segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

Política/Presidente da República diz  que está no Palácio por sufrágio e que sairá pela mesma via

Bissau, 04 Dez 23(ANG) -  O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, disse, no domingo, que está no Palácio por sufrágio e que sairá pela mesma via.

Embaló que falava à imprensa após uma  visita  às instalações do Comando da Guarda Nacional e Estado-maior General das Forças Armadas,  disse que depois da “tentativa de golpe de Estado”,  ele, enquanto Comandante Supremo das Forças Armadas e Presidente da República decidiu visitar  o local onde aconteceu o tiroteio.

O chefe de Estado afirmou  que, o que aconteceu no passado dia 01 de Dezembro, para além de elementos da Guarda Nacional, teve envolvimento de alguns  políticos que são atores morais e financiadores do ato.  

O chefe de Estado disse que visitou igualmente o Estado-maior General das Forças Armadas para receber mais informações nas mãos do seu  vice, na ausência do Chefe de Estado-maior das Forças Armadas, Biaguê Nantan.

Disse que, desta vez, tudo tem que ser esclarecido a olho nú, para que todos saibam o que realmente aconteceu, frisando que existem especialistas em vitimização e que hão-de ser extinguidos.

“Quem quer ser político  tem que despir a farda e se um político quer ser Presidente tem que ir as urnas. Há automóveis apreendidos e pessoas detidas que já estão a prestar depoimentos”, revelou.

Exortou as mães para aconselharem seus filhos a ficarem em casa quando lhes solicitaram para “criar desordem”, referindo-se que alguns cidadãos guineenses estão em Portugal e fazem apelos para protestos de rua.

Questionado sobre a designação de novo Comandante da Guarda Nacional até segunda ordem,  Sissoco Embaló respondeu que é para prevenção e defesa.

Acusou que, os acontecimentos de 01 de Dezembro é  uma “tentativa de golpe de Estado bem preparado”, e que os  “Serviços de Informação e Segurança do Estado sabia de tudo e estava a espera que fossem  realizados.

Acrescentou que estes serviços estão agora bem equipados, desde escuta telefónica até ao WhatsApp para gravar as conversas das pessoas suspeitas.

Disse que a comissão de inquérito sobre o caso 01 de Dezembro a ser criada,vai dar início aos  seus trabalhos  a partir desta segunda-feira, e que vai entregar o resultado dos seus depois entregar o resultado ao Tribunal Militar com toda a transparência para convencer e mostrar as provas do envolvimento das pessoas no ato.

Na madrugada e na manhã de sexta-feira, 01 de Dezembro,  o batalhão da guarda presidencial e a Polícia Militar atacaram o comando da Guarda Nacional para retirar o ministro da Economia e Finanças, Suleimane Seidi, e o secretário de Estado do Tesouro, António Monteiro.

Os dois governantes foram para lá levados pela Guarda Nacional que os retirou das celas da Polícia Judiciária, onde estavam em prisão preventiva por ordens do Ministério Público que os investiga no âmbito de um processo de pagamento de dívidas a 11 empresas.

Do ataque ao quartel da Guarda Nacional resultaram dois mortos, a retirada dos dois governantes, que foram novamente conduzidos às celas da PJ e ainda a detenção do comandante da corporação, coronel Vítor Tchongo, e mais alguns elementos.ANG/JD/AC//SG

Política/Governo apela maior colaboração aos demais órgãos de soberania no processo de consolidação da paz

Bissau, 04 Dez 23 (ANG) – O Governo  apelou no fim-de-semana  maior colaboração e acompanhamento aos demais órgãos de soberania, no processo de consolidação da paz  e do Estado de Direito Democrático no país.

Em comunicado à imprensa à que a Agência de Notícias da Guiné (ANG) teve acesso, O Executivo diz lamentar   o ocorrido do dia 01 de Dezembro, garantindo multiplicar os seus esforços para  criação de condições para que as perturbações a paz e a ordem pública registadas não se repitissem.

“Lamentamos a atuação da Procuradoria Geral da República (PGR), caraterizada pela violação flagrante  de regras processuais na audição e detenção do ministro da Económia e Finanças (MEF) e do Secretário de Estado do Tesouro, enquanto membros do Governo”, lê-se no documento.

O mesmo comunicado realça que o Governo condenou os atos perpetrados por elementos da Brigada de Intervenção Rápida (BIR) da Guarda Nacional, praticados em desobediência e afronta à ordem hierárquica estabelecida.

Lamentou ainda o uso de meios e de forças contra as instalações e os elementos da Brigada Intervenção Rápida (BIR) da Guarda Nacional, pelo Estado Maior General das Forças Armadas, ao invés de recurso aos meios que, seguramente, poupariam vidas humanas, entretanto, perdidas.

No mesmo documento remetido à imprensa o Governo lamenta as operdas humanas ocorridas  e endereça as suas condolências  às famílias enlutadas.

O Executivo exorta a Comunidade Internacional em geral e a CEDEAO, em particular, a acompanhar o Governo no seu esforço para garantir a segurança e a estabilização do país.

Na madrugada e na manhã de sexta-feira, 01 de Dezembro,  o batalhão da guarda presidencial e a Polícia Militar atacaram o comando da Guarda Nacional para retirar o ministro da Economia e Finanças, Suleimane Seidi, e o secretário de Estado do Tesouro, António Monteiro.

Os dois governantes foram para lá levados pela Guarda Nacional que os retirou das celas da Polícia Judiciária, onde estavam em prisão preventiva por ordens do Ministério Público que os investiga no âmbito de um processo de pagamento de dívidas a 11 empresas.

