segunda-feira, 13 de julho de 2026


Emirados Árabes Unidos
/EUA concluem novos ataques e insistem que o Irão não controla estreito de Ormuz

 

Bissau, 13 Jul 26(ANG) – O exército norte‑americano anunciou hoje ter concluído a mais recente vaga de ataques contra o Irão, insistindo que Teerão “não controla” o estreito de Ormuz, e sob acusações iranianas de ter “violado abertamente” o cessar-fogo acordado.

 

O Comando Central dos EUA (Centcom) indicou, em comunicado, que foram atingidos sistemas de defesa aérea, radares, equipamentos de mísseis e drones, além de pequenas embarcações. 

 

Segundo o Centcom, foram utilizados pela primeira em simultâneo caças, navios, drones aéreos e drones navais. 

"O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo vital para o comércio global. O Irão não o controla", declarou o Centcom. 

 

De acordo com a agência de notícias oficial iraniana Irna, uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas esta manhã num bombardeamento norte-americano contra a cidade de Mahchahr, no sudoeste do Irão. 

 

A Guarda Revolucionária do Irão reivindicou esta segunda-feira novos ataques contra instalações norte-americanas localizadas em Omã e no Bahrein.

 

"Para além de ter atacado as instalações e infraestruturas do Exército norte-americano em Juffair, no Bahrein, onde os incêndios continuam a alastrar, a Marinha da Guarda Revolucionária atacou e destruiu" radares, incluindo um de deteção de navios no Omã, indicou. 

 

Num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Teerão acusou os Estados Unidos de terem "violado abertamente quase todos os termos" do acordo concluído em Junho,

 

provocando o "regresso da insegurança" no Estreito de Ormuz. 

O país também acusou Washington de ter "reduzido a nada todos os esforços dos últimos meses" para restaurar a paz na região. 

 

Os ataques iranianos de domingo atingiram o Bahrein, Kuwait, Catar, Jordânia e até Omã, que partilha com o Irão as águas territoriais que compõem o Estreito de Ormuz.  

 

O estreito, por onde já passou um quinto de todo o petróleo e gás natural comercializado, tornou-se o ponto central de disputa num acordo interino entre os EUA e o Irão.

 

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou esta segunda-feira que “o memorando de entendimento existe, mas não está a ser realmente aplicado e nós estamos a discutir o que mais podemos fazer, que tipo de mensagens podemos enviar”.

“O Estreito de Ormuz tem de permanecer aberto e a liberdade de navegação tem de ser respeitada. Não podem existir portagens ou taxas para navegação”, acrescentou. 

 

Os dois países estão quase a meio do período de 60 dias estabelecido pelo acordo, que deveria preparar negociações para um fim permanente da guerra. 

 

Em vez disso, degenerou numa série de ataques sobre o estreito e o seu futuro, preocupando líderes mundiais com a possibilidade de um reatar do conflito. 

 

"Um regresso às hostilidades em larga escala teria consequências catastróficas", afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, em comunicado. 

O Exército norte-americano disse no domingo ter atingido cerca de 140 alvos, incluindo locais de lançamento de mísseis e drones, depósitos de munições, equipamentos de comunicação e outras infraestruturas - ataques muito mais pesados do que nas duas rondas anteriores da última semana. 

 

"Bombardeámos intensamente ontem à noite", declarou o presidente Donald Trump à emissora norte-americana NBC. 

O Irão retaliou atacando países da região que acolhem forças militares dos EUA, insistindo que deve controlar sozinho o estreito e até cobrar taxas às embarcações que o atravessem. 

 

A Guarda Revolucionária iraniana reconheceu numa declaração hoje ter iniciado uma nova vaga de ataques em todo o Médio Oriente. 

 

"A era dos acordos unilaterais acabou", escreveu Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano e principal negociador. Avisámos: cumpram a palavra ou paguem o preço. A realidade bate à porta." 

 

Teerão descreveu o estreito como fechado, enquanto os EUA e Trump afirmaram que se mantém aberto. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

 

Irã /Governo alerta que vai se desvincular de acordo com EUA se país mantiver ataques, mas mantém negociações

Bissau, 13 Jul 26 (ANG) - O Irã anunciou nesta segunda-feira (13) que não estará mais vinculado ao memorando de entendimento concluído em Junho com os Estados Unidos caso o país não respeite os compromissos assumidos para pôr fim à guerra no Oriente Médio e mantenha os ataques contra o território iraniano.

Donald Trump declarou na quarta-feira (8) que o acordo provisório de cessar-fogo assinado em junho entre os dois países estava “encerrado”. O presidente americano, que alternou comentários otimistas e ameaças desde o início do conflito, em Fevereiro, deu a entender que poderia manter as negociações.

O Irã também garantiu, nesta segunda, que mantém negociações diplomáticas com Qatar, Paquistão e Omã, países que atuam como mediadores. Segundo o porta-voz da diplomacia iranania, Esmail Baghai, Teerã tem mantido contatos nos últimos dias com os três países.

 Em meio à retomada das tensões, a Guarda Revolucionária iraniana reivindicou nesta segunda novos ataques contra instalações americanas localizadas em Omã e no Bahrein, de acordo com comunicado publicado no site da organização.

