’, no todo ou em parte, em Gaza”. Para a comissão, as crianças personificam o futuro do grupo, e destruí-las compromete sua capacidade de sobreviver.

Segundo o documento, as forças israelenses têm como alvo crianças de maneira direta e indireta, ao bombardear sistematicamente áreas residenciais, escolas e campos de refugiados superlotados.

Israel também perturba sistematicamente a capacidade de aprendizagem das crianças: 97% das escolas foram destruídas e 95% das universidades foram atingidas em Gaza; 22 dos 38 centros de estudos superiores foram completamente destruídos. Para a comissão, o desmantelamento das estruturas de proteção e educação comprometeu o desenvolvimento dos menores e enfraqueceu “os alicerces da sociedade palestina”.

O Estado israelense também tem como alvo os serviços neonatais e de maternidade, provocando, entre outros efeitos, aumento de abortos espontâneos e malformações congénitas. Além disso, a fome imposta em Gaza causou mortes infantis. Em 1º de Outubro de 2025, 151 mortes de crianças por subnutrição haviam sido registadas.

Mas Israel também ataca diretamente as crianças. Tel Aviv usa armas de precisão como quadricópteros, drones e rifles, visando especificamente menores de idade na cabeça e na parte superior do corpo “para infligir o máximo dano”, diz Srinivasan Muralidhar, presidente da comissão.

O relatório cita o caso de um bebê atingido na cabeça por um drone com câmera infravermelha enquanto era amamentado em uma barraca. Outro caso que ganhou destaque internacional foi o da menina Hind Rajab, morta quando tentava deixar a cidade de Gaza com sua família.

 

O carro em que viajavam foi atingido durante os combates. Vários parentes morreram e Hind ficou presa no veículo. Durante horas, manteve contato telefónico com operadores do Crescente Vermelho Palestino pedindo socorro. Uma ambulância enviada para resgatá-la também foi atingida, e os socorristas morreram.

Dias depois, o corpo de Hind foi encontrado junto aos de seus familiares.

Para o magistrado indiano Srinivasan Muralidhar, presidente da comissão, “ao visar as crianças, Israel ataca a própria capacidade do povo palestino de existir e determinar o seu futuro”.

“Graves lesões físicas e psicológicas, traumas coletivos, separações, deficiências, deslocamentos repetidos, fome e o colapso dos sistemas de educação e saúde destruíram a infância destas crianças e continuarão a marcá-las ao longo das suas vidas em Gaza”, detalha o documento.

As crianças feridas não apenas permanecerão mutiladas ao longo da vida, como também traumatizadas.

 “Para as crianças de Gaza, o medo e a violência tornaram-se tão regulares, tão diários, tão constantes que, na verdade, o trauma que vemos nas nossas operações já não é um simples episódio das suas vidas, está intrinsecamente ligado à sua vida cotidiana, à própria estrutura da sua infância", afirma Baptiste Chapuis, chefe da Advocacy e programas internacionais da Unicef.

Após a publicação do relatório, Israel reagiu rapidamente, classificando-o como "difamatório" e afirmando que ele "ignorava as tácticas brutais do Hamas, que ataca as crianças israelenses e usa as crianças palestinas como escudos humanos".

O documento, porém, sustenta suas conclusões com fatos e enumera, por exemplo, divisões, brigadas e unidades israelenses suscetíveis de estarem envolvidas nas mortes de crianças em Gaza e na Cisjordânia. “Sabemos quem são”, afirma um dos membros da comissão, Chris Sidoti.

O cessar-fogo de Outubro de 2025,violado diariamente, não alterou a situação.

A comissão observou que crianças continuaram sendo mortas e gravemente feridas. Elas representam 30% de todas as vítimas fatais no enclave palestino.

Desde o início da trégua entre Israel e o Hamas, em Outubro passado, pelo menos 265 crianças foram mortas, uma média de uma por dia.

“Raghad, uma jovem embaixadora da Unicef de 17 anos, foi morta em Gaza nesta segunda-feira, 22 de Junho, enquanto seguia para seu exame final do ensino médio”, aponta Baptiste Chapuis, enfatizando que as vítimas têm nomes.