Do ataque ao quartel da Guarda Nacional resultaram dois mortos, a retirada dos dois governantes, que foram novamente conduzidos às celas da PJ e ainda a detenção do comandante da corporação, coronel Vítor Tchongo, e mais alguns elementos.ANG/LLA/ÂC//SG

 

 

EUA/Navio de guerra americano e barcos comerciais atacados no Mar Vermelho

Bissau, 04 Dez 23 (ANG) - Um navio de guerra americano e vários navios comerciais foram atacados no Mar Vermelho, disse hoje o Pentágono, num sinal de escalada dos ataques marítimos no Médio Oriente ligados à guerra Israel-Hamas.

"Estamos cientes de relatos sobre ataques ao USS Carney e a navios comerciais no Mar Vermelho e forneceremos informações assim que estiverem disponíveis", referiu o Pentágono, que não identificou a origem do ataque.

As forças armadas britânicas disseram anteriormente que existiam suspeitas de um ataque com drones e explosões no Mar Vermelho, sem entrar em pormenores.

No entanto, rebeldes Houthi do Iémen têm lançado uma série de ataques a embarcações no Mar Vermelho, bem como drones e mísseis contra Israel, que trava uma guerra contra o movimento islamita Hamas na Faixa de Gaza. ANG/Angop

 

Dubai/Presidente da conferência apela redução de 43 por cento das emissões de gases com efeito de estufa até 2030

Bissau, 04 Dez 23 (ANG) – O presidente da conferência do clima das Nações Unidas reafirmou hoje que respeita as recomendações científicas sobre as alterações climáticas e apelou a uma redução de 43% das emissões de gases com efeito de estufa até 2030.

“Estamos aqui porque acreditamos e respeitamos a ciência”, afirmou Sultan Al Jaber, numa resposta a críticas desencadeadas por notícias publicadas na imprensa britânica no fim de semana.

O jornal britânico Guardian divulgou um vídeo de um debate considerado “tenso” com a ex-Presidente irlandesa e antiga Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Mary Robinson, em que Sultan considerou a saída dos combustíveis fósseis inevitável, mas advertiu que uma transição muito rápida para limitar o aquecimento global a 1,5ºC levaria o mundo à “idade das cavernas” e pediu pragmatismo sobre a matéria.

“Todo o trabalho da Presidência está centrado na ciência”, declarou hoje Al Jaber numa conferência de imprensa, para a qual convidou Jim Skea, presidente do IPCC, o grupo de peritos em matéria de clima mandatado pela ONU.

Questionado pela agência EFE, o porta-voz da Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP28) afirmou no domingo que o Al Jaber estava a ser “inabalável ao afirmar que atingir 1,5 ºC” implicava atuar numa série de áreas e setores.

O vídeo foi também divulgado pelo portal do organismo Centre for Climate Reporting e foi retirado de um evento ‘online’ organizado pela iniciativa “She Changes Climate” no passado dia 21 de novembro.

Por outro lado, no domingo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou no domingo que os compromissos assumidos na COP28 por cerca de 50 empresas de petróleo e gás “são claramente insuficientes”.

Apesar de reconhecer que se trata de um “passo na direção certa”, António Guterres disse que a “Carta de Descarbonização do Petróleo e do Gás”, assinada no Dubai, não aborda a questão fundamental do consumo de combustíveis fósseis.

Cerca de 50 empresas, responsáveis por mais de 40% da produção petrolífera mundial, comprometeram-se, por exemplo, a realizar “operações neutras em termos de carbono” até 2050 e a reduzir as emissões de metano para quase zero. ANG/Inforpress/Lusa

Fim

 

COP28/ Guterres defende que acordo das indústrias de petróleo e gás é “claramente insuficiente”

Bissau, 04 Dez 23(ANG) – O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou hoje que os compromissos assumidos na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP28), no Dubai, por cerca de 50 empresas de petróleo e gás “são claramente insuficientes”.

Apesar de reconhecer que se trata de um “passo na direção certa”, António Guterres disse que a “Carta de Descarbonização do Petróleo e do Gás”, assinada no Dubai, não aborda a questão fundamental do consumo de combustíveis fósseis, segundo referiu a agência de notícias espanhola EFE.

Cerca de 50 empresas, responsáveis por mais de 40% da produção petrolífera mundial, comprometeram-se, por exemplo, a realizar “operações neutras em termos de carbono” até 2050 e a reduzir as emissões de metano para quase zero.

O metano, um potente gás com efeito de estufa, é um componente primário do gás natural e é responsável por cerca de um terço do aquecimento global.

As empresas petrolíferas também concordaram em adotar uma série de medidas para reduzir as suas emissões.

“A indústria dos combustíveis fósseis está finalmente a começar a acordar, mas as promessas feitas são claramente insuficientes”, alertou Guterres, na sua mensagem para a COP28, citado pela EFE.

Guterres, que se referiu às empresas petrolíferas e de gás como os “gigantes por detrás da crise climática”, referiu também que o acordo não clarifica o caminho para atingir zero emissões até 2050, o que é “absolutamente essencial para garantir a integridade”.

“A ciência é clara: temos de eliminar gradualmente os combustíveis fósseis num prazo compatível com a limitação do aquecimento global a 1,5 graus”, reiterou, referindo-se a um dos principais objetivos estabelecidos pelo Acordo de Paris de 2015.

Guterres também apresentou um relatório na COP28, produzido pelo Gabinete das Nações Unidas para a Redução do Risco de Catástrofes e pela Organização Meteorológica Mundial das Nações Unidas, que mostra que mais vidas estão a ser protegidas de fenómenos meteorológicos extremos e dos efeitos perigosos das alterações climáticas, embora o ritmo dos progressos continue a ser insuficiente.

