Comunicação Social/ Jornalistas e técnicos recém-efetivados exigem pagamento de seis
meses de retroativos
Bissau,
22 Out 26 (ANG) - O Coletivo de Jornalistas e
Técnicos de Comunicação Social recém-efetivados, em 2022, exige a resolução do
processo de pagamento de seis meses de retroativos, alegando que, apesar das
diligências realizadas junto dos ministérios competentes, a situação continua
por resolver.
A exigência
foi manifestada durante uma conferência
de imprensa, realizada quarta-feira na qual o coordenador do coletivo, Julciano
Baldé, afirmou estar surpreendido com a demora na resolução do problema, apesar
dos esforços desenvolvidos para desbloquear os valores em dívida.
Julciano
Baldé disse que os trabalhadores continuam à espera de uma solução para o
problema que considera preocupante, tendo em conta os esforços desenvolvidos
para a regularização dos valores em dívida.
Destacou
a importância da comunicação social pública na consolidação da democracia e na
preservação da imagem do país, sublinhando
que os profissionais do setor desempenham as suas funções com dedicação e
disponibilidade.
O
coordenador afirmou que os profissionais da comunicação social não devem ser
valorizados apenas quando os políticos ou outras entidades precisam dos seus
serviços. Acrescentou que os jornalistas também têm famílias e necessidades
básicas, pelo que devem beneficiar de condições dignas de vida e de trabalho.
“Um
jornalista também precisa comer bem, vestir bem e ganhar dinheiro”, afirmou,
apelando às entidades competentes para que resolvam a situação.
Julciano
Baldé explicou que o coletivo tem acompanhado o processo junto dos Ministérios
da Função Pública e das Finanças. Segundo o coordenador, os documentos foram
posteriormente reencaminhados para o Ministério da Comunicação Social, a quem
cabe dar seguimento aos procedimentos necessários para desbloquear os
pagamentos.
Aquele
responsável afirmou ainda que, o coletivo dispõe de informações segundo as
quais existem verbas para o pagamento dos retroativos. Acrescentou que os
trabalhadores foram efetivados em 2022 e que alguns colegas, apesar de terem
cerca de 17 anos de serviço na comunicação social, ficaram de fora do processo
devido à idade.
Por
outro lado, advertiu que, caso não obtenham uma resposta satisfatória, os
membros do coletivo poderão recorrer aos mecanismos previstos na lei para
defender os seus direitos.
Por
seu turno, o Secretário do Coletivo de Jornalistas e Técnicos de Comunicação
Social recém-efetivados, Athayr Afonso Té, defendeu que os trabalhadores têm
direito aos retroativos correspondentes a seis meses, mas que, apesar de o
processo ter sido iniciado em 2023, os pagamentos ainda não foram efetuados.
De
acordo com Athayr Afonso Té, o Ministério da Comunicação Social solicitou
recentemente às direções dos quatro órgãos públicos do sector, Agência de
Notícias da Guiné (ANG), Jornal Nô Pintcha, Televisão da Guiné-Bissau (TGB) e
Rádio Difusão Nacional (RDN), que recolhessem e entregassem, com urgência, os
dados bancários completos dos funcionários, para permitir o pagamento dos
montantes em dívida.
O
secretário recordou que a questão dos retroativos esteve entre as
reivindicações apresentadas durante as greves na TGB e referiu que, no dia 14
de Julho o Sindicato da Televisão foi chamado para discutir os pontos
constantes do caderno reivindicativo junto das entidades competentes.
Segundo
o responsável, o Ministério da Comunicação Social foi envolvido nas
negociações, tendo sido designado um representante para acompanhar o processo
junto do Ministério das Finanças.
Athayr
Afonso Té afirmou que, durante cerca de três semanas, decorreram encontros com
a participação de representantes dos Ministérios da Função Pública e das
Finanças.
O Secretário
disse que, nas referidas reuniões, um
representante do Ministério das Finanças, identificado como Wilson, confirmou a
existência da dívida relativa aos seis meses de retroativos, acrescentando que
a concretização do pagamento dependia do Ministério da Comunicação Social.
Athayr
Afonso Té revelou ainda que, no dia 23 de Setembro, o coletivo se reuniu com o
ministro da Comunicação Social, na presença do Inspetor-Geral da Comunicação Social
e do chefe de gabinete, na ocasião, segundo o secretário, foi-lhes transmitido
que o processo se encontrava na fase final no Ministério das Finanças, tendo o
ministro prometido contactar a ministra da Função Pública para melhor
enquadramento da questão.
Contudo,
o responsável lamentou que, desde esse encontro, os trabalhadores continuaram
sem esclarecimentos concretos sobre o andamento do processo.
“Queremos
os nossos direitos, porque aquele dinheiro nos pertence”, afirmou Athayr Afonso
Té, justificando que a conferência de imprensa foi convocada para chamar a
atenção das entidades competentes e exigir uma solução para o pagamento dos
retroativos.ANG/MI/ÂC//SG

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