Dia da Europa/Embaixador da União Europeia almeja um diálogo construtivo com as autoridades nacionais
Bissau,
11 Mai 26(ANG) – O Embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau, disse almejar
um diálogo construtivo com as autoridades nacionais, as Nações Unidas, a União
Africana e CEDEAO, e diz ter a esperança
num rápido retorno à ordem constitucional no país.
“Ao
olharmos para o futuro, temos diante de nós uma oportunidade histórica de
projectar os próximos 50 anos de cooperação numa base renovada”, salientou o
diplomata.
Disse
que, tal como os guineenses, a União Europeia quer uma Guiné-Bissau com
instituições resilientes, em que a governação nacional e local sejam
transparentes e participativas.
Acrescentou
que pretende ver a Guiné-Bissau com infraestruturas modernas, cidades mais
verdes, uma economia diversificada e sustentável, com jovens formados com
emprego digno, mulheres com oportunidades iguais e livres da violência de
género.
Federico
Bianchi frisou que almeja ainda uma Guiné-Bissau com uma agricultura e pescas que respeitem o ambiente e valorizem as
comunidades locais e um sector cultural capaz de transformar a memória em
oportunidades económicas e sociais.
“Queremos
continuar a trabalhar convosco para que esta visão partilhada se torne
realidade. E queremos trabalhar em parceria igualitária, queremos construir
convosco o sonho dos nossos fundadores”, sublinhou o diplomata.
O
Embaixador da União Europeia no país disse aproveitar este 09 de Maio para
trazer à esta cerimónia outras datas importantes que celebraram no presente
ano, ao referir-se aos 50 anos de parceria entre a EU e a Guiné-Bissau.
“Foram
os 50 anos em que trabalhamos, lada a lado, em setores fundamentais, com
resultados reais, mas ainda aquém do sonho dos nossos fundadores.
Na
educação, prosseguiu Federico Bianchi, reabilitamos escolas, construímos salas
de aula, formamos professores e organizamos
programas de capacitação técnica, formação profissional e empreendedorismo para
jovens entre outros”, disse.
Em
jeito de balanço disse que hoje mais de
70 por cento das crianças guineenses
frequentam o ensino básico, mas que apenas 30 por cento o completam. “Isto não
nos pode satisfazer”, disse.
O
diplomata afirmou que, na saúde, financiaram programas de saúde materna, e
infantil, campanhas de vacinação, projectos de combate ao paludismo,
telemedicina e reforçaram centros de
saúde.
Disse
que tudo foi feito em estreita coordenação com as autoridades
nacionais e parceiros multilaterais, porque “a saúde não é um luxo, é um
direito”.
“Os
setores sociais e o investimento no capital humano são importantes, mas só
serão verdadeiramente concretizados quando a Guiné-Bissau explorar o seu
potencial económico e este tem sido um dos nossos maiores desafios”, salientou.
Sobre
desenvolvimento rural e agricultura,
Federico Bianchi sublinhou que fortaleceram a resiliência climática e que querem
caminhar para assegurar a segurança alimentar.
“Investimos
nas cadeias de valor do arroz, fruta, caju e peixe para melhorar o rendimento
dos produtores e potenciar esse sector central para a economia guineense”,
frisou.
O
diplomara disse que a reabilitação e alargamento da estrada Safim-Mpack e a
construção da estrada Quebo-Boké, integradas no corredor multimodal
Praia-Dakar-Abidjam, vai reforçar a conectividade regional, facilitar o
comércio, reduzir custos de transporte e aproximar as populações.
“Estamos
a caminhar, lado a lado, com a Guiné-Bissau na proteção do ambiente e na
conservação da extraordinária biodiversidade deste país, dos mangais, e
ecossistemas costeiros, as florestas, rios e áreas protegidas que são o
sustento de tantas comunidades”, frisou Bianchi.ANG/ÂC//SG

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