Até agora, 101 países declararam ter um sistema de alerta precoce em vigor, um aumento de seis países em relação ao ano passado e representando uma duplicação da cobertura desde 2015.

No entanto, de acordo com o relatório, metade dos países do mundo ainda não dispõe de sistemas de alerta precoce adequados.

Entre os signatários da carta constam a Abu Dhabi National Oil Company (ADNOC), a companhia petrolífera nacional de Abu Dhabi dirigida pelo presidente da COP28, o sultão Al-Jaber, bem como grandes empresas europeias como a Repsol, a estatal norueguesa Equinor e a francesa TotalEnergies. ANG/Inforpress/Lusa

 

Alemanha/Colaborador de ex-Presidente gambiano condenado à prisão perpétua

Bissau, 04 Dez 23 (ANG)  - Um tribunal alemão da cidade de Celle condenou quinta-feira Bai Lowe, membro do esquadrão da morte do ex-líder gambiano, Yahya Jammeh, à prisão perpétua pelo homicídio do jornalista Deyda Hydra e tentativa de homicídio do advogado Ousman Sillah e do soldado Dawda Nyassi.

Lowe foi julgado por crimes contra a humanidade, assassinato e tentativa de homicídio, incluindo a morte, em 2004, do correspondente da AFP Deyda Hydara.

Grupos da sociedade civil gambiana e internacional prometeram na mesma quinta-feira divulgar um documento de perguntas e respostas sobre o julgamento.

Trata-se dos grupos Rede Africana contra Execuções Extrajudiciais e Desaparecimentos Forçados (ANEKED), Centro Europeu para os Direitos Constitucionais e Humanos (ECCHR), Centro Gambiano para Vítimas de Violações dos Direitos Humanos, Human Rights Watch,  Comissão Internacional de Juristas, Repórteres Sem Fronteiras (RSF), Associação Rose Lokissim, Fundação Solo Sandeng e TRIAL International.

Este julgamento foi possível porque a Alemanha reconhece a jurisdição universal sobre certos crimes graves ao abrigo do Direito Internacional, permitindo a investigação e a acusação destes crimes, independentemente do local onde foram cometidos e independentemente da nacionalidade dos suspeitos ou vítimas.

Bai Lowe foi um alegado membro dos ‘Junglers’, uma unidade paramilitar também conhecida como “Equipa da Patrulha”, criada pelo então Presidente, Yahya Jammeh, em meados da década de 1990.

Os 22 anos de governação de Jammeh foram marcados por uma opressão sistemática e violações generalizadas dos direitos humanos, incluindo tortura, execuções extrajudiciais, desaparecimentos forçados e violência sexual contra opositores reais e supostos.

Os procuradores alemães acusaram Bai Lowe de ser  motorista dos Junglers envolvido na tentativa de assassinato de Sillah (advogado), no assassinato de Hydara (jornalista) e na tentativa de homicídio de Ida Jagne e Nian Sarang Jobe, que trabalhavam para o jornal independente Hydara; e o assassinato de um ex-soldado gambiano, Dawda Nyassi.

A condenação de Bai Lowe representa um passo importante na procura da justiça para anos de abusos cometidos durante o governo de Jammeh na Gâmbia, afirmaram os grupos.

Os grupos da sociedade civil entendem igualmente que  julgamento de Bai Lowe reforça o papel que governos como a Alemanha podem desempenhar na promoção da justiça para as atrocidades cometidas no estrangeiro sob o princípio da jurisdição universal. ANG/Angop

 

Política/Presidente da República convoca hoje Conselho de Estado para discutir crise político militar

Bissau,04 Dez 23(ANG) - O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló,  convocou para hoje, a reunião do Conselho do Estado, órgão de consulta do Chefe de Estado, para discutir a situação político-militar que vive o país.


De acordo com o Gabinete de Comunicação e Relações Públicas da Presidência da República, a reunião deverá decorrer a partir das 10h45 minutos, tempo de Bissau, no Palácio da República, em Bissau.

Neste domingo, o chefe de Estado guineense reuniu-se com as chefias militares, após visitar as instalações militares em Bissau, na sequência dos tiroteios registados na capital do país, na passada sexta-feira.

Na madrugada e na manhã de sexta-feira, 01 de Dezembro,  o batalhão da guarda presidencial e a Polícia Militar atacaram o comando da Guarda Nacional para retirar o ministro da Economia e Finanças, Suleimane Seidi, e o secretário de Estado do Tesouro, António Monteiro.

Os dois governantes foram para lá levados pela Guarda Nacional que os retirou das celas da Polícia Judiciária, onde estavam em prisão preventiva por ordens do Ministério Público que os investiga no âmbito de um processo de pagamento de dívidas a 11 empresas.

Do ataque ao quartel da Guarda Nacional resultaram dois mortos, a retirada dos dois governantes, que foram novamente conduzidos às celas da PJ e ainda a detenção do comandante da corporação, coronel Vítor Tchongo, e mais alguns elementos.ANG/ÂC

 

domingo, 3 de dezembro de 2023

Política/Domingos Simões Pereira condena actuação da Guarda Nacional por forjar a libertação do ministro da Economia e Finanças e secretário de Estado do Tesouro


Bissau, 03 Dez 23 (ANG) – O cidadão e político Domingos Simões Pereira disse que não alinha com questões de violências e violação das regras instituídas, por isso não só se distanciou, mas sim, condenou actuação da corporação da Guarda Nacional por forjar a libertação do ministro da Economia e Finanças e do Secretário de Estado do Tesouro nas celas da Polícia Judiciária.