“Além de atingir instalações e infraestruturas do Exército americano em Juffair, no Bahrein, onde incêndios estão em curso, a Marinha da Guarda Revolucionária atacou e destruiu” radares, incluindo um sistema de detecção de embarcações em Omã, de acordo com texto divulgado pela agência Sepah News.

Os Estados Unidos voltaram a bombardear o Irã neste fim de semana. Esses são os maiores ataques desde o cessar-fogo de 8 de Abril e a ofensiva ocorreu após a decisão de Teerã de fechar novamente o Estreito de Ormuz, estratégico para o comércio mundial de hidrocarbonetos.

O acordo assinado em 17 de Junho entre Irã e EUA, previa a reabertura do estreito, mas Teerã autoriza apenas um único corredor de navegação ao longo de seu litoral, ameaçando embarcações que se desviem dessa rota. O país também reivindica o direito de impor taxas de passagem.

 
Após a assinatura do protocolo, o tráfego marítimo havia alcançado seu nível mais alto desde o fim de Fevereiro. “Essa passagem estratégica é mais importante do que dezenas de bombas atómicas, e a República Islâmica do Irã a protegerá”, advertiu Mohsen Rezai, conselheiro militar do líder supremo iraniano, citado pela agência Isna. Por sua vez, o Centcom (Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio) afirmou que a via marítima continua aberta e que "o Irã não controla o estreito.”

Desde os ataques iranianos de terça-feira (7) contra navios que tentavam atravessar Ormuz, os combates recomeçaram com intensidade inédita em várias semanas. Neste fim de semana, as forças americanas “atingiram sistemas iranianos de defesa aérea, radares costeiros, capacidades de mísseis e drones, bem como pequenas embarcações”, informou o Centcom na rede X.

Segundo meios de comunicação estatais iranianos, os bombardeios americanos atingiram extensas áreas do oeste e do sul do Irã, incluindo a ilha de Qeshm e Bandar Abbas, na região de Ormuz, além da província de Khuzistão, na fronteira com o Iraque.

Em Mahshahr, no sudoeste do país, um ataque americano matou ao menos uma pessoa e deixou quatro feridos, segundo uma autoridade local citada pela agência oficial Irna. No domingo à noite, a mesma agência havia informado uma morte e dois feridos na ilha de Farur, no Golfo Pérsico.

O objetivo de Washington é o mesmo de domingo: tentar impedir que Teerã “ataque tripulações civis e navios comerciais” no Estreito de Ormuz, segundo o Centcom.

Os Estados Unidos acusam o Irã de ter atingido durante o fim de semana o GFS Galaxy, um navio porta-contêineres de bandeira cipriota, no estreito. Vinte e três tripulantes foram resgatados e outro continua desaparecido, anunciou no domingo o sultanato de Omã, que prossegue com as buscas.

Em represália, a Guarda Revolucionária afirmou ter bombardeado bases militares no Golfo utilizadas pelo Exército americano, localizadas na Jordânia, no Bahrein e no Kuwait. O Exército jordaniano anunciou ter abatido quatro mísseis iranianos sobre o território do país, acrescentando que não houve feridos nem danos materiais.

O Bahrein ativou, como já havia feito no domingo, as sirenes de alerta aéreo. No domingo, o governo do Kuwait já havia relatado um ataque contra três postos fronteiriços e uma plataforma petrolífera marítima, sem atribuir oficialmente a autoria.

Mais cedo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu a Washington e Teerã à “máxima contenção” e à retomada urgente das negociações.

Já o ministro francês das Relações Exteriores disse nesta segunda que o fim das sanções europeias contra o Irã não ocorrerá enquanto o país não renunciar a seu programa nuclear e às ações consideradas desestabilizadoras na região.

“Não haverá nenhum levantamento das sanções contra o regime iraniano enquanto ele não renunciar ao seu programa nuclear, ao seu projeto revolucionário que desestabiliza a região e ao seu programa de mísseis balísticos, alguns dos quais poderão um dia ter capacidade de atingir a Europa”, declarou Jean-Noël Barrot à BFMTV/RMC.

“E enquanto não devolver ao povo iraniano a liberdade de construir o seu próprio futuro”, acrescentou. Questionado sobre o aumento das tensões entre o Irã e os Estados Unidos, o ministro francês evitou afirmar que a guerra foi retomada.

“Existe um acordo que foi alcançado e que permite coisas muito simples, ou seja, o fim dos combates, a reabertura do Estreito de Ormuz e o início de uma negociação para enquadrar o programa nuclear iraniano”, afirmou. Ele voltou a pedir a todas as partes que retornem “ao protocolo de negociação estabelecido por esse acordo porque elas não têm nenhum interesse numa escalada” do conflito. ANG/RFI/com agências

 

Regiões/”O fornecimento permanente da energia eléctrica à Província Leste vai aumentar o crescimento da economia familiar”, diz o  PM

Gabu, 13 Jul 26 (ANG) -O Primeiro-ministro disse ser uma vantagem para o aumento do crescimento da economia familiar, a implementação permanente do sistema de energia eléctrica do Projeto OMVG na Província  Leste.

