sábado, 14 de abril de 2018

Luta de libertação nacional



Materiais utilizados por Amílcar Cabral em Conacri entregues ao Museu militar

Bissau, 14 Abr 2018 (ANG) – O Embaixador guineense em Conacri, Ernesto Muntaga Jalo procedeu hoje a entrega ao Chefe de Estado-maior General das Forcas Armadas de alguns materiais e objectos usados por Amílcar Cabral  na Luta de Libertação Nacional.

 Na ocasião, Biaguê Na Ntan exortou a juventude guineense a pesquisar a história da luta de libertação nacional no museu da fortaleza de Amura.

O Chefe Estado-maior das Forças Armadas apelou também aos combatetentes da liberdade da pátria que ainda dispõe de materiais utilizados na luta, para o levarem ao museu da luta de libertação nacional. 

Por sua vez, o embaixador Ernesto Muntaga Jalo anunciou a inauguração no próximo dia 24 de Setembro de uma estátua de bronze do líder da Luta no local em que foi assassinado em Conacri.

No ato, o Ministro da Defesa do governo demitido, Eduardo Costa Sanhá, agradeceu ao estado da Guine-Conacri pela partilha dos materiais importantes para a história do país.
Dos objectos entregues constam um armário vertical de arquivos e dois outros pequenos de ficheiros, um antigo modelo de ar condicinado, uma máquina dactilografa, quatro cadeiras e uma mesa de jantar.  

ANG/CP/JAM/SG


sexta-feira, 13 de abril de 2018

Cajú



Agricultores pedem ao Presidente da República solução para presente campanha de comercialização



Bissau,13 Abr 18(ANG) - O presidente da Associação Nacional dos Agricultores da Guiné-Bissau (ANAG), Jaime Gomes, apelou quarta-feira ao Presidente guineense, José Mário Vaz, para arranjar uma solução para a compra da castanha do caju, principal produto agrícola do país.

Em conferência de imprensa, o líder dos agricultores guineenses pediu a José Mário Vaz que arranje uma solução "nos próximos dias", sublinhando que a solução poderá passar pela aquisição de toda a castanha pelo Estado ou um comprador internacional.

«Apelamos ao Presidente da República que nos tire o nosso caju das mãos», observou Jaime Gomes para quem existem pessoas que querem sabotar a intenção de José Mário Vaz.

O Presidente guineense anunciou, a 24 de março, que o preço de referência de compra do caju no produtor em 2018 será de 1.000 francos cfa (cerca de 1,5 euros), mas desde àquela altura o produto não tem sido comprado pelos comerciantes.

Várias vozes já se levantaram contra o preço anunciado pelo líder guineense.

O presidente da associação dos exportadores, Mamadu Jamanca, disse à Lusa que a sua classe não irá participar na campanha de comercialização do caju em 2018, por não concordar com o preço base anunciado por José Mário Vaz.

Empresários indianos, os principais compradores do caju guineense, e os da Mauritânia, prometeram a José Mário Vaz que vão comprar o produto pelo preço base estipulado.

O líder dos agricultores guineenses deu até ao próximo dia 20 para se começar a vender o caju.

Caso isso não aconteça promete «uma grande manifestação» dos produtores em Bissau.

«Vamos responsabilizar o Estado», declarou Jaime Gomes, que se solidariza com o Presidente guineense, que disse, quer ajudar a população camponesa, embora também tenha visado objetivos políticos, enfatizou.

Para Jaime Gomes, os agricultores guineenses «deviam agradecer ao Jomav» (nome pelo qual é conhecido José Mário Vaz) por ter sido o dirigente que fixou o preço do caju a 1.000 francos cfa por quilograma.
ANG/Lusa

Síria



Macron diz ter provas de ataque químico por parte do regime de Assad

 Bissau,13 Abr 18 (ANG) – O Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou hoje que dispõe de “provas” de que o regime de Bashar al-Assad utilizou armas químicas num ataque contra a localidade rebelde síria de Douma, na semana passada.
“Estamos na Síria para lutar contra o terrorismo, contra o Daesh [acrónimo árabe para o Estado Islâmico]. Foi na Síria que organizaram os atentados. As diferentes guerras em curso não permitem que se faça de tudo. Temos provas de que, na semana passada, foram utilizadas armas químicas por parte do regime de Bashar al-Assad”, disse hoje o Presidente francês, numa entrevista à televisão TF1.
Macron disse ainda que a França tomará decisões “em tempo oportuno”.
Anteriormente, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, tinha dito que Macron iria decidir sobre um eventual ataque contra a Síria nos próximos dias.
Para a França, recordou Le Drian, o uso de armas químicas representa “uma linha vermelha”.
“Tomaremos decisões em tempo oportuno, quando as considerarmos mais úteis e mais eficazes”, disse Macron.
Ainda à TF1, Macron disse que é preciso “lutar contra os terroristas até ao fim”.
“Devemos assegurar que o direito internacional é respeitado e tudo fazer para que haja um cessar-fogo”, salientou.
Sobre os direitos humanos na Síria, Macron sublinhou que “é preciso apoiar as ONG que ajudam as populações no terreno”.
“Para que nunca mais vejamos as imagens dos crimes que vimos, com crianças e mulheres prestes a morrer sufocadas”, declarou ainda o chefe de Estado francês.
Também assegurou que será “necessário preparar a Síria de amanhã”, com uma “transição, um regime livre onde todas as minorias sejam respeitadas”.
“Só isto pode trazer paz”, concluiu.
Macron revelou ainda que tem falado ao telefone com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, o maior aliado do regime de Damasco.
“Falamo-nos regularmente. O mundo é caótico, há situações inaceitáveis”, disse Macron, citado pelo jornal parisiense Le Monde.
“Em caso algum a França deixará que ocorra uma escalada, ou o que quer que seja que possa pôr em perigo a estabilidade da região. Não podemos deixar actuar regimes que pensam poder fazer tudo”, concluiu.  ANG/Inforpress/Lusa