EUA/Presidente Trump anuncia conversações com Cuba a pedido de Havana
Bissau,
12 Mai 26(ANG) – O Presidente norte-americano afirmou hoje que Cuba “está a
pedir ajuda” a Washington e que os dois países “vão falar”, depois de repetidas
ameaças contra a ilha, incluindo a possibilidade de uma ofensiva militar.
“Nenhum
republicano alguma vez me falou sobre Cuba, que é um país falido e só vai numa
direção: para baixo”, escreveu Donald Trump numa mensagem publicada nas
redes sociais.
“Cuba
está a pedir ajuda, e nós vamos falar”, acrescentou, sem avançar pormenores,
antes de iniciar uma visita oficial à China, onde se vai reunir com o homólogo
chinês, Xi Jinping.
Trump
referiu-se à possibilidade de os Estados Unidos “assumirem o controlo” de Cuba
num futuro próximo, chegando mesmo a sugerir uma hipotética intervenção militar
após o fim de uma ofensiva contra o Irão, lançada em 28 de Fevereiro em
conjunto com Israel e relativamente à qual vigora atualmente um
cessar-fogo.
Os
Estados Unidos reforçaram igualmente as sanções contra a ilha, medida criticada
por Havana.
Neste
contexto, o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, afirmou
que estas medidas económicas “coercivas e ilegais” não “vão intimidar” as
autoridades cubanas.
No
início deste mês, Trump anunciou um reforço das sanções contra Cuba, onde foi
organizado um desfile por ocasião do 1.º de Maio para “defender a pátria” e
denunciar as ameaças de agressão militar norte-americana.
O
Presidente norte-americano considerou que a ilha comunista, situada a 150
quilómetros da costa da Florida (sudeste) continua a representar “uma ameaça
extraordinária” para a segurança nacional dos Estados Unidos.
Trump
reiterou também a ameaça de “assumir o controlo” de Cuba, sugerindo que um
porta-aviões norte-americano podia ali fazer escala “no regresso do
Irão”.
Além
do embargo norte-americano em vigor desde 1962, Washington, que não esconde a
vontade de ver uma mudança de regime em Havana, impõe à ilha, desde janeiro, um
bloqueio petrolífero, tendo autorizado desde então apenas a chegada de um
petroleiro russo.
Por
seu lado, o Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, declarou, em meados de abril,
que o país estava preparado para enfrentar uma agressão militar dos Estados
Unidos e reafirmou o caráter socialista do Estado cubano, por ocasião do 65.º
aniversário da tentativa de invasão da Baía dos Porcos.
No
final da mensagem, o Presidente norte-americano escreveu: “Entretanto, parto
para a China!”.
Trump
parte dos Estados Unidos para uma visita de dois dias a Pequim, tendo como pano
de fundo a guerra no Médio Oriente e vários temas de tensão, entre os quais o
comércio e Taiwan, assuntos que pretende abordar com Xi Jinping.
ANG/Inforpress/Lusa

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