Ilídio Vieira Té falava no passado fim-de-semana em Gabu ,  na cerimónia de lançamento da Rede Eléctrica naquela região, leste do país.

O chefe do Executivo disse que a  energia irá ajuda a população local na produção e conservação de produtos de primeira necessidade, entre outras.

“Durante dezenas de anos esta região enfrentava dificuldades de acesso a energia elétrica, o que, com certeza, condicionou o seu desenvolvimento. Por isso, podemos considerar este acto de histórico, uma vez que irá melhorar as condições de vida da população local”, disse o governante.

 Vieira Té  agradeceu a Empresa Baio/Baio que, há vários anos, tem fornecido luz eléctrica à cidade de Gabu.

Segundo o  ministro de Energia, Mário Musante da Silva  a electrificação das duas cidades do leste do país(Bafatá e Gabu),  irá reduzir a dependência dos geradores privados e fontes de alternativas dispendiosas, criar condições para desenvolvimento do comércio, Educação, Saúde e outros serviços essenciais.

Musante acrescentou  que vai melhorar igualmente as condições de vida das populações locais, afirmando que, a presença do Estado e da Empresa pública EAGB na Província do Leste só vai dar mais benefícios para o povo daquela localidade.

A EAGB havia já mandado para Gabi uma equipa de funcionários que se entregaram aos rabalhos de recenseamento dos consumidores de energia eléctrica.

O Diretor-geral da EAGB, Alfredo Handem admite que o processo pode durar dois  meses.

A tarifa para consumidores de luz em Gabu têm três categorias:Monofase -81 fcfa por cada quilowots, Bifase – 160fcfa, e Trifase – 322 fcfa por quilowots.

ANG/SS/AALS/ÂC//SG

Regiões/Mulheres horticultoras de Clande região de Biombo pedem apoio do Governo para melhor exercerem suas atividades

Biombo, 13 Jul 26 (ANG) – As mulheres da tabanca de Clandé, sector de Quinhamel, região de Biombo, pediram, no passado fim  de semana,  apoio do Governo em materiais de trabalho nomeadamente catanas, enxadas, pás, garfos e arrame farpado, para  melhoraram a produção.

O pedido das mulheres de Chandé foi feita na voz da Iloida Cá, em entrevista  ao Correspondente da ANG na Região de Biombo.

Iloida Cá disse que é com ganhos dos  trabalhos nas hortas   que conseguem ajudar seus maridos a manterem a casa e pagar o estudo dos filhos.

Segundo ela, para terem acesso aos materiais solicitados  pagam 500 francos CFA para alugar cada um desses materiais . “Queremos ter os nossos próprios materiais de trabalho”, disse

A representante das mulheres horticultoras da tabanca de Clandé, salientou que enfrentam grandes dificuldades no trabalho nas hortas, que vão  desde a vedação, passando por regas até a limpeza do capim.

“Se o Governo ou pessoas de boa vontade nos apoiar, vamos poder  vedar o recinto evitando que os animais estraguem o cultivo”, disse.

A maioria das produções das mulheres de Clandé  é comercializada em Bissau. ANG/MN/MSC/ÂC//SG

Política /Conselho de Ministros aprova com alterações revisão  de Códigos do sector judicial

Bissau, 13 Jul 26 (ANG) -  O Conselho de Ministros aprovou na sexta-feira a revisão de vários  Códigos penal, nomeadamente a propostas de lei da revisão do Código Penal, Código do Processo Penal, do Código Civil e do Código de Processo Civil.

A decisão do executivo, foi tornado público em  comunicado  partilhado aos órgãos de comunicação social pelo Gabinete de Assessoria de imprensa do Primeiro-ministro.

No documento, o Governo justificou a medida  com a necessidade de modernização do ordenamento jurídico guineense, adequando a legislação às atuais exigências da administração da justiça e ao reforço do Estado de Direito.

O Executivo aprovou ainda o Projeto de Decreto que suprime vistos em Passaportes Ordinários dos cidadãos do Reino de Marrocos, na sua entrada no território nacional, e diz que a medida contribuirá  para o fortalecimento das relações de amizade, cooperação e intercâmbio com o Reino de Marrocos.

No capítulo de nomeações, Conselho de Ministros deu anuência a que, por Despacho do Primeiro-ministro, seja nomeado o Brigadeiro Braima Sambú para o cargo do Diretor-geral dos Serviços de Informações  e Segurança (SIS).

O Governo de Transição aceitou igualmente a nomeação da Teresa Alexandrina da Silva para desempenhar o cargo da Diretora do Centro Nacional de Formação Judiciária (CENFOJ), no Ministério da Justiça e dos Dirietos Humanos.

Em consequência destas nomeações, o Conselho de Ministros deu por finda a comissão de serviço, nas mesmas funções, dos anteriores titulares.

ANG/LPG/ÂC//SG

China/Xi_e_Kim trocam congratulações pelo 65º aniversário do Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua China-RPDC

Bissau, 13 Jul 26(ANG) - Xi Jinping, Secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China e presidente chinês, e Kim Jong Un, Secretário-geral do Partido dos Trabalhadores da Coreia e presidente dos Assuntos do Estado da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), trocaram mensagens de felicitações, no sábado, por ocasião do 65º aniversário da assinatura do Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua China-RPDC.