Em declarações à imprensa na tarde de sábado, em reação aos acontecimentos do dia 30 novembro e 01 de Dezembro, Simões Pereira disse posicionar-se como simples ciadadão e político, tendo afirmado discordar com medidas usadas pelo Ministério Público no processo.

“Porque qualquer instituição como Ministério Público isento de interesse político tinha outros mecanismos para usar e garantir que o processo não seja interrompido, por forma assegurar que povo guineense possa saber a verdade dos factos”, salientou.

 Revelou ter informações de que, a audição do ministro da Economia e Finanças e do Secretário de Estado do Tesouro,  foi concluído com uma ordem de detenção, quando estava numa reunião com a secretária de Estado dos Combatentes da Liberdade da Pátria com um parceiro de Costa de Marfim, para ver como  desenvolver um projeto para construção de escolas para combatentes.

“Os bilhões que estão a ser badalados é a última parcela do pagamento feito em 2023”, afirmou, frisando que todos os titulares dos cargos políticos beneficiaram de um tratamento especial, pois são documentos que instruíram o processo que o Ministério Público levantou e teve oportunidade de fazer buscas e apreensão nas instituições envolvidas.

“Então estou chocado e fiquei com sensação que estamos perante uma tentativa de silenciar o ministro da Economia e Finanças para que não possa tornar público o conjunto de elementos que tem em relação ao pagamento dessa natureza”, assegurou Domingos Simões Pereira.

Porque, segundo Simões Pereira, durante audição do ministro da Economia e Finanças na ANP, falou dos pagamentos dessa natureza desde de 2019, 2020, 2022 e 2023 nas vésperas das eleições.

Adiantou que, mas também respeitou os mesmos procedimentos, princípios e as mesmas instituições, tendo questionado de como é possível que seja objeto de detenção e outros nem se quer foram chamados.

Acrescentou que, nessa audição dos Deputados ao ministro das Finanças ficou evidente que ele tinha várias informações sobre os pagamentos e a nível da ANP disse que receberam um documento do Ministério Público a solicitar a colaboração institucional no sentido do parlamento não criar uma comissão de inquérito, por estar em curso um inquérito iniciado pelo Ministério Público.

Disse que, para o efeito o Ministério Público solicitou a comissão especializada para área económica da ANP para acompanhar o processo, recolhendo todos os elementos necessários para que o povo guineense seja informado.

“Durante esta semana houve várias afirmações, repetidamente por elementos de formações políticas, na ANP de que assim que o Presidente da República chegar, convocara reunião do Conselho de Estado e em seguida dissolver o parlamento”, informou.

Domingos Simões Pereira afirmou que, mas não vê nenhum quadro que permita ao chefe de Estado tomar está decisão, tendo apelado calma ao povo, mas sobretudo que seja vigilante para que a verdade seja dita, para este caso seja mais um que fica por esclarecer. ANG/LPG/ÂC

Política/Presidente da República considera confrontos armados tentativa de “golpe de Estado” e promete “consequências graves”


Bissau, 03 dez 23 (ANG) – O Presidente da República considerou os confrontos armados do dia 01 de Dezembro, uma “tentativa de golpe de Estado”
e afirma que haverá consequências graves para todos os implicados.  anunciou uma comissão de inquérito para apurar responsabilidades.

Úmaro Sissoco Embaló falava à imprensa no sábado, à chegada ao aeroporto de Bissau, depois de uma semana ausente do país em visitas oficiais a Roma, Timor Leste e Dubai, para participar na COP28.

O Presidente da República anunciou que “segunda-feira, haverá uma comissão de inquérito” e reiterou que “a Guiné-Bissau não pode viver mais em teatro”.

“Alguém disse que conhece Suleimane Seidi, pode conhecê-lo há mil anos. Quem pariu Mamadu Embaló, meu pai, Cadidjatu Seidi, é também avó de SuleimaneSeidi”, explicou, afirmando que desta vez o império da lei deve funcionar.

O chefe de Estado evocou a frase do antigo presidente  Kumba Yalá e que vivemos em paz ou morremos todos, frisando que, é desta vez. 

“Tchongo foi a mando de alguém. Tchongo não é doido para rebentar as celas da Polícia Judiciária e retirar o ministro das Finanças e o Secretário de Estado”, disse.

 “O teatro acabou”, insistiu o chefe de Estado, frisando que “toda a gente que está implicada nesta tentativa vai pagar caro”.

Sissoco Embaló disse ainda que “há indícios”, incluindo escutas telefónicas, de que “esse golpe” não é de agora, que “foi preparado antes de 16 de novembro”, o dia da comemoração oficial dos 50 anos da independência da Guiné-Bissau, organizada pela Presidência da República.

O chefe de Estado guineense insistiu que “não se faz golpe ao Presidente da Assembleia, nem ao primeiro-ministro, só se faz ao chefe de Estado, que é comandante supremo das Forças Armadas”.

O presidente lembrou a tentativa de golpe de Estado de 01 de fevereiro de 2022 para vincar que já tinha dito àqueles que consideraram que “fizeram teatro” nessa ocasião e “disseram que era inventona”, que não voltaria a repetir-se.

O presidente da República defendeu que “o império da lei tem que funcionar na Guiné-Bissau” e disse que se a Procuradoria-Geral da República deixar de ser o advogado do Estado, ele próprio está “disponível para fazer isso” e evitar que o país caia “num colapso”.

“Se eu vou ser sacrificado é dessa vez”, afirmou.

Sissoco Embaló afirmou que “todos sabem quem são” os autores do “golpe”, referindo a seguir que “não há casa de ninguém atacada”, numa alusão à denúncia do presidente da Assembleia Nacional Popular, Domingos Simões Pereira, de que a residência tinha sido cercada e alvejada, com o próprio em casa.

