quarta-feira, 26 de maio de 2021

 

Justiça/Presidente da República critica duramente antigos presidente e vice-presidente do Supremo Tribunal de Justiça

Bissau,26 Mai 21(ANG) - O Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, criticou terça-feira  os antigos presidente e vice-presidente do Supremo Tribunal de Justiça, considerando que no seu mandato aquela instância judicial "caiu para o seu nível de desempenho mais baixo de sempre".

"No mandato dos titulares que agora cessou o Supremo Tribunal de Justiça ficou muito longe de responder às expetativas dos cidadãos guineenses, caiu para o seu nível histórico mais baixo de sempre", afirmou o chefe de Estado.

Umaro Sissoco Embaló falava na cerimónia de tomada de posse do novo presidente e vice-presidente do Supremo Tribunal de Justiça, respetivamente, juiz conselheiro Mamadú Saido Baldé e o juiz conselheiro Lima André, que decorreu no Palácio da Justiça, em Bissau.

Mamadú Saído Baldé substitui no cargo o juiz conselheiro Paulo Sanhá e Lima André substituiu no cargo o juiz conselheiro Rui Néne, depois de eleitos no passado dia 18.

"A ética do serviço público, o valor da transparência e o imperativo da independência responsável foram gravemente atingidos no mandato dos titulares que agora cessam funções, sobretudo naquele período crítico que se seguiu ao segundo sufrágio das últimas eleições presidenciais", afirmou o Presidente.

Depois de a Comissão Nacional de Eleições ter declarado Umaro Sissoco Embaló vencedor da segunda volta das eleições presidenciais, em 01 de janeiro de 2020, o candidato dado como derrotado, Domingos Simões Pereira, líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), não reconheceu os resultados eleitorais, alegando que houve fraude e meteu um recurso de contencioso eleitoral no Supremo Tribunal de Justiça.

Umaro Sissoco Embaló assumiu unilateralmente o cargo de Presidente da Guiné-Bissau em fevereiro e acabou por ser reconhecido como vencedor das eleições pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que tem mediado a crise política no país, e restantes parceiros internacionais.

Após ter tomado posse, o chefe de Estado demitiu o Governo liderado por Aristides Gomes, saído das eleições legislativas de 2019 ganhas pelo PAIGC, e nomeou um outro liderado por Nuno Nabiam, líder da Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), que assumiu o poder com o apoio das forças armadas do país, que ocuparam as instituições de Estado.

 

Nuno Nabiam acabou por fazer aprovar o seu programa de Governo e Orçamento de Estado no parlamento guineense, com o apoio de cinco deputados do PAIGC, que o partido considera terem sido coagidos.

O Supremo Tribunal de Justiça acabaria por divulgar um acórdão em setembro sobre o contencioso eleitoral, que considerou improcedente o recurso apresentado por Domingos Simões Pereira.

"O Supremo Tribunal de Justiça tentou substituir-se à Comissão Nacional de Eleições, fez tudo para destruir a credibilidade da CNE, onde pessoas de bem são responsáveis, tentou quebrar a confiança que os guineenses tinham e têm nessa instituição chave na construção do nosso Estado de Direito democrático", sublinhou Umaro Sissoco Embaló.

O Presidente guineense acusou também os titulares cessantes de inconsistência.

"Em vez da preservação da paz social, da democracia e do Estado de Direito, e decidir em tempo útil sobre o contencioso eleitoral, o Supremo Tribunal de Justiça arrastou o assunto durante nove meses, de janeiro a setembro", disse.

"Naquela altura, querer anular eleições em que o povo participou com grande civismo, sem nenhum incidente digno de registo e com a aprovação unânime de observadores internacionais foi quase um anúncio terrorista", sublinhou Umaro Sissoco Embaló.

Para o Presidente guineense, os "erros, omissões e ambiguidade do Supremo Tribunal de Justiça" puseram em causa a estabilidade do país.

"Posso garantir que esse passado, que de facto representou o colapso do Supremo Tribunal de Justiça, não voltará a repetir-se", afirmou Umaro Sissoco Embaló, dirigindo-se aos novos presidente e vice-presidente do Supremo Tribunal de Justiça.ANG/Lusa

 

terça-feira, 25 de maio de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Juventude dos PALOP/“PNUD anuncia pretensão de apoiar jovens guineenses para melhor exploração das suas potencias tecnológicas

Bissau, 25 Mai 21 (ANG) – O Representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)  anunciou esta terça-feira a  pretensão da sua organização de trabalhar com o governo e a sociedade civil , no quadro de uma parceria, para  apoiar os jovens e  acelerar as suas oportunidades de desenvolvimento, tanto pessoal como coletivo.

Tjark Eggenhof fez este anúncio   na cerimónia de abertura de 1º Fórum Pan-Africano Inter-geracional organizado pela Coligação da Juventude dos PALOP sob o lema: ”Pan-Africanismo no século XXI: A nossa saúde, os nossos direitos, o nosso futuro”.