Em mensagem, Xi destacou que, em 1961, as gerações mais velhas de líderes da China e da RPDC assinaram o Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua China-RPDC, estabelecendo uma importante base política e jurídica para consolidar a amizade forjada com sangue entre os dois povos.

Acrescenta que o tratado desempenhou um papel importante na promoção da amizade China-RPDC e na salvaguarda da paz e estabilidade na região e além, disse ele.

“Nos últimos 65 anos, os dois lados mantiveram o espírito do tratado, se apoiaram mutuamente, permaneceram unidos, cooperaram estreitamente e trabalharam juntos, demonstrando vividamente as características marcantes das relações China-RPDC de amizade transmitida de geração em geração, um futuro compartilhado e apoio mútuo,” disse Xi.

O primeiro magistrado da China, destacou a bem-sucedida visita de Estado à RPDC em Junho, quando chegou a um importante consenso com Kim sobre a consolidação e o avanço da amizade tradicional China-RPDC, o seu enriquecimento  com novas dimensões, o fornecimento da orientação estratégica e um novo plano para o desenvolvimento das relações China-RPDC na nova era.

Diante de um mundo em rápida evolução e com mudanças profundas nunca vistas em um século, Xi manifestou a disposição para trabalhar com Kim a fim de fortalecer ainda mais a comunicação estratégica, manter as relações China-RPDC no caminho certo e orientar a cooperação amigável bilateral para proporcionar maiores benefícios aos dois povos, de modo a dar contribuições positivas à promoção da paz e do desenvolvimento regionais.

Reiterou que, , a posição firme do Partido e do governo da China de atribuir grande importância à amizade tradicional China-RPDC permanecerá inalterada, não importa como o cenário internacional vai evoluir; o apoio firme a Kim na liderança da causa socialista da RPDC permanecerá inalterado; e que a determinação de salvaguardar os interesses comuns de ambas as partes e manter um ambiente estratégico favorável permanecerá inalterada.

Xi expressou a confiança de que, sob a liderança de Kim, do Partido dos Trabalhadores da Coreia, o povo da RPDC implementará plenamente as decisões e disposições do 9º Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia e continuará a alcançar novos e maiores sucessos em sua causa socialista.

Por sua vez, Kim referiu que as duas partes assinaram o Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua RPDC-China há 65 anos, estabelecendo uma base jurídica sólida para o desenvolvimento duradouro da amizade de luta e da unidade de assistência mútua e cooperação entre a RPDC e a China, forjada na sangrenta luta pela independência contra o imperialismo e pela grande causa da paz e do socialismo.

“Ao longo do período passado, passando por todas as vicissitudes da história, a RPDC e a China permaneceram ao lado uma da outra com apoio inabalável e estreita cooperação, demonstrando plenamente ao mundo a natureza eterna e inquebrável de sua amizade - uma relação especial em termos de laços tradicionais, causa socialista compartilhada e firme compromisso de levá-la adiante de geração em geração”, disse Kim.

As relações de amizade e cooperação entre a RPDC e a China, como uma escolha estratégica e um património comum precioso dos dois Partidos e  povos, estão sendo elevadas à um novo patamar estratégico e estão dando importantes contribuições para salvaguardar a soberania,  segurança e os interesses de desenvolvimento dos dois países, bem como para defender a paz e a estabilidade regionais e globais em meio à complexa e volátil situação internacional, afirmou Kim.

“É posição inabalável do Partido dos Trabalhadores da Coreia e do governo da RPDC promover as tradicionais relações de amizade e cooperação entre a RPDC e a China, tendo o socialismo como eixo central, para acompanhar as mudanças dos tempos e as aspirações dos dois povos e alcançar um desenvolvimento mais dinâmico em todos os campos”, acrescentou .

Kim manifestou sua disposição de trabalhar com Xi para levar a amizade entre a RPDC e a China, enraizada em uma longa história e belas tradições, a novos patamares, e transformá-la no modelo mais forte e estratégico de relações entre países socialistas. ANG/Xinhua

sexta-feira, 10 de julho de 2026

         Togo/Entrada oficial na categoria de países de renda média-baixa

Bissau, 10 Jul 26 (ANG) – O Togo passou oficialmente a integrar a categoria de países de renda média-baixa, segundo a atualização anual da classificação de renda publicada pelo Grupo Banco Mundial.

O país deixa assim a categoria de economias de baixa renda para se juntar à de países de renda média-baixa, ao lado de vários países da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA), nomeadamente a Costa do Marfim, o Senegal e o Benim.

Essa reclassificação se explica tanto pelo crescimento sustentado registado nos últimos anos quanto por um ajuste demográfico, já que dados anteriores do Banco Mundial superestimavam a população togolesa.

Após a divulgação dos resultados detalhados do censo de 2022, a estimativa da população do país foi revisada para baixo em 11,7%.

O Banco Mundial também especifica que o crescimento do PIB, estimado em 5,9% em 2025 e revisado para cerca de 6% pelo Fundo Monetário Internacional em sua última avaliação no âmbito do Programa de Crédito Ampliado, bem como as flutuações cambiais, contribuíram para essa mudança de categoria.