“A realidade é que palestinos continuam sendo mortos e feridos em Gaza mesmo após o anúncio do cessar-fogo em Outubro passado, e a quantidade de ajuda humanitária permitida em Gaza permanece muito abaixo dos níveis necessários”, observa Srinivasan Muralidhar.

"Essas crianças não foram mortas em uma zona de guerra", observou o porta-voz do UNICEF, James Elder, em 19 de Junho. "Elas foram mortas em casa. Em suas escolas. Enquanto jogavam futebol. Enquanto pescavam. Elas foram baleadas, bombardeadas e alvo de drones", sublinha.

Além dessas mortes, mais de 400 crianças ficaram feridas nos últimos oito meses. "Médicos estão tratando hemorragias cerebrais e lesões graves na cabeça, no tórax e no abdómen, bem como traumas que deixarão marcas para toda a vida."

As taxas de mortalidade infantil permanecem muito altas, muitas crianças aguardam evacuação médica de emergência e a escassez de medicamentos continua crítica. Os danos são tanto físicos quanto psicológicos.

A comissão internacional de inquérito também destacou o tratamento dispensado a crianças na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental. A violência de colonos e soldados contra os mais jovens aumentou — incluindo tortura, violência sexual e privação de alimentos —, tendo como alvo principalmente meninos. Segundo o direito internacional, o tratamento infligido durante prisões ou detenções constitui crime contra a humanidade. Israel, porém, justifica suas ações citando o contexto de uma "ameaça terrorista constante".

Mais da metade das crianças palestinas mantidas em prisões israelenses no final do ano passado estavam detidas sem acusação ou julgamento, segundo a ONG Defence for Children International.

"Costuma-se dizer que 100% das crianças em Gaza, e a maioria das crianças na Cisjordânia hoje, enfrentam problemas de saúde mental, seja devido a traumas,medo ou extrema vulnerabilidade", afirma o representante do UNICEF responsável por defesa de direitos e programas internacionais.

Como potência ocupante, Israel é legalmente obrigado a garantir a proteção, o cuidado e a sobrevivência das crianças palestinas. Nunca antes, em guerras israelenses anteriores na Faixa de Gaza, tantas crianças foram mortas. "As autoridades israelenses desrespeitaram todas as normas do direito internacional no tratamento de crianças palestinas e devem ser responsabilizadas", insiste Chris Sidoti.

Nas conclusões do relatório, a comissão observa que uma "parcela significativa dos danos sofridos pelas crianças palestinas não foi incidental, mas visava destruir a existência dos palestinos de Gaza como grupo". As crianças palestinas estão no centro do argumento jurídico sobre a existência de genocídio. Além disso, "soldados israelenses filmando a si mesmos destruindo e zombando de brinquedos infantis levantam sérias preocupações éticas, disciplinares e legais, simbolizando a desumanização da própria infância palestina".

No relatório mais recente do Secretariado da ONU sobre a proteção da infância em conflitos armados, Israel e o Território Palestino Ocupado ocupam o primeiro lugar, à frente da República Democrática do Congo.

Baptiste Chapuis insiste que, para romper esse ciclo mortal, a comunidade internacional e os Estados devem utilizar todos os instrumentos diplomáticos à disposição para pôr fim às violações e garantir a responsabilização dos autores. Além disso, é preciso permitir a livre circulação de ajuda humanitária para Gaza, que permanece em situação de extrema necessidade.

"Enquanto essas violações persistirem de forma sistemática, as mortes e mutilações de crianças continuarão sem trégua", conclui o chefe de Advocacy e Programas Internacionais do Unicef.

 "Acreditamos hoje que a vida de uma criança palestina vale menos do que a de uma criança em outro país? O que justifica este dois pesos e duas medidas? A dimensão das violações do direito internacional humanitário e das violações graves dos direitos das crianças nos últimos dois anos e meio foi documentada. Ninguém poderá alegar desconhecimento",  diz.ANG/RFI

quinta-feira, 25 de junho de 2026

CEDEAO/Comité dos Chefes de Estado-Maior e da Defesa nega ter havido tentativa de suborno de elementos da missão militar em Bissau

Bissau, 25 Jun 26 – O Comité dos Chefes de Estado-Maior e da Defesa da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), nega que tenha havido tentativa de subornar os elementos da recente missão militar da instituição regional à Bissau.