O Presidente convidou os jornalistas a irem “a casa das pessoas ver se foram atacadas, se uma única casa” foi atacada.

À pergunta sobre o alegado envolvimento do Presidente da República nos acontecimentos de sexta-feira, respondeu: “envolvimento como? Será que vou dar golpe a mim próprio?”

Sobre o envolvimento das tropas da Presidência nos confrontos defendeu que “um dos papéis do batalhão da Presidência da República é manter e coadjuvar o Estado-Maior General, é assim que funciona”.

“O batalhão da Presidência da República, no nosso sistema ou no estatuto de Defesa Nacional, é para proteger o Presidente República”, frisou.

Na madrugada e na manhã de sexta-feira, 01 de Dezembro, o batalhão da guarda presidencial e a Polícia Militar atacaram o comando da Guarda Nacional para retirar o ministro da Economia e Finanças, Suleimane Seidi, e o secretário de Estado do Tesouro, António Monteiro.

Os dois governantes foram levados pela Guarda Nacional que os retirou das celas da Polícia Judiciária, onde estavam em prisão preventiva por ordens do Ministério Público que os investiga no âmbito de um processo de pagamento de dívidas a 11 empresas.

Do ataque ao quartel da Guarda Nacional resultaram dois mortos, a retirada dos dois governantes, que foram novamente conduzidos às celas da PJ e ainda a detenção do comandante da corporação, coronel Vítor Tchongo, e mais alguns elementos.ANG/ÂC

 

sábado, 2 de dezembro de 2023

Política/PAIGC condena actuação da Guarda Nacional por ter forjado a libertação do ministro das Finanças e Secretário de Estado do Tesouro

Bissau,02 Dez 23(ANG) – O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), condenou a actuação da coorporação da Guarda Nacional, por ter forjado a libertação do ministro da Economia e Finanças e o secretário de Estado do Tesouro, nas instalações prisionais da Polícia Judiciária.

A condenação foi expressa num comunicado de imprensa do Secretariado Nacional do PAIGC enviado hoje à ANG, no qual anuncia o posicionamento do partido após ter recolhido elementos e analisados de forma aturada os acontecimentos do dia 30 de Novermbro e 01 de Dezembro de 2023, que culminaram nos confrontos entre os agentes da Guarna Nacional e militares afectos as Forças Republicanas do Estado Maior.

No comunicado, os libertadores lamentaram os intensos tiroteios verificados, que, além de terem  resultados em mortes e feridos a confirmar, colocaram a população guineense em pânico.

Exortou no entanto o Ministério Público no sentido de respeitar os procedimentos de audição estabelecidas por Lei, em matéria de apuramento dos factos e da observância dos prazos e medidas preventivas.

O PAIGC condenou a presença de corpos militares fortemente armados nos arredores da residência do Presidente da Assembleia Nacional Popular, lider do PAIGC e da Coligação PAI-Terra Ranka, Domingos Simões Pereira, no dia 01 de Dezembro.

Condenou o Madem G15 e alguns partidos com assento parlamentar pela postura antidemocrática e belicista, que vem caraterizando as suas intervenções, numa clara afronta às regras de um Estado de Direito Democrático, com agravante de estar recorrentemente, a solicitar ao Presidente da República a demissão de um Governo constituída na base de uma maioria folgada de dois terços.

No comunicado, o PAIGC encoraja o chefe do Governo Geraldo João Martins no sentido de disponibilizar todos os membros do Governo envolvidos no processo em colaborarem com as instâncias judiciais no apuramento dos factos.ANG/ÂC

 


Pescas/
Ministro anuncia existência de um stock de cerca de 500 mil toneladas de pescado nas águas territoriais do país

Bissau, 02 dez 23 ANG – O ministro das Pescas garantiu que os resultados apresentados, confirmam a existência de cerca de 500 mil toneladas de pescados nas águas territoriais da Guiné Bissau.

Dionísio Pereira falava na quinta-feira, na apresentação dos resultados da pesquisa da quantidade e de espécies de pescado, que existe no mar da Guiné Bissau, feita pelo navio do Reino da Espanha, que indica um stock de 500 mil toneladas em diferentes tipos.

“A avaliação feita em 2022 apontam para existência de 300 mil toneladas do stock e com esta nova pesquisa registamos um aumento de 200 mil toneladas ou seja saímos de 300 para 500 mil toneladas”, vincou o governante.

Dionísio Pereira disse os resultados estão bem detalhados, e mostram que realmente o país é rico em termos dos recursos haliêuticos, frisando que o referido estudo permitiu ainda saber, por exemplo da reserva de camarão e carapau entre outros.

“Agora vamos conversar com os técnicos da pesca para definir formas de emissão de licenças, por cada tipo de peixe, para salvaguardar um determinado tipo de pescado, tendo em conta a sua qualidade”, prometeu.

Disse que, os dados são válidos não só para o país, mas também para União Europeia e outros parceiros tanto bilaterais como multilaterais.

Afirmou que, para fazer uma gestão do pescado e outros tipos de recursos é preciso recorrer um trabalho com base na ciência,  salientandom que,  foi neste quadro que o Barco do Reino de Espanha esteve no país no início do mês de novembro no âmbito da parceria entre os dois países.

 “Todos os países desenvolvidos baseiam a sua gestão de recursos pesqueiros, na ciência e nós também para progredir temos que confirmar as nossas ações com base na ciência, então neste quadro que enquanto ministro das Pescas vamos basear a nossa gestão ao longo desta legislatura na ciência”, prometeu Dionísio Pereira.