“Temos que dar aos jovens a responsabilidade e espaço de participação e principalmente de decisão, porque são eles que enfrentam os desafios enormes. Os jovens estão entre os grupos populacionais mais atingidos pela pandemia, foram afetados economicamente, a educação foi prejudicada e muitas vezes perderam o emprego”, referiu.

Salientou que os jovens devem manter um enorme potencial e habilidade para desempenhar um papel crucial na inovação, na criação do emprego impulsionando a economia e promovendo os eventos sociais no continente e em particular nos PALOP para se recuperar dos efeitos  da pandemia.

Disse   que a sua organização, o Alto Comissariado e inovadores nacionais criaram  aplicativos para  testes da Covid-19 que agora estão a ser  aplicados  na presente fase de vacinação.

Eggenhof salientou  que todo esses aplicativos  foram feitos no país sem nenhum importação ou ajuda de fora.

Acrescenta  que, por isso, o PNUD quer apoiar o governo e todos os atores do desenvolvimento para se explorar o potencial da tecnologia, catalizando os  processos de mudança, desde o funcionamento interno do governo e da governança eletrónica até a forma como a tecnologia serve para revolucionar serviços públicos e ainda  permitir a interação do Estado com os cidadãos.

“A pandemia nos mostrou que independentemente de onde nascemos enfrentamos cada dia mais desafios em comum e que precisamos dessa sabedoria coletiva para resolvê-los” disse.

Tjark Eggenhof frisou que as juventudes africanas e mundiais estão aprendendo a velar pelos bens públicos globais que a todos pertencem, e que se a união dos países do continente africano era um dos pressupostos da ideologia pan-africanista, a visão da agenda 2063 da união Africana veio dedicar-se novamente a consolidação de uma África integrada, próspera e pacífica, impulsionada pelos seus próprios cidadãos representando uma força dinâmica na arena global.

Aquele responsável disse que a importância e o papel da juventude africana para a transformação e integração de África são reforçados pelo fato de  42% da população do mesmo continente ter entre 15 e 24 anos até 2030, sublinhando que esse 1º Fórum representa, exatamente, o espírito de que a instituição precisa.

 “O tema escolhido demonstra claramente que a juventude africana, em particular, a dos PALOP está querendo deixar uma mensagem clara à todas as sociedades, Os jovens africanos sabem que são capazes de construir seus futuros e ao mesmo tempo estão conscientes de que para fazê-los precisam da união”, disse Eggenhof. ANG/DMG//SG



PALOP/“O nosso Povo se identifica com África”, diz Coordenador nacional de Juventude  

Bissau, 25 Maio 21 (ANG) – O Coordenador Nacional da Juventude dos Países Africanos de  Língua Oficial Portuguesa (PALOP) destacou esta terça-feira  que as  nações africanas e seus Povos  são conhecidos noutras partes do mundo como afrodescendentes, pelo que se identifiquem com a África.

Suaré Baldé falava  na cerimónia de abertura do 1º Fórum Pan-Africano Inter-geracional, organizado pela Coligação da Juventude dos PALOP, sob o lema: ”Pan-Africanismo no século XXI: A nossa saúde, os nossos direitos, o nosso futuro”.

Disse que a data de 25 de Maio de 1963 visava promover a unidade e solidariedade entre os Povos e Estados africanos e que nesse momento em que a Guiné-Bissau se esforça para se reencontrar consigo mesmo, a realização desse Fórum significa um impulso de se reencontrar com a África que é a parte indispensável da essência e das  raízes africanas.

Questionado sobre o porquê da escolha de 25 de Maio para a realização do Fórum, Suaré disse que fez-se coincidir o evento com o dia para se poder refletir sobre os acontecimentos nos diferentes países de África, sobretudo no que diz respeito à inversões da  Ordem Constitucional.

Sustentou que também querem chamar a atenção aos governantes e diferentes gerações da população africana para se  refletirem nesse dia especial da África.

O convite é para se reflectirem, segundo suas indicações, sobre “os terceiros mandatos repetitivos que  agora estão a ser o modelo, as ondas de rebelião em muitos países africanos, o nível de corrupção nos diferentes Estados do continente africano”.

Ao responder a pergunta dos jornalistas sobre os benefícios da Guiné-Bissau por fazer  parte da Coligação da Juventude dos países Africanos da Língua Oficial Portuguesa (PALOP) do qual ele é o coordenador nacional, Baldé disse que o benefício é enorme, justificando que independentemente do país estar representado também preside a mesa da Assembleia-geral da referida organização.

Suaré Baldé acrescentou que a Guiné-Bissau é a 1ª vice-coordenadora ao nível central  e que o país nesse momento, através da sua organização da Sociedade Civil é das mais destacadas da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP).

Adiantou que estão em curso  muitos projetos com a UNICEF Internacional  e que o país, ao nível de todas as regiões, vai começar a beneficiar gradualmente dessa integração na organização.

