Alemanha/Oceanos alcançam segunda temperatura mais alta da história em Abril
Bissau,
08 Mai 26(ANG) - Os oceanos fora dos círculos polares registaram em Abril a
segunda maior temperatura desde que há registos, a que se acrecenta previsões
favoráveis ao surgimento do fenómeno El Niño, informou o Serviço de Mudança
Climática de Copernicus (C3S).
Segundo
um relatório publicado na quinta-feira pelo C3S, a temperatura média da
superfície do mar (TSM) em Abril de 2026 em águas oceânicas fora dos círculos
polares, entre os 60° de latitude sul e os 60° de latitude norte, atingiu os 21
graus, o segundo valor mais alto historicamente registado para esse mês.
A
TSM mais elevada em abril foi registada em 2024, durante o último fenómeno de
El Niño, indicou o relatório da entidade gerida pelo Centro Europeu de
Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF na sua sigla inglesa).
Abril
também foi marcado por fenómenos meteorológicos extremos, como ciclones
tropicais no Pacífico, inundações no Médio Oriente e no centro-sul da Ásia, e
secas que afetaram o sul de África.
Cheias
repentinas atingiram grande parte da península Arábica, enquanto zonas do Irão,
Afeganistão, Arábia Saudita e Síria sofreram inundações generalizadas e
deslizamentos de terra, que provocaram vítimas mortais.
“Abril
de 2026 reforça o sinal claro de um aquecimento global sustentado. As
temperaturas da superfície do mar atingiram níveis quase recorde”, afirmou
Samantha Burgess, responsável estratégica de clima no ECMWF.
Segundo
Burgess, este aumento gerou “ondas de calor marinhas generalizadas”, com o gelo
marinho do Ártico a níveis muito abaixo da média, e a Europa a registar “fortes
contrastes de temperatura e precipitação”, tudo indicadores de um clima “cada
vez mais marcado pelos extremos”.
O
mês passado foi o terceiro Abril mais quente a nível mundial, com uma
temperatura média do ar à superfície de 14,89 graus, 0,52 graus acima da média
de abril do período 1991-2020, segundo o conjunto de dados ERA5.
O
Abril mais quente registado foi em 2024 e o segundo mais quente em 2025. ANG/Inforpress/Lusa

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