segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Diáspora


Governo promete criação de condições para satisfazer preocupações dos emigrantes

Bissau, 22 Dez 14 (ANG) – O Ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades garantiu no último fim-de-semana que o Governo vai fazer tudo para minimizar as preocupações dos emigrantes e criar as condições de regresso à casa mãe (Guiné-Bissau) aos que desejam fazê-lo.

Mário Lopes da Rosa discursava no último fim-de-semana na cerimónia de abertura do 1º Encontro de Confraternização dos Emigrantes guineense em férias no país.

“Nos sabemos que há muitas dificuldades e problemas e não será possível resolvê-los de um dia para outro”, disse

O chefe da diplomacia guineense disse que a diáspora representa mais de vinte por cento da população do pais e para tal as suas responsabilidades devem ser maiores aos dos embaixadores e diplomatas oficiais.

“ Grande parte dos nossos emigrantes tiveram e continuam a ter um papel importantíssimo na promoção da nossa cultura lá fora “ elogiou Mário Lopes da Rosa.

O governante reconheceu que o Governo não conseguiu satisfazer todos os problemas dos emigrantes, acrescentando que, contudo, nos últimos tempos tem sido criado mecanismos apropriados para que os seus desejos e anseios possam ser atendidos.

Por seu turno, e em nome da Associação dos Emigrantes da Guiné-Bissau, Iotelma Gomes Djumpi  disse que a iniciativa demonstra o empenho e a atenção do governo à  diáspora.
De acordo com a Iotelma  Djumpi fora da Guiné-Bissau vivem  cerca de 267 emigrantes.

 “ Os emigrantes se deparam com vários problemas tanto no estrangeiro como no seu país de origem, nomeadamente  as elevadas taxas alfandegárias, e também o problema dos terrenos vendidos aos emigrantes mas que voltam a ser vendidos à outras pessoas, “ disse a porta -voz dos emigrantes.

Djumpi disse  que o governo deve criar mecanismos de confiança de mercado e adoptar  orientações estratégicas e de segurança de investimentos, que permitam criar estabilidade e servir de incentivo aos investimentos no país.

O primeiro encontro de Confraternização dos Emigrantes guineense em férias no país foi organizado pela Secretaria de Estado da Cooperação Internacional e das Comunidades, por intermédio da Direcção Geral das Comunidades.  

ANG-MSC/JAM/SG
     
      
  





Energia Eléctrica



Adquiridos mais 10 grupos de geradores para central electrica de Bissau

 Bissau,21 Dez 14 (ANG) - A Central Eléctrica de Bissau recebeu Domingo  10 grupos de geradores que deverão elevar a produção de energia eléctrica de sete para 17 megawots durante os próximos  12 meses.

Os referidos grupos de geradores com capacidade de 1 Mega Watts cada, foram alugados à uma empresa escocesa com sede em Dubai, denominada Agreppo.

"Este projecto foi concretizado na sequência de um concurso público internacional lançado pelo Governo e que foi ganho pela empresa Agreppo”, explicou o Ministro na da Energia, na cerimonia de  recepção dos novos grupos.

Florentino Mendes Pereira acrescentou que as obras de construção de uma nova Central Eléctrica já se iniciou e o governo conseguiu um financiamento adicional para aumentar a sua capacidade de 15 para 25 megawots.

"Estamos a receber 10 megawots para complementar os 7 que actualmente são produzidos pela central eléctrica. Isto prova  que estamos a trabalhar ", regozijou-se Mendes Pereira.

Declarou que é preciso sensibilizar os clientes da EAGB, porque a energia é cara e que para tal é preciso muito dinheiro para comprar combustíveis. "Sem a colaboração dos nossos clientes, essa iniciativa pode entrar em disfuncionamento", advertiu .

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades, que representou o Primeiro-Ministro no acto explicou que a aquisição se enquadra nas promessas feitas pelo governo de elevar o nível de produção da energia na capital até 15 Megawots.
  
Mário Lopes da Rosa disse tratar-se de “maior prenda” que o Governo poderia dar ao povo da Guiné-Bissau nesta quadra festiva. ANG-AC/JAM/SG

   


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014


Quadra Festiva

MAI coloca 4.202 efectivos nas ruas para  manutenção da ordem

Bernardo Vilela
Bissau, 19 Dez 14 (ANG) – O Ministério da Administraçäo Interna(MAI) vai colocar  um total de 4.202 agentes em diferentes pontos do pais para assegurar a manutençâo da ordem durante a quadra festiva do Natal e Novo Ano.