Os participantes vão debruçar sobre os temas: liderança numa nova perspetiva juvenil e Pana africanismo revolucionária, Justiça tradicional e os processos da sua institucionalização e o reconhecimento, Abandono das mulheres de zonas rurais enquanto entidades mais esquecidas da pirâmide social da Guiné-Bissau, entre outros. ANG/DMG//SG

Sociedade/LGDH e parceiros capacitam activistas sociais em matéria de combate ao crime organizado e tráfico de drogas

Bissau, 25 Mai 21 (ANG) – A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento  (PNUD), UNODC e Global Iniciative promovem a partir desta terça-feira e até 27 do corrente mês, uma acção de capacitação dos activistas sociais provenientes de todas as regiões do país,  em matéria de combate ao crime organizada e tráfico de drogas.

Ao presidir o acto de abertura do seminário, o Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto Mário da Silva disse que a criminalidade organizada e tráfico de drogas comportam consigo um conjunto de impactos económicos, sociais e políticos devastadores que ameaçam a paz e segurança internas.

ʺNa Guiné-Bissau persiste um conjunto de factores sociais, económicos e políticos que facilitam o crescimento de redes de criminalidade organizadas, mormente no que tange ao trafico da droga, corrupção e branqueamento de capital, estes factores são fomentados pela impunidade generalizada e caucionados pela ausência de vontade política para a mudança do paradigma” frisou.

Para este responsável é fundamental reverter a actual tendência no país, que passa necessariamente pela intervenção proactiva da sociedade civil no sentido de promover maior transparência e responsabilidade dos decisores públicos, na definição e implementação de políticas públicas ligadas a segurança e à administração da justiça.

Augusto Mário da Silva sustenta que com o mundo cada vez mais globalizado, fruto do incontornável desenvolvimento tecnológico, o combate à criminalidade organizada requer do Estado maior articulação, tanto com os
seus congéneres quanto com os seus cidadãos, de forma a corresponder aos desafios impostos pelas redes criminosas.

ʺPartindo da premissa de que a prevenção e resposta à criminalidade organizada requerem uma intervenção multidimensional  e integrada, a LGDH irá privilegiar a abordagem integrada, trabalhando directamente com diversos atores sociais e políticos para a promoção de mudanças sociais capazes de optimizar o impacto e sustentabilidade da intervenção da sociedade”, prometeu.

Augusto Mário afirmou igualmente que a LGDH irá capitalizar suas redes de contacto e experiência para desenvolver acções de advocacia  para influenciar  os processos de elaboração de politicas públicas para a Prevenção e resposta à criminalidade organizada.

Por sua vez, Luana Natali  em representação do Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento PNUD disse que é um prazer trabalhar com a LGDH para reforçar a capacidade de intervenção dos activistas da sociedade civil na construção de uma opinião pública informada sobre a corrupção, violação de direitos humanos e tráfico de drogas.

Natali disse que nenhuma instituição pode enfrentar sozinha o impacto do crime organizado e do tráfico de drogas , e que a sociedade civil tem o papel crucial de incentivar e encorajar a participação proactivo da população no combate á impunidade, violação de direitos humanos e criminalidade organizada, através de acções de sensibilização e de construção de uma opinião pública informada e crítica.        

De acordo com esta responsável, para a mudança de paradigma é crucial o reforço da capacidade institucional das organizações de defesa de direitos humanos para mitigar os riscos associados á insegurança,  violação de direitos humanos, à corrupção e ao trafico de drogas.

ʺEsta valiosa iniciativa de ação de formação, fruto de uma parceria entre PNUD, a UNODC, o Global Iniciative (GI) e sobretudo a LGDH vem respondendo ao estipulado no objectivo de Desenvolvimentos Sustentável número 16 -  ʺPromover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, fornecer acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas”, referiu.ANG/MI/ÂC     

      

Dia de África/Secretário de Estado da Juventude diz que  o desafio do Governo é empoderamento económica das populações

Bissau, 25 mai 21 (ANG) – O secretário de Estado da Juventude e Desportos disse que  o desafio do  Governo é organizar mais, promover a saúde,  educação e empoderamento economicamente as populações, tendo como foco a juventude.

Florentino Fernando Dias falava esta terça-feira na cerimónia de abertura de 1º Fórum Pan-Africano Inter-geracional organizado pela Coligação da Juventude dos PALOP sob o lema: ”Pan-Africanismo no século XXI: A nossa saúde, os nossos direitos, o nosso futuro”, no âmbito da celebração do Dia de África que se assinala hoje.

Dias disse que o seu governo tem a consciência dos seus desafios, por isso, destacou no seu plano para o setor da juventude, o empoderamento económico dos jovens, tendo como máxima, jovens saudáveis, capacitados e com emprego de qualidade.

Acrescentou que isso passa pela realização de um conjunto de ações coordenadas com vários setores governamentais e não-governamentais do país para retirar o máximo de proveito nos setores do desenvolvimento onde o país apresenta vantagem comparativa como agropecuária, pescas, cultura, turismo associado a inovação e ao empreendedorismo.

O titular da pasta da Juventude afirmou que o lema eleito traduz a expressão da juventude africana que em média de seis séculos após as independências vive sufocada pelo subdesenvolvimento do continente.