Segundo um comunicado da CEDEAO enviado à ANG, o Comité “rejeita de forma categórica” as alegações de que membros da sua delegação teriam recebido subornos durante a missão oficial realizada à Guiné-Bissau, entre 19 e 23 de Junho de 2026.

O comité diz que  tais acusações são inteiramente falsas, infundadas e desprovidas de qualquer base factual, e  que nenhum membro da delegação recebeu qualquer vantagem indevida durante a missão.

“Em nenhum momento, durante a missão qualquer membro da delegação foi abordado, recebeu qualquer oferta ou esteve envolvido em qualquer ato de suborno ou incentivo indevido”, refere  a nota.

Acrescenta que  além disso,  nenhuma queixa, denúncia ou prova relacionada com tais alegações foi apresentada à delegação nem  à Missão de Apoio à Estabilização da CEDEAO na Guiné-Bissau(ESSMGB).

O Comité refere que  todos os membros da missão são oficiais superiores que ascenderam aos mais elevados postos das Forças Armadas dos respetivos Estados-Membros após décadas de serviço, pautado pela honra, dedicação e integridade, e que repudia qualquer tentativa de colocar em causa a sua reputação e  credibilidade da instituição que representam.

Na comunicado, o Comité de Chefes de Estado-maior e da Defesa(CCDS) declara que a delegação alcançou com êxito os objetivos da missão, incluindo consultas com as autoridades da Guiné-Bissau e outras partes interessadas  sobre a implementação do mandato revisto da Missão de Apoio à Estabilização da CEDEAO na Guiné-Bissau(ESSMGB), suas necessidades operacionais, o processo previsto de redução gradual e retirada da missão, bem como outras questões relacionadas com a paz,  segurança, e  estabilidade na Guiné-Bissau.

ANG/JD//ÂC//SG

Regiões/Chefe da tabanca de Oio-Tambato, Mansabá, preocupado com crise de água potável naquela localidade

Oio, 25 Jun 26 (ANG) – O Chefe da tabanca  de Oio-Tambato, setor de Mansabá, região de Oio, disse, quarta-feira, estar  preocupado com a crise de água potável que afecta aquela localidade, principalmente neste momento de época das chuvas.

Ansu Dabó fez estas afirmações, em entrevista ao Correspondente da ANG na Região de Oio, e lamentou que  os poços não têm condições para continuar a funcionar durante a época chuvoso.

Segundo Dabó, a escassez deste bem fundamental para a vida está a afectar a saúde das mulheres,  crianças e  a agricultura local .

Dabo explicou que, para conseguir obter este liquido precioso para o consumo, os populares da comunidade percorrem uma distância de sete quilómetros .

O chefe da tabanca de Oio-Tambato pede a intervenção das autoridades na construção de furos de água naquela comunidade para minimizar os danos em termos de saúde que podem advir do consumo da água com má qualidade.

ANG/MSC/ÂC//SG

 

Desporto-futebol/FC Canchungo beneficia do empate do Cupelum FC para permanecer líder isolado da “Liga-Orange”

Bissau, 25 Jun 26 (ANG) – O FC Canchungo  venceu , quarta-feira, no seu reduto, por 2-1, a sua congénere, Os TF de São Domingos, na 25ª jornada, e beneficiou do empate  de 3-3 do seu  perseguidor direto, o Cupelum FC frente a  Hafia de Bafatá, para permanecer líder isolado da “Liga-Orange”.

As restantes partidas produziram os seguintes resultados: CDR Gabu-3/Os Balantas de Mansoa-1, FC Pelundo-2/Arados FC Nhacra-1, Flamengo de Pefine-0/Sport Bissau Benfica-0, Hafia FC Bafatá-3/Cupelum FC-3, Massaf FC Cacine-1/FC Cumura-0, FC Cuntum-2/Portos de Bissai-3.

Para encerrar a  jornada, o Sporting Clube da Guiné-Bissau recebe  hoje a equipa da avenida , a UDIB.