De acordo com analistas, esse novo status, sem fechar o acesso a linhas de crédito concessionais, abre caminho para um financiamento mais diversificado para o país da África Ocidental.

Estabelecida anualmente pelo centro de dados do Banco Mundial, esta classificação baseia-se no rendimento nacional bruto per capita do ano anterior, calculado pelo método Atlas e expresso em dólares americanos.

O índice divide as economias em quatro grupos: países de baixa renda, países de renda média-baixa, países de renda média-alta e países de alta renda, e servirá como referência global até o final de Junho de 2027. ANG/Faapa

 

Etiópia/ “Acordo de  Skhirat –uma estrutura credível para uma solução política na Líbia”, diz UA

Bissau, 10 Jul 26 (ANG) - O Conselho de Paz e Segurança da União Africana (UA-PSC) destacou que o Acordo de Skhirat constitui uma base e uma estrutura credíveis para alcançar uma solução política duradoura para a crise líbia.


Em comunicado divulgado na quinta-feira, após a reunião de 9 de Junho de 2026 sobre a situação na Líbia, o Conselho reafirmou que este acordo político, assinado em 17 de Dezembro de 2015 em Skhirat, Marrocos, bem como outras iniciativas realizadas sob os auspícios das Nações Unidas, lançam as bases para um processo de reconciliação inclusivo entre as partes líbias.

A UA-PAC apelou, portanto, a todas as partes interessadas líbias para que reafirmem o seu compromisso com estes quadros e acelerem a implementação da Carta para a Paz e a Reconciliação Nacional, uma abordagem considerada essencial para os esforços mais amplos de fortalecimento das instituições, garantia da reunificação e promoção da coesão social.

Além disso, foi enfatizada a necessidade de adotar abordagens abrangentes para abordar eficazmente as causas estruturais profundas dos desafios atuais da Líbia, inclusive por meio de políticas focadas no empoderamento da juventude, na criação de empregos e na diversificação económica, além de medidas destinadas exclusivamente ao combate à radicalização.

O conselho finalmente apelou para um maior apoio às iniciativas de reconciliação a nível comunitário local, como complemento aos processos políticos nacionais, reiterando simultaneamente o seu apelo à preservação da unidade, soberania e integridade territorial da Líbia e expressando a sua solidariedade para com o povo líbio. ANG/Faapa


Ambiente/“Crianças são as que mais sofrem com as alterações climáticas”, diz ministro do Ambiente

Bissau 10 Jul. 26 (ANG) – O ministro do Ambiente e Ação Climática disse hoje que as crianças são as que mais sofrem com os efeitos negativos das alterações climáticas, por não terem  a capacidade de reação que um adulto tem.

Carlos Pinto Pereira falava na abertura do ateliê de Consulta sobre o Mecanismo de Financiamento Climático para Crianças da África Ocidental (CF4C-WA).

 Pinto Pereira acrescentou que os meninos  mais sofrem porque  as alterações climáticas atingem, de forma imediata, escolas, centros de saúde, hospitais, diminuindo de uma forma drástica, a capacidade de defesa das crianças.

“Por isso, as crianças devem ter uma atenção especial quando vamos ordenar as prioridades nacionais relativamente as açoes, quer de mitigação quer de adaptação deve-se ter um cuidado especial para que os projectos que podem atingir de forma directa as crianças, tenham uma atenção especial, sem contudo descuidar do resto”, disse.

Segundo ele, exercícios como estes ateliês servem  para isso, para que se faça uma ordem de prioridades, uma vez que nem tudo pode ser feito ao mesmo tempo.

O governante disse que não interessa ter muitos projetos, mas  ter sim,  projetos que possam ser facilmente financiados e para isso há critérios que devem ser seleccionados.

Pereira disse que é uma obrigação  prever nos projectos, a realização de obras concretas que vão ajudar a fazer face aos impactos negativos das alterações climáticas, colocando nas prioridades além das ações de formações, que tenha um corpo para sua implementação.

Por seu turno, o Representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância Inussa Kabouré salientou que a crise climática é acima de tudo uma crise dos direitos das crianças.

Kabouré disse que na Guiné-Bissau, as alterações climáticas já não constituem ameaça futura, são uma realidade que afeta, diariamente, a saúde, educação , nutrição e bem-estar das crianças.

“As inundações, as secas, subidas dos níveis do mar e as ondas do calor extremo ameaçam a vida e o futuro de cerca de meio milhão de crianças na Guiné-Bissau, de acordo com a avaliação dos riscos climáticos para as crianças 2024”,disse.

Kabouré defendeu  ação urgente, e diz que  que proteger as crianças dos impactos da crise climática, não é apenas uma responsabilidade ambiental, mas sim, um investimento estratégico no capital humano,  desenvolvimento sustentável e no futuro da Guiné-Bissau.

Segundo ele, é por isso que se realiza o  ateliê para se reflectir sobre a forma como os recursos e mecanismos de financiamento climáticos podem responder melhor as necessidades das crianças, que são o segmento mais vulnerável da população.