A declaração foi feita hoje pelo Comissário Nacional Adjunto das Operações e Segurança, Bernardo Vilela João, durante uma conferência de imprensa, na qual assegurou que têm homens suficientes para a cobertura de todos os pontos da cidade de Bissau.

Segundo Bernardo Vilela, trata-se de uma força conjunta integrada por elementos  da Policia da Ordem Pública, da Guarda Nacional, da Protecção Civil (Bombeiros) e das forças da ECOMIB .

No quadro da prevenção à qualquer situação operativa, conforme o Comissário Adjunto, a força conjunta tem, ao nível do Sector Autónomo de Bissau, 65 postos de segurança .

Bernardo Vilela exorta à toda a população em geral no sentido de acatar a ordem proveniente do Estado Maior General das Forças Armadas de não lançar fogos de artifícios nem tiros ao ar na passagem do ano.

Explicou que será organizado um lançamento exclusivo de fogos de artifícios num dos lugares públicos da capital.

Quanto a certos pontos da capital considerados críticos, aquele responsável anunciou que serão colocados agentes disponível para assegurar a cobertura nos respectivos sítios.
Advertiu aos comerciantes a não comercialização foguetes e fogos de artifício.

“Todo o cidadão flagrado na prática de más acções será conduzido ao posto de controlo mais próximo onde será encarcerrado até ao fim das operações”, avisou.

As operações de manutenção da segurança durante a quadra festiva terminarão no dia 08 de janeiro do próximo ano.ANG/FGS/SG


Mudança histórica

Novo capítulo nas relações EUA-Cuba

Bissau, 19 Dez 14 (ANG)- O presidente Barack Obama anunciou  recentemente um novo capítulo nas relações entre os Estados Unidos e Cuba, assinalando que já é hora de acabar com "um enfoque antiquado sobre a ilha comunista".
"Através dessas mudanças, tentamos criar mais oportunidades para os povos americanos e cubanos e iniciar um novo capítulo", afirmou.
          
Falando em cadeia nacional, Obama também anunciou que os Estados Unidos vão revisar a designação de Cuba como Estado patrocinador do terrorismo e que vai discutir no Congresso a suspensão do embargo aplicado contra Havana, destacando que isolar a ilha por 50 anos não atingiu os seus objectivos.

Obama agradeceu ainda ao Papa Francisco pela ajuda que proporcionou no processo de aproximação dos dois países.
            
Já o presidente cubano, Raul Castro, num pronunciamento simultâneo, anunciou que  durante conversa por telefone com o presidente americano,  acertou "o restabelecimento das relações diplomáticas" com os Estados Unidos, lamentando, no entanto, que ainda seja mantido o "bloqueio" económico sobre a ilha.
 

"Acertamos o restabelecimento das relações diplomáticas. Isto não quer dizer que o principal tenha sido resolvido: o bloqueio económico", disse Raul, que confirmou, também, a libertação de três agentes cubanos presos nos Estados Unidos, assim como as do funcionário terceirizado do governo americano Alan Gross e de um "espião de origem cubano" a serviço de Washington em Cuba.

Cubanos em Miami consideram "traição" as concessões feitas à Havana. Miami é a  cidade americana onde vive a maior parte dos refugiados da ilha, rejeitaram o que consideraram "traição" do presidente Barack Obama de fazer concessões a Havana, após a libertação do funcionário  do governo americano, Alan Gross.

"É uma traição", disse à AFP o cubano Evélio Montada, de 70 anos, na conhecida Calle Ocho de Little Havana, por muito tempo epicentro da vida cubana em Miami, na Flórida (sudeste dos EUA), onde várias pessoas se reuniam, sobretudo, idosos, para conversar sobre o acontecimento histórico do dia.

O governo americano iniciou uma histórica aproximação com Cuba, ao anunciar a normalização das relações diplomáticas plenas e o alívio de diversas sanções vigentes há meio século.

O anúncio foi feito depois da libertação de Gross, que ficou cinco anos detido na ilha e era o principal obstáculo para uma aproximação após a chegada de Obama ao poder, em 2009.

O americano foi solto em troca de três agentes cubanos que cumpriam penas em presídios de Miami. Os agentes eram acusados de espionar grupos anticastristas.
            