“A concorrência em mais diversos setores e com implicação directa na sua qualidade de vida, limitando com efeito a exploração da sua potencialidade, impõe-se uma libertação de verdade de África”, referiu.

Aquele responsável salientou que a verdadeira libertação de África exige de todos uma ação conjunta, robusta, voluntária e de total entrega à causa social africana.

Sustentou ainda que exige uma visão ousada e empreendedora baseada no máximo aproveitamento do dividendo demográfico, pois, segundo diz, “em cada momento da história é nos entimados ação como outrora se exigiu e foi heroicamente correspondido aos homens africanos ao processo de libertação da África do jugo colonial”.

“A África reclama de nós a paz, a estabilidade e o desenvolvimento sustentável, uma reivindicação legítima. Temos uma natureza ímpar capaz de tornar autosustentável o continente, uma cultura rica e variável e uma população essencialmente jovem”, salientou.

Em nome do governo, Dias felicitou à todos os Povos africanos por esta “data gloriosa”,  e parabenizou  a Coligação da Juventude da Língua Oficial Portuguesa, por esta digna
ação de reflexão do Dia de África, um continente que segundo ele,  a força e esperança reside na juventude.

A cerimónia comemorativa do Dia de África organizada pela Coligação da Juventude dos PALOP contou com a presença dos representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde e do Secretariado Executivo da CPLP. ANG/DMG/ÀC//SG      

       Angola/Presidente  exonera militares devido a operação anticorrupção 

Bissau, 25 Mai 21 (ANG) - O Presidente da República, João Lourenço, exonerou através de um decreto, seis oficiais generais da Casa de Segurança do Presidente da República, depois de consultar o Conselho de Segurança do país.

Entre os exonerados destacam-se os generais Ernesto Pires
, consultor do Ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República e Angelino Vieira, secretário para o pessoal e quadros. Outros oficiais são mencionados no Decreto Presidencial, que não se refere as causas das exonerações.

As exonerações no núcleo castrense, que garante a segurança do Presidente João Lourenço, foram anunciadas no momento da publicação de uma nota de imprensa da Procuradoria Geral da República.

Segundo a nota da Procuradoria Geral da República angolana, foi efetuada a apreensão de vários milhões de dólares, euros e kwanzas, no âmbito de um processo de investigação à oficiais afectos a Casa de Segurança do Presidente da República.

O valor global apreendido não foi divulgado  O Ministério Público Angolano, esclarece que na acção, foram encontrados valores monetários em dinheiro sonante, guardados em caixas e malas.

A investigação  prossegue para determinar o real valor do dinheiro, viaturas e imóveis de luxo apreendidos no país e no estrangeiro.

Os oficiais generais sao suspeitos de cometimento de crimes, peculato, retenção de moeda, assim como associação criminosa entre outros factos por determinar.ANG/Angop

 

 

 


Futebol-1ª Liga
/Sporting Clube da Guiné-Bissau inicia segunda volta com derrota sobre Portos por 2-1

Bissau, 25 Mai 21 (ANG) – O Sporting Clube da Guiné-Bissau (SCGB) iniciou a 2ª volta da maior prova de futebol guineense da Série “A”, derrotando no seu reduto, por 2-1, a sua congénere de Portos de Bissau.

Com este resultado o SCGB  partilha a liderança do campeonato  com o SC Bafatá ,ambos com 18 pontos na tabela classificativa.

As restantes partidas da mesma Série, ditaram os seguintes resultados:

 FC de Cuntum-0/SC de Bafatá-2, CF Os Balantas de Mansoa-0/FC de Sonaco-0, e nesta jornada o CDR de Gabú esteve de repouso.

Na Série “B” da mesma prova, o líder Sport Bissau e Benfica consentiu um empate 1-1 com o Atlético de Bissorã, e está agora à três pontos do segundo classificado FC de Canchungo.

Os outros encontros da Série B produziram seguintes resultados:

 FC de Pelundo-2/UDIB-1, FC de Canchungo-1/Flamengo de Pefine-0, e de repouso esteve nesta jornada, o Nuno Tristão de Bula.

Relativamente aos resultados da tabela classificativa das duas Séries “A” e “B” estão configuradas as seguintes pontuações:

Série “A”:

1º - Sporting Clube da Guiné-Bissau – (18) pts

2º - SC de Bafatá – (18) pts

3º - Clube Futebol Os Balantas de Mansoa – (11) pts

4º - FC de Cuntum – (07) pts

5º - FC de Sonaco – (06) pts

6º - Portos de Bissau – (06) pts

7º - CDR de Gabú – (02) pts

Série “B”:

1º - Sport Bissau e Benfica – (15) pts

2º - FC de Canchungo – (12) pts

3º - FC de Pelundo – (09) pts

4º - UDIB – (09) pts

5º - Flamengo de Pefine – (07) pts

6º - Atlético de Bissorã – (05) pts

7º - Nuno Tristão de Bula – (03) pts     

ANG/LLA/ÂC//SG  

    Covid-19/OMS considera improvável alcançar imunidade de grupo em breve

Bissau, 25 Mai 21 (ANG) – A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera “muito improvável” algum país ou comunidade alcançar em breve o elevado nível de imunidade colectiva necessário para controlar a transmissão de covid-19.