Eis a tabela classificativa após a 25ª jornada da “Liga-Orange”

 

1º-F:C Canchungo - 51 pts                                    9º-FC Pelundo-32 pts

2º-Cupelum-48                                                         10º- Os Balantas de M-29 pts

3º-CDR Gabu-47 pts                                                11º- FC Cumura-26 pts

4º-Portos de Bissau-47 pts                                     12º-Arados de Nhacra-26 pts

5º-Massaf FC Cacine-38 pts                                  13º-SC Guiné-Bissau-25 pts -1J

6º-Hafia de Bafatá-36 pts                                        14º-FC Cuntum-24 pts

7º-Sport Bissau Benfica-34 pts                              15º-Flamengo de Pefine-24 pts

8º-UDIB- 30 pts -1J                                                  16º-TF São Domingos-23 pts.

Para a 26ª jornada, estão previstos os seguintes encontros:

 Portos de Bissau/FC Pelundo, TF São Domingos/CDR Gabu, Arado FC de Nhacra/Flamengo de Pefine, Cupelum FC/FC Canchungo, FC Cumura/FC Cuntum, UDIB/Massaf FC Cacine, Os Balantas de Mansoa/Sporting Clube da Guiné-Bissau, Sport Bissau Benfica/Hafia FC Bafatá.ANG/LLA/ÂC//SG

   

Marrocos/ África solicitada a confiar em seu génio científico e soberania em saúde para se libertar de sua dependência

Bissau, 25 Jun 26 (ANG)  - A África precisa confiar em seu próprio génio científico e se equipar com seus próprios meios para se libertar de uma dependência que a torna vulnerável a crises globais de saúde, enfatizaram especialistas em Rabat.

Durante o encontro científico "Technovation 2026", pesquisadores explicaram que a soberania da África na área da saúde é uma prioridade estratégica.

Segundo eles, essa abordagem deve permitir que os países moldem soluções enraizadas em suas realidades locais, com Marrocos se estabelecendo como líder regional em inovação, desenvolvimento de infraestrutura e desenvolvimento de políticas setoriais de saúde pública.

Além disso, os participantes consideraram que a redução dos riscos para a saúde é agora uma escolha irreversível. Especificaram que a inovação, a tecnologia e a tomada de decisões relacionadas à saúde devem ser integradas numa sinergia que respeite as capacidades, o financiamento e as realidades de cada país.

Diante dos desafios relacionados à saúde mental, dependências, educação e aos impactos das mudanças climáticas sobre doenças transmissíveis e não transmissíveis, eles defenderam o desenvolvimento de políticas de saúde pública transversais. Segundo esses especialistas, as recomendações internacionais devem ser adaptadas aos dados epidemiológicos locais.

Este encontro, que reuniu cerca de cem convidados, destacou o vínculo indissociável entre a soberania sanitária e a soberania científica. As sessões incluíram temas como "A política africana na tomada de decisões em saúde" e "Colocar os consumidores no centro da informação". ANG/Faapa

 

Venezuela/Brasil e o mundo se mobilizam após terremotos devastadores na Venezuela

Bissau, 25 Jun 26 (ANG) - A comunidade internacional iniciou uma ampla m
obilização para apoiar a Venezuela após os dois fortes terramotos que atingiram o país na quarta-feira (24), deixando ao menos 164 mortos, mais de mil feridos e provocando o colapso de dezenas de edifícios, principalmente na região de Caracas e no estado de La Guaira.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou solidariedade à Venezuela após os terremotos que atingiram o país e afirmou ter recebido a notícia da tragédia "com grande preocupação e consternação". Em nota divulgada nesta quinta-feira (25), Lula reiterou a disposição do Brasil de colaborar com a recuperação das áreas afetadas.

"Reafirmo nossa determinação de apoiar o governo da presidente encarregada Delcy Rodríguez na recuperação das zonas afetadas desse país irmão, cujo povo tem dado provas de grande resiliência diante das adversidades", declarou o presidente brasileiro.

Na América Latina, México, El Salvador, Equador, República Dominicana, Chile, Argentina, Uruguai, Cuba e Costa Rica também ofereceram apoio. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, informou que já determinou a preparação de equipes especializadas em resgate e saúde.

O presidente salvadorenho, Nayib Bukele, colocou à disposição 300 socorristas, paramédicos e 50 toneladas de equipamentos e medicamentos. Já o presidente equatoriano, Daniel Noboa, anunciou o envio imediato de ajuda humanitária, enquanto a República Dominicana confirmou o deslocamento de equipes militares especializadas em busca e resgate.