Diversos grupos do exílio comemoraram que Gross fosse enviado para os Estados Unidos, mas rejeitaram que tivesse sido trocado pelos espiões.


"A decisão do governo do presidente Barack Obama de soltar três espiões terroristas da ditadura castrista, em troca de pôr fim ao injusto sequestro do cidadão americano Alan Gross, é um grave erro", disse o secretário-geral do Diretório Democrático Cubano, Orlando Gutiérrez-Boronat, num comunicado.
  
Rosa Maria Payá, filha do dissidente Oswaldo Payá falecido em Julho de 2012 num acidente de carro em Cuba, disse à AFP que Gross era um "refém", não um preso comum.

"Não acho que seja o tratamento que se dê ao sequestrador", afirmou Rosa, referindo-se às concessões de Washington a Havana.
             
"Sabia que isso ia acontecer. Há tempos que ele (Obama) vem com essa confusão", disse à AFP Osvaldo Hernández, de 50 anos, da organização anticastrista Vigília Mambisa, no Café Versailles da Calle Ocho, símbolo do exílio cubano.

Osvaldo chegava ao local para protestar contra a abertura de relações com Havana.

"O embargo nunca vai ser suspenso, porque tem de ser decidido pelo Congresso americano, mas Obama é um covarde por anunciar essa aproximação", afirmou Hernández, com um cartaz denunciando a "traição" de Washington.

"É uma falta de respeito. (Obama) é mais fidelista e comunista do que outros", disse Félix Tirse, indignado, que chegou de Cuba aos EUA há 53 anos.

Para outros cubanos, que saíram de Cuba e já vivem há muitas décadas nos Estados Unidos, a notícia não causou maiores reacções.

"Cuba não me interessa. Isso não me afecta", minimizou Pedro Alvarez, de 79 anos, 52 deles vividos nos Estados Unidos.
           
Alvarez conversou com a AFP no Domino Park, na Calle Ocho, onde cubanos e outros latino-americanos costumam se reunir e passam o dia a jogar.


"Que as relações vão melhorar? Eu duvido, depois de mais de meio século de disputas", acrescentou o aposentado.

Alan Gross, um americano de 65 anos libertado , após ter passado cinco anos em prisões cubanas, acusado de espionagem.

"Alan é um especialista em desenvolvimento internacional muito respeitado que percorreu o mundo durante mais de 25 anos, ajudando as pessoas em mais de 50 países e territórios de Médio-Oriente, Europa, África e outras partes", relata o site "Bring Alan home" ('Tragam Alan para casa'), a campanha que pedia a sua libertação.

"Em 2009, Allan foi recrutado como funcionário terceirizado para um projecto da USAID (agência americana para o desenvolvimento internacional) para melhorar o acesso à internet de pequenas comunidades em Cuba, particularmente da comunidade judaica", acrescentou.

Acusado de espionagem, foi julgado e condenado em 2011 a quinze anos de prisão por ter "cometido actos contra a independência e a integridade territorial de Cuba".

Nascido em Nova Iorque, estudou Serviço Social em Maryland e Virgínia (leste dos EUA) e iniciou a sua carreira na área de desenvolvimento internacional.

Este especialista em comunicações por satélite trabalhou sobretudo no Paquistão, nos Territórios Palestinianos, no Azerbaijão e na Bulgária, em projectos de mineração, criação de emprego e agrícolas.
             
Entrou quatro vezes em Cuba com visto de turista. Na última vez, levou celulares e telefones inteligentes, computadores portáteis e telefones por satélite. Alguns eram autorizados em Cuba, outros, não.
      
Na sua quinta viagem, em 2009, ele teria mantido em seu poder um chip que impedia a localização de ligações feitas com telefone via satélite.


Por ocasião do quinto aniversário da sua prisão, sua esposa, Judy, esteve muito preocupada com a saúde do marido. "Temo que estejamos perto do fim (...). É tempo de o presidente Barack Obama trazer Alan aos Estados Unidos, se não será tarde demais".

Ela contou que o marido já tinha se despedido dela e dos filhos e que se recusou a que fossem visitá-lo. Também repudiou o restante das visitas.

Segundo a sua família, Gross passava 23 horas por dia trancado numa pequena cela com outros dois prisioneiros, perdeu 45 quilos, sofre de depressão e artrite degenerativa numa perna. Em Abril, encerrou uma greve de fome de dez dias para "protestar contra o tratamento desumano" do qual, em sua opinião, era vítima na prisão. ANG/Angop
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