A posição da OMS aplica-se mesmo em países que viveram surtos graves e onde o coronavírus circulou de forma intensa.

“Os estudos indicam que é preciso que mais de 80% de uma comunidade esteja imunizada para interromper a transmissão, mas os dados que sustentam análises serológicas em todo o mundo revelam que nenhum país adquiriu este nível de imunidade natural”, disse o director de emergências sanitárias da OMS, Mike Ryan, ao informar sobre a evolução da pandemia durante a assembleia anual da organização.

“Uma parte substancial da população mundial continua a estar suscetível à infecção”, assegurou hoje o perito que coordena a luta internacional contra a pandemia na OMS.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.465.398 mortes no mundo, resultantes de mais de 166,7 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.ANG/Inforpress/Lusa

 

 
 Covid-19/
Cinco novos infectados num universo de 1.008 amostras testados

Bissau, 25 mai 21 (ANG) – Cinco novos casos de infecção pelo novo coronavírus num universo de 1.008 amostras testados e 44 pessoas recuperadas é o mais recente resultado do quadro epidemiológica do país, divulgado  segunda-feira pelo Alto Comissariado  para a covid-19.

No Boletim epidemiológica semanal ( 17 a 23 Maio), à que a ANG teve acesso hoje, o Alto Comissariado anunciou o registo de 3.751 casos positivos acumulados e mais um óbito elevando assim para o total acumulado de vitimas mortais para 68, com a região de Quinara a registar mais um morto devido a covid-19 nesta semana.

Os dados apontam que mais 44 pessoas foram dadas como recuperadas da doença, aumentando o número para 3495, estando em activo cinco casos, subindo igualmente o número  de casos para 182.

Os dados oficiais do Alto Comissariado para a Covid-19 indicam que o Sector Autónomo de Bissau  analisou mais 978 pessoas e três casos  acusaram positivos, e que houve 40  recuperados.

O Boletim semanal indica que a região de Cacheu  analisou 10 casos e um deles deu positivo  e não houve nenhum recuperado.

Segundo os dados do Alto Comissariado, a região de Gabu registou um caso de infecção resultante em  10  análises realizadas, ao passo que a região de Tombali testou cinco pessoas, mas  sem registo de novo caso de infecção por covid-19.

De acordo com o Boletim informativo semanal do Alto Comissariado para a Covid-19, os Bijagós testaram cinco pessoas e nenhum deu positivo e mais uma pessoa se recuperou da doença

Durante essa semana, conforme o boletim informativo semanal do alto Comissariado para a Covid-19, as restantes  regiões, nomeadamente a região Bafatá, Biombo, Bolama, Farim, Oio  não registaram novos casos  de infecções associados ao novo coronavírus.

Relativamente aos pacientes internados no país, os números  do Boletim semanal  apontam a inexistência de novo caso de internamento por covid-19, indicando que o número de hospitalizados se mantém em 236.

 O país já registou, desde o inicio da pandemia, um total acumulado de 3.751 casos de infecções, num universo de 66.687 pessoas testadas, 68 óbitos, 3.495 recuperados, estando em activo 182 casos.ANG/LPG/AC//SG

 

 

OUA-UA/58 anos: Passado, desafios do presente e ideais para o futuro

(Por: João Gomes Gonçalves, da ANGOP)

Bissau, 25 Mai 21 (ANG) – A 25 de Maio de 1963, 32 Estados africanos reuniram-se em Addis Abeba, Etiópia, para criar a Organização de Unidade Africana (OUA), uma instituição inter-governamental, dissolvida a 09 de Julho de 2002, em Durban (África do Sul), para dar lugar à União Africana (UA), depois de cumprir, com nobreza, um dos pressupostos da sua criação, a erradicação do fenómeno colonialista do continente.

O acto acontece depois da negociação dos pontos de vista divergentes sobre a África, nomeadamente do grupo de Casablanca, liderado pelo então Presidente Kwamé Nkrumah, do Ghana, e o de Monróvia, encabeçado pelo seu contemporâneo Presidente do Senegal, Léopold Sédar Senghor.

O grupo de Casablanca defendia a criação urgente dos Estados Unidos de África, ao passo que o de Monróvia era a favor da institucionalização de uma organização inter-estatal, com Estados soberanos, mantendo o formato das
fronteiras herdadas do colonialismo.

Durante as negociações que decorreram de 22 a 25 de Maio do referido ano, vingou a posição do grupo de Monróvia, tornando a OUA num instrumento de cooperação, e não de integração, entre os Estados.

Isso só foi possível depois de um discurso persuasivo pronunciado pelo Presidente da Argélia, Ben Bella, que tinha acabado de arrancar a independência do seu país, a 03 de Julho de 1962, na sequência de uma guerra sangrenta com a França, que durou sete anos, para convencer os seus colegas que defendiam duas visões opostas. 

