Irã/Teerão ameaça EUA com derrota se não aceitarem proposta de paz
"Se
o inimigo não ceder às justas exigências do Irão através dos canais
diplomáticos, deve esperar uma repetição das suas derrotas passadas no campo de
batalha", disse o porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, Reza
Talaei-Nik, sublinhando que "se estes direitos razoáveis e definitivos não
forem alcançados, o inimigo não conseguirá livrar-se do pântano em que está
preso".
Talaei-Nik
enfatizou que qualquer agressão futura será respondida com uma resposta
"decisiva e final", afirmando ainda que "a retirada repetida de
navios norte-americanos da zona de conflito demonstra a determinação e a
capacidade das Forças Armadas iranianas", segundo a televisão iraniana
Press TV.
As
declarações de Talaei-Nik surgiram depois de o Presidente iraniano, Massoud
Pezeshkian, ter declarado na terça-feira que o curso de ação "mais
racional" e benéfico para Teerão é "completar a vitória no campo de
batalha" através de um processo de negociação com Washington, quando as
conversações entre as partes estão paralisadas.
Por
sua vez, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, disse
que "não há alternativa" para o fim da guerra a não ser que os
Estados Unidos aceitem a proposta apresentada por Teerão, antes de alertar que
qualquer outra opção "só levará a um fracasso após o outro", após o
Presidente norte-americano, Donald Trump, ter classificado o documento apresentado
por Teerão como "totalmente inaceitável".
Os
Estados Unidos e o Irão estão num processo de diálogo mediado pelo Paquistão,
embora as divergências entre as suas posições tenham impedido, até ao momento,
um segundo encontro em Islamabad, cidade que acolheu a primeira reunião
presencial após o acordo de cessar-fogo assinado em 08 de abril, posteriormente
prorrogado indefinidamente por Trump.
O
bloqueio do Estreito de Ormuz e a recente incursão e apreensão de navios
iranianos pelos EUA na região estão entre os motivos alegados por Teerão para
não comparecer às negociações em Islamabad, uma vez que considera estas ações
uma violação do cessar-fogo que impede o processo de diálogo.
Apesar
disso, ambos os países mantêm contacto através da mediação de Islamabad.
Os
Estados Unidos e Israel atacaram o Irão em 28 de fevereiro, levando os
iranianos a retaliarem contra países do Golfo que têm interesses
norte-americanos, estende a guerra no Médio Oriente.
ANG/Inforpress/Lusa

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