Dia Mundial de Segurança Social/ INSS reitera necessidade de alargamento da proteção social aos trabalhadores informais
Bissau, 8 Mai
26(ANG) – O Instituto Nacional de Segurança Social(INSS), celebrou hoje o Dia
Mundial da Segurança Social, numa cerimónia marcada por reflexões sobre os
desafios do sistema nacional de proteção social e a necessidade de alargamento
da cobertura aos trabalhadores do setor informal.
As
celebrações da data ,organizadas pelo Instituto Nacional de Segurança Social, coincidiram com o encerramento das Jornada
Africana de Prevenção de Riscos nos Locais de Trabalho.
Na ocasião,
a ministra da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social, Assucénia Donate de
Barros afirmou
que a celebração da data não deve limitar-se à simples evocação da existência
do serviço, mas servir como momento de reflexão sobre os diferentes sistemas de
segurança social e os desafios específicos da Guiné-Bissau.
Assuncénia de Barros reconheceu que o país continua distante da
realidade internacional em matéria de cobertura social, estimada em pouco mais de
três por cento da população, mas reiterou que o Governo mantem o alargamento da proteção social nas suas prioridades.
“A segurança
social é uma questão de dignidade humana e os trabalhadores devem ter garantias
em situações de acidente de trabalho, doença, reforma ou morte”, salientou a
governante.
Defendeu
igualmente que o sistema não deve ser encarado apenas como um mecanismo
financeiro ou administrativo, mas sim como um instrumento de proteção social
baseado na solidariedade interjecional
.
A ministra
recomendou o reforço das campanhas de sensibilização, sobretudo junto da
juventude, para que os cidadãos compreendam a importância de contribuir para o
sistema desde cedo.
Assuncénia
Donate de Barros destacou que o novo Código de Trabalho passou a incluir
os trabalhadores domésticos no regime contributivo, garantindo-lhes direitos
semelhantes aos de outros trabalhadores.
Na ocasião,
o Diretor-geral do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), Bamba Coté,
alertou para a fraca cobertura da segurança social no país, revelando que menos
de quatro por cento da população ativa beneficia atualmente do sistema.
Segundo o
responsável, a situação exige esforços
na mobilização e sensibilização da população para aderir ao sistema
contributivo.
Bamba Coté
explicou que a maioria dos cidadãos exerce atividades no setor informal e que, por isso, permanece fora do sistema de
proteção social.
Para
inverter este cenário, Coté anunciou a realização de campanhas de
sensibilização, a revisão dos textos legais sobre segurança social e a
organização, em breve, de um Fórum Internacional destinado à formulação de uma
política nacional de proteção social mais abrangente.
Segundo José
António Mendes Pereira, do Gabinete Jurídico do INSS, a Organização
Internacional do Trabalho instituiu o dia 8 de Maio como data de reflexão para
todas as instituições responsáveis pela administração dos sistemas de proteção
social.
“A
previdência social se dirige, essencialmente, à um grupo específico de
trabalhadores contribuintes, enquanto que a segurança social possui um alcance
mais amplo, permitindo ao Estado apoiar também os cidadãos sem capacidade
contributiva, mas que necessitam de proteção social”, disse José António Mendes
Pereira. ANG/LPG/ÂC//SG

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