Cuba/Governo pede "contribuição" da ONU para deter agressão militar dos Estados Unidos
Bissau,
28 Mai 26 (ANG) - O chefe da diplomacia cubana, Bruno Rodríguez, solicitou esta
terça-feira à ONU a "contribuição para impedir uma agressão militar dos
Estados Unidos" contra a ilha, durante a reunião com o secretário-geral da
organização, António Guterres.
"Solicitei
a contribuição da ONU para impedir uma agressão militar dos Estados Unidos
contra Cuba, que provocaria um banho de sangue, e para que cessem as ameaças de
uso da força", escreveu Rodríguez nas redes sociais.
O
ministro das Relações Exteriores cubano, que participou em Nova Iorque numa
sessão do Conselho de Segurança da ONU, referiu na mensagem que informou
Guterres sobre "a grave situação humanitária que o povo cubano enfrenta,
consequência direta do recrudescimento extremo do bloqueio por parte do Governo
dos EUA, com medidas adicionais, sanções secundárias e um cerco energético
brutal".
"Reiterei,
apesar disso e da incoerência da contraparte, a disponibilidade de Cuba para
continuar as conversações bilaterais com os EUA sem ingerência nos nossos
assuntos internos, sistema político ou eleições", assinalou.
Rodríguez
indicou que explicou ao secretário-geral da ONU a "rejeição da acusação
infame, fraudulenta e ilegal" apresentada pelo Departamento de Justiça dos
EUA contra o ex-presidente cubano Raúl Castro relativamente ao abate, por
forças da ilha, de dois aviões de pequeno porte que causou quatro mortos há
trinta anos.
O
ministro reiterou ainda o "compromisso de Cuba com a paz e a segurança
internacionais, o multilateralismo, a cooperação e o respeito pelo direito
internacional".
Numa
intervenção perante a sessão do Conselho de Segurança, convocada pela China,
Rodríguez acusou Washington de estar a levar a cabo um "ato de guerra e de
genocídio" com o bloqueio energético que impõe à ilha, mas afirmou estar
disposto a dialogar com o Governo norte-americano.
Desde
o início do ano, a Administração do Presidente norte-americano, Donald Trump,
tem reforçado a pressão sobre o Governo de Havana, com um bloqueio petrolífero
desde há cinco meses e um alargamento das sanções económicas.
Além
disso, Trump tem ameaçado "assumir o controlo" do país e levar por
diante uma estratégia assumida com a Venezuela, desde a operação de captura e
extração para Nova Iorque do ex-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em
Caracas em Janeiro.
Estas
ações, precisamente aliadas à captura de Maduro e ao controlo por Washington da
nova liderança do regime venezuelano - aliado fundamental de Cuba -, agravaram
a crise económica e humanitária que assola a ilha, que enfrenta escassez de
petróleo e uma grave crise energética. ANG/Inforpress/Lusa

Sem comentários:
Enviar um comentário