Disse que, isto significa que, a primeira actividade a ser realizada é de fazer pesquisa no mar para saber a quantidade e tipo de recursos do pescado que existe e a partir daí organizar para uma gestão durável, no sentido de ser útil para todos e para gerações vindouras.

“Os trabalhos de investigação com os técnicos nacionais é o que hoje apresentam os resultados que confirmam aquilo que têm sido afirmação de várias pessoas de que o país dispõe de grande quantidade de pescado no mar”, afirmou.

Revelou na ocasião que, o Governo, através do Ministério da Pescas, mandou comprar frigoríficos com capacidades  de um tonelada de peixe cada, para instalar nos postos de vendas, por exemplo, no sector de Boé, Contubel e Pirada,em cumprimento da promessa do Governo de fazer peixe chegar e ser consumida pelo povo guineense, sob lema, “ nó Pis na riba casa”, num preço acessível.

Instado falar para quando o anúncio da redução do preço do pescado no mercado nacional, Dionísio Pereira esclareceu que, apesar de o Governo ainda não anúnciou, a redução do preço, já está-se a registar uma ligeira baixa dos preços, por causa de algumas medidas que foram adotados.

Informou que actualmente o governo conseguiu reduzir o preço de combustível para os pescadores de 800 para 500 franco por litro.

A título de exemplo, o ministro das Pescas revelou que uma caixa de peixe tipo carapau de 20 kg que as vendedeiras comprava por 35 mil francos CFA, desceu para 14 mil francos, uma redução superior à 50 por cento. ANG/LPG/ÂC

Política/Líder do PRS disse discordar com actitude da Guarda Nacional e lamenta uso da força do Estado Maior


Bissau, 02 Dez 23(ANG) -
O líder do Partido da Renovação Social (PRS), disse que o seu partido condena a atitude das Forças da Guarda Nacional que retiraram, a força, o ministro das Finanças e o Secretário de Estado do Tesouro das celas da Polícia Judiciária (PJ). Contudo afirmou que o Estado-Maior General das Forças Armadas não devia optar pelo uso da força para a devolução dos dois governantes a proveniência.

“Não podemos permitir, no estado do direito democrático, cada vez mais assistir a troca de tiros que coloca a população em pânico. O processo está no Ministério Público e uma vez que respeita o procedimento normal, a Guarda Nacional não tinha nenhuma razão de retirar os presos da PJ e levá-los para as suas instalações, mas achamos também que o Estado-Maior podia ordenar o Comandante da Guarda Nacional para retornar os detidos à sua proveniência”, assegurou, Fernando Dias.

Dias fez estas observações na tarde desta sexta-feira, 01 de dezembro, reagindo aos confrontos entre as forças da Guarda Nacional e as forças especiais do exército comandadas pelo Estado-Maior. 

O confronto entre as duas forças, que iniciou na madrugada desta sexta-feira, terminou com dois óbitos, um do lado da Guarda Nacional e outro militar da Guarda Presidencial, bem como a detenção do Comandante da Guarda Nacional, Victor Tchongo e mais elementos da Brigada de Intervenção Rápida (BIR) daquela corporação de segurança. 

O líder dos renovadores, que também exerce a função de primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional Popular, disse que dois atos, a atitude da Guarda Nacional e o uso da força pelo Estado-Maior, são condenáveis, porque acabam por colocar o país numa situação de instabilidade e que pode agravar mais uma vez a imagem do país.

“Não podemos ter um país em que cada vez que saímos das eleições, enfrentamos problemas. A população poderá ficar saturada e poderemos cair numa situação em que se entende que é melhor não irmos para as eleições. Quando houve este estado de tiroteio e que ceifa vidas humanas é lamentável”, assegurou. 

Fernando Dias da Costa afirmou que o seu partido está muito preocupado com a situação, porque depois do processo eleitoral, entenderam que o país entrara num caminho para a estabilidade, razão pela qual decidiram integrar a coligação vencedora das legislativas.

“Não esperávamos que a situações parecidas pudessem acontecer dentro de três e quatro meses da governação. É lamentável e estamos muito preocupados, porque compreendemos que estamos a adiar o país mais uma vez e esses tipos de comportamentos não abonam para a boa imagem do país”, enfatizou, defendendo o respeito à decisão judicial e que “se a justiça entende que os suspeitos estão envolvidos no caso é preciso aguardar o procedimento normal para apurar a verdade, infelizmente deu no que deu”.

O político apelou calma à população e o respeito à decisão da justiça.

Dias assegurou que é preciso saber se o comandante da Guarda Nacional agiu por iniciativa própria ou  recebeu uma ordem superior.

Salienta-se que o PRS é um dos partidos que assinou o acordo da incidência parlamentar e governativa com a Coligação Plataforma Aliança Inclusiva – PAI TERRA RANKA, depois das eleições legislativas de 04 de junho.ANG/ÂC

 

Política/Madem G15 condena atentado à República e ao  Estado de Direito Democrático pela obstrução à realização da Justiça


Bissau,02 Dez 23(ANG) – O Movimento para Alternância Democrática(Madem-G15), condenou o que considera de atentado à República e ao Estado de Direito Democrático pela obstrução à realização da justiça.

A condenação consta no comunicado de imprensa, a que ANG teve acesso hoje, no final da reunião da sua comissão permanente realizada sexta-feira, após uma análise profunda da situação de confrontos entre elementos da Guarda Nacional e forças do Batalhão do Palácio presidencial. 

No comunicado o Madem-G15 disse que condenou com veemência a tentativa do golpe de Estado, lamentando a perda de vidas humanas e responsablizou o Governo por estas perdas irreparáveis, bem como manifestou a sua solidariedade com as famílias das vítimas.