Os Estados Unidos foram um dos primeiros países a anunciar ajuda concreta. O secretário de Estado, Marco Rubio, informou que Washington iniciou imediatamente o envio de equipes de busca e resgate, recursos médicos e assistência humanitária. Segundo ele, a ação ocorre por determinação do presidente Donald Trump, que também manifestou solidariedade às vítimas e às famílias afetadas.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou ter conversado por telefone com Rubio e agradeceu o apoio oferecido por Washington.

Em mensagem divulgada nas redes sociais, a líder venezuelana afirmou que o secretário de Estado expressou solidariedade ao povo venezuelano e colocou os Estados Unidos à disposição para colaborar nas operações de emergência.

A União Europeia também colocou sua estrutura de resposta a desastres à disposição das autoridades venezuelanas. A comissária europeia para Gestão de Crises, Hadja Lahbib, afirmou que o bloco está preparado para ampliar a assistência humanitária e anunciou a ativação do sistema de monitoramento por satélite Copernicus.

A ferramenta fornecerá imagens e dados em tempo real para auxiliar as equipes de resgate na identificação das áreas mais afetadas e no planejamento das operações de socorro.

A Alemanha informou que seis aeronaves militares podem ser disponibilizadas para missões de apoio humanitário, transporte de equipes especializadas e envio de suprimentos emergenciais. 

A Espanha informou que 54 soldados da unidade de resposta a emergências do exército espanhol prontos para serem enviados a Caracas.

Na França, o presidente Emmanuel Macron anunciou o envio imediato de uma equipe de 85 socorristas franceses especializados em operações de busca e salvamento.

Em uma mensagem no X, Macron disse que conversou com Delcy Rodríguez para expressar a solidariedade da França, afirmando que o país "está pronto, juntamente com seus parceiros europeus, para prestar assistência às populações afetadas, em resposta às necessidades expressas pelas autoridades venezuelanas". 

Na Ásia, a China declarou estar pronta para fornecer toda a ajuda necessária de acordo com as demandas apresentadas pelo governo venezuelano. O porta-voz do ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, afirmou que Pequim acompanha a situação com preocupação e não recebeu informações sobre vítimas entre membros da comunidade chinesa residente no país.

A Índia também ofereceu apoio. Em comunicado oficial, o primeiro-ministro Narendra Modi afirmou estar profundamente entristecido com a devastação causada pelos terramotos e expressou solidariedade às vítimas.

O líder indiano declarou que seu país está preparado para prestar toda a assistência possível às autoridades venezuelanas.

Além da assistência material e do envio de equipes de resgate, organismos internacionais passaram a destacar a importância do acesso à informação durante a crise.

A Missão Internacional Independente de Apuração dos Fatos sobre a Venezuela, vinculada ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, pediu que as autoridades venezuelanas desbloqueiem "imediatamente" o acesso às redes sociais e aos meios de comunicação.

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (25), os especialistas afirmaram que o acesso à informação nos próximos dias poderá ser uma questão de "vida ou morte" para familiares em busca de desaparecidos, equipes de emergência e moradores das áreas afetadas pelos terramotos.

"Como primeiro passo crucial, é vital que a Conatel, órgão regulador das telecomunicações do país, desbloqueie totalmente o acesso às redes sociais e a todos os meios de comunicação", afirmou a missão. "Não pode haver qualquer justificativa para não fazê-lo imediatamente."

Os especialistas destacaram que a resposta à tragédia deve ser guiada pelo respeito aos direitos humanos e pela garantia da circulação de informações confiáveis em meio às operações de socorro.

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) afirmou que a Venezuela ocupa a 159ª posição entre 180 países em seu ranking mundial de liberdade de imprensa e denunciou o fechamento de veículos de comunicação e bloqueio de conteúdos jornalísticos online.

Segundo a ONG Venezuela Sin Filtro, dedicada ao monitoramento da censura digital, mais de 200 domínios de internet permanecem bloqueados pelos principais provedores do país. ANG/AFP e Reuters

 

Colômbia/Candidato governista reconhece derrota e confirma vitória da extrema direita

Bissau, 25 Jun 26 (ANG) -A passagem da esquerda pelo poder chegou ao fim na Colômbia depois que o sucessor de Gustavo Petro, Iván Cepeda, reconheceu,  quarta-feira (24), a derrota para o candidato da extrema-direita, Abelardo de la Espriella, na eleição presidencial mais acirrada e com maior participação eleitoral da história do país sul-americano.