A Carta constitutiva da OUA foi escrita pelos então Presidentes do Mali, Modibo Keita, e do Togo, Sylvanus Olympio, tendo sido ratificada por 30 países, na ausência do Chefe de Estado togolês, que acabara de ser derrubado e
assassinado, pouco depois da reunião, por elementos pró-franceses, nomeadamente Gnassingbé Eyadéma (chefe do estado-maior) e Nicolas Grunitzky (que viria a ser o novo Presidente). Estes desenvolvimentos
levaram o Presidente tanzaniano Julius Nyerere a apelar ao não reconhecimento
do novo regime togolês.

Naquela reunião, Nkrumah propunha Bangui (RCA) para a capital africana, por estar no coração do continente. À ideia de Nkruma, Nyerere contrapôs sugerindo Addis Abeba, argumentando que esta seria a ideal, por a Etiópia nunca ter sido colonizada, o que foi aceite por consenso, fazendo do Imperador Hailé Sélassié o primeiro presidente rotativo da nova organização continental.

Os principais objectivos da OUA eram a erradicação dos vestígios do colonialismo e do regime do apartheid, em África (artigo II), promover a unidade e a solidariedade entre os Estados africanos, coordenar e intensificar a cooperação para o desenvolvimento, salvaguardar a soberania e a integridade territorial dos Estados membros e promover a cooperação internacional. No mesmo ano, a OUA cria, em Dar-Es-Salam, Tanzânia, o Comité de Libertação da OUA, que viria a apoiar o combate contra o colonialismo, a supremacia da minoria branca na
Namíbia, na África do Sul e no Zimbabwe.

A OUA passou a utilizar a ONU como tribuna para defender a causa dos povos daqueles países, assistindo-os política e materialmente, através dos movimentos independentistas como o ANC, a SWAPO, e a Frente Patriótica (ZAPU-ZANU).

No início da década de 90, os restantes países africanos tornaram-se independentes, excepto o Sahara Ocidental, que até hoje é ocupado por Marrocos, um dos membros fundadores da OUA.

Por causa dos conflitos que começaram a surgir, com reivindicações mútuas sobre as fronteiras herdadas do colonialismo, como foi o badalado caso que opôs o Benin ao Níger, na 2ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da OUA, realizada no Cairo, a 21 de Julho de 1964, foi introduzida, na carta da Organização, sob proposta de Julius Nyerere, a questão da intangibilidade das fronteiras legadas pelo colonialismo.

Sublinhe-se, ainda, que um dos conflitos fronteiriços, que também ameaçou a estabilidade da África, foi o que opôs a Líbia ao Chade, relativamente à Banda de Aouzou, na região setentrional deste. 

Reivindicada pela Líbia, a partir de 1973, ela foi devolvida ao Chade, em 1994.

Saliente-se que, por várias vezes, os Estados africanos divergiam sobre os temas de interesse do continente, influenciados pelo contexto da guerra fria que vigorava desde 1949, entre os Estados Unidos e a Antiga União Soviética,
provocando um certo imobilismo (bloqueio) da OUA, quando se tratasse de tomar decisões nos vários domínios.
Quanto à integração económica, fontes do Wikipédia sugerem que a OUA deveria dotar-se, num prazo de 30 anos, de um mercado comum africano, de um Parlamento e de um Banco Central.

De acordo com o site da UA, o Plano de Acção de Lagos, adoptado na Cimeira de Abril de 1980, recomendou aos agrupamentos regionais a impulsionarem o desenvolvimento económico de África e a auto-suficiência alimentar, mas sem sucesso.

Em Junho de 1991, o Plano de Acção de Lagos foi substituído pelo Tratado de Abuja, que instituiu um Fundo Monetário Africano.

Conforme indica o Wikipédia, em termos de integração económica, o objectivo era caracterizado pela excessiva ambição dos projectos, tendo em conta os fracos meios disponíveis, o que levou ao seu insucesso.

Relativamente à promoção dos direitos humanos e a democracia, o mesmo site
escreve que a OUA adoptou, em 1981, uma “Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos”, já ratificada pela quase totalidade dos Estados.

Porém, o seu mecanismo de controlo continuou muito limitado, uma vez que a comissão encarregue do seu funcionamento apenas elaborava relatórios, muitas vezes confidenciais, dirigidos às conferências de Chefes de Estado e de Governo, que tinham a última palavra.


Além disso, a OUA foi abalada por vários golpes de Estado, protagonizados com ou sem a influencia das antigas potências coloniais.

Foram vitimas de tais golpes 17, Presidentes fundadores da instituição, nomeadamente, Sylvano Olimpio, do Togo (1963), Kwamé Nkrumah, do Ghana (1966), Ahmed Bem Bella, Argélia, (1965), Nnamdi Azikwe, Nigéria (1966),
Joseph Kasavubu, RDC (1965), Modibo Keita, Mali (1968) e Maurice Yameogo, Mali (1966).
A lista inclui David Dacko, RCA (1966), Hamani Diri, Níger (1974), Edward Muteesa, Uganda (1966), Aden Abdullah Osman Daar, Somália (1969), Hailé Selassié, Etiopia (1974), Habib Burguiba, Tunísia (1987), Rei Mwambutsha IV,
Burundi (1966), Gregoire Kaybanda, Rwanda (1973) e Fulbert Youlou, Congo-Brazzaville (1963).   