“Lamentar profundamente, condenar e responsabilizar o Presidente da Coligação PAI Terra Ranka e Presidente da Assembleia Nacional Popular pelas declarações que incentivam a violência gratuíta e este acto ignôbil e antidemocrático, ao felicitar a Guarda Nacional por esta tentativa de golpe de Estado”, salientou o comunicado.

O Madem G15 felicitou as Forças de Defesa e Segurança, pela sua prontidão na defesa da ordem constitucional, sem nenhuma violação e residência dos cidadãos.

Instou o Ministério Público a prosseguir, com mais celeridade a necessária investigação do ocorrido e a tradução à justiça dos responsáveis materiais e morais com vista a responsabilização criminal e civil.

Um grupo de elementos das forças da Guarda Nacional invadiram na noite de quinta-feira, 30 de Novembro, o serviço de Piquete da Polícia Judiciária, situada à frente do mercado de Bandim, para retirar das celas o ministro da Economia e Finanças, Suleimane Seidi e o Secretário de Estado do Tesouro, António Monteiro, detidos sob ordens do Ministério Público.

Seidi e Monteiro foram ouvidos na tarde desta quinta-feira, 30 de novembro de 2023, para esclarecer o pagamento de seis biliões de francos cfa, correspondes a cerca de 10 milhões de dólares norte-americano a 11 empresas. A audição foi conduzida pela equipa da Comissão de Inquérito do Gabinete de Luta contra a Corrupção e durou mais de quatro horas.

Os magistrados declararam prisão ao ministro e ao secretário de Estado, alegando que é uma medida aplicada para não pôr em causa a investigação em curso.

Os dois governantes foram transportados numa viatura até às celas do serviço de Piquete da PJ, localizado junto ao mercado de Bandim.

Na manhã de sexta-feira e de madrugada, tiros de armas ligeiras e pesadas foram ouvidos em Bissau. De acordo com a agência Lusa, fontes militares afirmam tratar-se de confrontos entre elementos da Guarda Nacional e forças do Batalhão do Palácio presidencial. O Comandante da Guarda Nacional e mais alguns elementos da corporação foram detidos.

Entretanto a Polícia Militar guineense disse à Lusa que pelo menos dois militares morreram nos combates registados em Bissau na madrugada e manhã do dia 01 de Dezembro entre agentes da Guarda Nacional e elementos do Batalhão do Palácio presidencial.ANG/ÂC

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

         Sublevação/EMGFA afirma que a situação voltou a normalidade  

Bissau,01 Dez 23(ANG) – O Estado Maior General das Forças Armadas(EMGFA), afirma que a situação voltou a normalidade, depois das primeiras horas de manha de hoje terem sido ouvidos tiros em Bissau.

Em comunicado do vice-chefe do EMGFA, Mamadú Turé (Nkrumah), a que ANG teve acesso, informou que que a situação voltou à normalidade e apelou à calma dos populares.

No documento, o Estado Maior General das Forças Armadas explica que pelas 20h do dia 30 de Novembro, quinta-feira, um grupo de Brigada de Intervenção Rápida, chefiado pelo seu comandante, o Coronel Vitor Tchongo, assaltou e libertou as pessoas que estavam a ser ouvidas no estabelecimento da Polícia Judiciária e que as forças republicanas repuseram as ordens constitucionais.

O ministro da Economia e Finanças e o secretário de Estado do Tesouro foram reconduzidos à prisão após terem sido libertados na noite de quinta-feira por soldados da Guarda Nacional.

Na manhã de hoje e de madrugada, tiros de armas ligeiras e pesadas foram ouvidos em Bissau. De acordo com a agência Lusa, fontes militares afirmam tratar-se de confrontos entre elementos da Guarda Nacional e forças do Batalhão do Palácio presidencial. O Comandante da Guarda Nacional e mais alguns elementos da corporação foram detidos.

Entretanto a Polícia Militar guineense disse à Lusa que pelo menos dois militares morreram nos combates registados em Bissau na madrugada e manhã de hoje entre agentes da Guarda Nacional e elementos do Batalhão do Palácio presidencial.

De acordo com a mesma fonte, os mortos seriam um agente da Guarda Nacional e um militar do Batalhão presidencial.

As instituições públicas, instalações das organizações internacionais, escolas e principais centros comerciais em Bissau não funcionaram, hoje sexta-feira, dia 01 de Dezembro.ANG/ÂC


                      Sublevação/Detido comandante da Guarda Nacional


Bissau,01 Dez 23(ANG) - O comandante da Guarda Nacional  e mais alguns elementos da corporação foram detidos e conduzidos para as instalações do Estado Maior General das Forças Armadas. Disparos deixaram de ouvir-se em Bissau.

O coronel Vítor Tchongo "e mais alguns soldados" da Guarda Nacional foram detidos por elementos da Polícia Militar, depois de confrontos armados entre a Guarda nacional e forças do Batalhão do Palácio presidencial que começaram ao início da madrugada de hoje, disseram à Lusa fontes militares.

Na capital Bissau deixaram de ouvir-se, por volta das 09:00, os disparos de armas, que começaram cerca das 01:20, prolongaram-se por alguns minutos e voltaram a ouvir-se pouco depois das 07:00.

Segundo a Lusa, os disparos partiram das imediações do quartel no bairro de Luanda e de outras instalações da Guarda Nacional.

A zona dos bairros mais próximos dos disparos, como Santa Luzia, Luanda, Empantcha estava sem movimentos de viaturas e pessoas.

Fontes militares afirmam à Lusa que houve confrontos entre elementos da Guarda Nacional e forças do Batalhão do Palácio presidencial, numa altura em que o Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, Biague Na Ntan, se encontra fora do país.