O reconhecimento da derrota pelo candidato governista encerrou dias de tensão política e consolida uma virada ideológica que acompanha um movimento mais amplo na América Latina.

“Decidi aceitar o resultado deste processo (...) e contribuir com a convivência, a paz e o diálogo entre os colombianos”, afirmou Cepeda, de 63 anos, ativista de direitos humanos e herdeiro político do presidente Gustavo Petro. 

A apuração preliminar já indicava um resultado apertado De la Espriella venceu com 49,7% dos votos contra 48,7% de Cepeda. Inicialmente, o candidato de esquerda havia condicionado o reconhecimento à contagem final, praticamente concluída nesta quarta-feira e confirmada pelas autoridades eleitorais, que registaram 99,9% de concordância com os números divulgados no domingo.

A Missão de Observação Eleitoral da União Europeia descartou irregularidades, apesar das denúncias feitas por Gustavo Petro. O atual presidente levantou suspeitas sobre ataques ao sistema eleitoral e sugeriu uma possível interferência externa, mencionando o apoio público de Donald Trump ao candidato vencedor.

A disputa expôs um país polarizado. Na segunda-feira (22), confrontos entre manifestantes e a polícia de choque foram registados em Bogotá e Cali após declarações iniciais de Cepeda. O candidato derrotado pediu calma aos apoiadores e hoje reiterou a necessidade de evitar uma escalada de violência.

A eleição colombiana ocorre em um ambiente regional marcado por mudanças profundas. Desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca em Janeiro de 2025, vários países latino-americanos passaram por guinadas conservadoras. Argentina, Chile, Equador e agora Colômbia integram esse redesenho político, enquanto governos de esquerda resistem em menor número, como no México, Uruguai e Brasil.

De la Espriella, milionário e figura anti-establishment construiu sua campanha com forte retórica contra a esquerda e promessas de combate radical ao crime organizado. Ele defende medidas como a erradicação química de plantações de coca e o apoio militar direto dos Estados Unidos, incluindo a instalação de bases no país.

A Colômbia, maior produtora mundial de cocaína, é peça central na estratégia regional lançada por Trump, a coalizão “Escudo das Américas”, destinada ao combate ao narcotráfico. Espera-se que o novo presidente integre formalmente o país à iniciativa.

Em sua primeira declaração após a vitória confirmada, De la Espriella afirmou que pretende “restaurar e fortalecer” as relações com Israel, rompidas durante o governo Petro. Também prometeu a construção de megaprisões e elogiou abertamente modelos de segurança adotados em El Salvador e no Equador.

Cepeda, por sua vez, sinalizou que a oposição poderá adotar formas de resistência política. “Assumiremos, se necessário, resistência e desobediência civil pacífica”, declarou.

Especialistas demonstram preocupação com os possíveis efeitos da nova política de segurança. A Colômbia ainda enfrenta as consequências de mais de seis décadas de conflito armado, envolvendo guerrilhas, grupos paramilitares e organizações criminosas ligadas ao narcotráfico e à mineração ilegal.

Há dúvidas sobre a capacidade de implementação das promessas do presidente eleito, sobretudo diante de um Congresso em que a esquerda permanece como maior força parlamentar. Ainda assim, a possibilidade de alianças políticas pode garantir governabilidade. ANG/RFI/AFP

 

Côté D`Ivoite/ Reunião estratégica África-GCC marcada para 30 de Junho em Abidjan

Bissau, 25 Jun 26 (ANG) – Uma reunião estratégica de alto nível dedicada ao investimento internacional e ao estreitamento dos laços económicos entre a África e os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) será realizada em 30 de Junho em Abidjan.

Este evento é uma iniciativa do Conselho CCG da África, uma plataforma internacional independente para diplomacia económica e cooperação institucional.

Por ocasião desta edição da Costa do Marfim, conhecida como "The African Roadshow", a capital económica marfinense receberá importantes tomadores de decisão do setor privado marfinense, representantes do governo, investidores internacionais, instituições financeiras, diplomatas e líderes empresariais do Golfo, de acordo com um comunicado dos organizadores.