Inussa Kabouré disse  que a sua organização vai continuar a apoiar a Guiné-Bissau no seu processo de desenvolvimento como tem vindo a fazer a já 50 anos.

A iniciativa CF4C-WA é promovida a nível internacional numa  parceria entre o Banco Oeste Africano de Desenvolvimento, (BOAD) e o Unicef, e visa apoiar os países da África Ocidental na mobilização de financiamento climático sensível ás crianças, através da identificação de prioridades nacionais ,zonas vulneráveis e oportunidades de investimento que contribuam para reforçar a resiliência das crianças, famílias e comunidades mais expostas aos impactos das alterações climáticas.

Durante todo o dia de hoje, os cerca de 30 participantes oriundos de diferentes áreas sociais vão apresentar à iniciativa da CF4C-WA os seus contributos técnicos e institucionais para  a definição das prioridades nacionais e oportunidades de financiamento climático sensível ás crianças na Guiné-Bissau. ANG/MSC/ÂC//SG

Regiões/Mulher de 20 anos corta quase todo o pénis do marido no sector Cossé

Bissau, 10 Jul 26(ANG) - Uma jovem de 20 anos encontra-se detida sob suspeita de ter corta com uma lâmina  quase na totalidade o pénis do próprio marido, de 27 anos, na aldeia de Sintcham Queba, setor de Cossé, região de Bafatá, leste do país.

De acordo com uma fonte policial da esquadra local, ouvida pela Rádio Sol Mansi (RSM), o caso  terá ocorrido na noite de quarta para quinta-feira, momentos após o casal se ter recolhido para dormir, há uma semana de casamento.

"Aquilo que sabemos é que os dois se casaram no último fim de semana. A relação aparentava ser normal, até porque a mãe da mulher é tia do marido.

Contudo, desde a celebração do casamento, a esposa vinha recusando manter relações sexuais com o noivo e, na noite do alegado crime, agiu com uma lâmina que terá escondido previamente", relatou a mesma fonte, que se baseou em testemunhos recolhidos junto de familiares.

Contactado via telefónica pela RSM, o pai da suspeita, Saico Seide, na aldeia de Colobia, setor de Quebo, sul do país, explicou que foi a própria filha que escolheu o marido sem qualquer pressão.

Revelou ainda que, há cerca de três anos, seis jovens, entre os quais a vítima, disputavam a mão da sua filha junto da família, tendo ela acabado por escolher, livremente, o agora agredido.

O marido, identificado como Amido Baldé, foi socorrido e encontra-se internado no hospital do setor de Cossé, apresentando uma ferida saturada com 15 pontos. Segundo a mesma fonte policial, a vítima já se encontra fora de perigo.

A RSM tentou, sem sucesso, obter junto dos técnicos de saúde da unidade hospitalar informações adicionais sobre o estado clínico do paciente.


A suposta agressora, identificada como Aminata Seide, foi detida nas primeiras horas da manhã e permanece sob custódia na esquadra do setor de Cossé. Deverá ser presente ao tribunal setorial de Bambadinca nos próximos dias, enquanto as autoridades prosseguem com outras diligências judiciais. ANG/RSM

 

CEDEAO/Conselho de Mediação e Segurança reforça a paz, segurança e governação democrática regionais

Bissau, 10 Jul 26(ANG) - A 44ª sessão do Conselho de Mediação e Segurança (CMS) da CEDEAO ao nível dos embaixadores, teve  início quinta-feira em Freetown(Serra Leoa), reunindo os Representantes Permanentes dos Estados-Membros da CEDEAO que analisam  a situação política, de paz, de segurança e humanitária na região, em preparação da próxima Cimeira sobre o Futuro da Integração Regional.

De acordo com o gabinete de comunicação da Comissão da CEDEAO em Abuja(Nigéria), no decurso da sessão, o Conselho examinou memorandos estratégicos sobre a situação política na região, o terrorismo e o extremismo violento, a criminalidade organizada transnacional,  segurança marítima,  resposta humanitária,  assistência eleitoral e o ponto de situação da operacionalização da Arquitetura de Alerta Precoce e Resposta da CEDEAO.

O Conselho reafirmou o compromisso da Comunidade com a diplomacia preventiva, a governação democrática, a solidariedade regional através da assistência e das intervenções humanitárias e a promoção da segurança coletiva.

Na cerimónia de abertura, o Comissário para os Assuntos Políticos, Paz e Segurança, o Embaixador Abdel-Fatau Musah sublinhou que a África Ocidental atravessa um momento decisivo, que exige unidade, visão estratégica e uma ação coletiva determinada para responder aos desafios emergentes da região e concretizar a visão da Comunidade em prol da paz, da segurança e da governação democrática.

Na qualidade de Presidente da sessão, o Embaixador Julius F. Sandy reafirmou o papel estratégico do Comité dos Representantes Permanentes na orientação das deliberações do Conselho e manifestou confiança de que as recomendações resultantes da Sessão ao nível dos Embaixadores constituirão uma base sólida para os trabalhos do Conselho Ministerial e da próxima Cimeira.