Os tiros acontecem na sequência de tensões vividas durante toda a noite passada, depois de o Ministério Público ter decretado a prisão preventiva do ministro das Finanças, Sulemaine Seide, e do secretário de Estado do tesouro, António Monteiro.

A coligação no Governo na Guinè-Bissau acusou hoje o batalhão do Palácio Presidencial de estar a fazer um uso "desproporcional e despropositado" da força após confrontos com a Guarda Nacional.

Em declarações à agência Lusa, fonte da Coligação Plataforma Aliança Inclusiva (PAI) - Terra Ranka, que pediu para não ser identificada, considerou que a troca de tiros que ocorreu esta madrugada e hoje de manhã em Bissau é "um golpe de força da Presidência da República contra a Guarda Nacional que simplesmente havia protegido a vida de dois membros do governo".

"Nada justifica tal uso da força e este nível de violência indiscriminada", acrescentou a mesma fonte, pedindo à comunidade internacional que exija uma intervenção da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental CEDEAO), que tem no país uma força desde a tentativa de golpe de Estado de 01 de fevereiro de 2022.

Questionada sobre se o atual confronto pode evoluir para um conflito mais grave, a fonte da coligação considerou que "se não se parar a atual ofensiva, será esse o risco".ANG/Lusa

 


                                            
Sublevação/Tiros em Bissau

Bissau,01 Dez 23(ANG) – Bissau se encontra desde as primeiras horas de manha desta sexta-feira, debaixo de tiros de armas ligeiras e pesadas.

Não há qualquer informação oficial sobre o que está na origem destes disparos que saem nas zonas dos quarteis.

Tudo acontece depois da detenção na noite de quinta-feira do ministro da Economia e Finanças Suleimane Seidi.

O governante foi ouvido quinta-feira a tarde no âmbito de uma decisão governamental de pagamento de empresas privadas que prestavam serviços ao Estado. A iniciativa envolve seis mil milhões de francos CFA.

Ainda na quinta-feira, a União Económica e Monetária Oeste Africana(UEMOA), dicidiu disponibilizar a Guiné-Bissau 50 mil  milhões de francos CFA para o desenvolvimento de diferentes sectores públicos.

Informações não confirmadas, de fontes de familiares de Suleimane Seidi, referem que o ministro teria sido detido pela Polícia Judiciária, mas quen terá sido libertado após intervenção de elementos da Guarda Nacional.

Bissau está parada, não há circulação nem de pessoas e nem de carros.ANG/SG


                Política/Tiros de armas de guerra ouvidos em Bissau

Bissau, 01 dez 23 (ANG) - Tiros de armas de guerra foram ouvidos hoje, em Bissau, por volta da 01:20, prolongando-se por alguns minutos, como testemunhou a Lusa no local.

Os tiros foram ouvidos no bairro de Luanda, arredores de Bissau e desconhece-se a origem dos disparos.

Os tiros acontecem na sequência de tensões vividas durante toda a noite de quinta-feira, depois de o Ministério Público ter decretado a prisão preventiva do ministro das Finanças, Sulemaine Seide, e do secretário de Estado do tesouro, António Monteiro.

Os dois membros do Governo foram levado para a sede da Polícia Judiciária, de onde terão sido retirados das celas por elementos da Guarda Nacional, segundo indicaram à Lusa várias testemunhas.

O ministro da Economia e Finanças da Guiné-Bissau, Suleimane Seidi, e o secretário de Estado do Tesouro, António Monteiro, foram hoje detidos no âmbito de um processo relacionado com pagamentos a empresários, disse à Lusa fonte judicial.

De acordo com a fonte, Seidi e Monteiro ficaram em prisão preventiva e foram conduzidos para as celas da Polícia Judiciária no bairro do Reno, perto do Mercado do Bandim, no centro de Bissau, após cerca de seis horas de audição no Ministério Público.

Os dois governantes estão a ser investigados no âmbito de um pagamento de seis mil milhões de francos CFA (cerca de 9,14 milhões de euros) a 11 empresários, através de um crédito a um banco comercial de Bissau.

A oposição, que denunciou o caso no parlamento, defende tratar-se de crime prevaricação e desrespeito a normas orçamentais, imputados ao Ministro da Economia e Finanças, ouvido na passada segunda-feira no parlamento.

Naquela instância, Suleimane Seidi confirmou a solicitação do crédito, defendeu que todo o processo obedeceu à legalidade e ainda reafirmou ser um procedimento normal entre os Governos da Guiné-Bissau.

A oposição, na voz do Movimento para a Alternância Democrática (Madem G15) considera o processo fraudulento por envolver "apenas empresários ligados ao Governo" da coligação Plataforma Aliança Inclusiva (PAI - Terra Ranka).

Logo após a denúncia do caso, o Ministério Público efetuou buscas e apreendeu documentos no Ministério da Economia e Finanças e ainda no banco que concedeu o crédito para o pagamento aos empresários.

Vários dirigentes do Ministério da Economia e Finanças já foram ouvidos desde a semana passada e hoje os dois principais responsáveis da instituição foram detidos.

Suleimane Seidi e António Monteiro são dirigentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que lidera a coligação PAI -Terra Ranka, no Governo, juntamente com o Partido da Renovação Social (PRS), Partido dos Trabalhadores da Guiné (PTG) e mais cinco pequenas formações políticas.

O Madem G15 e a Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU - PDGB) são os únicos da oposição no parlamento.

A detenção do titular da pasta das Finanças ocorreu no dia em que o Governo aprovou, em Conselho de Ministros, o Orçamento Geral do Estado para 2024, agendado para discussão e votação na sessão plenária da Assembleia Nacional Popular, que decorre até 27 de dezembro.ANG/Lusa