O encontro em Abidjan constitui um passo estratégico na preparação da participação africana no Congresso AIM 2026, uma das plataformas mais importantes do mundo dedicada ao investimento internacional, à inovação económica e às parcerias para o desenvolvimento, indica a mesma fonte.

O objetivo é apresentar as oportunidades oferecidas pela cooperação entre a África e o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) e preparar as empresas da Costa do Marfim para acessar novos mercados internacionais, parceiros estratégicos e fontes de financiamento de ponta.

Este encontro ocorre num momento em que os fluxos de investimento globais estão sendo remodelados em torno de novos polos económicos, observa a mesma fonte. ANG/Faapa

    

 

Comunicação social/Guiné-Bissau e Gâmbia adotam  Plano de Acção Bilateral para biénio 2026-2027

Bissau, 25 Jun 26(ANG) – A Guiné-Bissau e a Gâmbia, adotaram,  quarta-feira, em Banjul,  um Plano de Ação bilateral para o biénio 2026-2027,  no âmbito da visita  de amizade e trabalho que o  ministro da Comunicação Social guineense, Abduramhane Turé efectuava àquele país vizinho.

A informação foi avançada pela  Embaixada Guiné-Bissau na Gâmbia, na sua página de Facebook.

O plano visa operacionalizar o Memorando de Entendimento acordado  em Maio de 2025, solidificando os laços institucionais no domínio da comunicação social e da informação entre os dois países.

O primeiro pilar do plano de acção foca-se no intercâmbio de conteúdos informativos, culturais e educativos, visando a diversificação das grelhas de programação e uma maior cobertura regional.

Para o efeito, serão estabelecidos mecanismos para a troca contínua de produções radiofónicas e televisivas entre a RDN, a TGB e a GRTS.

Paralelamente, o plano consagra um canal direto para o fluxo de despachos e fotografias entre as agências noticiosas ANG e Gambia News Agency, além de instituir o princípio de reciprocidade editorial na imprensa escrita, com secções dedicadas nos jornais Nô Pintcha e Gambia Daily.

No que concerne ao reforço do capital humano, o plano estratégico prioriza a capacitação profissional e o intercâmbio técnico  entre os quadros de comunicação
social, dos dois Estados.

Estão ainda previstas ações concertadas que incluem a organização de workshops em produção multimédia, gestão de plataformas digitais e marketing para os profissionais do setor.

Para garantir a sustentabilidade desta cooperação e a superação das barreiras linguísticas, o documento calendariza também programas de estágios bilaterais de curta e média duração, a par de ações de formação especializada em tradução.

Por último, o terceiro eixo estrutural incide na modernização tecnológica e na transição digital das infraestruturas mediáticas estatais.

O plano foi autenticado com assinaturas do Inspetor da Comunicação Social da Guiné-Bissau, Ansumane Cassamá.

Da parte gambiana assinou Cordou L. Jabang Secretaria Permanente do Ministério da Informação, Media e Serviços de Radiodifusão da Gâmbia.

No plano radiofónico e televisivo, o foco orienta-se para a migração para plataformas IP (streaming), otimizando os custos operacionais e expandindo o alcance das transmissões da RDN e da TGB.

No domínio da imprensa e do arquivo, o compromisso estende-se à digitalização integral e à salvaguarda do acervo histórico do Jornal Nô Pintcha, bem como à implementação de novas ferramentas digitais para agilizar os processos editoriais e de distribuição da Agência de Noticias da Guiné.

Para garantir a cabal execução jurídica e técnica do plano, foi instituída uma Comissão Técnica que se reunirá trimestralmente via videoconferência, complementada por relatórios de progresso semestrais a submeter às respetivas tutelas governamentais.

A jornada ministerial matinal de quarta-feira,  foi integralmente dedicada a uma agenda de diplomacia pública, com visitas guiadas às principais infraestruturas de media gambianas, incluindo as instalações da operadora privada QTV, da rádio estatal GRTS, do jornal Daily Observer, da Start TV e do Departamento de Informação local.

 

O périplo permitiu à delegação guineense aferir os progressos tecnológicos e os modelos de gestão aplicados no país anfitrião. ANG/ÂC//SG