Em 09 de Setembro de 1999, em Syrte (Líbia), os chefes de Estado e de Governo da OUA assinaram a “Declaração de Syrte”, apelando à criação de uma União Africana, visando a aceleração do processo de integração continental, que
permitisse ao continente jogar o seu papel legítimo na economia mundial e, ao mesmo tempo, enfrentar os vários problemas sociais, económicos e políticos cada vez mais complexos, à medida que se foi tomando em conta alguns
aspectos negativos da globalização.


Em 2000, quando se preparava a transição da OUA para a UA, foi lançada a Nova Parceria Económica para o Desenvolvimento da África (NEPAD), uma fusão de dois outros planos propostos para o continente, nomeadamente o Plano Ómega e o Plano Africano do Milénio (PAM).

O objectivo da sua criação era o de cobrir o imenso atraso de África em termos de desenvolvimento na cena internacional.A NEPAD era dirigida pelo Comité de Orientação, composto pelos cinco Chefes de Estado e de Governo (HSGOC) fundadores, nomeadamente África do Sul, Argélia, Egipto, Nigéria e Senegal, mais um membro eleito rotativamente de entre 15 países das cinco regiões da União Africana. 

A UA foi oficialmente lançada a 09 de Julho de 2002, em Durban, África do Sul, conforme as recomendações da Cimeira dos Chefes de Estado organizada em Lomé (Togo), a 11 de Julho de 2001.


Na altura, Antoine Glaser, jornalista e especialista para os assuntos africanos, escrevia: “Temo que na arena internacional, a União Africana seja utilizada para servir os interesses das grandes potências.” ANG/Angop

 

Sociedade/PAM e SNPC doam 174 milhões de francos CFA à agregados familiares em situação de vulnerabilidade

Bissau, 25 Mai 21(ANG) – O Programa Alimentar Mundial(PAM) e o Serviço Nacional de Proteção Civil(SNPC) fizeram esta segunda-feira uma doação no valor de 174 milhões de francos CFA em dinheiro à agregados familiares em situação de vulnerabilidade social.

A informação consta num comunicado de imprensa enviado à ANG, no qual duas organizações afirmam que  a doação vai beneficiar aproximadamente 7.500 pessoas, num total de 741 agregados familiares identificados pelo SNPC que tiveram suas casas afetadas por ventos fortes e  inundações.

Segundo o comunicado, o montante abrange 110 agregados familiares com crianças com deficiência, identificados pela ONG Humanity Inclusion em parceria com o PAM, e 220 famílias rurais que participaram do programa de reabilitação de terras para cultivo de arroz.

Informam que no fim da assistência, cada agregado familiar terá recebido um total 160 mil  francos CFA, divididos em 40 mil  francos CFA por mês durante o período de quatro meses consecutivos, para cobrir as necessidades essenciais de suas famílias.

O PAM distribuirá um valor que  atinge a cifra de 174.360.000 francos CFA com o objetivo de facilitar a transferência de dinheiro, o PAM também irá fornecer telemóveis para todas as famílias que participam deste programa. As transferências serão efetuadas em parceria com a MTN Mobile Money.

O SNPC e o PAM, para assinalar o início da referida  atividade, organizaram um evento, em Bissau, que contou com a presença do ex- Secretário de Estado de Segurança e Ordem Pública, Sr. Mário Fambé, e do Representante e Diretor do PAM,
João Manja. 

Na ocasião  Fambe enalteceu a responsabilidade do Governo de promover a garantia e salvaguarda da vida e dos bens das populações e apelou à todas as entidades com responsabilidades no domínio para criarem sinergias conjuntas, a fim de antecipar e minimizar os efeitos negativos das calamidades naturais.

Fambe chamou a atenção para a necessidade de reforço das capacidades de resiliência, agradeceu ao PAM pela sua participação ativa que aliviou o sofrimento da população da Guiné-Bissau e deu os parabéns ao SNPC por ter estado sempre à altura das suas responsabilidades, mobilizando parcerias e ganhos para responder à situações de vulnerabilidade social no país.  

Por sua vez, o  Representante e Diretor do PAM, João Manja ressaltou que este foi o terceiro lançamento de atividades de proteção social em conjunto com o SNPC , em 2021.

 “Gostaria de renovar, mais uma vez, o compromisso do PAM de trabalhar com as instituições do Estado do país, com as organizações não governamentais e com os atores da sociedade civil, especialmente as associações comunitárias, para alcançarmos, em conjunto, o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 2, que visa eliminar a fome até 2030”, salientou Manja 

As duas organizações iniciaram desde   11 de Maio de 2021,  uma série de transferências de dinheiro direcionadas a 1.071 agregados familiares, distribuídos nas 8 regiões do país e no Setor Autônimo  de Bissau.