Informou que, nessa cimeira os Chefes de Estado e de Governo apreciarão o Pacto para o Futuro da Integração Regional, concebido como um roteiro para uma África Ocidental mais integrada, resiliente e próspera.ANG/ÂC//SG

Diplomacia/Guiné-Bissau envia mensagem de solidariedade ao povo da República Bolivariana da Venezuela

Bissau, 10 Jul 26 (ANG) – A ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades da Guiné-Bissau  manifestou, quinta-feira, a sua solidariedade para com o povo da República Bolivariana da Venezuela, através da assinatura do Livro de Condolências na Embaixada da Venezuela, em Bissau.

O gesto foi revelado através de uma  nota publicada na página do Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação, Internacional e das Comunidade, consultada hoje pela ANG.

Segunda a mesma publicação,  o gesto da ministra Fatumata Jau, simboliza a solidariedade do Estado guineense para com o povo venezuelano na sequência dos sismos de 24 de Junho, que  provocou perdas de vidas à  3,5 mil pessoas, e provocado 16 mil  feridos, 50 mil desaparecidos e avultados danos materiais.

Na mensagem inscrita no Livro de Condolências, a ministra transmitiu, em nome da República da Guiné-Bissau, as mais sentidas condolências às famílias das vítimas, ao Governo e ao povo da Venezuela, reafirmando os laços de amizade entre os dois países e a solidariedade da Guiné-Bissau neste momento de luto.

número de mortos em decorrência do duplo terramoto que atingiu a Venezuela há duas semanas subiu para pelo menos 3.889, enquanto o número de feridos permaneceu em quase 17 mil, segundo um boletim oficial do governo venezuelano divulgado nesta quinta-feira (9). O balanço anterior era de 3.685 vítimas.
ANG/LPG/ÃC//SG

Regiões/Biombo regista 185.764 habitantes no recente Recenseamento Geral da População e Habitação do INE

Biombo, 10 Jul 26 (ANG) – A região de Biombo registou 185,764 (Cento e oitenta e cinco mil e setenta e quatro) habitantes no âmbito do mais recente Recenseamento Geral da População e Habitação da Guiné-Bissau, sendo 48,1% (89293)  do sexo masculino e 51,9 % do sexo feminino (96471).

De acordo com o Despacho do correspondente da ANG na Região de Biombo, õs dados foram fornecidos pela  coordenadora do Recenseamento Geral da População e Habitação da região de Biombo, Maria Helena Alves Marques, em Quinhamel no ato de encerramento dos trabalhos de recenseamento nesta região.

“Os trabalhos preliminares apontam que, a região de Biombo registou 1559 casas não ocupadas, 33907 casas ocupadas, 66656 moradias, estrutura ordinária (Butique, feira, loja ou armazém) 3542, agregado familiar (os que comem no mesmo fogão) 3135, população”, revelou a coordenadora.

A responsável felicitou a equipa  de recenseamento  pelo sucesso alcançado e a população pela  colaboração .

Por sua vez, o representante do Governo Regional de Biombo, Mário Nhanri, manifestou a sua satisfação com o trabalho feito e disse que vai lhes permitir saber o número da população por região, das dificuldades com que se deparam e a forma como pode ser minimizada essas dificuldades no futuro. ANG/MN/AALS/ÂC//SG

Senegal/Conselho Constitucional invalida a lei da revisão constitucional aproava pelo parlamento

Bissau, 10 Jul 26 (ANG) – O Conselho Constitucional do Senegal declarou na quinta-feira, (9), que a lei de revisão constitucional adotada pela Assembleia Nacional em 29 de Junho é contrária à Constituição, após recurso apresentado pelo Presidente da República, Bassirou Diomaye Faye.

Em sua decisão nº 6/C/2026, o Supremo Tribunal considerou que "a lei aprovada pela Assembleia Nacional em 29 de Junho de 2026, sob o número 18/2026, é contrária à Constituição", segundo a Agência de Imprensa Senegalesa (APS).

A decisão será publicada no Diário Oficial da República do Senegal e onde quer que seja necessário.

Na terça-feira, o chefe de Estado encaminhou o assunto ao Conselho Constitucional em regime de urgência, alegando violação do procedimento de adoção desta revisão constitucional.

Após considerar o pedido admissível, o Conselho Constitucional examinou o recurso antes de declarar a lei inválida.

Em sua resposta por escrito, o Presidente da Assembleia Nacional levantou uma objeção de falta de jurisdição, argumentando que não era da competência do Conselho Constitucional analisar a constitucionalidade de um texto que, por si só, possuía status constitucional. Esse argumento, contudo, não foi aceito pelo tribunal.

O projeto de lei constitucional nº 17/2026, apresentado por seis membros do grupo parlamentar Pastef, propunha a revisão de diversas disposições da Constituição, incluindo a criação de um Tribunal Constitucional e a introdução de novas regras institucionais. Aprovado pelos deputados em 29 de Junho sob o nº 18/2026, o projeto não pode entrar em vigor em virtude desta decisão. ANG/Faapa

   

      Síria/ Síria é reintegrada a organização que regula armas químicas

Bissau, 10 Jul 26 (ANG) - A Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) anunciou  quinta-feira (9) a reintegração da Síria, destacando uma "mudança significativa nas circunstâncias" desde a queda de Bashar al-Assad, em 2024, e "medidas concretas" tomadas para desmantelar seu arsenal de substâncias proibidas.