 Esta atividade faz parte do plano de trabalho assinado em Dezembro de 2019 e conta com o apoio financeiro dos governos do Japão e de Itália.  ANG/JD/ÂC//SG

 

Mali/União Africana e Cedeao "profundamente" preocupados com situação no país

Bissau, 25 Mai 21 (ANG) - A União Africana e
a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) manifestaram, na segunda-feira, "profunda preocupação" com a situação política no Mali, depois da detenção do Presidente e do primeiro-ministro num aparente golpe de Estado.

Em comunicado, os presidentes das comissões da União Africana e da CEDEAO declararam "profunda preocupação" com a "evolução da situação política" no Mali, na sequência da detenção do Presidente, Bah Ndaw, e do primeiro-ministro, Moctar Ouané.

Os dois órgãos "condenam veementemente este acto extremamente grave que não pode, de forma alguma, ser tolerado à luz das disposições relevantes da CEDEAO e da União Africana", razão pela qual exortaram "os militares a regressarem aos quartéis".

A libertação "imediata" das duas principais figuras do Estado maliano também foi exigida pelas duas organizações.

O Presidente do Mali, Bah Ndaw, e o primeiro-ministro, Moctar Ouané, foram hoje detidos e transportados para um campo militar perto de Bamako, capital do país, por um grupo de soldados insatisfeitos com o novo Governo.

"O Presidente e o primeiro-ministro estão aqui em Kati para tratar de assuntos que lhes dizem respeito", disse um alto funcionário militar à France-Presse (AFP), que confirmou esta informação junto de outra fonte, sob condição de anonimato.

O campo de Kati é considerado a maior instalação militar maliana e foi neste local que o antigo Presidente eleito, Ibrahim Boubacar Keïta, foi obrigado a renunciar ao cargo por um grupo de coronéis golpistas, a 18 de Agosto de 2020.

Será este mesmo grupo que está a levar a cabo o aparente golpe de Estado, nove meses depois, de acordo com a AFP.

As intenções do grupo ainda são desconhecidas.

Em 2012, também o então primeiro-ministro, Modibo Diarra, foi detido por golpistas e forçado a renunciar.

O novo Governo não inclui oficiais próximos da Junta Militar, dos quais Assimi Goïta era líder, e que tinha conquistado o poder depois do golpe de 2020.

Estes coronéis criaram os órgãos de transição algumas semanas depois do golpe, entre os quais um chefe de Estado - o militar aposentado Bah Ndaw - e um primeiro-ministro - o civil Moctar Ouané.

Na sequência da pressão da comunidade internacional e da população, os militares concordaram em devolver o poder aos civis eleitos, num período de 18 meses, e não em três anos, como inicialmente previsto.

Sob forte contestação política e social, Ouané renunciou ao cargo há dez dias, mas foi imediatamente reconduzido pelo Presidente transitório e indigitado para formar Governo.

A principal incógnita era saber quais seriam as pastas para os militares, em particular os próximos da antiga Junta Militar, aumentando nos últimos dias os receios de que os coronéis golpistas rejeitassem as escolhas do primeiro-ministro.

De acordo com as alterações proferidas na rádio e televisões do país, no novo Governo foram para militares as pastas da Defesa, Segurança, Administração do Território e Reconciliação Nacional, mas deixando de fora dois oficiais da antiga junta, Sadio Câmara e Modibo Kone, que tutelavam a Defesa e a Segurança.

Os dois coronéis foram substituídos por Souleymane Doucoure e pelo general Mamadou Lamine Ballo, respectivamente.

O Governo anunciado também vai incluir dois elementos -- para as pastas da Educação e dos Assuntos Fundiários, respectivamente -- da União para a República e Democracia, principal força política do Movimento 05 de Junho, que incentivou a disputa política que levou ao derrube de Ibrahim Boubacar Keïta.ANG/Angop

 

 

segunda-feira, 24 de maio de 2021

  Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)


Diplomacia
/Novo embaixador da Nigéria entrega cartas credenciais ao Presidente da República

Bissau, 24 Maio 21 (ANG) -  O Novo embaixador da Nigéria para a Guiné-Bissau apresentou esta segunda-feira as cartas credenciais ao Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló,

Em declarações à imprensa à saída do encontro com o chefe de Estado, John James Usanga disse que a Nigéria vai continuar a desenvolver acções de cooperação entre os dois países para o avanço da democracia, respeito pelos direitos humanos na zona ocidental da África.

Para este responsável é um privilegio ser enviado e representante do Presidente da Nigéria Mohamed Buari,no país.

John Usanga disse que vai privilegiar o respeito mútuo nas relações  de cooperação, investimento e capacitação para rápido avanço da Guiné-Bissau.

ʺVamos promover investimentos nas áreas de agricultura e outros sectores a longo prazo.Pensamos investir também na área da industrialização e acreditamos que, juntos, podemos fazer boas coisas para as duas nações e creio que a nossa cooperação vai continuar para facilitar a estabilidade política da Guiné-Bissau”, disse Usanga. ANG/MI/ÂC//SG