A decisão surge em um contexto de reaproximação diplomática da Síria com potências ocidentais. Um dia antes, os Estados Unidos haviam anunciado que iriam retirar o país de sua lista de nações acusadas ​​de apoiar o terrorismo – uma designação de longa data que restringia investimentos no território sírio.

Em outro episódio recente, o presidente da França, Emmanuel Macron, reuniu-se em Damasco com Ahmed al-Sharaa, chefe de Estado sírio, na primeira visita de um líder ocidental ao país desde que a coalizão islâmica de al-Shara assumiu o poder.

A passagem de Macron pela capital síria, no início da semana, foi marcada por um atentado a bomba próximo ao hotel onde ele estava hospedado. A visita faz parte do esforço da França para estreitar os laços diplomáticos e económicos com o país.

As sanções da Opaq contra a Síria estavam em vigor desde 2021, quando a organização, sediada em Haia, havia tomado a decisão sem precedentes de suspender os direitos de voto do país após constatar que sua força aérea havia utilizado sarin – um agente que ataca o sistema nervoso – e gás cloro contra sua própria população. 

Desde a queda de Assad em 2024, as novas autoridades em Damasco comprometeram-se a cooperar com a Opaq para destruir as armas químicas que o ex-presidente foi repetidamente acusado de utilizar durante a guerra civil de treze anos na Síria.

Essa decisão "marca um novo passo importante nos esforços da Opaq para alcançar a eliminação completa e verificada de todas as armas químicas remanescentes associadas ao antigo governo sírio", disse o Diretor-Geral da organização, Fernando Arias.

O governo pós-Assad autorizou os inspetores da Opaq a estabelecer uma presença permanente no país para documentar locais suspeitos de abrigar armas químicas e entrevistar testemunhas de ataques passados.

Na quarta-feira (8), os Estados Unidos anunciaram que removeriam a Síria de sua lista de países acusados ​​de apoiar o terrorismo. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, informou oficialmente o Congresso sobre essa decisão, que entrará em vigor em 45 dias, a menos que os legisladores decidam inesperadamente bloqueá-la.

"Suspender as sanções desbloqueará o comércio e os investimentos internacionais, dará à Síria a chance de se reconstruir e abrirá um novo capítulo para o povo sírio", defende Rubio.

Em seu comunicado, o secretário de Estado explicou que a decisão foi tomada após receber "garantias formais" de Ahmed al-Sharaa de que "a Síria não apoiará atos de terrorismo internacional no futuro". 

O anúncio foi feito após uma reunião realizada à margem da cúpula da Otan na Turquia entre Donald Trump e Ahmed al-Sharaa, que se tornou presidente da Síria após a queda do regime de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024.

Donald Trump havia começado a suspender a maioria das sanções contra o país um ano antes, depois que a Turquia e a Arábia Saudita o incentivaram a se reunir com Ahmed al-Sharaa. 

A Síria constava na lista dos EUA de países acusados ​​de apoiar o terrorismo desde a criação do documento, em 1979. Após essa decisão, apenas Irã, Coreia do Norte e Cuba permanecem. ANG/RFI/AFP

 

RDC/”Surto de ébola na República Democrática do Congo se propaga em velocidade inédita”, diz agência de saúde

Bissau, 10 Jul 26(ANG) - O surto de ébola, declarado oficialmente em 15 de Maio na República Democrática do Congo (RDC), está se espalhando mais rapidamente do que qualquer outro anterior, afirmou nesta quinta-feira (9) o África CDC – a agência de saúde da União Africana (UA).

Até terça-feira (7), haviam sido registadas 600 mortes em um total de 1.759 casos confirmados na RDC desde o início do surto atual, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS), acrescentando que a situação permanece estável no país vizinho Uganda, também ameaçado.

"Infelizmente, o vírus continua a avançar mais rápido do que a nossa resposta. Ele está se espalhando de forma mais veloz do que os recursos para controlar a situação estão sendo mobilizados", disse Wessam Mankoula, chefe de operações de emergência do África CDC.

No leste da RDC, considerado o epicentro desta epidemia, o número de casos continua a aumentar de forma constante. Neste cenário, estima-se que o volume dobre a cada 28 dias, aproximadamente, segundo Mankoula. 

"Estamos enfrentando o surto de ebola de propagação mais rápida já registrado. Não apenas entre a epidemia do vírus Bundibugyo (causador da doença), mas entre todos os diferentes vírus que causam o ebola", acrescentou o médico durante uma coletiva de imprensa online.

Transmitido pelo contato com fluidos corporais de indivíduos vivos ou falecidos, o ebola causa febre hemorrágica nos pacientes. A doença matou mais de 15 mil na África nos últimos 50 anos. Na República Democrática do Congo, a epidemia mais letal vitimou quase 2.300 pessoas entre 2018 e 2020.

Este é o 17º surto de ébola na RDC, no entanto, não existe vacina nem tratamento específico para a variante Bundibugyo. Um ensaio clínico envolvendo dois tratamentos teve início em 2 de Julho, segundo a OMS.

ANG/RFI/AFP